À luz do dia: Pelinca pede apoio.
30/11/2010 | 21h47
Não é só no centro onde os assaltos e roubos têm acontecido. Não! De já hoje fui abordada por comerciantes locais. Pedem apoio do blog. Pedem apoio da Folha da Manhã. Pedem apoio das autoridades. De todas elas. Ontem, em plena luz do sol, assalto à mão armada. Na porta do Itaú. Alô, alô Banco Itaú. Apóie os comerciantes da Pelinca. Dentro do banco segurança. Bacana. E lá fora?! Ainda indaguei: não tinham uns policiais aqui na semana passada?! É, Luciana, tinham...
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O Sucesso é uma decisão.
30/11/2010 | 06h58
[caption id="attachment_462" align="aligncenter" width="395" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption]

O fracasso também. Com assertivas deste tom, teve início o treinamento. Convidada que fui, pronta me dirigi para Xerém, no pé da Serra dos Órgãos. Quinze horas de sala de aula, com intervalos breves para recomposição da mente e do corpo. À nossa frente, Beto Matos, consultor em Superação e Planejamento Estratégico. E foram horas de bagunçar com nossas crenças e posturas de derrota. Enfim, por coerência, não dá para cobrar a inação dos outros sem permanentemente se propor novos motivos para a ação.

Formatado em cima da Neurolinguística, PNL e tendo o livro ‘O Poder sem Limites’ de Anthony Robbins, como sua bibliografia, o treinamento transcorreu com dinâmicas diversas todas elas focadas em nos fazer entender de que podemos e devemos mais. Mais como trabalhadores que somos, empresários, autônomos, seres que vivem em sociedade empreendendo nas mais diferentes áreas.

Costumam serem monótonas estas atividades. Para minha, alegria, não foi maçante em nenhum momento. Ouvir em alto e bom som coisas bem corriqueiras como ‘só a ação transforma a realidade’ ou ainda ‘ o sucesso é 1% de inspiração e 99% de transpiração’ em pleno fim de semana ensolarado é igual a beliscão de mãe por baixo dos panos!  Valeu!

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Resposta.
26/11/2010 | 07h14
Pensei em ficar quieta. Não manifestar a menor opinião. Detesto duvidar das minhas boas intenções. Rendi-me. Acompanhamos o desenrolar de uma operação de transferência de uma praça (ou corredor) de alimentação do início da Alberto Torres, para os baixos da ponte Rosinha. De passagem digo: oh, ponte feia! Ponte sem trato. Ponte grosseira. Ponte estrangeira.  Sob formato viaduto. Trambolho ponte trazido dos subúrbios do Rio de Janeiro. Lá, seria só mais uma; imperceptível. Aqui é a inauguração da feiúra urbana! Sei lá. Não foi a solução apropriada. Sei lá. Antipático falar isto, eu sei. São pessoas, precisam ganhar o seu pão de cada dia. E tenho o maior respeito pelo esforço da labuta. Nada. Nada contra estas pessoas. Tudo contra a operação. Não é acertada. Aí podem me perguntar: então, Luciana, qual tua solução? E eu direi que não é por que não temos ainda uma solução clara, racional que qualquer outra idéia imediatista resolva. Administrar não é dar qualquer resposta, nem se mexer por mexer. Tenho a sensação de que a PMCG acaba de dar luz a um arranjo de pouca luminosidade. O futuro, breve, vai falar.
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Crise para todos....
23/11/2010 | 17h47

De fato a vida está complicada; mas o gato não precisava exagerar...

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Orla de Guarús: do outro lado do rio.
22/11/2010 | 04h17
A orla de Guarús vem a público pedir socorro. Nem precisa vasculhar com o olhar. Não, o abandono é visível. É de dar dó. Daquele lado se avista o centro de Campos: sua praça matriz, seus arredores. Paramos para olhar. E o comentário surgiu espontâneo, nossa de longe é tão bonita, não?! Com mais criatividade do que recurso financeiro aquele lado da beira rio fica belo e aprazível. Como bem disse Brizola ‘os recursos estão na cabeça do bom governante’. E ponto. É razoavelmente arborizada. Local esplêndido para uma caminhada, ou mesmo um namoro. Por sua relativa tranqüilidade, pela presença do vento nordeste, ideal também para se ler ao ar livre. É um desperdício de espaço relegar a orla ao ostracismo urbano ou às paginas de desova de cadáveres. Com tantos talentos na área de arquitetura e urbanismo e ainda, faculdades de arquitetura instaladas, basta uma parceria com as mesmas e dará certo. Um concurso para um projeto de reurbanização da área, uma comissão julgadora da sociedade civil. Quanto custa? Nada, quase nada. Só esforço de articulação política e amor por sua cidade. Deixo aqui a proposta. Abaixo, nas fotos, o quadro atual de abandono. [caption id="attachment_439" align="alignleft" width="300" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption] [caption id="attachment_440" align="alignright" width="300" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption] [caption id="attachment_442" align="alignleft" width="300" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption] [caption id="attachment_441" align="alignright" width="300" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption] [caption id="attachment_443" align="aligncenter" width="425" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption]

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Foto da Semana
21/11/2010 | 21h24
[caption id="attachment_395" align="aligncenter" width="425" caption="Ft. Vigilantes Urbanos & Rurais"][/caption]

..."Por lá deixaram a lata de lixo e a poça de sangue".

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O Globo na Folha.
20/11/2010 | 20h06
Artigo de campista em O GLOBO. Muitos enviam, mas, poucos são publicados. O campista Nino Bellieny, pela segunda vez tem um artigo escrito por ele, destacado na seção  Opinião, de O GLOBO. O artigo provocou uma onda de comentários estabelecendo um saudável debate sobre drogas. Motivo de orgulho para todos nós. Nino já teve três fotos estampadas aqui em nosso blog. Veja o artigo http://oglobo.globo.com/opiniao/mat/2010/11/19/zumbis-da-cracolandia-923057012.asp.
ZUMBIS DA CRACOLÂNDIA Nino Bellieny Ao assistir, na última quinta-feira, ao jornal "Bom Dia Brasil", da TV Globo, ainda sonolento, pensei que estava vendo uma chamada de algum filme de zumbis. Gênero levado a sério, principalmente pelo diretor George Romero, responsável por cenas antológicas em que mortos-vivos perambulam pelas ruas de grandes cidades se alimentando dos cérebros de humanos que automaticamente se tornam outros zumbis em escala progressiva. As imagens na tela da TV não diferenciavam em nada. A maioria era de homens, esqueléticos, esfarrapados, cambaleantes, usando cobertores, blusas de capuz, sentados, deitados, caminhando sem destino naqueles quatro quarteirões do Centro de São Paulo. Aos poucos, como nos filmes de terror, se multiplicam e conquistam novos espaços. Hoje um quarteirão, amanhã um bairro, depois a cidade e o país inteiro. Cérebros sendo devorados por uma droga barata e incontrolável. Os carros de polícia dão meia volta, as autoridades dão soluções pela metade e vidas inteiras se destroçam. A câmera passeia pelas noites das ruas mal iluminadas. Não consigo dissociar o que vejo dos inúmeros filmes vistos. Nem mesmo o mais criativo diretor precisaria alterar nada para rodar uma história. A legião de mortos-vivos do crack se espalha com a mesma velocidade que a droga leva para chegar ao sistema nervoso central e ali se instalar até chupar toda a vontade do hospedeiro. Enquanto isso, o mundo em volta parece não se importar. Quando a reação vier, poderá ser tarde demais e gerações inteiras estarão perdidas num filme de final previsível.
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Armadilhas Urbanas II
20/11/2010 | 14h10
[caption id="attachment_416" align="aligncenter" width="395" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption] [caption id="attachment_418" align="aligncenter" width="395" caption="Ft. VUR"][/caption]

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Caos Humano
19/11/2010 | 22h16
[caption id="attachment_404" align="alignleft" width="200" caption="Ft. VUR"][/caption] [caption id="attachment_405" align="alignright" width="200" caption="Ft. VUR"][/caption] ??Falamos tanto em praticar o bem. Vamos aos templos. Lemos coisas boas. Sabemos belas frases. Nos achamos bons seres humanos.  E continuamos indiferentes. Luciana Portinho
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Caos Urbano VIII
17/11/2010 | 13h53
[caption id="attachment_395" align="aligncenter" width="395" caption="Ft. Vigilantes Urbanos & Rurais"][/caption]

Voltei ao local do crime. O rabecão finalmente passou. Na aparência o cenário da vida inalterado, só na aparência. Por lá deixaram a lata de lixo e a poça de sangue.

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Choque de Realidade
17/11/2010 | 08h56
Mataram um homem. Um homem foi morto, na descida da ponte de pau, pelo lado de Guarús. Picaram o cadáver e enfiaram na lata de lixo. Duro. Esta a face de  nossa sociedade má, doente, decrépita. Aguarda-se o rabecão. Desde a madrugada aguarda-se o rabecão. [caption id="attachment_387" align="aligncenter" width="359" caption="Fotografia: Vigilantes Urbanos & Rurais"][/caption]

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Bairro da Passagem
16/11/2010 | 00h11
Nome bem sugestivo para um bairro. Aliás, nome sugestivo para tudo o mais. De passagem estamos todos, conscientes ou não. De passagem está tudo que nos cerca. De passagem está o tempo que o tempo todo passa. Divagações de lado, fui passar o feriado, mais um desta pátria próspera, em Cabo Frio.  Fui na expectativa do primeiro sol. Foi só mesmo desejo; o sudoeste bateu sem parar, chuva, chuvinha e chuvaréu! [caption id="attachment_374" align="aligncenter" width="350" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption]

Ontem já de saída, deparei-me mais uma vez com este canto que sempre me atraiu. Não resisti, desci do carro, dei alguns passos e tirei estas fotos que reparto com vocês.

[caption id="attachment_375" align="alignleft" width="300" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption]

Praça pequena, arborizada, bem conservada, com suas casas ao redor.

[caption id="attachment_376" align="alignright" width="300" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption]

Como toda praça que se pretenda praça, um palco. Um palco bem localizado que me faz imaginar o quanto de arte já aconteceu por lá.

[caption id="attachment_377" align="alignleft" width="300" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption]

Uma igreja, a de São Benedito, datada de 1701, formosa e imponente em sua simplicidade. No mais, poucos bares, um restaurante e a sua gente. Serve para nos mostrar a vitalidade de espaços públicos como esta praça. Serve também para nos evidenciar como é fácil multiplicar espaços de convivência bem cuidados e sem nenhum aparato como este por toda nossa cidade e por todos nossos distritos.

[caption id="attachment_382" align="alignright" width="300" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption]

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Foto da Semana
14/11/2010 | 21h23
[caption id="attachment_365" align="alignnone" width="514" caption="Ft. Nino Bellieny"][/caption]
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Com tanto de África em cada um...
14/11/2010 | 01h04
Campos recebeu na VI Bienal do Livro, dois dos mais expressivos escritores africanos da atualidade: Mia Couto e José Eduardo Agualuza. Sob a mediação da fantástica Rita Maia, exemplo do vigor intelectual da mulher campista, teve início a travessia pelo Atlântico. [caption id="attachment_359" align="aligncenter" width="300" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption]

E como foi interessante, se deixar levar nas palavras dos dois e penetrar um pouquinho neste continente que, assim como o nosso, só ganha destaque no noticiário internacional para alardear alguma desgraça. Compreendendo que a grande literatura é aquela que nos interroga e nos coloca preocupações, Mia Couto, afirma que esta tem uma obrigação. Para um mundo que nos tempos recentes vem sistematicamente sendo homogeneizado, com suas diversidades sendo gradativamente sufocadas, o discurso de tolerar a diversidade ainda é pouco, muito pouco. Na mesma linha de raciocínio Agualuza observa o quanto a literatura brasileira foi saindo do Brasil, nas últimas décadas. Isto também pelo fato de como o pensamento mágico é reprimido, com a prevalência da sabedoria sobre a crença, da objetividade sobre a subjetividade. Ao mesmo tempo em que a conversa foi densa, nos introduzindo, em um conjunto de preocupações de cunho histórico e até filosófico, também nos falou deste âmbito da criação. Da dimensão de uma oralidade que pode ser treinada e aguçada. Da necessária imersão no mágico. Daquele momento do ouvir. Ouvir contar uma história. Escutar a própria vida. Deixar o texto se manifestar. Esperar que a narrativa aponte para o que ela virá a ser. E que os personagens nos conduzam. Já ao fim do bate papo, questionados pela platéia, todos os dois comungam da mesma idéia de que vivemos um momento histórico único e privilegiado de paz, com um transito intenso entre pessoas dos países da África e do Brasil. Também de que a lusofonia é um processo construído no nosso dia a dia. E, de que os elementos estão em curso. Mais do que a nova lei ortográfica, estes elementos são intrínsecos às raízes históricas e ao caldo cultural comum.
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O Soldado
13/11/2010 | 09h29
[caption id="attachment_351" align="aligncenter" width="200" caption="Ft. Nino Bellieny"][/caption] [caption id="attachment_352" align="aligncenter" width="300" caption="Ft. Nino Bellieny"][/caption]

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VIAGEM AO CENTRO DA LÍNGUA
11/11/2010 | 11h12
Sob o tema ‘Viajando na Língua Portuguesa’ Tony Belloto e Edinalda Almeida conseguiram a proeza de celebrar uma feliz união em público. Para muitos que pensam que é simples o ato de escrever, já de cara, o guitarrista/ficcionista nos fala de sua lida com as palavras. “Escrever é escrever, ler, cortar, reler, reescrever e jogar fora, jogar muito fora... esta é a luta com as palavras”. Já na viagem, indo além, a querida professora/artesã das palavras revela que “... ao escrever, a idéia se impõe, fico espremida, absolutamente dominada, me torno escrava”. [caption id="attachment_342" align="alignright" width="300" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption] Enquadram a técnica como uma ferramenta facilitadora à transmissão da emoção em qualquer modalidade de texto inclusive na poesia que segundo os próprios é a arte máxima da palavra. O mérito da poesia é sua concisão, o texto enxuto, não se resume simplesmente deixar fluir uma emoção. Observar o fino trato destes dois ao falar do processo de criação de um texto. Observar o prazer estampado na face da platéia e se deixar estar naquele bate papo informal e inteligente. Ontem, a arena cultural esteve lotada de um público tão animado quanto eclético. Ao meu lado, numa espontânea apresentação conheci uma vizinha de ótimo astral. Como eu, estava meio em êxtase. Há uma liga que até aqui une todas as palestras e mesas desta VI Bienal. Esta é do destaque ao hábito de ler. Quem não lê, não escreverá. É aquela tirada genial do Ziraldo na III Bienal do Livro de Campos: ’LER É MAIS IMPORTANTE DO QUE ESTUDAR’. Ou ainda a citada expressão de um Hemingway  ’Tente escrever uma frase verdadeira por dia’. Monteiro Lobato também cunhou uma sensacional. “Livro é sobremesa, tem que ser posto debaixo do nariz da freguês". Esta a tônica, este o chamamento. Lambam, pois, os beiços.
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Armadilhas Urbanas I
10/11/2010 | 19h14
[caption id="attachment_332" align="aligncenter" width="300" caption="Ft. VUR"][/caption] [caption id="attachment_337" align="aligncenter" width="300" caption="Ft. VUR"][/caption] [caption id="attachment_338" align="aligncenter" width="300" caption="Ft. VUR"][/caption]

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CLÁUDIO ANDRADE EM NOITE DE BOTEQUIM
10/11/2010 | 08h26
Com a exata noção de um comunicador, Cláudio Andrade, já no finalzinho afirmou “quem move a rede e os blogs é quem lê”.  Em mesa intitulada, ‘Face a face com Facebook e congêneres: arte, mídia e cultura’ e com foco na responsabilidade dos atores envolvidos a conversa girou em torno do compromisso e riscos existentes na rede social. [caption id="attachment_327" align="aligncenter" width="300" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption] Para uma seleta e atenta platéia, o Blog Claudio Andrade, ao vivo e a cores, às 20h de ontem, na VI Bienal do Livro de Campos.  Na estampa confiável de seu criador, tópicos como exposição, anonimato, abuso, crueldade e ética foram cuidadosamente dissecados. Desde a necessidade de por vezes, conter a ânsia da vaidade do furo na notícia em benefício de uma apuração responsável da informação até em saber distinguir o que ele chama de ‘lixos informativos’. Interessante também o testemunho de quem é dono do maior Blog individual em números de acessos dia de Campos. Se de um lado as estatísticas apontam que 80% dos blogs no país, só são atualizados a cada três meses, Claudio mantém uma média de 17 postagens dia! Haja postagem! E o faz primeiro por esmerado cuidado com seu próprio veículo de comunicação. Pela consciência de saber que do outro lado, seu leitor o espera querendo incessante informação e opinião sobre os assuntos políticos e do dia a dia de Campos. Preocupado, em andar no fio da navalha da cobrança de coerência, independência política e da ética, reconhece que foi no espaço vazio deixado pelos políticos de Campos, que a rede de blogs local proliferou, sendo hoje a maior de todo o estado do Rio de Janeiro. Foi boa mesmo sua intervenção. Contou ainda com a mediação no ponto de Gustavo Soffiati. Mais pano pra manga ...
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CORA RÓNAI NO BOTEQUIM DA BIENAL
09/11/2010 | 00h46
Nunca a tinha visto falar, e como fala claro e manso. Sala cheia. Passeou com natural intimidade sobre tema aparentemente seco: ‘Jornal & Internet: uma morte anunciada?’ [caption id="attachment_323" align="alignright" width="300" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption] Não se dispõe juntar voz ao coro apocalíptico que já sacramentou e fechou o caixão da mídia impressa. Cora Rónai, muito pelo contrário encara o futuro com os dois pés no chão do agora. E o que nos diz o agora? Ele nos diz da cada vez mais intensa, tipo carne e unha, relação entre o jornal impresso e os ‘jornais’ online. Um interage com o outro, o outro se alimenta do um e, por aí vão numa relação sinérgica que quem ganha é o leitor. Indagada sobre o que garante reputação às plataformas de comunicação online é certeira na afirmação: ‘o grande caminho do jornalismo é OPINIÃO’. ‘Reputação se faz primeiro por afinidade e também como por fontes confiáveis e estas estão, em sua maioria,  nas grandes empresas jornalísticas. Não é da característica humana a isenção e sim a opinião’. No agora, em dois segundos, a informação já circulou o planeta. O leitor então quer é através dos seus colunistas (blogs, facebook,) saber da repercussão daquela informação; como é que aquele blog ou este outro colunista compreendem e esclarecem o fato acontecido. Até porque, ele leitor de uma plataforma digital, na qualidade de um comentarista ou colaborador é parte integrante deste cada vez mais intenso jornalismo participativo ou colaborativo. Já ao final, questionada sobre se era ou não favorável ao fim da exigência do diploma de jornalista, percebi que arrepiou aos jornalistas formados presentes, ao objetivamente, afirmar que antes da necessidade do diploma, as redações eram mais ricas do ponto de vista da formação diversa que cada um aportava ao ambiente do jornal. Jogou luz sua esperança de que ‘há uma convergência da mídia’ e ao professar que ‘as coisas estão se polinizando’. Gostei.
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Num canto do meu meio tem uma árvore.
08/11/2010 | 09h21
[caption id="attachment_314" align="aligncenter" width="300" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption]

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VI Bienal do Livro de Campos
08/11/2010 | 00h43
Assistir ao Luis Fernando Veríssimo é se deixar bafejar por bons ares. Ele mais um Zuenir Ventura, mediados pelo não menos interessante Arthur Dapieve, fizeram a noite na VI Bienal, do dia de ontem. [caption id="attachment_308" align="alignright" width="300" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption] Falaram para uma platéia, heterogênea e atenta, quase que ávida de coisas inteligentes. Num clima informal, trataram de pouco um tudo. Da dificuldade em ter assuntos permanentes sobre o que escrever, à demora na definição quanto às suas profissões, da ausência de uma vocação clara já na fase adulta como também ao ingresso acidental no ofício da escrita. Um era copy-desk, o outro trabalhava no arquivo da Ultima Hora. Uma abordagem de quem não se pretende mais do que é: jornalista, escritor, cronista ou ficcionista. No mais, humanos, falhos e com alguns galhos. Bom, ouvi-los afirmar da importância da internet e das plataformas virtuais: ‘escreve-se como nunca’ e ainda observar a distinção entre escrever correto e escrever bem. Sábado Nelson Motta,  já tinha ressaltado a ‘revolução’ produzida pela internet ao democratizar o acesso de todos a tudo. Ele se reportava ao monumental acervo musical disponível na rede. Sessentão enxuto da cabeça aos pés, mente aberta aos novos talentos na música, sem deixar margem a nenhum tipo de saudosismo, nem querer alimentar preconceitos quanto aos novos estilos musicais. Não assisti, sexta, ao José Hugo Celidônio. Pelo que soube, perdi. Disseram-me ser uma simpatia de simplicidade. Conversando e cozinhando, criou até um prato: Risoto dos Goytacazes. Eu que gosto muito de um risoto, irei atrás da receita. Se alguém souber como conseguir, me ajude. Sugiro a quem ainda não pode ir a Bienal, vá! Faz um bem sair da nossa mesmice...
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Foto da Semana
07/11/2010 | 23h33
[caption id="" align="aligncenter" width="300" caption="Ft. Nino Bellieny"][/caption]

Perto do céu longe do céu

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INTERAÇÃO
07/11/2010 | 11h06
[caption id="attachment_300" align="aligncenter" width="300" caption="Ft. Vigilantes Urbanos & Rurais"]Na Praça do Canhão, o homem e a estátua.[/caption]

Na Praça do Canhão, o homem e a estátua.

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Blog no sítio da CLÍNICA LITERÁRIA
06/11/2010 | 17h58
No rastro de um Gonzaguinha: ' Uma blogueira também chora'  e fica feliz....acesse aqui e veja. http://www.clinicaliteraria.com.br/2010/lobato-e-o-ouro-negro Aproveito o momento para agradecer, até aqui, todos os comentários. Se não respondo a todos, um por um é para que não fique chato. Toda validade e graça deste blog está no diálogo estabelecido com vocês!! abraços, Luciana
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Pó de virar pedra.
06/11/2010 | 01h30
Quem em algum dia, num diazinho qualquer, não desejou muito ter um pó deste, da tropical jacaroa Cuca. Estátua!!! E resolvida toda pendência estava. Pois, ontem, cinco de novembro, Dia da Cultura Nacional foi mais do que dia de rememorar o nosso grande ensaísta, contista, escritor de ponta, militante nacionalista, fazendeiro do interior de São Paulo, líder da Campanha pelo Petróleo é Nosso, criador da Companhia Editora Nacional, o gigante Sr. Monteiro Lobato. Encarcerado por 6 meses pelo Estado Novo, sob acusação de comunismo e hoje sob suspeição de racismo (sic) ditada em última reunião do Conselho Nacional de Educação???? Mais uma dessas esquisitices, do festival de besteiras que assolam o país. Como o próprio Lobato afirmava: ‘Livro é sobremesa: tem que ser posto, debaixo do nariz do freguês’ Nossa diminuta e sincera homenagem.
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Reflexão
04/11/2010 | 09h33
Pelo tanto de visitas e teor dos comentários ao post  " A CASA DA SOLIDÃO " optei por nada escrever por cima, deixa-lo aqui mais, em destaque. Solidão é emoção não datada. Estado de espírito que nos foi apresentado desde o momento em que rompemos daquela bolsa morna. E, nos é fiel, uma fiel companheira.
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A CASA DA SOLIDÃO
02/11/2010 | 07h10
[caption id="attachment_277" align="aligncenter" width="350" caption="Ft. VUR"][/caption]
Um pequeno cemitério perdido no meio do nada com um morro atrás. Não deve ser o único do mundo, mas, talvez, seja o mais singelo, com uma beleza plácida das coisas que desafiam o tempo e o esquecimento. Bem na chegada de Cambuci, no Noroeste do Estado do Rio, os muros recentemente caiados teimam em chamar a atenção dos apressados motoristas e passageiros.
Ft. VUR
Erguido por uma família que habitou uma casa ali perto, não deve ter mais do que oito túmulos, alguns imponentes. De longe, parece-se com um  diminuto castelo. Hoje, Dia de Finados, é bem provável que alguém irá levar flores e lágrimas, como as que as nuvens deixam de presente sobre a terra ressequida.
Ft. VUR
Quantos sentimentos estão ali sepultados? Quantas iras passadas, ódios enterrados, amores findos, orgulhos feridos e dias desperdiçados? Parece um cemitério de brinquedo com tristezas de verdade incrustradas nos muros, testemunhas de intermináveis tardes. Bela presença calada a nos lembrar o que nunca desejamos lembrar. Mas, que nos torna, exatamente por isso, mais humanos.
deixo aqui um pedaço,
Luciana Portinho
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Perto do céu longe do céu
01/11/2010 | 09h49
[caption id="attachment_273" align="aligncenter" width="300" caption="Ft. Nino Bellieny"][/caption]
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Sobre o autor

Luciana Portinho

[email protected]