FEBEACAM
30/09/2011 | 19h04
[caption id="" align="alignright" width="300" caption="EI-LOS EM AÇÃO. Ft. O Dia"][/caption] Festival de besteiras que assola Campos* luciana portinho Estes episódios políticos recentes só reforçam a sensação na população campista de estar perto do fim do poço. Difícil imaginar vexame maior do que o liderado por quem se espera uma postura de equilíbrio. Humildade para ganhar e perder. Sensatez para poder se apresentar em nome de seus cidadãos. Discrição para entender o requerido decoro exigido no exercício da função de Chefe do Executivo. Campos será alvo da chacota nacional. Nem filmes de comédia pastelão conseguirão superar em criatividade a baixaria apelativa e desrespeitosa orquestrada na sede do poder público municipal. Representação chinfrim. Músicos foram intimados a tocar umas melodias em apoio à prefeita. E quem seria o doido do músico que se recusaria? Sabe que não indo lá ficaria sem ser contratado pela PMCG!  O fato é que as últimas semanas já davam o tom da arrogância dominante na cúpula do poder local. O pequeno príncipe, Wladimir, alçado recente ao meio político (até pouco tempo desprezava) chegara ao cúmulo de afirmar, com direito às manchetes, de que a situação faria a totalidade dos vereadores nas próximas eleições. Escorregada primária para um presidente partidário. Em seqüência, o Secretário de Governo, Sr.Pudim, se referira à oposição como uma horda. Quer dizer, o grau do desvario megalomaníaco governamental já estava delineado. Falta envergadura e educação a quem deveria ser o depositário na defesa e respeito às instituições. Ao povo? B r i o c h e s !! * em memória ao Stanislaw Ponte Preta

 

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CAMPANHA: LARGA O OSSO!
29/09/2011 | 13h46
http://odiariodamanha.blogspot.com/2011/09/campanha-larga-o-osso.html?spref=fb   [caption id="" align="aligncenter" width="470" caption="Imagem de O Diário da Manha"][/caption]

 

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“POR MUITO MENOS...
29/09/2011 | 10h43
luciana portinho Carlos Alberto Campista foi afastado do cargo de Prefeito de Campos”. Esse comentário em tom de desabafo ouvi ontem de tradicional comerciante local. O fato é que fora os diretamente cooptados (cargos comissionados, contratados diretos e indiretos e apadrinhados de toda espécie) a população assiste a mais um capítulo da mesma história que teve início exatamente com esses que hoje resistem a cumprir a decisão judicial. Foram 6 anos dos mais sórdidos golpes na política local. Com um orçamento bilionário, Campos vive uma situação de ponta no cenário nacional do escândalo. Aqui tudo de ruim convive e prolifera em gigabytes. Do nepotismo ao compadrismo, passando do fisiologismo ao populismo demagógico mais descolado da vida real dos seus 460 mil habitantes. Em um ambiente nuclearmente contaminado só poderiam vicejar valores e práticas disformes. Tantas são as Campos. Um só horror. A verdade é que a sua população na luta do dia a dia por sua sobrevivência ainda não se libertou deste pesadelo. Suas mazelas são diretamente proporcionais ao descaso do inflado poder local. Nessas (quase) três décadas desenvolvi a convicção de que a emancipação - econômica e política - de Campos só se completará através da vinda de capital externo, de uma nova cultura e prática empreendedora.  Assim foi em seus primórdios com o gado de vento e a cana de açúcar. Nossa esperança é com esses anunciados investimentos na região ao provocarem nova configuração nas relações econômicas e sociais. Fortalecida a sua economia em outro patamar, o poderio da politicagem se restringirá. Em uma sociedade civil revitalizada se desenharão lideranças mais polidas. “Desesperar jamais. Aprendemos muito nesses anos. Afinal de contas não tem cabimento. Entregar o jogo no primeiro tempo. Nada de correr da raia. Nada de morrer na praia ..” (Ivan Lins)  
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NADA COMO UM DIA APÓS O OUTRO
28/09/2011 | 18h30
[caption id="" align="aligncenter" width="320" caption="Ft. Google"][/caption]

 

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PANACÉIA PROVINCIANA
28/09/2011 | 18h00
Pode parecer delírio. Em Campos o poder delira. A população? Esta é vista como massa de manobra. O mesmo secretário desesperado que agora apela, dias atrás se referiu à oposição como uma horda. LP

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Barricada

http://www.estouprocurandooquefazer.com/ [caption id="" align="alignright" width="350" caption="do blog Estou Procurando o que Fazer..."][/caption]
O secretário de Governo Geraldo Pudim através da rádio Diário está convocando todas as pessoas que receberam uma casa popular do governo Rosinha, que recebem o vale alimentação, que são beneficiados pelo cartão cidadão e demais programas sociais e ainda  os prestadores de serviços que se dirijam a sede da prefeitura para prestar solidariedade a prefeita Rosinha que tomou  a decisão de resistir .
O momento exige responsabilidade. A batalha deve ser travada na esfera judicial. Transformar a sede da prefeitura em trincheira, expondo as pessoas a riscos não é  atitude  de governantes responsáveis.
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Do blog de Fernando Leite
27/09/2011 | 20h30

JULGAMENTO DA PREFEITA: RELEMBRE O CASO

Para quem quiser refrescar a memória, é bom ler o acórdão 38.832, de 07/06/2010 (aqui) do TRE-RJ que, por maioria, cassou o mandato da prefeita Rosinha e do vice-prefeito Dr. Chicão, além de deixar inelegíveis os comunicadores, Anthony Garotinho, Linda Mara Silva, Patrícia Cordeiro, além do então diretor da Rádio O Diário, Fábio Paes.
O TSE não concordou com o julgamento do TRE,  e mandou que o processo fosse devolvido à 100ª Zona Eleitoral para sentença, o que deve ocorrer até quinta-feira. E reveja aqui como votou cada um dos desembargadores da época. Houve mudança na composição do TRE. A decisão da juiza, caso seja desfavorável aos réus, pode atingir também o mandato do deputado federal Anthony Garotinho, PR. Fonte: Blog do Ricardo André (aqui)
 
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Armadilhas Urbanas IV
27/09/2011 | 06h39
De tão repetitivo, paramos de trazer imagens do descaso da PMCG com a nossa cidade. Seria tornar banal o que não é direito. Mas não dá para fingir que não vemos. Existem duas Campos. Uma, a da propaganda oficial estampada nos muitos galhardetes espalhados: limpa, colorida, aonde todos são bem atendidos. A outra é a nossa Campos, a real: suja, largada, tratada com horror, com trânsito caótico e obras faraônicas para inglês ver. LP [caption id="attachment_2637" align="aligncenter" width="397" caption="Ft. Vigilantes Urbanos & Rurais"][/caption]

 

Imagens da Rua Henrique Vieira de Oliveira (antiga rua A) ,  Penha, Campos dos Goytacazes, RJ. [caption id="attachment_2639" align="aligncenter" width="397" caption="Ft. Vigilantes Urbanos & Rurais"][/caption]   [caption id="attachment_2640" align="aligncenter" width="397" caption="Ft. Vigilantes Urbanos & Rurais"][/caption]

 

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Uma voz de lucidez
26/09/2011 | 20h09
Segue uma nota publicada na rede social Facebook, de um amigo de longa data, Mário Filho. De tão instigante sua colocação, pedi permissão para partilhar com você leitor do blog. LP _________________________________________________________________________ [caption id="" align="aligncenter" width="180" caption="Ft. retirada do Facebook   "][/caption] Mário Areas Filho Quando vejo certas pessoas falarem sobre royalties do petróleo, eu fico pasmo. De um problema político desde o inicio da década de 80, do então senador Nelson Carneiro, até os dias atuais, com as emendas dos gaúchos Ibsen Pinheiro e Pedro Simon, pelo andar da carruagem as coisas, vão terminar no jurídico, com ações no STF. Agora, Campos passou por vários ciclos econômicos e sobreviveu e cresce até hoje e ainda assim, tem gente fazendo discursos para o povo, como massa de manobra, nisso tudo o que lamento é que o poder de criatividade, empreendedorismo, bairrismo e de inovação do campista está enfraquecendo, perante o populismo inadequado, quando vemos chegar empresas do exterior acreditando em Barra do Furado e no Açu. Quantos municípios por este Brasil afora cresceram, sem ter royalties de petróleo, mas através de agronegócios, minerais, serviços, universidades, nestes últimos 20 anos....Mas enquanto a política de prestação de serviços por contratos miseráveis continuar, o circo de tudo por um Real neste município continuar, menos ISS e IPTU que não baixam, para que as entidades representativas, sérias, irão brigar, é claro que sempre tem alguém com uma boquinha garantida no fim do mês no SANTANDER....Que vença a Justiça, que vençam os homens de boa vontade, que vençam aqueles que ainda acreditam em nossa terra, pois o sonho é um desafio daqueles, que eternamente lutam por uma causa nobre.  
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BAGUNÇA LEGAL
26/09/2011 | 08h48
[caption id="attachment_2617" align="aligncenter" width="397" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption]

Assim deveria se chamar o programa da PMCG na Penha. Inexplicável o transtorno que agora causa na vida de seus moradores. Conseguem o mais difícil, com esforço meticuloso de esburacar todas as ruas de uma só vez, deixar tudo na poeira ou na lama e interditar meio bairro. Óbvio, que o modo de trabalho é proposital. Primeiro querem chamar a atenção da população com a parafernália da obra espalhada pelos quatro quantos da Penha. Tática conhecida de todos nós. Cria-se um grande canteiro por um longo tempo. Instala-se o caótico na dia a dia do povo para que depois este fique aliviado quando finalmente a obra terminar. Ninguém aqui é idiota para não perceber essa orientação política.  É duro pagar e ainda ter que suportar gracinhas propositais. Quem hoje passa pela Penha, se assusta.

[caption id="attachment_2618" align="aligncenter" width="400" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption]

 

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UM SONETO DE UM LEITOR.
24/09/2011 | 09h27
[caption id="" align="alignright" width="300" caption="Imagem ciep464.admar.blogspot.com"][/caption] SALVE A PRIMAVERA! Moacyr Arthur Guedes Farias A Primavera vem chegando, Suas belas flores a deslumbrar Nos jardins pássaros cantando, Cravos e rosas a perfumar. Árvores rejuvenescidas, Galhos pendentes verdejantes Folhagens novas e polidas, Que salvaguardam os viajantes. Colorido da natureza! Somente você nos traduz: O encanto, a ternura e a leveza. Oh! Primavera quem nos conduz, A um mar de rosas, à pureza… Oh, beleza infinda que nos seduz!  
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ONDULAÇÕES.
23/09/2011 | 23h52
Ondulações.     luciana portinho Sempre que nele pensava seu coração dava sinais. Às vezes, se pegava boboca, com um leve sorriso maroto. Zombeteira ficava algumas das vezes. Em outras, se sentia bem apertadinha. Baixava uma tristeza. Uma tristeza terna. Sabia que assim seria pelo passar dos dias, dos meses, dos anos. Amáva-o, amára-o. Descobrira que não há força externa que altere o que internamente não deseja mudança. Muito se mexe incessante para nada transformar. E se aquela dor calada/funda que escarafunchava suas entranhas, teimava em voltar, já não oferecia mais qualquer resistência. Silenciava. Aos poucos, ainda que mais aos poucos do que aos muitos, iria abrandar. Fôra escolha sua; na liberdade seu sentimento ganhou personalidade. Na magia do vento empinou feito colorida pipa, rabiola saltitante. Na superfície da cama, vestiu forma de um fino bordado. Nunca deveria reprimi-lo, haveria de vivenciá-lo pelo tempo do finito infinito. Novas sutilezas haveriam de se somar à sua alma. Apagado o fogo, soprado as cinzas, fffuuuuu... Entrada da primavera, isso só já bastava.

* imagem do google

 
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BISPO PELO AVESSO.
23/09/2011 | 18h53
Bispo pelo Avesso Sérgio Mendes   É hoje! Chegou a Primavera!
E nada melhor do que um papo agradável, franco e aberto que teremos com o Bispo Diocesano Dom Roberto Francisco Ferrería Paz. Falaremos sobre pedofilia, união homoafetiva, política fisiológica, e claro, conheceremos um pouco da intimidade de Dom Roberto.
A entrevista se dará no canal 15 da ViaCabo, UNITV, às 19 horas.
Apresentação de Sérgio Mendes, com participações da agitadora cultural Cristina Lima e do apresentador de TV Robson Cândido.
Te aguardo mais tarde!
Horários alternativos: sábado e domingo às 14 horas, segunda às 9 horas, terça e quarta às 15 horas e quinta às 19 horas.
Aguardem. Sexta(30), conversaremos com  a professora e vice-diretora do ISECENSA, Beth Landim.
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PELOS ARCOS DA VIDA.
22/09/2011 | 13h13
Arco do Triunfo, Paris, França.

  Arcos da Lapa, Rio de Janeiro, Brasil. [caption id="" align="aligncenter" width="400" caption="Ft. riototal.com.br"][/caption]

 

Arco Íris, Planeta Terra, Via Láctea.

[caption id="" align="aligncenter" width="416" caption="Ft. Google"][/caption]

 

Arcos dos R$ 18 Milhões, Campos dos Goytacazes, RJ, Brasil.

[caption id="attachment_2588" align="aligncenter" width="410" caption="Ft. Vigilantes Urbanos & Rurais"][/caption]

 

 

 

 

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ALERTA DA PF.
21/09/2011 | 11h36
[caption id="" align="alignright" width="400" caption="Ft. Google"][/caption] Cuidado redobrado. luciana portinho   Impressionante a popularização na falsificação do dinheiro recente em Campos. Ontem, a Folha da Manhã em reportagem de Rosi Santos, na página 08, deu conta do assunto. No início dessa semana uma caixa do HSBC já tinha me alertado da prisão de uns jovens da baixada com notas de mentira. Tomei até um susto já que as notas apreendidas são das recém introduzidas no mercado pelo Banco Central. Volta e meia ouvimos falar nesse tipo de crime. Não nessa rapidez e quantidade, menos ainda envolvendo crianças. Ainda o que mais me choca é observar a nossa gente do interior sempre mais conservadora dos valores sociais, neste tipo de ação. Um alerta no ar. Um triste retrato atual da sociedade campista.    
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Bravata e Jactância.
19/09/2011 | 08h49
[caption id="" align="alignright" width="400" caption="Imagem:www.olhares.uol.com.br"][/caption] Bravata e Jactância luciana portinho   Duas execráveis atitudes que nem ao largo caberiam na postura de um secretário de governo. Para quem desconhece, a principal função de uma secretaria de governo em qualquer administração pública é a de conferir harmonia e governabilidade; estabelecer pontes de negociação com a sociedade civil e forças políticas, inclusive com a oposição. O atual Secretário de Governo, Sr. Pudim, ao referir-se ontem na Folha da Manhã à oposição como bando ou horda, deu demonstração barata de despreparo político e de onipotência típica dos poderes autoritários. É a certeza de que “tá tudo dominado”. Resta-se saber a quantos cifrões públicos o COMANDO se fez na situação. Tudo passa; um pouco de humildade é e continuará sendo de bom tom.  
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UM POEMA...
17/09/2011 | 00h30
BREVE POEMA DO TIGRE     Nino Bellieny NÃO ESPERE DO TIGRE UM SORRISO UM OLHAR DE DOÇURA TIGRES NÃO SORRIEM APENAS SABEM PELO CHEIRO SE A TUA ALMA É SUJA OU PURA. E TE DEVORAM DE QUALQUER JEITO.

* imagem do Google

 
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CAPRICHO EVIDENTE.
15/09/2011 | 22h55
[caption id="attachment_2552" align="alignright" width="300" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption] CAPRICHO EVIDENTE. luciana portinho   Passo quase que diariamente por essa arrumada banca de fruta. Desde que a vi pela primeira vez despertou em mim forte atração. Fica em uma rua super maltratada de nossa cidade; bem ali na Rua dos Goytacazes, em frente à Rua Saturnino Brito. Sempre com umas vistosas e gordas pinhas expostas. Só de vê-las me provocam o desejo, posso sentir o seu doce abrindo uma, com minhas duas mãos. Aquela polpa - carne branca e perfumada - seus gomos saboreados um a um. Isso é pura imaginação, até agora não comi umazinha sequer. Mas de tanto paquerar as frutas, parei hoje para tirar fotografia. Tinha que repartir essa boa impressão com você. Quem estava tomando conta era dona Cenira, mãe do dono das frutas o Wilson Onório Gomes. Orgulhosa, me informou a procedência das pinhas, que o carioca chama de fruta-do-conde: Bahia. E lá, o povo a conhece pelo nome de ata. Elogiei sua apresentação, envoltas uma a uma em papel amarelo. Também chama a atenção o cuidado do espaço, mais limpo que toda a praça ao redor. Está aí um simbólico registro de como a via pública pode ser explorada com profissional zelo, sem incomodar seus moradores, sem visualmente poluir e ainda colocar ao alcance da população um produto de qualidade estampada. [caption id="attachment_2554" align="aligncenter" width="400" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption]

 

 
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CONDENSAÇÃO.
14/09/2011 | 13h18
[caption id="" align="alignright" width="300" caption="Imagem, comonocinema.blogspot.com"][/caption] CONDENSAÇÃO. luciana portinho   Pelos poros do silêncio brota a palavra Tépida/doce (escorre lenta de minha face) Mansa/ límpida. Até bater na superfície do solo; MOVEDIÇO. Poça densa, cor de lama Efervescente.  
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11 de SETEMBROS.
11/09/2011 | 13h43
Recebi por email a matéria que transcrevo abaixo. Escrita por Eric Nepomuceno, premiado tradutor, jornalista e escritor. Pode parecer longa, mesmo assim proponho sua leitura. Aí de nós se não pensássemos. LP
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Domingo, 11 de Setembro de 2011
Anotações sobre um domingo e a memória de dois setembros
Eric Nepomuceno
1. Dez anos depois de 2001, o dia onze de setembro cai num domingo. Naquele ano, caiu numa terça-feira.
De lá para cá o mundo nunca mais foi o mesmo, e com as ações desatadas por um fundamentalista iracundo chamado George W. Bush, tendo como justificativa as ações de Osama Bin Laden, tudo mudou – para pior. Os Estados Unidos, o país mais bélico da história da humanidade, o país que necessita permanentemente viver em pânico, sentir-se ameaçado, e que quando não há ameaça logo inventa alguma, pois esse país se deu uma vez mais o luxo de invadir e avassalar ao seu bel prazer outros países, outros povos, destroçar outras culturas. Esparramar a paranóia do terror mundo afora, encarar alegremente a tortura, a sevícia e a humilhação como instrumentos lícitos para obter confissões.
2. Trinta e oito anos depois de 1973, o dia onze de setembro cai num domingo. Naquele ano, caiu numa terça-feira. Trágica coincidência.
De lá para cá a América Latina, que já padecia uma longa e persistente era de violência, mudou, e mudou em dois tempos. Num primeiro tempo, ao que já havia de mau em seu mapa somou-se a tragédia do Chile. E boa parte do pouco que havia sobrado de bom perdeu-se em labirintos tenebrosos, sonhos e esperanças viraram nuvens perdidas, caravanas de nômades buscaram algum oásis onde pernoitar pelas longas noites do exílio, e pairou um silêncio cúmplice ou culpado de quem não quis ver o que se passava nas masmorras da tortura e do esmagamento de parte da sua melhor juventude. Num outro tempo, em anos mais recentes, a América Latina soube se reconciliar com a democracia, a aceitar sua diversidade, a resgatar tempos perdidos ou roubados.
Amargas costumam ser as ironias da história, ao menos neste pedaço do mundo. Para que em 1973 os militares chilenos lançassem fogo e metralha sobre seu país, para que com um golpe cruel interrompessem a trajetória de um homem bom e digno chamado Salvador Allende, que preferiu acabar com a própria vida a ser humilhado por quem o traiu, foram essenciais o apoio e a intervenção dos Estados Unidos. Os mesmos Estados Unidos que, vinte e oito anos mais tarde, quando o Chile havia reencontrado a  democracia, sofreram no coração de seu símbolo maior, a Nova York que se pretendia a Capital do Mundo, o mesmo horror que espalham mundo afora há décadas.
3. Trago comigo nítidas, na memória, as imagens dessas duas terças-feiras de setembro. Trago a imagem de aflição de Nova York em 2001, da mesma forma que trago a certeza de que jamais acabará de cicatrizar em mim a dor pelo que aconteceu em Santiago do Chile em 1973.
Do dia 11 de setembro de 2001, lembro perfeitamente de onde estava, de como vi na televisão o segundo avião explodindo contra uma das Torres Gêmeas, e pensei que era uma reprise do que alguém me disse ter visto minutos antes, e levei um átimo de tempo que parecia um tempo imenso para entender que era um segundo avião, e lembro das imagens de pessoas correndo desamparadas por ruas que conheci e conheço. Lembro a imagem do desespero, um homem saltando de ponta-cabeça, indo de uma altura absurda rumo ao chão. Lembro disso e de muito mais.
Da mesma forma que lembro perfeitamente meu assombro e meu desconcerto na terça-feira 11 de setembro de 1973, num tempo em que não havia telefone celular nem internet nem nada que permitisse uma comunicação rápida. Eu tinha 25 anos, amigos chilenos, e estava em Córdoba, no interior da Argentina. Havia chegado de Buenos Aires, onde morava, um dia antes. Vi na porta de um sindicato uma fila formada por jovens, e essa fila aumentava veloz, e perguntei a alguém o que estava acontecendo e ouvi que todos ali queriam se apresentar como voluntários para ir ao Chile defender o presidente Salvador Allende e lutar em defesa da democracia. Assim eu soube do golpe. Allende já estava morto, e a democracia chilena, assassinada. Mas ninguém ali sabia disso. Eu não sabia, ninguém sabia.
Eu não sabia, ninguém sabia que naquele instante parte de nossas melhores esperanças jaziam calcinadas em Santiago do Chile, a cidade das grandes alamedas. Nem que parte de nossos anos jovens começavam a morrer naquela terça-feira de frio em Córdoba, interior da Argentina, enquanto do outro lado da cordilheira um céu opaco e um sol negro se instalavam sobre o país que Allende quis mais justo, mais generoso, mais digno.
4. O domingo, 11 de setembro de 2011, me encontra empapado das imagens dessas  duas terças-feiras de horror. Uma, a de 2001, com o povo norte-americano como vítima. Outra, a terça-feira 11 de setembro de 1973, com os Estados Unidos como algozes. Sim, são trágicas as ironias da história.
O Chile soube reencontrar sua democracia – ainda frágil, ainda imperfeita, ainda com um longo caminho pela frente.
E o país que tanto colaborou para a tragédia dos chilenos, terá sabido entender a sua? Terá entendido o que fez ao mundo depois de padecer sua própria terça-feira de horror?
Essa a pergunta que atordoa minha dolorida memória desses dois setembros.
* Imagens extraídas do Google.
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GUTENBERG
10/09/2011 | 16h32
GUTENBERG luciana portinho Se nos dias de hoje lemos, tudo o que podemos ler, cada qual com seu livro, revista ou jornal nas mãos, devemos a Gutenberg. Sua contribuição à sociedade foi gigantesca. Não por acaso foi considerado o homem mais importante do milênio pela revista Time-Life em 1997. Johannes Geinsfleisch zur Laden zum Gutenberg, João Gutenberg, nasceu em 1398 no que hoje é a Alemanha (Mainz). Ourives, dominava a fundição de moldes em ouro e prata. A ele atribui-se a denominada Revolução da Imprensa, com a criação do tipo móvel, prensa móvel em ligas de chumbo e zinco e, ainda por cima, reutilizável. Data do invento a impressão do primeiro livro, um exemplar da Bíblia. Até então os livros eram manuscritos, raros; acesso aos mesmos só nos mosteiros e aos muito ricos. Com a possibilidade de reprodução, mais exemplares de uma mesma obra, o conhecimento se expandiu pela Europa tornando possível a leitura individual. Com a imprensa há uma difusão de idéias; a alfabetização tornou-se vital ao ser humano com a proliferação quantitativa do saber. [caption id="attachment_1727" align="aligncenter" width="298" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption] Hoje, O Globo, no Caderno de Economia, página 38, nos traz a recentíssima constatação -  em escavações de maio e junho passados - de que sim, Gutenberg é o pai da moderna tipografia, mas não com paternidade exclusiva. Antes dele, coisa de poucos anos, Gutenberg, em visita que fez a Aachen, tomou contato com moldes em cerâmica que já eram feitos em fornos de padarias! Uma década depois, em 1450, já com sua técnica (ligas e tintas) dera início à impressão de textos em livros. [caption id="" align="aligncenter" width="350" caption="Ft. Google"][/caption]

 

Gutenberg com seu genial invento (impressão da Bíblia) abriu as portas à reforma protestante bem como a um dos mais ricos períodos da história do conhecimento e das artes, o Renascimento. Agora estamos aqui nos comunicando sem nem mesmo mais a necessidade do papel impresso. Na inexistência daquela genial invenção, bem lá de trás, a história teria sido outra. Qual seria? Impossível saber. Nada o ser humano conquistou que não fosse por um processo constante de acumulação e de democratização do conhecimento. Mas o que teríamos sido sem o livro?!
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Programa O Avesso do Avesso.
09/09/2011 | 10h31
Ex-seminarista, ex-deputado estadual, ex-vereador, uma das reservas morais de Campos. O avesso das velhas raposas políticas. Estaremos conversando nesta sexta-feira,às 19 horas, no canal 15 da ViaCabo, UNITV, com o professor da Universidade Cândido Mendes, Sérgio Diniz. Faremos um passeio pelas Minas Gerais, nos seus tempos de seminário. Falaremos sobre sua relação com a família, política, futebol, e muitos outros assuntos. Sempre é bom fechar a semana, com um papo agradável e inteligente. Apresentação de Sérgio Mendes e participações da agitadora cultural Cristina Lima e do apresentador de TV Robson Cândido. No mais, é com vocês. Assistam! Sérgio Mendes [caption id="" align="alignright" width="400" caption="Ft. Google"][/caption]    
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Trabalho Infantil.
09/09/2011 | 07h04
Deixo no ar notícia incômoda que supostamente envolve trabalho infantil. Veio através de comentário interno. Vamos a ela. LP [caption id="" align="aligncenter" width="400" caption="Ft. Google"][/caption]

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Ontem (quinta-feira), novamente, às 19:45hs, todos estavam lá na calçada novamente… Em nome de Deus. Vamos esquecer isso! Agora, uma outra denúncia. Há uma lotada (Boxer), da linha Nova Brasília-Centro, nº 186, devidamente autorizada pela EMUT (com faixa), colocando menores para trabalhar como “papagaios” (cobradores de lotadas). Eles ficam pendurados na porta aberta, anunciando seus itinerários, em troca de 10 reais diários. Mão-de-obra barata e abundante (Ainda tem gente que defende, dizendo que é melhor ele estar ali, trabalhando, do que roubando ou cheirando cola). A princípio, pensei que fosse filho de um motorista (isso também não justifica), no entanto, tenho percebido que há um revezamento de crianças no serviço. Isso não seria exploração de trabalho infantil? Que eu saiba, a lei prevê o trabalho infantil a partir dos 14 anos, mesmo assim, na condição de aprendiz de alguma profissão, estou errado? Porém, no caso da lotada, vi um moleque que não tinha mais do que 12 anos!!! Será que esse menino também foi cadastrado na EMUT? Cadê a fiscalização da EMUT? Cadê o Conselho Tutelar? Com sua omissão, a Prefeitura torna-se conivente com esse crime. Minha cidade, meu amor. João Carlos
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ARRUMA MEU MARIDO.
08/09/2011 | 21h50
[caption id="" align="alignright" width="300" caption="Ft.muitochique.com"][/caption] Arruma o meu marido luciana portinho   É o nome de um  programa de televisão vespertino. E é cômico, irresistivelmente engraçado. Hilário mesmo. Momentos de mico total. Assisti hoje no salão, fazendo o que as mulheres brasileiras gostam: as unhas. Lá ao fundo, no alto, um aparelho de TV, daqueles suspensos naquela geringonça que vira pra lá e pra cá. A pleno vapor da rotina seguia a vida do ambiente, cada qual concentrada no seu afazer do momento. Eis que o barulho do secador de cabelos cessou e lá do fundo veio então a chamada do tal programa. Todas se viraram em direção à televisão. Aline, a ajudante de cabeleireira foi a primeira que aos gritos nos chamou a atenção. “Nossa, deixa eu ver...Uuii...ééé... mudou muito, poxa como mudou, só continuou feio”. A risadaria eclodiu e logo o silêncio se fez na geral. Até eu que habitualmente pouco assisto TV parei para ver. É um daqueles programas popularescos, em que a mulher envia um pedido à produção para repaginar o marido. É tudo muito divertido ver o antes e o depois do infeliz do marido. Antes, sem dentes e todo mal-ajambrado. Depois, com roupa nova, novo corte no cabelo e exibindo uma bela mordedura o cidadão entra glorioso palco adentro. A mulher estupefata e encantada se pendura no pescoço dele e se beijam apaixonadamente. O fundo musical, dispensa qualquer referência, é só love love youuuu! Pensam que a cena terminou, que nada. O casal passa então a receber os presentes dos patrocinadores. Ao que o locutor, de microfone em punho, grita: “Ganhou!...Ganhou da Agropecuária de Jundiaííí , uumm lindo câarrrrneiro” e aí aparece na tela o robusto pimpão envolto em uma capa prata acetinada. E mais beijos demorados fecham os momentos da mais simplória descontração da tarde.  
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DESPERTAR É PRECISO.
07/09/2011 | 22h38
DESPERTAR É PRECISO Vladímir Maiaskóski* [caption id="" align="alignright" width="370" caption="Imagem xocensura.worpress.com"][/caption] Na primeira noite eles aproximam-se e colhem uma flor do nosso jardim e não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem; pisam as flores, matam o nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua e, conhecendo o nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada. * Vladímir Maiakóvski, poeta russo (1893/1930) dignamente homenageado pela Folha Letras, no último dia 02.    
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CASA DE FERREIRO ESPETO DE PAU.
07/09/2011 | 10h35
Segue comentário do antenado leitor João Carlos. O titulo da matéria, colaboração minha. LP __________________________________________________________________________ [caption id="" align="alignleft" width="298" caption="Ft. Google"][/caption] Reforçando este desrespeito às leis, aproveito a oportunidade para citar um caso corriqueiro. Se você passar na Avenida Alberto Torres, em frente à Igreja Assembléia de Deus Central (ao lado da Ferrovia Centro-Atlântica, próximo à BR-101), verá que nem mesmo os “irmãos” (que na teoria e na prática, deveriam ter conduta ilibada) estão respeitando às leis do homem (imaginem as de Deus). Falo isso com propriedade e sem preconceito, pois também sou evangélico. Às terças e quintas-feiras (19:30 hs) e domingos (às 10:00 hs e às 19:30 hs), quem passa naquele local, ironicamente, vê a ante-sala do inferno. Os carros estão estacionados dos dois lados sobre as calçadas (alguns até com as quatro rodas) dificultando a passagem de pedestres. Todos nós sabemos das dificuldades de estacionamento em TODA cidade, no entanto, isso não dá o direito a ninguém de desrespeitar as leis de trânsito. Antes de desrespeito, é falta de cidadania. Frequentemente passo por ali, e já bati boca com os seguranças, com os “irmãos”, com pastor e quase invoquei o capeta, porém nada adiantou. Há umas três semanas, liguei para a Guarda Municipal (153) e solicitei viaturas do trânsito e o reboque para fazer cumprir a lei de trânsito (art. 181, VIII – CTB) e garantir o meu direito de ir e vir. Aliás, o Código de Trânsito Brasileiro, no referido artigo, diz que esta infração é grave, o condutor deve ser multado e o veículo removido. Pois bem. Viaturas chegaram no maior alvoroço, o reboque do Pátio Norte, houve um corre-corre de seguranças e “irmãos”, e de repente, estranhamente, o circo foi desfeito, nenhum veículo removido e nenhum condutor multado. Com cara de idiota, perguntei a um dos seguranças por que ninguém foi multado. Ele me respondeu, sem qualquer constrangimento: “Isso acontece quase toda semana. Eles chegam aqui no maior alvoroço, mas não multa ninguém. O pastor A liga para o pastor B, que liga para o Sr. C, que liga para D, que liga para a Guarda Municipal e manda suspender a operação.” Essa é a Babilônia de Deus… João Carlos
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Faleceu Alaíde Pereira Nunes.
06/09/2011 | 11h22
Faço de público minha homenagem a Alaíde Pereira Nunes, mulher da têmpera forte que conheci lutando pelos direitos democráticos nos idos dos anos 70. Campista, casada com outro não menos combativo o médico querido, poeta e escritor Dr. Adão Pereira Nunes. Conheci os dois no Rio de Janeiro antes mesmo de vir definitivamente me ligar a esta planície tão doce quanto fuliginosa. Alaíde Pereira Nunes faleceu no último dia 1 de setembro. LP Abaixo reproduzo artigo que fizeram para ela em abril de 2010. __________________________________________________________________   ALAYDE PEREIRA NUNES Alaíde Pereira Nunes começou sua vida política nos anos de 1930, aos 16 anos de idade, quando da primeira tentativa de imposição da ditadura de Getúlio Vargas. Iniciou seu engajamento na luta pelo petróleo nacional, contra o entreguismo e o integralismo. No percurso foi presidente do Movimento Feminino pela Aliança Nacional Libertadora, na seccional de Campos, norte fluminense. Logo após, em 1935, foi para a ilegalidade junto com seu companheiro de vida e de luta, Adão Manoel Pereira Nunes. Ficou nessa situação até a anistia que veio no ano de 1946. Entretanto, mesmo ilegal, em nenhum momento esmoreceu em sua luta contra as injustiças sociais, bem como pela integridade pátria. Em 1946, com a anistia concedida por Getúlio Vargas, começaram a florescer novos movimentos políticos de oposição, pois Vargas tornou-se, em verdade, um ditador popular. E, sua luta continuava no território da oposição a esse regime que apenas parecia democrático, mas que na verdade não passava de um engodo. E o tempo passou... Veio, então, o golpe de 1964, começando aí uma nova fase, quando Alaíde Pereira Nunes foi para o exílio, que durou quatro anos. No exílio sua luta resultou em muitos amigos – alguns que duraram toda uma vida – que chegavam e eram recebidos em sua casa, a qual se tornou, por assim dizer, um reduto de resistência e uma referência para os muitos brasileiros desalojados de sua terra. Ao retornar ao Brasil, em 1968, tempos difíceis. No auge da ditadura militar que assolava nosso Brasil, tudo tinha que ser feito “por baixo dos panos”. Eram muitas as reuniões e as ajudas a amigos que precisavam se esconder para fugir das caçadas militares, amparadas pelo AI-5. Alaíde participou ativamente de toda uma luta de resistência ao terrorismo de Estado que se implantou no Brasil. Seu espírito revolucionário a impelia, cada vez mais, a lutar por esse país. Em 1977, o Brasil vivia uma pseudo-abertura política, mas, ainda havia milhares de brasileiros presos e exilados. Foi criado, então, o Movimento Feminino pela Anistia, no qual se engajou imediatamente, para ajudar na libertação dos companheiros presos e dos que longe permaneciam, perdidos pelo mundo, sem identidade, distante da pátria que amavam, da língua... dos seus. No Movimento Feminino pela Anistia conseguiu-se muitas vitórias e a liberação de muitos companheiros. Com o retorno de Leonel Brizola, em 1979, Alaíde ajudou, junto com seu companheiro Adão e outros tantos a fundar o Partido Democrático Trabalhista – PDT, onde permanece até hoje, sempre lutando contra as injustiças sociais e em prol de um melhor país. A você, Alaíde, um exemplo de luta e de vida, as nossas homenagens! JORNAL DO GRUPO TORTURA NUNCA MAIS / RJ - ANO 24 - N° 71 - abril 2010
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AREIA NOS TRILHOS.
05/09/2011 | 15h56
AREIA NOS TRILHOS luciana portinho [caption id="" align="alignright" width="270" caption="Ft. Google"][/caption]   Vim passar uns poucos dias no Rio de Janeiro, afinal aqui é minha origem, nela ainda bebo meu leite. E são dias curiosos em trocas e confrontos de realidades distintas que ao fim se conectam e se fundem na própria vida dessa que é a cidade maravilhosa deste país ainda mais espetacular. Nas manchetes vou lendo os fatos pelos quatro cantos. Situações esdrúxulas vão passando nas linhas daquele que é hoje o maior e melhor jornal nacional, O Globo. Abrir, dobrar e ler este jornal ainda nos dá o gostinho de antigamente, na escrita bem amarrada de seu corpo de repórteres, redatores e cronistas. E assim de chofre, ficamos sabendo da decisão do governo em criar um novo imposto. Tunga no bolso da classe média. Vamos de novo financiar a Saúde, parece fácil. Na voz da autoridade nacional nos é dito que o imposto (CPMF) desta vez “será sem desvios”. Não acreditam? Está lá na manchete da sexta! Pelo jeito não só o tempo acelerou. O cobertor de todos nós também encurtou. O Judiciário pede aumento, ficou de fora do orçamento de 2012 enviado nesta semana pelo governo ao Congresso. No rastro da notícia somos informados de que representarão R$ 7,7 bilhões a mais para esta categoria profissional, cujo teto salarial de um ministro da Corte atingirá R$ 32 mil. De onde sairão os recursos? Nos dizem que na queda de braço entre executivo e judiciário o legislativo vai jogar para a sociedade civil bancar a despesa. Algo de estranho acontece neste nosso país. Há uma fratura ampla geral e irrestrita, entre a maioria da população que vive de um salário mínimo de R$ 545,00 e a sua casta (fomos para a Índia, na Ásia) dirigente. Pagaremos um dia o preço por este fosso que estamos irresponsavelmente edificando. Com certeza, o troco não tardará. Quando hoje leio as matérias da caça ao Kadafi careca, vivo ou morto, não consigo me esquecer de como o mesmo já foi querido em seu país, recebido com honras e respeitado por meio mundo. Algo de podre no ar deste planeta. Não há como sairmos impunes ao permitir a desgraça da fome que já atinge QUATRO MILHÕES de humanos na Somália, segundo dados da ONU no dia de hoje. Na África, os organismos internacionais, estimam em 13 milhões de famintos. E já que falamos em impunidade também ontem, em pleno domingo, lemos que no Estado do Rio, 96% dos inquéritos de HOMICÍDIO são arquivados. Somos os primeiros em arquivamento? Nada disto, Goiás atinge a marca de 98% no engavetamento das investigações! Então melhor voltar ao cotidiano da vida carioca. É...Tem jeito não, o cobertor está curto mesmo. Páginas e páginas sobre a estupidez da tragédia anunciada do bondinho de Santa Tereza. Inacreditável; era feita a manutenção nas curvas das linhas com critérios do século XIX: botavam areia nos trilhos para evitar a derrapagem. Fecho com a expressão que ontem me ensinou o apurado Artur Xexéo.  Satisfeita, Iolanda?    
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Dé Dinho.
04/09/2011 | 14h04

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DIJAHOJINHO NO BOULEVARD.
02/09/2011 | 14h21
[caption id="attachment_2434" align="aligncenter" width="350" caption="Ft. Antonio Carlos O.Berriel"][/caption]

 

Olá Luciana,
Apesar do progresso que ruge - e urge - à nossa porta, Campos não perde seu ar bucólico. Eram oito e quarenta da manhã de sexta-feira, lojas abertas, todos nos seus afazeres, exceto os responsáveis pelo trânsito e pela postura da prefeitura municipal...
Abraços,
Antonio Carlos O. Berriel
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Respeitável Público!
02/09/2011 | 01h05
[caption id="attachment_2427" align="aligncenter" width="350" caption="Cartaz de divulgação."] [/caption]

 

“O JULGAMENTO DE LÚCIFER”

Sinopse Lúcifer é levado a um canal de televisão para ser julgado. Líderes de diferentes segmentos querem que ele confesse a autoria de vários crimes ocorridos ao longo da história da humanidade. No entanto, ele inverte o jogo provando que os males que assolam a terra, desde o surgimento do homem, é de total responsabilidade do próprio homem.  Porém, o aparecimento de Deus como advogado do diabo reserva algumas surpresas para os personagens e o público. O espetáculo surge da necessidade de se pensar uma sociedade em condições de rever seus princípios morais. Há séculos inúmeras pessoas são enganadas, injustiçadas e até mesmo mortas por razões políticas, étnicas e religiosas. Deus e o Diabo são, na peça, duas metáforas para a reflexão sobre atos humanos.

Elenco

Adriano Moura/Eliana Carneiro/Elbert Merlim/Luciana Rossi/Maiko Maehika/Pedro Fagundes

Ficha Técnica

Texto e produção – Adriano Moura Direção – Fernando Rossi Direção de atores – Pedro Fagundes Iluminação – Fabrício Simões Sonoplastia – Mateus Nicolau e Harlem Pinheiro Figurino – Lívia Amorim Adereços e cenário – Franthesca Ribeiro Animação – Karin Klem e Murilo de Souza Contrarregra - Sidney Navarro
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CAMPOS?? Presente!!!
01/09/2011 | 23h56
[caption id="attachment_2416" align="aligncenter" width="200" caption="Cartaz recebido via email."][/caption]

 

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RECORTES.
01/09/2011 | 05h06
RECORTES. luciana portinho Tudo nele a atraiu. Tudo. Ele jamais poderia supor. Durante tanto tempo guardara tão bem seu sentimento. Sim, teria sido tolice assim se expor. E, até se permitira muito, ou quase, menos ficar assim sem disfarce na frente daquele homem. Ao ouvi-lo pela primeira vez emudeceu. Naquele momento do outro lado da linha soube-se rendida. Depois vieram os deliciosos cheiros contidos no desdobrar da pele suada, as repetidas conversas despretensiosas. Era um homem vaidoso de sua imponência. Cheio de múltiplos pequenos comandos que desde o início a divertiram. Gostava da corte, do elogio macio, da atenção continuada. Uma grande criança grande. Alguns cuidados tiveram um com o outro, ao mesmo tempo, uma genuína identidade logo deles brotou. Dois sensíveis seres ressabiados, fincados por suas trajetórias pessoais. Cresceram e se fizeram em realidades tão opostas. Ainda que em tempos simétricos, o meio ambiente foi disparo. Isto era para ela a fonte do maior mistério. Como tinha se deixado fascinar por aquele homem cujo caminho e opções sempre foram tão distantes das suas?! Qual ponto de identidade os unira de fato?! Sexo? Só, não era. Do seu lado, encontrava resposta na sua recente maturidade. Vinha a algum tempo exercitando tantas mudanças internas. Focava na serenidade. Acima de tudo queria uma serenidade libertária. Agora, finalmente e não sem sacrifício, sentia-se preparada. Não mais aceitaria falsas barreiras. Aquela parecia uma manhã como qualquer outra, na aparência. A cidade mesmo sonolenta já registrava costumeiro alvoroço. Entrou no ônibus e mecanicamente se acomodou. Logo o corpo começou a sacolejar. Rolavam imagens na sua mente. Sentimentos a transpassavam. Sucessivos fragmentos de sua história. Tensa, uma certeza a conduzia; para aquela casa não mais voltaria. Nem saberia talvez explicar a razão de tamanha determinação. Talvez fosse como sua amiga, ontem, havia dito: “você está qual fruta de vez no pé, só encostar que vem na mão”. Tinha sido precisa, ela só desejava mais uma vez recomeçar.  
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Sobre o autor

Luciana Portinho

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