Rodrigo Gonçalves
15/04/2023 08:32 - Atualizado em 15/04/2023 09:15
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A ex-deputada estadual, Aspásia Camargo, que assumiu recentemente o comando do PSDB no Rio de Janeiro, foi a entrevistada dessa sexta-feira (14) do Folha no Ar, da Folha FM 98.3. Ela chegou à presidência do partido com a missão de reorganizar o diretório estadual e promete dialogar com lideranças políticas dos municípios, entre eles Campos, onde o presidente do Fundecam, Orlando Portugal, se apresenta como presidente do diretório municipal.
O empresário anunciou que assumiu o partido na cidade no início deste ano, prometendo engrossar a lista de partidos que devem seguir com o prefeito Wladimir Garotinho para a reeleição em 2024, apesar de ter reações contrárias porque o PSDB e o Cidadania, este último presidido no município pelo ex-prefeito Rafael Diniz, formam uma federação partidária.
Pelo que foi dito por Aspásia no programa, Portugal não responderia mais pela sigla.
— (O PSDB em Campos) não tem a presidência de ninguém. Todas as executivas foram esgotadas. Obviamente, o Portugal merece todo o crédito respeito. Estou aberta a discutir com ele e com todo mundo, mas hoje a Executiva está livre para que a gente possa compor alguma coisa que corresponda aquilo que eu estou propondo. Antes de querer saber se tem candidato, se não tem candidato, vamos entender um pouco a lógica do município. O que está precisando de reparos — afirmou.
Ainda segundo ela, a proposta é juntar as lideranças e conversar para escolher um rumo para Campos, junto do Cidadania. “Nós temos com o Cidadania um diálogo permanente, eu sou amiga do Comte Bittencourt, é um grande líder (...) Temos uma enorme afinidade. Mas, é preciso que a gente honre o nosso passado e as nossas raízes. Para não ficar aí à deriva nos braços de um e de outro sem saber para onde vamos”, avaliou.
A socióloga e acadêmica, que foi ex-vereadora do Rio, também ressaltou a importância histórica de Campos e a força política evidenciada com as eleições dos governadores Anthony e Rosinha Garotinho, e a mais recente ascensão de Rodrigo Bacellar à presidência da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
— Campos é muito atuante politicamente, eu diria até que é belicoso, tem um lado goitacaz que, Deus me livre, brigam mesmo e nas brigas políticas eu não quero estar. Eu quero estar na solução (...) Nós vamos unir as forças democráticas, nós vamos ponderar, porque em alguns lugares nós vamos ser protagonistas quando pudermos, quando tivermos lideranças para liderar o processo. Vamos ter uma independência para avaliar. Não queremos briga, não é o nosso destino, é o contrário, é procurar o consenso — declarou.