CPIs dizem a que vieram ex-rosáceos na base de Rafael
27/04/2017 | 09h34
Abdu ainda de fora
Depois das CPI das Rosas, a da Lava Jato já tem assinaturas suficientes para ser aberta na Câmara, inclusive com nomes que já estiveram na base do governo Rosinha Garotinho (PR), prestes a ser investigado por sua relação com a Emec e Odebrecht. Mas ainda há resistência, sendo a do vereador Abdu Neme (PR), a mais evidente e questionada, inclusive, nos bastidores por outros colegas.
Genásio quer conversar
Como mostra matéria na página 2 desta edição, com 15 nomes garantidos, Genásio pediu ao presidente do Legislativo dois dias para conversar com os demais colegas, mesmo os fora da bancada governista. Segundo ele, será uma forma de dar uma oportunidade de todos participarem. Mas a aposta nos bastidores é que, pelo histórico de Abdu Neme (PR), o discurso de Genásio entra por um ouvido e saia pelo outro.
Inconstância
Esta mesma coluna, no dia 30 de março deste ano, já previa o que até o momento se confirma com a ausência de Abdu nas CPIs: sua inconstância política. Eleito pelo PR, dentro do grupo de Garotinho, ele já usou a tribuna nesta gestão para dizer que o prefeito Rafael assumiu uma “cidade praticamente destroçada sob o ponto de vista financeiro e administrativo”. No entanto, quer se isentar da responsabilidade de investigar o que pode ter levado a este caos.
Histórico
Hoje na base de Rafael e na mesa diretora da Câmara ao lado de Marcão Gomes, a quem ajudou eleger, Abdu pode até alegar constrangimento em apontar o casal Garotinho, afinal, o rompimento e reaproximação com o grupo político dos ex-governadores já constam no currículo do vereador, que passou ainda pela base do ex-prefeito Alexandre Mocaiber, antes de voltar para o reduto do “prefeito de fato” Anthony Garotinho, e agora pular do barco para o de Rafael, mesmo que ainda hesitante.
Joilza defende Aserp
Além da CPI da Lava Jato outro assunto que dominou a sessão de ontem na Câmara foi a extinção da Agência Reguladora de Serviços Públicos (Aserp), seguindo o parecer da CCJ. A parte mais polêmica e quente da discussão aconteceu quando a vereadora Joilza Rangel (PSD), que chegou a ser nomeada no apagar das luzes do governo Rosinha para presidir a agência, defendeu seu voto contrário à extinção, dizendo que “estavam passando por cima da Lei Orgânica do município”.
“Mamarem na teta”
O que talvez Joilza Rangel não esperasse fosse um contra-ataque tão direto do vereador José Carlos (PSDC) ao justificar seu voto favorável à extinção. Ele disse que a Aserp foi “criada para colocar pessoas para mamarem na teta do governo” e ironizou ao citar que “a vereadora Joilza estava defendendo a agência, porque ela foi integrante. Saiu e deixou o marido em seu lugar, que ganha uma mixaria de R$ 10 mil por mês”.
TRE arquiva sindicância
A Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) arquivou, ontem, a sindicância aberta a pedido do ex-governador do Rio Anthony Garotinho contra o juiz Glaucenir de Oliveira. A Amaerj se manifestou na ocasião em defesa do magistrado. Glaucenir determinou a prisão de Garotinho na Chequinho e, posteriormente, sua transferência hospitalar para a UPA do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, porque ele estaria desfrutando de regalias no Hospital Souza Aguiar.
Reforma aprovada
Depois de muitos protestos da oposição, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou ontem, por 296 votos a favor e 177 votos contra, o projeto de lei que trata da reforma trabalhista. O projeto altera mais de 100 pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Entre as alterações, a medida estabelece que nas negociações trabalhistas poderá prevalecer o acordado sobre o legislado e o sindicato não mais precisará auxiliar o trabalhador na rescisão trabalhista.
Comentar
Compartilhe
Interlocutor
26/04/2017 | 11h06
Interlocutor
Desde que Rafael Diniz (PPS) assumiu a Prefeitura, o deputado federal Paulo Feijó (PR) deixou claro que, apesar de fazer parte do partido de Garotinho, não deixaria de ser um interlocutor do prefeito com o Governo Federal. E tem cumprido o que prometeu. Ele tem acompanhado de perto os procedimentos para que os imóveis pertencentes à Ferrovia Centro Atlântica (FCA) sejam cedidos à Prefeitura para abrigar secretarias ou outros órgãos do governo municipal.
“Custo zero”
Na última segunda-feira, um inventariante da Rede Ferroviária Federal (RFFSA) esteve vistoriando os imóveis. O deputado destacou que a equipe analisou toda a área disponível dos imóveis para apresentar ao prefeito Rafael Diniz. Feijó ressaltou ainda que esses imóveis são um verdadeiro tesouro e representariam, neste momento de crise, uma enorme economia para a municipalidade que paga aluguel para abrigar várias secretarias e demais órgãos: “Essa parceria é a custo zero para a Prefeitura”.
Redução de 70%
E por falar em economizar, medidas já adotadas pelo governo Rafael têm conseguido a diminuição de gastos. Exemplo disso aconteceu no Teatro Municipal Trianon, sede da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL), onde o consumo de água de um mês para o outro foi reduzido em 70% . A conta de R$ 18.332,68 de março foi reduzida para R$ 5.624,98 no mês de abril. A redução veio da descoberta e reparo de um grande vazamento, solucionado por funcionários da própria Fundação.
Charge do dia
Charge do dia 26-04-2017/
Socorro ao RJ
Aos poucos, o Governo do Rio vai conquistando em Brasília algumas vitórias que podem tirar o Estado do buraco. Ontem, a Câmara Federal manteve a possibilidade de privatização de estatais dentro do projeto que dá um socorro financeiro aos estados mais endividados. Os deputados rejeitaram por 285 votos a 143 votos, além de três abstenções, um pedido do PT para que esse trecho fosse retirado da proposta.
De perto
O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, comemorou o resultado e acompanhou, de dentro do plenário da Câmara, a votação dos demais empecilhos colocados pela oposição. Pela proposta, os estados ficam autorizados a promover a privatização de empresas do setor financeiro, de energia, de saneamento, entre outros, como pretende fazer o Rio com a Cedae.
Severas medidas
A Assembleia Legislativa (Alerj) já havia aprovado em fevereiro a lei que autoriza a privatização da companhia, mas dependia da votação na Câmara. O projeto da renegociação das dívidas dos estados é fundamental para o Rio de Janeiro e outros estados em dificuldades financeiras. O projeto permite ainda a eles a suspensão por três anos (prorrogáveis por mais três) do pagamento das dívidas junto à União. Mas, para isso, eles têm que cumprir severas medidas de ajuste fiscal.
Bullying
No Brasil, aproximadamente um em cada 10 estudantes é vítima frequente de bullying nas escolas. Os números fazem parte do terceiro volume do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2015, dedicado ao bem-estar dos estudantes. O relatório é baseado na resposta de adolescentes de 15 anos que participaram da avaliação. Em comparação com os demais países avaliados, o Brasil aparece com um dos menores “índices de exposição ao bullying”. Em um ranking de 53 países com os dados disponíveis, o Brasil está em 43º.
Comentar
Compartilhe
Tentando se defender
17/04/2017 | 09h56
Tentando se defender
O ex-governador Anthony Garotinho (PR) voltou a usar o seu blog para tentar “separar o joio do trigo” na delação da Odebrecht, se é que isso é possível, quando se trata de ilegalidade, seja ela qual for. Como sempre atacou ex-aliados de longas datas para se defender, mas sem explicar detalhes da sua relação com a empreiteira, que atuou em Campos, sua terra natal, na gestão da esposa dele, Rosinha Garotinho (PR), em um contrato estimado em R$ 1 bilhão.
No mínimo imoral
O marido da ex-prefeita de Campos diz que as doações de campanhas foram legais, ignorando a parte das declarações dos executivos da Odebrecht em que afirmam que ajudaram a campanha à Prefeitura de Campos de Rosinha, em 2008, com interesses futuros, pois a empresa sabia que poderia contar com apoio daqueles que ela investiu na eleição. O contrato para o Morar Feliz até pode ter sido legal, como o próprio Garotinho garante, mas é no mínimo imoral.
CPI da Lava Jato
A Câmara de Campos fará uma análise mais detalhada desse contrato, na sua própria CPI da Lava Jato, e aí saberemos se realmente foi tudo como deveria ter sido. Talvez no Legislativo de Campos, que vai convocar os delatores Leandro Andrade de Azevedo e Benedicto Barbosa da Silva Júnior, venha a explicação para uma revelação que esta coluna fez ainda em 29 de maio de 2009, que a Odebrecht venceria a primeira licitação do “Morar Feliz”, o que se confirmou em Diário Oficial (DO) em 23 de setembro do mesmo ano.
Cadê o dinheiro?
Muitas respostas que não foram dadas nos últimos oito anos são esperadas agora. Garotinho mesmo já poderia ter dado, por exemplo, a resposta sobre para onde foi o dinheiro doado pela empreiteira às campanhas de Rosinha a prefeita, em 2008 e 2012, as dele a deputado federal, em 2010, e a governador em 2014. Se o repasse foi legal, por que não consta nas prestações de contas feitas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE)? Exige documentos, sem revelar os seus. Caixa 2 também é crime e está previsto no art. 350 do Código Eleitoral, com pena de 5 anos de prisão.
Mais do que constrangedor
O presidente Michel Temer deu no último sábado sua primeira entrevista na TV após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, relator da Lava Jato, ter autorizado a abertura de inquéritos para investigar o suposto envolvimento de políticos no esquema de pagamento de propina Odebrecht: “É uma coisa desagradável para quem está na vida pública há tanto tempo. (...) É muito desagradável ouvir aquele depoimento. É constrangedor”. Ao presidente, diríamos que é mais do que constrangedor e a Justiça dirá o que é crime.
Ministros ficam?
Questionado sobre a possibilidade de afastar algum dos oito ministros de seu governo que passaram a ser alvo de inquérito no STF, após terem sido citados por delatores da empreiteira Odebrecht como envolvidos em esquemas ilícitos, Temer respondeu que “pode acontecer que o próprio ministro se sinta desconfortável e queira sair”. Ele voltou a afirmar que somente afastará ministros por iniciativa própria se a Procuradoria Geral da República (PGR) apresentar denúncia.
Setor de propina
O ex-diretor do setor de operações estruturadas da Odebrecht Hilberto Mascarenhas disse, em delação premiada, que a área criada dentro da empreiteira para fazer o pagamento de propinas movimentou mais de R$ 10,6 bilhões entre os anos de 2006 e 2014. O ex-executivo disse que alertou ao então presidente da empresa, Marcelo Odebrecht, sobre os valores pagos em propina, que, segundo ele, estavam muito altos aos vários políticos.
Charge do dia
José Renato
Charge do dia 17-04-2017/José Renato
Comentar
Compartilhe
"Bolinha" para os íntimos e também para a Odebrecht
15/04/2017 | 11h14
“Bolinha” para os íntimos
Com o conhecido apelido “Bolinha”, como é chamado em casa por seus próximos, Anthony Garotinho (PR) parece também ter se revelado íntimo de executivos da Odebrecht que o delataram. Alguns encontros com executivos da empreiteira, responsável pelo maior contrato já feito em Campos, entre 2008 e 2014, renderam a ele o 6º lugar no ranking entre os políticos que mais receberam caixa 2 da Odebrecht: R$ 13 milhões. Os detalhes desta relação aos poucos estão sendo contatos por quem assinou com a ex-prefeita Rosinha o Morar Feliz. O ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) lidera com folga a lista, que traz ainda outros nomes do Rio na ponta, inclusive do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB).
Além das campanhas
Os depoimentos das delações premiadas de ex-executivos da Odebrecht, revelados após a liberação do sigilo dos inquéritos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), apontam que a empresa não apenas fazia pagamento de caixa 2 para campanhas eleitorais dos principais partidos políticos, mas também agia durante a tramitação de medidas de interesse da empreiteira no Congresso Nacional.
Medida provisória
Para conseguir aprovar uma medida provisória em 2013, a empreiteira diz ter pago R$ 7 milhões a parlamentares. Entre os beneficiários estariam os atuais presidentes do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Além dos senadores do PMDB Renan Calheiros (AL) e Romero Jucá (RR) e o deputado Lúcio Viera Lima (BA), também da sigla. A medida provisória aprovada reduz a cobrança de impostos no setor químico, beneficiando economicamente a empresa Braskem, do grupo Odebrecht.
Já são 195 na Corte
Com a decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou abertura de 76 inquéritos para investigar pessoas citadas nas delações da Odebrecht, subiu para 195 o número de investigados na Corte a partir da Operação Lava Jato. Antes das decisões, 109 parlamentares, ministros e outros envolvidos eram investigados no STF. Entre os parlamentares que serão processados no Supremo estão 16 nomes do PT, 14 do PMDB e 11 do PSDB. Todos foram citados nos depoimentos de delação premiada de ex-diretores da empreiteira, uma das maiores doadoras para campanhas políticas no país.
Páscoa presidencial
O domingo de Páscoa será de movimentado no Palácio do Jaburu, residência oficial da vice-presidência da República. O tema oficial do encontro é a reforma da Previdência, mas nos bastidores já se sabe de uma estratégia de reação conjunta à delação dos executivos da Odebrecht. O presidente Michel Temer vai reunir líderes da base aliada na Câmara, o relator da reforma da Previdência, Arthur Maia (PPS) o presidente da comissão que debate o tema, Carlos Marun (PMDB), e o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM), em um jantar. A expectativa é que os ministros Antonio Imbassahy, da secretaria de Governo, e Moreira Franco, da secretaria-Geral da Presidência, também participem do encontro. Muitos citados “na delação do fim do mundo”.
Solidariedade
A Associação Monsenhor Severino utilizou sua página no Facebook para solicitar doações de frutas verduras e legumes. São 60 idosos assistidos e que contam com um cardápio próprio para cada refeição, com almoço, jantar, colação e ceia. Os interessados devem entregar as doações na secretaria do Asilo e informações podem adquiridas através do telefone (22) 2723-4000.
Pagamento feito
Foi pago ontem o salário atrasado de fevereiro de 212 mil servidores estaduais, que estava programado para cair na conta na próxima segunda-feira. Somente os funcionários da secretaria da Casa Civil receberão na data inicialmente prevista. Os vencimentos de março da Educação (apenas ativos) e da Segurança (ativos, inativos e pensionistas) também foram pagos ontem, segundo a secretaria estadual de Fazenda.
Comentar
Compartilhe
Ponto Final: partir para o ataque é o que tem restado aos delatados
14/04/2017 | 11h15
Ataque
Todos os personagens já são conhecidos, mas nem todas as histórias que envolvem cada um deles tiveram seu teor revelado. Mas do muito que já se sabe e ganha mais repercussão com as gravações dos executivos da Odebrecht reveladas, partir para o ataque é o que tem restado aos delatados, já que jurar inocência em suas defesas não tem funcionado diante do discurso que recebeu legalmente da empreiteira o que sequer foi declarado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em épocas de campanha, como ocorre com o casal Garotinho.
Estratégia muda
Agora, a estratégia é outra: afirmar que os delatores terão que provar o que disseram e que estão tentando confundir as pessoas ao misturar todo mundo. Exigir provas dos outros é fácil, o problema é provar também a sua inocência. O judiciário passa a ser vidraça, até para aqueles que festejavam a Lava Jato e que agora têm seus nomes sujos revelados. Tudo estava bom, até chegar neles.
Conhecidos dos Garotinho
Já conhecido em Campos por um dos que assinou com a ex-prefeita Rosinha o contrato milionário da Odebrecht para o “Morar Feliz”, o executivo Leandro Andrade Azevedo delatou também outro conhecido dos campistas: o ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Rio de Janeiro, Jonas Lopes de Carvalho. Nas gravações já reveladas, ontem, Leandro conta que Jonas pediu R$ 4 milhões a ele para liberar o edital para obras no Maracanã, mas o acordo ficou em R$ 1 milhão. Os detalhes podem ser conferidos na página 2 desta edição.
José Renato
Charge / José Renato
Abandona a política
Se vitimizar também passou a ser outra estratégia. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por exemplo, não só negou as acusações de que teria pedido e recebido dinheiro da Odebrecht, como ainda afirmou que, se alguém provar que ele tenha recebido “20 reais ilícitos na vida”, ele abandona a política. O petista foi citado em mais de uma delação, inclusive do ex-presidente da empreiteira Marcelo Odebrecht, como beneficiário de recursos ilegais da empreiteira, tanto para campanhas eleitorais do PT quanto para benefício pessoal ou de familiares.
Temer grava vídeo
Outro que se defendeu, sem dar direito à mídia de questioná-lo, foi o presidente Michel Temer. Ele tratou logo de gravar um vídeo, ontem, em uma rede sócia, negando qualquer participação no acerto de pagamento de propina da Odebrecht ao PMDB. Temer disse que a mentira “causa repulsa” e que “jamais colocaria em risco” sua biografia. O vídeo foi divulgado pela assessoria do Palácio do Planalto. Segundo uma das delações, no escritório particular de Temer foi acertado o pagamento de R$ 40 milhões ao PMDB para garantir a vitória da Odebrecht em um processo licitatório da Petrobras.
Febre amarela?
Mais duas carcaças de macacos bugios foram encontradas no Parque Municipal Atalaia, na varredura realizada nos últimos dias em uma ação conjunta com o Programa de Geoprocessamento de Indicadores Entomológicos do Estado do Rio. As ossadas estavam em um raio de um quilômetro onde foram encontradas as carcaças anteriores. Uma equipe da Fiocruz também esteve no local para recolher armadilhas deixadas na semana passada e colocar novas, desta vez do tipo aéreas, nas copas das árvores.
Preocupação
As ossadas dos macacos encontrados no início do mês, e as encontradas nesta semana foram levadas para serem analisadas pela equipe do Nupem. Segundo explicou o zoólogo e professor do núcleo, Pablo Gonçalves, a análise dos ossos vai resultar em uma documentação que visa identificar os primatas afetados pela doença, como idade e características. A ideia é identificar o caminho da doença, por meio dos mosquitos, até chegar a esses pontos específicos do Estado do Rio.
Comentar
Compartilhe
Prefeitos da região falam em desafios, adaptação e trabalho
09/04/2017 | 13h22
Desafios
Dificuldade, adaptação e trabalho são palavras frequentes nos diálogos dos prefeitos da região com a população. O cenário nas prefeituras de Campos, São João da Barra, Quissamã, Macaé e São Francisco de Itabapoana ainda é bem preocupante nestes primeiros 100 dias dos prefeitos em 2017. Mesmo para o macaense Dr. Aluízio, reeleito, os desafios surgem a cada dia diante da incerteza do quadro econômico. Manter o que deu certo nos últimos quatro anos e inovar é, sem dúvida, menos complicado do que para os demais gestores, que encontram a máquina pública arrasada.
Criatividade
Nas páginas 2, 3, 5, 6, 7, 11, 12, 14 e a capa da Folha Dois, o leitor vai poder saber um pouco do que vem sendo feito em Campos e nas demais prefeituras nessa fase inicial de adaptação. As limitações financeiras diante de um orçamento mais enxuto e das dívidas herdadas, na maioria delas, não têm inibido reações que busquem trazer mais qualidade de vida à população. Novos caminhos estão sendo buscados e mais uma palavra passou a fazer parte do vocabulário dos gestores: criatividade.
Reflexo na Câmara
Com os 100 dias do governo Rafael Diniz (PPS), as auditorias revelaram materiais ainda mais fartos sobre a situação do município, inclusive provas que serão também enviadas à Câmara Municipal, onde medidas serão adotadas, não só com a criação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), mas também com o envio de documentos ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), que passou por uma faxina e vai receber novos conselheiros. De certo vão querer mostrar serviço para moralizar o Tribunal.
Tsunami
Além das provas materiais que serão enviadas à Câmara e também aos Ministérios Públicos e Justiça, secretários do prefeito vão participar de algumas sessões no Legislativo para explicar detalhadamente o que foi encontrado e embasar os vereadores, inclusive nas CPIs. Sem muita escapatória aparente e com pouca força no Legislativo, Anthony Garotinho (PR) recruta pessoas próximas a vereadores, que já foram do seu grupo, para tentar conter o tsunami, a começar pela CPI da Lava Jato que investigará a relação da gestão passada com a Odebrecht.
Delação
E por falar em Odebrecht, o mês de abril avança e com ele a expectativa que as delações da empreiteira se tornem públicas pelo ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). Especula-se que ele rejeite pedidos dos advogados de delatores para impedir a divulgação de vídeos dos depoimentos prestados, segundo levantou o Estadão. Advogados de grande parte dos 78 executivos e ex-executivos da Odebrecht tentam evitar que os vídeos dos depoimentos ao Ministério Público Federal sejam divulgados à imprensa.
Expectativa
As decisões de Fachin serão reveladas ainda este mês, de acordo com o próprio ministro, em declaração recente. Ele confirmou que os despachos serão publicados em conjunto, negando, assim, rumores de que pedidos de arquivamento fossem respondidos antes. Sobre divulgar os vídeos dos delatores, ele ainda não se posicionou, mas um dos fundamentos que devem ser levados em conta é um artigo da lei que regulamenta as delações premiadas (Nº 12.850/2013), no qual cita o registro audiovisual como ferramenta de maior fidelidade às informações dos colaboradores.
Vão escapar?
Ao todo, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou ao STF 320 pedidos de abertura de inquérito contra denunciados nas delações e nas coletas de provas materiais, inclusive com a lista de políticos beneficiados por repasses feitos pela empreiteira. Em 211 casos, Janot declinou competência para outras instâncias da Justiça, nos casos que envolvem pessoas sem prerrogativa de foro. Nesta lista é que podem aparecer alguns políticos da região já citados, como os Garotinho. Janot pediu a retirada do sigilo de parte do material “considerando a necessidade de promover transparência e garantir o interesse público”.
Comentar
Compartilhe
Campos vai receber o I Torneiro Ecoanzol de Pesca ao Robalo
03/04/2017 | 18h06
O I Torneio Ecoanzol de Pesca ao Robalo acontecerá nos dias 9 e 10 de junho, nas águas do Rio Paraíba do Sul, em Campos. Durante o evento, que terá concentração no Cais da Lapa, no Centro, os peixes capturados, serão medidos, pontuados e devolvidos com vida ao seu habitat. As inscrições poderão ser feitas a partir desta quarta-feira, dia 5, no site da http://www.ecoanzol.org.br.
O evento tem a chancela da Federação de Pesca e Lançamento do Estado do Rio de Janeiro (Fepelerj) e Confederação Brasileira de Pesca e Lançamento- Nova Pesca Brasil ( CBPL- NPB) e, a partir de agora, fará parte o calendário nacional de pesca esportiva na cidade, depois de quase 30 anos.
De acordo com o organizador do evento, Marcelo Fernandes, o objetivo do Torneiro é desenvolver a conscientização ambiental e inibir a pesca predatória no Rio Paraíba do Sul e seus afluentes, que causa danos a diversas espécies aquáticas e o desequilíbrio.
A proposta da Ong Ecoanzol é mostrar o grande potencial que essa atividade esportiva vai representar o o município de Campos dos Goytacazes. Por meio de uma estratégia de sustentabilidade, além de fomentar a economia no município, em função dos bens e serviços que são gerados com a realização do evento, tanto na rede hoteleira, de alimentação e outros serviços.
A expectativa é reunir mais de 70 participantes de vários estados brasileiros. Paralelamente às provas, estarão acontecendo atividades de educação ambiental e formação na área do Cais da Lapa.
O I Torneiro de Pesca ao Robalo traz a proposta de sensibilizar a sociedade civil organizada, autoridades do município e do estado sobre a importância de preservar a espécie.
Comentar
Compartilhe
Oráculo Espaço do Saber com novos projetos para 2017
29/03/2017 | 13h36
Ascom/Divulgação
/ AscomDivulgação
O Oráculo Espaço do Saber, projeto que visa incrementar a cultura e educação de Campos e região, lança sua marca e apresenta a estrutura que receberá o projeto em 2017. Os cursos e minicursos foram estrategicamente escolhidos pela diretoria, após os professores apontarem diversos temas identificados em carência no ensino tradicional, bem como uma ampla visão dos empresários que se propuseram compartilhar suas experiências e conhecimentos adquiridos, auxiliando a carreira de novos e antigos empreendedores da região.
Com uma equipe de aproximadamente 25 professores que também são colaboradores do Oráculo, o projeto espera atender em princípio, mais de 300 alunos em todos os cursos ofertados. A divulgação na íntegra com todas as informações do projeto começou em janeiro deste ano, primeiramente através das redes sociais (Facebook e Instagram) e irá se estender para outros meios de comunicação (TV e jornal) e a partir do mês de março.
O Oráculo, que na rua Treze de Maio, número 286, salas 507 e 810, terá também uma vertente social e irá oferecer bolsas de ensino para alunos carentes e/ou que não possuem renda suficiente comprovada para arcar com os custos do curso. Este aluno em contrapartida irá trabalhar como monitor da turma e ficará com a incumbência de administrar as tarefas, bem como será o porta-voz junto ao professor e a administração do Oráculo.
Também será ofertado o "Espacinho do Saber", um segmento exclusivo com atividades e minicursos voltado para crianças com turmas de até no máximo 06 (seis) alunos, buscando a excelência no ensino.
No próximo dia 03 de abril, o Oráculo irá reunir, no Hotel Tulip Inn Campos, a sociedade regional, empresários, políticos e formadores de opinião em um evento de lançamento da marca para 200 pessoas. No mesmo dia, os convidados participarão ainda de uma aula inaugural com os professores Dr. Nélio Artiles, que abordará o tema “A educação como ferramenta para uma vida saudável” e a professora Luciana Affonso Gonçalves, que falará sobre “A paixão de descobrir o mundo”. A música ficará por conta do baixista Álvaro Manhães, que receberá os convidados ao som de “Começar de Novo” do Ivan Lins e apresentará também outras músicas.
Comentar
Compartilhe
Combate ao crime de receptação no Rio com mais rigor
28/03/2017 | 22h26
Pezão
O Rio de Janeiro deu novo passo para ajudar no combate à receptação de material originário de crimes. A partir de hoje, empresas que compram, distribuem, estocam, revendem ou expõem produtos roubados ou furtados estão proibidas de licitar, contratar ou receber benefícios fiscais de órgãos e entidades da administração pública estadual. A lei foi sancionada pelo governador Luiz Fernando Pezão e publicada no Diário Oficial desta terça-feira.
O texto estabelece que a proibição vale tanto para o estabelecimento flagrado cometendo a infração quanto para seus sócios. A legislação inclui ainda o impedimento de exercer, no estado do Rio de Janeiro, o mesmo ramo de atividade.
Os nomes dos estabelecimentos penalizados serão divulgados em Diário Oficial. A lei teve como base projeto de autoria dos deputados Jorge Picciani, Rafael Picciani e Paulo Ramos.
Comentar
Compartilhe
Ponto Final: Dinheiro da Lava Jato para aposentados
20/03/2017 | 10h13
Dinheiro da Lava Jato para aposentados
A 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro autorizou o uso de R$ 250 milhões recuperados pela Operação Lava Jato no Rio para o pagamento de 140 mil servidores inativos do estado que recebem até R$ 3.200. O dinheiro faz parte de um montante de cerca de R$ 320 milhões que foram recuperados durante a investigação de um esquema de corrupção envolvendo o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral. A decisão é mais do que justa, já que com toda essa crise tem sido o funcionalismo público um dos mais prejudicados.
Negociado
De acordo com o procurador da República Jessé Ambrósio dos Santos Júnior, que integra a força-tarefa da Lava Jato no Rio, o uso do dinheiro para o pagamento dos aposentados foi negociado com o governo fluminense. O anúncio sobre quando o dinheiro estará disponível será feito ao longo desta semana. A Procuradoria falou que devolveria o dinheiro do estado, desde que ele fosse atrelado ao pagamento de servidores.
Reforma eleitoral
A lista da Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de 83 de investigação contra citados nas delações de ex-diretores da empreiteira Odebrecht, na Operação Lava Jato reacendeu o debate no meio político sobre a necessidade de reforma no sistema eleitoral brasileiro. A busca de uma alternativa ocorre em meio a críticas à tentativa de aprovação uma possível anistia ao chamado caixa 2. A prática, dinheiro não contabilizado oficialmente nas prestações de contas eleitorais, levou, inclusive, à prisão de deputados.
Lista fechada
Desta vez, a saída apontada para o impasse seria a adoção da chamada lista fechada, quando, o eleitor votaria no partido, que teria uma lista de candidatos pré-aprovada. Nessa lista, dependendo da quantidade de votos, serão eleitos os candidatos na ordem determinada pelas legendas. Uma das possibilidades seria que a definição dos candidatos ocorresse durante as convenções partidárias. Outra, defendida por alguns dos atuais parlamentares, seria que os atuais detentores de mandato encabeçassem a lista. O tema é polêmico e divide opiniões no Congresso.
Não é o momento
A lista fechada é adotada em alguns países e tem a virtude de fortalecer os partidos, o que, dentro de um quadro de normalidade democrática, é positivo. Porém, no momento em que a ‘lista de Janot’ está prestes a ser divulgada oficialmente, trazer a proposta à tona causou estranheza. O próprio Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, votou contra um projeto nesse sentido em 2015.
Charge do dia 20/03/
 
Desistiu
Os advogados do ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, desistiram do depoimento da ex-presidente Dilma Rousseff como testemunha de defesa em uma das ações que o empresário responde no âmbito da Operação Lava Jato. O depoimento estava marcado para 24 de março. Ela iria depor, por meio de videoconferência com Porto Alegre, no processo que surgiu a partir da 35ª fase da Lava Jato, que apurou a relação entre o Grupo Odebrecht e o ex-ministro Antonio Palocci.
Trump liga para Temer
O presidente Michel Temer (PMDB) recebeu no último sábado um telefonema do presidente dos Estados Unindos, Donald Trump. Foi a segunda conversa telefônica entre os dois, quando trocaram impressões sobre as reformas em curso nos dois países.Por iniciativa de Trump, os dois mandatários trataram de temas da atualidade regional e acertaram manter contato regular, deixando abertos os canais diretos de diálogo, tendo estabelecido que voltariam a falar-se a qualquer momento em que se apresente questão de interesse mútuo. O presidente americano manifestou ainda o interesse em receber uma visita de Temer aos EUA.
Comentar
Compartilhe

BLOGS - MAIS LIDAS