Manada Trip: Campos na rota do airsoft nacional com visita de influenciadores
02/08/2022 | 15h23
Se não fossem pelas risadas e brincadeiras, poderíamos dizer que a usina desativada de Santa Cruz, na Avenida São Fidélis, às margens da RJ 158, estava sendo alvo de uma operação policial durante a noite da última sexta-feira (30). Homens fardados, com fuzis AR-15 e AK-47 estavam ali reunidos. Acontece que eram réplicas e os homens não eram militares, mas sim praticantes campistas do airsoft: cerca de 20 jogadores da cidade davam as boas-vindas para o Manada Trip, um grupo de três influenciadores digitais que embarcou no audacioso projeto de percorrer o Brasil em um trailer para filmar um documentário sobre o esporte em todas as regiões do país.

De acordo com o cronograma de Lucas Oliveira, o cabeça da empreitada Manada Trip e um dos maiores youtubers do esporte, são 14 mil km atrás dos melhores jogos do país e buscando sempre divulgar o airsoft. A jornada começou no dia 20, em Santa Catarina, com o destino à Fortaleza, Ceará. De lá, Lucas, Rafael Dornelas e André Oliveira irão retornar para Gramado, no Rio Grande do Sul. O resultado disso tudo será um documentário sobre o esporte no Brasil.

Em Campos, mortos após o jogo carregado de adrenalina, em meio ao breu e ao frio que fez na noite de sexta, Lucas comentou: “Vocês têm uma área muito boa aqui em Campos, uma das melhores do Brasil. Um campo bem estruturado que rende bons jogos noturnos e diurnos, capaz de comportar até umas 200 pessoas.” A partida, que tinha como objetivo conquistar, abrir e segurar a posição – por 10 minutos – em uma das salas escuras, acabou na madrugada de sábado. Na mesma madrugada, o trailer do Manada Trip seguiu em direção ao Espírito Santo, aonde participaram de dois eventos.

Por fim, Lucas lembrou de seu compromisso com o público das redes sociais e também agradeceu aos fabricantes de equipamentos de airsoft que proporcionaram a viabilidade do projeto: “Estamos morando aqui dentro do trailer e gerando conteúdo diário para os nossos seguidores, vídeos que podem ser vistos através do Youtube ou do Instagram. Queria lembrar e agradecer a quem nos apoiou, os principais fabricantes de Taiwan e dos Estados Unidos... G&G, Krytec,ICS e AF4. Também é importante lembrar de quem fez a ponte que tornou essa viagem possível: a loja Arsenal Sports, que está mostrando para o pessoal de fora a força do esporte aqui no nosso país”.

Mas por mais que o número de praticantes no país cresce, ainda há muito desconhecimento e preconceito, pelo fato de envolver a polêmica questão das armas. Então, para quem não conhece, vamos destrinchar e resumir: o que é o airsoft?

O airsoft é um esporte de ação que simula situações de combate armado. Diferente do
Paintball, as munições utilizadas nos armamentos não são de tinta e sim de plástico. Como essas esferas – que são disparadas de réplicas idênticas das armas de fogo reais – não marcam a roupa do oponente, o airsoft depende ainda da honra de reconhecer que foi atingido e assumir a derrota. No Brasil, a modalidade e a venda do equipamento são regulamentadas pelo Exército Brasileiro, que, por sua vez, exige a ponta laranja nas metralhadoras, fuzis, espingardas e pistolas utilizadas nas simulações.

Um dos responsáveis pela organização do jogo em Campos foi o praticante de airsoft
Leonardo Santos, servidor público. De acordo com ele, o airsoft em Campos, hoje, conta com quase 100 praticantes regulares. São nove equipes dividindo os campos na planície goitacá, onde os jogos ocorrem em usinas abandonadas (como Santa Cruz, Outeiro, São João), na estação ferroviária e na sede da antiga Cooperleite.

Leonardo vê que o airsoft de Campos tem muito potencial e é extremamente favorecido pela qualidade dos campos (que pertencem ao passado dourado da cidade) – mas, por vezes, não é totalmente explorado por uma mentalidade atrasada de não querer gastar ou se esforçar para fazer um jogo grande e de qualidade. Entretanto, ele ressalta que a presença e “a vibração dos caras (do Manada) é uma coisa diferente, amenizando qualquer discussão e capaz de atrair pessoas de fora do airsoft para o esporte”.
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Campeonato Clássico põe Campos e região no mapa do xadrez nacional
30/07/2022 | 22h15
O primeiro Campeonato de Xadrez Clássico das regiões Norte, Noroeste e Lagos Fluminense já tem data marcada e as inscrições para as 50 vagas disponíveis estão abertas. Quem organiza o evento é a Academia de Xadrez de Campos (AXC), que vem incentivando o esporte na região há mais de cinco anos. O evento acontecerá nos dias 20 e 21 de agosto e terá premiação em dinheiro para o pódio geral, para o melhor master (acima de 60 anos) e para a melhor jogadora feminina. O evento contará, ainda, com o apoio da Folha da Manhã.
Quem pratica o esporte na cidade como os veteranos dos tabuleiros, os professores campistas Eduardo Duarte “Piolho” e Greison da Silva, vêem uma oportunidade incrível para todos os atletas e entusiastas do esporte – sejam eles novos ou antigos.
“O torneio clássico é importante para todos os jogadores da região, desde amadores, alunos e mais experientes, a quem terá sua primeira experiência no xadrez clássico. Essa é uma oportunidade única e para os mais experientes a oportunidade de voltar a participar dos torneios e rever os amigos”, disse Greison.
Eduardo vai além e defende que “o Xadrez da cidade de Campos dos Goytacazes, tem novamente voz e oportunidade de fomentar o turismo, lazer e a prática do esporte mais uma vez, promovido pela Academia de Xadrez de Campos”.
O objetivo do torneio, segundo os professores é motivar, movimentar e selecionar os melhores para o Torneio Estadual Interclubes que acontecerá no Rio de Janeiro, em setembro.
A presidente da Academia de Xadrez de Campos, Fernanda Toledo, afirma que essa movimentação é “essencial para que as escolas com xadrez em Campos tenham a devida movimentação de seus atletas, assim como todas as escolas do Norte Fluminense, que podem e devem aproveitar essa oportunidade e revelar novos talentos”.
A inscrição pode ser feita através das redes sociais da AXC ou deste link. O campeonato será aberto a quem quiser participar. 
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Xadrez gratuito: diversão e ginástica cerebral encanta público de todas as idades em Campos
07/05/2022 | 19h12
O Xadrez tira cada vez mais jovens dos celulares, computadores e video games em Campos. No Shopping Boulevard, às terças, quintas e sábados, o número de pessoas que se juntam para aprender e conversar sobre o tradicional esporte aumenta e até impressiona qualquer um que olhe para dentro das vitrines iluminadas da Academia de Xadrez de Campos (AXC). No século XXI – aonde as interações digitais dominam o cotidiano – o tête-à-tête do enfrentamento de Peões, Torres, Cavalos, Bispos, Damas e Reis nos tabuleiros, acaba se tornando uma novidade.

Tudo isso é feito dentro da academia com elementos lúdicos e temáticos que fogem do ‘clássico’ e ‘tradicional’ para fisgar crianças, adolescentes, adultos e idosos. Lá, além dos diversos cursos oferecidos, pessoas que não tem conhecimento nenhum do esporte, recebem aulas gratuitas de movimentos básicos. A música, as piadas e as rodas de conversa surgem naturalmente no ambiente, favorecendo, além da mescla de idades, o intercâmbio de todas as tribos.

– O fim da pandemia trouxe essa vontade de se reaproximar... falo em termos físicos mesmo. E o xadrez é uma forma de fazer isso com segurança, diversão e com aquele elemento da competitividade. Para além da diversão, é uma oportunidade para as pessoas que venceram a Covid e acabaram com algumas sequelas, como o esquecimento, amenizarem o problema. Eu sou um exemplo disso e garanto: o Xadrez é uma excelente ferramenta para contornar esse problema – comenta Fernanda Toledo, presidente da AXC, professora e vice-presidente do Interior da Federação de Xadrez do Estado do Rio de Janeiro (FEXERJ).

Os benefícios e estímulos do esporte são confirmados do ponto de vista clínico. O enxadrista amador, admirador do esporte e médico psiquiatra, Flávio Mussa, afirma: “O xadrez é um elemento potencializador das nossas capacidades cognitivas!”

Na visão profissional do médico, o Xadrez ativa a mente e durante a prática estimula as conexões cerebrais frontais do lóbulo pré-frontal. Esse processo, nas palavras do doutor, “é uma coisa extremamente positiva para quem tem depressão, ansiedade, transtorno de pânico, processo inicial de demência, Parkinson... A partir da ativação de vias neurais novas, estas que atingem o córtex pré-frontal, podemos determinar um aumento dos nossos neurotransmissores que estimulam a nossa cognição, atenção e vida pragmática”.

– Esses benefícios valem para todas as idades: para um adolescente ansioso com a questão da volta às aulas; para uma criança que está apreendendo a conviver; para um idoso com sintomas já cognitivos; para adultos com humor depressivo ou ansioso – acrescenta o doutor Flávio, por fim.
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Preparar, apontar, fogo: Curso feminino de tiro anima final de semana
07/04/2022 | 13h43
Em uma situação de defesa pessoal ou residencial, tanto faz se o tiro for disparado por uma mulher de 50kg ou por um jovem forte de 25 anos: desde que o alvo seja acertado, a arma de fogo é um instrumento de equidade de forças. Pensando nisso, alguns instrutores de armamento e tiro de Campos e região elaboraram o Curso Feminino de Operador de Pistola e Revólver. A ideia é trazer a mulherada para dentro do mundo do tiro, dentro de um país onde as armas estão cada vez mais sendo desmistificadas e comercializadas legalmente. O curso vai ter duração de 13 horas e 50 vagas foram abertas, 32 delas confirmadas até o momento. Essas mulheres serão divididas em duas turmas, uma no sábado e outra no domingo (9 e 10 de abril). O local escolhido para a instrução foi o Clube de Tiro de Cardoso Moreira e para facilitar o acesso, o transporte de van até o local está incluso no pacote do curso, assim como o café da manhã que irá sustentar o treinamento das guerreiras. O público diz estar animado, assim como os quatro instrutores responsáveis pela empreitada.


Um deles é Zeca Russiano, de 40 anos. Ele ressalta a importância de um curso preparado especificamente para mulheres, “que vem ganhando cada dia mais seu espaço em todos os esportes, não sendo diferente no tiro esportivo”. As alunas irão voltar com outra mentalidade do treinamento, garante Zeca, que antecipa: “diversas formas de disparo serão ensinadas no curso. Os 50 disparos serão divididos entre o tiro parado, tiro em movimento, tiro sentado e tiro veicular... assim elas terão um pouco de conhecimento de todas essas posições e, em uma situação de defesa real, poderão aplicar aquilo que será ensinado neste final de semana”.


Campos é uma cidade historicamente ligada ao tiro esportivo e conta com um dos clubes mais antigos do Brasil. Mas por aqui, segundo estudos do pesquisador e policial federal Roberto Uchôa, as mulheres foram responsáveis apenas por 0,9% das aquisições de armas realizadas pelo caminho da Polícia Federal, no ano de 2018: os números podem ter aumentado um pouco, mas não muda o fato da existência de uma ideia pré-fabricada de que tiro e armas são “coisas de homem”.

– Queremos reforçar que a mulher é poderosa e por isso iniciamos esse projeto: para que as mulheres que passarem por ele possam competir com os homens aqui em Campos. Hoje as mulheres ocupam lugares nos pódios nacionais e internacionais, e queremos trazer isso para nossa região – explicou Zeca, brincando ao final – ... os maridões podem acompanhar, mas só pra segurar as bolsas de suas companheiras.


A comerciante, advogada e professora de Xadrez, Fernanda Fernandes, diz estar animada: “Meu pai foi militar e as armas sempre foram vistas com normalidade dentro da minha casa, apesar disso nunca atirei e agora que tive a oportunidade de apreender a manusear e disparar, penso que nada melhor que um curso para saber como me virar em uma situação de necessidade. Além do mais, depois do susto que você toma com o primeiro disparo, o tiro se torna uma atividade extremante divertida”.


O curso contará com um “belíssimo café da manhã”, de acordo com o organizador e também irá fornecer noções básicas de defesa pessoal e primeiro-socorros para as participantes campistas. A única exigência é a maioridade das participantes. O valor cobrado é de R$600, com várias opções de pagamento disponibilizadas pelos responsáveis para facilitar ao máximo o acesso. As inscrições podem ser feitas até essa sexta, com encerramento às 15h, através do WhatsApp do instrutor Zeca Russiano: (22) 99809-3085.
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Saudades de um campista, por Josival Pimenta
28/03/2022 | 12h57
Entre tantos aplausos falsos e celebrações forçadas, neste 28 de Março, data que marca o 187º aniversário da elevação de Campos à categoria de cidade, fica difícil acreditar em qualquer tipo de prosperidade ao mirar o horizonte na planície.
Mas, se você tiver o olho certo e estiver preparado para ouvir sem qualquer conceito pré-fabricado, em alguma esquina pode ser que você esbarre com pessoas realmente gratas e honradas por viver e lutar, dia a dia, nas trincheiras dos bravos índios Goitacás: esse é o caso de um dos leitores da Folha da Manhã, o inspetor escolar Josival Pimenta.

Em homenagem a terra fértil e abundante, a qual dedicou grande parte da vida, Pimenta sangrou no papel sua saudade de Campos dos Goytacazes. Segue abaixo o poema de sua autoria:

Saudades de um campista, por Josival Pimenta.



Sou com muito orgulho filho de Campos, berço doce onde nasci.

Um dia, em busca de aventuras, sofrendo parti.

Mas hoje a saudade me faz sofrer tanto,
cada lembrança é um pranto.



Relembro seus verdes campos tão bonitos,
e sua planície se perdendo no infinito.

Relembro suas belas lagoas e as riquezas do Imbé,

E também o bate-papo na rua do homem em pé.



Ah, quantas saudades da minha terra querida;

Onde jorra o ouro negro,
por onde desfila o Paraíba.



Minha campos, tu és o coração de uma nação,

E em teus braços quero estar quando chegar o próximo verão.

Vou esperar o raiar do sol,

Para admirar a beleza sem igual das musas do Farol.



Na cidade grande, viver não quero mais

Quero voltar para Campos e percorrer os seus canaviais.
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Medo e delírio sobre quatro rodas: um passeio de ônibus em Campos
26/03/2022 | 16h10
Mais um dia começa e tá na hora de pegar o ônibus em Campos. Vamos ver o que acontece fora das telas, feeds e stories. De quebra, dá para expulsar o suor espesso das cervejas da noite passada. Por volta das 14 horas o sol é forte e o dia está limpo. Aquela bola de fogo gargalha ondas de calor, castigando todos sem fazer distinção na planície goitacá.

Já no coletivo, em pé, eu amaldiçoo a dor de cabeça, e cada buraco aberto na via, até que, entre um solavanco e outro, o ambiente se torna hostil… sons improvisados com a boca começam e logo uma voz esganiçada levanta o coro... “Essa daqui é a boquinha de veludo”… “Ela anda bem, @#&?/@ bem, louca pra ter neném”… e por aí vai, com os palavrões fazendo apologia à droga e sexo ficando cada vez mais explícitos. É a turma do fundão e o seu ‘pancadão’. São alunos de um colégio estadual voltando para casa. Com seus urros e grunhidos eles aborrecem a vida e constrangem todos aqueles que pagam o seu futuro.

A cena é feia e degradante. Infelizmente é rotineira. No caso registrado em vídeo, um grupo de cinco alunos — meninos e meninas — improvisa um tipo de funk que nem pode se dignar a ser classificado como “baixo calão". Aquilo já era muito pior.

Longe de querer soar como patrono da moral e dos ‘bons costumes’ – posso ser um péssimo exemplo na grande maioria das vezes – mas os ‘estudantes’ mostram um nível de desrespeito assustador. Eles zombam dos passageiros, dos motoristas e trocadores, e fazem todos sentirem raiva, pena e, por fim, tristeza. “…É por isso que eu falo, minha filha, esse povo (juventude) ‘tá tudo’ perdido”, disse, meio melancólica, uma das passageiras para uma outra mulher que parecia ser sua amiga.

Até tentei puxar conversa, mas estava apressado para registrar as imagens e a identidade da moça e sua interlocutora me pareceu irrelevante naquele momento… então percebi que já estava na minha hora de descer.

Um pouco mais tarde, enquanto caminhava pelo shopping, olhando pessoas e vitrines, me peguei remoendo mentalmente aquelas cenas protagonizada pelos adolescentes e pré-adolescentes que não aparentavam nenhuma embriaguez — uma coisa que, em último caso, poderia explicar aquela falta de noção.
Os acontecimentos daquele ônibus se repetem em tantos outros que circulam pelo município, pelo estado e pelo país. Eles esfregam a decadência da nossa sociedade na cara de todos e abrem as cortinas para tempos realmente tenebrosos. O país está apodrecido nas suas raízes. O navio está afundando, então preparem os botes salva-vidas: o futuro está realmente perdido.  
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O caos político além da cancela do paraíso
12/03/2022 | 18h12


Sentado aqui, na base de uma montanha, com nada mais ao redor exceto as silhuetas dos morros e pedras em minhas costas — se erguendo como muralhas contra o caos e a política — o mundo das grandes capitais parece ser irreal e completamente estranho: sem nenhum sentido para qualquer um neste sítio. Tudo lá fora parece ser tão completamente oposto aos sons do vento sibilando na grama rasteira e da gargalhada das crianças; você até fica questionando como as pessoas conseguem manter a sanidade. Nem todos conseguem, é claro. As pessoas perdem as estribeiras todos os dias. Milhares e milhares piram de tanto se viciarem nas redes sociais, pensarem no próximo presidente ou se prenderem em qualquer outra adicção suja. As pessoas perdem a razão por nenhuma razão aparente.

Diante da perspectiva das várias pesquisas sobre as eleições deste ano em um país que vem assistindo a cada quadriênio uma sucessão de degenerados, psicopatas e cleptomaníacos, tudo aponta à reescrita do mesmo passado sujo na política e reforça para nós: precisamos urgentemente de um indulto para esse tornado de caos que está sendo catapultado para o nosso lado.

Se você puder, caminhe um pouco lá fora, deixe seu celular em casa e respire um pouco de ar fresco: esse pode ser um bom jeito de contra-atacar os problemas do Brasil e evitar que a sujeira acabe te consumindo. Não se preocupe, ao menos por enquanto você não tem nenhum projétil supersônico sendo disparado na sua direção por um tirano de plantão — isso já é motivo suficiente para engolir o choro guardado pro Twitter e contar suas bênçãos.

Tenha noção que todas essas velhas raposas vão repetir os mesmos erros, e não acredite em nenhum herói salvador da pátria, pois estamos todos condenados se deixarmos nossas vidas à mercê dessa laia. Toda essa classe política – pela qual muitos guincham ou tocam berrantes – se esconde atrás de muros, câmeras e seguranças armados.

Todos eles, Bolsonaro, Lula, Moro, Ciro, sem nenhuma exceção, se tiverem poder suficiente acabam se transformando na mesma coisa que vemos lá fora entre os peixes grandes da geopolítica: um bando ladrões baratos e criminosos de guerra implacáveis. O tipo de líder conhecido por receber a opinião contrária com bombas de gás lacrimogêneo, paredões de escudo, cassetetes e espingardas de calibre 12 municiadas com bala de borracha (que podem ser substituídas quando lhes convém pelas de chumbo para transformar você e sua opinião em um hambúrguer de carne moída e fragmentos de ossos).

Por isso eles não representam tudo que eu ou você devemos apenas desprezar, mas odiar e eliminar se um dia quisermos ter a esperança de alguma coisa parecida com a liberdade. Seja desajustado, seja estranho e seja você: o seu país e o seu mundo vão se ajustar, por bem ou por mal.

E vocês podem pensar que palavras como “escória”, “lixo” e “podridão” são fortes demais para qualquer jornalista acrescentar em comentários sobre esses políticos, e isso pode ser verdade até certo ponto… mas não vem ao caso agora. Foram as regras criadas por eles sendo seguidas de forma religiosa por toda sociedade civil organizada que permitiram aos ratos e baratas, entrarem e mandarem nas “honradas” instituições.
Publicado neste sábado (12) na Folha da Manhã
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Iniciando A Grande Caçada
12/03/2022 | 17h51

Antes de estrear o blog A Grande Caçada, eu gostaria de me apresentar para todos vocês, leitores. Eu sou o Ícaro Barbosa e atuo há 4 anos como jornalista na Folha da Manhã. A intenção deste espaço é fazer com que os assuntos abordados sejam vistos e abordados com uma nova lente. Tenho certeza de que não vai ser fácil.

No mais, caso você não me conheça, pode ter certeza de que sou um músico sem ritmo que acabou virando uma arma de aluguel das palavras por tempo suficiente para nunca pensar em mudar de ofício — exceto, talvez, quando fico entediado em um cômodo quieto com o computador disposto sobre a mesa.

As rápidas teclas viram os meus instrumentos: minha harpa, meu microfone RCA44 e meu sax soprano —tudo isso de uma vez só. Essa é a minha música, para o bem e para o mal, e quero compartilhá-la com você. 

E pode ter certeza, estou aqui com a cara na reta pronto para tentar dar uma lição nos canalhas de plantão e munir você, leitor, com assuntos interessantes, atuais, assim como com coisas que são boas e verdadeiras… tudo isso com um novo ponto de vista. 

Vamos ver se conseguimos, através das palavras, sentir o cheiro do medo daqueles que escondem coisas por baixo dos panos: aquele cheiro que é igual ao da verdade e da tinta que imprime jornais sérios como a Folha.

Sem muitas delongas, vamos ao trabalho…

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Sobre o autor

Ícaro Abreu Barbosa

[email protected]

Convido você para embarcar nesse safári jornalístico. Com um arsenal repleto de escárnio, ira e desespero, vamos desbravar os pesadelos de uma aldeia e de um mundo tomados pelo caos.