Murillo Gouvêa e Andrezinho Ceciliano terão título de cidadão sanjoanense
19/06/2023 | 05h59
Divulgação
O deputado federal Murillo Gouvêa (União) e o estadual André Luiz Ramalho Ceciliano, o Andrezinho Ceciliano (PT), estão entre as pessoas que receberão o Título de Cidadania Sanjoanense.
A solenidade será nesta quarta-feira (21), no Clube da Terceira Idade de São João da Barra, às 19h, quando também ocorrerá a entrega da Medalha ao Mérito Barão de Barcelos, ao ex-vereador Carlos Alberto Alves Maia, mais conhecido como Caputi, pai da prefeita Carla Caputi (sem partido).
No caso do Título de Cidadania Sanjoanense, o objetivo da comenda é prestar homenagem a pessoas que tenham relevantes serviços prestados ao município. Cada vereador pode indicar até cinco nomes, mas no caso do itaperunense Murillo Gouvêa, todos os noves parlamentares sanjoanenses assinaram o projeto de resolução (nº 019/2023) concedendo o título ao deputado, que tem buscado em Brasília apoio para tentar minimizar os impactos da erosão marítima em Atafona.
— Receber o título de cidadão sanjoanense é uma grande honra. O meu carinho pela cidade vem de muitos anos, e após nos envolvermos diretamente na luta pela solução do caso de Atafona, minha identificação só aumentou. Vamos trabalhar noite e dia pelo cidadão e para mostrar que todos têm representante em Brasília, na Câmara Federal — disse Gouvêa, cuja assessoria acredita não ser possível a sua presença na cerimônia de entrega, justamente pela semana de pautas importantes.
O deputado tem conseguido reuniões em ministérios de Brasília para tratar sobre a situação de Atafona. No dia 17 do mês passado, Murillo levou uma comitiva de políticos sanjoanenses, entre eles a prefeita e os nove vereadores, até o ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes.
Com o compromisso do ministro em investir em Atafona, Gouvêa prometeu a destinar uma emenda parlamentar de R$ 1,8 milhão para financiar um do Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica (EVTE), que deverá ser feito pelo geógrafo marinho Eduardo Bulhões, da Universidade Federal Fluminense (UFF). O assunto também foi tratado na semana passada por Murillo no Departamento de Oceano e Gestão Costeira do Ministério do Meio Ambiente.
Já Título de Cidadania Sanjoanense para Andrezinho Ceciliano (PT) está sendo concedido pelo presidente da Câmara de SJB, Alan de Grussaí (Cidadania), que mantém uma boa relação com o deputado e sua equipe na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), já presidida pelo pai de Andrezinho, André Ceciliano (PT), atual secretário Especial de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República.
— Assim como o pai dele, o deputado estadual Andrezinho tem muito a contribuir para o nosso município. O pai dele, enquanto esteve à frente da Alerj, ajudou muito São João da Barra, enviando milhões em recursos durante a pandemia. E agora em Brasília continua sendo amigo da gente — disse Alan.
Como acontece todos os anos, 45 pessoas (confira aqui) serão homenageadas pelos parlamentares, isso sem contar a Medalha ao Mérito Barão de Barcelos que será dada ao ex-vereador Caputi. Ele concorreu pela primeira vez em 2000, pelo PC do B e saiu vitorioso com 567 votos. Na eleição seguinte (2004), já filiado ao PMDB, foi o vereador mais votado (968 votos). Caputi exerceu novamente o mandato de vereador de 2009 a 2012. Nas eleições de 2016, obteve 1.255 votos e retornou ao Legislativo para cumprir o seu quarto e último mandato. Atualmente, reside em seu sítio em Cajueiro.
Caputi
Caputi / Divulgação
— Estou feliz e agradeço à Câmara por essa homenagem. Sempre procurei fazer política com honestidade, com palavra, preocupado com a população. Sempre procurei passar para os meus filhos que a honestidade é a principal coisa na vida. Aprendi isso com meu pai — disse Caputi.
A Medalha ao Mérito Barão de Barcelos foi criada em 1999, com o objetivo de homenagear sanjoanenses que tenham relevantes serviços prestados ao município. Já os títulos de cidadania são conferidos pelos vereadores a pessoas de outras cidades. É um reconhecimento pelo trabalho e vida de cidadãos que não nasceram em São João da Barra, mas têm uma ligação forte com o município e ajudam no seu crescimento de alguma forma.

— Esta Casa já homenageou vários nomes ao longo desses anos e, para esta edição, vamos homenagear nosso amigo Caputi, que foi vereador por quatro mandatos, um ser humano exemplar e que muito lutou pelo nosso município enquanto esteve aqui no Legislativo — ressalta o presidente da Câmara.
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Do apoio do PL ao flerte com o PP, Wladimir constrói no DF e RJ sua reeleição
25/05/2023 | 04h06
Cláudio Castro e Wladimir
Cláudio Castro e Wladimir / Divulgação
A ida do prefeito de Campos, Wladimir Garotinho (sem partido), a Brasília, com uma parada pelo Rio de Janeiro na volta, tem representado também o fortalecimento do seu nome à disputa pela reeleição em Campos. Já na última terça-feira, como mostramos aqui, ele fez questão de postar o encontro que teve com o deputado federal e presidente do PL no Rio de Janeiro, Altineu Côrtes.
A sigla é um dos partidos que Wladimir tem como uma possível opção para disputar as eleições de 2024, mesmo estando cada vez mais próximo do PP. Segundo revelou nesta quinta-feira (25) a colunista do Extra Berenice Seara, uma reunião da cúpula do PL em Brasília no dia anterior, que contou com a participação do governador Cláudio Castro (PL), definiu o apoio da legenda a Wladimir em 2024.
O nome de Wladimir, de acordo com a colunista, foi aceito por unanimidade entre os presentes, que “rasgaram elogios à atuação e condução política do prefeito no Norte Fluminense”. Na capital federal, o filho do casal Garotinho também visitou amigos no antigo partido, o PSD, hoje a casa de Caio Vianna.
O PL, no qual se elegeu o governador Cláudio Castro e o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, passa por um processo de reestruturação na capital fluminense. Wladimir já disse que a escolha da nova sigla para o próximo pleito será feita de acordo com o governador, a quem ele tem se mostrado grato pelos investimentos em Campos e pela pacificação envolvendo a Câmara Municipal.
Berenice Seara também comentou nesta quinta que com a situação do PL mais perto de Wladimir, o deputado Rodrigo Bacellar se encontra exatamente no meio do cabo de guerra eleitoral no município, sem uma decisão final sobre quem apoiará na disputa pela prefeitura em 2024. A colunista também reforça uma teoria já mostrada por aqui de que o grupo político do presidente da Assembleia Legislativa em Campos tem o “pressionado pelo lançamento de um candidato próprio — o que ajudaria a eleger uma boa bancada”.
Ainda na sua coluna, Berenice destacou a proximidade de Wladimir com o deputado federal licenciado e secretário de Saúde Doutor Luizinho. Este, preside o PP no estado e já falou diversas vezes que a ficha de filiação do prefeito de Campos no Progressista já está pronta só esperando a assinatura.
A colunista garante que Wladimir já “acertou tudo com Luizinho, mas outros partidos, como o MDB, ainda tentam promover um leilão".Wladimir e Luizinho tiveram um encontro nesta quinta-feira no Rio.
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Deputados vão ao TSE para sair do União Brasil sem perder o mandato
11/04/2023 | 02h36
Daniela do Waguinho e o marido apoiaram Lula
Daniela do Waguinho e o marido apoiaram Lula / Divulgação
Como mostrado aqui no blog e na Folha da Manhã, no último sábado (8), as movimentações para uma nova composição do União Brasil no estado do Rio de Janeiro, continuam rendendo desdobramentos na política fluminense.
Como divulgou o G1 nesta terça-feira (11), parlamentares entraram com um pedido de desfiliação partidária, junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por suposto assédio. Presidente do partido disse que 'diretório não pode se comportar à revelia da direção nacional.'
O primeiro a sair do partido foi o próprio presidente da legenda no estado, o prefeito de Belford Roxo, Waguinho, que já está filiado ao Republicanos, inclusive com a especulação que ficará à frente do diretório estadual. Já no União, conforme também mostrado pelo blog no sábado, a presidência da sigla no Rio foi ofertada ao presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio, Rodrigo Bacellar (PL), o que mudaria, inclusive, os planos do prefeito Wladimir Garotinho (sem partido) em contar com o apoio certeiro da legenda a sua base à reeleição em 2024.
Esposa de Waguinho, a ministra do Turismo, Daniela Carneiro também quer sair do União, junto com outros cinco parlamentares. No pedido feito ao TSE, eles alegam que, já pensando na realização das convenções municipais, tentaram fazer a filiação de eleitores visando o fortalecimento da sigla no Rio de Janeiro, mas foram surpreendidos com o bloqueio de senhas do diretório estadual.
"Inexcusável obstrução política (...) A medida [de bloqueio de senhas] imposta pelo Presidente Luciano Bivar e seu Vice, Antônio Rueda, não passou por consulta à direção nacional, da qual também faz parte o secretário-geral (...) Cumpre repisar que o arbitrário impede a formação e consolidação das bases do partido no estado, bem como qualquer iniciativa dirigida à preparação para as eleições municipais (2024) e geral (2026) ", citam os deputados.

Assinam a ação:

Daniela Carneiro
Chiquinho Brazão
Juninho do Pneu
Marcos Soares
Ricardo Abrão
Dani Cunha

Na ação, os parlamentares também pediram que as desfiliações sejam acompanhadas de decisão pela perda de parte do tempo de TV e do fundo partidário do União Brasil.
E citam que foram insultados e ameaçados, com frases como: "tomara que saia do partido", "ninguém presta", "prefiro começar o partido do zero no Rio" e "vou expulsar fulano".
Os parlamentares também acusam os dirigentes de querer constituir apenas "comissões provisórias formadas por aqueles que lhe forem submissos, visando obter o controle absoluto do Partido."
No TSE, o processo foi remetido ao gabinete do ministro Ricardo Lewandowski, que se aposenta nesta terça-feira (11).
Ao ser questionado se Daniela Carneiro corria o risco de perder a pasta do Turismo, o ministro do Desenvolvimento, Wellington Dias (PT), afirmou que "a composição do governo depende de entendimento entre líderes e partidos".

Para ele, não fragiliza a permanência de Daniela Carneiro no governo a partir da desfiliação do União Brasil. "Ela tem o seu mérito. O conjunto de líderes tem uma relação. Tudo isso vai ser levado em conta."

O outro lado
O presidente da União Brasil, Luciano Bivar (PE), afirmou ao G1 que é uma prerrogativa do partido articular com os diretórios uma política única. “Se quer fazer uma política diversa do partido, o partido pode usar dos meios para buscar o alinhamento”.
Segundo Bivar, o problema do Rio é local e o partido não quer interferir, mas o diretório não pode se comportar à revelia da direção nacional.
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Após aprovação de contas de Rosinha, Wladimir reforça pacificação com Bacellar
16/03/2023 | 09h25
Wladimir postou foto com Bacellar
Wladimir postou foto com Bacellar / Reprodução-Instagram
Após a aprovação das contas da sua mãe na Câmara, o prefeito de Campos, Wladimir Garotinho (sem partido), fez questão de postar uma mensagem fortalecendo laços com o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (PL), na manhã desta quinta-feira (16). Na foto postada, em que os dois aparecem abraçados, alguns detalhes chamam a atenção como o reflexo no vidro que parece revelar a presença no encontro dos vereadores Helinho Nhaim (Adir), primo do prefeito, e o presidente da Câmara de Campos e irmão de Rodrigo, Marquinho Bacellar (SD).
O Blog tentou confirmar a presença dos dois e quando a foto foi tirada. A especulação é de que a imagem tenha sido registrada na última terça-feira, mesmo dia em que o prefeito também postou a foto do seu encontro com o governador Cláudio Castro, usando uma roupa bem semelhante (veja abaixo). Também na mesma terça, Marquinho e Helinho não participaram da sessão da Câmara. Após o término da sessão por volta das 18h, eles se reuniram com aliados na Casa. Fontes ligadas a Helinho confirmam que ele estava no Rio de Janeiro.

Além dos 13 vereadores da base, as contas de 2016 da ex-prefeita Rosinha Garotinho (União) tiveram votos favoráveis de quatro edis do grupo oposição/ independentes: Helinho Nahim (Agir), Bruno Vianna (PSD), Luciano Rio Lu (PDT) e Marquinho do Transporte (PDT), articulados pelo deputado Rodrigo a pedido do governador Cláudio Castro, como o próprio Helinho fez questão de falar na tribuna.

Postagem de Wladimir
Postagem de Wladimir / Reprodução-Instagram


As contas da ex-prefeita haviam sido reprovadas em 2018, na legislatura passada, mas a votação foi anulada em 2021 pela maioria dos vereadores que estão neste mandato na Casa. Com parecer contrário do Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Rio de Janeiro, as contas precisavam de, pelo menos, 17 votos para reverter a recomendação pela rejeição.
Wladimir em reunião no Palácio Guanabara
Wladimir em reunião no Palácio Guanabara / Reprodução - Instagram
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Após aprovação de contas de Rosinha, Wladimir reforça pacificação com Bacellar
16/03/2023 | 08h45
Wladimir postou foto com Bacellar
Wladimir postou foto com Bacellar / Reprodução-Instagram
Após a aprovação das contas da sua mãe na Câmara, o prefeito de Campos, Wladimir Garotinho (sem partido), fez questão de postar uma mensagem fortalecendo laços com o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (PL), na manhã desta quinta-feira (16). Na foto postada, em que os dois aparecem abraçados, alguns detalhes chamam a atenção como o reflexo no vidro que parece revelar a presença no encontro dos vereadores Helinho Nhaim (Adir), primo do prefeito, e o presidente da Câmara de Campos e irmão de Rodrigo, Marquinho Bacellar (SD).
O Blog tentou confirmar a presença dos dois e quando a foto foi tirada. A especulação é de que a imagem tenha sido registrada na última terça-feira, mesmo dia em que o prefeito também postou a foto do seu encontro com o governador Cláudio Castro, usando uma roupa bem semelhante (veja abaixo). Também na mesma terça, Marquinho e Helinho não participaram da sessão da Câmara. Após o término da sessão por volta das 18h, eles se reuniram com aliados na Casa. Fontes ligadas a Helinho confirmam que ele estava no Rio de Janeiro.

Além dos 13 vereadores da base, as contas de 2016 da ex-prefeita Rosinha Garotinho (União) tiveram votos favoráveis de quatro edis do grupo oposição/ independentes: Helinho Nahim (Agir), Bruno Vianna (PSD), Luciano Rio Lu (PDT) e Marquinho do Transporte (PDT), articulados pelo deputado Rodrigo a pedido do governador Cláudio Castro, como o próprio Helinho fez questão de falar na tribuna.

Postagem de Wladimir
Postagem de Wladimir / Reprodução-Instagram



As contas da ex-prefeita haviam sido reprovadas em 2018, na legislatura passada, mas a votação foi anulada em 2021 pela maioria dos vereadores que estão neste mandato na Casa. Com parecer contrário do Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Rio de Janeiro, as contas precisavam de, pelo menos, 17 votos para reverter a recomendação pela rejeição.
Wladimir em reunião no Palácio Guanabara
Wladimir em reunião no Palácio Guanabara / Reprodução - Instagram
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Alerj instala Comissão de Agricultura com Jair na vice-presidência
03/03/2023 | 03h50
Foto: Rafael Wallace
Como previsto pelo próprio Jair Bittencourt (PL) e anunciado aqui, o deputado ficou com a vice-presidência da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A eleição do itaperunense aconteceu nessa quinta-feira (02), quando também foi escolhido o parlamentar Val Ceasa (Patriota) para a presidência.
O colegiado integra as Comissões Permanentes da Casa, que são responsáveis por dar parecer sobre temas abordados em projetos ou mensagens, além de realizar audiências públicas para discutir assuntos de interesse parlamentar e da população fluminense.
Para o presidente da Comissão, a criação de políticas públicas para auxiliar os pequenos produtores é fundamental.

— Os produtores colhem mercadoria e, muitas vezes, não há muito local para vender e escoar esses materiais. Precisamos visitar os produtores, investir neles, queremos fomentar ajuda ao pequeno produtor, que chega à capital e enfrenta muitos desafios — afirmou Val Ceasa.

Os deputados Bernardo Rossi (SD), Cláudio Caiado (PSD) e Vitor Júnior (PDT) também compõem o colegiado como integrantes efetivos.
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Como adiantado por Bacellar, Jair não volta para a Agricultura de Castro
03/02/2023 | 07h25
Como adiantado pelo novo presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (PL), Jair Bittencourt não vai voltar à secretaria estadual de Agricultura, cargo que foi nomeado logo no início do segundo mandato de Claudio Castro (PL). Jair havia conquistado a secretaria dentro de um acordo, feito no fim do ano passado, para abrir mão de se candidatar ao cargo maior da Alerj. Como mudou de ideia de última hora e chegou a lançar a sua candidatura, até então, deve ficar de fora do governo.
— A princípio, acho que não. Eu acho que com esses movimentos aí, a gente tem que aguardar as tratativas de governo — disse Bacellar sem esconder que atitude Jair não passaria sem consequências. “Não vai ter retaliação, mas vai ter reconstrução de confiança, de trato, de convivência, que no seu devido momento vai se ajeitar”, falou à imprensa nessa quinta-feira (02).
Segundo a Berenice Seara, Jair não só fica de fora do governo do estado, mas também perdeu o poder de indicação de seu sucessor na Secretaria de Agricultura.
“Quem vai assumir a pasta é o Doutor Flávio (PL), ex-prefeito de Paracambi e marido da atual prefeita, Lucimar Ferreira (PL). Ele é primeiro suplente do Partido Liberal na Câmara dos Deputados, e também irmão do deputado Doutor Deodalto”, escreveu Berenice.
Vale lembrar que Deodalto chegou a apoiar a candidatura de Jair, que foi retirada. Outro que também teria se oposto, incialmente, a chapa de Bacellar foi Doutor Serginho (PL). Após ser exonerado da secretaria estadual de Ciência e Tecnologia para tomar posse na Alerj, chegou a cogitar, orientado pelas lideranças do seu partido, a não voltar para a pasta de Castro.
Apontado por Bacellar, como sendo o interlocutor da união das chapas, parece não ter sido “punido”, já que vai ser o líder do Governo na Assembleia, cargo que geralmente é acumulado pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que fica com Rodrigo Amorim (PTB).
No fim das contas, até agora, a que tudo indica, o maior prejudicado com a frustrada candidatura foi Jair, que chegou a afirmar para este blog que era “zero a possiblidade de recuar” na disputa contra Bacellar”. Não, só recuou como teve se explicar afirmando que não tramou contra quem fez questão de chamar de meu presidente.
Jair tem afirmado que não vai deixar de ser da base de Castro. Ao ser procurado nesta sexta-feira (03), ele falou que vai conversar com o “pessoal” ainda, mas que retirou a candidatura em comum acordo. “Somos da base”.
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Antes da posse, Bacellar e Bittencourt falam da expectativa à eleição da presidência
01/02/2023 | 04h36
Antes do início da sessão de posse dos deputados na Alerj, na tarde desta quarta-feira (01), os dois candidatos à presidência da Casa, Rodrigo Baccelar e Jair Bittencourt, falaram sobre a expectativa para a eleição desta quinta, marcada por um racha entre os dois. O discurso de ambos foi pelo diálogo e respeito à democracia.
Rodrigo disse que vê com muita tranquilidade o fato de duas chapas estarem disputando a Mesa Diretora.
— Agradecer a Deus e ao povo do estado por mais uma recondução que se inicia hoje. Dizer com muita tranquilidade que a expectativa é a melhor possível. Essa é uma Casa plural e democracia pede sempre que se tenha o contraditório. Vamos disputar dentro da legalidade, como manda a política da boa vizinhança, mas deixando claro que amanhã (quinta) quando encerrado o resultado da eleição, tudo volta ao normal. Não tem retaliação, não tem revanchismo, quem ganhar tem que entender que é presidente de mais 69 colegas parlamentares e que o Rio de Janeiro precisa ainda crescer muito. Então a gente precisa estar aqui para dar suporte ao governador Cláudio Castro e também fiscalizar e de cobrar ações efetivas para quem ganhe seja o povo fluminense — comentou Rodrigo Bacellar.
Jair falou que tem a missão de continuar o “trabalho democrático que já vem realizando como vice da Alerj”.
— Eu disputo à presidência com um orgulho enorme, porque na minha chapa tem o PCdoB, o PT, o PSOL, o PL, o PDT, talvez o MDB, e tantas outras siglas, mostrando a diversidade do voto na Alerj. O parlamento é isso, é conversa, é debate, onde tem oposição, tem situação; tem crítica e tem apoio, mas, acima de tudo, tem respeito ao parlamentar. Parlamentar é eleito pelo povo, então quem bota e quem tira parlamentar é a população. Se Deus quiser, amanhã teremos uma vitória expressiva, abençoada por Deus para que o nosso parlamento seja livre e democrático — declarou Bittencourt.
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PT e PSOL decidem em reuniões se vão de Bacellar ou de Jair à presidência da Alerj
01/02/2023 | 02h35
Sessão da Alerj
Sessão da Alerj / THIAGO LONTRA
Com dois candidatos de direita e do PL, ligados ao governador Cláudio Castro pelo menos até segunda ordem, a disputada acirrada à presidência Alerj tem flerte certo com os partidos de esquerda para fechar a conta que dará a vitória ou a Rodrigo Bacellar ou a Jair Bittencourt, que rachou com colega de partido após insatisfação para as indicações à chapa que seria única e Comissões da Casa.
Pelo PT, sete deputados eleitos, mais um nome do PCdoB, estão reunidos nesta quarta-feira, antes da posse na Alerj, para a definição final de votos na eleição da mesa diretora.
Segundo o “Extra”, Rodrigo Bacellar acha que pode contar com os votos de Zeidan, Renato Machado e Dani Balbi. Jair acredita que pode contar com todos os oito votos da federação PT/PCdoB.
Na chapa montada por Jair, a primeira secretaria contaria com um nome do PT. A definição não deve passar sem que o atual presidente da Alerj, André Ceciliano (PT) opine, cujo filho, Andrezinho, pode ficar com este cargo, que funciona como uma espécie de prefeitura do legislativo.
Quem também tem reunião marcada para a tarde desta quarta-feira é o PSOL. Quatro dos cinco deputados estaduais do partido já decidiram votar em Bittencourt, e tudo se encaminha para um 4 a 1 na legenda. O partido decide apenas se libera o quinto integrante da bancada para marcar posição com a abstenção ou se todos os cinco deverão votar de acordo com a decisão da maioria.
No PSB está cada um para um lado: Jari está apostando as fichas em Rodrigo Bacellar, enquanto o decano da Casa, Carlos Minc, vai com Jair.
Depois do PL com 17 deputados, a bancada do União é a maior com oito parlamentares, que Jair diz já ter o apoio de quatro., seguido pelo PSD com seis e PSOL com cinco. O PP contará com quatro deputados, enquanto o Republicanos e o Solidariedade terão três deputados cada um. Os partidos com dois representantes na Alerj são PSB, PROS, MDB, PDT e Podemos. Já Avante, PMN, Patriota, Agir, PSC, PTB, PCdoB contam com um parlamentar, cada legenda.
Os dois candidatos têm cabos eleitorais de fora da Assembleia Legislativa, com as lideranças do PL tendendo mais para Jair. Entre os 17 deputados, nove assinaram documento de apoio a Jair, que mais cedo falou em ter 34 nomes garantidos entre os 70 deputados, na expectativa de virar o jogo até o fim do dia. O grupo de Bacellar fala que já tem 44, mas com quatro não totalmente certos.
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Jair fala em zero acordo com Bacellar, mas diz que segue na base de Castro, ganhando ou perdendo
01/02/2023 | 11h30
Jair Bittencourt e Rodrigo Bacellar
Jair Bittencourt e Rodrigo Bacellar / Reprodução rede social
Candidato à presidência da Alerj, o deputado estadual Jair Bittencourt (PL) disse ao Blog, na manhã desta quarta-feira (1º), que já conta com 34 nomes, dos 70 deputados, para a sua eleição e que a expectativa é de outros apoios do próprio PL e União Brasil, os dois partidos com maiores bancadas, chegando ao longo do dia. Jair diz ser zero a possibilidade de recuo na disputa direta com Rodrigo Bacellar e afirma que seguirá na base do governador Cláudio Castro, ganhando ou perdendo a eleição da Mesa.
“Já temos a maioria do PL com 9 dos 17 deputados, mas acredito que outros ainda vão vir, pois estavam comigo antes”, destacou Bittencourt, se referido ao fato dele antes de ser nomeado secretário de Agricultura de Castro, era candidato à presidência da Alerj, disputa que reassume contra Bacellar, a quem credita o racha pela má condução nas articulações para a escolha da chapa, que seria única, e nas comissões da Assembleia.
A base de Castro não resistiu, na Alerj, ao abalo, e os de direita insatisfeitos se juntam aos deputados de centro e esquerda, PT e PSOL, em prol do nome de Jair. Segundo Bittencourt, as escolhas de Bacellar para a primeira secretaria da Assembleia e para Comissão Constituição e Justiça e o pouco espaço de protagonismo ao próprio PL foram o que resultou na divisão interna.
O grupo de Rodrigo até prometeu rever o nome Rosenverg Reis (MDB) para primeira secretaria, pois a queixa é que MDB, que só tem dois deputados na Casa para 2023 e pouca expressão na bancada, não poderia ocupar um cargo tão expressivo na Mesa. No lugar dele entraria Dr. Deodalto do PL, que também não foi bem aceito, segundo Jair, pelos que o apoiam. Mas a chapa de Rodrigo estaria irredutível a outras mudanças e as permanências de Pedro Brazão (União), à primeira vice-presidência da Mesa, e de Rodrigo Amorim (PTB) para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante da Casa, não são aceitas pelo grupo de Jair.
Na chapa montada por Jair, a primeira vice-presidência da Alerj ficaria com Célia Jordão (PL), a primeira secretaria com um nome do PT que, segundo Bittencourt, o partido ainda definirá. No A definição deve passar pelo atual presidente da Alerj, André Ceciliano (PT), cujo filho, Andrezinho, teria, inicialmente, conforme informações de bastidores, uma vaga na chapa de Bacellar para a mesa diretora. Agora, é ver se Andrezinho vai ficar com a primeira secretaria, cargo que funciona como uma espécie de prefeitura do legislativo.
Na mesa de Jair, segundo ele, também estará a deputada Lucinha (PSD). A indicação faz parte da articulação com o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), que apoia à candidatura de Jair.
Para a CCJ, cargo pleiteado por Rodrigo Amorim (PTB), único do seu partido eleito à Alerj, o nome na articulação de Jair é Dr. Serginho do PL, que foi nomeado secretário estadual de Ciência e Tecnologia de Castro, mas colocou o seu cargo, assim como Bittencourt fez na Agricultura, à disposição do governador.
Desafeto do PSOL, e alvo de insatisfação na indicação à CCJ, como mostra a coluna Ponto Final da Folha desta quarta, Amorim resiste com o apoio dos deputados do Podemos, Republicanos, Solidariedade, Avante, Agir e PMN. Eles fizeram uma aliança e pelos critérios de proporcionalidade, previstos no regimento interno da Alerj, têm mais espaços nas comissões permanentes e nas CPIs a serem instaladas.
Ocupações de maiores relevâncias, de acordo com Jair, podem ter com a sua chapa, o União Brasil, como por exemplo, Filipe RR Soares, líder do partido, que também encabeçou o movimento contra a candidatura única de Bacellar. Depois do PL, a bancada do União é a maior com oito parlamentares, que Jair diz já ter o apoio de quatro. Pelo PT, são sete deputados eleitos, seguido pelo PSD com seis e PSOL com cinco. O PP contará com quatro deputados, enquanto o Republicanos e o Solidariedade terão três deputados cada um. Os partidos com dois representantes na Alerj são PSB, PROS, MDB, PDT e Podemos. Já Avante, PMN, Patriota, Agir, PSC, PTB, PCdoB contam com um parlamentar, cada legenda.
O racha causado pelas candidaturas de Jair e Rodrigo não dividem apenas o PL, mas, como já falamos, o União Brasil. Mesmo o PT-PCdoB não está unido, embora João Maurício e André Ceciliano tenham entrado em cena para defender Bittencourt. As divergências afetam ainda os seis parlamentares do PSD e até os dois do PDT. Já os eleitos do PSOL,  partido de oposição ao governo, avaliavam, até a manhã desta quarta, votar em Jair ou se abster.
Rodrigo diz ao "Extra" que será presidente de todos deputados 
A Folha tem tentado contato frequente com Rodrigo Bacellar para falar sobre a disputa, mas não tem recebido retorno. Aliados ao campista garantem ter o apoio de 44 dos 70 votos. Mesmo contando com a possibilidade de perder até três deputados, afirma ter maioria sólida para conquistar a eleição da Mesa Diretora nesta quinta-feira (02).
Wladimir com Bacellar, Chico Machado e Jair Bittencourt
Wladimir com Bacellar, Chico Machado e Jair Bittencourt / Divulgação
À colunista Berenice Seara do “Extra", Bacellar disse que, se for eleito, pretende ser o presidente de todos os deputados. Mas que não vai aceitar que o PL retalie os seus eleitores e que vai usar o regimento interno para protegê-los. 
— Não é a postura ideal, a que eu gostaria de ter como presidente. Mas se for necessário proteger os meus pares, em especial os que estão chegando, a gente vai fazer o que está previsto no regimento. É o meu lema, o que faz parte da minha personalidade: no diálogo, leva tudo; agora, na pressão, não passa nada — disse Bacellar ao "Extra".
Para dar uma demonstração de força já na posse, marcada para esta tarde, segundo Berenice, todos os deputados que apoiam a eleição de Bacellar vão entrar em plenário, no Palácio Tiradentes, identificados. E, no fim, farão uma foto revelando o conjunto de eleitores dispostos a levar à presidência o candidato escolhido pelo governador Cláudio Castro (PL).
Os deputados eleitos para a 13ª Legislatura da Alerj serão empossados nesta quarta-feira, às 15h, em sessão solene no Plenário Barbosa Lima Sobrinho, no Palácio Tiradentes, antiga sede da Assembleia. Já nesta quinta, no mesmo horário, será a eleição.
Além de Bacellar e Jair, tomam posse os deputados também da região Bruno Dauaire (União), Thiago Rangel (Podemos), Chico Machado (Solidariedade) e Carla Machado (PT).
*Com informações complementares do "Dia" e "Extra".
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