À medida em que se aproxima a disputa da Copa do Mundo o fantasma aparece, amedrontando os jogadores, candidatos a estrelas da maior competição de futebol do planeta. A ameaça é real, provocando lesões que podem tirar da copa alguns dos principais destaques do futebol mundial. A mais recente dessas ameaças é sobre o jovem talentoso atacante brasileiro Estêvão. Nome certo na lista dos 26 preferidos por Carlo Ancelotti, Estêvão sofreu lesão grave, com ruptura quase total, do músculo posterior da coxa direita e corre o risco de ficar fora da copa. O médico do Chelsea quer operar o jogador brasileiro (o que o levaria a três meses de recuperação), mas ele reluta, preferindo realizar no Brasil (ou no Catar) um tratamento conservador, tal como ocorreu com Rivaldo em 2002 (leia a História de Copa, abaixo).
Não é a primeira lesão do atleta. No Palmeiras, quando era apenas um jovem promissor, Estevão sofreu duas lesões em 2 anos de profissional. No Chelsea passou por um processo de fortalecimento muscular, ganhou mais de 5 quilos de massa muscular, mas, em compensação já sofreu 4 lesões. Ronaldo Fenômeno passou por situação semelhante quando chegou ao Real Madrid e jogou a Copa Coreia/Japão sob rigoroso tratamento médico e fisioterápico. Ancelotti, na última coletiva da Seleção, disse que pode esperar por algum jogador que seja de seu agrado até perto da Copa.
Isso dá chances a Neymar e também a Estêvão, desde que os médicos alimentem esperanças em sua recuperação. Mas não é só o Brasil que se vê assombrado pelo Fantasma da Copa. A França perdeu o atacante Ekitike, que fez uma grande temporada pelo Liverpool. A Alemanha não terá Gnabry, que sofreu lesão grave atuando pelo Bayern de Munique. E até Lamine Yamal maior fenômeno espanhol das últimas décadas, está vivendo o drama de não disputar a Copa. O Brasil já sofreu desfalques por contusões outras vezes. A mais marcante foi a do volante Emerson, que na véspera da estreia do Brasil na Copa de 2002, brincando de goleiro no treino recreativo sofreu grave lesão no ombro e foi cortado. O corte mais doído foi o de Romário, em 98, na França, ele garantia que jogaria a fase final, mas a comissão técnica não quis esperar.
Histórias de Copa do Mundo
Vinte dias antes da Copa do Mundo de 2002 o médico do Barcelona decretou, em entrevista na Espanha: “Rivaldo não vai jogar a Copa, por uma lesão no joelho e vamos fazer uma cirurgia para que ele se recupere para a próxima temporada”. O médico da Seleção José Luiz Runco contestou o colega espanhol e, como Rivaldo já estava com a seleção, a caminho da Coreia do Sul, não permitiu que ele voltasse ao clube, iniciando um tratamento conservador, com o apoio do fisioterapeuta Paulo Figueiredo. Resultado: Rivaldo jogou a Copa, foi um dos destaques do Brasil e acabou campeão do mundo.