Acolhimento
29/04/2014 | 23h57

No poeta o desalento encontra refúgio.

[caption id="attachment_7969" align="aligncenter" width="400" caption="Fotografia: João Machado"][/caption]
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FUNDAMENTALISMO ROSA
28/04/2014 | 17h33
Entre as várias considerações pertinentes publicadas ontem (27/04), na Folha da Manhã , em entrevista ao jornalista Alexandre Bastos, pelo professor e ex-presidente da Fundação Municipal Teatro Trianon João Vicente Alvarenga, cito a pequenina abaixo, reveladora que é da estreiteza da PMCG na condução da política cultural. A íntegra da entrevista você pode ler aqui. "Não vou dizer que Campos seja uma republiqueta fundamentalista. Chega perto. O ritmo de conversões entre o secretariado da Chefe do Executivo é bastante revelador nesse sentido. Então, quer queiramos ou não, a autocensura bate inconscientemente. Não houve censura formal, mas uma sugestão velada sobre a inconveniência de um texto de Nelson Rodrigues nos palcos do Trianon. O episódio afetou drasticamente a Chefe do Executivo. Houve, sim, um grande desgaste."

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Cabeças vão rolar
25/04/2014 | 01h23
Nessa crise que se agrava na Cultura em Campos, um assunto de difícil entendimento é o sururu feito com a Orquestra Municipal de Campos dos Goytacazes. Em síntese: não há mais Orquestra Municipal. O convênio assinado com a prefeitura, em meado de 2012, era breve e se acabou. Expirou, findou, sem que a PMCG tomasse qualquer atitude para renová-lo. Simples assim! No mais, é o silêncio imposto pela FCJOL. No mais, são os "ataques" dirigidos para denegrir o esforço incalculável da ONG Orquestrando a Vida de criar uma orquestra sinfônica com jovens campistas carentes, como o da criação manjada de um blog apócrifo para levar todos ao limbo comum em que se encontra a cultura atual. No mais, é a inveja daqueles que não conseguem mensurar o suor cotidiano de músicos empenhados em formar músicos e plateia para a música erudita na planície. O assunto tem sido trazido a público em algumas postagens como aqui, aqui e, mais recente, também aqui, no blog do jornalista Alexandre Bastos. Neste último, recebeu o comentário de um suposto aluno/músico que pediu para não ser identificado. Agora, também abaixo, segue um e-mail que recebemos, em resposta ao comentário feito no blog do Bastos. Leiam, peço, e tirem as suas próprias conclusões. "Como disse Carlos Drummond de Andrade “O anonimato combina o prazer da vilania com a virtude da descrição”. Por esse simples motivo me reservo ao direito de também me utilizar do recurso do (a) colega acima. Eu acredito que o problema da Orquestra Municipal é único e exclusivo do Sr. Jony William. Pois ensinar um instrumento a uma criança que nunca soube nada, que não possui em sua família sequer um músico profissional, em uma cidade que 20 anos atrás não tinha nenhuma tradição de orquestra (violoncelos, oboés, trompas, contrabaixos, tímpanos eram coisas de outro planeta). E conseguir através de lutas e protestos dar o primeiro emprego a este(a) jovem, que aos 16 ou 18 anos deveria abandonar os estudos de musica para se dedicar a qualquer outra coisa ou se mudar de sua cidade, como muitos já fizeram. Podendo no lugar disso contratar músicos profissionais de outras cidades que já viriam formados, digo com faculdade de música mesmo (o que provavelmente o(a) jovem acima não possui) é uma coisa totalmente insana. As falhas do Sr. Jony William não se limitam a isso, trazer professores dos EUA, Venezuela, Espanha e não cobrar nada por isso. Liberar músicos para se aperfeiçoarem em faculdades e cursos na capital e em outras cidades, sem descontar do salário ou exigir reposições de aulas. Fomentar 3 turnês internacionais para Bolívia, EUA e Portugal com tudo pago para 80 músicos (com apoio externo e pouca ajuda do poder público). Ceder instrumentos de luthier (feitos a mão e não de fabrica como vendem as lojas) para o aluno poder se aperfeiçoar e sentir seu progresso através de um instrumento que responda à altura. Por favor, não é, senhor JW, isso é uma barbárie. Imagina que mesmo depois disso tudo o senhor poderia simplesmente contratar apenas maiores de idade para atuar nas classes aos alunos novos, podendo pagar salários para atuarem como professores da rede municipal e músico de orquestra, como fazem Neojibá (importante projeto da Bahia), Orquestra de Barra Mansa, Orquestra de Volta Redonda, o senhor resolveu implementar na contratação, além dos maiores de idade, o programa do governo federal O jovem aprendiz, que toda grande empresa do país utiliza e que podemos citar alguns salários como CORREIOS que paga R$292,43 ou a VALE do RIO DOCE que paga R$ 426,76. O senhor me resolve pagar R$ 656,00, para o “profissional” (aluno que nem terminou o Ensino Médio) estudar pela manhã, compartilhar o que aprendeu ali mesmo das 14h às 17h e depois alguns ensaios e um concerto por mês. Por favor não é senhor Jony William. Isso é um atestado de imbecilidade. Acho que o senhor precisa entender que além de educar, ocupar o tempo ocioso, ensinar valores, ensinar um instrumento, e ainda o remunerar para tudo isso. Precisa ensiná-lo(a) que no país que nós vivemos nenhuma grande empresa aceita renovar um patrocínio sem a contrapartida (não estou falando de crianças carentes salvas pela música e sim de grandes porcentagens em dinheiro de retorno) e que patrocinar qualquer coisa em uma cidade que recebe 2 milhões em espécie por dia de royalties é um atestado de burrice. Também poderia ensinar que 40% das verbas de qualquer coisa aprovada pelo poder publico é revertido em impostos municipais, estaduais e trabalhistas. Também deveria ensinar que a ONG do ES que anteriormente iria administrar a Orquestra Municipal não pretendia trabalhar com ninguém de Campos (muito menos com crianças de projetos sociais), além de estar orçada em R$ 4.000.000,00 e ter salários exorbitantes para pessoas inclusive de outros estados. Por fim acho que deveria ter ensinado a esta pessoa a no mínimo ser grata por ter lhe ensinado (ou tentando) uma profissão. Gostaria de ver o grande músico acima nos agraciando com seu belíssimo som em qualquer outra orquestra profissional do país que tenha capacidade de se estabelecer. Será? Enfim, Sr. JW o erro é todo seu por insistir em acreditar em pessoas nessa cidade… Lamentável!
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Fumaça no Carnaval Campista
23/04/2014 | 02h58
Depois da reunião,  de ontem (22/04) à  noite, na sede da Fundação Municipal Zumbi dos Palmares, nem tudo é rosa no Campos Folia 2014. Da reunião, além das escolas e blocos, participaram o superintendente da Igualdade Racial Jorge Luiz dos Santos, o carnavalesco Milton Cunha e o procurador da Câmara Municipal de Campos, Luiz Felipe Klem. A presidente da FCJOL, não compareceu. As reclamações e ressentimentos afloram, tiram do sério alguns carnavalescos que manifestaram preocupação com mais um risco real de regressão no carnaval local. Desabafos como " Querem impedir das escolas irem para a passarela com todo o seu carnaval, querem que a gente vire bloco" ou "Que reunião é esta sem pauta, sem ata, sem a presença da imprensa" ou ainda " Que regulamento é este que nos foi entregue só dia 4 de abril, sem assinatura, sem registro e sem publicação em Diário Oficial", foram ouvidos ao final da reunião. Fonte fidedigna do blog afirmou que Leila Barbosa, coordenadora de carnaval da Escola Mocidade Louca, vencedora do Campos Folia 2013, foi incisiva no questionamento ao presidente da Liga Independente de Entidades de Samba de Campos (Liescam),  Jaiminho Pessanha, sobre a retenção de mais 10% da verba  (além dos 5% que seriam de direito à Liescam); estes só seriam devolvidos ao final da prestação de contas pelas agremiações à prefeitura. Segundo esta fonte, Leila questionou a motivação real desta retenção, pois, no caso de não prestação regular por parte das escolas como a Liga resolveria a falta de notas fiscais junto à controladoria nas prestações das escolas e blocos? Com desarmonia  e gritos, a reunião que teve por objetivo tratar da organização final do Campos Folia 2014, nada resolveu. Pelo jeito -  a dois dias do início do evento, antes mesmo da apuração - a folia tende a esquentar.
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Noroeste em pauta
22/04/2014 | 19h07
[caption id="attachment_7942" align="aligncenter" width="620" caption="Divulgação"][/caption]

 

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João Vicente dispara contra Patrícia
21/04/2014 | 16h08

Do professor e ex-presidente da Fundação Municipal Teatro Trianon , João Vicente Alvarenga, recebemos a declaração que segue.

"A cultura em Campos nunca foi tão rica. Mas inverteram a ordem do preceito que prega a supremacia do interesse público sobre o privado. A gestora pública na área da cultura, apoiada pelo executivo municipal, tem invertido despudoradamente aquela lógica, ou seja, se pratica a supremacia do interesse privado sobre o público. Se quem não deve não teme, Patricia Cordeiro tem muito a temer, a começar porque se esconde da mídia para simples prestações de conta de sua gestão e esclarecimentos ao eleitor sobre como o dinheiro da cultura está sendo usado. Está sendo usado para fins públicos e também privados,  como por exemplo, a montagem de um mega estúdio de gravação que custou altíssimas somas e que deverá ser usado pela oligarquia dominante da democracia goytacá, nas próximas eleições. Como justificar, por exemplo, que alguns shows teriam que ser contratados pela extinta Fundação Municipal Trianon e não, como seria o mais adequado, serem contratados pela FCJOL, entre janeiro e maio de 2013? É um formato irregular que caberá à justiça dizer se se trata de um ato ilícito,  que é o que tudo indica, uma vez que esses shows/bandas eram de propriedade ou administradas por pessoa muito próxima à Sra. Patricia Cordeiro."

João Vicente Alvarenga 

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Ausência de si
21/04/2014 | 14h33
“O que mais dói na miséria é a ignorância que ela tem de si mesma. Confrontados com a ausência de tudo, os homens abstêm-se do sonho, desarmando-se do desejo de serem outros. Existe no nada essa ilusão de plenitude que faz parar a vida e anoitecer as vozes”. Mia Couto

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Na Páscoa, João de Oliveira
19/04/2014 | 13h07
[youtube]watch?v=MdN9jV-CdlE&feature=share&list=UUuIX1NgSGXOQzbRboMMntRA&index=14[/youtube]
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E tanto do Brasil II
18/04/2014 | 23h06
Ainda da nossa recente ida à localidade de Mata da Cruz, interior de Campos, na região norte do município, distrito de Santa Maria, 93 km da cidade. Para lá chegar, partindo da cidade, vamos pela BR101 em direção a Vitória; na altura da entrada de Conselheiro Josino a gente sai da estrada federal e segue por uma estrada vicinal. Mata da Cruz é uma realidade rural, comunidade pequena vinculada à pecuária de leite e corte e também à agricultura familiar. O lugar é bonito de verdade, vive um compasso diferente dos centros urbanos do estado do Rio. Ainda que integre Campos, no cotidiano eles lá se socorrem de municípios mais próximos como Cardoso Moreira, Italva e o maior deles - na região noroeste fluminense -  Itaperuna. Quem pensa que em lugares assim o povo vive letárgico, se engana feio. Produzir leite não é atividade para preguiçoso. São 365 dias por ano, sem feriado ou fim de semana, vaca não sabe o que é isso, come e bebe água sem parar. Quanto melhor o rebanho, mais cuidado com a saúde dos animais, mais bezerros, mais leite produzido, mais trabalho. Sem querer dei de cara com uma pequena fabriqueta, uma confecção.  À frente do pequeno empreendimento de sucesso está Miriam Amaral. Ela, nos seus 28 anos, vislumbrou a possibilidade de enveredar por seu sonho. Foi a Campos. No Fundo de Desenvolvimento de Campos - Fundecam, encontrou uma fonte de empréstimo para começar o negócio. Comprou o maquinário e há um ano e meio, emprega 11 pessoas da região. Produzem shorts de elástico; na realidade recebem as peças cortadas e fazem o fechamento mais o acabamento final. Trabalham, como se chama, em sistema de facção para Boaventura, distrito de Itaperuna. Os shorts e bermudas são vendidos pela ‘Veste Surf’, no comércio de Itaperuna.

 

Miriam, deu uma paradinha, nos recebeu com atenção, notável a satisfação dela e dos demais. Mais um exemplo, que leva a marca do brasileiro a cada quadrilátero desse nosso Brasilzão.  
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Passemos para um mundo melhor
18/04/2014 | 16h12
Já sabemos que Páscoa significa passagem. De fato, todos nós estamos de passagem neste mundo. No meu entendimento, a festa maior da cristandade é a ressurreição do nosso senhor Jesus Cristo, onde ficou manifesta a sua superação da morte, a sua divindade, acontecimentos basilares do cristianismo. Jesus Cristo nos ensinou que o amor não se resume a palavras e sim à ação. Precisamos, portanto, agir se quisermos demonstrar o nosso amor, não só aos nossos entes queridos, mas, também ao outro. Por falar em outro, me preocupa sobremaneira o uso indiscriminado e abusivo de psicotrópicos pelos adultos e até pelas crianças. A maluquice está tamanha que um deputado quer apresentar, no Congresso Nacional, um projeto para dar ritalina às crianças nas escolas. Isto, porque ele leu um “trabalho científico” sobre hiperatividade e a agitação da meninada e supôs que a ritalina estaria indicada nesses casos. A impressão que tenho é que se perdeu de vez o bom senso. Ao invés de procurar entender o porquê das crianças estarem agitadas e dos adultos estarem estressados – angustiados e deprimidos – e começarmos a tratar das causas, os idiotas da objetividade, como diria Nelson Rodrigues, querem resolver em um passe de mágica, distribuindo  remédios que atuam no comportamento,  como se isso fosse totalmente isento de riscos e efeitos colaterais. O nível de estresse na atualidade tem origens muito claras, sob o meu ponto de vista: 1)      o excesso de informação, principalmente, de ocorrências aterrorizantes e violentas, de catástrofes, de mortes, de execuções mostradas em tempo real por todas as mídias e repetidas ad nauseam, ou seja, até a saturação; 2)      o excesso de demandas de consumo, também veiculadas exaustivamente com o fito de auferir lucros e tome de dia, de ano (réveillon), carnaval, páscoa, dia da mãe, do pai, das crianças, dos namorados e finalmente o natal. Todas são datas de apelo consumista e como diria o professor Raimundo, do Chico Anysio, o salário é óóó, deste tamaninho.  E como o pobre coitado do trabalhador vai arranjar tanto dinheiro para comprar a “felicidade” dos seus; 3)      a constante sensação de insegurança a que estamos submetidos, por falta de políticas públicas eficazes de segurança. Como não ficar estressado – angustiado e deprimido – e ainda indignado e revoltado diante deste quadro, que só existe graças à inépcia e à incompetência dos gestores públicos. Embora se digam cristãos, não têm compromisso, nem amor ao próximo. Haja paciência e haja psicotrópicos. Finalizo desejando Feliz Páscoa para você leitor, que Deus ilumine as mentes e toque o coração de todos na ressurreição do nosso senhor Jesus Cristo. Makhoul Moussallem                                         Médico conselheiro do CREMERJ e CFM Presidente do PT em Campos dos Goytacazes * Artigo publicado, hoje (18/04) no jornal Folha da Manhã    
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Fantasma na música erudita
17/04/2014 | 18h13
No mês passado, março, externei  aqui minha total estranheza quanto a não divulgação da Temporada de Concertos da Orquestra Sinfônica Municipal de Campos. O silêncio que reina na área da cultura de Campos - leia-se Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima -  sobre o assunto é preocupante. Afinal, vamos para o quinto mês do ano e até agora a OSMC não se apresentou nenhuma vez ao público campista. Nem agora, época dos tradicionais Concertos de Páscoa, nada. Uma pergunta, faço de público: continuamos a ter uma Orquestra Sinfônica Municipal? Foi extinta por debaixo dos panos? Querem deixar cair no esquecimento?  Se não, qual razão plausível para que a mesma não se apresente em 2014? Qual? [caption id="attachment_7894" align="aligncenter" width="620" caption="OSMC, ano de 2013"][/caption]

 

 
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Dilma na dianteira leva no 1º turno
16/04/2014 | 23h54
Saiu a nova pesquisa CartaCapital / VoxPopuli: Adversários estacionam e Dilma segue favorita para vencer no 1º turno; Em meio aos embates pela CPI da Petrobras, o cenário para a sucessão permanece estável; juntos, opositores têm 14 pontos a menos que a petista. Leia na íntegra aqui

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Cuida lá e toma cá
16/04/2014 | 01h35
Enquanto em demais cidades se respeita e facilita o direito de ir e vir dos deficientes visuais, a prefeitura de Campos abusa da maldade de fazer com que se acidentem. O discurso roto de que vão, em algum dia,  retirar os postes do caminho, é no mínimo piada de mau gosto. Veja: lá

 

E cá!

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Mais um escândalo da PMCG na Cultura
14/04/2014 | 22h31
E será mais um daqueles que os órgãos que deveriam ver não enxergarão; passará em brancas nuvens.  Reproduzo a postagem do blog "Eu penso que..." do jornalista Ricardo André Vasconcelos.  Como eu e você pensamos, sabemos que seria literalmente impossível escolher a curadoria de um evento do porte de uma bienal, às vésperas da realização da mesma. Seria impensável  definir os autores e palestrantes, elaborar a programação, concatenar as agendas dos mesmos, fazer os arranjos de viagem e hospedagem, produzir e imprimir o material de divulgação, enfim, seria 100% impraticável. Nada mais necessito comentar, a não ser desejar que a curadoria já escolhida e obviamente já trabalhando a pleno vapor na organização da VIII Bienal, ainda que não legalmente licitada, tenha êxito. O evento literário faz jus ao empenho e sucesso.
Opiniões do Jornalista Ricardo André Vasconcelos

segunda-feira, 14 de abril de 2014

BIENAL DO LIVRO: LICITAÇÃO PARA ESCOLHA DE CURADORIA SERÁ ONZE DIAS ANTES DA ABERTURA. DÁ TEMPO?

A 8ª Bienal do Livro de Campos dos Goytacazes tem data definida - de 16 a 25 de maio -, tem local escolhido - Centro de Eventos Populares Osório Peixoto, o Cepop. Mas, vejam só,  a licitação para escolha da  empresa especializada em prestação de serviços de Curadoria só vai ser escolhida dia 05 de maio, onze dias antes da abertura da "maior feira literária do interior do Estado do Rio de Janeiro", como diz o ufanista release produzido pela Secretária de Comunicação da PMCG (aqui e recorte abaixo), divulgado desde o dia 14/03/2014.
O edital de licitação para escolha da empresa para curadoria foi publicado na página 12 do edição desta segunda-feira, do Diário Oficial do Município (confira abaixo).
No mínimo curioso, não?
 
Edital publicado hoje para entrega de propostas dia 05/05. Ainda deverá ter tempo para análise das propostas, publicação do resultado e assinatura e publicação do contrato. Só então a empresa vencedora poderá iniciar seu trabalho de curadoria. E tem mais: o edital abaixo refere-se ao "pregão presencial 012/2012". Salvo engano, deveria ser 2014. Ou não?
Leiam aqui.    
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Cidadania tomou conta de Itaperuna
14/04/2014 | 15h57
Na sexta passada (11/04), a “Caravana da Cidadania” ocupou o noticiário do noroeste fluminense com a presença do senador Lindbergh Farias (PT). Com o plenário da Câmara Municipal lotado de populares e representantes de organizações sociais da região que compareceram para postular suas reivindicações setoriais, a caravana que tem como método “ver, ouvir, falar e fazer” e como propósito “assumir compromissos com os municípios” abriu espaço político para a insatisfação popular se fazer ouvir e de comum acordo modelar um programa de governo democrático e popular para o estado do Rio de Janeiro. Na plenária-seminário o destaque ficou por conta da manifestação de Olliver Barros, Márcio Yvis e Ellias Leão, três combativas lideranças jovens, suas falas levantaram o plenário de forma uníssona. Deram um banho de determinação e convicção em suas bandeiras políticas de oposição ao modo coronelista como são conduzidos os governos municipais da região noroeste. De Campos, compareceram o presidente do diretório municipal do PT Makhoul Moussallem (pré-candidato a deputado federal) e o vereador Marcão. Na presença nada ocasional de Lurian da Silva, filha do ex-presidente Lula, Lindbergh - sem não antes agradecer a Lula o irrestrito apoio e confiança em sua decisão de concorrer ao Palácio Guanabara  - afirmou que passada a fase de indecisões, fofocas e intrigas contra a sua pré-candidatura ao governo do estado do Rio de Janeiro, é mais do que hora de “ouvir e assumir compromissos” e avisa, “faremos uma campanha de pé no chão e de mutirão”. Mais detalhes ver também aqui no blog Opiniões, do jornalista Aluysio Abreu Barbosa. [caption id="attachment_7849" align="aligncenter" width="600" caption="Makhoul e Lindbergh"][/caption]

 

[caption id="attachment_7853" align="aligncenter" width="600" caption="Olliver Barros discursando, à direita o vereador Marcão"][/caption] [caption id="attachment_7861" align="aligncenter" width="600" caption="Márcio Yvis na tribuna"][/caption] [caption id="attachment_7862" align="aligncenter" width="600" caption="Ellias Leão representante do movimento estudantil"][/caption]

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E tanto do Brasil I
10/04/2014 | 16h33
A caminho de Mata da Cruz onde fomos fazer uma reportagem a pedido da população local que reclama do abandono, por parte da prefeitura, fomos parados pela travessia de uma vacada. Elas vieram uma ao lado da outra, disciplinadamente cruzaram a estrada municipal que já foi de asfalto. Passados dez anos sem manutenção, trechos de terra intercalam com o asfalto original e, finalmente, pelo maquinário da Imbeg na área, verificamos que o poder municipal resolveu, recuperar a estrada que, como as demais do interior de Campos,  foram deixadas de lado por um bom tempo.

Voltando à imagem da vacada bem cuidada pela estrada, nos surpreendemos. Ao final, vem o cão guia e um menino a cavalo dando conta da tarefa da troca de pasto. O garoto ? É Gabriel. Perguntamos sua idade e ele sem titubear nos disse, "Nove anos".

O gado leiteiro pertence à Fazenda Capoeirão, produz leite e entrega a Itaperuna, na Cavil. Nada mais dissemos, nem perguntamos. É Campos dos Goytacazes, Brasil. [caption id="attachment_7840" align="aligncenter" width="600" caption="Fts. Luciana Portinho"][/caption]

 

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E o campista quer mais
10/04/2014 | 10h58
Por R$ 116 mil a prefeitura de Campos reformou, com recursos advindos do governo federal, essa pequenina unidade de saúde - Posto Médico - em Mata da Cruz, localidade rural de Campos, no 18º distrito de Santa Maria. Os moradores se queixam da falta do fundamental: médicos. Segundo eles, o posto já contou com dois, um dermatologista e um ginecologista que na falta de um clínico faziam o papel de. A prefeitura de Campos tirou a dermatologista, ficando só um médico para atender a população toda. O médico só comparece uma vez na semana, às segundas-feiras. Não tem dentista,  o posto fecha às 17h.  Os moradores falam que o coordenador do posto, Sr. Sebastião Coutinho, é um fazendeiro, comerciante e boa pessoa, mas, que se omite por medo. O pecuarista Romildo Gonçalves da Silva, volta e meia, em ato de solidariedade transporta vizinhos que passam mal em seu próprio veículo. Mata da Cruz fica a 93km da cidade de Campos, 23km de Italva e 63km de Itaperuna. É por estes municípios do noroeste fluminense que Romildo se socorre. “Se tivesse uma votação aqui, do jeito que a população está insatisfeita, iríamos querer pertencer a Italva”, diz Romildo. Por essas e outras, Campos ao longo das décadas perde território. Para ser grande, Campos tem que agir como grande com sua gente.

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E o campista mostra a sua cara
09/04/2014 | 19h09
Mata da Cruz, é uma localidade do interior de Campos, na região norte do município, distrito de Santa Maria, a 93 km da cidade. Comunidade pequena, vida rural, vinculada à pecuária de leite e corte e também à agricultura familiar. Os moradores cansaram por esperar pelas benfeitorias de direito por parte do poder público municipal. Sentem-se abandonados e esquecidos pela prefeitura. Estivemos lá ontem, (08/04), para ouvir os moradores, em suas necessidades e reclamações. São tão fáceis de serem atendidas. Fica difícil de entender o porquê do não investimento da prefeitura em Mata da Cruz. Será porque não tem um grande colégio eleitoral? O prejuízo dos moradores é palpável. Dói no bolso deles, as repetidas mortes de cabeças de gado. O fato é que há mais de oito anos não é mais feita a limpeza das caixas coletoras de esgoto, pelo caminhão da prefeitura. Estas caixas (fossas coletivas) transbordam, formam uma língua negra que escorre direto no córrego da localidade e que sacia a sede do gado. Importante ressaltar,  o valão  desagua no Canal da Onça, em Conselheiro Josino. Em dias de chuva, a língua negra corre a céu aberto na rua, na porta das residências. O pecuarista, Romildo Gonçalves da Silva, é um dos prejudicados. Ele está indignado com o descaso. - Eu mesmo peguei o pessoal que trabalha comigo para desentupir a caixa, quando chove o aguaceiro transborda com os detritos. Estamos largados, nem a coleta de lixo é mais feita regularmente. Essa fossa coletora foi feita há oito anos, no governo de Arnaldo Vianna. Depois que ele saiu da prefeitura não foi mais feita a manutenção - falou ele. Romildo se queixa de que o gado bebe da água contaminada pelos coliformes fecais, contrai um parasita que se aloja no fígado do animal e, com isso, ao ir para o abate, o matadouro rejeita o animal, restando ao produtor o prejuízo total. Outros problemas o pecuarista apresenta, como o estado precário em que se encontra a ponte local. “Do jeito que está o caminhão de leite está impedido de fazer a coleta do leite nas propriedades; temos que trazer o leite diariamente de carroça. Aqui só passam veículos leves”, afirma ele, reforçado pelos amigos e vizinhos presentes. Ele encerra dizendo que a perda é sempre do agricultor, “Essa a razão da minha revolta, não tenho porque me esconder nem há nada a esconder, é a nossa realidade”. Já a moradora e também pecuarista Janete Amaral esclarece que apesar de não ter nenhuma intenção de prejudicar o coordenador setorial da prefeitura, segundo ela é uma ótima pessoa, mas, transmitiu à secretaria Municipal de Agricultura a informação falsa de que os moradores não estariam precisando arar a terra. “Choveu, é uma oportunidade perdida, onde está a máquina que a prefeitura diz que coloca em Mata da Cruz? Nem operador tinha, agora colocaram um depois das nossas reclamações, só que ele não sabe operar a máquina, vou ter que pagar R$ 85,00 por hora a um particular para poder fazer o serviço. A máquina da prefeitura está aqui parada, será que está recebendo pelas horas paradas”, desabafa Janete. Nas últimas semanas pipocam as manifestações populares em Campos. São pequenas, nas mais diversas localidades e bairros. Percebe-se que são atos independentes, brotam da insatisfação popular sobre os mais variados problemas. Há muito não se viam as camadas populares com tanto gás, fruto de uma insatisfação generalizada com os governos, em particular, com o governo municipal atual que administra orçamento de município magnata e devolve um serviço de miserável ao campista. Se antes, este tinha medo de perder vantagens parece que o medo foi vencido. Afinal, como sabido, compra-se parte nunca o todo. Luciana Portinho Seguem fotos para ilustração da matéria.

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Aniversário
05/04/2014 | 01h35
Em dia de aniversário da que vos escreve, deixo um presente a você leitor que todos os dias me acena com leitura e comentários. Mais um ano se passa ou eu passo por mais um ano e, a cada um percorrido me certifico que pouco quero além da troca de afeto com a família, da estreita convivência com os amigos e da sensibilidade para as coisas bonitas que a natureza e o ser humano me proporcionam.  Se poder tivesse extirparia o mal e o mau da Terra, seríamos assim mais dignos e irmanados. Como nada sou, procuro fazer a minha minúscula parte nessa grande confusão que é a sociedade que soubemos erigir.  Curtam a fotografia perfeita do campista Dudu Linhares e a pequenina poesia do também campista Artur Gomes. [caption id="attachment_7805" align="alignright" width="465" caption="Ft. Dudu Linhares"][/caption] Poética para Dudu Linhares pássaro pluma voa leve pluma voa sobre o barco/pássaro flutuando na lagoa Artur Gomes  
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Pode isto TRE-RJ?
03/04/2014 | 15h35
Vejo agora, no blog Na Curva do Rio, da colega Suzy Monteiro, ver aqui, a informação de que o deputado federal, declaradamente candidato ao governo do Rio de Janeiro vai  usar o espaço público, uma praça central de Campos, onde se apresentará no próximo sábado, 05/04, como "Irmão" ao meio de outros artistas. Quem vai bancar o palco, o som, telão, iluminação, banheiros químicos e a segurança? Suponho que não será do nosso bolso, via a prefeitura, suponho. Pode isso TRE-RJ??? [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=ScmA1DQzIbk[/youtube]
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Golpe
01/04/2014 | 15h23

Nos 50 anos que nos separam do Golpe Militar, trago considerações para mera reflexão.

O balanço econômico e político do período militar - Luis Nassif

1 de abril de 2014 às 12:33
Luis Nassif - Coluna Econômica - 01/04/2014 Foi um equívoco o editorial da “Folha” sobre o regime militar. Nele, deplora-se a violência, mas considera-se a modernização tecnocrática proporcionada pelo regime.Diz que em vinte anos a economia cresceu 3,5 vezes. Isso equivale a 4,89% ao ano. Ora, nos dezesseis anos anteriores – de 1947 a 1964 – a economia cresceu a 6,7% ao ano, mais do que nos 20 anos seguintes.Era um ciclo ligado à urbanização disponibilizando mão de obra e às políticas de substituição de importações, que se mantiveram durante o período democrático e na ditadura.Em período democrático, o país conseguiu criar grandes estatais, como a Cemig, a Petrobras, a Eletrobrás -, assim como no regime ditatorial criaram a Telebras e outras. *** Vencido o impasse político do momento, nada do que foi construído no período militar não poderia tê-lo sido em regime democrático. Pelo contrário, em um sistema democrático provavelmente a grita da oposição não teria permitido exageros, como a Transamazônica, a Ferrovia do Aço; a Siderbras. *** A democracia imperfeita, de fato, valia-se do uso do Banco do Brasil para cooptar bancadas políticas. Mas a ditadura imperfeita distribuiu benesses a torto e a direito, sem nenhum critério.No período Delfim Netto, enormes extensões de terra na Amazônia foram entregues a grandes empresas, multinacionais e nacionais, sem nenhum compromisso com a colonização; escândalos financeiros de monta, como no Independência Decred ou nas “polonetas”.No período supostamente rigoroso de Ernesto Geisel, a criação pelo Ministro Mário Henrique Simonsen de sistemas de apoio a bancos quebrados permitiram enriquecer os controladores em detrimentos dos depositantes. Sem contar os superinvestimentos induzidos pelos Planos Nacionais de Desenvolvimento. *** Não significa que o regime militar era intrinsicamente corrupto, como não significa que o modelo democrático é intrinsicamente viciado.O grande problema da ditadura foi o enorme desequilíbrio no atendimento das demandas sociais e o enorme atraso provocado na organização da sociedade. *** Nos anos 60 emergiu uma nova geração, que pela primeira vez acordava para os aspectos mais anacrônicos do país, um meio rural onde sequer se pagavam salários, uma pobreza ampla a irrestrita que sequer era atendida. Descobria-se o interior, o nordeste, as favelas, os planos de desenvolvimento econômico (em JK) ou social (em Jango).Havia demagogia, é claro, as lideranças que tentavam se aproveitar desse idealismo, os populistas de ocasião, os pelegos, os radicais. Mas o amadurecimento era questão de tempo, dependia apenas do aprendizado democrático. *** A ditadura ceifou não apenas uma, mas as gerações seguintes, milhares de jovens que poderiam ter se especializado em questões sociais, que poderiam ter desenvolvido soluções para a miséria, somando-se à modernização que ocorreu no mercado de capitais, nas contas públicas, na Receita. Foi a falta de voz que permitiu a concentração desmedida de renda, a deterioração dos serviços públicos ante a urbanização que se acelerava, a sobrevida dos coronéis regionais, a demora em constituir um mercado interno robusto.Só agora, com as manifestações de agosto de 2013, percebe-se uma nova geração com o ímpeto juvenil da geração dos anos 60.
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Modesto da Silveira, em defesa da liberdade
01/04/2014 | 10h09
Modesto da Silveira é uma legenda na defesa dos perseguidos, presos, torturados pelo Golpe de 64. Figura doce, dedicada e amiga. Em 1978, foi eleito deputado federal pelo MDB, com uma vitória retumbante da oposição ao regime militar. Tive a honra e o privilégio de ter convivido na ocasião com este brasileiro. É emocionante vê-lo ativo, fiel aos princípios que nortearam sua carreira e vida. Sugiro a leitura da matéria aqui.
Alessandra Duarte (Email · Facebook · Twitter)
Publicado: 30/03/14 - 8h00
 Modesto da Silveira foi o advogado que mais defendeu brasileiros na ditadura Foto: Pedro Kirilos / Pedro Kirilos 
Modesto da Silveira foi o advogado que mais defendeu brasileiros na ditadura Pedro Kirilos / Pedro Kirilos
RIO - Defensor de agricultores, intelectuais, líderes estudantis e religiosos, Modesto da Silveira viu “os tanques do golpe” na Cinelândia. Seis anos depois, foi sequestrado e levado a uma sala do DOI em que as paredes tinham sangue coagulado. Hoje, guarda mais de 30 agendas daquela época. Algumas encardidas, outras empoeiradas. E, como se de um jogo se tratasse, convida: “Vamos ver a de 68?” O advogado de 87 anos vai então ao dia 13 de dezembro, data da decretação do Ato Institucional número 5 (AI-5) e na agenda lê: “Prisão Sobral Pinto”. — Esse “prisão” escrevi entre aspas porque foi o sequestro do Sobral, né? — conta ele, lembrando colegas de profissão. Todas as agendas estão em seu apartamento. E, numa época de infiltrados e acusadores, os compromissos anotados viraram álibis e testemunhas de defesa. Até hoje Silveira é considerado, por colegas, como o advogado que mais defendeu brasileiros no regime militar. Ele não sabe dizer quantos clientes teve, mas diz que cuidou de gente “de Belém a Porto Alegre”, de agricultores e operários a nomes como Mário Alves, Ferreira Gullar, David Capistrano e Dom Adriano Hipólito. De muitos, não cobrou nada. E a memória do dia do golpe é nítida: — Naquele dia, quando cheguei à Cinelândia, o povo esperava um comício em apoio a Jango. Mas não apareceram líderes sindicais, estudantis ou intelectuais. Apareceram tanques do Exército. Quando voltaram os canhões para o povo, ficou claro que eles eram do golpe. Então começaram a vaiar. Dois à paisana deram tiros para o alto e entraram no Clube Militar. No meu escritório, gente já pedia socorro. Para o mineiro de Uberaba, “o pior era quando você perdia o cliente”, numa referência à morte. Maria Auxiliadora Lara Barcellos, a Dodora — citada pela presidente Dilma Rousseff em discurso de 2010, foi um deles. Presa e torturada, suicidou-se no exílio. Em 1970, Silveira foi sequestrado pela repressão e ficou no DOI-Codi do Rio por dois dias. Não sofreu tortura física, mas psicológica. Na sala havia sangue coagulado, e a máquina de choque estava ligada. — Passaram a falar das minhas três filhas: “Sabe aquela? Trago aqui, boto a arma na boca e pow!” Modesto está hoje na Comissão de Ética da Presidência e presta assistência jurídica a antigos clientes. Auxilia a Comissão Nacional da Verdade e pede que ela tenha mais membros, poder de intimação e dê mais atenção à Operação Condor. — É preciso olhar o apoio financeiro e logístico de um regime que fez, no mínimo, meio milhão de vítimas diretas.
 
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Sobre o autor

Luciana Portinho

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