Levantamento aponta alta de quase 30% em cargos técnicos do setor offshore
Um levantamento da Firjan revelou que os cargos técnicos ligados ao setor offshore registraram crescimento de 29% em 2025, impulsionados pela cadeia industrial de óleo e gás. Segundo o estudo, profissionais embarcados podem alcançar salários de até R$ 40 mil, especialmente em funções técnicas de alta especialização. A pesquisa cruzou microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), do IBGE, considerando segmentos econômicos e carreiras típicas do mercado de petróleo e gás.
O estudo aponta que o Brasil teve média de 24,5 mil profissionais embarcados em 2025, sendo 45,8% deles concentrados no estado do Rio de Janeiro. Desse total, 55,1% são técnicos de nível médio, o equivalente a 13,5 mil trabalhadores. Além dos números, o levantamento destaca histórias de ascensão social impulsionadas pela formação técnica.
A técnica em Mecânica e Eletrotécnica Raquel dos Santos Rangel, de 28 anos, também representa essa transformação. Formada em Eletrotécnica em 2015, atualmente trabalha na Technip, no Porto do Açu, após concluir graduação em Engenharia Elétrica em 2025.
“Hoje me sinto satisfeita com a vida que levo, mais estável e tranquila, podendo também ajudar meus pais. Sei que ainda tenho muito a conquistar, tanto na vida pessoal quanto profissional, e sigo com paciência, sempre atenta às oportunidades que surgem. Para os jovens que estão começando, diria para não terem medo de começar. Nunca é tempo perdido quando se trata de educação”, destacou.
Segundo o estudo, profissionais embarcados com ensino médio completo recebem, em média, 94% a mais do que trabalhadores com o mesmo nível de escolaridade na população ocupada em geral. Técnicos de nível médio e profissionais operacionais registram rendimento médio de R$ 7.159, mais que o dobro do valor observado em funções semelhantes fora do ambiente offshore, de R$ 3.406.
Entre os destaques estão os operadores de instalações, máquinas e montadores, com rendimento médio de R$ 5,1 mil, contra R$ 2,7 mil da média geral. Em alguns casos, técnicos e controladores da navegação marítima chegaram a declarar salários de até R$ 40 mil. Já profissionais da área de perfuração e extração registraram rendimentos superiores a R$ 18 mil.
Segundo o estudo, profissionais embarcados com ensino médio completo recebem, em média, 94% a mais do que trabalhadores com o mesmo nível de escolaridade na população ocupada em geral. Técnicos de nível médio e profissionais operacionais registram rendimento médio de R$ 7.159, mais que o dobro do valor observado em funções semelhantes fora do ambiente offshore, de R$ 3.406.
Entre os destaques estão os operadores de instalações, máquinas e montadores, com rendimento médio de R$ 5,1 mil, contra R$ 2,7 mil da média geral. Em alguns casos, técnicos e controladores da navegação marítima chegaram a declarar salários de até R$ 40 mil. Já profissionais da área de perfuração e extração registraram rendimentos superiores a R$ 18 mil.
A gerente de Petróleo, Gás, Energias e Naval da Firjan, Karine Fragoso, destacou que o ambiente offshore exige preparação específica dos profissionais.
“A modalidade de trabalho embarcado caracteriza-se pelo regime de confinamento, no qual o empregado exerce suas funções em unidades marítimas por longos períodos. Nem todos têm perfil adequado ao ambiente offshore, que exige, além das certificações, um preparo físico e psicológico”, afirmou.
Técnico em Mecânica, Paulo Sergio Tavares, de 36 anos, atua embarcado desde 2014 em uma multinacional do setor offshore. Ex-aluno da Firjan Senai Macaé, ele trabalhou como ajudante de jardineiro, servente de pedreiro e carregador de supermercado antes de ingressar no curso técnico.
“Morava em outra cidade, distante 30 quilômetros da unidade, e tinha que acordar às quatro da manhã para estudar. Em dias de chuva nem conseguia sair de casa, pois a rua alagava. Hoje moro a 100 metros da praia e faço viagens internacionais com frequência com minha família”, contou.
Outro levantamento da Firjan mostra que profissionais técnicos têm três vezes mais chances de conseguir emprego do que a média nacional entre pessoas com apenas ensino médio. A entidade também aponta que a indústria possui o maior salário médio de admissão do país em comparação aos setores de comércio e serviços.
Atualmente, a Firjan Senai oferece 11.628 vagas gratuitas em cursos de qualificação profissional e outras 3.800 vagas gratuitas em cursos técnicos. As inscrições para qualificação seguem entre maio e agosto, enquanto os cursos técnicos recebem inscrições até 12 de junho. As oportunidades incluem modalidades presencial, semipresencial e EAD. Os detalhes estão disponíveis no edital correspondente na página da Firjan Senai.
Outro levantamento da Firjan mostra que profissionais técnicos têm três vezes mais chances de conseguir emprego do que a média nacional entre pessoas com apenas ensino médio. A entidade também aponta que a indústria possui o maior salário médio de admissão do país em comparação aos setores de comércio e serviços.
Atualmente, a Firjan Senai oferece 11.628 vagas gratuitas em cursos de qualificação profissional e outras 3.800 vagas gratuitas em cursos técnicos. As inscrições para qualificação seguem entre maio e agosto, enquanto os cursos técnicos recebem inscrições até 12 de junho. As oportunidades incluem modalidades presencial, semipresencial e EAD. Os detalhes estão disponíveis no edital correspondente na página da Firjan Senai.
Com informações da Ascom Firjan.