Agosto chega com a expectativa voltada para mais uma programação do mês do advogado realizada pela 12ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), que reúne aproximadamente três mil advogadas e advogados de Campos, São João da Barra, São Francisco de Itabapoana, Italva e Cardoso Moreira.
Para falar sobe a programação que conta com palestras, confraternização e homenagens, o Folha no Ar, da Folha FM 98,3, recebe nesta terça-feira (1), secretária adjunta e o diretor tesoureiro da 12ª Subseção da OAB-RJ, Ludmila Vaz e Eduardo Linhares.
A partir das 7h, eles estarão, ao vivo, falando do tradicional evento para a categoria, que começa no dia 7. Além de ser um momento de comemoração, a programação é apontada como uma oportunidade de debater temas importantes e pertinentes à advocacia. Entre as palestras, haverá uma sobre violência doméstica.
Confira na Folha FM 98,3 e nas redes sociais e site da rádio todos os detalhes da entrevista.
Rodrigo Bacellar é o novo presidente da Alerj
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Foto: Genilson Pessanha
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) volta a realizar sessões ordinárias nesta terça-feira (1), às 15h. Com uma pauta mais tranquila neste primeiro dia (divulgada aqui), o segundo semestre promete ser marcado por discussões importantes, como revelou o presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (União), em entrevista de uma página para “O Globo” (aqui), onde falou das prioridades de votação e também sobre articulação política, falando da relação com o governo de Cláudio Castro (PL), principalmente na reorganização das finanças do Estado, que enfrenta queda na arrecadação.
“A volta aos trabalhos da Casa vai justamente neste sentido, de a gente reorganizar a questão de diversos fundos que o estado possui, como os da Polícia, dos Bombeiros e do Meio Ambiente. Enfim, porque não é escondido para ninguém que a gente teve uma queda brutal de arrecadação no estado. O Rio não pode parar de fazer investimentos, sob pena de a gente pagar um preço ainda maior pela recessão econômica. Acredito que o grande desafio é, junto com esse desejo nacional pela Reforma Tributária e a baixa das taxas de juros, deixar o estado mais pujante, ter dinheiro não só para manter os salários em dia e para tocar a máquina, mas também para permitir investimentos”, disse Bacellar ao repórter Marcelo Remigio de "O Globo".
Também na pauta da Alerj neste segundo semestre estão previstas as discussões sobre a implantação de emendas individuais impositivas por deputados, cuja a aprovação também foi abordada na entrevista por Bacellar.
“Eu sempre fui a favor das emendas, porque eu acho que esse é um direito do parlamentar. Independentemente da filosofia ou da questão partidária, é a maneira que ele tem de fazer política, é a maneira que ele tem de atender a sua base. Já colocamos na primeira discussão. Vou trazer de volta agora neste segundo semestre (...) Mas eu posso dizer que, na minha opinião, enquanto deputado e presidente da Casa, eu sou favorável às emendas e a que os 70 deputados sejam contemplados independentemente de ser oposição ou base”, ressaltou Rodrigo.
Aliado de Castro, inclusive ex-secretário estadual de Governo, Bacellar sabe do seu papel de articulação entre o Legislativo e Executivo, o que foi apontado como essencial à escolha dele para presidir Alerj. Na entrevista, Rodrigo não deixou de cobrar do governador uma postura mais ampla para atender o os aliados.
“A gente tem hoje uma base muito sólida de deputados que entendem o momento atual, em especial orçamentário e financeiro do estado. Às vezes, na minha opinião, apesar de eu ser aliado do governo, eu não deixo de falar aquilo que entendo que é o melhor. Acho que o bom amigo não passa a mão na cabeça. Ele fala a verdade. Eu acho que falta um pouco mais de atendimento do governador, atender os aliados. Já deixei isso claro para ele. Inclusive, pelo que eu sei dos últimos meses, o governo começou a dar uma atenção maior ao parlamentar, até porque o deputado é o para-choque da população. É muito mais difícil chegar ao governador do que ao parlamentar. De certa forma, a relação está arrumada, mas já dei esse toque muito respeitoso de que o governador tem que sair um pouco da bolha e voltar para o mundo real. Então, o mundo real é o fato de ouvir mais a rua”, avaliou Bacellar.
Sobre a relação com os prefeitos, principalmente porque ano vem tem eleição, Rodrigo defendeu um diálogo franco do governo com os municípios. “Ser muito sincero e objetivo. Eu não posso ter um saco com cem balas e prometer 150, porque a conta não vai fechar. Deixei isso claro para o governador, que a gente tem que chamar os prefeitos e falar: olha, a nossa realidade há um ano ou há dois anos era essa, e eu consegui te prometer isso. Mas a realidade mudou. Assim, do “X” que eu te prometi, agora eu só posso te entregar “Y”. Ser firme e muito direto e não contar história, para que o prefeito possa fazer a sua política lá na ponta, e a população possa ser atendida”, comentou o presidente da Alerj em outro trecho da entrevista ao O Globo.
Do PL ao União A saída consensual do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (agora no União), pode fazer com o que partido da família Bolsonaro tenha mais clareza sobre como será sua atuação nas eleições municipais de 2024. Na capital, o PL já dá como quase certo que terá cabeça de chapa, com empenho pessoal do senador Flávio Bolsonaro no Rio para contribuir na consolidação do partido como a maior legenda de direita da América Latina. No entanto, não se descarta parcerias futuras para desgastar o adversário Eduardo Paes (PSD) no primeiro turno, para ter um candidato apoiado por todos no segundo, como mostrou em sua coluna a jornalista do Extra Berenice Seara.
Pesquisas Se há empenho na capital, outras cidades do Grande Rio e do interior estão no radar do PL, que projeta realizar pesquisas para testar os nomes, por exemplo, em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Petrópolis, Teresópolis, Magé, Cabo Frio, Volta Redonda, Barra Mansa, Maricá, Araruama e Mangaratiba. Não é de se estranhar que Campos não esteja na rota, por já ser pacificado o apoio da sigla à reeleição do prefeito Wladimir Garotinho (PP). Em maio deste ano, quando esteve em Brasília, Wladimir se reuniu com o deputado federal e presidente do PL no Rio, Altineu Côrtes. Na ocasião, uma reunião da cúpula do partido, que contou com o governador Cláudio Castro (PL), definiu o apoio da legenda a Wladimir em 2024.
Apoio certo O nome de Wladimir foi aceito por unanimidade entre os presentes, que, na ocasião, segundo noticiou também Berenice Seara, “rasgaram elogios à atuação e condução política do prefeito no Norte Fluminense”. O PL, no qual se elegeram o governador Cláudio Castro e o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, passa por um processo de reestruturação, marcado mais recentemente pela saída de Bacellar. Desde a eleição à presidência da Assembleia, um racha da sigla, que chegou a lançar dois candidatos, colocava em xeque a permanência de Rodrigo no partido. Prestes a assumir a presidência do União, Bacellar já tinha planos diferentes do PL a 2024.
Aliança à reeleição Uma das lideranças do PL em Campos, o ex-vereador e ex-deputado federal pelo partido Marcão Gomes reafirmou que a orientação que tem dos diretórios nacional e estadual é que o PL irá compor a aliança de apoio à reeleição do Wladimir. Segundo ele, a nominata à Câmara estará sendo construída com o prefeito, “buscando o equilíbrio de forças dentro do leque de pré-candidaturas de apoio ao governo e ocupação de espaços no legislativo campista”, disse Marcão Gomes, que se coloca como pré-candidato do partido, presidido pelo seu irmão Carlos Eduardo, “ao Legislativo e em apoio ao Wladimir em sua reeleição”.
Como fica? Com Rodrigo Bacellar no União e como um dos protagonistas na pacificação costurada pelo governador Cláudio Castro com Wladimir, fica a incerteza se o presidente da Alerj sustentará um enfrentamento direto com o prefeito nas urnas em 2024. Diferentemente na capital, por exemplo, onde a chegada oficial de Rodrigo à legenda já é encarada como suficiente para lançar uma possível candidatura do deputado estadual Rodrigo Amorim a prefeito do Rio em 2024, como publicou nessa quarta-feira (26) a colunista Berenice Seara. “O partido já vai botar uma pesquisa na rua para saber o que o eleitor acha disso”.
De olho no União Não é de hoje que o deputado estadual Thiago Rangel, eleito pelo Podemos e hoje sem partido, tem seu nome especulado ao União Brasil. Agora, com Bacellar no partido, o próprio Thiago garante que as chances de ele também entrar na sigla se tornam maiores. “Estamos conversando ainda, mas não tem uma definição. Tem possibilidade de ir para o União”, disse Rangel, que ao ser questionado se a ida oficial de Rodrigo Bacellar aumenta essa chance, respondeu: “Não tenha dúvidas! Rodrigo se tornou umas das maiores lideranças do estado. Tenho muito orgulho dele na condução política”, completou.
Incertezas O deputado, que segue apontado como prefeitável a Campos em 2024, sabe que a escolha do seu novo partido pode ser decisiva à sustentação de uma possível candidatura. Thiago, como falou ao Blog Opiniões do jornalista Aluysio Abreu Barbosa, afirma que mantém seu “nome à disposição do povo e da cidade”. Agora, ao ser questionado se seria um atrativo a mais ao União a possibilidade de o partido decidir pelo seu nome a prefeitável em Campos, Rangel foi categórico: “Não tenha dúvidas”. A concretização da nova casa pode até não demorar muito, diferentemente da conjuntura que pode fazer dele possível candidato para Campos pelo partido.
Não deu certo Antes mesmo de o União passar pela nova reformulação no Rio de Janeiro, o deputado já havia sido convidado pelo então presidente do partido no estado, o prefeito de Belford Roxo, Wagner Carneiro, o Waguinho. Convite que foi estendido depois ao Republicanos, nova sigla presidida por Waguinho, mas que acabou desandando após conversa do prefeito de Campos, Wladimir Garotinho, com o prefeito de Belford Roxo. Waguinho chegou a dizer que Thiago tinha “desistido de disputar a eleição (a prefeito) de Campos”.
A insegurança que assombra motoristas que trafegam na BR 101 no trecho Niterói-Manilha, muitas vezes noticiada (aqui) no Blog Ponto de Vista de Christiano Abreu Barbosa, por pouco não teve como alvo o líder do governo na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o deputado estadual Dr. Serginho (PL) e sua família.
O carro dele, que no momento da possível tentativa de assalto estava apenas com o motorista, foi atingido por um tiro. O próprio Dr. Serginho postou um vídeo nas redes sociais para dar informações sobre o caso, que aconteceu na madrugada da última terça-feira (25), próximo a Itaboraí, quando voltava de férias para Cabo Frio.
— Meu motorista estava sozinho no meu carro, que é blindado, eu estava de carona com minha família em outro carro, e houve realmente uma tentativa de assalto naquela localidade da BR 101 houve um disparo de arma de fogo contra o veículo. O veículo é blindado graças a Deus. Estamos bem, não aconteceu absolutamente nada com ninguém — relatou o líder do governo de Cláudio Castro na Alerj, Dr. Serginho.
Ainda segundo o deputado, as forças de segurança foram comunicadas para evitar novos casos. “Nós noticiamos os fatos às autoridades competentes, conversamos com o comandante geral da Polícia Militar, que já adotou todas as providências para evitar que casos como esse voltem a ocorrer na BR 101”, completou.
O Folha no Ar desta quinta-feira (26) recebe o professor e doutor em Antropologia Cultural, Carlos Abraão Moura Valpassos. A partir das 7h, ele estará, ao vivo, na Folha FM 98,3, para falar sobre o lançamento do seu livro pela Editora da Universidade Estadual do Norte Fluminense (EdUENF), com o título “Alguns Olhares do Sul – Antropologia, etnografia e análise de conflitos e crises no século XXI”, que destaca a relevância dos conflitos sociais e das situações de crise na contemporaneidade.
Como mostrado (aqui) no blog, a obra, que expõe alguns dos problemas sociais da atualidade, como questões urbanas, violência, crise climática e as diferentes formas de perturbação ecológica, é organizada Carlos Abraão e também por Santiago Álvarez.
Valpassos também teve, em março deste ano, um artigo sobre o avanço do mar e seus efeitos em Atafona, distrito de São João da Barra, publicado na Revista de Antropologia da Universidade de São Paulo (USP).
Esses e outros assuntos estarão em pauta no programa, que pode ser acompanhado não só em 98,3 FM, mas também no site e redes sociais da rádio.
Não é de hoje que o deputado estadual Thiago Rangel, eleito pelo Podemos e hoje sem partido, tem seu nome especulado ao União Brasil, como mostrou o colunista da Folha e blogueiro Saulo Pessanha (aqui), em fevereiro deste ano. Agora, com a movimentação considerada mais importante da sigla no estado — que passa a contar com o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, liberado pelo PL, como mostrou (aqui) o Blog Opiniões —, o próprio Thiago Rangel garante que as chances de ele também entrar para o partido se tornam maiores. Ele conseguiu na Justiça sair do Podemos (aqui).
— Estamos conversando ainda, mas não tem uma definição. Tem possibilidade de ir para o União — disse Rangel, que ao ser a questionado se a ida oficial de Rodrigo Bacellar aumenta essa chance, respondeu: — Não tenha dúvidas! Rodrigo se tornou umas das maiores lideranças do estado. Tenho muito orgulho dele na condução política — completou.
O deputado, que segue apontado como prefeitável a Campos em 2024, sabe que a escolha do seu novo partido pode ser decisiva à sustentação de uma possível candidatura. Thiago, como falou também ao blog do jornalista Aluysio Abreu Barbosa (aqui), afirma que mantém seu “nome à disposição do povo e da cidade”. Ao ser questionado pelo Caminhos se seria um atrativo a mais ao União a possibilidade de o partido decidir pelo seu nome a prefeitável em Campos, Rangel foi categórico: “Não tenha dúvidas”.
Antes mesmo de o União passar pela nova reformulação no Rio de Janeiro, o deputado já havia sido convidado pelo então presidente do partido no estado, o prefeito de Belford Roxo, Wagner Carneiro, o Waguinho. Convite que foi estendido depois ao Republicanos, nova sigla presidida por Waguinho, mas que acabou desandando, como mostramos (aqui), após conversa do prefeito de Campos, Wladimir Garotinho (PP), com o prefeito de Belford Roxo. Também a este blog, Waguinho chegou a dizer que Thiago tinha “desistido de disputar a eleição (a prefeito) de Campos”.
A concretização do União como a nova casa de Thiago Rangel pode até não demorar muito, diferentemente da conjuntura que pode fazer dele possível candidato a Campos pelo partido. Com Rodrigo Bacellar na sigla e como um dos protagonistas na pacificação costurada pelo governador Cláudio Castro (PL) com Wladimir, fica a incerteza se o presidente da Alerj sustentará um enfrentamento direto com o prefeito nas urnas em 2024.
Diferentemente na capital, por exemplo, onde a chegada oficial de Rodrigo no União já é encarada como suficiente para lançar uma possível candidatura do deputado estadual Rodrigo Amorim a prefeito do Rio em 2024, como publicou nesta quarta-feira (26) a colunista Berenice Seara no seu blog no Extra (aqui).
“O partido já vai botar uma pesquisa na rua para não só saber o que o eleitor acha disso, mas também para testar algumas das teses de Amorim — como ter uma Guarda Municipal armada nas ruas da cidade. O certo é que Amorim está convencido a ser candidato. E escolheu sua vice ideal: Talita Galhardo, a subprefeita de Jacarepaguá, que deixou o cargo depois de ter sido destratada pelo prefeito Eduardo Paes”, escreveu a colunista.
O Folha no Ar desta quarta-feira (26) traz como destaque o Programa Regularize 2023, que concede anistia de multas e juros que incidam na regularização da situação fiscal de imóveis no de Campos. Com a presença do secretário municipal de Fazenda, Márcio Morales, a Folha FM 98,3, abordará, ao vivo, a partir das 7h, a pauta com detalhes sobre prazo e quem pode aderir ao Regularize.
Ainda durante a entrevista, o secretário trará outras informações sobre como o contribuinte pode regularizar a situação do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) em atraso, evitando assim punições na dívida ativa.
Uma das dificuldades para a atuação da secretaria de Fazenda é a equipe reduzida, um problema que parece estar perto do fim com o anúncio do concurso público de Campos, que prevê, inicialmente, 36 vagas para Fiscal de Tributos; 20 para Técnico Fazendário; 21 vagas para Contador; 4 para Analista de Controle Interno; e 6 para Assistente de Controle Interno.
Para acompanhar estes e outros temas, basta sintonizar na Folha FM 98,3 ou acessar o site e redes sociais da rádio.
A secretaria municipal de Desenvolvimento Humano e Social tem intensificado as abordagens às pessoas que vivem em situação de rua, especialmente neste inverno. Durante o trabalho, que é feito diariamente, são entregues cobertores, mantas, travesseiros e lençóis. A finalidade da abordagem é oferecer abrigo, mas muitas pessoas acabam não aceitando.
Para falar sobre essas e outras ações, o Folha no Ar desta terça-feira (25), recebe, ao vivo, a partir das 7h, na Folha FM 98,3, a coordenadora de média complexidade da secretaria Rosângela Marvila, que vai trazer detalhes também sobre os locais de atendimento a essa população e sobre a Campanha do Agasalho realizada pela pasta.
Outro destaque é o Programa Acolhe Campos, que foi criado por meio da lei municipal sancionada em 2021, que propõe às concessionárias de serviços públicos a destinação de até 5% de suas vagas de emprego às pessoas em situação de rua, oriundas de cadastros realizados pela equipe técnica da secretaria de Desenvolvimento Humano e Social.
Acompanhe o programa na Folha FM 98,3 e no site e rede sociais da rádio.
Divulgação
Mais recente lançamento da Editora da Universidade Estadual do Norte Fluminense (EdUENF), “Alguns Olhares do Sul – Antropologia, etnografia e análise de conflitos e crises no século XXI” destaca a relevância dos conflitos sociais e das situações de crise na contemporaneidade. A obra, que expõe alguns dos problemas sociais da atualidade, como questões urbanas, violência, crise climática e as diferentes formas de perturbação ecológica, é organizada por Santiago Álvarez e Carlos Abraão Moura Valpassos e já está disponível no site da editora, em formato digital.
“O livro é uma coletânea de trabalhos antropológicos que abordam contextos de crises e conflitos sociais. O livro pode ser pensado a partir de três eixos: um primeiro, dedicado a questões de violência à administração de conflitos; um segundo, voltado para a discussão da vida urbana e dos desafios impostos pelas novas formas de comunicação e de trabalho; e um terceiro, onde diferentes contextos oferecem materiais de reflexão para questões ambientais contemporâneas”, esclarece Valpassos.
A ideia do livro nasceu em Montevidéu, em 2015, durante a XI Reunião de Antropologia do Mercosul. Foi ao longo das atividades de um grupo de trabalho sobre Antropologia Política que se pensou em selecionar trabalhos para constituir um livro que abordasse diferentes contextos de crise social a partir de olhares de pesquisadores e pesquisadoras da América do Sul.
“A intenção da publicação é mostrar como os conflitos e crises se fazem sempre presentes e como são administrados contextualmente, de modo a expor os valores e desafios dos grupos sociais que os vivenciam”, completou Carlos Abraão.
O livro expõe, também, resultados de pesquisas realizadas por pesquisadores e pesquisadoras da América Latina em diferentes contextos sociais. “É um trabalho coletivo que destaca o papel das universidades na promoção de conhecimento sobre os desafios atuais enfrentados em diversas esferas da vida social. Trata-se, pois, de um material diversificado que, a partir de um enfoque sobre os aspectos conflitivos, expõe alguns dos problemas sociais vivenciados contemporaneamente: as questões urbanas, a violência, a crise climática e as diferentes formas de perturbação ecológica”, finalizou.
“Alguns Olhares do Sul – Antropologia, etnografia e análise de conflitos e crises no século XXI” pode ser acessado no inventário de livros da EdUENF, disponível no seguinte endereço eletrônico: uenf.br/extensao/editora.
Sobre os organizadores
Carlos Abraão Moura Valpassos é doutor em Antropologia Cultural pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e professor no Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal Fluminense (UFF) e no Programa de Pós-Graduação em Políticas Sociais da Universidade Estadual do Norte Fluminense — Darcy Ribeiro (UENF).
Já Santiago Álvarez é doutor em Antropologia Social pela London SchoolofEconomicsandPolitical Science e professor na Universidad Nacional Arturo Jauretche.
Sobre a EdUENF
A Editora da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (EdUENF) se propõe a direcionar suas atividades para obras de conteúdo didático, científico, artístico, filosófico e de divulgação cultural e extensionista.
A EdUENF tem, ainda, por finalidade promover obras de natureza acadêmica, apoiando o ensino, a pesquisa e a extensão da universidade, com base no critério de qualidade, em consonância com o Regimento e o Estatuto da UENF.
Durante anos principal antagonista do PT nas disputas presidenciais do Brasil e com lugar de protagonismo também no estado do Rio de Janeiro e municípios da região, o PSDB tem feito movimentos apontados como estratégicos para 2024, principalmente no Norte Fluminense. Em Campos, não vingou nem um semestre a presidência do diretório municipal com Orlando Portugal à frente, substituído por Leonardo Fernandes.
Integrante do governo Wladimir Garotinho, Portugal já havia declarado o apoio da legenda à reeleição do prefeito, o que já não é dado mais como certo. Diferentemente de Macaé, onde os tucanos, de volta à família Lopes, já fazem ninho para a permanência de Welberth Rezende (Cidadania) no cargo do prefeito. Atualmente o PSDB já tem o vice lá.
As articulações do partido também ganham força em São João da Barra, São Francisco de Itabapoana e Quissamã, por exemplo. Em Campos, ao anunciar que assumiria a presidência do diretório municipal do PSDB, em janeiro deste ano, o presidente do Funde-cam, Orlando Portugal, logo fez questão de garantir que o partido marcharia com o prefeito Wladimir Garotinho para a reeleição em 2024. “Vamos agora com o PSDB nesse desafio de ao lado do prefeito Wladimir Garotinho. Vamos formar uma boa nominata e eleger até dois vereadores, sendo que hoje ele não conta com nenhum representante na Câmara”, disse na época.
A declaração de apoio à premência de Wladimir na Prefeitura de imediato causou reação, principalmente pelo fato de o PSDB ter formado uma federação com o Cidadania no último pleito, que, obrigatoriamente, terá que se repetir em 2024. Na ocasião, o ex-prefeito Rafael Diniz, presidente do diretório municipal e membro da executiva estadual do Cidadania, disse que as decisões sobre apoio político devem ser debatidas entre os membros dos dois partidos. “Ainda é cedo para se discutir sobre 2024, mas no caso específico de Campos, a minha posição é contrária a qualquer tipo de alinhamento com o atual governo municipal”, afirmou Rafael.
Em abril, foi a vez da ex-deputada estadual, Aspásia Camargo, que assumiu o comando do PSDB no Rio de Janeiro, rebater a afirmação de Portugal sobre alianças para 2024. Ao participar do Folha no Ar, da Folha FM 98,3, a socióloga já havia adiantado que Orlando não responderia mais pela sigla. “Antes de querer saber se tem candidato, se não tem candidato, vamos entender um pouco a lógica do município (...) Nós vamos unir as forças democráticas, nós vamos ponderar, porque em alguns lugares nós vamos ser protagonistas quando pudermos, quando tivermos lideranças para liderar o processo. Vamos ter uma independência para avaliar. Não queremos briga, não é o nosso destino, é o contrário, é procurar o consenso”, declarou em 14 de abril, ressaltando a importância histórica de Campos e a força política evidenciada com as eleições dos governadores Anthony e Rosinha Garotinho, e a mais recente ascensão de Rodrigo Bacellar à presidência da Assembleia Legislativa.
Ao ser procurado para comentar as mudanças no PSDB, Orlando Portugal, disse que apesar de não presidir o partido, continua na sigla. “Não presido mais o partido, na realidade, tive a posse no TRE (Tribunal Regional Eleitoral), mas não assumi. Estou filiado ainda, vamos ver como ficará tudo. Temos uma comissão provisória que vai até final de dezembro 2023. Veremos o futuro daí em diante”, relatou. Secretário geral estadual do PSDB e coordenador regional do partido no Norte e Noroeste Fluminense, Lesley Beethoven ressaltou que todos os comandos municipais são escolhidos pelo colegiado da direção estadual, sob o comando da presidente Aspásia Camargo.
— Em virtude da “dinâmica” na política, o rearranjo das forças a nível estadual, o grupo (de Campos) que venceu as primeiras eleições internas em 2017, voltou ao comando municipal, dessa vez através do presidente Leonardo Fernandes — afirmou Beethoven. Apesar de nos bastidores existirem apostas de que o partido ainda pode conversar futuramente com Wladimir, nenhuma decisão, segundo o novo presidente do diretório municipal, será tomada agora.
— A orientação que temos para 2024 é aguardar. Não tomarmos nenhum posicionamento antes de março de 2024. Por enquanto, devemos trazer novos filiados e montar uma forte nominata. Fazermos o dever de casa... todo e qualquer apoio para o ano que vem deverá ser batido o martelo apenas no momento correto — disse o presidente Leonardo Fernandes, que é vigilante e sindicalista.
Alianças para o Norte Fluminense
Ao participar do Folha no Ar em abril, Aspásia Camargo afirmou que chegou à presidência do partido com a missão de reorganizar o diretório estadual. “É preciso que a gente honre o nosso passado e as nossas raízes. Para não ficar aí à deriva nos braços de um e de outro sem saber para onde vamos”, disse na ocasião.
E foi em busca disso que Aspásia se dedicou pessoalmente em Macaé para ter de volta à sigla nomes tradicionais. O ex-deputado estadual Glauco Lopes reassumiu a presidência do diretório municipal do PSDB. O evento de retorno, no último dia 9, contou com a presença de lideranças políticas, incluindo o prefeito Welberth Rezende (Cidadania) e o deputado Chico Machado (SD), entre outros convidados.
Em seu discurso, Glauco Lopes agradeceu confiança a seu nome e reconheceu a importância do PSDB para a cidade, ressaltando, ainda, a necessidade de unir forças para trabalhar em conjunto. O retorno à presidência, representa para a sigla e Glauco, não apenas uma responsabilidade política, mas também a oportunidade de dar continuidade ao legado do seu pai, o ex-prefeito de Macaé Sylvio Lopes, com quem Aspásia também fez questão de se encontrar.
No encontro, ficou decidido, segundo o diretório estadual, o apoio à reeleição do prefeito Welberth, e a garantia de que o PSDB vai manter a indicação do vice na chapa.
Ainda durante o evento em Macaé, outro pré-candidato a uma prefeitura do Norte Fluminense recebeu a declaração de apoio do PSDB. O vereador de oposição e ex-presidente da Câmara de São João da Barra, Elísio Rodrigues (PL) fez questão de publicar nas redes sociais o reforço. “Participei do Encontro Estadual do partido. Na ocasião, estive com a presidente Aspásia Camargo e outros nomes importantes deste partido histórico que estará caminhando conosco nas eleições do ano que vem! Vamos juntos!”, anunciou.
Também há movimentações do partido em Quissamã. Segundo o diretório estadual, por lá o partido está sendo reorganizado pelo ex-prefeito Arnaldo Mattoso “Aguardamos a definição dele para 2024. O comando é dele e acompanharemos o projeto dele para ano que vem”, disse Beethoven.
Já em SFI, o PSDB engrossa o coro pela candidatura da vereadora Yara Cinthia, um dos nomes cogitados na base da prefeita Francimara Barbosa Lemos à sua sucessão.