Ágatha Louize é promessa inspirada nas grandes vozes que construíram o blues, o jazz e o soul
Dora Paula Paes - Atualizado em 23/05/2026 08:30
Divulgação
 
A jovem Ágatha Louize Nani é uma promessa artística que desponta na cena musical. Nascida em Campos e residente em Atafona, São João da Barra, seu canto chama atenção no soul, blues, jazz e R&B (Rhythm and Blues, que é um gênero musical criado nas comunidades afro-americanas na década de 40). Filha do artista e instrumentista, Ângelo Nani, Ágatha tem uma identidade vocal marcada pela potência e expressividade, combinadas a uma suavidade angelical. Seu talento poderá ser conferido no Festival de Jazz & Blues de Rio das Ostras.
Com seu trabalho inspirado na tradição das grandes vozes negras que construíram o blues, o jazz e o soul, com valorização da força vocal e a estética desses gêneros, Ágatha se apresentará no dia 5 de junho no tradicional festival em Rio das Ostras, quando subirá ao palco a partir das 21h.
Entre suas principais influências estão Aretha Franklin, Etta James, Koko Taylor, Jennifer Hudson, Shemekia Copeland e Alicia Keys e a do seu pai, Ângelo Nani. Mas são as referências fundamentais da música negra que orientam sua estética vocal e a escolha de repertório.
"Participar deste festival está sendo muito especial pra mim, porque frequento o Festival de Jazz & Blues de Rio das Ostras desde que estava na barriga da minha mãe. Então, agora, poder fazer parte da programação de um festival que sempre admirei, com o meu próprio repertório, junto de grandes artistas nacionais e internacionais, tem um significado muito grande pra mim por estar no começo da minha trajetória como cantora", disse.
Segundo ela, já teve a oportunidade de cantar, por duas vezes, em Campos, quando se apresentou no Festival de Jazz da Casa de Cultura Villa Maria, em setembro do ano passado, no projeto Ellas Jazz. A participação foi com mais três amigas cantoras e a Banda Suíte In Jazz. "Pretendo seguir cantando sempre que aparecerem novas oportunidades", ressalta bem animada.
Ao recordar como começou, ela adianta que teve que deixar para trás a menina tímida e se aprimorou de verdade quando ingressou no Coral da Uenf.
"Sempre fui apaixonada por música desde pequena. Meu pai é músico, então cresci muito influenciada por esse universo dentro de casa. Eu gostava de cantar por diversão, em casa, na escola e com minhas amigas. As pessoas elogiavam minha voz, mas nunca foi algo profissional porque eu sempre tive muita vergonha", recorda.
Porém, com o tempo ela foi crescendo e junto o seu talento musical. Cresceu também sua a vontade de se aperfeiçoar mais na história da música, nas suas referências musicais; tudo isso foi muito importante, levando-a ao encontro da sua identidade artística. - Fiz alguns meses de aula de canto, comecei a estudar piano e, há dois anos, entrei para o coral da Uenf.
Inclusive, foi no Coral - muito aplaudido poronde se apresenta - que ela começou a se soltar mais como cantora ao aprender diferentes técnicas vocais, ganhar experiência de palco e conviver com outros jovens que também amam música. A tudo isso, Ágatha atribui a uma virada de chave, entre ter vocação, esforço e encontrar uma carreira que faz seu coração acelerar. "Acho que isso me ajudou muito a enxergar a música de uma forma mais real na minha vida", conclui.

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