Diretor da Faculdade de Medicina de Campos esclarece suposto caso de desrespeito a cadáver
Gabriel Torres - Atualizado em 26/03/2026 16:13
Edilbert Pellegrini, diretor da Faculdade de Medicina de Campos (FMC)
Edilbert Pellegrini, diretor da Faculdade de Medicina de Campos (FMC) / Foto: Rodrigo Silveira


O diretor da Faculdade de Medicina de Campos (FMC), Edilbert Pellegrini, falou nesta quinta-feira (26) sobre o suposto caso de dano e desrespeito a cadáver utilizado em aulas práticas. Segundo ele, o órgão genital de um cadáver foi encontrado em cima do abdômen de outro, podendo ter ocorrido por ato de vandalismo ou de maneira acidental, dada as condições de conservação. A instituição afirmou que os alunos são informados dos protocolos e mantém regras sobre o uso dos laboratórios.
De acordo com Edilbert Pellegrini, um monitor encontrou o testículo dentro do abdômen do cadáver de uma mulher e colocou do lado, o que foi percebido pela técnica do laboratório de anatomia no dia 13 de março, quando foi informado à direção. Ele afirma que a versão de que a peça teria sido colocada dentro da vagina do cadáver não procede devido à rigidez do tecido, o que impossibilitaria tal prática.
A instituição, que informa os alunos sobre as regras e protocolos de uso dos laboratórios, segue com o processo de apuração de acordo com sua rotina disciplinar e aguarda que algum envolvido se manifeste.
Faculdade de Medicina de Campos (FMC)
Faculdade de Medicina de Campos (FMC) / Foto: Divulgação
"A gente tem uma rotina disciplinar a seguir. Eu só posso dar andamento no momento que eu tenho a suspeição de alguém e não tenho essa suspeição de alguém, porque ninguém me trouxe o nome. Então, estamos assistindo com a turma, aguardando que haja uma manifestação para que a gente possa concorrer com o processo", disse Edilbert Pellegrini.
Segundo Edilbert Pellegrini, é possível que tenha ocorrido um ato de vandalismo, mas não está descartada a possibilidade de ato acidental. Se for identificado vandalismo, a atitude é passível de repreensão à altura de acordo com o regimento da instituição.
"Dentre a possibilidade de ter sido um ato de vandalismo, existe também uma possibilidade que tenha sido um ato acidental. Porque como a peça, os bolsos que ela estava dissecada, não estava na íntegra, ela tinha sido dissecada, o testículo estava já exposto e preso pelos seus cordões. Então é mais vulnerável. Não tem como saber se houve um ato voluntário ou involuntário. De que manipulando, tenha arrebentado e, eventualmente, tem até a pessoa ficando sem saber o que fazer e até colocado com uma forma de esconder dentro do abdômen", falou o diretor da Faculdade de Medicina.

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