Violência no Rio é exibida cedo pela TV
17/09/2021 | 07h32
Um gosto amargo no café da manhã. Uma conferida ao “Bom Dia RJ”, da TV Globo, logo cedo, dá para avaliar o drama que vive hoje o carioca. As imagens, muitas ao vivo, mostram que o Rio vive um caos. Entre tantos problemas, o pior é a violência. Só cresce.
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A valorização do verde em um painel de plantas no Beda Lab
16/09/2021 | 07h20
Um painel de plantas vivas, montado na sala de espera do BedaLab, o laboratório de análises clínicas do Ases localizado na Rua Barão de Miracema, humaniza o ambiente. E chama a atenção pela beleza. A clientela do Ases agradece o autor da arquitetura paisagística.
É a valorização do verde. Pena que, na área da Pelinca, nas imediações do laboratório do Ases, várias árvores estejam morrendo sufocadas por erva de passarinho. A prefeitura faz vista grossa. Ignora a poda para a retirada de ervas parasitas
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Duplicação da rodovia entre Campos-Atafona com pedágio?
15/09/2021 | 07h06
A notícia de que sairá nova licitação da BR-101, contemplando, também, a BR-356, até o Porto do Açu, merece ser festejada.
Mas não é o que vai acontecer. Sim, porque a duplicação entre Campos-São João da Barra será feita a partir da cobrança de pedágio.
O pior é que o pedágio já será exigido antes da realização da obra. Na BR-101, no trecho RJ-ES, foi assim.
No caso, entre Campos-SJB, o usuário da BR-356 pagará por um investimento que atende de perto a logística do Porto do Açu.
Pela intensidade do tráfego entre Campos-SJB, em uma rodovia com traçado estreito, é inegável a necessidade de duplicação.
Mas via cobrança de pedágio é penalizar o usuário comum que faz uso da estrada todos os dias.
A BR-356 tem um tráfego intenso. É utilizada sobretudo por sanjoanenses.
A prefeita de SJB, Carla Machado, aguarda uma informação oficial sobre a duplicação, com prazos definidos e um projeto “ao menos esboçado”.
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Um isolamento que chama a atenção
14/09/2021 | 07h27
Há alguns anos o quintal desta residência, localizada na Rua Conselheiro Otaviano, um pouco antes do Hospital Dr. Beda, é habitado por este cachorro.
Ele fica solto em um espaço muitas vezes tomado pelo mato. É certo que o dono deixa água e comida. Mas a solidão do animal comove muita gente que passa ali.
Algumas pessoas param e fazem um carinho no cachorro, um belo animal. Ele é dócil. Carente, aceita os afagos. O detalhe é que na casa não mora ninguém.
Daí que não se sabe o motivo pelo qual o dono o deixa ali, sozinho, vivendo a pão e água. Dá dó.
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Pastor Eber Silva e a solidariedade de PMs na parigosa BR-493
13/09/2021 | 07h24
No feriado de 7 de Setembro, o pastor Eber Silva, que atuou na 2ª Igreja Batista de Campos, estava com a sua esposa Dulcinéia viajando pela BR-493, em direção a Magé, na Baixada Fluminense. O caminho é perigoso. E Eber obteve a solidariedade de dois Policiais Militares, quando um pneu dianteiro do seu carro furou. Os PMs, mais do que dar proteção ao casal, fizeram a troca do pneu.
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Vítima de assaltos (ou seriam sobressaltos?)
12/09/2021 | 09h00
Estou reproduzindo aqui uma postagem que fiz há um ano sobre a assistente social aposentada Conceição Muniz. As histórias merecem bis, sobretudo porque o dia de hoje é o aniversário dela (91 anos) data em que lança, no Instituto São José Operário, após a missa das 16h, o seu livro de memória "Pelos olhos da alma".
Para ilustrar quem é Conceição Muniz, vai uma crônica que ela escreveu em 2012, no blog “Dijaojinha”, em que, nos tempos difíceis que vivemos, faz um divertido relato de situações não muito confortáveis que já viveu:
AS HISTÓRIAS:
"Não sei se me digo vítima de assaltos ou protagonista destas aventuras.
Certa vez foi na residência de Dom Carlos Alberto Navarro, então Bispo de Campos. Eu era sua colaboradora. Estávamos na secretaria que era vizinha à sala de reuniões, quando dois jovens chegaram e foram logo dizendo:
— Isto é um assalto! Se não fizerem nada, não vai acontecer nada. Se fizerem, vão morrer!
Em seguida, abriram a porta da sala de reuniões onde o Bispo estava com um grupo de pessoas. O mesmo recado foi dado.
Depois, foram até à cozinha, trouxeram a cozinheira que, ao entrar em pânico, foi logo avisada do perigo que correria, caso reagisse.
Todos nós tivemos que sentar à mesa, onde o Bispo estava, enquanto os dois assaltantes percorriam a casa.
Terminada a tarefa dos ladrões, fomos conduzidos ao banheiro privativo do Bispo e confinados - onze pessoas - durante mais ou menos uma meia hora.
No dia seguinte, é claro, a notícia saiu no jornal, com detalhes. A meu respeito, disse o jornal que os assaltantes tinham levado 50 reais da minha bolsa.
Um amigo muito brincalhão caçoou de mim, dizendo:
— Que vergonha, Conceição, só 50 reais?!
 OUTRO ASSALTO
Numa outra ocasião, em um dia seguinte à festa de São Salvador, havia um concerto na Beira Rio e barraquinhas ainda colorindo a praça. Fomos até lá, eu, Therezinha minha irmã e uma amiga, Penha.
Quando voltávamos para casa, nas proximidades do Hotel Planície, um homem puxou minha bolsa que estava a tiracolo.
Não conseguiu tirá-la, mas eu caí e bati com a cabeça no meio-fio. Resultado: Hospital Ferreira Machado, mas sem maiores consequências.
Em outra feita, voltando da missa na Igreja de São Benedito, com outra bolsinha a tiracolo, um ciclista puxa minha bolsa do ombro e eu grito pra ele:
— Só tem meus óculos...
Ele jogou a bolsa no chão e eu peguei.
Contei essa história para aquele amigo que disse ser uma vergonha eu só ter 50 reais na bolsa no primeiro assalto e ele chegou à seguinte conclusão:
— Sabe o que deve estar acontecendo? Uma reunião de assaltantes decidindo: não assaltemos mais aquela velha porque é "fria"!
SAIU NO LUCRO
Ainda tenho uma melhor pra contar àquele meu amigo: há dois anos atrás, fui vítima de um estelionato, quando me usurparam três mil, cento e vinte reais. Todo mundo ficou com pena de mim.
Minha cunhada depositou a quantia imediatamente no banco para mim, uma amiga me mandou mil reais, outra me deu duzentos reais.
Apelei para o Banco que me ressarciu passado algum tempo.
Agora, recentemente, uma outra amiga me manda dois mil reais, dizendo que desde aquela perda, tinha vontade de me compensar com alguma coisa.
Ainda não estive com aquele meu amigo gozador.
Estou doida pra contar a ele o último capítulo dessa novela e, cá pra nós, estou convencidíssima de que sou isenta de invasões. Saio sempre lucrando!!!!"
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Um porre no Bar Estrela e a destruição de tapetes para procissão
11/09/2021 | 07h53
Por AFONSO MUNIZ, no blog "Dijaojinha" em 2014:
Com a morte do João Ubaldo em consequência de um edema pulmonar provocado por tabagismo e o depoimento de Rosinha Baldan sobre as dificuldades que encontramos diante da dependência ao cigarro e ao álcool, eu, como integrante do Bloco dos Pinguços, perambulei pelas ruas da memória e me vieram à tona duas “ocorrências” hilárias.
Vamos ao relato:
Meu querido amigo Ferdinando Costa Leite – Fred, para os mais íntimos – era frequentador assíduo do Bar Estrela/Bertolino, localizado na Av. Alberto Torres, quase em frente ao Colégio Batista.
O bar, famoso reduto de bebuns campistas, é o protagonista dos “causos” a que me refiro.
Fred tinha um fusquinha (que amava!). Em uma determinada tarde, feriado, saímos do Bar Estrela bem encomendados. Como éramos vizinhos, na rua do Rosário, peguei uma carona.
No meio do nosso caminho, na (antigamente Formosa) Tte. Cel. Cardoso, inúmeras pessoas ornamentavam a rua para a procissão de Corpus Christi.
Fred, que além de estar bem baleado, era daltônico, tocou direto, destruindo os tapetes coloridos que estavam sendo preparados para a festa.
Quase fomos linchados. Chamaram a Polícia. Queriam nos excomungar.
Ao ser interpelado, Fred simplesmente respondeu:
— Pensei que era pedágio para a Copa do Mundo!
Certa noite, Fred saiu do Bar Estrela bem baleado.
Fez sinal para um táxi, embarcou e o taxista fez a célebre e indispensável pergunta:
— Para onde?
Ao que Fred respondeu, cheio de indignação:
— Você é mesmo muito confiado, não tem nenhuma intimidade comigo e quer saber para onde vou?
Daí se conclui que o exagero no uso da bebida prejudica a saúde, sim, produzindo histórias que passam longe da sobriedade!!!!
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Não vai nem para o segundo turno
10/09/2021 | 07h28
Crítico do governo Jair Bolsonaro, o jornalista Ascânio Seleme colocou em sua coluna, no Globo, que o presidente da República está cada vez mais isolado. Daí que descarta as chances de ele ser reeleito, o que abre espaço para uma 3ª via.
Seleme vai mais longe. Considera que Bolsonaro, pelo conjunto (negativo) da obra, sequer vai para o segundo turno, mesmo admitindo não ser tarefa fácil derrotar um candidato à reeleição já no primeiro turno.
O detalhe é que a tarefa passa muito pela gestão de quem busca a reeleição. Para exemplificar no plano municipal, o então prefeito de Campos, Rafael Diniz, buscou a reeleição em 2020 e sequer foi para o segundo turno.
 
 
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Omissão do secretariado de Wladimir Garotinho afeta imagem do governo
08/09/2021 | 07h26
Não é só o entorno da Santa de Misericórdia que está perdendo as suas árvores porque elas estão tomadas por erva de passarinho. Na frente do Palácio da Cultura o cenário é degradante.
Um varejo assim, que contrasta com a importância de árvores como patrimônio ambiental, precisa ser dimensionado. A conta vai, claro, para o prefeito Wladimir Garotinho (PSD).
Mas e o secretariado? Ninguém vê um cenário assim em uma área nobre da cidade? Vale dizer que o serviço de poda seria da Secretaria de Serviços Públicos.
Ou seria da Subsecretaria de Limpeza, Parques e Jardins? Ou da Secretaria de Agricultura? Ou da Secretaria de Meio Ambiente? Não importa a quem cabe a tarefa.
E que não se alegue falta de dinheiro. Gasto com o corte de galhos de uma árvore contaminada por ervas parasitas envolve só facão e a retirada da galhada.
NÃO VÊ TUDO
Vale dizer que Wladimir não tem olhos para enxergar tudo que existe de errado na cidade. Nenhum prefeito tem. Mas aí que é preciso a atuação dos secretários e até dos DASs.
Todos devem agir. Que não seja em defesa do governo. Mas em defesa da cidade.
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Crônica da Avenida Pelinca
07/09/2021 | 08h18
POR JULIETA VIANNA (JUJU), NO BLOG DIJAOJINHA EM 2012:
Na Rua São Bento, no quarteirão entre a Rua Dr. Siqueira e Av. Pelinca éramos uma grande família (tá aí Paulinho Ney como testemunha).
Como eu era ainda uma mocinha, vocês podem imaginar quanto tempo faz!
Bem em frente à minha casa morava a família Manhães de Andrade: Seu Mário, Dona Elza – minha mãe do coração – Toni, Luciano, Marta Nair e Paula Virgínia.
Seu Mário era jornalista e boêmio, uma figura ímpar. Na casa deles tinha telefone, coisa rara na época.
Do mesmo lado deles, umas cinco casas adiante, moravam Seu Germano e Dona Berta, pais de Salomão e Marieta, que morava no Rio de Janeiro e tinha duas filhas: Pérola e Geny.TEL
TELEFONEMA SAÍA CARO
De quando em vez Dona Berta ia à casa de Dona Elza e pedia pra telefonar pro Rio, no que era atendida com a recomendação de que não demorasse muito, pois saía caro ligar pra fora de Campos.
Ela ligava e, preocupada em falar rápido, começava: Marrrrrieta, como vai você? Logo em seguida: chama Pérrrrola. Pérrrrrola, como vai você? Chama Geny. Geny, como vai você?
Antes mesmo que eles respondessem ela continuava: Geny, vovô manda beijo, Salomão manda beijo. Chama Pérrrola. Pérrrola, vovô manda beijo, Salomão manda beijo. Chama Marrrrieta. Marrieta, papai manda beijo, Salomão manda beijo.
FALE SEM PRESSA 
E essa lenga-lenga rendia tanto que Seu Mário, já impaciente resolveu abrir mão da recomendação inicial.
Chamou Dona Berta e disse: "A senhora pode falar sem pressa!".
E o resultado foi surpreendente.
O telefonema seguinte foi um sucesso. Ela falou mais coisas, chamou apenas Marrrrrieta e a ligação saiu mais barata. E menos confusa.
QUANTO COSTA?
Seu Germano era surdo. Na Av. Pelinca tinha mais casas de comércio que residências. Lá ficava o açougue do Seu Bal (lembra Paulinho?)
Seu Germano ia comprar carne. Escolhia o que ia levar e no final perguntava: "quanto costa”? e Seu Bal respondia: "12 cruzeiros". E ele: "quanto?" Seu Bal respondia: " 15 cruzeiros".
A coisa ia assim e,até que a resposta fosse dada aos gritos, o preço ia subindo a favor do açougueiro.
Seu Germano ouvia e pagava o preço final que variava de acordo com o número de perguntas feitas.
VARIAÇÃO DE PREÇO
Desconfiado de que alguma coisa estava errada, pois a variação de preço era grande, Seu Germando foi ao Oftalmologista (*), constatou a surdez e foi orientado a comprar um aparelho auditivo.
"Agora vamos ver o que vai acontecer", disse ele. Colocou o aparelho com os fios bem escondidos na gola da camisa e partiu para o açougue.
Repetiu o quanto “costa” uma vez e diante da “esperteza” do Seu Bal, respondeu indignado e feliz ao mesmo tempo: "Não, isso aqui ó (mostrou o aparelho) custou muito caro pra eu não ser mais enganado por você!!".
Pagou o preço justo e em pouco tempo, com a economia que passou a fazer, o aparelho “se pagou”.
A história se espalhou na redondeza e ninguém mais explorou Seu Germano!!
EXPLICAÇÃO:
(*) José Augusto "Cuca" Vieira explica: no passado, as especialidades otorrino e oftalmo se confundiam, pela proximidade anatômica de suas áreas de atuação, levando os especialistas a praticarem as duas.
Depois, mais recentemente, elas se dividiram e estabeleceram seus campos próprios de atuação.
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Sobre o autor

Saulo Pessanha

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