O líder da Direita Campos Carlos Victor Carvalho, o CVC, estava hospedado com familiares em uma pousada de Guaçuí, no Sul do Espírito Santo, quando foi preso na manhã desta quinta-feira (19), suspeito de financiar e organizar o ato antidemocrático que gerou a depredação dos prédios dos Três Poderes, em Brasília, no último dia 8.
Ele estava foragido desde segunda-feira (16), quando se tornou alvo da operação da Polícia Federal que prendeu outras duas pessoas pela mesma suspeita, também por mandados de prisão.
Na pousada, uma das mais caras de Guaçuí, que fica a cerca de 150 km de Campos, ele estava tomando café da manhã com duas mulheres e um homem no momento da prisão, todos identificados como familiares dele. A informação é de que tanto o suspeito, quanto os demais chegaram ao local durante a madrugada, que fica na sede do município, pela entrada de Alegre.
A Polícia Federal já trabalhava com a hipótese de CVC estar escondido no ES, já que no último fim de semana ele estava na praia capixaba de Guarapari com a família. Alguns veículos de imprensa chegaram a noticiar que ele se apresentaria espontaneamente na PF, em Campos, o que não ocorreu, resultando em sua procura até esta quinta.
CVC chegou à delegacia de Campos por volta das 12h30 e prestará depoimento. Ainda não há informações sobre para onde será levado.
O empresário Fernando Luiz Loureiro, presidente da Associação Comercial e Industrial de Campos (Acic), é o entrevistado do Folha no Ar desta quinta-feira (19). Entre os assuntos está a expectativa da entidade para o aumento de 15% neste ano, em comparação com 2022, nas vendas nos segmentos de papelaria, uniforme e calçados. Além disso, o programa vai trazer um balanço das ações da Acic no último ano e falar de projeções para os setores do comércio e indústria em Campos e região.
O Folha no Ar é partir das 7h na Folha FM 98.3 e nas redes sociais da rádio.
O Folha no Ar desta quarta-feira (18) vai abordar os ataques antidemocráticos ocorridos em Brasília, que refletiram também em Campos com a prisão de suspeitos de terem financiado o movimento apoiado por golpistas. O cientista político e sociólogo George Gomes Coutinho, professor da UFF, será o entrevistado, avaliando os reflexos dos atos bolsonaristas também no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuja equipe e primeiras ações adotadas também estarão em análise.
O programa é, ao vivo, a partir das 7h, pela Folha FM 98.3 com transmissão também pelas redes sociais da rádio.
A subsecretária municipal de Justiça e Assistência Judiciária, Danielle Campos, uma das mudanças na equipe do prefeito Wladimir Garotinho em 2023, é a entrevistada do Folha no Ar desta terça-feira (17). Além de falar sobre os desafios do novo cargo, ela vai falar sobre o principal projeto da pasta que é o Justiça Itinerante, cujo o calendário de 2023 se inicia nesta terça, das 9h às 13h, na Praça São Gonçalo, no distrito de Goitacazes. O programa é desenvolvido em parceria com o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ).
Essas e outras informações você acompanha, ao vivo, a partir das 7h, na Folha FM 98.3 e nas redes socais da rádio.
Roberto Henrique de Souza Júnior
A Polícia Federal ainda não deu detalhes sobre como se deu o envolvimento do subtenente do bombeiro militar Roberto Henrique de Souza Júnior, 52 anos, preso em Campos, nos atos antidemocráticos ocorridos em Brasília. Mas, logo que divulgado o nome dele, começaram a circular em grupos de mensagens prints, nos quais são atribuídos a ele o contato para arrecadar recursos e bancar possíveis manifestantes campistas na capital federal, inclusive com a divulgação de um pix que estaria atrelado ao bombeiro.
Segundo o site "O Antagonista" o bombeiro teria sido identificado pela Polícia Federal, justamente por meio de uma chave pix. Ainda de acordo com a página, "as investigações apontam que o subtenente teria realizado transferências de valores para financiar grupos bolsonaristas. Entretanto, a PF acredita que o bombeiro militar não seja a ponta do esquema".
Uma das mensagens, cujo print está rodando, traz a seguinte informação: “Estamos com seis amigos lá em Brasília, todos saíram daqui de Campos, será que conseguimos juntar ajuda para dar suporte a eles, seria uma forma de estarmos juntos na luta, acho que 50,00 de cada um não fica puxado e será muito importante para os que estão na frente de batalha, nós temos o irmão (nome omitido pelo Blog por falta de confirmação) representando os bombeiros de Campos, vou passar para ele a ajuda e ele fará chegar nos demais. Vamos ajudar irmãos, é de extrema importância. Contribuição para a frente de batalha em Brasília”.
Abaixo do referido texto consta o pix com o e-mail e nome do bombeiro, além de uma suposta lista com outros nomes que teriam contribuído com quantias de R$ 50 a R$ 100. Os nomes também serão omitidos pelo Blog por não ter conseguido confirmar a veracidade do conteúdo do print.
O que se sabe até agora é que o subtenente Roberto Henrique, que atua no quartel da Codin em Guarus, foi candidato a deputado federal nas eleições de 2018. À época, o bombeiro disputou o pleito pelo partido Patriota, partido ligado a base do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sob o nome de Júnior Bombeiro. Ele teve apenas 1.260 votos, mesmo tendo gravado vídeos em apoio e com Bolsonaro, como publicou o site UOL, em seu canal no Youtube. Veja no fim desta postagem.
O Blog teve acesso ao processo do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) em que ele foi condenado, em agosto do ano passado, por não ter prestado suas contas de campanha, motivo pelo qual foi obrigado a devolver R$ 4 mil, referente ao fundo partidário.
O Blog, por meio do e-mail da Folha 1 e de mensagem de WhatsApp, entrou em contato com o advogado como responsável pela defesa do então candidato na ação eleitoral, mas não obteve retorno, inclusive para saber se também estará à frente do caso que resultou na prisão.
A operação da Polícia Federal investiga suspeitos de organizar e financiar os atos terroristas no Distrito Federal, em 8 de janeiro. Outros dois alvos de mandados de prisão são procurados e o Blog também pediu à PF atualização sobre novas possíveis prisões e também aguarda retorno. Os nomes dos alvos não foram divulgados oficialmente, mas a Folha de São Paulo chegou a apontar um conhecido integrante do movimento de direita em Campos.
Além das prisões, também foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão. Na ação, a PF apreendeu celulares, computadores e documentos diversos.
Os suspeitos são investigados por associação criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e incitação das Forças Armadas contra os poderes institucionais — crimes que teriam sido cometidos ao financiarem e organizarem os ataques às sedes dos três Poderes, em Brasília, e nos atos em frente aos quartéis em Campos.
Além disso, os alvos também são investigados pelos atos antidemocráticos pós-segundo turno das eleições, que bloquearam vias no Rio de Janeiro.
"Durante a investigação, foi possível colher elementos de prova capazes de vincular os investigados na organização e liderança dos eventos. Além disso, com o cumprimento hoje dos mandados judiciais, será possível identificar eventuais outros partícipes/coautores na empreitada criminosa", diz comunicado da Polícia Federal.
O comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, coronel Leandro Monteiro informou ao G1 que “será instaurado, ainda hoje, um Inquérito Policial Militar para apurar a participação do bombeiro da corporação em ataques contra o patrimônio público e em associações criminosas visando à incitação contra os poderes institucionais estabelecidos, o que é inadmissível.
O Corpo de Bombeiros informou ainda que o militar preso, sem divulgar o nome, seria conduzido ainda nesta segunda para o Grupamento Especial Prisional (GEP) do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ).
O Folha no Ar desta sexta-feira (13) vai receber a pesquisadora e escritora Gisele Gonçalves. Destaque por desenvolver trabalhos com temas vinculados ao patrimônio cultural e a cultura popular, ela é autora do Livro “A Cavalhada de Santo Amaro: Uma Cultura Viva na Baixada Campista”, da editora Essentia. Um registro que reconhece esta relevante manifestação popular, considerada patrimônio imaterial. A Cavalhada é uma das atrações deste domingo (15), dia do padroeiro da Baixada Campista, que já está em festa, inclusive com os preparativos para a tradicional caminhada de fé e devoção por quase 40 km.
O programa é, ao vivo, a partir das 7h e pode ser acompanhado na Folha FM 98.3 e pelas redes sociais da rádio.
Reprodução
*Com colaboração da jornalista Dora Paes
A deputada estadual eleita pelo PT, Carla Machado, fez um tour pelas dependências da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (11). Carla mostrou sua nova Casa a partir de 1º de fevereiro. Em um vídeo no plenário, a ex-prefeita de São João da Barra falou que está disposta a honrar os 34.658 votos que recebeu, nas eleições do ano passado, e trabalhar pelo desenvolvimento da região.
— É aqui que eu vou trabalhar a partir de primeiro de fevereiro se Deus quiser. Foi onde vocês me deram essa oportunidade e a gente tem muita gratidão. Estou voltando agora à vida de trabalhadora que eu sempre fui. Depois da das eleições, eu tirei um tempo para cuidar um pouco da minha vida. Mas está na hora de já retornar — disse Carla.
Ela também esteve no Rio de Janeiro com o vice-presidente do diretório nacional do PT, Washington Quaquá, deputado federal, com quem, segundo ela, terá parceria para buscar coisas boas à região, em Brasília.
A ex-prefeita ainda relatou que permaneceria na capital fluminense para providenciar o aluguel de um apartamento, já que ficará metade da semana por lá.
A deputada eleita tem usado as suas redes sociais contra os ataques antidemocráticos em Brasília e pedindo paz. “O que o nosso país mais precisa é de paz, amor e justiça social. Que Jesus ilumine os governantes e guie nosso povo para que todos elevem suas consciências e a fraternidade se estabeleça em todo o mundo”, postou Carla, junto a uma imagem na qual convocava os seus seguidores para um ato em defesa da democracia que aconteceu no Rio de Janeiro.
O Folha no Ar desta quinta-feira (12) recebe os membros da diretoria do Comitê de Bacia Hidrográfica Baixo Paraíba do Sul e Itabapoana, João Siqueira e Zenilson Coutinho. Em tempos de cheias na região, eles vão falar sobre as ações para tentar resolver este problema crônico, além de medidas paliativas, como a abertura da barra do Paraíba, em Atafona, litoral de São João da Barra, que aconteceu nesta quarta-feira (10), para tentar aumentar a vazão do rio e diminuir a pressão nos diques, alguns em risco.
O programa é, ao vivo, partir das 7h, pela Folha FM 98.3 e também pode ser acompanhado no site e nas redes sociais da rádio.
O Folha no Ar desta quarta-feira (11) recebeu o secretário de Educação, Ciência e Tecnologia de Campos, Marcelo Feres, que falou sobre a abertura do período de matriculas na rede municipal, além das projeções para o ano letivo de 2023 e a expectativa para mais investimentos na área, inclusive comentando sobre reajuste ao professor. Feres, que já fez parte do Ministério da Educação (MEC) em outras gestões do PT, afirmou que seguirá em Campos, apesar de ter recebido um convite para voltar a fazer parte da equipe do governo federal, desta vez no Ministério do Trabalho, atuando na educação profissionalizante. Para Marcelo, seguir como secretário no município é manter seu compromisso com o projeto educacional proposto para Campos. A afirmação pode ser acompanhada ao afim do segundo bloco da entrevista. Ele também avaliou a nova equipe do MEC.
Terrorismo Divergências jurídicas à parte, é impossível não encarar o que aconteceu em Brasília no último domingo como terrorismo. Pelo menos tem sido desta forma que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes vem tratando os atos de criminosos bolsonaristas que invadiram e depredaram os prédios do Palácio do Planalto, Congresso e STF. É assim também que tem sido visto pela maioria democrática da sociedade, até mesmo por aqueles que um dia não conseguiram medir as consequências de um governo autoritário, cuja conta está chegando da pior forma possível. O preço aos fanáticos que invadiram ou facilitaram a série de crimes ainda parece barato, sobretudo àqueles que tentam se esconder.
Ironia do destino Os que fizeram questão de aparecer, com publicações nas redes sociais se orgulhando de serem criminosos e desmontando o falso discurso de patriotas, agora clamam por direitos humanos que tantas vezes fizeram questão de invalidar. Não que esses não devam ter os direitos garantidos pela ampla defesa e bons cuidados por estarem sob custódia do Estado, mas pela ironia do destino traçado por eles mesmos durante os quatro anos anteriores. Há tempos se especulava se os apoiadores de um golpe militar seriam inflados ao ponto de partirem para a violência. E a prova veio, com certa facilidade de apoiadores políticos do ex-presidente Jair Bolsonaro, que não deve sair ileso por tantas vezes inflamar discursos de ódio e o delirante fanatismo.
“Cidadão de bem” Ao se apoiarem no discurso de cidadão de bem, bolsonaristas radicais pareciam aguardar apenas uma chance para, vestidos com a camisa da seleção, como já tinham demonstrado anteriormente em tentativa de invasão à Polícia Federal e destruição em Brasília, praticar os ataques de domingo. Esses jamais poderiam ser tratados com surpresa, como chegou a falar o afastado governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e o ex-secretário de Segurança Pública do DF Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, que teve a prisão decretada ontem por omissão e conivência, segundo o STF. Em férias nos EUA, Torres afirmou que antecipará o retorno ao Brasil e se entregará à PF.
Comparação A imprensa mundial comparou a ação de bolsonaristas radicais com a invasão ao Capitólio nos EUA em 2021. Assim como lá, onde os apoiadores do então presidente Donald Trump não aceitavam a sua derrota nas urnas para Joe Biden, os bolsonaristas não aceitam o resultado das eleições de outubro, em que Jair Bolsonaro perdeu para Luiz Inácio Lula da Silva. Tanto os terroristas americanos quanto os brasileiros são de direita e defendem “pautas conservadoras” e foram inflamados por discursos diretos ou indiretos dos seus líderes.
“Transitório” O que aconteceu no domingo ainda terá seus desdobramentos, mas em uma avaliação feita ontem pelo vice-presidente e também ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, a democracia sai fortalecida e, por terem aspecto “transitório e passageiro”, esses atos não prejudicarão a economia do país. “Os Estados Unidos tiveram a invasão do Capitólio, mas isso não mudou a economia americana. Economia é competitividade. Temos de trabalhar, porque temos muitas oportunidades”, comentou.
Avaliação Para o professor de Economia Política da Uniflu Igor Franco, os atos de barbárie observados no domingo trazem, sim, impactos relevantes para a economia. “No curto prazo, a reação coesa dos Poderes e dos principais agentes políticos fortaleceu a capacidade de aprovação de medidas por parte do Executivo. Porém, o custo de eventuais erros pode ser muito elevado, caso o governo aproveite essa janela de oportunidade para aprovar medidas ruins. O contexto de polarização política generalizada e a presença de uma parcela radicalizada da população podem ser explosivos, caso o país caminhe a passos largos para uma tragédia econômica derivada de más políticas públicas”, avaliou.
Ataque à cultura (I)
Muitos foram os danos causados à cultura brasileira durante os atos antidemocráticos. Os próprios prédios do Planalto, do Congresso e do STF representam grandioso patrimônio arquitetônico, assinado pelo modernista Oscar Niemeyer. É considerada irreparável a destruição de um relógio do século XVIII, que Dom João VI trouxe ao Brasil, em 1908, após tê-lo recebido como presente da corte do rei da França Luis XIV. No Palácio do Planalto, também foi danificada a tela “Mulatas”, de Di Cavalcanti, com valor estimado em R$ 8 milhões e que foi perfurada em sete pontos; assim como esculturas importantes foram quebradas.
Ataque à cultura (II) Outras obras atacadas no Planalto foram a pintura “Bandeira do Brasil”, de Jorge Eduardo”, e um retrato de José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência. Chegou a circular nas redes sociais que essa seria uma pintura de Oscar Pereira da Silva, renomado artista natural de São Fidélis. Porém, a obra original feita por Pereira da Silva sobre José Bonifácio encontra-se no Museu do Ipiranga, em São Paulo. Embora tenha alguma similaridade com o quadro assinado pelo fidelense, o retrato danificado em Brasília vem sendo tratado como obra de artista desconhecido.