Dora Paula Paes
07/05/2026 11:45 - Atualizado em 07/05/2026 12:20
Deputado estadual Thiago Rangel
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Divulgação
O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta quinta-feira (7) para manter a prisão do deputado estadual Thiago Rangel (Avante), independentemente de manifestação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). O placar é de 3 a 0. Rangel foi preso em Campos na terça-feira (5), na 4ª fase da Operação Unha e Carne.
O caso está sendo analisado pela Primeira Turma da Suprema Corte em sessão virtual extraordinária. Os ministros Flavio Dino e Cristiano Zanin acompanharam o voto do relator Alexandre de Moraes. Falta o voto de Cármen Lúcia — que tem até às 19h para depositar seus votos.
Na quarta-feira (6), o ministro Alexandre de Moraes já havia determinado que fosse mantida a prisão do parlamentar. No despacho, ele estabeleceu que a decisão deveria prevalecer independente de qualquer manifestação da Alerj. Para Moraes, os elementos reunidos apontam para a prática de crimes como organização criminosa, corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e fraude em licitações.
Material reunido durante a investigação e reproduzidos pelo STF mostram que o deputado Thiago Rangel também mantinha diálogos violentos em mensagens. Em trechos divulgados pelo O Globo, Rangel, em conversa com um aliado, afirma: “vou dar jeito nele” e, em seguida, menciona que enviaria uma “surpresa”, acrescentando: “depois de 12 tiros no portão o recado está dado”.
O grupo liderado pelo deputado ainda teria movimentado R$ 2,9 milhões de áreas, como a Educação do Estado, em campanhas eleitorais. No dia da prisão, a defesa de Rangel divulgou nota afirmando que “qualquer conclusão antecipada é indevida” e “o deputado nega a prática de quaisquer ilícitos”.