Garotinho na mira da Procuradoria
Aldir Sales e Arnaldo Neto 18/09/2018 10:57 - Atualizado em 19/09/2018 14:46
Ministro do TSE suspendeu limitações na campanha, mas Garotinho tem nova contestação
Ministro do TSE suspendeu limitações na campanha, mas Garotinho tem nova contestação / Folha da Manhã
O candidato Anthony Garotinho (PRP) conseguiu, nesse domingo (16), uma liminar do ministro Og Fernandes, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que suspendeu o indeferimento da sua candidatura ao Governo do Estado, como decidido no último dia 6 pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O recurso garante que o ex-governador permaneça com a campanha (como já havia ocorrendo), sub judice, e que o nome dele esteja na urna eletrônica, até que a principal Corte Eleitoral decida em definitivo. No dia seguinte, ontem, a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) voltou a pedir ao TRE que mantenha a inelegibilidade de Garotinho. A sustentação, que também foi enviada à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE), traz outra condenação do político da Lapa: por calúnia contra um juiz federal em seu blog e do qual não cabe mais recurso. Neste processo, Garotinho teve os direitos políticos suspensos em março, após condenação do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2).
Em meio a todo esse imbróglio, o ex-governador ainda corre risco de ser preso pela condenação, também do TRF-2, por formação de quadrilha. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou habeas corpus preventivo para evitar a prisão após análise dos embargos. O político campista foi sentenciado a quatros anos e meio de cadeia no regime semiaberto por participação em um esquema de loteamento de delegacias para favorecer contraventores do jogo do bicho quando ele era secretário estadual de Governo.
Na decisão de tornar Garotinho inelegível, os desembargadores do TRE também decidiram pela proibição de atos de campanha e a retirada do nome do candidato da urna. No recurso no TSE, o ministro Og Fernandes suspendeu as limitações impostas pela Corte Regional e liberou o ex-governador para fazer campanha e ter seu nome na urna no dia da eleição até julgamento do mérito da inelegibilidade no TSE, o que não aconteceu.
Garotinho teve a candidatura barrada no TRE com base na Lei da Ficha Limpa, uma vez que o ex-governador foi condenado pelo Tribunal de Justiça (TJ) por desvio de R$ 234,4 milhões da Saúde quando sua esposa, Rosinha Garotinho (Patri), era governadora.
No entanto, o político da Lapa ganhou novo motivo para se preocupar. A PRE pediu ao Regional nova inelegibilidade do ex-governador, desta vez por condenação criminal de calúnia e difamação em seu blog contra um juiz. No parecer, a Procuradoria relata ainda que, o oficial de justiça tem tido dificuldades de localizá-lo, apesar de ter comparecido quatro vezes em sua residência e deixado seus contatos com empregado do próprio Garotinho e o porteiro do condomínio. Nesse caso, a execução penal definitiva tramita na 9ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.
A equipe de reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa de Garotinho, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição. 

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