Carla Machado vai presidir a sessão da Alerj no próximo dia 22
10/03/2023 | 16h48
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Como já mostramos aqui no Blog, as deputadas estaduais vão presidir, durante todo este mês de março, as sessões na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). No rodízio, a ex-prefeita de São João da Barra, Carla Machado (PT) vai presidir os trabalhos no próximo dia 22.
Deputada de primeiro mandato, Carla vem demonstrando nas suas redes sociais empolgação com o seu trabalho na Alerj e um bom relacionamento, aparentemente, com o presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (PL), quem preferiu não votar favorável ao cargo, se abstendo na eleição.
Foi de Rodrigo que partiu a iniciativa de dar visibilidade a todas as deputadas neste dedicado às mulheres. Vale ressaltar que nesta Legislatura, o número delas na Mesa Diretora mais que dobrou em relação à gestão anterior. Antes eram duas e agora são cinco entre os 13 deputados da Mesa, número considerado um recorde histórico para a Casa.
O número de mulheres cresceu também na bancada com o um todo entre as 70 cadeiras. Subiu de 12 para 15.
O Blog procurou a deputada Carla Machado para falar sobre a expectativa à sessão, mas ainda não recebemos o retorno.
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Deputadas são homenageadas na Alerj e vão presidir sessões
08/03/2023 | 16h29
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O mês de março será ainda mais especial para as deputadas da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), que terão a oportunidade de fazer um rodízio na presidência das sessões. O anúncio foi feito pelo presidente do parlamento fluminense, deputado Rodrigo Bacellar (PL), que almoçou nesta quarta, Dia Internacional das Mulheres, com as deputadas em uma forma de homenageá-las.
Também nesta quarta, a deputada Marta Rocha (PDT) vai presidir a sessão plenária, cuja pauta de votação reúne alguns projetos de leis em benefício de mulheres.
A Alerj também inaugurou, nesta quarta, a Sala Lilás em defesa dos direitos da mulher, com atendimento psicológico e jurídico para vítimas de violência.
Nesta legislatura, o número de deputadas integrantes da Mesa Diretora mais que dobrou em relação à gestão anterior. Antes eram duas e agora são cinco entre os 13 deputados da Mesa, número considerado um recorde histórico para a Casa.
Na Mesa estão as deputadas Tia Ju (Republicanos), na segunda vice-presidência, Zeidan (PT) na terceira vice-presidência e Célia Jordão (PL) na quarta vice-presidência, além de Índia Armelau (PL) na função de vogal.
O número de mulheres cresceu também na bancada com o um todo entre as 70 cadeiras. Subiu de 12 para 15.
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Cabral diz que não pensa em voltar à política e quer trabalhar como jornalista
06/03/2023 | 20h01
Ex-governador Sergio Cabral
Ex-governador Sergio Cabral / Reprodução de vídeo
O ex-governador Sergio Cabral, que ficou preso por seis anos, concedeu uma entrevista ao colunista do Metrópoles Guilherme Amado, na qual fez várias revelações e que não pretende voltar ao cenário eleitoral, mesmo se pudesse. Acompanhe trechos da entrevista.


Sobre corrupção - Cadê a corrupção, se eu não superfaturei nada? Eu usei caixa 2. É um tipo de corrupção, mas não é corrupção de superfaturar contrato. Se eu faço uma licitação, eu não chego para você e digo: “Quero 3%”, como foi dito. Se ele está dizendo que eu tive 3% foi da empreiteira. Certamente foi o que eu usei em campanhas eleitorais. Sobra de campanha, caixa 2, é (...) Eu reconheço que eu fiz uso desse dinheiro. Era benefício pessoal, era base de campanha, sobrava um dinheiro, eu usava para um benefício pessoal, mas não era no superfaturamento, era caixa 2” (...) Eu nunca comprei joia para investimento, eu comprava nas datas festivas para a minha mulher. Um erro, já assumi isso, com dinheiro do caixa 2, da sobra de campanha. Agora, eu nunca pratiquei corrupção, isso é o que quero dizer claramente, eu nunca cheguei e disse assim: “Bota esse preço aí, você vai ganhar essa licitação”.

Punição - Os procuradores fizeram comigo algo que não fizeram com ninguém na Lava Jato. Foram mais de 700 presos na Lava Jato, em Curitiba e no Rio de Janeiro. O que a 7ª Vara e os procuradores fizeram comigo não foi feito com ninguém. Levanta os processos e você vai ver assim: ‘Fulano de tal tem um processo em que ele responde a situações de três, quatro companhias diferentes’. No meu caso não, eles fatiaram em 35 processos. E a 7ª Vara ficou a preventa do mundo. ‘Vi um problema aqui ligado ao fulaninho ligado ao Sergio’. É na 7ª Vara. E foram dividindo os processos de tal maneira que você inviabiliza a defesa. Não quero citar nome, mas pegavam um político importante do Rio, ele respondia no mesmo processo a seis circunstâncias diferentes. E 12 anos de prisão. Eu ganhei 400 anos desse cidadão.

Delação – Cara, eu vou te falar, eu fui muito torturado psicologicamente nessa coisa. Essa delação foi usada… Em 2019, eu estava absolutamente em desalento, absolutamente perdido. Já eram quase três anos de prisão. Marco Antônio, meu filho, tinha acabado de não se reeleger. Eu estava na cela quando vi o anúncio de que o Marco estava inelegível, numa sexta-feira. As eleições eram no domingo. Isso foi sacanagem. (...) Aí eu fiquei assim: “Acabou”. Prende a minha mulher, processa minha ex-mulher, pega meu irmão, pega meu filho, pega… Eu falei: “Porra, esses caras querem o quê?”. E aí eu não enxerguei que a partir daquele momento, em 2019, o Brasil entrava nas trevas, num processo de combate à institucionalidade. Então, ao final de 2019 e início de 2020, eu comecei a enxergar o que eu estava sendo ali. Eu costumava sempre falar para as minhas equipes que eles tinham que olhar a floresta, e não a árvore. Eu estava olhando a minha árvore e não estava olhando a floresta. Tem um processo institucional de desmoralização da política e das instituições. Eu fui levado a distorcer, a falar coisas que eu não queria falar. Graças a Deus o Supremo invalidou. É um assunto que eu… é um saco de areia das costas que foi jogado ao mar. Não quero falar sobre isso. Não quero falar sobre esses assuntos. Aquilo foi invalidado, tenho que respeitar a decisão da Suprema Corte e louvá-la.

Rio devastado - Olha, eu primeiro quero discordar frontalmente da tua tese de caracterizar o estado do Rio dessa maneira. O estado do Rio, no meu período, foi o maior gerador de empregos do Brasil. Chega dessa autofagia fluminense e carioca. Chega dessa definição de Rio assim. O que fiz nos meus oito anos de governo foi levantar o astral do Rio. É muito gosto para esculhambar, é muito gosto para dizer que todo mundo aqui é vagabundo, que todo mundo aqui é corrupto. O que é isso, cara?

Lula - A última vez em que eu falei com o Lula foi em 2015, quando ele me convidou para tomar uma cachaça na casa que ele estava em Portogalo (condomínio nobre em Angra dos Reis, no RJ). Quando o Pezão ganhou, ele me ligou para dar parabéns, porque ele tinha me dito que o Pezão não ia ganhar, que eu devia optar pelo Lindbergh. Eu falei que o Pezão ia ganhar, e ele ganhou. Não, não falei ainda não (com Lula depois da eleição). Mas eu gosto muito dele. É o maior presidente da história do Brasil.
Bolsonaro - Quando eu era deputado federal, eu briguei por algumas teses com o Bolsonaro. É uma coisa que ninguém sabe o que é, porque não foi divulgado. Quando eu fui preso, o Marco Antônio, meu filho, tinha gabinete no mesmo corredor que o Bolsonaro. Isso antes de o Bolsonaro disputar a Presidência. Ele [Bolsonaro] fazia questão de perguntar ao Marco Antônio como eu estava. [Bolsonaro] Dizia para mandar um abraço para mim. Poucos fizeram isso, e o Bolsonaro fez. Mas, em termos de governo, eu torci muito pelo Lula. E graças a Deus o Lula ganhou. O Lula é uma pessoa que tem espírito público. O Lula quer acertar, ele gosta do povo, tem a alma do povo. E o Lula gosta de projeto.

Pezão - O que aconteceu, no final do ano de 2014, foi um grave problema institucional com a Lava Jato, envolvendo a Petrobras e o governo federal. Além disso, houve uma maré difícil no mundo, com a recessão econômica internacional. E aí o gestor, quem está com a caneta na mão, tem que responder a partir de janeiro de 2015. Errei. Foi o maior erro político da minha vida (indicação de Pezão). Quando eu cheguei em 2014, falei: “Eu vou mostrar ao Lindbergh [Farias], que era candidato, ao [Marcelo] Freixo, que tinha lançado o Tarcísio [Motta], ao Garotinho e ao [Marcelo] Crivella que eu posso fazer o meu sucessor.

Voltar à política - Não, porque eu já ocupei os cargos mais importantes do Rio de Janeiro. Não quero ser presidente da República, não quero ser governador. Quero desenvolver a minha atividade. Eu sou jornalista, gosto de comunicação, fui gestor, fui chefe de dois Poderes durante 16 anos, fui senador da República e fui preso. Eu tenho uma vida e acredito que posso colaborar com as pessoas, com as empresas. Quero ser consultor em comunicação, em gestão. Se amanhã um partido político me contratar, como o João Santana foi contratado pelo PDT, eu irei trabalhar. Mas só se eu tiver afinidade com aquele candidato, com aquela proposta. A princípio, não quero (filiar a um partido).

Arrependimento - Claro. Claro que eu me arrependo. Claro que eu me arrependo. Eu não faria outra vez e digo para os meus filhos, que são as pessoas mais importantes da minha vida, como direi para os meus netos. Claro que eu me arrependo. Como eu disse, o financiamento público veio corrigir essa prática. Você não pode ficar nessa relação, porque ela acaba sendo promíscua. Ela acaba sendo ruim porque você altera a relação. Então é claro que eu me arrependo.
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Confira o que vai entrar na pauta desta terça-feira na Câmara de Campos
06/03/2023 | 16h41
Rodrigo Silveira
O presidente da Câmara de Campos, Marquinho Bacellar (SD), responsável em definir o que entra na pauta das sessões, vai colocar em discussão, nesta terça-feira (7), dois projetos de lei de sua autoria que estavam parados na Casa desde 2021, além de uma Indicação Legislativa feita por ele ao prefeito Wladimir Garotinho (sem partido), como sugerido, na última sessão, pelo líder do governo na Câmara, Álvaro de Oliveira (PSD). A atitude é vista como uma demonstração da pacificação acordada.   
Na ocasião, Marquinho tinha apresentado um projeto de lei para que a Prefeitura colocasse no Portal de Transparência um campo específico sobre a quantidade de materiais e produtos distribuídos às escolas municipais de Campos". Naquela mesma quarta, vetos a projetos de leis semelhantes foram mantidos após Álvaro apresentar um parecer da Procuradoria do Município informando haver "inconstitucionalidade dos projetos, por acontecer invasão de competência".
— Há um entendimento da Procuradoria do Município que há uma invasão de competência do Legislativo na competência do Executivo. Não é porque o projeto é ruim, é simplesmente porque seria inconstitucional a gente aprovar do jeito que está — afirmou o líder do governo.
Segundo ele, os vereadores teriam que propor os projetos por meio Indicação Legislativa para que a Prefeitura avalie e parta do Executivo a criação dos serviços de acordo com a viabilidade e possíveis despesas com pessoal para implantação. O líder do governo pediu que o vereador tirasse de pauta o projeto para que os dois grupos construíssem o mesmo em conjunto para a apresentação como Indicação Legislativa. A solicitação foi acatada pelo presidente da Câmara, que afirmou não ver problema em criar a Indicação Legislativa desde que fossem mantidos itens do seu projeto, vistos como fundamentais.
A Indicação já está na pauta desta terça, assim como a votação, em primeiro turno, de dois projetos de Marquinho. Um deles “dispõe sobre a publicação de fotografias de pessoas desaparecidas nos sítios eletrônicos e redes sociais dos órgãos públicos municipais de Campos”. Ou outro determina a “obrigatoriedade de atendimento prioritário aos portadores de fibromialgia, e a inclusão do símbolo mundial da fibromialgia nas placas ou avisos de atendimento prioritário no município”.
Em segundo turno, será discutido um projeto de lei de Fred Machado pedindo a “divulgação do benefício contido na Lei Federal nº 8.213/91, artigos 89 e 90, referente ao fornecimento de prótese e órtese na forma que menciona”, que foi aprovado por unanimidade na última sessão.
Veja toda a pauta desta terça:
 
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Alerj instala Comissão de Agricultura com Jair na vice-presidência
03/03/2023 | 15h51
Foto: Rafael Wallace
Como previsto pelo próprio Jair Bittencourt (PL) e anunciado aqui, o deputado ficou com a vice-presidência da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A eleição do itaperunense aconteceu nessa quinta-feira (02), quando também foi escolhido o parlamentar Val Ceasa (Patriota) para a presidência.
O colegiado integra as Comissões Permanentes da Casa, que são responsáveis por dar parecer sobre temas abordados em projetos ou mensagens, além de realizar audiências públicas para discutir assuntos de interesse parlamentar e da população fluminense.
Para o presidente da Comissão, a criação de políticas públicas para auxiliar os pequenos produtores é fundamental.

— Os produtores colhem mercadoria e, muitas vezes, não há muito local para vender e escoar esses materiais. Precisamos visitar os produtores, investir neles, queremos fomentar ajuda ao pequeno produtor, que chega à capital e enfrenta muitos desafios — afirmou Val Ceasa.

Os deputados Bernardo Rossi (SD), Cláudio Caiado (PSD) e Vitor Júnior (PDT) também compõem o colegiado como integrantes efetivos.
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Trabalho e Renda com status de secretaria para atrair mais vereadores à base
03/03/2023 | 08h39
Campos poderá ter, em breve, uma pasta de Trabalho e Renda com status de secretaria. Isso quem afirma são pessoas ligadas ao próprio prefeito Wladimir Garotinho. A medida, segundo fontes, não atende apenas uma demanda crescente pela área no município, mas também seria uma solução para atrair à base do prefeito mais dois vereadores que hoje formam o grupo independentes/oposição na Câmara.
Nos bastidores, a informação é de que as conversas avançam para que indicações sejam feitas para o comando da nova "secretaria" por Rogério Matoso (União) e Helinho Nahim (Agir), ambos já integraram pastas na gestão do ex-prefeito Rafael Diniz (Cidadania), inclusive sendo Matoso ex-superintendente de Trabalho e Renda.
Atualmente os dois fazem parte do grupo dos Bacellar, que tem o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo (PL), como líder maior. Na Câmara, foram importantes para a vitória do vereador de oposição Marquinho à presidência, junto com outros parlamentares, que hoje já não são mais maioria no Legislativo com a chegada de Nildo Cardoso (União) e Abdu Neme (Avante) à base do governo.
No governo Wladimir, Campos deixou de ter o Trabalho e Renda como status de secretaria, se tornando Espaço da Oportunidade, um órgão ligado à secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo.
Com Campos vivendo um novo momento econômico com a "casa sendo arrumada" nos últimos dois anos, não faltariam justificativas para se ter criada mais uma pasta de tamanha importância na estrutura do governo.
Uma solução inteligente para atender também aqueles que pedem espaço no governo após fazerem parte da pacificação pela "governabilidade", acordada entre Wladimir e Rodrigo, em uma costura do governador Cláudio Castro (PL). Mesmo que os interesses sejam para além da planície goitacá, como mostrou o último Ponto Final, publicado no Blog Opiniões (aqui), acalmar os ânimos de alguns por aqui também se faz necessário, inclusive de quem está na base.
A criação da nova pasta resolveria em partes, ainda, a insatisfação de alguns governistas que andam colocando pressão no prefeito para não perder espaço em secretarias e autarquias, como aconteceu na Empresa Municipal de Habitação (Emhab), hoje com a presidência indicada por Abdu com a participação de Nildo.
Mas, como já mostramos (aqui), o pessoal da base quer mais... diz não aceitar que vereadores estejam no governo sem que de fato se assumam governistas e coloquem a cara na reta nas ruas e nas redes na defesa do prefeito.
Ainda nos bastidores, se fala que a decisão dos parlamentares independentes/oposição se tornou mais delicada após a saída de Nildo, marcada por declarações fortes (aqui). Cardoso não gostou de ter a ele creditado o título de traidor e revelou o interesse de seus ex-aliados não só na Trabalho e Renda, mas também na Meio Ambiente e Fundação de Esportes, que, se não forem destinadas à indicação no acordo de pacificação, devem ser substituídas por outros cargos importantes no governo.
Que nem todos são bem-vindos no grupo de Wladimir não é segredo, mas os que tem total chance de entrar buscam um jeito de fazer isso sem se desgastar muito com os mais acalorados.
Jogar na conta do líder Rodrigo o aval para fazer parte do governo de Wladimir tem sido a saída mais segura, já que entre ele e o prefeito não há qualquer estranhamento.
Helinho, por exemplo, tem feito questão de reforçar que o líder político dele é o deputado Rodrigo Bacellar. Fez isso na tribuna, na última sessão, sem que fosse provocado. Na noite desta quinta-feira, ao ser questionado pelo blog sobre estar de malas prontas para o governo do primo, onde dividiria a Trabalho e Renda com Matoso, Helinho disse que ele não teve essa conversa com o prefeito ou qualquer interlocutor do mesmo.
Mesmo já com a maioria simples na Câmara com 13 dos 25 vereadores, algumas questões, mesmo que previamente acordadas na pacificação, podem depender de um pouco mais de apoio, como é o caso da votação das contas da mãe do prefeito, Rosinha Garotinho, que para ter revertido o parecer contrário do Tribunal de Contas do Estado (TCE), precisa de 17 votos.
Se serão 17 na base, o tempo vai mostrar, mas outros nomes, como o de Marquinho do Transporte (PDT), 1° vice-presidente da Câmara, já são ventilados nos bastidores.
Atualização - Sobre a possibilidade de indicar a uma futura pasta de Trabalho, Matoso respondeu que "entende que a pacificação institucional é necessária para o pleno desenvolvimento do município, mas isso não significa que esteja de olhos fechados para os problemas do município".
Ele disse ainda que o governo municipal já o ofereceu uma secretaria lá atrás. "Devolvi justamente por conta da minha opinião, porque votei contra o Código Tributário, o aumento de impostos, e fiquei ao lado dos servidores públicos. Continuarei fazendo as críticas de forma firme e veemente, sempre que for necessário. E, como sempre, apresentando caminhos e soluções. Meu compromisso é com a população", respondeu em nota.
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Verba de gabinete de R$ 25 mil para cada vereador é suspensa em Campos
02/03/2023 | 22h59
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Foi publicado no Diário Oficial desta quinta-feira (02) um ato executivo da Mesa Diretora da Câmara de Campos suspendendo outro de setembro de 2022, que dispõe sobre a regulamentação da descentralização orçamentárias de custeio individualizado para gabinete parlamentar, a conhecida verba de gabinete no valor mensal de R$ 25 mil, alvo recente de polêmica.
De acordo com assessoria de imprensa da Câmara, a suspensão aconteceu por orientação da Procuradoria Geral da Casa, comandada pelo procurador Flávio Gomes.
“No entendimento da Procuradoria, há dúvidas sobre a forma como a verba de gabinete foi instituída pela gestão anterior da Mesa. Então, no mês passado, foi feita uma consulta ao Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro. A Câmara ainda aguarda resposta sobre as diretrizes adotadas em casos como este, não tendo uma data específica para a resposta do TCE”, informou a nota, acrescentando: "Está temporariamente suspenso. Enquanto não tivermos uma resposta do TCE, nossa recomendação é que permaneça a suspensão".
Como a nota fez referência a gestão anterior à Mesa, o blog fez contato com ex-presidente da Câmara e vereador licenciado Fábio Ribeiro e aguarda retorno.
De acordo com o Ato Executivo 33/2022, que havia determinado na gestão passada da Casa o valor máximo de R$ 25 mil mensais para cada gabinete, o ressarcimento poderia ser feito para as seguintes despesas:
I – Locomoção do parlamentar e viagens de assessores parlamentares vinculados ao gabinete do parlamentar, compreendendo passagens (não contempladas em eventual contrato vigente na Câmara Municipal), hospedagem (exceto em Campos dos Goytacazes) e locação de meios de transporte;
II – Combustíveis e lubrificantes (limite inacumulável de R$ 4.000,00 mensais);
III – Contratação, para fins de apoio à atividade parlamentar, de consultoria, assessorias, pesquisas e trabalhos técnicos de pessoa jurídica;
IV – Divulgação da atividade parlamentar, exceto nos 180 (cento e oitenta) dias anteriores à data das eleições de âmbito federal, estadual e municipal e desde que não caracterize gastos com campanhas eleitorais;
V – Aquisição ou locação de software, serviços postais (exceto selos), assinaturas de jornais, revistas e publicações, não fornecidos pela Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes;
VI – Locação de veículos automotores com seguro (limite inacumulável de R$ 7.000,00 mensais);
VII – Edição de jornais, livros, revistas e impressos gráficos para consumo do gabinete;
VIII – Alimentação do Vereador e dos assessores vinculados ao seu gabinete parlamentar; (somente em viagens relacionadas ao exercício do mandato parlamentar).

Polêmica – Na primeira sessão ordinária da Câmara de Campos deste ano, a verba de gabinete virou alvo de uma declaração do prefeito (aqui), que não teve colocado em pauta um projeto enviado na área da Saúde, em regime de urgência, sob a alegação da Câmara que chegou “em cima da hora”.
- Para eles é mais importante aprovar um projeto de resolução para direcionar verba de R$ 25 mil para cada gabinete de vereador, do que votar, em caráter de urgência um projeto para não faltar medicamento na Saúde para a população - declarou o prefeito na ocasião.
Naquele mesmo dia foi aprovada uma resolução do Legislativo autorizando a suplementação de R$ 1,2 milhão para inclusão na Lei de Orçamentária Anual (LOA), na parte destinada à Câmara. O projeto passou sob a justificativa da necessidade de a Câmara precisar quitar despesas e exercícios - obrigações patronais a terceiros, como indenizações restituições da gestão passada.
Ainda na ocasião, Wladimir não especificou se resolução do Legislativo a qual se referiu foi a mencionada acima em referência à LOA.
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Paulo Hirano vai à Câmara para prestar contas da Saúde
02/03/2023 | 17h34
Paulo Hirano
Paulo Hirano / Divulgação
Alvo constante de embates na Câmara de Campos durante as sessões ordinárias, a Saúde do município será tema de uma audiência pública no próximo dia 09 de março, no Legislativo.
O secretário municipal de Saúde, Paulo Hirano, estará na Câmara, às 9h, para apresentação do relatório de gestão do 3º quadrimestre de 2022 da sua pasta.
Já durante a apresentação do relatório do 3º quadrimestre de 2022 da Secretaria Municipal de Transparência e Controle, no último dia 27, a Saúde ganhou destaque pelo investimento de mais de R$ 1 bilhão no último ano, o que representa 48,6% do orçamento, quando o percentual previsto constitucionalmente, é de 15%.
Com o número bilionário apresentado pelo secretário da pasta Rodrigo Rezende, vereadores chegaram a questionar problemas ainda existentes na rede, como falta de ambulâncias em algumas localidades, unidades ainda fechadas e até falta de medicamentos, como dipirona.
O secretário de Controle informou que os valores na Saúde foram alocados em ações como reabertura de Unidades Básicas de Saúde (UBS), construção da Nova Emergência do Hospital Geral de Guarus (HGG), além de reforma no Hospital Ferreira Machado (HFM), que está em andamento; exames especializados e cirurgias, por meio dos Mutirões da Saúde; entre outras. “Vale lembrar também que, na área da Saúde, ainda tivemos a pandemia da Covid-19, pagamento de servidores da saúde e ainda investimentos em geral nesta área”, comentou na Câmara.
O aviso convocando para a audiência foi publicado em Diário Oficial nessa quarta-feira (1º) e a audiência cumpre determinação do § 5º do Art. 36 da Lei Complementar nº 141/2012.
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Paulo Arantes entra na Câmara no lugar de Leon que assume a FMIJ
01/03/2023 | 15h17
Leon Gomes e Maicon Cruz
Leon Gomes e Maicon Cruz / Rodrigo Silveira
A Câmara de Campos terá mais uma mudança na sua composição neste ano de 2023 com a saída do vereador Leon Gomes (PDT) para assumir a presidência da Fundação Municipal da Infância e Juventude (FMIJ). No lugar dele entrará o ex-vereador Paulo Arantes, primeiro suplente do partido.
A chegada de Leon à equipe do governo foi anunciada pelo próprio prefeito Wladimir Garotinho (sem partido) em sua rede social, onde agradeceu Fabiano de Paula que, até então, era o presidente da FMIJ, em uma indicação do próprio Leon.
“Hoje o amigo @eufabiano.de.paula se despede da presidência da Fundação Municipal da Infância e Juventude, para em breve assumir outra função no governo. Obrigado por ter nos ajudado até aqui a cuidar das nossas crianças nos abrigos municipais com tanto carinho. Em seu lugar entra o vereador @leongomesoficial que vai aprimorar o trabalho, defendendo a bandeira da inclusão
como regra e não exceção”, postou o prefeito.
A expectativa é que a nomeação de Leon já seja publicada em edição suplementar do Diário Oficial desta quarta-feira.
Nos bastidores, a mudança é vista como estratégica para o fortalecimento da nominata do PDT já com vistas ao pleito de 2024.
Paulo Arantes
Paulo Arantes / Divulgação
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DO traz troca na presidência da Emhab e Sandro Moura vice na FME
01/03/2023 | 11h08
Hans Muylaert e Sandro Moura
Hans Muylaert e Sandro Moura
O Diário Oficial de Campos, desta quarta-feira (1º), trouxe mudanças na equipe do prefeito Wladimir Garotinho em várias pastas. Destaque para Empresa Municipal de Habitação, antes indicada por Nildo Cardoso, mas que agora tem as principais nomeações atreladas ao vereador Abdu Neme, segundo o próprio Cardoso informou nessa terça (28) em entrevista à Folha.
As alterações acontecem no dia seguinte ao anúncio do prefeito que os dois passam a integrar à base na Câmara, dando maioria, mesmo que simples, mais uma vez à situação.
Da presidência da Emhab sai Hans Muylaert, antes indicado por Nildo, e entra Marcelo Morgade, que foi assessor de Abdu na Câmara. Hans passa a ser o vice no lugar de Alfredo Dieguez, outra indicação de Cardoso, que foi exonerado, mas também reconduzido ao governo como superintendente na secretaria de Agricultura para a Ceasa.
Nildo já tinha falado da participação de Alfredo no projeto de implantação da Central de Abastecimento no governo Rafael Diniz, quando ele foi secretário e tentou implantar o projeto. Agora, segundo o vereador, a chance de executar a implantação da Ceasa foi o que o atraiu para a base do prefeito.
O DO traz ainda a nomeação de Sandro Moura para a vice-presidência da Fundação Municipal de Esportes, além de alterações nos quadros da Educação e Saúde, por exemplo. O médico Charbell Kury foi nomeado superintendente da Rede Campos de Saúde.
Em tempo - Nem tudo tem sido flores no novo momento de pacificação da Câmara, inclusive tem vereador da própria base trincando os dentes com novatos do grupo.

Por mais que o prefeito tenha recomposto a maioria na sua base, por conta da alta popularidade, atraindo nomes como Nildo e Abdu, por exemplo, tem vereador que já estava na situação botando o pé na porta para evitar que possíveis oportunistas gozem de benefícios da gestão sem colocar a cara na reta nas ruas e nas redes na defesa do prefeito.
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