Vereadora defende criação de Conselho de Defesa Civil ao invés de coordenadoria
21/01/2017 | 16h28
A vereadora Odisséia Carvalho (PT) foi uma das que votou contra a criação da coordenadoria municipal de Defesa Civil, aprovada m sessão extraordinária na Câmara de Campos. Ela participou do Folha no Ar de hoje, onde explicou os motivos para a sua negativa ao projeto enviado pelo Executivo. — Li toda a documentação, fiz pesquisa junto ao ministério da Integração Nacional, me reuni com os membros da oposição e lembramos que ainda em 1981, no governo de Raul Linhares, foi criada a coordenadoria de Defesa Civil; em 1997, o prefeito Garotinho criou a secretaria de Meio Ambiente e Defesa Civil; e em 2007, Mocaiber separou essas secretarias. Ou seja, Campos já possui um órgão que representa a Defesa Civil. Criar uma coordenadoria seria um retrocesso, uma vez que a secretaria já existe. Se a questão é criar para receber e administrar a verba que o Governo Federal envia em casos de necessidade, basta a Prefeitura fazer o CNPJ próprio da secretaria, que ainda não existe, e a pasta passar a ser unidade gestora de orçamento, que é o que a coordenadoria será, através de do conselho municipal de Defesa Civil — disse Odisséia, citando o departamento que será criado junto com o novo órgão. Para ela, o que deveria ter ocorrido em Campos é a criação um Conselho Municipal de Defesa Civil, que também é sugerido pelo Ministério da Integração, com participação também da sociedade civil organizada. Para ela, a criação da coordenadoria visa um esvaziamento da secretaria, que na sua visão teria efeitos práticos limitados, já que dependeria da coordenadoria para a liberação de verbas na hora de atuar. Odisséia lembrou também da possível sobreposição de cargos do pessoal da secretaria com a coordenadoria. “O vereador Dante (PSC), que votou a favor do projeto chegou a falar que o Henrique Oliveira, atual secretário de Defesa Civil seria o coordenador, mas Magal disse que a decisão sobre quem será responsável pela coordenadoria cabe apenas à prefeita Rosinha”, destacou a vereadora. Com informações do repórter Thiago Andrade.
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Campos já tem o primeiro caso de dengue hemorrágica confirmado
21/01/2017 | 16h28
O município de Campos já tem o primeiro caso de dengue hemorrágica confirmado este ano. A vítima da doença é um homem de 22 anos, morador do parque Santa Helena, em Guraus, que já recebeu alta após tratamento. A informação foi passada em primeira mão pelo  superintendente de Saúde Coletiva de Campos, Charbell Kury, ao participar do Folha no Ar desta sexta-feira. Ao todo 23 casos da doença do tipo clássico já foram confirmados até agora no município e outros 27 ainda seguem suspeitos. Para conter o avanço da doença e uma possível epidemia, previamente anunciada, amanhã acontece o “Farol Dia D de combate à dengue”. A maior incidência da doença, segundo Charbell Kury, tem ocorrido nos parques Guarus e Santa Ana (distrito de Travessão), onde já foram confirmados quatro casos da doença em cada. Em seguida vem o Calabouço com três casos. Outros bairros que também preocupam pela incidência são o Califórnia, Aurora, Centro e Imperial. A maior incidência da doença, segundo Charbell Kury, tem ocorrido nos parques Guarus e Santa Ana (distrito de Travessão), onde já foram confirmados quatro casos da doença em cada. Em seguida vem o Calabouço com três casos. Outros bairros que também preocupam pela incidência são o Califórnia, Aurora, Centro e Imperial. — O caso hemorrágico não foi grave, mas o paciente teve sangramento e por isso precisou ser internado para tratamento e já recebeu alta. Estamos preocupados agora com esse pós chuva, quando a água começa a secar e podem surgir novos focos e uma incidência maior de casos a partir de fevereiro. Até agora, a situação está sob controle, mas todos devem ficar atentos. Temos uma preocupação com a introdução do vírus do tipo 4, pois já há a confirmação de 12 casos em Niterói, que é bem próximo — destacou Charbell. Mutirão — Neste sábado acontece o “Farol Dia D de combate à dengue” do Xexé ao Lagamar. O mutirão vai envolver várias secretarias como a de Saúde e Serviços Públicos, responsável pela limpeza urbana. Ao todo, cerca de 550 pessoas estarão trabalhando na ação. “Contamos com a colaboração de todos os moradores e veranistas”, finalizou.
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Prevenção à Aids é foco no Farol para reduzir estatística de 200 novos casos a cada ano
21/01/2017 | 16h28
Os veranistas e moradores do Farol de São Tomé são focos de ações desenvolvidas pelo programa DST/Aids, da secretaria municipal de Saúde, para evitar novos casos doenças no município, entre elas a Aids. Dados do programa revelam que, desde 2008, 200 novos casos da doença surgem em Campos a cada ano. Atualmente, duas mil pessoas já são acompanhadas no programa. Para conter esta estatística, o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) Itinerante está atendendo na Casa de Prevenção da praia e 150 mil preservativos serão distribuídos durante todo o verão. De acordo com a coordenadora do programa DST/Aids, Rozângela Fonseca, que participou do Folha no Ar destaquinta-feira, o atendimento do CTA acontece das 8h às 13h. Na ocasião são realizados o teste rápido de diagnóstico do vírus HIV, aconselhamento e distribuição de preservativos e de material informativo e educativo. — Atendemos com uma equipe qualificada e treinada. A grande importância do teste é que ele possibilita o aconselhamento para esclarecermos o usuário da importância do que é fazer a sorologia, se em algum momento da vida dele, ele se colocou em posição de risco — informa a coordenadora. Ela explica que se o usuário teve uma relação sexual desprotegida entre uma semana e 10 dias, e fizer o teste, poderá estar na janela sorológica, quando o organismo não desenvolve o anticorpo contra o vírus. “Atualmente não existe mais grupo de risco, e sim, comportamento de risco”, ressalta. Proteção — Também no Farol, a secretaria de Saúde está distribuindo os preservativos em pontos estratégicos e na caminhada junto ao trio elétrico. Uma equipe de suporte de 20 a 30 profissionais de saúde, entre enfermeiros e técnicos de enfermagem, distribui os preservativos numa ambulância. A equipe também fica num ponto fixo da orla, no estande da secretaria municipal de Meio Ambiente.
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Cem famílias ainda permanecem em abrigos públicos
21/01/2017 | 16h28
Cerca de 100 famílias ainda permaneciam ontem em abrigos públicos em Campos. A expectativa da secretaria municipal de Defasa Civil é que a partir de hoje as 55 famílias que estavam fora de suas casas na Tira Gosto e Matadouro voltem aos imóveis, que receberam hoje uma visita técnica da secretaria para avaliar as condições. O mesmo deve acontecer até sexta-feira com as 21 da Ilha do Cunha e outras 27 de Três Vendas. Já em Ururaí, 42 famílias já se mudaram para o Morar Feliz do Novo Jóquei e 20 casas começaram a ser demolidas  na localidade.   Segundo o secretário, Henrique Oliveira, que participou do Folha no Ar de hoje, o retorno de famílias em Campos sem a devida autorização tem atrapalhado o trabalho de vistoria da Defesa Civil, sendo ainda um risco, já que muitas casas estão insalubres e sem a devida limpeza, condições propícias ao surgimento de doenças como a leptospirose. Um óbito por suspeita dessa doença — um homem 51 anos, que estava em um abrigo — é investigado pela secretaria de Saúde. Foi colhida amostra de sangue e enviada para o Laboratório Central do Estado e o resultado deve sair em duas semanas. De acordo com a Defesa Civil, equipes do órgão fizeram vistorias nas casas das comunidades e nenhuma delas está com risco de desabamento, o que possibilita que as famílias retornem com tranquilidade. O órgão se compromete em fazer a mudança das famílias com caminhões e na assistência com cestas básicas e água. Em Três Vendas, segundo Henrique, bombas de sucção ainda continuam drenando a água de áreas alagadas, enquanto a secretaria de Serviços Públicos concluia a limpeza das ruas. Cerca de 12 agentes do Centro de Controle e Zoonoses (CCZ) também já estiveram no distrito desinfetando as casa. No entanto, grande parte das famílias que estavam nas lajes ou nas casas de parentes está voltando sem a Defesa Civil faça a vistoria na estrutura dos imóveis. — As águas que invadiram as casas na localidade de Três Vendas, podem ter danificado a estrutura da moradia. Com as famílias retornando, fica difícil fazer a vistoria. Peço que as famílias tenham calma, pois nossa equipe está vistoriando todas as casas que sofreram com as últimas cheias. A orientação é que aqueles que já retornaram fiquem atentos a qualquer barulho na estrutura ou rachadura e saiam imediatamente e entrem em contato com o 199 — orientou o secretário, ressalto que com o decreto de situação de emergência os moradores de Três Vendas poderão ter acesso a benefícios, como o Fundo de Garantia e antecipação do Bolsa Família. O retorno das famílias a suas residências só está sendo possível a partir da baixa dos rios Paraíba do Sul, Muriaé e Ururaí. Na última medição feita Paraíba marcava 7m50, bem longe do nível de transbordo, onde a cota é 9m60. O rio Ururaí também continua baixando e estava ontem em 3m64. A Defesa Civil segue hoje com o trabalho de demolição das 20 casas que estavam localizadas em área de risco, no distrito. Uma equipe foi enviada ao bairro para demolir as residências, com o auxílio de máquinas. Em locais de difícil acesso, a ação foi feita manualmente. Com informações do repórter Dulcides Netto.
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Relatório de Soffiati é anexado a outro feito por engenheiro do MPF
21/01/2017 | 16h28
O professor e ambientalista, Aristides Arthur Soffiati participou do Folha no Ar desta terça-feira, onde detalhou itens reunidos em um relatório elaborado por ele a pedido do Ministério Público Federal (MPF), no qual aponta falhas e possíveis soluções para a problemática das cheias na região. Segundo Soffiati, o documento será anexado a outro relatório elaborado pelo engenheiro e coordenador substituto do MPF, Albert Jacobson, que integrou a equipe em uma vistoria técnica nas áreas afetadas pela última enchente entre Campos e Cardoso Moreira. O documento segue para apreciação do Procurador da República, Eduardo Oliveira, que deverá, com base nele, pedir providências a órgãos como o Instituto Estadual do Ambiente e ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Trânsito (Dnit).
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Serviços Públicos em ação no pós chuva
21/01/2017 | 16h28
Surpreendendo até mesmo a Defesa Civil, a água secou em Três Vendas e o órgão usou bombas para sugar o que ainda restava. Antes do retorno de algumas famílias ao distrito — onde a água chegou aos dois metros nas casas—, a secretaria de Serviços Público está garantido a limpeza das ruas. O secretário Zacarias Albuquerque participou do Folha no Ar desta segunda-feira e explicou que cerca de 100 homens estão trabalhando na limpeza do local e a previsão é de que o trabalho finalize na quarta-feira (18). — Estamos limpando cerca de dez ruas, retirando lama, objetos que se perderam nas casas por causa da água e muita cana que foi levada até o distrito por conta das áreas de plantação e corte que foram inundadas. Também estamos utilizando máquinas e desobstruindo os poucos bueiros — disse Zacarias. Segundo ele, outros pontos afetados pelas cheias dos rios Muriaé, Paraíba do Sul e Ururaí estarão recebendo os serviços paralelamente nesta semana. A prefeitura também está disponibilizando kits de limpeza e o Centro de Controle e Zonoses (CCZ) vai atuar na higienização dos locais, visto que a insalubridade é grande nessas áreas e as pessoas se arriscam a sofrer acidentes ou contrair doenças como leptospirose.
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IFF: mudanças já começaram na prática
21/01/2017 | 16h28
Aos poucos áreas antes ocupadas pela antiga reitoria do Instituto Federal Fluminense (IFF) começam a ser restituídas ao campus Campos-Centro. A idéia, segundo o diretor do campus, Jefferson Azevedo, que participou do Folha no Ar desta quinta-feira, é fazer valer na prática uma das propostas de campanha, que é a saída da reitoria do campus. Segundo Jefferson, a primeira mudança já aconteceu no gabinete que antes pertencia à antiga reitora. “Por opção do próprio reitor Luiz Augusto Caldas, ele resolveu ficar em uma sala provisória e o antigo gabinete voltou a ser a sala do diretor do campus Campos-Centro. O prédio anexo, que estava sendo construído pela antiga gestão para ser a sede da reitoria também vai passar a integrar as atividades do campus. A nossa idéia é desocupar espaços hoje ocupados pelo setor administrativo e fazer valer suas verdadeiras funções, que é de salas de aula e laboratórios”, destacou. Para que a reitoria desocupe todo prédio do campus, já está sendo procurada uma nova sede. A idéia é que até este semestre, au até o fim do ano, toda mudança ocorra.
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Cinco casos de dengue confirmados e dois suspeitos em Campos
21/01/2017 | 16h28
O município de Campos já tem cinco casos de dengue confirmados nos dez primeiros dais deste ano e outros dois suspeitos. A informação foi passada pelo diretor do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), César Salles, durante entrevista no Folha no Ar desta terça-feira. Segundo ele, os casos estão sob controle, principalmente se comparado como o mesmo período do ano passado, quando foram registrados 25 casos. César explicou que a maior preocupação será após o período de chuva constante, já que neste momento não há acúmulo persistente da água, acontecendo uma renovação a cada nova chuva. “O problema é quando parar de chover e a água começar a secar. Isso aliado ao sol se torna propício à proliferação do Aedes aegypti. O risco de epidemia ainda é mantido, mas a gente acredita em um grande pico da doença nos meses de abril e maio”, destacou o diretor do CCZ, ressaltando que mais do que nunca a população deve estar atenta aos possíveis criadouros. Outra preocupação é com o surgimento da leptospirose, mas César destaca que desde outubro, com a previsão de enchentes para a região, foi intensificado o combate a roedores para reduzir o risco da doença transmitida pela urina do rato. “Agora a gente tem que esperar as águas baixarem para iniciar o trabalho de limpeza, borrifando hipoclorito (água sanitária) nas casas. A gente alerta aos moradores para o perigo de doenças pelo contato com as águas de enchentes, principalmente aqueles que insistem em permanecer nas áreas alagada. A orientação é que eles evitem o contato com esta água”, finalizou.
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Ações da Saúde são levadas às vítimas da enchente
21/01/2017 | 16h28
Desde que várias comunidades de Campos começaram a enfrentar problemas provocados pelas enchentes dos rios Paraíba do Sul, Muriaé e Uruaraí, a secretaria municipal de Saúde vem reforçando o atendimento às vítimas. Novas ações estão sendo realizadas para atender os desabrigados pelas enchentes do Rio Paraíba, que tiveram que ser removidos da Ilha do Cunha, Matadouro, Tira Gosto, Parque Prazeres, Três Vendas, Sapucaia e ainda Outeiro, localidade do município de Cardoso Moreira. Mais ônibus, com espaço para consultas e exames, foi disponibilizado para as equipes da Saúde, que percorrem os abrigos, levando atendimento desde vacinação e distribuição de medicamentos a consultas e realização de exames. De acordo com a coordenadora de programa de Assistência a Assentamentos e Quilombolas (Paaq), Cristina Peixoto, que participou do Folha no Ar, além dos abrigos, as equipes da Saúde também estão visitando as localidades de Três Vendas e Outeiro, onde diques se romperam. O Emergência em Casa agora também está atendendo em Três Vendas, onde duas ambulâncias permanecem com equipes de plantão, uma delas ficará junto à rodovia. As equipes da Saúde foram reforçadas e, além das que atendem na Igreja Batista, para onde foi transferida a UBS, outras estão fazendo atendimento domiciliar. Em Sapucaia, a ambulância não estava tendo acesso à Unidade Básica de Saúde e um trator está trabalhando na área, para solucionar o problema. Outra ambulância foi disponibilizada para atender os desabrigados de Outeiro. A coordenadora de Paaq também é médica sanitarista e lembra os cuidados para evitar doenças, que surgem com as enchentes e que podem levar até um mês para apresentar os sintomas. “O ideal é evitar o contato com as águas, por isso é importante as pessoas não insistirem em permanecer em lajes ou retornar às casas sem a devida liberação. A população já vem sendo imunizada de várias doenças antes mesmo da enchente começar de fato, como gripes e a Hepatite A, mas a leptospirose, que é grave e pode ser fatal, deve ser prevenida justamente pelo não contato com as águas de enchentes e uso de água sanitária na limpeza de locais que foram alagados. O diagnóstico precoce é fundamental, portanto, todos devem ficar atentos a sintomas, como febre, olhos amarelados e dor nas panturrilhas”, concluiu.
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Balanço das chuvas na região
21/01/2017 | 16h28
Olá pessoal. O Folha no Ar já está de volta desde a última terça-feira fazendo um balanço das chuvas em toda a região. Estamos contando com a participação de autoridades do Norte e Noroeste Fluminense. Também recebemos no estúdio o ambientalista e professor Aristides Arthur Soffiati, que apontou medidas de longo, médio e curto prazo para minimizar impactos provocados pelas enchentes em repetidos anos. Ele explicou que somente a recuperação de vegetação às margens dos rios e a recomposição de áreas de escapes dos rios poderão mudar o cenário.
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Rodrigo Gonçalves

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