Não é uma miragem
21/06/2018 | 07h29
Poucos orelhões em Campos resistiram à popularização da telefonia móvel junto com o elevado custo de manutenção dos aparelhos. Um deles está instalado, e funcionando, na Rua Conselheiro Otaviano com a Rua do Rosário.
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Exigem respeito!
19/06/2018 | 07h26
Na eleição de 1982, o radialista Nilson Maria era o âncora dos comícios em Campos do deputado Alair Ferreira. Em um deles, ao notar que o povo estava desatento à falação dos oradores, Nilson resolveu encher a bola de Alair na hora de ele falar.
— Com os senhores, Alair Ferreira, o deputado realizador! O homem de prestígio em Brasília e amigo do presidente Figueiredo! Tão amigo que entra em sua casa pela porta dos fundos e sem bater...
Alair assumiu o microfone. Com expressão grave iniciou o discurso, deixando preocupado o antes sorridente Nilson Maria.
— O deputado Alair Ferreira e o presidente Figueiredo exigem respeito! Eu não sou homem de entrar pela porta dos fundos da casa de ninguém...
Durante alguns minutos, Alair passou um sermão no atônito Nilson e só depois falou de outras coisas, como as obras feitas no município pelo governo federal, a pedido seu.
Ao fim do comício, Alair deu um abraço em Nilson Maria, quando lhe confidenciou:
— Parabéns, meu filho! Você me deu um ótimo gancho para iniciar o discurso...
Fonte: "A imprensa de Campos pelo avesso - 400 gafes e pérolas" (À venda na Livraria Noblesse)
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Era assim...
16/06/2018 | 08h22
A geração que frequentou o Bar e Mercearia São Jorge, localizado na Rua 7 de Setembro, um pouco antes da Rua dos Andradas, conheceu de perto essa máquina frigorífica. Ali eram geladas as cervejas e o que mais necessitasse de refrigeração. Bons tempos. O bar, propriedade dos irmãos Aland e Almir Ferreira, foi fechado nos anos 90, depois de muitas décadas de funcionamento, com estreita relação com a clientela.
Eu vivi aqueles (bons) tempos. Fui, digamos, testemunha presencial (rsrs). Tomei no Bar São Jorge muitas cervejas, passinhas (cachaça com passas) e vinhos, com queijos — especialmente o parmesão — inesquecíveis.
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Ménage à trois
14/06/2018 | 06h46
O jornalista e professor Fernando Silveira criou, nos anos 1960, o heterônimo João da Ega, mistura do célebre personagem do romance “Os Maias”, de Eça de Queiroz, e do não menos célebre personagem do conto “O Homem que Falava Javanês”, de Lima Barreto.
As suas crônicas saíam em A Cidade e havia quem o tomava pelo heterônimo, achando que ele, de fato, falava javanês ou que queria alardear conhecimento de uma língua oriental morta.
João da Ega era também uma forma de crítica ao contador de vantagem, sobretudo os mentirosos que relatam conquistas inverossímeis.
Quando o Automóvel Clube Fluminense recebeu misses de diversos países, João da Ega proclamou ter sido a pessoa que mais impressionou as beldades.
Alguém indagou de Fernando se havia transado com uma delas. Ele respondeu que, lamentavelmente, era brocha, mas que João da Ega, seu irmão siamês, chegou com elas a fazer “ménage à trois”.
O sujeito que fez a pergunta, sem saber naturalmente o que era irmão siamês, nem “ménage à trois”, ficou vendo navios...
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Longe de alcançar unidade
08/06/2018 | 07h12
Na sucessão de Rosinha Garotinho na eleição de 2012 surgiu um movimento de união de um grupo partidário para fazer frente à disputa nas urnas. A iniciativa ganhou força quando Rosinha foi afastada pelo TRE-RJ e o presidente da Câmara, Nelson Nahim, assumiu o governo.
O movimento, à época das convenções, acabou, no entanto, fracionado porque não houve unidade em torno de nomes. Cada partido achava que podia se representar na chapa majoritária. O resultado é que Rosinha acabou se reelegendo.
No plano nacional, para as eleições deste ano, foi lançado em Brasília um manifesto em defesa da união dos partidos de centro para a disputa da Presidência da República. Mas, já no nascedouro, o movimento mostrou debilidade.
Dos 19 políticos presentes, a maioria (13) era do PSDB, legenda que tem o ex-governador Geraldo Alckmin (SP) como presidenciável. O cenário sinalizou que a unidade em torno de um só nome representando o movimento dificilmente será alcançada
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Debandada
07/06/2018 | 07h06
Eduardo Cunha, cassado, foi um dos campeões de votos nas eleições de 2014. Os sufrágios que amealhou (232.708, sendo 1.414 em Campos) foram tantos que serviram para eleger outros deputados do PMDB. Alguns viraram pau mandado dele no exercício do mandato. Por estar preso, Eduardo Cunha vai acenar à distância para a filha Danielle, que será candidata. Mas não será tarefa fácil elegê-la. Líderes evangélicos estão debandando da sua pré-campanha.
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Lançamento da pré-candidatura
06/06/2018 | 07h59
O deputado Rodrigo Mai-a (DEM-RJ) realizará sábado, no Rio, o lançamento regional de sua pré-candidatura à sucessão de Temer. O presidente da Câmara apresentará algumas de suas propostas para par-lamentares, prefeitos e convidados. De Campos, seguirá uma comitiva.
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Racha entre os clãs Crivella e Garotinho
04/06/2018 | 07h18
Os clãs Crivella e Garotinho racharam. O estopim da briga foi a atitude do prefeito Marcelo Crivella (PRB) de demitir dezenas de pessoas ligadas à deputada Clarissa Garotinho (PROS-RJ). Como pano de fundo está a disputa pelo Palácio Guanabara. A informação está no Globo de hoje.
A matéria revela que a aliança entre Crivella e Garotinho começou a implodir em uma reunião, no dia 6 de abril, quando Garotinho, que já havia perdido o controle do PR do Rio e migrara para o PRP, anunciou que iria tirar a filha do PRB e colocá-la no PROS.
Crivella se irritou porque contava com os votos de Clarissa para puxar a nominata do PRB. Garotinho dizia que tudo poderia ser diferente se recebesse apoio para o governo. Crivella se recusou a se comprometer com a sua candidatura, acabando por citar os cargos da família na administração. “Isso é uma ameaça?”, perguntou Clarissa. 
A reunião terminou, e os presentes jamais estiveram juntos novamente.
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Espantas os fregueses
03/06/2018 | 07h19
Virou moda, também em praças de alimentação de shoppings em Campos, colocar cantores para animar o ambiente. A ideia espanta os fregueses. A música, muitas vezes, é tão alta que impossibilita as pessoas de conversar normalmente.
O que acontece é que o cantor acha que é atração e está ali para se exibir. Aí, solta a voz. Se esquece que a motivação dos fregueses é direcionada para conversar, comer e beber alguma coisa. Isto também ocorre em muitos bares e restaurantes na noite campista.
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Um Passo Doble para Garotinho
02/06/2018 | 09h52
Sérgio Provisano, designer e artista gráfico, fazia parte da entourage de Anthony Garotinho, no seu segundo governo como prefeito de Campos.
Atuando na Secretaria de Comunicação Social, Provisano gostava de pregar peças nos amigos. Um dia, ele e sua turma bolaram uma brincadeira com Garotinho, que custou a compra de um par de sapatos.
O prefeito paulista Paulo Maluf tinha lançado sua candidatura a presidente da República e, ao mesmo tempo, fez uma propaganda de um sapato da Vulcabras, o Passo Doble.
Provisano teve a ideia de comprar um sapato do mesmo modelo, do tamanho do pé de Garotinho, que foi entregue no gabinete, contendo um bilhete com assinatura como sendo a de Maluf: “Conto com seu apoio para nossa caminhada ao Planalto”.
Garotinho se surpreendeu, pois não tinha nenhuma relação pessoal e política com Maluf. Mas a peça foi tão bem armada que ficou na dúvida se era gozação ou coisa séria. O pior é que ninguém teve coragem de lhe contar a verdade.
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Sobre o autor

Saulo Pessanha

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