Ponto Final - Robson Vieira comanda a secretaria de Agricultura
- Atualizado em 16/05/2019 09:05
Novo secretário de Agricultura
Fruto da aliança entre o deputado João Peixoto (DC) com o prefeito Rafael Diniz (PPS), visando reforçar o governo para a disputa das eleições municipais de 2020, Campos terá um novo secretário de Agricultura: Robson Correa Vieira. Mas conhecido como Robinho, ele é técnico de agropecuária e servidor de carreira na Agricultura, concursado desde 1999. Antigo titular da pasta, o ex-vereador Nildo Cardoso (DEM) permanecerá no governo para se dedicar a um projeto pessoal e de grande importância aos produtores rurais de Campos e região: reativar as instalações da antiga Ceasa, às margens da BR 101, próximo ao aeroporto da cidade.
João indica, Jorginho põe fé
Secretário municipal de Agricultura com passagem exitosa no governo Arnaldo Vianna, foi João Peixoto quem indicou o novo ocupante da pasta no governo Rafael. Ontem, em entrevista ao programa Folha no Ar, da Folha FM 98,3, o vereador Jorginho Virgílio (PRP) admitiu seu entusiasmo com a parceria do experiente deputado estadual, a quem ajudou a se reeleger em 2018, com o jovem prefeito. A aliança foi anunciada no Ponto Final do último dia 5. Fruto dela, o nome de Robinho na Agricultura, assim como a importância da nova missão de Nildo no governo, foram levantados por Murillo Dieguez em sua coluna na Folha do último dia 10.
Gil fica no PSL
Também no Folha no Ar da última segunda (13), quando o programa entrevistou o secretário de Saúde Abdu Neme (PR), foi levantada a hipótese de que o deputado estadual Gil Vianna (PSL) poderia se mudar ao PSC do governador Wilson Witzel. Os rumores ganharam força após a foto principal da capa da Folha de ontem (15), com Gil ao lado de Witzel e dos policiais do 8º BPM de Campos, responsáveis pela maior apreensão de maconha feita este ano no Estado. Ontem, Gil confirmou à coluna que já foi sondado por colegas da Alerj para ir ao PSC, assim como outros partidos. Mas garantiu: “Vou desfrutar a eleição a prefeito de Campos no PSL”.
Protestos da educação
“Idiotas úteis, uns imbecis usados como massa de manobra”. Em Dallas, no Texas, foi assim que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) se referiu aos milhares de brasileiros que saíram ontem às ruas de cerca de 190 cidades do país, incluindo Campos, para protestar contra os cortes federais na Educação. Também ontem o ministro da pasta, Abraham Weintraub, foi obrigado a explicar os cortes na Câmara Federal. Foi no dia seguinte ao Centrão se aliar à oposição para derrotar o governo e aprovar a convocação de Weintraub por 307 votos a 82. O placar foi uma prévia do que a política real pode fazer com quem pensa poder governar pelas redes sociais.
Bolas fora
Bolsonaro alegou nos EUA que os manifestantes no Brasil não saberiam a fórmula da água ou multiplicar 7 x 8. E mostrou ignorar o inc. XVI do Art. 5 da Constituição: “todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente”. Verdade que atos como a queima de pneus em frente à Uenf, fechando a av. Alberto Lamego, afetaram quem nada tinha nada com a história. Mas cujo direito de ir e vir tem que ser tão respeitado quanto o de protestar.
Tiros e alvos
Quando classifica seus críticos de “idiotas úteis” ou “imbecis usados em massa manobra”, Bolsonaro endossa quem usa os mesmos termos para classificar os milhões brasileiros que apoiam seu governo — em número menor a cada nova pesquisa. Como definiu a deputada do PSL e autora do pedido de impeachment de Dilma, Janaína Paschoal, é uma reedição de “sinal trocado” do “nós contra eles” proposto pelo PT em passado recente. E nada indica que terá fim diferente. Na cidade texana famosa por ter sido palco do tiro contra a cabeça do presidente dos EUA Jonh Kennedey, seu colega brasileiro pode ter dado mais um tiro no pé.
Chikungunya
Com o aumento de casos de chikungunya em Campos e região, o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD) solicitou, na quarta-feira, ao secretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Edmar Santos, e ao ministro da Saúde, Luiz Mandetta, a instalação de um Hospital de Campanha na cidade. O mais recente Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes Aegypti (LIRAa), do Ministério da Saúde, aponta que o índice médio de infestação no município campista cresceu de 1,2% em fevereiro para 4,4%, considerado de alto risco, e os casos de chikungunya ultrapassaram 2,5 mil no primeiro quadrimestre de 2019.
Charge do dia:
 
José Renato

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