BANHO DE MAR
30/11/2013 | 20h45
Banho de mar O câncer de pele é o mais prevalente na raça humana incluindo aí, mama, colo de útero, pulmão e próstata. A importância do assunto, por isso mesmo, é ditada pela frequência em que acomete indistintamente a todos. Pela proximidade do verão, por ser amanhã o Dia Nacional de Combate ao Câncer de Pele, procurei o colega dermatologista, Edilbert Pellegrini, de onde extraí algumas orientações que repasso a você, leitor. O Instituto Nacional do Câncer estima para o ano corrente – 2013 – 134 mil novos casos de câncer de pele. Desses, seis mil e 200 serão de melanoma, o mais agressivo de todos. Segundo Edilbert, o grande responsável por essa prevalência do câncer de pele sobre os demais é a exposição solar, seu dano é cumulativo: o de ontem se soma ao de hoje. Portanto, fica claro que os cuidados devem se iniciar na infância. O uso do chapéu, da camisa, óculos escuros e filtro solar, ajudam na proteção. Devem ser utilizados sempre. Evita-se assim a queimadura solar tão comum nas crianças e, por tabela, o envelhecimento da pele naqueles com mais idade. Basta observar a evidência na diferença da pele exposta ao sol e em a que fica coberta pela roupa. [caption id="attachment_7254" align="alignleft" width="350" caption="Ft. Google"][/caption] Dr. Edilbert destaca, “A Sociedade Brasileira de Dermatologia orienta que a exposição solar deve ser evitada entre às 10h e 16h, fato não obrservado na prática e sim o inverso: a chegada de praxe à praia da família é por volta do meio dia”, frisa ele. Bom lembrar, diz o colega, “Nós, dermatologistas também indicamos o uso do filtro solar em crianças com mais de seis meses de vida. Sua reaplicação é preconizada a cada duas horas”.  Ou seja, cada mergulho é um “flash”. Os cânceres cutâneos mais frequentes são o epitelioma basocelular, o epitelioma espinocelular e o melanoma. As suspeições da ocorrência procedem quando há o surgimento na pele de feridas, elevações, lesões sangrantes, “pintas” com mudança de cor ou formato, especialmente aquelas localizadas nas regiões expostas ao sol. Nesses casos, é aconselhável a busca de uma avaliação profissional médica, não obrigatoriamente de um dermatologista, dadas as notórias dificuldades que a população enfrenta em agendar uma rotineira consulta no SUS.
Makhoul Moussallem
Médico, Conselheiro do CREMERJ e do CFM *artigo publicado na Folha da Manhã, ontem ( 29/11).
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Não se assuste
29/11/2013 | 19h39
Trago da rede social Facebook, matéria do sítio Prgamatismo Político. Como disse por lá, para mim é um escárnio. Estes lá, somos nós em nossa mísera humanidade. Às vezes, a gente que evitar ver a realidade que nos rodeia, às vezes é necessário encarar a feiúra que existe em cada um de nós, parte que somos. lp

Hotel de luxo simula favela para turistas "experimentarem" pobreza (clique)

O hotel de luxo que se parece com uma favela para os turistas "mais extravagantes" que querem uma "experiência de pobreza"

hotel luxo favela áfrica
Emoya Luxury Hotel and Spa, África do Sul (divulgação)
O Emoya Luxury Hotel and Spa, na África do Sul, tem uma atração especial para os seus hóspedes: a Shanty Town. Trata-se da reprodução de uma favela feita no resort de luxo para acomodar clientes “mais extravagantes”. Com diária de R$ 192 (barraco para quatro pessoas), o cliente pode ter a experiência “autêntica” de viver em uma favela. O barraco é feito com os mesmos materiais das moradias originais da região.
hotel luxo favela
Mas, ao contrário de um barraco tradicional – sem energia elétrica e aquecimento -, cada unidade da favela do resort tem sistema de aquecimento sob o chão e acesso à internet. A favela de luxo recebe até 52 pessoas.    
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DESMATAMENTO ZERO
29/11/2013 | 14h36
O Greenpace faz uma chamada às ruas. Das tantas ONGs que existem pelo mundo esta é , sem dúvida alguma, das que mais respeito. Assine você também o abaixo assinado! lp A Mobilização pelo Desmatamento Zero vai acontecer no sábado, dia 7 de dezembro, em várias cidades do país. Serão diversas atividades de mobilização, como pintura de camisetas, coleta de assinaturas para o projeto de lei e oficinas. Você também pode fazer parte dessa história organizando um evento nesse dia. Se você tem vontade de lutar por um mundo melhor, junte-se a nós e contribua para despertar milhares de brasileiros. Para inscrever um evento e obter detalhes da mobilização acesse: bit.ly/mobilizacaodz Ajude a construir essa história. Participe! Abraços, Cristiane Mazzetti Mobilização Greenpeace Brasil
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Greenpeace
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Investir em si é mais fácil
28/11/2013 | 19h14
Seguem dicas que nos tornam mais robustos, portanto, menos suscetíveis aos fatores da realidade externa tão difícil de cambiar...rs

13 coisas que as pessoas mentalmente fortes evitam*

Natasha Romanzoti em 27.11.2013 as 17:00
13-Things-Mentally-Strong-People-Dont-Do Inúmeros artigos, particularmente voltados a empreendedores, falam sobre as características críticas das pessoas mentalmente fortes, como tenacidade, otimismo e uma capacidade de superar obstáculos. No entanto, também podemos definir força mental identificando as coisas que indivíduos mentalmente fortes não fazem. Confira alguns desses itens na lista compilada pela psicoterapeuta e assistente social Amy Morin:

1. Perder tempo sentindo pena de si mesmas

Você não vê pessoas mentalmente fortes sentindo pena de si mesmas ou suas circunstâncias. Elas aprenderam a assumir a responsabilidade por suas ações e resultados, e têm uma compreensão inerente de que muitas vezes a vida não é justa. Elas são capazes de emergir de uma situação difícil com consciência e gratidão pelas lições aprendidas. Quando uma ocasião acaba mal para elas, pessoas fortes simplesmente seguem em frente.

2. Ser controladas ou subjugadas

Pessoas mentalmente fortes evitam dar aos outros o poder de fazê-los sentir-se inferiores ou ruins. Elas entendem que estão no controle de suas ações e emoções. Elas sabem que a sua força está na sua capacidade de reagir de maneira adequada.

3. Fugir de mudanças

Pessoas mentalmente fortes aceitam e abraçam a mudança. Seu maior “medo”, se tiverem um, não é do desconhecido, mas de tornarem-se complacentes e estagnadas. Um ambiente de mudança e incerteza pode energizar uma pessoa mentalmente forte e estimular o seu melhor lado.

4. Gastar energia em coisas que não podem controlar

Pessoas mentalmente fortes não reclamam (muito) do tráfego, da bagagem perdida e especialmente das outras pessoas, pois reconhecem que todos esses fatores estão, geralmente, fora do seu controle. Em uma situação ruim, elas reconhecem que a única coisa que sempre podem controlar é a sua própria resposta e atitude.

5. Preocupar-se em agradar os outros

É impossível agradar a todos. Pior ainda é quem se esforça para desagradar outros como forma de reforçar uma imagem de força. Nenhuma dessas posições é boa. Uma pessoa mentalmente forte se esforça para ser gentil e justa e para agradar aos outros quando necessário, mas não tem medo de dar sua opinião ou apoiar o que acha certo. Elas são capazes de suportar a possibilidade de que alguém vai ficar chateado com elas, e passam por essa situação, sempre que possível, com graça e elegância.

6. Ter medo de assumir riscos calculados

Uma pessoa mentalmente forte está disposta a assumir riscos calculados. Isso é uma coisa completamente diferente do que pular de cabeça em situações obviamente tolas. Mas com a força mental, o indivíduo pode pesar os riscos e benefícios completamente, e avaliar plenamente as potenciais desvantagens e até mesmo os piores cenários antes de tomar uma atitude.

7. Debruçar sobre o passado

Há força em reconhecer o passado e, sobretudo, as coisas aprendidas com as experiências passadas, mas uma pessoa mentalmente forte é capaz de evitar se afundar em decepções antigas ou fantasias dos “dias de glória” de outrora. Elas investem a maior parte de sua energia na criação de um presente e futuro melhores.

8. Cometer os mesmos erros repetidamente

Não adianta realizarmos as mesmas ações repetidas vezes esperando um resultado diferente e melhor do que o que já recebemos. Uma pessoa mentalmente forte assume total responsabilidade por seu comportamento passado e está disposta a aprender com os erros. Pesquisas sugerem que a capacidade de ser autorreflexivo de forma precisa e produtiva é uma das maiores características de executivos e empresários bem-sucedidos.

9. Ressentir o sucesso dos outros

É preciso ter força de caráter para sentir alegria genuína pelo sucesso de outras pessoas. Pessoas mentalmente fortes têm essa capacidade. Elas não ficam com ciúmes ou ressentidas quando outros alcançam sucesso (embora possam tomar nota do que o indivíduo fez bem). Elas estão dispostos a trabalhar duro por suas próprias chances de sucesso, sem depender de atalhos.

10. Desistir depois de falhar

Cada fracasso é uma oportunidade para melhorar. Mesmo os maiores empresários estão dispostos a admitir que seus esforços iniciais invariavelmente trouxeram muitas falhas. Pessoas mentalmente fortes estão dispostas a falhar de novo e de novo, se necessário, desde que cada “fracasso” os traga mais perto de seus objetivos finais.

11. Ter medo de passar tempo sozinhas

Pessoas mentalmente fortes apreciam e até mesmo valorizam o tempo que passam sozinhas. Elas usam esse tempo de inatividade para refletir, planejar e ser produtivas. Mais importante, elas não dependem de outros para reforçar a sua felicidade e humor. Elas podem ser felizes com os outros, bem como sozinhas.

12. Sentir que o mundo lhes deve algo

Na economia atual, executivos e funcionários de todos os níveis estão ganhando a percepção de que o mundo não lhes deve um salário, um pacote de benefícios e uma vida confortável, independentemente da sua preparação e escolaridade. Pessoas mentalmente fortes entram no mercado preparadas para trabalhar e ter sucesso de acordo com seu mérito, ao invés de já chegar com uma lista de coisas que deveriam receber de mão beijada.

13. Esperar resultados imediatos

Quer se trate de um treino, um regime nutricional ou de começar um negócio, as pessoas mentalmente fortes entram nas situações pensando a longo prazo. Elas sabem que não devem esperar resultados imediatos. Elas aplicam sua energia e tempo em doses e celebram cada etapa e aumento de sucesso no caminho. Elas têm “poder de permanência” e entendem que as mudanças genuínas levam tempo. E aí? Você tem força mental? Existem elementos nesta lista que você precisa melhorar? [Forbes] * do sítio, ver aqui
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Resultado de construção séria
28/11/2013 | 16h04

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Funk na FMIJ??
27/11/2013 | 19h10
Como faço há anos, fui na tarde de hoje, levar e pegar peças volumosas na lavandaria do antigo Patronato São José na Lapa, ou seja, na Fundação Muncipal da Infância e Juventude de Campos. Fazem o trabalho direito, oferecem preço justo e ainda por cima (creio) reverte para os jovens que lá aprendem um ofício. Sugiro para quem não conheça o serviço que experimente. No entanto, ao estacionar o carro em frente à lavanderia, ligaram o rádio interno, este tem alto-falantes espalhados pelo pátio. Pois bem, nas alturas fomos obrigados a ouvir um funk de décima quinta categoria, do estilo...."gostosaaaa, gostosaaa, eu quero te pegar, vem cá, vem cá, eu vou te pegar, gostosaaaa".... Lamentável que a FMIJ, não esteja atenta ao que se propala em alto volume para todos.  Com uma Orquestra Municipal de qualidade - composta também por jovens músicos campistas - por qual motivo o que eles executam não é divulgado? Música é cultura, é educação, se valoriza de pequeno, ou não.
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HOJE TEM CINECLUBE GOITACÁ
27/11/2013 | 17h39

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Consciência em debate
26/11/2013 | 14h38
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Novas atitudes
26/11/2013 | 06h45
NOVAS ATITUDES A Presidente Dilma vetou na íntegra o projeto que tramitava no Congresso Nacional para criação de novos municípios. Terça-feira desta semana, fechou um pacto com os partidos da base aliada pela responsabilidade fiscal. O IBGE mostra que 70% dos municípios tem até 20.000 habitantes. Com raras exceções municípios com esta população não tem auto-sustentabilidade, necessitam de verbas estaduais e federais para fecharem as contas e vem o Congresso propor a criação de mais 180 novos municípios. Data vênia senhores Deputados e Senadores, me parece,  um projeto casuístico, eleitoreiro, irresponsável do ponto de vista fiscal. Aliás, a Presidente fundamentou seu responsável veto na falta da fonte financiadora dos novos municípios. Atitude de estadista Presidente, a nação brasileira agradece. Ontem, comemorou-se o dia mundial da televisão, veículo de divulgação ao qual o saudoso jornalista Sérgio Porto, mais conhecido como Stanislaw Ponte Preta, chamou de “Máquina de fazer doido”. A TV brasileira tem altíssima qualidade técnica e parabéns aos profissionais pela bela produção. De novo, o data vênia, o mesmo não podemos dizer do conteúdo. Na minha opinião e de muitos outros, há excessos de exposição de seios e nádegas, de cenas de sexo implícito e às vezes quase explícito, que levam a sexualização e erotização precoce de crianças; de violência gratuita até nos programas infantis, e o pior, como disse Hanna Arendt, a banalização do mal. Quando se reclama disso, retrucam os defensores da “liberdade de expressão”: liga a TV quem quer e na hora que quer. Não é para crianças verem certos programas, além disso, crianças dormem cedo. Dormiam! Dormiam, não dormem mais, e agora tem as outras máquinas de fazer mais doidos ainda, o celular e o computador com sua internet para o bem e para o mal. Assim como a Presidente tomou a atitude acima elogiada, gostaria que os responsáveis pelos programas das TV’s, não nos considerassem um bando de idiotas, tarados sexuais, vampiros com eterno gosto de sangue na boca e tomassem a atitude cívica de melhorarem o nível cultural, ético e moral das suas produções. A nação brasileira agradeceria!
Makhoul Moussallem   
Médico, Conselheiro do CREMERJ e do CFM
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Reforma Política
26/11/2013 | 06h29
REFORMA POLÍTICA Geraldo Machado* Justamente neste instante histórico que vivemos, cumpre que a discussão que se trava no teatro político brasileiro seja desvestido de qualquer eiva de ideologia. Há de ser feita reforma. Ponto. Do modo como está é que não pode continuar. Essas figuras que aí estão – desde idos do meio do século passado, a que se soma um exército de cabos eleitorais e despachantes muito bem pagos, essa promiscuidade com o dinheiro de empresas de todos os portes – não pode persistir. Sob pena de que as gente vão se distanciar, a cada dia mais, do processo, perigando explodir a qualquer momento, por qualquer motivo aparentemente menor... Há no Congresso um projeto de Reforma Política, que, por ser originário da bancada do PT, de logo tem a rejeição dos velhos oligarcas agora aliados dos novos oligarcas (aqueles que ecoam a voz de seus donos, grandes conglomerados ou simples donos de tratores ou caminhões “a serviço da prefeitura tal...”). O projeto referido institui o FINANCIAMENTO PÚBLICO, verticalmente, acabando com essa farra do toma lá, dá cá. O pagamento das contas deve se pautar pelo que cada partido obtenha do Fundo, isto é, do Tesouro, vedada qualquer “contibuição” sua, minha, da Odebreth, da Imbeg, etc. Fica caro, dizem alguns, ecoando vozes de todo suspeitas que inoculam essa bobagem na mídia domesticada. Mais caro ainda é o superfaturamento, é o “por fora” no preço de obras e no custeio da máquina. Óbvio... A isso se some que também vem a proposta de voto em lista. Os partidos é que escolheriam os candidatos, em processo democrático interno. Cada partido disputa tantas ou quantas vagas, COM SEU DISCURSO REAL, SEU PROJETO DE PODER, essa coisa toda. No mínimo dos mínimos isso força a que os atuais ajuntamentos tenham uma feição a ser mostrada ao respeitável público, detalhando o que vem a ser sua plataforma... Enfim, vai se caminhar no sentido da identificação dos partidos. Hoje? O que se sabe o que representa o PMDB? Ou o PR? Ou o DEM (esse, parece, não tem a menor cerimônia em se apresentar como vanguarda do atraso)?... Ponderável parcela da opinião pública, exatamente aquela predominantemente formada pela classe média, já se apressa para duelar com os projetos. Os petextos são conhecidos e se quer elevá-los à condição de argumentos. Todos rotos. Nenhum resiste a uma análise mais detalhada. Pode ser – MESMO – que haja alguma proposta melhor, mais tendente a purificar o embate eleitoral que se avizinha e os que se lhe seguirem... Porque pode ser que tal suceda, é bom que se discuta o assunto sem preconceitos ideológicos, que de ideologização a gente está saturada, com a reiteração do ´ódio estampada nas infames campanhas contra Dilma, Lula, Padilha, e companhia...... O país já não é tão jovem mais, já ingressamos no clube das grandes economias... É hora de se trabalhar “à vera”... * Geraldo Machado é advogado e articulista da Folha da Manhã.
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Mais lenha para pensar
25/11/2013 | 20h34
O blog traz outra linha de pensamento, sobre a Ação Penal 470, custo político para a manutenção do governo no poder, reforma política sempre adiada, avanços e recuos da democracia brasileira. lp

Entrevista: Luiz Werneck Vianna - O poder, esse sedutor

Para cientista político, a volúpia pela eternização no governo desarma a sociedade, impede mudanças e imobiliza o País
Juliana Sayuri
Após oito anos, revelados mais de R$ 100 milhões movimentados fora das regras do jogo, foram compiladas 50 mil páginas nos autos, 600 testemunhas on the record, 38 réus julgados, 25 condenados e muitas, muitas páginas impressas sobre a Ação Penal 470, o mensalão. No simbólico 15 de novembro, dia da proclamação de nossa República, José Dirceu, José Genoino e outros oito condenados se entregaram à polícia federal. "Viva o PT", bradou, de punho cerrado, o ex-presidente do partido.
De 2005 para cá, diversas críticas austeras e duelos intelectuais sobre os meandros da AP470 ocuparam o Aliás. Entre as primeiríssimas delas, uma entrevista marcante com o cientista político Luiz Werneck Vianna, professor da PUC-Rio e autor de A Modernização sem o Moderno: Análises de Conjuntura na Era Lula (Fundação Astrojildo Pereira, Contraponto, 2011), no dia 31/7/2005, às vésperas do depoimento de José Dirceu no Conselho de Ética, um dos momentos-chave dessa história.
A convite do Aliás, Werneck Vianna voltou para discutir os rumos políticos deste Brasil pós-mensalão. O diabo, diz, é "essa volúpia pela eternização no poder" – presente nos tempos de Lula, mas também em Collor e em Fernando Henrique, ressalva. "A ideia de ganhar tudo e todos fez parte desse projeto megalômano do PT, que pretendia permanecer no poder até o fim dos tempos", diz o intelectual, com palavras pausadas, por vezes hesitante. "Mas a história está aberta, sempre esteve", ressalva mais uma vez. E como Dirceu e Genoino serão lembrados, professor? "Alguém sempre pode dizer ‘a história me absolverá’. Bem, absolve alguns e outros não. A ver".
Que dimensão tem a figura do ex-ministro José Dirceu hoje? Em entrevista ao Aliás, em 2005, o sr. o dizia ‘o homem com faro e instinto de vida partidária. Não ligado aos movimentos sociais, mas um especialista na política – o Maquiavel do Príncipe’. Ainda o vê assim?
Certamente. José Dirceu ficou ausente do poder imediato, mas atuou nos bastidores. Esse tipo de atuação obviamente não lhe permitiu o exercício de uma influência maior. Mas, ainda assim, continuam presentes os traços principais, marcados na época em que ele teve a batuta na mão. Basta notar a forma como a campanha de Dilma Rousseff foi conduzida, em 2010. E como está sendo conduzida agora, pensando em 2014. Persistem as mesmas questões de fundo.
Quais questões?
Essa volúpia pela eternização no poder. Antes do PT, essa volúpia esteve presente em Collor e em Fernando Henrique. Mas realizar reformas, em tempo largo, como era pretendido por Collor, Fernando Henrique e Lula, implicou uma política que levou a muitas dificuldades. Certamente, Collor não soube administrar isso, não estabeleceu um sistema de alianças capaz de sustentar seu governo. Fernando Henrique, posteriormente, interpretou isso muito bem, e em nenhum momento perdeu de vista a necessidade de ter maioria governamental – à época, sua associação com o PFL provocou protestos inclusive entre aliados mais íntimos, a começar por Ruth Cardoso, muito desgostosa com esse tipo de aliança, entre outros dentro do próprio PSDB. Ficou esta lição: governos pretensamente longos, que miram o horizonte muito à frente, necessitam de sólidas alianças governamentais. Isto é, quem quer mudar precisa do apoio de setores que não estão realmente preocupados com a mudança – aliás, de setores até contestadores dos projetos mudancistas. Isso leva a um certo imobilismo na política.
Mas nada mudou?
Há mudanças. Vimos mudanças significativas com Fernando Henrique (como o Plano Real) e com Lula (como o Bolsa Família). A crítica da esquerda agora parece querer sustentar que o PT deveria ter unido forças próprias e aliados muito afins a seu projeto. Isso não permitiria esse arremesso para a persistência no poder. Mas imaginou-se que, perdido o governo, tudo estaria perdido. Não é verdade. É a questão ficou: o que a sociedade ganhou com esse arranjo entre atraso e moderno, entre forças de mudança e forças comprometidas com a conservação? E o que se perdeu? O que se pode levantar, contrafactualmente, é que um governo com um projeto de mudança possa, se tiver estratégias definidas, pensar num voo não longo, mas exemplar. Um voo que avance até onde se pode avançar – e que, principalmente, corra o risco de perder a próxima sucessão presidencial. Pense na vitória de Michelle Bachelet. O caso chileno está nos ensinando que um voo não precisa ser transoceânico, digamos assim, para realizar mudanças. Vale antes ter um projeto com objetivos definidos, pois assim um governo poderia parar num determinado ponto e continuar mais à frente, num processo mais avançado. É preciso ter perspectiva.
Todos perdemos perspectiva?
A política atual, como está, prejudica todos – e principalmente a própria atividade política, que perdeu aura, imaginação, ousadia. Ficou num canto, avançando milimetricamente onde podia. Onde não podia, deixou tudo ao andar "natural" dos acontecimentos. O ponto é: perdeu-se o impulso para as mudanças, com essa ideia de que era antes necessário garantir estabilidade para um governo longo. Isso desarmou a sociedade. A política aparece em lugares inesperados, fora de sua trama real e concreta, que seriam as instituições e os partidos. Certamente há algo universal nisso, quer dizer, acontece em diversos países. Mas no Brasil, essa falta de representação política se tornou algo absurdo, em que as representações são meramente nominais, como um poder de carimbo. O PT foi desarmado também, obrigado a todo momento a respeitar as estratégias gerais para garantir sua permanência ad eternum no poder, vide o caso das sucessões estaduais. Lula ainda é o detentor da hegemonia do PT. Aí, por que fazer política, se há quem a faça em nome de todos? Ao mesmo tempo, essa malha paralisa o próprio governante.
O sr. quer dizer que, certas vezes, perder (o governo) pode ser ganhar (o projeto)?
Sim. Perder no presente, mas tendo tentado realizar seu projeto, mobilizando bases e sociedade para seguir seus caminhos, poderia significar uma vitória no futuro.
De tempos em tempos, assistimos a uma faxina ética após um novo escândalo. Há cassações, impeachment, prisões, mas os esquemas se reestruturam. Nossas instituições são fortes nesses momentos de crise?
Sim, continuam fortes. Estamos passando por um momento de turbulência, pois lideranças políticas do partido hegemônico estão sendo apenadas. Enquanto as ruas estão silenciosas, os principais interessados estão se movimentando. O Judiciário tem desempenhado um papel fundamental, por ter uma relação autônoma com os demais poderes. Autonomia essa que falta a outros setores, como os movimentos sociais e étnicos, o movimento sindical e a UNE. Não à toa, o que ocorreu por fora desses movimentos assumiu uma forma abstrusa, os Anonymous e os Black Blocs.
Na ressaca das manifestações, a presidente Dilma Rousseff deu os primeiros passos para uma reforma política, proposta antiga do PT. A reforma é possível neste momento?
Possível é, não há nenhum obstáculo material. Há obstáculos imateriais: a (falta) de vontade do legislador, comprometido com o estado de coisas anterior. Se há uma grande movimentação social, como vimos, passando ao largo da política e sem deixar rastros nem animar os partidos, sem vivificar os movimentos, aí realmente se pode imaginar que temos uma situação difícil adiante, que demandará muito tempo para encontrar uma saída razoável.
Desde 2005 foram feitas críticas às investigações de corrupção a governos passados. Mas há indícios de que o esquema de Marcos Valério também serviu ao PSDB. É justo que a corrupção fique circunscrita ao PT?
Não. A corrupção é um mal endêmico no Brasil. Está presente na nossa história "desde sempre". Mas agora a sociedade conhece instrumentos novos, trazidos pela Carta de 1988, e operadores novos, como o Ministério Público e a Polícia Federal, que exercem uma vigilância inédita.
A imprensa tratou o mensalão como o ‘maior escândalo de corrupção do País’. Que papel tiveram a mídia e a opinião pública nesse processo?
O papel da mídia foi importante, também por estar vinculada à opinião pública. O mensalão – aliás, a Ação Penal 470, como procuro sempre descrevê-la – foi um caso de corrupção política. Nas motivações dos autores dessas infrações não esteve o impulso por aquisição de riqueza, mas aquisição de poder. Esse foi um fato que a sociedade e os tribunais julgaram severamente, na expressão de muitos dos ministros do STF: foram crimes contra a República, isto é, crimes contra todos. E é explosiva essa relação entre o poder judiciário, a opinião pública e a mídia, pois a alta visibilidade desses processos deixa pouco espaço para o réu se defender. Mas isso não dá para impedir, é o avanço da esfera pública no mundo. Que fazer? Fechar as portas dos tribunais? Silenciar os jornais? É só ver o caso das biografias. Vamos ficar com os vícios e as grandes virtudes disso, que é tornar públicas determinadas cenas que realmente mereçam ser públicas, que não podem transcorrer nem em segredo de Justiça nem em silêncio obsequioso da imprensa. Isso faz parte do desenvolvimento de uma democracia de massas.
Muitos criticam as ordens de prisão, cumpridas no 15 de novembro, dizendo que o tribunal é autoritário. Quão supremo é o STF?
É relativo, pois as decisões podem ser contestadas na Câmara, no que se refere à perda de mandato dos condenados. O STF pode muito, mas não pode tudo. No fundamental, o papel que a Justiça tem cumprido é um processo de limpeza de território para que a democracia possa prosperar, para que não seja poluída pelos que detêm poder político e econômico. Ainda há um longo caminho a percorrer – e esse caminho não pode dispensar uma vida política mais rica, com partidos mais vigorosos e movimentos sociais autônomos. Tudo isso ainda está por acontecer.
Com biografias respeitáveis, o ex-ministro José Dirceu e o deputado José Genoino saíram do banco dos réus e foram para a prisão. Como serão lembrados na história?
Não sei. A história deles deve ser preservada. São figuras importantíssimas para a história do PT, sobretudo José Dirceu, a meu ver, a melhor cabeça política deles. Alguém sempre pode dizer "a história me absolverá". Bem, absolve alguns e outros não. A ver, né? É preciso deixar o tempo fluir. Mas o mensalão não é uma nódoa na vida republicana brasileira. O julgamento foi uma conquista. A democracia avançou. Os limites estão dados para o poder político: há leis – e o poder não pode tudo. Foi uma condenação justa, mas não há o que comemorar. Eu fui um preso político, um perseguido político. Não há razões para me regozijar com condenações dos outros. Esses, porém, são políticos presos. Foram condenados por uma corte com ministros inclusive indicados pelo PT.
Esse desfecho influenciará 2014?
Sim, certamente. Se favorecerá tal ou qual candidato, ainda não dá para dizer. Os partidos não são antenas sensíveis para o que ocorre na sociedade. São antenas para auscultar seus interesses imediatos e futuros. Se Marina Silva ou Eduardo Campos poderão recuperar a política... é muito difícil, penso. Também é difícil que isso se torne projeto de Aécio Neves. Mas quem vier agora terá que ter claro que a sociedade quer mudanças no mundo real. Operar mudanças implica dor e perdas – para ter outros ganhos. A ideia de ganhar tudo e todos fez parte desse projeto megalômano do PT, que pretendia uma permanência no poder até o fim da História do Brasil. Ora, a história está aberta, sempre esteve. Pede por movimentos, novas ideias, novas gerações. É muito difícil avançar, mas como diria o papa Francisco, bote fé. E assim vai, assim caminha a humanidade.
Fontes:  aqui e O Estado de S. Paulo / Aliás
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Falecimento
23/11/2013 | 20h54
Comunico o falecimento da ex-diretora e professora da Fafic, Vera Passos. Transcrevo a informação recebida por seu sobrinho. "É com dor profunda, que hoje (23-11) comunico o falecimento de minha tia-avó e ex-diretora e professora da antiga Faculdade de Filosofia de Campos, Véra Passos. Seu velório está ocorrendo na APOE e o sepultamento acontece na manhã deste domingo(24-11) no Cemitério do Caju. Uma perda sem precedente para a Educação e a Cultura de Campos dos Goytacazes e pra Humanidade num todo". Luis Felipe Romano É dele a lembrança em que as circunstâncias passadas me colocaram ao lado dela, ver aqui. Deixo à família meu pesar.
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Complicada e cabeluda II
23/11/2013 | 14h59
CORREIO DO BRASIL

Mensalão’: Globo deve explicar contrato confidencial a corte italiana

20/11/2013 13:38 Por Redação, com colaboradores - de Roma, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro
Fragmento de Nota Fiscal de Serviços expedida pela Rede Globo à DNA Propaganda, do publicitário Marcos Valério 
Fragmento de Nota Fiscal de Serviços expedida pela Rede Globo à DNA Propaganda, do publicitário Marcos Valério
O envolvimento da Rede Globo de Televisão no escândalo que originou a Ação Penal (AP) 470 e terminou na prisão do ex-ministro José Dirceu e do deputado José Genoino, entre outros réus no julgamento que ficou conhecido como ‘mensalão’ mereceu um capítulo à parte no dossiê que o ex-diretor do Banco do Brasil (BB) Henrique Pizzolato levou com ele para a Itália. Pizzolato aguarda uma nova oportunidade de provar sua inocência, na Justiça daquele país.
Pizzolato deixou o Brasil e hoje seu paradeiro é desconhecido, mas ele reuniu em um dossiê de mais de mil páginas, ao qual o Correio do Brasil teve acesso, as provas que, segundo seus advogados, “colocam por terra o argumento do relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, de que houve a compra de votos de parlamentares aliados para a aprovação de matérias do interesse do governo no Parlamento”. Caso o ex-diretor do BB consiga provar seu ponto de vista em uma corte italiana, onde deverá responder a um processo, a pedido do Ministério da Justiça brasileiro, “o julgamento do ‘mensalão’ cairá por terra”, afirmam seus defensores.
Luciana Lobo integra o time de comentaristas do Programa do Jô, na Rede Globo 
Luciana Lobo integra o time de comentaristas do Programa do Jô, na Rede Globo
Publicamente, no Programa do Jô da Rede Globo, na madrugada desta quarta-feira, a jornalista Luciana Lobo concordou que as acusações feitas a Pizzolato “são a base do ‘mensalão” e, sem elas, o processo simplesmente deixaria de existir. Lobo apenas repete o que afirmaram outros comentaristas sobre o julgamento, entre eles o jurista conservador Ives Gandra Martins, em recente entrevista, para quem até o uso da tese do “Domínio do fato” é uma temeridade:
“A teoria do ‘Domínio do fato’ foi adotada de forma inédita pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para condená-lo. Sua adoção traz uma insegurança jurídica ‘monumental’: a partir de agora, mesmo um inocente pode ser condenado com base apenas em presunções e indícios”, afirmou Gandra Martins. Usada da forma como foi, para condenar Dirceu, diante das provas a serem expostas por Pizzolato perante um tribunal italiano, a teoria servirá de motivo “para a exposição do Judiciário brasileiro ao ridículo”, comenta um dos advogados de Pizzolato.
Dinheiro na Globo
Segundo a defesa de Pizzolato, o dinheiro que fluiu para as contas da DNA e de políticos da base aliada, na origem do escândalo, origina-se nas campanhas publicitárias realizadas pela Visanet em veículos de comunicação. “Parte do ‘Bônus de Volume’ (BV) foi desviada para o pagamento de despesas de campanha, o que caracteriza, sim, a existência de um caixa 2?, reconhece a defesa.
– Mas tratou-se, todo o tempo, de recursos oriundos de empresas privadas: a DNA Propaganda, do publicitário Marcos Valério, e a Visanet, que é uma empresa do grupo gestor de cartões de crédito Visa. Os recursos que poderiam caber ao BB foram aplicados, corretamente, nas campanhas publicitárias veiculadas, inclusive na Rede Globo – afirmou um dos advogados de Pizzolato.
Os recursos aplicados na Rede Globo eram de conhecimento do ministro Joaquim Barbosa, como prova um contrato anexado ao processo, ao qual o CdB também teve acesso. A íntegra do contrato está na AP 470 no STF conforme os carimbos nas imagens comprovam. “Fica óbvio que se trata de relação estritamente privada entre a Rede Globo e a DNA, como de resto qualquer valor que particulares do segmento publicitário – por extensão – pactuem como BV, o bônus de volume, por exemplo agendas, brindes e etc”, afirmam os advogados.
Diante dos fatos, a Rede Globo deverá ser citada, judicialmente, por uma corte italiana, “para esclarecer esses e outros pontos no relacionamento entre a empresa e a DNA Propaganda”, acrescentaram.
Página inicial do contrato entre a Rede Globo e a   DNA Propaganda 
Página inicial do contrato entre a Rede Globo e a DNA Propaganda
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Complicada e cabeluda
23/11/2013 | 14h49

CORREIO DO BRASIL

Pizzolato revela na Itália dossiê que embaraça julgamento de Barbosa

18/11/2013 16:29 Por Redação, com colaboradores - de Roma, Rio de Janeiro e Brasília
 
Jobim presidiu o STF no início do processo do 'mensalão'Jobim presidiu o STF no início do processo do ‘mensalão’ 
O pior pesadelo do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, que tem dado repetidas mostras de interesse pela vida política, começa a se transformar em realidade nas próximas horas, em Roma. O ex-diretor do Banco do Brasil Francisco Pizzolato fará chegar às mãos de seus advogados italianos o relatório de perto de mil páginas, que o Correio do Brasil divulga, com exclusividade, no qual apresenta provas de que o dinheiro que deu origem à Ação Penal 470 no STF origina-se em uma empresa privada e não de um ente público, como afirma o relatório de Barbosa. Para ocultar este fato, que coloca por terra o argumento que levou os réus na AP 470 ao Complexo Penitenciário da Papuda, segundo o dossiê apresentado por Pizzolato, que tem cidadania italiana, o então procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza e o ministro Joaquim Barbosa criaram, em 2006, e mantiveram sob segredo de Justiça dois procedimentos judiciais paralelos à Ação Penal 470. Por esses dois outros procedimentos passaram parte das investigações do chamado caso do ‘mensalão’. O inquérito sigiloso de número 2474 correu paralelamente ao processo do chamado ‘mensalão’, que levou à condenação, pelo STF, de 38 dos 40 denunciados por envolvimento no caso, no final do ano passado, e continua em aberto. E desde 2006 corre na 12ª Vara de Justiça Federal, em Brasília, um processo contra o ex-gerente executivo do Banco do Brasil, Cláudio de Castro Vasconcelos, pelo exato mesmo crime pelo qual foi condenado no Supremo Tribunal Federal (STF) o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato. Esses dois inquéritos receberam provas colhidas posteriormente ao oferecimento da denúncia ao STF contra os réus do ‘mensalão’ pelo procurador Antônio Fernando, em 30 de março de 2006. Pelo menos uma delas, “o Laudo de número 2828, do Instituto de Criminalística da Polícia Federal, teria o poder de inocentar Pizzolato”, afirma o dossiê. Dinheiro da Visanet Ainda segundo o relatório que Pizzolato apresentará, em sua defesa, na corte italiana, um tribunal de exceção foi montado no Brasil com o único objetivo de desmoralizar o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em uma clara tentativa de apeá-lo do poder antes do tempo. Embora o estratagema tenha funcionado ao contrário, com mais um mandato popular surgido das urnas ao líder petista, que em seguida elegeu a sucessora, Dilma Rousseff, o STF seguiu adiante e conseguiu que o ex-ministro José Dirceu e o deputado José Genoino (PT-SP) fossem conduzidos à prisão. Pizzolato relata, em detalhes, as operações realizadas na campanha política de 2002 e suas ações na diretoria de Marketing do Banco do Brasil. No dossiê, ele contesta os documentos acatados como verdadeiros na AP 470. “Observem bem a data em que foi escrita a carta mentirosa do “tucano” (Antonio Luiz Rios, ex-presidente da Visanet que hoje trabalha como consultor para a Rede Globo de Televisão) e dirigida aos peritos da PF, foi em 02 de fevereiro de 2006, período em que os advogados não tinham acesso a nenhum documento. E esta carta mentirosa do “tucano” ditou, influenciou e/ou moldou todos os pareceres, perícias e fundamentalmente a própria “denúncia” da Procuradoria Geral da República e do Ministério Público Federal (PGR/MPF), bem como a argumentação do relator Joaquim Barbosa que por sua vez “convenceu” o plenário do STF. Ninguém, repito, absolutamente ninguém, nem o PGR/MPF e nem o relator, deram-se ao trabalho de observar a regra básica de uma relação de mercado, o respeito ao contrato. Pois existia um contrato que normatizava a relação da Visanet com seus sócios, os diversos bancos, sendo o maior acionista da VISANET, o Bradesco”. Em nove capítulos, Pizzolato também revela que, em março de 2006, quando ainda presidia o STF o ministro Nelson Jobim, a CPMI dos Correios divulgou um relatório preliminar pedindo o indiciamento de 126 pessoas. Dez dias depois, em 30 de março de 2006, o procurador-geral da República já estava convencido da culpa de 40 deles. A base das duas acusações era desvio de dinheiro público (que era da bandeira Visa Internacional, mas foi considerado público, por uma licença jurídica não muito clara) do Fundo de Incentivo Visanet para o Partido dos Trabalhadores, que teria corrompido a sua base aliada com esse dinheiro. Era vital para essa tese, que transformava o dinheiro da Visa Internacional, aplicado em publicidade do BB e de mais 24 bancos entre 2001 e 2005, em dinheiro público, ter um petista no meio. Pizzolato era do PT e foi diretor de Marketing de 2003 a 2005. Barbosa decretou segredo de Justiça para o processo da primeira instância, que ficou lá, desconhecido de todos, até 31 de outubro do ano passado. Faltavam poucos dias para a definição da pena dos condenados, entre eles Pizzolato, e seu advogado dependia de Barbosa para que o juiz da 12ª Vara desse acesso aos autos do processo, já que foi o ministro do STF que decretou o sigilo. O relator da AP 470 interrompera o julgamento para ir à Alemanha, para tratamento de saúde. Na sua ausência, o requerimento do advogado teria que ser analisado pelo revisor da ação, Ricardo Lewandowski. Barbosa não deixou. Por telefone, deu ordens à sua assessoria que analisaria o pedido quando voltasse. Quando voltou, Barbosa não respondeu ao pedido. Continuou o julgamento. No dia 21 de novembro, Pizzolato recebeu a pena, sem que seu advogado conseguisse ter acesso ao processo que, pelo simples fato de existir, provava que o ex-diretor do BB não tomou decisões sozinho – e essa, afinal, foi a base da argumentação de todo o processo de mensalão (um petista dentro de um banco público desvia dinheiro para suprir um esquema de compra de votos no Congresso feito pelo seu partido). No dia 17 de dezembro, quando o STF fazia as últimas reuniões do julgamento para decidir a pena dos condenados, Barbosa foi obrigado a dar ciência ao plenário de um agravo regimental do advogado de Pizzolato. No meio da sessão, anunciou “pequenos problemas a resolver” e mencionou um “agravo regimental do réu Henrique Pizzolato que já resolvemos”. No final da sessão, voltou ao assunto, informando que decidira sozinho indeferir o pedido, já que “ele (Pizzolato) pediu vistas a um processo que não tramita no Supremo”. O único ministro que questionou o assunto, por não acreditar ser o assunto tão banal quanto falava Barbosa, foi Marco Aurélio Mello. Mello: “O incidente (que motivou o agravo) diz respeito a que processo? Ao revelador da Ação Penal nº 470?” Barbosa: “Não”. Mello: “É um processo que ainda está em curso, é isso?” Barbosa: “São desdobramentos desta Ação Penal. Há inúmeros procedimentos em curso.” Mello: “Pois é, mas teríamos que apregoar esse outro processo que ainda está em curso, porque o julgamento da Ação Penal nº 470 está praticamente encerrado, não é?” Barbosa: “É, eu acredito que isso deve ser tido como motivação…” Mello: “Receio que a inserção dessa decisão no julgamento da Ação Penal nº 470 acabe motivando a interposição de embargos declaratórios.” Barbosa: “Pois é. Mas enfim, eu estou indeferindo.” Segue-se uma tentativa de Marco Aurélio de obter mais informações sobre o processo, e de prevenir o ministro Barbosa que ele abria brechas para embargos futuros, se o tema fosse relacionado. Barbosa reitera sempre com um “indeferi”, “neguei”. O agravo foi negado monocraticamente por Barbosa, sob o argumento de que quem deveria abrir o sigilo de justiça era o juiz da 12ª Vara. O advogado apenas consegui vistas ao processo no DF no dia 29 de abril, quando já não havia mais prazo recurssório.
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Explicações
23/11/2013 | 14h37
Aos leitores informo a razão de meu silêncio. Perdi meu laptop, com todos os arquivos que me eram caros. Além do prejuízo material, foram-se 2 anos de trabalhos, escritos, registros, imagens e músicas. Motivo banal? É, pode ser, mas, me abateu a moral ter sido eu única responsável pela desatenção. É isso. Volto à lida do blog após mea culpa público. Abraços, Luciana Portinho  
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Campos com novo imortal
17/11/2013 | 00h49
O jornalista Alusysio Balbi (Folha da Manhã) é o mais novo imortal campista. A posse será nessa segunda-feira,18 de novembro, às 19.30h, na Academia Campista de Letras. Estarei lá!

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A Cultura do Voto
14/11/2013 | 10h08
A Cultura do Voto A corrupção está tão entranhada no dia a dia da população que esta nem se dá conta da leniência ao lidar com o problema. A corrupção permeia praticamente todas as atividades, principalmente a política. Até parece que não é possível política sem corrupção e muitos políticos fazem questão de propagar de que, quem não concorda, com esta prática malsã,  não deve se aproximar da política. O cidadão de bem pensa não duas, mas, 2 mil vezes antes de se decidir a entrar na política. É tudo que os políticos corruptos desejam: afastar as pessoas de bem e campear na pocilga por eles construída. O processo eleitoral é o início. Quem se aventura a ser candidato a qualquer cargo tem que montar um balcão ou uma agência de empregos - diga-se de passagem, na verdade parte dos pretendentes não quer trabalhar, apenas ganhar para estar a serviço de quem lhe paga. Nesta cultura do voto, há que se ter uma equipe médica para atender consultas, internações clínicas e cirúrgicas e remoções, a aqueles que não podem pagar por tais serviços, já que, regra geral, o serviço público não garante o atendimento de direito. Constituir uma banca de advogados para resolver pendências judiciais dos eleitores. Contar com uma loja de material esportivo para doar bolas de futebol e camisas para times de futebol, um açougue para fornecer a carne dos festivos churrascos e sem esquecer a loja de material de construção que ajudará seus eleitores nas obras e... por aí vai. Há quem diga que determinado político tem mil pessoas ganhando 1000 reais por mês, outras mil pessoas recebendo 800 reais e mais tantas mil pessoas ganhando 600 reais mensais só para promoverem seu nome e façanhas medíocres. Em suma, tem que agradar, leia-se corromper o eleitor para obter o seu voto. Caso o pretendente não tenha isso tudo, tem que ter dinheiro próprio ou ainda “doado” por financiamento de campanha para fazer frente às demandas ou então com o recurso financeiro comprar profissionais de votos que o façam sem deixar rastro. Existem políticos especializados neste mister e como se vangloriam dos seus feitos. Este dinheiro tem um custo altíssimo. Depois de eleito, haja obras desnecessárias superfaturadas contratadas, terceirizações espúrias para ressarcir o financiador de seu investimento. O pior de tudo é que grande parte da população enxerga o processo como normal até mesmo como desejável. Os poderes constituídos sabem disso tudo e pouco é feito para acabar com a orgia do dinheiro público. Mudar é preciso. Dr. Makhoul     
Médico e Conselheiro dos Conselhos Regional e Federal de Medicina
 
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Hoje tem cinema sim senhor!
13/11/2013 | 17h08

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Lúcifer é julgado por campista
13/11/2013 | 02h35

É hoje, quarta-feira,  às 19h, no Sesc Campos, Av. Alberto Torres, 397. Garantia de boa conversa com Adriano Moura. O livro " O Julgamento de Lúcifer" já se encontra à venda em Campos na Livraria Honey Book, Av. Pelinca. Lançado recente no Rio de Janeiro, teve esgotada sua primeira edição. Vai pegar fogo!

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Millôr Fernandes: o homenageado da Flip 2014
12/11/2013 | 16h36
Mestre do humor recebe destaque em Paraty dois anos após sua morte; pela primeira vez um autor contemporâneo é homenageado pela Flip
Dramaturgo, editor, tradutor, artista gráfico, uma das figuras mais marcantes da imprensa brasileira, Millôr Fernandes será o autor homenageado da 12ª edição da Flip – Festa Literária Internacional de Paraty. Morto em março de 2012, aos 88 anos, Millôr deixou uma inesgotável obra literária e intelectual, incluindo peças de teatro, livros de prosa e poesia, romances, desenhos, exposições de pintura, traduções, roteiros de cinema e textos na imprensa.Irreverente, participou de todos os movimentos de renovação cultural da segunda metade do século XX.
“Millôr trazia o mundo da Flip num homem só: da tradução de Shakespeare ao cartum, do jornalismo ao hai-kai. Sua crítica ao poder é fundamental no Brasil de 2014”, afirma Paulo Werneck, curador da Flip. O tom humorístico e ao mesmo tempo refinado, fio condutor do trabalho do artista, ganhou fama pelo país nas charges, textos e frases carregadas de crítica social.
Ao homenagear Millôr na data em que ele completaria 90 anos – ou 91, se considerarmos o ano real de seu nascimento e não o que consta em registro –, a Flip propõe a reavaliação crítica de um autor contemporâneo, colocando luz sobre sua vida e sua obra ao longo de 2014. “Homenagear um autor contemporâneo é um chamado ao presente, para que os nossos autores de hoje sejam mais conhecidos pelos leitores de hoje”, explica Werneck.
Além de inovar na escolha, optando por um autor cuja obra não fosse atual apenas no conteúdo, mas também na temporalidade, a Flip levará ao debate, pela primeira vez, a vida e a obra de um escritor que esteve na Tenda dos Autores: Millôr foi um dos convidados em 2003, ao lado de Ruy Castro – também convidado, Luis Fernando Veríssimo não pôde participar.
"Não foi por acaso que Millôr esteve entre os convidados da primeira Flip. Em seu trabalho, podemos reconhecer princípios que nortearam a festa literária, que dissolve fronteiras e promove a integração entre as artes. E que, assim como a obra de Millôr, fala para um público abrangente sem perder a erudição”, afirma Mauro Munhoz, diretor-presidente da Associação Casa Azul e diretor geral da Flip.
Versátil, multimídia, Millôr foi um dos primeiros artistas gráficos brasileiros a usar o computador em suas criações. Autodidata, no início da carreira sentiu necessidade de se aprimorar profissionalmente e matriculou-se no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estudou entre 1938 e 1942. A experiência acadêmica o ajudou a refinar um estilo inconfundível, que influenciou gerações de ilustradores e caricaturistas brasileiros. Por sua vez, Millôr foi influenciado pelo célebre cartunista americano Saul Steinberg, com o qual dividiu o primeiro lugar num concurso de cartuns na Argentina.
Apesar de ter o humor como marca de seu trabalho, não elegia sempre esse gênero como foco: questionado se gostaria de ser chamado de humorista ou escritor, optou pelo último: "Ninguém é humorista o tempo todo. E eu, na maior parte das vezes, não sei se estou escrevendo coisa engraçada ou não engraçada”.
Millôr era um defensor ferrenho da liberdade de pensamento, o que o levou a enfrentar vários conflitos nas redações de jornais e revistas pelas quais passou. Em uma ocasião, na revista O Cruzeiro, durante a reforma editorial coordenada por Odilo Costa Filho, este disse a Millôr que ficasse tranquilo, poisa ele seria dada toda a liberdade. Ao que Millôr responde: "Odilo, você vai me perdoar, mas ninguém pode me dar liberdade. Pode tirar, mas dar, não pode". A briga por seu espaço criativo acabou culminandona saída de Millôr da revista mais importante do país nas décadas de 1950 e 1960.
Lançou sua própria revista, a Pif-Paf, um mês após o golpe militar, transformando seu estúdio em redação.Quinzenal, a publicação reuniu alguns dos maiores nomes do humor de então, como Ziraldo e Jaguar. Apesar de não ter uma proposta política ou ideológica definida, a revista foi perseguida, considerada pelo serviço de informações do exército como o início da imprensa alternativa no Brasil. Pif-Paf durou apenas oito números. Millôr teve papel relevante também na dramaturgia brasileira, e sua produção como tradutor foi considerada a mais importante do teatro no país, com destaque para as traduções das obras de Shakespeare.
Nas palavras de Paulo Werneck, Millôr “foi também um crítico da falsa cultura, das ilusões da glória literária e artística. Provou que erudição, humor e informalidade, juntos, formam uma liga indestrutível”. De quebra, inventou o frescobol (“o único esporte em que ninguém ganha”) e uma concepção muito particular (e universal) de democracia: “Todo homem tem o sagrado direito de torcer pelo Vasco na arquibancada do Flamengo”.
A Flip 2014 acontecerá entre 30 de julho e 3 de agosto. Realizada sempre no início do mês de julho, a Flip escolhe nova data para essa edição em função da Copa do Mundo, que acontece durante o mês de julho no Brasil.
assessoria de imprensa
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A Felicidade Real
11/11/2013 | 20h03
A Felicidade Real O que você precisa para ser realmente feliz? Em um primeiro momento, pode parecer uma pergunta fácil de responder. Mas pense profundamente sobre essa questão: será que estamos desejando aquilo que é importante de verdade ou estamos seguindo um fluxo imposto pela nossa sociedade capitalista? No mundo corrido em que vivemos, uma era de muita informação e tantas dúvidas, o que antes era fácil administrar agora tende a se tornar uma prova de fogo. A gente entra num ritmo louco e acaba perdendo a sensibilidade em atender as prioridades que, de fato, deixariam a vida mais harmoniosa. Claro que a ordem de importância das tais prioridades varia de pessoa para pessoa, cada um sabe onde seu calo aperta mais. Na absoluta maioria dos casos, os itens família, espiritualidade, amor e saúde encabeçam a lista. Por mais que concorde que eles formam uma boa base para alcançarmos a almejada felicidade, não sei exatamente o porquê, acabamos complicando as coisas. A gente acaba dedicando muito do tempo limitado de nossas vidas em atividades secundárias. E o grande problema é que o resultado dessas escolhas pode ser desastroso, fazendo bater aquele arrependimento amargo no futuro. A busca pelo desafio profissional e o seu papel em contribuir com o mundo é algo muito saudável de se querer. Até porque viver uma mesmice diária costuma ser bem chato. Deus me livre! É preciso sonhar e avançar. O perigo está em se perder no meio deste processo, colocando um foco além da medida nas conquistas individuais. Portanto, exercitar o olhar crítico sobre como temos utilizado nosso tempo e se isso está nos afastando das bases essenciais deve ser uma prática constante para não nos afundarmos no desnecessário. Achou a tarefa difícil? Mas é bem melhor do que chorar pelas perdas que poderiam ser evitadas. O lucro é garantido. Acredito que manter a simplicidade seja um dos passos fundamentais na busca de um estilo de vida mais coerente com o que declaramos aos quatro ventos como sendo o que verdadeiramente importa. Pense bem, não precisamos de tanta coisa. Mas a gente insiste em se comparar com quem nos relacionamos socialmente, não é mesmo? Como uma criança que vê o brinquedo da outra e quer um igual de qualquer jeito. Se não conseguir, tadinha, a criança mimada fica emburrada porque não teve a sua vontade superficial atendida, parece que o mundo vai acabar. E a paz acaba pra valer! Ela nem se dá conta de que o principal ela já tem: um lar repleto de pessoas que a amam e que todo o resto fica pequeno diante disto. Em geral, crianças não têm esse tipo de consciência... Só que, pelo visto, nem a gente. Será que o mundo virou uma creche de adultos? O sentimento profundo de gratidão pode ser a alternativa para quem não quer ser infantilizado. Essa é a principal característica das pessoas mais bem sucedidas que eu conheço. Gente predisposta a contribuir, que possui uma visão positiva sobre as coisas, desdobrando em atitudes que atraem ainda mais resultados e indivíduos que pensam da mesma forma. Aposto que é ótimo ser farinha desse saco. Se você estiver lendo isso até agora e caso estas palavras estejam fazendo algum sentido, tenho mais uma informação boa: olhar a vida por outro ângulo é apenas uma questão de decisão. Caso não esteja contente com os resultados que vem obtendo, tome uma postura diferente em meio a toda essa realidade. Você é o dono das escolhas. Pode ser complicado no início, mas esse tipo de atitude é capaz de modificar radicalmente a sua vida para melhor. Precisamos entender que a felicidade está bem embaixo do nosso nariz. Ela não é um destino, é apenas a forma como escolhemos viver. Sim, a vida está repleta de altos e baixos, mas a procura deve ser eternamente ligada ao que nos fará sentir em paz. E posso te garantir que não é a busca desenfreada pelo dinheiro que vai solucionar a questão. Maurício Cunha é publicitário, atuando em grandes empresas na área de comunicação. Texto publicado na Revista Estilo OFF de Itaperuna, RJ.  
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Em clima de unidade PT elege Makhoul presidente
11/11/2013 | 04h11
O dia 10 de novembro marca uma renovação no PT. Em todas as instâncias partidárias, nacional, regionais e municipais, os diretórios passaram por eleições. Em Campos, o ex-candidato a prefeito de Campos nas eleições passadas e pré-candidato a deputado federal em 2014, o médico Makhoul Moussalem é conduzido pela totalidade de votos à presidência do diretório municipal. Foram duas chapas na disputa da composição do diretório e a votação foi equilibrada: 254 a 235. Para Makhoul , tomará posse em fevereiro de 2014, o partido precisa fortalecer a sua organização, começar a promover seminários de discussão de um programa regional e municipal. “Precisamos formatar projetos necessários para o desenvolvimento da região independente do petróleo e do pré-sal, projetos que contemplem a sustentabilidade. Áreas como saúde, educação, agricultura, mobilidade urbana e rural, segurança e polo de tecnologia requerem nossa atenção. Enquanto presidente do PT, penso que o partido tem que mudar a política regional e municipal, criar uma agenda para 2014 e 2016, um partido político não pode deixar de buscar o poder sob pena de não existir”, afirmou. [caption id="attachment_7138" align="aligncenter" width="600" caption="Ft.Luciana Portinho"][/caption]

O professor Eduardo Peixoto  destaca que o processo eleitoral interno vem se aperfeiçoando ao longo dos tempos com crescente democratização nas relações dos filiados do partido, à despeito das deficiências municipais. “Estamos trabalhando com candidatura própria, para nós um partido forte no interior é fundamental. O potencial de Lindbergh deve ser acompanhado de um partido robusto. Makhoul é o nosso candidato único, pensando na construção da candidatura de 2016.

O vereador e pré-candidato a deputado estadual na eleição do ano que vem Marcão – encabeçou a chapa “Por uma Campos de mudanças”, obteve 52% dos votos, destaca a necessidade de esclarecer a população campista sobre a apropriação indevida pelo governo municipal de políticas federais como o Bolsa Família e a construção de creches. “O partido sai unido, sem dúvidas”. Nenhum partido político faz uma eleição interna no Brasil inteiro, “Os demais têm donos e caciques. Há uma prefeiturização de programas do governo federal. A secretaria nacional de comunicação de o partido precisa fazer uma integração estado/município, não vamos abrir mão disto”, disse o vereador. Presente à convenção municipal o sociólogo, professor da UFF e do Mestrado em Planejamento Regional da Cândido Mendes, José Luís Vianna, reconhece que o PT envelheceu um pouco, mas, ainda cultiva as fontes de inovação e de transformação da realidade. “O partido está refém da coalização nacional. Em Campos estou alinhado aos companheiros de sempre, às posições originárias inovadoras. Está claro que precisamos incorporar na agenda visões mais republicanas e democráticas e criar uma aliança de forças políticas que renove totalmente a política local.  
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Bomba, bomba!
10/11/2013 | 10h32

POLÍCIA INVESTIGA DENÚNCIA DE QUE PR CONTRATAVA MANIFESTANTES PARA SE INFILTRAR EM MANIFESTAÇÕES

* do Blog do jornalista Ricardo André Vasconcelos, ver aqui
No mês passado, vereadores ligados ao grupo do deputado Garotinho em Campos acusaram a presença de "forasteiros"nos protestos contra o governo Rosinha em Campos. Eles sabiam o que estavam falando, porque segundo matéria publicada na edição impressa de O Globo de hoje (página 25), grupos de outros estados teria recebido pagamento de militante do PR para se infiltrar nas manifestações na capital. A matéria é ilustrada por uma foto do deputado estadual Geraldo Pudim (PR) com Naty, assessor lotado no Gabinete de Pudim na Alerj mostrado em outra fotografia durante um protesto. 
Veja abaixo a edição on line de O Globo (aqui)

Polícia investiga participação de ativistas ‘profissionais’ em atos

  • Grupo vindo de outros estados teria recebido pagamento de militante do PR para se infiltrar em manifestações
Carla Rocha
Sérgio Ramalho
Publicado: 10/11/13 - 6h00
Ligado a Garotinho, Nayt vem tendo atuação intensa nos bastidores dos protestos Foto: O Globo / Reprodução
Ligado a Garotinho, Nayt vem tendo atuação intensa nos bastidores dos protestos O Globo / Reprodução
RIO — Uma investigação da Polícia Civil pode fazer cair algumas máscaras que tomaram as ruas da cidade. Iniciado há cinco meses, o levantamento indica que pessoas teriam sido recrutadas, inclusive fora do estado, para atuar em atos como o Ocupa Cabral e o Ocupa Câmara. Para isso, teriam recebido dinheiro, alimentação e transporte. Pelo menos seis desses ativistas desembarcaram no Rio ano passado, vindos de estados do Norte e do Nordeste. O grupo teria se infiltrado, inicialmente, em entidades de direitos civis e outras ONGs. A partir de junho deste ano, quando começou a onda de protestos, passou também a atuar nas manifestações. Alguns nomes já aparecem vinculados a partidos políticos, como o PR.  O caso é tratado sob sigilo pelo Departamento Geral de Polícia Especializada, e a preocupação é reunir evidências suficientes antes de avançar sobre os suspeitos, para não alimentar a ideia de uma contraofensiva, também de natureza partidária. O trabalho reúne equipes de policiais da Coordenadoria de Informações e Inteligência (Cinpol) e da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI). Os depoimentos prestados e as apreensões feitas nos últimos meses, inclusive de computadores de pessoas detidas durante e após manifestações violentas, dão sustentação à investigação. Até agora, já são 349 detidos, dos quais 116 foram autuados em flagrante por porte de explosivos, desacato, desobediência, agressão e ameaça, além de danos ao patrimônio público e privado. Atuação nos bastidores As informações, no entanto, apontam para um personagem do PR, que nunca foi detido, mas que vem tendo atuação intensa nos bastidores dos protestos e só recentemente foi identificado pelos policiais. É Sebastião Rodrigues Machado Júnior, até pouco tempo só mencionado em informes como Nayt, seu apelido. Ligado ao ex-governador Anthony Garotinho, ele é lotado, desde janeiro deste ano, no gabinete do deputado estadual Geraldo Pudim (PR), no cargo de assessor parlamentar. É aliado de primeira hora desde que o grupo de Garotinho era do PMDB. Quando Clarissa Garotinho era presidente da Juventude do PMDB, Nayt foi presidente da Executiva Provisória do PMDB Afrobrasileiro. Procurado pelo GLOBO, ele não foi encontrado. Nayt, que seguiu o grupo de Garotinho na migração para o PR, aparece em fotografias ao lado do ex-governador e de aliados políticos, entre eles Fernando Peregrino, Geraldo Pudim, Rosinha e Clarissa Garotinho. Peregrino e Pudim não retornaram as ligações para comentar a denúncia. Já a deputada Clarissa Garotinho negou que tenha havido incitação do partido para levar manifestantes para os protestos. Ela disse que já esteve em protestos como cidadã, assim como fizeram integrantes do PSOL, PT e PV. Nayt já teve problemas com a polícia e foi indiciado duas vezes por estelionato. O assessor é acusado de passar cheques sem fundos e de ameaçar uma das vítimas, que recorreu à polícia. Em depoimento, ela ressaltou que Nayt se identificou como policial e matador. O monitoramento feito pela Polícia Civil sobre a atuação dos manifestantes ligados ao esquema capitaneado por Nayt revela um lado pouco ideológico, inclusive com informes sobre o pagamento de R$ 450 a algumas das pessoas que participaram dos protestos. O assessor aparece nas investigações como o suposto elo com alguns dos ativistas do Ocupa Cabral, que acamparam por 52 dias no trecho da Avenida Delfim Moreira com a Rua Aristides Espínola, no Leblon. O principal interlocutor de Nayt entre os manifestantes seria Jair Seixas Rodrigues, mais conhecido como Baiano. Nascido em Salvador, com ensino médio incompleto, ele figura entre os seis manifestantes que desembarcaram na cidade no ano anterior ao início das passeatas. Baiano era uma das figuras centrais do Ocupa Cabral, onde foi preso pela primeira vez em julho passado, sob a acusação de depredar patrimônio público — no caso, uma patrulha da PM atingida por pedras. Depois do episódio, ele voltou a ser preso outras seis vezes por desacato, desobediência, agressão e, por fim, acusado de ter ateado fogo a um ônibus na Avenida Rio Branco, durante distúrbios iniciados ao fim de manifestações pacíficas. Endereços diferentes Nas sete vezes em que foi preso pela PM, Baiano se identificou como integrante da Frente Internacionalista dos Sem Teto (Fist). Contudo, nos registros de ocorrência, nas três delegacias por onde passou, ele forneceu diferentes endereços residenciais. Um deles em Salvador e outro no Morro Chapéu Mangueira, no Leme. As investigações da Polícia Civil descobriram que Baiano e outros cinco manifestantes vindos de estados do Norte e do Nordeste entraram com pedidos de novas carteiras de identidade no estado. O documento de Baiano, por exemplo, foi emitido em julho passado pelo Instituto Félix Pacheco. Ele agora está numa das unidades do complexo penitenciário de Gericinó. A polícia ainda não sabe o que motivou o grupo a solicitar os novos documentos. Um levantamento nos estados de origem dos investigados está sendo realizado com o intuito de descobrir se as informações repassadas ao IFP correspondem à realidade e, sobretudo, se eles adotaram a estratégia para encobrir possíveis históricos de crimes.

Militante diz que foi aliciado para organizar manifestações no Rio

  • Ele conta que recebeu R$ 2 mil para pagar despesas de 15 pessoas
Carla Rocha
Sérgio Ramalho
Publicado: 10/11/13 - 6h00
 Anderson, que denunciou o aliciamento: “Estou cumprindo o meu papel de cidadão” Foto: Agência O Globo / Custódio Coimbra
Anderson, que denunciou o aliciamento: “Estou cumprindo o meu papel de cidadão” Agência O Globo / Custódio Coimbra
RIO — O trabalho da polícia, que investiga a atuação de ativistas profissionais em protestos como o Ocupa Cabral e Ocupa Câmara, poderá receber uma contribuição de peso vinda da Baixada Fluminense. Com o objetivo de revelar o que acontecia nos bastidores dos protestos, o autônomo Anderson Harry Grutzmacher tomou a decisão de se infiltrar na organização do PR. A história que ele conta, amparada pela gravação de conversas feitas por meio do seu celular, coincide com as suspeitas levantadas no decorrer da investigação. 
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Um dos áudios que estão em seu poder foi gravado, segundo ele, dentro da presidência do PR e tinha como interlocutor Fernando Peregrino, secretário-geral do partido. Na conversa, Anderson propõe a Peregrino que a legenda patrocine uma ocupação na porta da casa do senador e ex-prefeito de Nova Iguaçu Lindberg Farias (PT). Sob o argumento de que “Cabral já está morto”, Anderson alerta para a possibilidade de crescimento do petista, que será candidato ao governo do Rio. O denunciante diz que a conversa aconteceu num contexto em que ele já havia sido aliciado para organizar protestos por uma outra pessoa conhecida no PR, Sancler Mello, diretor de Operações do Instituto Republicano. Sancler, afirma Anderson, tinha interesse em que as manifestações alcançassem Lindberg.
De acordo com o denunciante, Peregrino não se empolgou, porque tinha como alvo principal Sérgio Cabral. No áudio, o secretário-geral escuta Anderson falar, assente algumas vezes e pergunta sobre a experiência dele. O autônomo responde que cuidará de tudo. Quando foi encaminhado a Peregrino, o próprio Sancler, segundo o denunciante, o teria orientado a solicitar, além de ajuda material com transporte e alimentação, uma contrapartida qualquer, que seria de praxe. Seguindo a suposta orientação, o denunciante pediu a interferência de Peregrino numa licitação para a compra de remédios no município de Campos, sob o pretexto de que seria ligado a um grupo interessado no negócio. Ao fim da conversa, o secretário-geral diz que tem um amigo, mas que precisa de mais detalhes para analisar o pedido de Anderson. Procurado, Sancler não foi localizado. De acordo com Anderson, ele foi informado de que seria filiado ao PR, mas acredita que, ao se afastar do partido, foi desfiliado. No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o autônomo não consta como integrante ao PR. O órgão informou que não controla a relação de filiados e que cabe aos partidos mantê-la atualizada. — Entrei para participar da militância por ideologia, porque queria mudar a situação do Rio. Quando houve a aproximação, vi que tinha muito mais coisas por trás e resolvi denunciar. Sei que posso sofrer perseguições, mas estou cumprindo o meu papel de cidadão — afirma Anderson. O denunciante diz ter recebido R$ 2 mil para pagar alimentação e transporte para cerca de 15 pessoas que levou para manifestações. No dia 7 de setembro, garante ter recebido uma ligação da deputada Clarissa Garotinho (PR), sugerindo que ele conduzisse o grupo para o Palácio Guanabara. Anderson diz que se recusou, alegando que o clima estava tenso. O denunciante contou ainda que, durante o período no PR, teve contato com Nayt, com quem esteve no partido e se encontrou em manifestações e no Ocupa Cabral, no Leblon. Lá, diz Anderson, Nayt apenas passava, mas parecia ter relação de proximidade com Baiano.
 
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BRINCANDO NOS CAMPOS DO SENHOR
09/11/2013 | 08h05
BRINCANDO NOS CAMPOS DO SENHOR - UM CAMINHO AO INFERNO Texto de Paulo César Moura Brincar nos campos do Senhor, sob o efeito da ayahuasca, pode ser um caminho ao inferno. Uma forma mágica de se chegar ao abismo de si mesmo e descobrir que toda sua civilização representa a morte do outro. Esse mergulho de profunda sinceridade, que o filme de Hector Babenco - Brincando nos campos do Senhor (1991) -, nos propõe, revela-nos o que há de intransponível entre a cultura dos civilizados e a cultura dos selvagens - a ambição, o abismo e a perdição. O foco do filme é o índio de nossa Amazônia. Ainda que, de algum modo, se pense este personagem, nos dias de hoje, sob os moldes românticos, inseridos em um indianismo idealizante, Babenco nos dá, exatamente, o contrário. Para este diretor, o índio não é pitoresco, é estranho; não é colorido, tem cor de chão, de terra. Além disso, apesar de estranho e barrento, é um mundo assolado por dois problemas históricos: a ambição por suas terras e a ambição por civilizá-los.. Ambos deflagram, por si só, o processo da aculturação indígena - sua morte. Sob o ponto de vista literário, o filme de Babenco não é indianista. Não tem heróis. Não vê o índio idealizado. Por certo, aproxima-se do indigenismo, na medida em que busca pensar os problemas que confrontam as populações indígenas, com o objetivo de pensar sua possível integração à nossa nacionalidade. Não obstante, sua visão é trágica, pois o que nos mostra é o genocídio dos povos indígenas. Neste sentido, podemos afirmar que, em termos de identidade brasileira, nossa máscara é barroca - vazia de Deus na cidade de sua mãe. Este é o abismo - a impossibilidade de conversão. Outra questão interessante do filme é o fato de olharmos a cultura indígena a partir de um relativismo no ponto de vista etnocêntrico da cultura ocidental. Os transes espirituais aparecem, no filme, como canais de interpretação da realidade, como outra forma de se chegar à verdade. O “inimigo” se revela a partir de um ritual ininteligível. E todo esse rito - estranho e barrento - revela o abismo que há entre nós e o mundo indígena. O filme de Babenco, na verdade, não é indigenista, mas neoindigenista, porque ao tratar, sob o ponto de vista antropológico, a cultura dos silvícolas, descobre, ainda, o mágico, o maravilhoso, o mítico. E toda beleza de forma de ser gerada pela mente humana. Seus cantos, suas danças, sua pintura, sua espiritualidade. Sua capacidade de revelar a verdade por uma linguagem pronunciada com o coração quente - com êxtase e simbolismos. O propósito do filme é o de superar a caracterização externa do índio para compreendê-lo dentro de sua realidade, abrindo-se para sua visão de mundo e para os abismos profundos de sua cultura. Inserido na esfera do realismo-maravilhoso, o filme incorpora o mundo civilizado e o mundo selvagem, e a “maravilha” que há neste mundo. Diga-se, dois mundos díspares, paradoxais, abundantes. Não obstante, esses dois mundos são o Brasil. Um Brasil precário, roto, faminto. Um Brasil barroco. Necessitado de ser nomeado, construído. Brasil de silêncios e miséria. Um Brasil em estado de perdição. O filme “Brincando nos campos do Senhor” conta-nos a história de dois aventureiros americanos que chegam à cidade Mãe de Deus, no Estado do Amazonas, por falta de combustível em seu avião. Um desses aventureiros é, curiosamente, um descendente aculturado de índios norte-americanos. O policial que analisa os documentos do avião propõe aos dois americanos, em troca da devolução dos passaportes e da documentação, que eles atirem algumas bombas para “espantar” os índios niarunas, a fim de tirá-los de suas terras. Paralelo a essa intriga, há ainda a questão da chegada da igreja protestante em terras indígenas, no afã de converter e de civilizar o índio. Tomado por uma crise de identidade, Moon, o aventureiro americano de descendência indígena, sob o efeito de um chá alucinante, pilota seu avião até as terras dos niarunas e, quando passa por cima de sua aldeia, ele se atira de paraquedas, saltando sobre aquele lugar. Os índios o tomam como um deus que veio do céu e o chamam de Kisu, o deus do trovão, perigoso e maldoso, do qual eles têm muito medo. Incorporam-no à sua coletividade e o relacionam a outro deus que vem do céu, a partir de um sincretismo entre Kisu e Jesus. Assentado sobre essa trama, entre um falso deus, a presença da igreja e o interesse pelas terras indígenas, o filme costura uma tragédia anunciada há quinhentos anos. O elenco do filme é formado por atores excelentes, como Tom Berenger, John Lithgow, Daryl Hannah, Aidan Quinn, Tom Waits, Katy Bates, Stênio Garcia, José Dumont e Nelson Xavier. Trata-se de uma produção estunidense-brasileira dirigido por Hector Babenco e com roteiro baseado em livro de Peter Matthiessen. É um drama. Com duração de três horas. Vale conferir no Cineclube Goitacá, quarta-feira, dia 13 de novembro, às 19:30h. No edifício Medical Center, na av. 13 de Maio, nº 286, sala 507. Entrada franca. [caption id="attachment_7124" align="alignright" width="300" caption="Ft.Google"][/caption] * Paulo César Moura é professor, contista, poeta e colaborador da Folha da Manhã.
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FILAS E ALMAS CARIDOSAS
06/11/2013 | 10h12
Ninguém gosta de ficar na fila de espera para qualquer atendimento. Permanece na fila porque é obrigado, já que a demanda é maior que a oferta e não por uma questão cultural. Para que as filas não existam é necessário adequar a oferta de acordo com a demanda, isto se chama planejamento. Planejar não é tão difícil quanto parece. A saúde está um caos, exatamente por ausência de planejamento. Tem gente que diz que esta falta é intencional para que a população esteja sempre à espera de uma alma caridosa que venha resolver o seu problema de atendimento. Com isso, fica devendo favor e refém desta alma que, regra geral, é um político ou um cabo eleitoral dele. Me nego a acreditar nessa tese. Em Campos, cidade de um orçamento bi-bilionário e vamos para o tri, não cabe a essa altura do campeonato filas, tampouco ameaças de fechamento de maternidades por falta de obstetras e pediatras, ou porque o quê se paga aos hospitais não cobre os custos. A saúde não tem preço, mas tem custos, e estes são mensuráveis. Sabe-se quanto custa uma seringa, um rolo de esparadrapo, e por aí vai. Recursos humanos têm que ser formados e, quando trabalham, dignamente remunerados. Isto também é dimensionável! A falta de planejamento começa nos ministérios da Educação e da Saúde. É fácil saber a quantidade de generalistas e especialistas de que precisamos. Existem estudos epidemiológicos e estatísticos a respeito desses assuntos, no entanto, não se sabe ou não se divulga de quantos pediatras precisamos no Brasil. As tabelas do SUS, já é mais do que sabido, não cobrem os custos do atendimento, tanto ambulatorial quanto hospitalar, pior, não são corrigidas. Deixemos de lado os ministérios e vamos nos ater à nossa paróquia. Em outubro de 2002 apresentei proposta para complementação aos hospitais e profissionais que atendem o SUS. Aprovada pela unanimidade dos vereadores, colocada em prática, na ocasião salvou os hospitais da falência. Passados 11 anos, ao invés de ajustá-la de acordo com a inflação e a dolarização – mat-med tem preço em dólar – fez-se o contrário e aí, volta e meia, estamos sujeitos ao fechamento de serviços médicos. Temos uma faculdade de medicina, enfermagem e fisioterapia. Temos hospital escola, além dos filantrópicos e sem fins lucrativos, conveniados ao SUS. Vamos planejar e, definitivamente, acabar com as filas e ameaças de fechamento de serviços ou o que interessa é manter o trabalho das almas caridosas? Dr. Makhoul, Médico e Conselheiro dos Conselhos Regional e Federal de Medicina * Artigo pulicado no dia 31/10, na Folha da Manhã
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Aula básica aos vereadores de Campos
06/11/2013 | 09h57
Para compreender a cidade como um todo, ninguém melhor do que ele Aristides Arthur Soffiati para nos falar.

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PORTO DO AÇU EM AUDIÊNCIA
06/11/2013 | 09h44
Nova reunião da Comissão Especial do Porto do Açu da Alerj acontece nesta quarta-feira

Acontece nesta quarta-feira (06/11) às 10 horas a segunda audiência pública da Comissão Especial para acompanhar a real situação dos investimentos no Complexo Logístico Portuário do Açu e a situação dos trabalhadores e colaboradores envolvidos no empreendimento da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), presidida pelo deputado estadual Roberto Henriques. Foram convidados novamente os representantes da LLX, empresa responsável pela implantação do Superporto do Açu e representantes da EIG, grupo americano que assumiu o controle da LLX.  Para a audiência que acontecerá na sala 311 do Palácio Tiradentes, sede do Poder Legislativo do estado do Rio de Janeiro, também foram chamados os prefeitos e presidentes da Câmara dos Vereadores dos municípios de Campos dos Goytacazes, São João da Barra e São Francisco de Itabapoana, além de representantes dasInstituições como o IFF, Uenf, Faetec, Cetep, além de outros representantes da sociedade civil organizada. O deputado estadual Roberto Henriques espera que os representantes das empresas envolvidas desta vez compareçam. “Espero que na reunião de quarta-feira os representantes das empresas LLX e da EIG compareçam. A sociedade precisa de explicações, precisa saber as novas decisões que serão tomadas sob a nova administração. A sociedade está insegura. Espero que com a reunião possamos entender os novos rumos do Superporto do Açu,  importante para o Norte fluminense e para todo o estado do Rio de Janeiro”, afirmou Henriques. Na primeira reunião que aconteceu no dia 11 de outubro, a LLX, empresa do grupo EBX responsável pela implantação do Superporto do Açu, enviou correspondência à comissão no final da tarde do dia 10 de outubro informando da impossibilidade de comparecimento do empresário Eike Batista. A justificativa da ausência foi o fato de Batista ser o interveniente do acordo de investimento com a EIG Holdings. No documento a LLX solicitou o adiamento da reunião por 20 dias e o pedido foi negado pelo presidente da comissão, o deputado estadual Roberto Henriques, que optou por convidá-los novamente para a audiência desta quarta-feira. Assessora de imprensa do deputado estadual Roberto Henriques – Rio de Janeiro Recebido via Cadê Marcas - Moisés Batista
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