A língua é minha pátria
30/11/2012 | 18h46
A língua portuguesa roubou a cena da 7ª Bienal do Livro de Campos no entardecer de ontem. Pela terceira vez em Campos, o professor Pasquale Cipro Neto dividiu o palco com a articulista da Folha da Manhã, a colega de profissão Regina Tonelli. Na mesa “Morrendo pela boca: o português nosso de cada dia”, mediada pelo diretor de literatura da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, o também professor Alcir Alves, foi feito um diagnóstico cuidadoso da saúde de nosso idioma no dia a dia da vida do brasileiro. Apontando inúmeras contradições no ensino da língua materna na escola, Pasquale classifica a situação atual brasileira como bizarra. “A gramática para muitos virou a besta negra que oprime, reprime, limita. Saímos de um péssimo ensino de português que se apoiava na ‘gramatiquice’. Era uma postura extrema de ensinar a gramática desvinculada do texto, ‘aquele porre’. Fomos parar no outro extremo, o de banir a gramática da sala de aula. É preciso dar funcionalidade à gramática. Ridicularizam com a gramática, mas, na hora da avaliação, como nos vestibulares, exigem o domínio dela”, disse. Para Pasquale, vivemos no Brasil uma esquizofrenia. O discurso vai para um lado e a prática vai para o outro. Ele identifica um erro brutal ao fazer o que chama de “uma caça às bruxas com a norma culta”. “Ao invés de vilã, a norma culta é libertária, possibilita ao sujeito o pleno entendimento de qualquer texto, de qualquer contrato ou legislação”. Ele cita o pensamento do educador brasileiro, reconhecido no mundo inteiro, Paulo Freire: “O conhecimento do mundo precede o da palavra”. Complementando a linha de raciocínio exposta, Regina Tonelli constata a praticidade das diversas linguagens que fogem do formal como as usadas em e-mails e redes sociais. Segundo Regina, elas produzem efeito ao estabelecer a comunicação. No entanto, essas formas mais simples devem ficar restritas às mídias. “A criança, o jovem tendem a repetir e aplicar esta linguagem coloquial em outros meios. É paradoxal, ‘o internetês ajuda não ajudando’. É preciso saber separar e usar também a forma padrão da língua”, frisou Regina. Assim como Regina, Pasquale defende o domínio de mais de um código. Ele cria a imagem da “língua como um grande guarda roupa, melhor se recheado com um maior número de variedades”. O professor é irônico quando se refere ao momento atual, “Vamos mal, obrigado. Quem lê não entende o quê lê. Quando ouve, não ouve. As pessoas não estão sendo levadas a pensar, a raciocinar. De um modo geral, não entendem nada. As famílias pouco conversam seriamente sobre assuntos sérios. Não dá para formar um país, aonde programas como “Big Brother” e a “Fazenda” dominam a audiência. Eu me sinto um trouxa”, desabafa. Ao final do debate, o controverso acordo ortográfico vem à tona, na fala efusiva de Pasquale: “Conseguimos derrubar o acordo que passaria a definitivamente vigorar no país em janeiro de 2013. O texto do acordo é um lixo, é ambíguo, uma aula de analfabetismo. A ministra da Casa Civil nos garantiu que a presidente Dilma assinará, na semana que vem o adiamento para 2016. Agora vamos trabalhar na reforma da reforma ortográfica. Sinto-me vitorioso”, afirmou o professor, com apoio de grande parte do público. Luciana Portinho
* Publicada na capa da Folha Dois, hoje, 30 de novembro de 2012.
(Fotografia de  Afonso Aguiar)
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Paraíso é perto
26/11/2012 | 10h31
São Pedro Paraíso Conheci o vilarejo pelas mãos amigas da também amiga, a jornalista Jane Nunes. Ignorante, desconhecia localidade tão inteira, lá na linha de fronteira entre Italva e Itaperuna. De cara, terras férteis banhadas que são pelo Muriaé. Depois das chuvas a pastaria já respondeu. A antiga usina é um capítulo à parte. Chama a atenção pela unidade de seu arruamento, pela solidez de suas casas e construções. Na disposição das peças da arquitetura do conjunto edificado percebemos o quanto de importância ocupou na atividade açucareira passada em Campos. [caption id="attachment_5306" align="aligncenter" width="550" caption="Ft.Luciana Portinho"][/caption]

Um pouco do fausto da elite do açúcar está ali no esqueleto muitíssimo bem acabado de São Pedro Paraíso. O revestimento externo nas paredes da Usina prende a nossa atenção pela preocupação estética. Na maravilhosa casa rosa claro, pode-se reconstituir o andar da vida pelos salões e jardim e também sua integração (distanciada) do ambiente de produção.

[caption id="attachment_5307" align="aligncenter" width="550" caption="Ft.Luciana Portinho"][/caption]   [caption id="attachment_5308" align="aligncenter" width="550" caption="Ft.Luciana Portinho"][/caption]

Estrangeira que sou, fui mordida na cabeça por um esperto marimbondo, poupou com todo o instinto a minha amiga Jane, ela de casa é. Paraíso me ofereceu uma calorosa viagem ao passado da região. São Pedro protege o lugar do ímpeto predatório brasileiro, que não destrói pela fúria e sim pelo descaso.

 

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"Ler é mais importante do que estudar"
25/11/2012 | 21h59
No segundo dia da 7ª Bienal do Livro de Campos, a manhã foi marcada pela presença da criançada das escolas do município. Desde cedo, alunos e professoras formaram fila para assistir ao bate papo com o cartunista Ziraldo. Muitos, por sinal, carregando algum livro dele.  Pacientemente, esperaram por cerca de uma hora, pois mais uma vez o evento sofreu atraso. Em um auditório cheio e inicialmente ruidoso, Ziraldo, com um bebê no colo, entrou ovacionado de pé pela plateia. “Chegar aqui e ver esta mobilização tão grande, ver que as pessoas guardaram cartazes e livros com autografo meu feito 15 ou 12 anos atrás, me esperando, me emociona. Nunca me acostumo com isso”, disse. [caption id="attachment_5299" align="aligncenter" width="450" caption="Ft.Phillipe Moacyr"][/caption]

 

Aos 80 anos, na plenitude de um vigor crítico, o cartunista permanece o irreverente de antes. Gentil ao se referir à cidade de Campos, que conheceu há algumas décadas. Compara a cidade  a outros famosos lugares do planeta cortadas por rios. “Esta cidade é muito linda, cortada por um rio lindo. É uma cidade que nos deixa todos orgulhosos. Depois da Capital, é mesmo muito especial. E percebo o crescimento, antes era o canavial e agora, como cresceu”, exclamou. Como de costume em suas palestras e andanças pelo Brasil, Ziraldo leva o nome de sua cidade natal, Caratinga, Minas Gerais. “Por onde passo tem sempre um maluco de Caratinga na plateia. Quando fiz 80 anos, Caratinga fez uma festa para mim. Na ocasião, cinco mil crianças desfilaram divididos em batalhões, cada um fantasiado com um de meus personagens infantis. Foi fantástico, assisti do palanque chorando. Na minha infância, era uma cidade cheia de pomares, nossa distração maior era pegar fruta no quintal dos outros”, lembrou. Ele esclarece que seu nome é fruto da originalidade paterna, que fundiu a Zizinha da mãe com o Geraldo do pai. E surgiu então o Ziraldo. Indagado por um menino sobre como surgem os personagens que pelos seus desenhos ganham vida, Ziraldo explica que a inspiração vem do olho de quem cria. É um olhar diferente, está sempre enxergando significado para as coisas. “É porque a gente está ligado o tempo todo”, desmistifica ele. Do seu maior sucesso, “O Menino Maluquinho”, que já vendeu 3,5 milhões de exemplares, ele cita como surgiu o personagem. “Quando era criança, nas brincadeiras de soldado, eu era o capitão, fui à cozinha de minha mãe, peguei uma panela e enfiei na cabeça. Filho tem que ser feliz para no futuro dar um cara bom”, frisou. Ziraldo é o missionário de uma visão bem clara sobre a importância da educação somada à liberdade e ao carinho na formação da personalidade do futuro adulto. “Gostar de ler é a melhor coisa que pode acontecer com uma criança. Tenho dado esse recado país afora. Deem um diário para os filhos e eles irão escrever sobre si mesmo. O resultado é sensacional, com um ano, ele vira poeta. Escrever é como respirar. Bota um livro na mão deles, não como obrigação. Menino obediente é falso, não é bom. A natureza da criança é transgressora, deixem-na imaginar e sonhar. Esse negócio de obrigar o menino a ser primeiro lugar, faz dele um chato, um milico ou veado”,  contou, sob risadaria dos presentes. Citando o ditado popular de que ‘tudo que me faz feliz ou engorda ou é pecado’ ele alerta: “Deixem a criança brincar muito, não tem que exigir nada dela que não pediu para vir ao mundo. Não peça respeito, respeite a criança”, encerrou o mesmo Ziraldo ‘maluquinho’. Como vem acontecendo nas últimas bienais em Campos, a prefeitura distribui um vale livro (Notinha Legal) aos alunos das escolas municipais, como também uma ajuda (bônus) aos professores. Neste ano, são 10 mil Notinhas Legais no valor de R$ 6, e 4,3 mil bônus para os professores que estão em sala de aula. Cada um no valor de R$ 60. Luciana Portinho * capa da Folha Dois de hoje, domingo, 25/11/12.
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Majestoso rio
24/11/2012 | 09h05
Em sábado ensolarado de bem com a Bienal do Livro de Campos, um pouco da poética do economista campista Ivan Vianna (falecido no ano de 2006). Majestoso rio O que pensa um rio, quando lhe sangram uma parte? Mutilado, contribuinte, encarte, usado, sofrido, maior, menor, não sei, não me fio! Sou rio majestoso, sentimentos, imagino caudaloso. Claro, você é barco sobre mim, uma ponte, ainda ínterim, construída sobre pilares enormes e passarela sem fim. Melhor será o que houver, tudo construído juntos com você, meu desejo em ter mulher, namoradinha de todos os mundos.   Ivan Vianna Julho 2003  
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"Quem deu o direito a Israel de negar todos os direitos?"
22/11/2012 | 16h01

O exército israelense, o mais moderno e sofisticado mundo, sabe a quem mata. Não mata por engano. Mata por horror. As vítimas civis são chamadas de “danos colaterais”, segundo o dicionário de outras guerras imperiais. Em Gaza, de cada dez “danos colaterais”, três são crianças

Por Eduardo Galeano Para justificar-se, o terrorismo de estado fabrica terroristas: semeia ódio e colhe pretextos. Tudo indica que esta carnificina de Gaza, que segundo seus autores quer acabar com os terroristas, acabará por multiplicá-los.
eduardo galeano gaza israel
Eduardo Galeano: “Este artigo é dedicado a meus amigos judeus assassinados pelas ditaduras latinoamericanas que Israel assessorou”.
Desde 1948, os palestinos vivem condenados à humilhação perpétua. Não podem nem respirar sem permissão. Perderam sua pátria, suas terras, sua água, sua liberdade, seu tudo. Nem sequer têm direito a eleger seus governantes. Quando votam em quem não devem votar são castigados. Gaza está sendo castigada. Converteu-se em uma armadilha sem saída, desde que o Hamas ganhou limpamente as eleições em 2006. Algo parecido havia ocorrido em 1932, quando o Partido Comunista triunfou nas eleições de El Salvador. Banhados em sangue, os salvadorenhos expiaram sua má conduta e, desde então, viveram submetidos a ditaduras militares. A democracia é um luxo que nem todos merecem. São filhos da impotência os foguetes caseiros que os militantes do Hamas, encurralados em Gaza, disparam com desajeitada pontaria sobre as terras que foram palestinas e que a ocupação israelense usurpou. E o desespero, à margem da loucura suicida, é a mãe das bravatas que negam o direito à existência de Israel, gritos sem nenhuma eficácia, enquanto a muito eficaz guerra de extermínio está negando, há muitos anos, o direito à existência da Palestina. Já resta pouca Palestina. Passo a passo, Israel está apagando-a do mapa. Os colonos invadem, e atrás deles os soldados vão corrigindo a fronteira. As balas sacralizam a pilhagem, em legítima defesa. Não há guerra agressiva que não diga ser guerra defensiva. Hitler invadiu a Polônia para evitar que a Polônia invadisse a Alemanha. Bush invadiu o Iraque para evitar que o Iraque invadisse o mundo. Em cada uma de suas guerras defensivas, Israel devorou outro pedaço da Palestina, e os almoços seguem. O apetite devorador se justifica pelos títulos de propriedade que a Bíblia outorgou, pelos dois mil anos de perseguição que o povo judeu sofreu, e pelo pânico que geram os palestinos à espreita. Israel é o país que jamais cumpre as recomendações nem as resoluções das Nações Unidas, que nunca acata as sentenças dos tribunais internacionais, que burla as leis internacionais, e é também o único país que legalizou a tortura de prisioneiros. Quem lhe deu o direito de negar todos os direitos? De onde vem a impunidade com que Israel está executando a matança de Gaza? O governo espanhol não conseguiu bombardear impunemente ao País Basco para acabar com o ETA, nem o governo britânico pôde arrasar a Irlanda para liquidar o IRA. Por acaso a tragédia do Holocausto implica uma apólice de eterna impunidade? Ou essa luz verde provém da potência manda chuva que tem em Israel o mais incondicional de seus vassalos? O exército israelense, o mais moderno e sofisticado mundo, sabe a quem mata. Não mata por engano. Mata por horror. As vítimas civis são chamadas de “danos colaterais”, segundo o dicionário de outras guerras imperiais. Em Gaza, de cada dez “danos colaterais”, três são crianças. E somam aos milhares os mutilados, vítimas da tecnologia do esquartejamento humano, que a indústria militar está ensaiando com êxito nesta operação de limpeza étnica. E como sempre, sempre o mesmo: em Gaza, cem a um. Para cada cem palestinos mortos, um israelense. Gente perigosa, adverte outro bombardeio, a cargo dos meios massivos de manipulação, que nos convidam a crer que uma vida israelense vale tanto quanto cem vidas palestinas. E esses meios também nos convidam a acreditar que são humanitárias as duzentas bombas atômicas de Israel, e que uma potência nuclear chamada Irã foi a que aniquilou Hiroshima e Nagasaki. A chamada “comunidade internacional”, existe? É algo mais que um clube de mercadores, banqueiros e guerreiros? É algo mais que o nome artístico que os Estados Unidos adotam quando fazem teatro? Diante da tragédia de Gaza, a hipocrisia mundial se ilumina uma vez mais. Como sempre, a indiferença, os discursos vazios, as declarações ocas, as declamações altissonantes, as posturas ambíguas, rendem tributo à sagrada impunidade. Diante da tragédia de Gaza, os países árabes lavam as mãos. Como sempre. E como sempre, os países europeus esfregam as mãos. A velha Europa, tão capaz de beleza e de perversidade, derrama alguma que outra lágrima, enquanto secretamente celebra esta jogada de mestre. Porque a caçada de judeus foi sempre um costume europeu, mas há meio século essa dívida histórica está sendo cobrada dos palestinas, que também são semitas e que nunca foram, nem são, antisemitas. Eles estão pagando, com sangue constante e sonoro, uma conta alheia. * matéria reproduzida do sítio, ver aqui
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O EIKE NÃO É RICO, É SORTUDO!
21/11/2012 | 18h58
Pela primeira vez, trago ao blog  o texto de um grande amigo, Beto Matos. Ele que é consultor institucional e de personalidades sobre superação e produção de resultados.  Hoje, Beto também está secretário de Integração Governamental da Prefeitura de São João do Meriti. Palestrante motivacional de mão cheia, acostumado a falar para numerosas platéias, Beto, nascido em 1956, na cidade próxima de Itaperuna (RJ) é um homem corajoso, cidadão totalmente do bem. Talvez por isso, é ainda um apurado compositor do nosso velho e bom samba. EITA HOMEM DE SORTE ESSE EIKE! Primeiro, ele nasce filho de Eliezer Batista que entre outros cargos foi duas vezes presidente da Companhia Vale do Rio Doce, sendo a segunda vez durante a ditadura militar a convite do general Figueiredo, quando esta Companhia ainda era 100% pública, e que também foi Ministro das Minas e Energia no país que mais tem riqueza natural neste planeta. Ô sorte! Segundo, esta Companhia e esse Ministério promovem todo modo de pesquisa geológica e detém informação privilegiadíssima sobre onde estão as riquezas do subsolo brasileiro. Ô sorte! Terceiro, embora Eike tenha sido criado em Genebra (Suíça), Düsseldorf (Alemanha) e Bruxelas (Bélgica), assim que retorna ao Brasil abre aos vinte e um anos de idade, por mais um desses golpes de sorte do destino e por mera casualidade, uma empresa para vender ouro e diamante do Brasil para o mundo. Ô sorte! Quarto, este filho de ministro/presidente bem informado, compra terras em grandes extensões por este Brasil a preço de banana d’água. Ô sorte! Quinto, de uma hora pra outra começa a descobrir que nestas terras estava tanta riqueza, mas tanta riqueza que humilharia e faria inveja até à despretensiosa Família Buscapé. Eita Eike de sorte novamente! E assim, de saltos em saltos, vai surgindo o homem mais rico do Brasil e um dos mais ricos do mundo. Ô sorte! Sexto, apesar de seus negócios estarem na maioria dos casos no papel ou na ideia e quando nascem são estartados através da garantia dessas "propriedades", pois não conheço NADA que tenha fabricado, finalmente ele terá uma fábrica de alguma coisa, a "Six Semicondutores". Ô sorte! Sétimo, ele não desembolsa nenhum recurso próprio e consegue mais um título bilionário com essa nova empresa (faça as contas comigo): O investimento total da "Six Semicondutores" é de R$ 1 bilhão; O BNDES entra com R$ 512 milhões (R$ 245 milhões para deter 33% da sociedade e R% 267 milhões em forma de empréstimo ao pobre Eike); Ele não precisou gastar nada nem com o projeto, pois a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), liberou ao pobre Eike mais um empréstimo de R$ 202 milhões (eita projetinho caro) só para este fim (já está em R$ 714 milhões); Com mais sorte ainda, ele conseguiu mais sócios como o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), a americana IBM e a Matec Investimentos e Tecnologia Infinita, do ex-presidente da Volkswagen do Brasil Wolfgang Sauer (juntos, esses tem outros 33% do negócio e sabe-se lá quanto de dinheiro puseram no novo negócio do Eike); E, finalmente, o prodígio sortudo ainda ficou com seus 34% sem colocar a mão no bolso, como em outros negócios, e, provavelmente, ainda deve ter ganho muito dinheiro antes do negócio existir só pela sorte em conseguir sensibilizar o Governo Federal e seus órgãos de licenciamento e financiamento. Eita Eike de sorte! Ou será que o nosso povo é que é azarado? Rio, 21 de novembro de 2012. BETO MATOS  
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Palavras de amplitude
19/11/2012 | 15h44
Não é nenhuma novidade a valorização de um destrutivo individualismo na sociedade dos dias de hoje.  Todos com uma insáciavel necessidade de protagonizar sob holofotes. Os fatos, as relações,  se sucedem em grande velocidade. Inclusive alguns cientistas sociais classificam a nossa atual organização social de  "sociedade do espetáculo". Refletia, dias atrás, acerca de como a própria virtualidade nas relações humanas nos condiciona a uma nova dualidade: em tempo de tempos picotados, administrar a participação individual nas redes requer rotineira dedicação. Trago aqui as palavras finais,  na despedida do  Supremo Tribunal de Justiça, feita semana passada pelo Ministro Ayres Britto.  O recado é lapidar, traduz  minha gastura. Teve como destino o sucessor, mas, se aplica a diversas situações, " Não temos direito ao mau humor. Entendo que nossas rugas aumentam para que as nossas rusgas diminuam. Aprendi com meu pai. É dele também a frase que diz que o juiz não deve impor respeito. O juiz deve impor-se ao respeito. Eu sempre disse para mim que derramamento de bílis e produção de neurônios não combinam".  
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O que importa?
15/11/2012 | 12h54
Um pouco dele... [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=qcbdxi9epO0[/youtube]    
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"Sem pedras na mão"
14/11/2012 | 23h47
O discurso de despedida do ministro Ayres Britto da presidência do Conselho Nacional de Justiça, feito na última terça-feira,  foi bem auspicioso. Emocionado, por ser ‘obrigado’ a se aposentar compulsoriamente, já que atingiu a idade de 70 anos, Ayres Britto aproveitou o foco da mídia nacional para fazer uma defesa pública de sua categoria profissional. Afirmou que o Poder Judiciário é a irmã feia da família dos três Poderes, “Somos o poder mais cobrado, o mais exigido e o menos perdoado” e emendou para evidenciar as restrições impostas aos membros do Poder Judiciário. “Não se pode fazer greve. Não se pode ter hora extra. Não tem cargo de confiança”. Daí para o assunto da remuneração foi um pulo. Segundo o ministro, ganham pouco em relação à responsabilidade social de guardiões da Constituição. “Sempre nos comparam com outros países. Mas, no exterior, o sistema de saúde não é pago, o sistema de educação não é pago. O valor de um carro lá fora é um terço a menos que o Brasil. Com um salário de U$ 10 mil, no exterior, se tem alta qualidade de vida”, frisou. Lembrei-me logo da celeuma local acerca do recente reajuste (legal) sobre os vencimentos dos futuros vereadores em Campos. Pelo jeito, o ministro não falou em causa própria. Como os provimentos do setor público se movimentam em cascata - de cima para baixo – é de se esperar que todos serão, mais uma vez, puxados. Pra cima. Destaco que tudo o que o ministro falou é real: a carestia cresce a olhos vistos, a carga de impostos brasileira é descomunal, o salário mínimo é aviltante. Nem ao menos, o estado brasileiro nos oferece Saúde gratuita, para viver. Amanhã, 15 de novembro, comemora-se o Dia da Proclamação da República. Falta muitíssimo para tirar o atraso em relação aos países do velho continente e mesmo aos primos ricos do norte. É tanto que nos falta, nos setores mais fundamentais da cidadania, que é melhor nem espichar o olho para eles. Fico com o dito pelo escritor e poeta moçambicano Mia Couto: “Não falo do futuro, pertence ao terreno do sagrado, só posso falar do amanhã”.    
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Obra municipal milionária
14/11/2012 | 14h39

Depois de 7 meses, prematuramente,  dá seu primeiro BURACO. Esquina das ruas Gonçalves Dias com Ovideo Manhães...'adjacências da Lapa'.

[caption id="attachment_5259" align="aligncenter" width="550" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption]

 

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Unidos...
14/11/2012 | 14h29
.... de Vila Isabel. Pisei pela primeira vez no chão de uma quadra de escola de samba. O espaço real da quadra é menor do que o imaginado. Ela que fica na terra do Noel Rosa, bairro que ainda guarda traços do Rio antigo. Interessante, fui chamada para uma feijoada. Puxada no tempero, mas, light;  faz tempo não comia uma, repeti. [caption id="attachment_5253" align="aligncenter" width="550" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption]

 

Lá embaixo, no salão, o ambiente da junção do samba no pé com o bom feijão, o cenário inteiro que simboliza o carnaval da Vila. [caption id="attachment_5254" align="aligncenter" width="550" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption]

 

Da diretoria, fico sabendo que é comum: de tempos em tempos - chamam os integrantes da escola, reúnem as alas - juntam todos para assim permanecerem em 'estado de carnaval'. [caption id="attachment_5255" align="aligncenter" width="550" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption]

 

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Na BR 101, manhã com mortes
13/11/2012 | 13h40
No primeiro acidente da manhã, três pessoas morreram  no Km  131 da BR 101.  A concessionária que administra a rodovia, informou que a colisão envolveu dois carros deixou três pessoas mortas e uma ferida, próximo a Carapebus. O sobrevivente foi levado ao Hospital Público de Macaé.
A colisão envolveu um gol prata e uma Mercedes e aconteceu por volta das 7h. As três vítimas fatais, dois homens e uma mulher, estavam no Gol. O condutor da Mercedes, Marcelino Carlos Alves, 30 anos, ficou ferido. Pelo dados do hospital, seu estado é considerado estável.

O acidente causou um engarrafamento de 3km no sentido Espírito Santo e 2km no sentido Niterói. * Fontes: Fotografias enviadas por Karla Bernardes e informações do Folha Online.
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Prenúncio da abundância
12/11/2012 | 15h46
[caption id="attachment_5235" align="alignright" width="380" caption="Ft.Google"][/caption] Em tantos quantos tons pelo verde a terra agradece. Tempo de reforma de pasto, hora do plantio de outra lavoura. Da chuva se faz leite A ponta é a engorda da boiada. LP
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Dudu Linhares, premiado de outubro
10/11/2012 | 08h09

Dudu Linhares é o fotógrafo de outubro de o globo.globo.com, ver aqui.

Fotografia premiada de Dudu Linhares

 

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Confissões da Leoa
09/11/2012 | 17h55
Confissões da Leoa Luciana Portinho Em um país de histórias contadas (são mais de 20 línguas faladas), ou seja, com acentuada oralidade, pertencendo a um continente em que a feitiçaria permeia a vida, o escritor e biólogo moçambicano Mia Couto (como ele faz questão de se identificar), está no Brasil para lançar seu 12º livro, “A Confissão da Leoa”. O romance leva o selo da Companhia das Letras e traz pa-ra a ficção a terrível sucessão de mortes violentas que assistiu, enquanto trabalhava em estudos ambientais em uma aldeia no Norte de Moçambique. Do total de 26 vítimas fatais — foram literalmente devoradas  — só uma masculina. Todas causadas por ataques de leões, “Em pleno século XXI, isto me perturbou muito”, diz Couto. Em “A confissão da Leoa”, uma aldeia moçambicana é alvo de ataques mortais de leões provenientes da savana. Um tarimbado caçador, Arcanjo Baleiro, é enviado à região. Ao chegar lá, ele se vê em uma teia de relações complexas e enigmáticas. Fatos, lendas e mitos se misturam. Uma habitante da aldeia, Mariamar, em discordância com a família e os vizinhos, desenvolve suas próprias teorias sobre a origem e a natureza dos ataques das feras. A irmã dela, Silência, foi a vítima mais recente. O livro é narrado pelos dois, Arcanjo e Mariamar, sempre em primeira pessoa. No decorrer da história, o leitor saberá que eles já travaram um primeiro encontro muitos anos atrás, quando Mariamar era adolescente e o caçador visitou a aldeia. O confronto com as feras leva os personagens a um enfrentamento consigo mesmo, com seus fantasmas e culpas. A situação de crise põe a nu as contradições da comunidade, suas relações de poder, bem como a força, por vezes libertadora, por vezes opressiva, de suas tradições e mitos. Na verdade, os moradores locais acreditavam que as mortes não foram provocadas por leões de carne e osso, mas por criaturas de um mundo invisível, onde a espingarda perde sua eficácia. Em recente entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura, Mia Couto, afirmou que a despeito de seu olhar cientifico, condição que a biologia lhe proporciona, é na poesia que encontra as explicações. Aliás, a poesia é o seu território, “Sou um contador de histórias, não me tomo muito a sério. A escrita para mim acontece, não é uma missão, posso perdê-la. Leitor pouco disciplinado, leio compulsivamente poesia. Há escritores brasileiros que me marcaram imensamente. Quase todos, do lado da po-esia. São eles: Drummond, João Cabral, Manoel de Barros, Adélia Prado, Hilda Hilst. E é claro, mais do que todos, João Guimarães Ro-sa, sobretudo pela poesia que mora na sua prosa”, destaca o escritor moçambicano. Homem simples, Mia Couto é de fala mansa, raciocínio ágil e gentil. Atribui essa última característica à cultura pátria, “Moçambicanos são muito gentis. Na retórica, do jornalista ao camponês, não dizem NÃO”. Ao falar da língua portuguesa, externa esse fino trato, “Não seria capaz de viver em um país que não fosse de língua portuguesa, é o meu edifício literário. A língua não está sozinha, há um afeto. Cada qual pertence a um tempo, um lugar. Tenho que ter raiz, tenho que ter asas”, observa. Segundo o escritor, Moçambique é um país sem tradição literária, no qual o livro circula pouco. Uma tiragem de cinco mil exemplares é extraordinária. Ele lembra de que na época da independência, ano de1975, 95% da população era analfabeta. Fato que justifica o ditado popular africano ‘um velho morre, uma biblioteca que arde’. Indagado sobre os males contemporâneos como tédio e amargura ele não vacilou, “O desgosto pede a sua contraparte. Este sentimento de perda e de desorientação será certamente temporário. Vão nascer o gosto, a esperança e novas utopias serão criadas. Faz parte de a condição humana criar essas narrativas carregadas de futuro”. Mesmo se mantendo em uma posição de estranhamento com relação a prêmios literários. Para  para ele, cada escritor carrega em si um universo único, não mensurável e incomparável-, Mia Couto é o vencedor do prêmio instituído pela Universidade de Évora (Portugal) Vergílio Ferreira, em 1999, pelo conjunto de sua obra e, em 2007, do prêmio União Latina de Literaturas Românicas. * Folha Letras, Folha da Manhã, sexta-feira, 09/11.
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O campista quer decência
09/11/2012 | 08h22
Recebemos informação de que por duas vezes, nesta semana, usuários de ônibus da empresa que faz a linha de Campos para Rio Preto se manifestaram. Os moradores do distrito se queixam da falta de manutenção adequada dos coletivos, quebram constantemente. Na segunda-feira, pararam o coletivo, quebraram janelas, furaram pneus. Repetiram na manhã de ontem, quinta-feira. Além dos horários que são irregulares, há reclamações pela falta de conforto e pelo número insuficiente de coletivos; é grande o  número de passageiros que viajam "em pé", seja para vir da cidade para Rio Preto ou o inverso. Eu nunca fui a Rio Preto de ônibus, mas, por alguns anos, vinha de Ernesto Machado (pela mesma RJ158) de ônibus para Campos, o quadro descrito acima era exatamente igual.
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A fábrica brasileira de dinheiro
08/11/2012 | 16h03
Ando indignada com a quantidade que pagamos de impostos no Brasil. Impostos embutidos em cada ítem das nossas despesas, além dos diretos. É uma facada certa que levamos do Estado brasileiro. Cria, inclusive, uma tremenda injustiça social. Tanto faz a renda do cidadão. Ao consumir determinado produto, se ele recebe um salário mínimo ou se ganha 50 mil reais , ambos pagam igual ao erário público.  Repasso, levantamento que recebi de um leitor por e-mail. Não foi feito por esta blogueira, a fonte vai citada no topo.  Anexo quadro que pesquisei no mesmo instituto;  nele fica clara a percepção do brasileiro. A Reforma Tributária é uma urgente tarefa para o Congresso Nacional. LP
IBPT - INSTITUTO BRASILEIRO DE PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO Percentual de Tributos sobre o " Preço Final "!
 
PRODUTO % Tributos/preço final
 
 
Passagens aéreas
8,65%
Transporte Aéreo de Cargas
8,65%
Transporte Rod. Interestadual Passageiros
16,65%
Transporte Rod. Interestadual Cargas
21,65%
Transp. Urbano Passag. - Metropolitano
22,98%
Vassoura
26,25%
CONTA DE ÁGUA
29,83%
Mesa de Madeira
30,57%
Cadeira de Madeira
30,57%
Armário de Madeira
30,57%
Cama de Madeira
30,57%
Sofá de Madeira/plástico
34,50%
Bicicleta
34,50%
Tapete
34,50%
MEDICAMENTOS
36,00%
Motocicleta de até 125 cc
44,40%
CONTA DE LUZ
45,81%
CONTA DE TELEFONE
47,87%
Motocicleta acima de 125 cc
49,78%
Gasolina
57,03%
Cigarro
81,68%
PRODUTOS ALIMENTÍCIOS BÁSICOS
 
Carne bovina
18,63%
Frango
17,91%
Peixe
18,02%
Sal
29,48%
Trigo
34,47%
Arroz
18,00%
Óleo de soja
37,18%
Farinha
34,47%
Feijão
18,00%
Açúcar
40,40%
Leite
33,63%
Café
36,52%
Macarrão
35,20%
Margarina
37,18%
Molho de tomate
36,66%
Ervilha
35,86%
Milho Verde
37,37%
Biscoito
38,50%
Chocolate
32,00%
Achocolatado
37,84%
Ovos
21,79%
Frutas
22,98%
Álcool
43,28%
Detergente
40,50%
Saponáceo
40,50%
Sabão em barra
40,50%
Sabão em pó
42,27%
Desinfetante
37,84%
Água sanitária
37,84%
Esponja de aço
44,35%
PRODUTOS BÁSICOS DE HIGIENE
 
Sabonete
42,00%
Xampu
52,35%
Condicionador
47,01%
Desodorante
47,25%
Aparelho de barbear
41,98%
Papel Higiênico
40,50%
Pasta de Dente
42,00%
MATERIAL ESCOLAR
 
Caneta
48,69%
Lápis
36,19%
Borracha
44,39%
Estojo
41,53%
Pastas plásticas
41,17%
Agenda
44,39%
Papel sulfite
38,97%
Livros
13,18%
Papel
38,97%
Agenda
44,39%
Mochilas
40,82%
Régua
45,85%
Pincel
36,90%
Tinta plástica
37,42%
BEBIDAS
 
Refresco em pó
38,32%
Suco
37,84%
Água
45,11%
Cerveja
56,00%
Cachaça
83,07%
Refrigerante
47,00%
CD
47,25%
DVD
51,59%
Brinquedos
41,98%
LOUÇAS
 
Pratos
44,76%
Copos
45,60%
Garrafa térmica
43,16%
Talheres
42,70%
Panelas
44,47%
PRODUTOS DE CAMA, MESA E BANHO
 
Toalhas - (mesa e banho)
36,33%
Lençol
37,51%
Travesseiro
36,00%
Cobertor
37,42%
Automóvel
43,63%
ELETRODOMÉSTICOS
 
Sapatos
37,37%
Roupas
37,84%
Aparelho de som
38,00%
Computador
38,00%
Fogão
39,50%
Telefone Celular
41,00%
Ventilador
43,16%
Liquidificador
43,64%
Batedeira
43,64%
Ferro de Passar
44,35%
Refrigerador
47,06%
Vídeo-cassete
52,06%
Microondas
56,99%
MATERIAL DE CONSTRUÇÃO
 
Fertilizantes
27,07%
Tijolo
34,23%
Telha
34,47%
Móveis (estantes, cama, armários)
37,56%
Vaso sanitário
44,11%
Tinta
45,77%
Casa popular
49,02%
Mensalidade Escolar
37,68% (ISS DE 5%)
 
 
ALÉM DESTES IMPOSTOS, VOCÊ PAGA ENTRE   15% A 27,5% DO SEU SALÁRIO A TÍTULO DE IMPOSTO DE RENDA. e, AINDA PAGA O SEU PLANO DE SAÚDE, A EDUCAÇÃO DOS  FILHOS, IPVA, IPTU, INSS, FGTS.
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Da celeuma das identidades: uma dica
08/11/2012 | 06h39
Dando prosseguimento à dificuldade na obtenção das identidades aos jovens estudantes....deixo dica importante do leitor. LP " Obrigado, Luciana. Tenho comigo o papel xerocado, e se necessário, envio para você. Dando “prosseguimento”, na data de hoje, 07/11, meu filho e a minha esposa compareceram ao referido Detran, às 07:30 hs, e já nesta ocasião receberam a “senha” acima de 90. Enfim, só conseguiram dar entrada na carteira de identidade, lá por volta das 14:00 hs! Como a Carteira de identidade só ficará pronta no dia 27 de novembro, e o Cefet ou IFF não aceitam inscrição pelo Nº do protocolo, muitos serão os prejudicados! A “saída” encontrada, foi fazer a Carteira Profissional, que também é aceita para a referida inscrição! Aqui vale sinalizar um DETALHE MUITO IMPORTANTE: Se o jovem se dirigir ao Ministério do Trabalho, a Carteira Profissional só será entregue dentro de 15 dias. Segundo informou a atendente, está ocorrendo isto neste momento porque está havendo um processo de “informatização e digitalização”. A SOLUÇÃO: Dirigir-se ao “BALCÃO DE EMPREGOS” (onde era a Big 13, na Beira Valão), porque lá, A CARTEIRA É FEITA E ENTREGUE NA HORA. Creio que a informação acima poderá ser útil a muitos jovens, pelo menos para proceder as inscrições, seja no Cefet, no IFF ou outra instituição de ensino que exija um documento formal de identidade".  
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Detran responde!
07/11/2012 | 23h34
A respeito da leitora sobre a reclamação, o agendamento vai ser a partir do dia 12 de dezembro nos postos do interior com grande movimento, esta em nota no site do DETRAN http://www.detran.rj.gov.br Em CAMPOS Tem mais 2 postos conveniados do DETRAN com a prefeitura um no CSU em Guarus e o outro em Goytacazes,mas, infelizmente os postos da prefeitura atendem poucos usuários e sobram tudo para a Barão de Miracema. A partir de Dezembro vai ficar melhor com o agendamento via telefone e no site do DETRAN para o posto da Barão de Miracema.
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Alô Detran!
07/11/2012 | 17h38
Repasso queixa de um leitor. Reclama da dificuldade sobre o atendimento do Detran de Campos, na Barão de Miracema, para quem precisa tirar identidade.
O x do problema é que seu filho após tentar atendimento presencial , foi avisado de que "tem que agendar pelo telefone 0800 020 4041, inclusive entregou ao solicitante um papel xerocado com a instrução". No entanto, ao ligar para este número, os usuarios são informados de que o número se restringe aos moradores  da "grande metrópole"!
Aí tudo se complica. Há uma demanda significativa no presente momento; jovens estão com prazo curto para apresentação da identidade, caso requerido para inscrição no Cefet, no IFF, ou outros.
Ele reafirma a necessidade do filho, o prazo de uma de suas inscrições se encerra no próximo dia 11. Desde a semana passada as tentativas têm sido improdutivas, devido aos desencontros de informações no atendimento do Detran local.
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TODA GENTE É CULTURA
05/11/2012 | 03h09

Pela arte do brasileiro, filho de imigrantes italianos, Cândido Portinari (1903/1962) - nascido numa fazenda nas proximidades de Brodowski, interior de São Paulo - faço aqui o registro em comemoração ao Dia Nacional da Cultura, da qual muito me orgulho. A tela retrata com perfeição um costume do interior do Brasil. Na imagem do casal de negros, portando seu melhor traje engomado, calçados e braços entrelaçados na união que juntos abraçam.  O olhar transmite o desconsolo próprio às fatalidades. Menor, atrás, a casa pontua a paisagem rural, as crianças soltas e a pipa vermelha livre no ar.

Luciana Portinho

 

[caption id="attachment_5145" align="aligncenter" width="500" caption="Portinari-Casamento na Roça-Óleo sobre tela, 1947."][/caption]
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Má notícia
04/11/2012 | 16h12
Cheguei a pouco de Cabo Frio e recebo a notícia da morte de Danilo Kniffis, aos 72 anos. Conheci Danilo desde minha chegada a Campos; era vereador, advogado e frequentava o bar 'Papo Quente', no Parque Tamandaré, onde fomos moradores de um outro bairro, de uma outra Campos. Nesse bar, esquina da Rua Colatino Gusmão, onde nasceu minha filha, Danilo se encontrava com uma turma pra lá de eclética em animadas conversas . Lembro-me das histórias humoradas que contava a respeito de seu estimado poodle. Segundo ele, o cão era do tipo grande, dormia junto dele e de sua mulher Aparecida e rosnava com ciúmes da esposa quando ele entrava no quarto. Danilo sempre afável e educado, podia ser também visto em Atafona onde tinha uma simpática casa. O ex-vereador, também trabalhou na antiga CERJ e na Cooperflu, estava no Rio de Janeiro quando em decorrência de um aneurisma veio a falecer. Deixa uma legião de amigos. Faço aqui minha homenagem. O enterro será hoje (4/11), às 17h,no Cemitério do Caju.
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Nada além de...
04/11/2012 | 09h54
Vinha eu em Cabo Frio andando pela sede do clube, de notebook aberto nas mãos, atrás do melhor sinal. Me disseram que lá do outro lado da sede, perto do roteador, a conexão seria mais rápida. Não foi.  O clube é mais do que gostoso; duas sedes interligadas por um bem cuidado gramado, um vai e vem de barcos constantemente cruza à sua frente, na entrada do canal; bonito pra chuchu, mergulhões e urubus sujam o chão dividindo a paisagem com os barcos de pesca profissionais, sardinhas, namorados, batatas  e o reluzente dourado nas mãos do pescador. [caption id="attachment_5183" align="aligncenter" width="500" caption="Ft.Luciana Portinho"][/caption] [caption id="attachment_5186" align="aligncenter" width="500" caption="Ft.Luciana Portinho"][/caption] O Iate Clube do Rio de Janeiro, em Cabo Frio é um local daqueles tipo calmo, fora do agito; a gente se aquieta, uma bebida qualquer, faz uma sauna, dá risada das bobagens faladas, carteado pra quem é, e tudo o mais dá a marca da presença. Traineiras e lanchonas bonitaças, jet-skis aos montes, cheiro delicioso da moqueca diluído na maresia, AR.... É quando me atravessa uma loura, cabelo preso, esvoaçante em roxo profundo, perfume com notas de uma sinfonia melosa. Cortou, partiu, foi-se embora o meu barato. LP
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NO TOPO
02/11/2012 | 22h03
NO TOPO NinoBellieny Que tipo de idiota sou eu Para dizer que o mundo é cheio de idiotas? Quem sou para condenar um individuo em 30 segundos Sem nunca ter-lhe visto , em todas as piores características? Quem eu sou Para sentir-me Mais inteligente que o resto dos inteligentes E considerar-me pertencente à uma casta de intelectuais Mordazes, irônicos, originais e pulguentos? Quem sou para vislumbrar os melhores planos para todos Liderar a revolta dos acomodados Mudar o mundo em um minuto sem sair da minha confortável cadeira de bar? Quem me elegeu o melhor para a minha cidade e meu país, O único capaz de ser capaz , O mais fantástico dos seres? Aquele com direitos e nenhum dever Que pode zombar dos fracos E não ser zombado pelos fortes? Aquele cujos comentários ferinos divertem aos outros tolos Em rodas quadradas de festas de grife? Quem sou eu para tanto sarcasmo e cinismo Tanto fracasso disfarçado de sucesso Sucesso só medido pela quantidade de dinheiro E viagens ao redor da Terra, Se mal conheço o meu bairro? Quem sou eu para sentir-me importante Só porque os livros de autoajuda me hipnotizaram Os puxa-sacos incentivaram E os amigos de verdade-verdadeira deixei na mais distante esquina? Dentro do espelho me olham milhares de outros imbecis Pensadores de vazios colossais feito eu Cada qual brandindo o Ego na disputa Do maior e melhor do Universo. Cada qual partido em suas faces perdidas Em mentiras consideradas verdades Em verdades consideradas mentiras. [caption id="attachment_5160" align="alignright" width="300" caption="Ft. Facebook"][/caption] O carro confortável é a minha concha A casa espaçosa é a minha caverna. Eu ainda continuo a temer sombras. Eu e tantos outros Ainda não sabemos o que é o Sol.   * Nino Bellieny, é jornalista, radialista, poeta e artista visual. Campista, nasceu no interior do município, mais precisamente na região dos tabuleiros de Campos, em Morro do Coco. * Nota do Blog. Como um ser nato das comunicações, Nino Bellieny, é presença intensa das redes sociais. Na poesia acima traduz seu desconforto com as maneiras que observa, por vezes, vãs no tratamento a terceiros. Li dias atrás, um estudo interessante  sobre a vida na virtualidade que muitos dela descreem por não ser real. Bom deixar claro,  sejam virtuais ou reais, as relações humanas em ambas EXISTEM! Um ótimo bom fim de semana a todos. Meu forte abraço, Luciana Portinho  
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FINADOS NÃO FINAM
02/11/2012 | 10h52
Para alguns a estética pode ser um pouco agressiva. Uma mulher dos seios nus, o olhar reto, sangue na ponta da espada que exibe atravessada por entre as pernas. Eu gosto. E gosto muito. Sei que a vida são flores, borboletas também. Sei que uma conversa amiga me leva ao além. Sei que a vida é um batente cotidiano. Um empurra empurra, desde a concepção. Hoje, Finados. Finados não finam. Basta ler a poesia. Basta observar a imagem. Basta parar. LP ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Os mortos são na vida os nossos vivos. Andam pelos nossos passos, trazemo-los ao colo pela vida fora e só morrem conosco. (Florbela Espanca) [caption id="attachment_5134" align="aligncenter" width="500" caption="Jan Saudek, fotógrafo tcheco, nascido em Praga 1935."][/caption]

 

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Sobre o autor

Luciana Portinho

[email protected]