Morte na entrada da Santa Casa de Misericórdia
17/05/2022 | 07h18
Uma pequena árvore, entre outras, na frente, e no entorno da Santa Casa de Misericórdia, está assim: morrendo sufocada por erva de passarinho. O que se pergunta é se ninguém do governo de Wladimir Garotinho vê tal cenário degradante. No caso desta árvore que aparece na foto, não é preciso uma moto-serra para fazer o serviço de poda. Basta um facão e vontade de preservar o meio ambiente.
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No trânsito, uma atitude frequente em Campos
16/05/2022 | 17h03
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Tropa do Exército nas ruas de Campos
16/05/2022 | 07h11
É comum, nas primeiras horas da manhã, encontrar, quase diariamente, um pelotão do 56º Batalhão de Infantaria do Exército nas ruas de Campos.
Não é o que o leitor, pelo título da postagem, esteja pensando, quando a imprensa nacional especula que o presidente Jair Bolsonaro alimenta a ideia de um autogolpe para permanecer no poder.
O que a tropa do Exército faz, correndo pela cidade, é preparo físico. São recrutas que se exercitam como parte de uma rotina no cumprimento do tempo de militância nas fileiras do 56º BI.
Daí que, comandados por um superior, eles saem do quartel, localizado em Guarus (na Av. Bartholomeu Lyzandro), e vão até o centro, quase sempre cantando marchas de treinamento militar.
 
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Recapeamento deixa sobra de asfalto em ralos de galerias pluviais
09/05/2022 | 09h21
Sobra de asfalto no recapeamento feito em algumas ruas de Campos ficou exposta nas grades de ralos para escoamento de água pluvial. Isto representa um aviso de alagamento diante de fortes chuvas.
O cenário, visto, por exemplo, na Rua Marechal Floriano (antiga Ouvidor), ocorre por falta de fiscalização de parte da Prefeitura do trabalho realizado.
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Os Aquino de São João da Barra - história povoada de lendas
07/05/2022 | 07h42
A brilhante jornalista Ruth de Aquino, colunista de O Globo, publicou, ontem, uma crônica dedicada à sua família materna, que compartilho aqui.
“A história de minha família materna, os Aquino de São João da Barra, é povoada de lendas. Neste Dia das Mães, penso mais que nunca em minha avó, que não conheci.
Maria Julia morreu bem antes de eu nascer. Tinha 51 anos e 23 filhos. Vinte e três gestações, vinte e três partos. Cinco filhos morreram bebês ou crianças.
Penso em Maria Julia porque voltei nesta semana à Atafona das férias infantis e juvenis de verão, depois de cinco décadas distante. Foi o início de um resgate.
Maria Julia é uma personagem de romance. Casou aos 15 anos com Joaquim Thomaz de Aquino Filho. Brigou com a família, rica, para morar com meu avô, sinaleiro de trem.
Começou a ter um filho todo ano. Não era apenas mãe. Ajudava o marido no Café Central, em São João da Barra.
Nesse primeiro negócio do casal, ela tocava a moenda do caldo de cana. Fazia pastel. Goiabada cascão. Minha mãe, Dinah, 17ª na prole, só se lembrava dela grávida.
FÓRMULA SECRETA

Conta a história que Maria Julia cuidou de um gringo enfermo, talvez norueguês, que aportou naquelas terras num navio.
Em sinal de gratidão pela cura, esse estrangeiro teria deixado com ela a fórmula secreta de uma bebida.
Nas panelas de sua cozinha, misturou os primeiros ingredientes do “Cognac de Alcatrão da Noruega”, que ficou conhecido como “o conhaque do milagre”.
Era o começo da indústria de bebidas Thoquino, que completou 100 anos em 2008. E continua familiar.
O médico dizia sempre a Maria Julia: que este seja seu último filho. Seu corpo não suporta mais uma gravidez, mais um parto.
Mas ela não o escutava. Não me cabe criticar ou elogiar minha avó. Ela era senhora de suas decisões – e hoje em dia percebo isso bem melhor.
HOMENAGEM Á MATRIARCA
Eu queria muito que, além do busto de vovô em frente à primeira sede da fábrica, fosse erguido outro, em homenagem a essa matriarca que comandou em casa a primeira linha de montagem da Thoquino.
Os filhos a ajudavam a buscar garrafas e colocar rótulo nas bebidas.
Orencio, o primeiro filho de minha avó, morreu com apenas cinco meses. Ela não poderia imaginar que teria mais 22.
Em ordem cronológica, de 1905 a 1930, nasceram Herculano, Idalina, Olga, Graciema, Ondina, Romualdo, Julia, Gumercindo, Jorge, Alda, Hugo, Maria Carolina, Orencio, Alda, Georgina, Dinah, Carlos Alberto, Maria Antonieta, Aldo, Penha, Arlindo, Roberto. Ainda adotou um, Sebastião.
Imagino a operação de guerra para alimentar, fazer dormir e educar. Almoço era naqueles panelões. Um tipo de comida só, cozido, bacalhoada. Maria Julia contava os filhos na hora de dormir, por volta das 18h, antes de o pai chegar. Havia fila para o banho, na beira do rio.

Eu só aportei nessa história meio século depois da inauguração da fábrica. Atafona, com o mar barrento e bravo do rio Paraíba, era meu paraíso. Quase 50 primos de primeiro grau. A gente se perdia nas dunas, a cavalo ou de jipe.
As ruas eram de areia e barro, sem calçamento. Os pomares nos quintais davam abio, cajá manga, ingá, caju, carambola, jaca. Comprávamos caranguejo vivo na porta de casa.
Pulávamos carnaval em Grussaí e saíamos em bloco para o mar. Aprendíamos a beijar. Atafona, hoje, também virou cenário de romance, com ruínas, o mar engolindo o areal e as casas.
SOTAQUE CAMPISTA

Nasci no Rio, mas sou um pouco de lá. E isso só percebem os que tentam entender suas raízes e recuperar seus afetos. Na forma de falar, o sotaque campista surge de vez em quando.
Espero ter herdado de Maria Julia um pouco de sua força e determinação. Parabéns a vocês, mães e avós, neste domingo".
* Ruth de Aquino tornou-se colunista do jornal O Globo em 2019. É jornalista desde 1974. Foi repórter, redatora, editora, diretora. Trabalhou na revista Manchete, na BBC de Londres, no Jornal do Brasil como editora internacional e correspondente de Fórmula 1.
Foi editora-chefe e diretora de multimídia do jornal O Dia no Rio, diretora de projetos especiais da Editora Abril em São Paulo, correspondente das revistas da Editora Abril em Paris.
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Efeito da crise...
06/05/2022 | 17h25
No centro comercial de Campos a quantidade de imóveis para alugar impressiona. É prédio para qualquer tipo de negócio. Daí as promoções. O que aparece na foto fica na Rua Carlos Lacerda com a Rua Aquidaban.
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O desprezo da Prefeitura pela centenária Lyra de Appolo
03/05/2022 | 07h07
A Sociedade Musical Lyra de Appolo completará 152 anos no dia 19 deste mês. É uma instituição de muita tradição pela sua história e até pela localização — na Praça do Santíssimo Salvador, o coração da cidade.
A sede da Lyra de Appolo já foi um cartão postal pelos centenários traços de sua construção, em que exibem admirável beleza arquitetônica a poucos passos da Catedral Diocesana, um outro monumento de Campos.
Pena que a referência da beleza da sede da Lyra de Apollo foi abalada. Devastada por um incêndio em 1990, a instituição, passados tantos anos, ainda enfrenta o desprezo do poder público municipal — leia-se Prefeitura.
Desde o incêndio, vários prefeitos administraram os bilionários recursos dos royalties do petróleo, inclusive os pais (Anthony e Rosinha) do gestor atual, Wladimir Garotinho. Nenhum bancou a recuperação da sede da Lyra.
É verdade que obras se realizaram ali, para a recomposição interna do prédio. Mas foram por iniciativa própria. Sem verba pública, a Lyra tem buscado meios para restaurar o que restou do seu prédio.
Mas com a fachada ainda desfigurada, uma pergunta não quer calar: até quando a Prefeitura permanecerá indiferente à recuperação de uma instituição tão importante?
Não esquecer que as bandas de música são tradicionais em Campos. Fazem parte da cultura do município.
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Bastidores da inauguração do Cine Teatro Trianon
02/05/2022 | 07h22
Um dos grandes eventos sociais de Campos foi a inauguração do Cine Teatro Trianon, ocorrida em 25 de maio de 1921.
Para a festa de abertura, veio a companhia de operetas “Esperanza Íris”, muito famosa.
O teatro contava com 1.800 lugares determinados — poltronas, frias, balcões, camarotes e torrinhas.
O espetáculo de abertura foi a opereta “Duquesa du Bal Tabarin”.
O detalhe é que na inauguração do Trianon a seleção da plateia começava pelo preço dos ingressos: oito mil réis a poltrona e 40 mil réis o camarote. O traje exigia casaca.
Os “Lincoln”, os “Packard”, os “Fiat”, carro da época, despejavam decotes e casacas por entre alas da plebe maravilhada à porta do teatro.
Nisto, aponta um tilburi velho, todo desengonçado, um dos teimosos remanescentes, precedendo uma “limusine”, cujo motorista buzinava raivosamente.
Do tilburi, de cartola e casaca, com estudada dignidade, desceu uma dupla de boêmios muito conhecida e estimada em Campos na época: Balbi e Lobinho — Luiz Fernando Balbi e Francisco Lobo da Costa.
Descem, por entre risos da turma do sereno, e entram pelo comprido hall todo florido e ornamentado.
Quando chegam ao fim, Lobinho e Balbi não sobem as escadas da porta principal. Derivam para a direita e ganham as escadarias rumo às torrinhas.
Os tempos naquela época eram assim — mansos e tranquilos.
EM LIVRO
Quem quiser conhecer a história do Trianon deve ler o livro da professora Juliana da Silva Pinto Carneiro, cujo título é “Nos tempos do Trianon: Campos se diverte!”. Ela iniciou a pesquisa em 2001, no doutorado na Universidade Federal Fluminense (UFF). É imperdível.
Juliana, campista que reside no Rio de Janeiro, estava decidida, tal como fizera no mestrado, a seguir com objetos de pesquisa relacionados a sua terra natal.
Com Victor Melo parceiro no projeto, optou pela pesquisa do Cine Teatro Trianon, que foi idealizado e erguido por Francisco de Paula Carneiro, o Capitão Carneirinho, seu bisavô.
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Apenas manutenção dos jardins da Câmara Municipal custa mais de R$ 15 mil/mês
01/05/2022 | 06h24
Os jardins na Câmara Municipal de Campos chamam a atenção pela beleza. O paisagismo no entorno da sede do antigo Forum Nilo Peçanha sempre existiu.
Mas o visual ganhou outros contornos quando o centenário prédio, construção inspirada no Parthenon de Atenas, passou a sediar o Legislativo.
Nas suas laterais, e mesmo na frente, os jardins foram remodelados na gestão do então presidente Edson Batista.
Daí que a Mesa-Diretora atual, sob o comando de Fábio Ribeiro, herdou os jardins. E para que o belo visual continue está gastando alto apenas na manutenção.
A conta alcança o valor total de R$ 153.142,06 por um contrato com vigência de 10 meses, o que dá mais de R$ 15 mil/mês.
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Gastos nas alturas
30/04/2022 | 07h40
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Sobre o autor

Saulo Pessanha

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