Wladimir postou foto com Bacellar
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Após a aprovação das contas da sua mãe na Câmara, o prefeito de Campos, Wladimir Garotinho (sem partido), fez questão de postar uma mensagem fortalecendo laços com o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (PL), na manhã desta quinta-feira (16). Na foto postada, em que os dois aparecem abraçados, alguns detalhes chamam a atenção como o reflexo no vidro que parece revelar a presença no encontro dos vereadores Helinho Nhaim (Adir), primo do prefeito, e o presidente da Câmara de Campos e irmão de Rodrigo, Marquinho Bacellar (SD).
O Blog tentou confirmar a presença dos dois e quando a foto foi tirada. A especulação é de que a imagem tenha sido registrada na última terça-feira, mesmo dia em que o prefeito também postou a foto do seu encontro com o governador Cláudio Castro, usando uma roupa bem semelhante (veja abaixo). Também na mesma terça, Marquinho e Helinho não participaram da sessão da Câmara. Após o término da sessão por volta das 18h, eles se reuniram com aliados na Casa. Fontes ligadas a Helinho confirmam que ele estava no Rio de Janeiro.
Além dos 13 vereadores da base, as contas de 2016 da ex-prefeita Rosinha Garotinho (União) tiveram votos favoráveis de quatro edis do grupo oposição/ independentes: Helinho Nahim (Agir), Bruno Vianna (PSD), Luciano Rio Lu (PDT) e Marquinho do Transporte (PDT), articulados pelo deputado Rodrigo a pedido do governador Cláudio Castro, como o próprio Helinho fez questão de falar na tribuna.
Postagem de Wladimir
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Reprodução-Instagram
As contas da ex-prefeita haviam sido reprovadas em 2018, na legislatura passada, mas a votação foi anulada em 2021 pela maioria dos vereadores que estão neste mandato na Casa. Com parecer contrário do Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Rio de Janeiro, as contas precisavam de, pelo menos, 17 votos para reverter a recomendação pela rejeição.
Wladimir em reunião no Palácio Guanabara
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Reprodução - Instagram
O secretário de Agricultura de Campos e professor, Almy Júnior, estará no Folha no Ar desta quinta-feira (16), ao vivo, a partir das 7h. Entre os assuntos estará a recuperação de estradas vicinais e pontes, em parceria com o Governo do Estado, para o escoamento da produção rural.
A pasta também está organizando a compra de produtos locais para abastecer escolas e instituições do município. Outro assunto em alta é a possibilidade de reativação da Central de Abastecimento de Campos, cujo projeto está em discussão.
Para acompanhar e interagir com o Folha no Ar é só sintonizar na Folha FM 98,3 ou acessar o site e redes sociais da rádio.
Álvaro Oliveira
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Rodrigo Silveira
O líder do governo Álvaro Oliveira (PSD) segue participando de conversas na manhã desta quarta-feira (15) na Câmara, onde mais tarde, às 17h, está prevista para acontecer a votação das contas de 2016 da ex-prefeita de Campos, Rosinha Garotinho (União), que teve parecer contrário do Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Rio de Janeiro e também, chegou a ser, rejeitada na Legislatura passada, tendo a votação anulada pela maioria dos atuais vereadores, que entendeu não ter sido dado à ex-prefeita o amplo direito à defesa.
— Quando se fala em acordo, se pensa em acordos não republicanos, mas o convencimento é acordo. O que estamos fazendo é mostrando aos vereadores que as contas da ex-prefeita tiveram o parecer contrário do TCE porque a gestão que a sucedeu não enviou as documentações necessárias ao Tribunal. Estamos mostrando que todos os questionamentos feitos foram sanados — destacou o líder do governo, ressaltando estar confiante em um consenso. “Nós estamos buscando o consenso, não trabalho a hipótese de não ter consenso. Temos sempre que procurar o melhor. E o melhor é sempre pensar positivo”, completou.
Com as contas voltando à pauta nesta quarta, são necessários 17 votos dos vereadores para reverter o parecer do TCE e aprovar os dados financeiros da gestão de 2016 de Rosinha. Com uma base formada pela maioria simples de 13 dos 25 vereadores, o prefeito Wladimir Garotinho (sem partido) tem buscado mais apoio para aprovar as contas da mãe.
A palavra de ordem entre os vereadores dos dois grupos é não polemizar, no momento, o debate sobre a pauta e qualquer acordo mais amplo que possa ter existido, até para que não haja ruídos que atrapalhem as negociações e, consequente, aprovação das contas.
Prova de fogo A Câmara de Campos promete viver na sessão desta quarta--feira, às 17h, mais uma prova de fogo da pacificação entre o prefeito Wladimir Garotinho (sem partido) e o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (PL). No entanto, se o que está sendo desenhado nos bastidores desde essa terça-feira se confirmar, o clima promete ser menos tenso do que se imaginava sobre a votação das contas da ex-prefeita Rosinha Garotinho (União), relativas a 2016. A véspera da apreciação na Câmara foi marcada por um encontro do filho de Rosinha com o governador Cláudio Castro (PL), a quem Wladimir chamou de amigo e é o responsável pelo acordo selado entre os dois grupos políticos campistas.
De cima Mesmo Wladimir já tendo a maioria simples na Câmara com 13 dos 25 vereadores, algumas questões dependem de uma base maior, como é o caso da votação das contas da mãe dele, que, para ter revertido o parecer contrário do Tribunal de Contas do Estado (TCE), precisa de 17 votos, independentemente de haver por parte da Comissão de Finanças do Legislativo um parecer favorável à aprovação. Nos bastidores, antes do encontro com Castro, se falava que o prefeito não teria, até a tarde dessa terça, os votos necessários para a aprovação e, por isso, estava tentando, por cima, adiar a votação ou até conseguir reunir o quantitativo suficiente de vereadores.
Clima diferente Após o encontro no Rio, na Câmara de Campos, o clima já teria mudado nessa terça-feira, inclusive com especulações de que a pacificação pode estar de volta. Vereadores da base do prefeito já estavam apostando acima dos 17 votos. O presidente da Câmara, Marquinho Bacellar, não presidiu e nem participou da sessão dessa terça, chegando após o encerramento e se reunindo imediatamente com os vereadores que formam o grupo da oposição/independentes, que foi desfalcado com a ida à base dos vereadores Nildo Cardoso (União) e Abdu Neme (Avante). A entrada dos dois no governo revelou fragilidades do ex-grupo e a busca por espaço ficou evidenciada.
Impasse O clima, que já não era dos melhores, piorou com o anúncio de Marquinho, no dia 7 de março, de que as contas de Rosinha entrariam na semana seguinte. O vereador da base Juninho Virgílio (União) disse ter sido surpreendido e chegou a pedir que fosse adiada a votação das contas, mas a presidência da Câmara sinalizou que a Mesa não ia acatar a solicitação. “Não farei parte de uma pacificação que parece que não teremos pacificação”, disparou Juninho. Com a manutenção da pauta e o discurso irredutível de Marquinho, as articulações parecem mais uma vez ter saído da esfera municipal com o novo reforço de Castro.
“Muita calma nessa hora” Além de Marquinho, outro vereador que não participou da sessão dessa terça foi Helinho Nahim (Agir), que assina o parecer da Comissão de Finanças favorável à aprovação das contas e também estava reunido nessa terça com o presidente da Câmara, inclusive chegando com ele ao plenário. Mesmo se Helinho, primo de Wladimir, desse o voto seguindo o seu próprio parecer, o prefeito seguiria sem votos suficientes. Vereador autodeclarado independente, Helinho se absteve na votação no início de 2021, que suspendeu a reprovação das contas da prefeita pela legislatura anterior, em 2018. Ao ser questionado sobre a votação desta quarta, soltou um “muita calma nessa hora”.
Atestado Outra ausência na sessão foi a do vereador Marcione da Farmácia (União), que apresentou um atestado médico de três dias, o que o deixaria de fora da sessão para avaliação das contas da ex-prefeita. No entanto, na contagem necessária de 17 votos para reverter o parecer pela reprovação dado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), o líder do governo não descarta a presença de Marcione, já que, segundo o próprio Álvaro Oliveira, o vereador do União teria passado por um procedimento de saúde, que, caso recuperado nesta quarta, não o impossibilitaria de participar virtualmente no sistema híbrido.
Esperança renovada Se o acordo para a aprovação das contas virá, só nesta quarta deve ser de fato revelado. A custo de que talvez não fique tão claro quanto. Mas, o que se ouviu dos bastidores da Câmara foi uma espécie de comemoração com gritos festivos com a chegada de Marquinho após a tal reunião secreta. A análise feita pelos próprios vereadores, com a votação mantida, Marquinho não sairia enfraquecido e a solução, baseada no diálogo, seria mais alguns edis seguirem o parecer da Comissão de Finanças da Casa e votar pela aprovação. No fim, ainda foi possível ouvir nos corredores da Câmara alguém cantando: “É ela que renova as esperanças”, jingle de campanha conhecido de Rosinha.
E Rafael? Com as novas movimentações na Câmara, as atenções também se voltam à recomendação do TCE para a reprovação das contas do ex-prefeito Rafael Diniz (Cidadania), referentes ao seu último ano de governo, 2020. Elas também têm parecer da Comissão de Finanças da Casa, que manteve a rejeição por 2 votos a 1, segundo informou a Procuradoria Geral da Câmara. Para reverter, seriam necessários, assim como no caso de Rosinha, 17 votos no plenário. Segundo a Procuradoria, o ex-prefeito ainda será intimado a apresentar as alegações finais se manifestando contra o parecer, estando assim as contas aptas a serem pautadas. Agora, é esperar para ver se o acordo a Rosinha valerá a Rafael.
A Câmara de Campos realiza nesta terça-feira, a partir das 17h, mais uma sessão. Com o expediente divulgado, na pauta não há nada, aparentemente, muito polêmico, diferente do teor da Ordem do Dia desta quarta-feira (15), também já revelado, quando está prevista a votação, em turno único, as contas da ex-prefeita de Campos, Rosinha Garotinho (União), referente ao ano de 2016.
O Projeto de Decreto Legislativo Nº 0009/2023, da Comissão de Finanças e Orçamento da Casa, “dispõe sobre a aprovação da prestação de contas do poder Executivo do Município de Campos dos Goytacazes, do exercício financeiro de 2016, em contrário ao parecer prévio do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro.
O Blog teve acesso ao parecer da Comissão de Finanças, de maio de 2021, que teve dois votos favoráveis para que as contas sejam aprovadas, assinado pelos vereadores Pastor Marcos Elias e Helinho Nahim, que formaram maioria na Comissão, composta também, até então, por Maicon Cruz. (Confira abaixo)
Apesar do parecer favorável da Comissão para a aprovação, o parecer do TCE só pode ser revertido com 17 votos dos vereadores. Mesmo se Helinho, primo de Wladimir Garotinho, der o seu voto nesta quarta seguindo o seu próprio parecer, o prefeito passaria a contar com 14 votos favoráveis à sua mãe.
Wladimir tem a maioria simples na Câmara com 13 dos 25 vereadores. Vereador autodeclarado independente, Helinho foi procurado pelo blog para comentar a votação desta quarta-feira, mas ainda não retornou o contato. Vale lembrar que ele se absteve na votação no início de 2021, que suspendeu a reprovação das contas da prefeita pela legislatura anterior, em 2018. A alegação dos advogados de Rosinha, na época, foi a de que aconteceu o cerceamento da defesa durante o processo no Legislativo.
Em março de 2018, o TCE emitiu parecer pela reprovação das contas da ex-prefeita relativas ao ano de 2016, depois que os técnicos da Corte constataram sete irregularidades. Entre elas, estão: despesas no total de R$ 210,5 milhões sem a devida cobertura orçamentária; abertura de créditos adicionais sem cobertura suficiente, o que gerou déficit de R$ 94,9 mil; além de déficit financeiro na casa dos R$ 220,3 milhões.
No parecer assinado por Marcos Elias e Helinho, enviado a todos os vereadores, parte da conclusão diz que: “Da análise realizada, não se constatou a existência de desvio capaz de comprometer o equilíbrio orçamentário do exercício, especialmente considerando que os apontamentos feitos pelo Tribunal de Contas, ao que nos parece, com as devidas vênias, não estariam aptos a comprometer toda a gestão. Depreende-se que as conclusões exaradas pela Corte de Contas podem ser relativizadas, parte delas, pela brusca queda de arrecadação vivenciada por todos os municípios do estado naquele momento. Por todo o exposto, não restou comprovado prática de ato de gestão ilegal, ilegítimo ou antieconômico, dano ao erário decorrente de ato de gestão ilegítimo ou antieconômico ou desfalque ou desvio de dinheiros, bens ou valores públicos”.
O Folha no Ar recebe, nesta quarta-feira (15), o superintendente da Rede Campos de Saúde Pública, o infectologista Charbell Kury. Um dos assuntos, e a maior preocupação no momento, é a dengue que contabiliza 701 casos confirmados, sendo um óbito no município, que se encontra em situação epidêmica para a doença. O próximo bairro a receber o grande mutirão de combate ao Aedes aegypti será o Jockey Club, na quinta-feira (17).
O médico vai falar também da necessidade de mais adesão à vacinação bivalente contra a Covid-19 e, ainda, trazer informações sobre a gripe aviária. Não há casos na cidade, mas a confirmação no exterior tem preocupado as autoridades sanitárias do Brasil, que já emitiram alerta.
O Folha no Ar pode ser acompanhado, ao vivo, a partir das 7h, não só na Folha FM 98.3, mas também no site e redes sociais da rádio.
Wladimir em reunião no Palácio Guanabara
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Reprodução - Instagram
Wladimir em reunião no Palácio Guanabara / Reprodução - Instagram
Com a pacificação na política de Campos estremecida nas últimas semanas, o prefeito Wladimir Garotinho (sem partido) esteve nesta terça-feira (14), com o governador Cláudio Castro (PL), a quem é atribuída a costura para a harmonia entre os grupos dos Garotinho e Bacellar.
— Agenda boa no Palácio Guanabara! Amizade, respeito e compromisso entre aqueles que pensam no bem da população. Vem mais coisa boa por aí — postou o prefeito, que estava acompanhado do seu vice Frederico Paes, ao lado também do deputado estadual Rosenverg Reis e do secretário estadual de Transporte, Washington Reis.
A visita ao governador acontece na véspera de mais um embate na Câmara de Campos, quando estará sendo votada nesta quarta-feira (15), as contas da ex-prefeita e mãe de Wladimir, Rosinha Garotinho, referente ao ano de 2016.
Na terça-feira passada (07), o vereador Juninho Virgílio (União) chegou a pedi que fosse adiada a votação das contas, mas a presidência da Câmara sinalizou que a Mesa não vai acatar a solicitação. Embates colocaram mais uma vez em xeque a pacificação entre os grupos dos Garotinho e Bacellar.
Mesmo Wladimir já tendo a maioria simples na Câmara com 13 dos 25 vereadores, algumas questões dependem de mais de apoio, como é o caso da votação das contas da mãe dele, que para ter revertido o parecer contrário do Tribunal de Contas do Estado (TCE), precisa de 17 votos.
A decisão da legislatura anterior, de 2018, que reprovou as contas de Rosinha Garotinho referentes ao último ano de sua gestão, em 2016, seguindo o parecer do TCE, foi suspensa pela maioria da nova Câmara em 2021. A justificativa para a suspensão foi baseada na alegação dos advogados da prefeita que aconteceu o cerceamento da defesa durante o processo no Legislativo. Com isso, os vereadores teriam que voltar à estaca zero e votar novamente se aprovam ou reprovam a matéria.
Nos bastidores, se fala que Wladimir não teria, até a tarde desta terça, os 17 votos para a aprovação das contas da mãe e que estava tentando, por cima, adiar a votação ou até conseguir reunir o quantitativo de vereadores necessários.
Após o encontro no Rio, na Câmara de Campos o clima já teria mudado nesta terça-feira, inclusive com especulações de que a pacificação pode estar de volta. Vereadores da base do prefeito já estão apostando nos votos suficientes à aprovação.
O presidente da Câmara, Marquinho Bacellar, não presidiu e nem participou da sessão, chegando após o encerramento e se reunindo imediatamente com os vereadores que formam o grupo da oposição/ independentes. Um dos vereadores, ao ser questionado sobre a votação, soltou um "muita calma nessa hora".
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O Folha no Ar desta terça-feira (14) recebe o médico cirurgião oncológico Rodrigo Andrade Torres. Entre os assuntos abordados na Folha FM 98.3, a partir das 7h, estarão a prevenção do câncer e tratamento da lesão colorretal.
O mês de março é conhecido pela cor azul-marinho em conscientização ao câncer colorretal, o terceiro tipo mais comum no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), que estima o surgimento de 41 mil novos casos por ano no país.
Em Campos, dados da secretaria municipal de Saúde apontam que, nos últimos três anos, foram registrados 899 casos de carcinoma colorretal.
A importância do diagnóstico precoce, fatores de risco e sinais que podem ser de alerta, como sangramentos e alterações no sistema gastrointestinal, também estarão em destaque no programa.
O Folha no Ar pode ser acompanhado, ao vivo, não só na Folha FM 98.3, mas também no site e redes sociais da rádio.
Dep. Arhur Lira , candidato a reeleição a presidente da Câmara dos Deputados
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Valter Campanato/Agência Brasil
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), pediu nesta segunda-feira (13), em evento no Rio de Janeiro, equilíbrio na discussão das relações entre liberdade de expressão, redes sociais e democracia. Segundo ele, os Poderes da República precisam encontrar “o caminho do meio” ao tratar do assunto.
— A sociedade brasileira espera que os administradores, os representantes eleitos e os magistrados deste País consigam encontrar, o quanto antes, uma forma de equilibrar o fenômeno das redes sociais, da democracia e da liberdade de expressão, para que possamos avançar com tranquilidade no caminho da estabilidade política e do progresso social e econômico que dela decorre — disse.
— Encontrar esse equilíbrio não é uma utopia, é uma necessidade. O mundo busca essa solução — completou Lira.
O presidente da Câmara participou da cerimônia de abertura do seminário “Liberdade de Expressão, Redes Sociais e Democracia”, organizado pelo Centro de Inovação, Administração e Pesquisa do Judiciário, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), pela Rede Globo e pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP).
Lira disse ainda que as redes sociais são veículos da liberdade de expressão e da democracia, mas as manifestações podem ser facilmente restringidas, mesmo de jornalista ou parlamentares, “com um mero clique”.Somente com equilíbrio, segundo ele, pode-se encontrar uma fórmula que preserve os dois direitos.
— Não podemos abrir mão de um deles sob pena de perdermos o outro e, com isso, mergulharmos no turbilhão imprevisível da instabilidade social — afirmou Lira.
O evento da FGV também contou com a presença de outros parlamentares, entre eles o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), relator do projeto de lei que trata do combate às fake news (PL 2630/20 e apensados), em tramitação na Câmara.
Cláudio Castro e Wladimir Garotinho
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Divulgação - Secom Campos
Daqui a mais ou menos um ano e sete meses, os eleitores vão às urnas para escolher os representantes da Prefeitura e da Câmara Municipal de Campos. Mas pelas movimentações dos políticos da planície goitacá, as eleições são “logo ali”. A dança das cadeiras partidárias já começou, mesmo que a janela para a troca de sigla para muitos só se abra em março de 2024.
Sem partido e apontado até por alguns adversários como franco favorito a seguir como prefeito, Wladimir Garotinho é alvo de interesse de lideranças que sonham não só em tê-lo nas suas siglas, mas em abrir espaço a nominatas aos candidatos a vereador que façam parte do grupo político dos Garotinho. A mesma facilidade não tem encontrado outros grupos políticos do município, que também já se articulam por um fortalecimento ao próximo pleito.
— Tenho opções de partido, mas vou esperar a melhor oportunidade para decidir. Teremos na minha base na reeleição de seis a oito partidos, todos com nominatas completas para vereador. Quem monta nominata forte é governo, sempre foi assim — avaliou Wladimr.
As opções partidárias ao prefeito foram reveladas por ele mesmo, como sendo o PP, União, PL e PDT. Apesar de não bater o martelo sobre o seu destino agora, a ida de Wladimir é dada como certa por aliados, como mostrou a coluna Ponto Final, do dia 11 de fevereiro deste ano.
Uma possibilidade que ganhou ainda mais base para se tornar fato, depois da visita do secretário estadual de Saúde, Dr. Luizinho, a Campos para lançar o programa “SOS Coração”, no dia 28 do mês passado. Além de ocupar uma pasta estratégica do governador Cláudio Castro (PL), Luizinho é o presidente do PP no estado. Entre elogios feitos a gestão de Wladimir, o secretário se comprometeu em ajudar ainda mais o governo municipal, anunciando a construção de uma Clínica de Hemodiálise na cidade, integralmente custeada pelo Governo do Estado.
Wladimir não esconde a relação de proximidade com o secretário, com quem foi deputado federal junto pelo Rio de Janeiro, assim também como deixa claro o quanto Dr. Luizinho pode ajudá-lo no governo Castro. Inclusive, nos bastidores se fala, que foi o PP o primeiro partido cogitado pelo governador na possível substituição que faria após o desgaste enfrentado no PL, como reflexo da disputa à presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
— Luizinho sempre diz que a ficha (de filiação) está pronta. É só assinar — comentou Wladimir, afirmando que a sua decisão partidária será tomada “alinhada com o governador”.
Câmara sofre reflexos por nominatas
As movimentações nos partidos também se refletem no Legislativo campista e podem ser ainda mais evidenciadas nos próximos dias com votações importantes na Câmara, como as contas da ex-prefeita de Campos e mãe do prefeito, Rosinha Garotinho (União), referentes a 2016. Se o voto for direcionado por alguns partidos, o clima deve esquentar ainda mais. O União tem hoje na base os vereadores Juninho Virgílio, Marcione da Farmácia e Nildo Cardoso; contra um na oposição que é Rogério Matoso.
Câmara Municipal de Campos
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Assim como o União que tem hoje toda a parte política da família Garotinho filiada, o PDT também vive, até então, uma divisão na sua bancada. Com a saída temporária de Leon Gomes, presidente da sigla no município, para assumir à Fundação Municipal da Infância e Juventude (FMIJ) no governo Wladimir, quem entrou para a base foi o suplente Paulo Arantes. No entanto, o partido tem, ainda, na Câmara, os vereadores de oposição Marquinho do Transporte e Luciano Rio Lu. A entrada de Leon no governo, com Arantes em seu lugar, é apontada como uma manobra para fortalecer o PDT na formação de nominata a 2024.
Outro partido dividido na Casa, o PSC, deixou de existir, sendo incorporado ao Podemos, que hoje tem como principal liderança em Campos, o deputado estadual Thiago Rangel, que inclusive já se movimenta para colocar seu nome à disputa pela Prefeitura, concentrando apoio daqueles que estão na Câmara e fora do governo Wladimir.
Outra recente mudança aconteceu na presidência do diretório municipal do Agir. O ex-vereador Thiago Virgílio assumiu o partido. A sigla, enquanto era o antigo PTC, esteve com Thiago à frente por quase 10 anos e viveu momentos de destaque ao fazer três cadeiras em uma única eleição, mas que acabou tendo vereadores afastados por conta da Chequinho.
Com a nova formação do diretório, o partido deve perder o vereador Helinho Nahim e ganhar dois novos nomes na bancada, assim que a janela permitir, Dr. Edson Batista (Pros) e Juninho. Wladimir ganhou mais uma sigla na sua base de sustentação, já que o primo dele, Helinho, foi eleito no grupo dos Bacellar. “Eu vou aguardar o comunicado oficial. Posso sair dentro da janela”, disse Helinho.
Recém saído do grupo independente/oposição, o vereador Nildo expôs em entrevista à Folha a dificuldade dos ex-aliados para fazer nominatas para garantir a reeleição de 12 vereadores.
O quantitativo de candidatos indicados por cada partido foi alterado por meio da Lei 14.211/21. “A partir das próximas eleições, teremos algumas mudanças, por exemplo o número de candidatos de cada partido será equivalente ao número de cadeiras em disputa, mais um. Em Campos serão 26 candidatos de cada partido. Deste quantitativo deverá haver pelo menos 30% de cada sexo”, comentou o advogado João Paulo Granja.
Impasse entre PSDB e Cidadania sobre apoio
Com nova direção desde o fim de janeiro deste ano, o diretório do PSDB, em Campos, promete engrossar a lista de partidos que devem seguir com o prefeito Wladimir Garotinho para a reeleição em 2024, segundo o empresário e presidente do Fundecam no governo municipal, Orlando Portugal, que assumiu a presidência da sigla.
No entanto, o partido forma uma federação partidária com o Cidadania, presidido no município pelo ex-prefeito Rafael Diniz. O partido tem ainda o ex-prefeito Sérgio Mendes, que tem se colocado como um nome no cenário eleitoral.
Rafael Diniz, que também é membro da executiva estadual, diz entender que todas as decisões sobre apoio político do PSDB devem ser debatidas entre os membros dos partidos que compõem a federação. “Ainda é cedo para se discutir sobre 2024, mas no caso específico de Campos, a minha posição é contrária a qualquer tipo de alinhamento com o atual governo municipal”, afirmou Rafael.
Portugal se diz disposto a conversar com Diniz e que não vê problema na composição de uma nominata com escolhas individuais à eleição majoritária. “Sou do diálogo. Sou da base do governo e, em caso da reeleição, o PSDB, em Campos, sob a minha presidência, caminhará com Wladimir. O voto é individual, se algum membro do partido desejar votar em outro candidato será por sua livre e espontânea vontade”, disse Orlando, que deseja ver o PSDB de volta à Câmara.
Federação anima PT para volta à Câmara
Se a federação tem sido um problema para alguns partidos em Campos, para o PT ela é bem-vinda, pelo que avalia a presidente do diretório municipal Odisséia Carvalho.
— Nosso objetivo com certeza é o fortalecimento do PT, principalmente em Campos. Nós só tivemos até 2012, que foi a minha candidatura e depois o Marcão, que nunca foi orgânico do partido, e não foi à toa que nem concluiu o mandato e saiu. Precisamos resgatar a Câmara de Vereadores. Isso é prioridade. Fortalecer, ampliar, trazer mais pessoas para poder concorrer. Vai facilitar, porque tem a federação, ou seja, o PT, PCdoB e o PV. Nós tivemos, uma votação excelente do companheiro Zé Maria, que foi o oitavo mais votado der Campos, mas infelizmente não entrou por conta da legenda. Então isso se reverte com a questão da federação — disse Odisséia.
Como mostrou o Ponto Final do último dia 1º, com Lula de novo presidente, a executiva municipal do partido tem se reunido com o objetivo principal de montar uma nominata capaz de eleger um vereador. Reitor do IFF, o professor Jefferson Manhães de Azevedo também vem sendo apontado como um nome na disputa à Prefeitura.
— Sobre a questão da candidatura do Jefferson ou de outro companheiro ou companheira, que esteja querendo se apresentar, isso não vai ser uma definição agora. A gente vai precisar, ainda, ver quais os rumos e dialogar com os demais partidos. Toda decisão é tomada de forma coletiva na Convenção — pontou Odisséia.