O prefeito Wladimir Garotinho (PP) gravou, na tarde desta quinta-feira (7), um vídeo informando que recebeu resultados de exames que descartaram uma suspeita inicial de que ele estaria com linfoma, uma espécie de câncer. Emocionado e com uma música gospel ao fundo, ele agradeceu a Deus o que chamou de livramento, mas disse que está com uma infecção que precisará ser tratada. Ele viajou junto com a esposa Tassiana Oliveira para a realização de exames complementares, inclusive a biópsia que descartou o linfoma.
— Agradecer o livramento na minha vida. Eu estou gravando apenas porque a notícia pode correr de maneira errada e até o dia de hoje, muito poucas pessoas sabiam do que tinha acontecido. Na sexta-feira passada, eu fiz um exame e o resultado da imagem do exame, feito em Campos, apontava para um possível diagnóstico de linfoma, que é um câncer no sistema linfático. Na hora bate o pânico, na hora bate o desespero e poucas pessoas souberam desse resultado. Eu teria que fazer outros exames para fechar o diagnóstico e para isso, eu tive que ficar internado e eu não quis me internar em Campos porque eu não queria alardear (...) Como pessoa pública, eu tive essa preocupação. Então eu saí de Campos para me internar e fazer os exames que eram necessários. Não que Campos não tenha profissional competente para isso, muito pelo contrário, tem muitos profissionais competentes, mas foi apenas para não correr a informação. Fiz os exames necessários, fiz a biópsia e acabo de receber a notícia que não é o linfoma. É uma infecção, uma doença infecciosa totalmente benigna, mas que a imagem inicial parecia ser um linfoma — falou o prefeito no vídeo, sem detalhar em que cidade fez os exames.
Além da primeira-dama, o prefeito, que está em Brasília, contou com a companhia do médico Marcos Gonçalves, o Maninho, nos exames fora de Campos. “Agradecer, em especial, às poucas pessoas que sabiam disso, que oraram por mim, que estiveram comigo, ao Maninho, médico, meu amigo, que é subsecretário de Saúde, que me acompanhou na viagem, nos exames, chorou comigo, sofreu comigo e a minha esposa Tassiana, que também me acompanhou, chorou e sofreu junto comigo. Então, obrigado, Senhor, por cuidar da minha vida. Obrigado pelo livramento”, completou.
Ao blog, o prefeito disse que passado o suto, está mais tranquilo porque a infecção é de tratamento fácil.
O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União), apresentou uma queixa-crime na 3ª Vara Criminal de Campos, nessa terça-feira (5), contra o ex-governador do Rio Anthony Garotinho. A informação foi veiculada pelo blog do Ancelmo Gois, em O Globo, e confirmada à Folha pelo próprio Garotinho que disse, por meio de nota, se tratar de “mera formalidade da lei e que apresentará defesa demonstrando a verdade dos fatos”.
A Folha também procurou por Rodrigo Bacellar, por meio de sua assessoria, para buscar mais detalhes sobre a queixa-crime, mas ainda não obteve retorno. No entanto, no blog do Ancelmo Gois consta que o embate judicial acontece após Bacellar acusar Garotinho de ter cometido os crimes de calúnia e difamação por conta de postagens feitas nas redes sociais.
Segundo o jornalista, em um dos casos, Garotinho fez insinuações sobre o patrimônio financeiro de Bacellar e seus irmãos, dizendo que a família fez crescer seus bens "com dinheiro público”.
Além de ter dito que o recebimento da queixa-crime se trata de uma mera formalidade, a nota enviada por Garotinho relembra denúncias feitas por ele a outros políticos. “Assim com o ex-governador Anthony Garotinho denunciou e comprovou o enriquecimento ilícito do Sérgio Cabral e outros que acabaram presos, demonstrará nos autos o aumento astronômico do patrimônio do Dep. Rodrigo Bacellar e família”, conclui a nota.
A Folha também entrou em contato com a assessoria do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro por mais informações sobre a queixa-crime na 3ª Vara Criminal de Campos e também espera uma resposta. Desde o ano passado, publicações feitas por Garotinho contra Rodrigo Bacellar e seus familiares vem causando embates não só na Justiça.
Em 25 agosto de 2023, a juíza Flavia Fernandes de Melo Balieiro Diniz, da 46ª Vara Cível da Comarca da Capital (TJRJ), chegou a determinar que Anthony (aqui) retirasse das redes sociais todas as publicações referentes ao presidente da Alerj e o clã Bacellar, o proibindo, ainda, a fazer novas publicações, sob pena de multa de R$ 100 mil por cada vez que a determinação fosse descumprida. Entretanto, em 16 de outubro, Graotinho conseguiu uma liminar no Supremo Tribunal Federal (STF) suspendendo os efeitos de uma ordem. Na liminar concedida, o ministro Edson Fachin considerou que a decisão anterior violou o direito à liberdade de expressão (aqui).
Desde que confirmou, há dois meses, a troca do União Brasil pelo MDB, o vice-governador Thiago Pampolha (MDB) passou a ser uma espécie de “persona non grata” até para o governador Claúdio Castro (PL), tanto que eram esperadas consequências da relação abalada entre os dois. E uma delas se tornou pública nesta terça-feira (5), em edição extra do Diário Oficial do Estado do Rio, que trouxe a exoneração de Pampolha da secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas), cargo que exercia desde o início do mandato.
O vice-governador trocou o União Brasil pelo MDB depois que o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, passou a comandar a antiga sigla dele. Os dois, como mostrou aqui a coluna Ponto Final da Folha, têm interesse em ser o sucessor de Castro em 2026. Com Bacellar indo do PL ao União, Pampolha ficaria sem espaço e o objetivo dele já é começar a fortalecer seu nome nos municípios, inclusive do interior, nestas eleições de 2024 para consolidar apoios e o retorno deles lá na frente pela disputa ao Governo do Estado.
Ao G1, Pampolha disse que sua exoneração já era esperada e que Castro “cometeu um grave erro político” ao demiti-lo. Já à Veja, ele falou mais, apontando uma influência externa para a exoneração:
— Se estava descontente comigo, o que deveria ter feito era sentar e conversar, não ignorar. A decisão sobre o comando das secretarias é dele, ele pode trocar, como fez. Mas da minha vida política cuido eu. E daqui pra frente, com completo respeito a ele, o que não se negocia. Comprometimento com o trabalho, institucionalmente. Mas politicamente, não me sinto mais do grupo político dele. Não houve um motivo contundente. Se ele me demite porque não entreguei, porque sou preguiçoso, tudo bem. Mas não por picuinha política. Não tem bom senso, razoabilidade. Fui injustiçado. Não há argumento que sustente isso, houve uma deslealdade política. O que imagino é que ele recebeu uma orientação de alguém que tem interesse nessa ruptura, e não teve como negar.
Pampolha teve na noite dessa segunda-feira uma reunião com Castro, mas o clima seguiu tenso. “Daqui em diante, nos cabe manter uma relação institucional e de trabalho, em nome do Governo do Estado. Mas na política, vamos tocar nosso caminho separados”, afirmou também à Veja, ressaltando, ainda, que a insatisfação de Castro estaria atrelada ao fato dele não ter aceitado trocar de partido depois da eleição. “Ligaram até para o Michel Temer para tentar impedir a filiação”, completou.
A troca de partido foi efetivada no dia 4 de fevereiro em São Paulo (aqui), mas sem a presença de Castro. O ingresso de Thiago no MDB foi a convite do presidente nacional da sigla, o deputado federal Baleia Rossi, e do governador do Pará, Helder Barbalho. Também participaram do encontro o ex-ministro Moreira Franco e vários políticos fluminenses.
A migração ocorreu semanas depois de o STJ (Superior Tribunal de Justiça) avançar em investigações contra Castro. Também foi mal visto o fato de os principais articuladores da mudança serem membros da ala do MDB mais próxima ao presidente Lula, como o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB). Castro é aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Para o lugar de Pampolha na Seas, entrou Bernardo Rossi (Solidariedade), que estava da secretaria de Governo, e tem forte ligação com Rodrigo Bacellar. Para o lugar de Rossi, foi nomeado André Dantas, que ocupa o cargo de Secretário Extraordinário do Governo em Brasília e vai acumular as duas.
O Palácio Guanabara informou ao G1 que “trocas na gestão faz parte e o governador tem autonomia para fazer ajustes”.
Segundo revelou a colunista Berenice Seara, do site Tempo Real, “institucionalmente, Castro diz que o movimento de Pampolha provocou um desequilíbrio das forças políticas no governo e que é necessária uma recomposição. O MDB, que só tem dois deputados estaduais, passou a ocupar três secretarias, mais do que outros partidos da base — que têm um peso maior no parlamento”.
Reflexos
Se antes falava-se que o interesse do presidente da Alerj era chegar ao Tribunal de Contas do Estado, isso não seria mais o suficiente. Tanto, conforme revelou a Folha de São Paulo, Bacellar já apresentou ao governador a opção de não deixar o cargo em 2026, tendo como garantia uma vaga no TCE. “Os deputados com quem conversei todos apoiaram a sugestão”, disse Bacellar à Folha de São Paulo.
Também já não é segredo que as movimentações na capital envolvendo Pampolha, inclusive, foram o que acentuaram a crise em Campos com o desacordo na votação da Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO). Foi um encontro entre o prefeito Wladimir Garotinho com o vice-governador no Rio, que acabou gerando um desconforto na pacificação com Rodrigo Bacellar, principalmente depois que o encontro se tornou público, no dia 13 de julho do ano passado, em uma nota publicada pelo jornalista Cláudio Magnavita no Correio da Manhã.
A nota trazia a seguinte informação: “O prestígio do prefeito de Campos, Wladimir Garotinho, é tão grande que o seu nome já é lembrado para ser o vice de Thiago Pampolha, em 2026, quando o atual vice-governador deverá disputar a reeleição. Alguém duvida que Wladimir, algum dia, será o terceiro governador da família Garotinho?”. O próprio Wladimir, ao participar do Folha no Ar, da Folha FM 98,3, no dia 11 de agosto de 2023, confirmou que a reunião que teve na capital refletiu em Campos. Nos bastidores, comenta-se que foi neste momento que Bacellar teria convocado os vereadores do seu grupo para irem à capital, onde se definiu os próximos passos da pacificação com a votação da LDO, ainda em agosto, sendo usada como um recado ao prefeito.
“Essa briga não é de Campos, essa briga é do Rio”, disse o prefeito na ocasião, no Folha no Ar, falando também do encontro. “Tive uma reunião com o Pampolha para liberar recursos para a obra da Beira-Valão, e Rodrigo teria ficado chateado com o meu encontro com Pampolha. A gente tem que saber separar as coisas. Tem a relação institucional e tem a relação política partidária”.
Bacellar e União A rápida ascensão de Rodrigo Bacellar na política fluminense volta e meia é comentada por aliados e adversários. E não é por menos, já que o campista e presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) vem a cada dia se mostrando com mais força política, reconhecida, inclusive, nesta semana, pela grande cúpula do União Brasil, que deve desembarcar ainda este mês na Cidade Maravilhosa para um grande ato de filiação do deputado. O combinado foi feito durante Convenção Nacional do partido, em Brasília, na última quinta-feira (29), quando Bacellar ajudou na articulação para eleger a nova executiva da sigla.
Articulador Desde dezembro do ano passado ela já coordena, extraoficialmente, o União no estado do Rio, após ter sido autorizado a deixar o PL. A ida de Bacellar à capital federal serviu também para acertar detalhes do papel dele como grande articulador do partido no RJ de olho nas eleições de 2024. Por óbvio, Campos está no radar e é de se esperar que após as movimentações em Brasília e o ato de março no Rio, ainda sem data certa definida, Bacellar articule mais diretamente também na sua cidade natal. Uma caravana de aliados campistas já se mobiliza para acompanhar de perto a filiação de Rodrigo na capital, que prevê também um grande ato em Campos por novas filiações e em uma demonstração de força.
Mudanças Nessa quinta, ao lado de grandes nomes do União, como o governador de Goiás e desafeto de Garotinho, Ronaldo Caiado, Bacellar acompanhou de perto a eleição da nova executiva da sigla, que tomará posse em junho. O deputado federal Luciano Bivar (PE) será substituído pelo atual vice-presidente, Antônio Rueda. O ex-prefeito de Salvador ACM Neto, que hoje ocupa o cargo de secretário-geral da sigla, será o 1º vice-presidente. Havia um acordo para a escolha de Rueda, mas o atual presidente, Luciano Bivar, na última hora, resolveu entrar na disputa para permanecer na presidência. A eleição chegou a ser cancelada por Bivar, mas foi mantida após recurso de líderes da legenda.
Força do partido Um dos maiores partidos do país, resultado da fusão entre PSL e DEM, o União conta hoje com uma bancada de 59 deputados federais, entre eles o itaperunense Murillo Gouvêa, que conseguiu lugar de destaque na sigla no estado do Rio Janeiro ao assumir a segunda vice-presidência. O partido era comandado no estado pelo prefeito de Belford Roxo, Waguinho (hoje Republicanos), que rompeu com a sigla. Na ocasião, um grupo de seis deputados federais pediu desfiliação na Justiça, por justa causa, entre eles a deputada federal Daniela Carneiro, esposa de Waguinho e ex-ministra do Turismo, que caiu do cargo. O fato de Murillo não ter acompanhado o grupo foi o que o projetou ainda mais na sigla.
Fora do PL Desde de dezembro do ano passado, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) autorizou, por unanimidade, a desfiliação do deputado estadual Rodrigo Bacellar do PL. A decisão, tomada pelos desembargadores garantiu que o parlamentar se desvinculasse da sigla sem perder o mandato, de acordo com o previsto em legislação eleitoral. Mesmo quando ainda estava formalmente no PL, Bacellar já vinha dando as cartas no diretório estadual do União Brasil, com o apoio do seu braço direito no Legislativo fluminense, o deputado estadual Márcio Canella, que, na prática, comanda o núcleo do Rio. Juntos, eles vão trabalhar na escolha dos nomes da legenda para disputar prefeituras e cadeiras em Câmaras de Vereadores.
“He Man” Rodrigo Bacellar vem ganhando tanto destaque que uma nota publicada, recentemente, pela coluna do Informe O Dia, assinada pelo jornalista Sidney Rezende, diz que “amigos do presidente da Alerj garantem que no Rio de Janeiro ele se transformou na maior força política do Estado. Eles dizem: ‘ele é nosso He Man’, super-herói dos desenhos. Paparicado pela Justiça ao ponto de receber a alta condecoração ‘Colar do Mérito Judiciário’, sua influência parece estender também pelos salões do Palácio Guanabara. Quando dito que tem ascendência sobre as decisões do governador Cláudio Castro, Bacellar desvia o rumo. Seu discurso é pela importância da ‘harmonia dos poderes’, mas quem tem a força é ele”.
Histórico Bacellar é o primeiro campista a ocupar o cargo mais alto da Alerj e tem no seu histórico outros feitos que o colocam em evidência a política do interior. Como relator do processo de impeachment de Wilson Witzel (PSC), em 2020, deu o seu parecer favorável ao procedimento para o afastamento. O pulso firme e técnico, reconhecido por especialistas, não deu brecha para Witzel. Rodrigo caiu nas graças de figurões da Alerj e de Cláudio Castro, que, como vice, depois se tornaria o governador do Rio, reeleito no último pleito, também com o importante apoio do deputado. Depois, ainda sairia da Alerj para se tornar um dos homens de maior confiança de Castro, à frente da secretaria de Governo, cargo que ocupou até a véspera de tomar posse para o seu segundo mandato e ser eleito presidente da Assembleia.
Apagão Milhares de moradores de São João da Barra ficaram sem energia das 15h38 dessa quinta (29) às 5h desta sexta. A Enel Distribuição Rio informou que aconteceu um desarme na Subestação Pontinha durante uma forte chuva acompanhada de descargas atmosféricas. A sede do município e a parte do litoral foram as regiões mais prejudicadas. Por meio de nota, a distribuidora comunicou que “realizou, imediatamente, manobras e transferência de carga pela rede de distribuição, com normalização de parte dos clientes”. A Prefeitura informou que, diante da interrupção no fornecimento de energia, foram utilizados “todos os recursos disponíveis para garantir o abastecimento de energia nas unidades de saúde, assegurando o atendimento à população e a continuidade dos serviços essenciais”.
O campista e presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, se mostrou mais uma vez um político de expressão ao participar da Convenção Nacional do União Brasil, em Brasília, nesta quinta-feira (29), ajudando na articulação para eleger a nova executiva da sigla.
Desde dezembro do ano passado, ela já coordena o partido no estado fluminense, após ter sido autorizado a deixar o PL. A ida de Bacellar à capital federal serviu também para acertar detalhes de um grande ato que terá no Rio de Janeiro, já em março, para marcar sua filiação. Toda cúpula Nacional do União estará na Cidade Maravilhosa prestigiando o político campista e definindo o papel dele como grande articulador do partido no estado do RJ de olho nas eleições de 2024. Por óbvio, Campos está no radar e é de se esperar que após as movimentações em Brasília e o ato de março no Rio, ainda sem data certa definida, Bacellar articule mais diretamente também na sua cidade natal.
Ao lado da mesma grande cúpula do União, como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, Bacellar acompanhou de perto a eleição da nova executiva da sigla, que tomará posse em junho. O deputado federal Luciano Bivar (PE) será substituído pelo atual vice-presidente, Antônio Rueda. O ex-prefeito de Salvador ACM Neto, que hoje ocupa o cargo de secretário-geral da sigla, será o 1º vice-presidente.
Havia um acordo para a escolha de Rueda, mas o atual presidente, Luciano Bivar, na última hora, resolveu entrar na disputa para permanecer na presidência. Rueda recebeu os 30 votos registrados na Convenção Nacional do partido. A eleição chegou a ser cancelada por Bivar pela manhã, mas foi mantida após recurso de líderes da legenda.
O partido vive uma briga interna, tanto que Bivar chegou a cancelar a convenção desta quinta, num ato unilateral, em tentativa de evitar sua substituição futura – o mandato dele vai até maio. No entanto, membros do diretório do partido argumentaram que o dirigente não poderia tomar essa decisão, já que a convenção estava homologada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), e aprovaram um recurso contrário.
Bivar, por sua vez, chamou a convenção de ilegítima e clandestina e ameaçou questioná-la na Justiça. “A convenção está eivada de visões. Como ela está com esses vícios, o que se pediu para a boa lisura de uma convenção é que se programe-se e reúna-se a Executiva e se marque nova data. Fora disso, ela está suscetível à judicialização”, afirmou.
Um dos maiores partidos do país, resultado da fusão entre PSL e DEM, o União conta hoje com uma bancada de 59 deputados federais, entre eles o itaperunense Murillo Gouvêa, que conseguiu lugar de destaque na sigla no estado do Rio Janeiro ao assumir a segunda vice-presidência. Também fazem parte do partido sete senadores e três ministérios no governo Lula (PT): Turismo, Comunicações e Desenvolvimento Regional.
Reprodução rede social
Bacellar fora do PL- Desde de dezembro do ano passado, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) autorizou, por unanimidade, a desfiliação do deputado estadual Rodrigo Bacellar do PL. A decisão, tomada pelos desembargadores garantiu que o parlamentar se desvinculasse da sigla sem perder o mandato, de acordo com previsto em legislação eleitoral.
Mesmo quando ainda estava formalmente no PL, Bacellar já vinha dando as cartas no diretório estadual do União Brasil, com o apoio do seu braço direito no Legislativo fluminense, o deputado estadual Márcio Canella, que, na prática, comanda o núcleo do Rio.
A saída de Bacellar do PL também facilita a costura de alianças em prefeituras para a eleição municipal de 2024, em que o parlamentar não deve caminhar junto com o governador Cláudio Castro, seu agora ex-correligionário, em palanques no interior do estado. No União, o deputado estadual vai trabalhar na escolha dos nomes da legenda para disputar prefeituras e cadeiras em Câmaras de Vereadores.
A retomada do mercado imobiliário, principalmente em Campos e região, será o tema central do Folha no Ar, nesta quinta-feira (29). Para tratar sobre assunto, o programa da Folha FM 98,3 contará com as participações, ao vivo, a partir das 7h, do sócio diretor da Ideal Negócios Imobiliários, Fernando Almeida Abreu, responsável por grandes lançamentos no setor, e empresário, diretor financeiro e blogueiro da Folha, Christiano Abreu Barbosa.
Os dois farão um retrospecto do mercado imobiliário, que passou por um período de auge entre 2000 e 2014, notavelmente, em Campos, mas que foi impactado nos anos seguinte pela crise financeira do país e a mais recente pandemia da Covid-19. Passado o período de estagnação, os entrevistados também farão uma análise e projeção da retomada do setor, comentando, ainda, sobre lançamentos, tendências e a especulação imobiliária em novas áreas de Campos.
O interesse das grandes redes de varejo pelo município será outro tema abordado no programa, que pode ser acompanhado em 98,3 FM e no site e redes sociais da rádio.
O Supremo Tribunal Federal não acatou, por decisão monocrática do ministro presidente Luiz Roberto Barroso, um recurso apresentado pelo ex-prefeito de São Francisco de Itabapoana, Pedrinho Cherene, que poderia trazê-lo de volta ao cenário eleitoral. Ele tentou anular no STF uma decisão que reprovou suas contas de 2016, quando estava à frente do Executivo são-franciscano. A decisão do Supremo foi publicada nesta quarta-feira (28).
Em setembro do ano passado, ele já havia sofrido uma derrota no Superior Tribunal de Justiça (aqui), que já o deixava inelegível. Após participar dos últimos dois pleitos municipais em disputas acirradas com a prefeita Francimara Barbosa Lemos, Pedrinho não poderá, até então, se candidatar a nenhum cargo eletivo, pelo menos, até 2026, segundo especialistas em Direito Eleitoral.
Barroso negou seguimento ao Recurso Extraordinário, mantendo a decisão unânime do STJ. “Verifica-se que, para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário reexaminar os fatos e as provas dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário”, pontuou o ministro, decidindo: “Ante o exposto, nego seguimento ao recurso (alínea c do inciso V do art. 13 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. Veja a decisão na íntegra abaixo.
Além de terem sido reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), as contas de 2016 de Pedrinho também foram reprovadas no dia 27 de dezembro de 2018 pela Câmara Municipal de São Francisco de Itabapoana, em sessão extraordinária (aqui). Por 10 votos a dois (um parlamentar não compareceu), os vereadores seguiram a recomendação TCE. Desde então, a defesa de Cherene, que já contestava juridicamente o parecer do Tribunal, questiona também a sessão legislativa.
Apesar da reprovação das contas, Pedrinho pôde participar das eleições de 2020, após ter conseguido junto à 10ª Vara de Fazenda Pública do Rio de Janeiro um efeito suspensivo para decisão da Câmara Municipal, alegando que ele não tinha sido citado, que não foi intimado à sessão. No entanto, a mesma Vara de Fazenda Pública, depois no mérito da sentença julgou improcedentes os pleitos dele, mantendo a decisão da Câmara.
—Ele apelou para o TJRJ, o apelo foi desprovido, depois entrou com recurso especial, o recurso não foi aceito e aí entrou com agravo de instrumento, o agravo não foi aceito, ele entrou com os embargos de declaração no Agravo Interno no Recurso Especial em apelo, que agora foi julgado e também não foi reconhecido. Então, ele voltou a estar inelegível por oito anos a contar do julgamento (em 2018) da Câmara o que deveria ir até 2026. Porém, como a eficácia da decisão ficou suspensa por conta deste processo, temos de fazer as contas — comentou o advogado especialista em Direito Eleitoral, João Paulo Granja, na época da decisão contrária no TJ.
Prefeitável em 2024? — Nos bastidores da política de SFI é comentado desde o ano passado sobre a expectativa pela confirmação ou não da inelegibilidade de Pedrinho, como também determinante para escolha dos nomes que vão disputar as eleições municipais deste ano. Caso não tivesse nenhum impedimento judicial, o ex-prefeito poderia contar com o apoio do grupo do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar (União), no enfrentamento direto com o grupo da atual prefeita Francimara Barbosa Lemos.
Além de ficar atenta às movimentações da oposição, Francimara ainda enfrenta uma disputa interna na sua base em busca do seu apoio, já que, reeleita, a prefeita terá que escolher quem será o candidato a sua sucessão. As cobranças por uma definição são constantes e ela protela o seu anúncio desde agosto do ano passado. Além do vice-prefeito Raliston Souza, vários vereadores governistas e outros nomes do seu estafe querem a vaga de candidato a prefeito com a força da máquina. Francimara sabe que não pode errar, tendo em vista que nos dois últimos pleitos venceu de Pedrinho com um placar apertado.
O blog tentou contato com o ex-prefeito e deixou recado na caixa postal de um telefone, o qual era utilizado anteriormente por ele, mas não obteve retorno desta vez.
O Folha no Ar desta quarta-feira (28) recebe o secretário de Administração e Recursos Humanos de Campos, Wainer Teixeira de Castro. A partir das 7h, ele estará, ao vivo, comentando sobre o Termo de Ajustamento de Gestão (TAG), aprovado pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE), para a regularização da admissão dos profissionais contratados da Prefeitura. O acordo prevê a substituição de RPAs por profissionais terceirizados, concursados ou por meio de processo seletivo.
Outro assunto a ser abordado com o secretário é o edital publicado nesta semana para o Programa Primeira Chance, que visa a seleção de estagiários de Direito para a Procuradoria Geral do Município.
A relação da Prefeitura com os servidores municipais ativos e inativos também estará em pauta. O secretário pontuará os avanços e pendencias da categoria.
Para acompanhar o programa é só sintonizar na Folha FM 98,3 ou acessar o site e as redes sociais da rádio.
Programa desta terça (27) falou de esporte
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Foto: Reprodução
A terça-feira foi esportiva no Folha no Ar, da Folha FM 98,3, com destaque para o futebol. O programa recebeu, ao vivo, o diretor de competições da Liga Macaense de Desportos, Wanderson Fernandes Agostinho, e o radialista e colunista de Esporte da Folha da Manhã, Arnaldo Garcia. Entre os assuntos, o Brasil Soccer Cup Sub-14, que acontece também em cidades da região, como Campos e Macaé, reunindo grandes times, entre eles o Flamengo, Vasco e Palmeiras. A competição, que visa a formação de talentos, será transmitida pelo YouTube e terá narração do Arnaldo Garcia.
Além de detalhes sobre como será o Brasil Soccer Cup Sub-14 e onde ocorrem as partidas, os entrevistados falaram também a importância o fortalecimento das categorias de base também para ajudar os times do interior a se manterem ativos. Muitos enfrentam dificuldades e correm o risco de não participar de algumas competições neste ano, como é o caso do Goytacaz.
Claro que falando de futebol, o programa não vai deixou de comentar sobre a reta final da Taça Guanabara, cujo título está mais perto do Flamengo.
A terça-feira será esportiva no Folha no Ar, da Folha FM 98,3, com destaque para o futebol. A partir das 7h, o programa recebe, ao vivo, o diretor de competições da Liga Macaense de Desportos, Wanderson Fernandes Agostinho, e o radialista e colunista de Esporte da Folha da Manhã, Arnaldo Garcia. Entre os assuntos estará o Brasil Soccer Cup Sub-14, que acontece também em cidades da região, como Campos e Macaé, reunindo grandes times, entre eles o Flamengo, Vasco e Palmeiras. A competição, que visa a formação de talentos, será transmitida pelo YouTube e terá narração do Arnaldo Garcia.
Além de trazer detalhes sobre como será o Brasil Soccer Cup Sub-14 e onde ocorrem as partidas, os entrevistados falarão também a importância o fortalecimento das categorias de base também para ajudar os times do interior a se manterem ativos. Muitos enfrentam dificuldades e correm o risco de não participar de algumas competições neste ano, como é o caso do Goytacaz.
Claro que falando de futebol, o programa não vai deixar de comentar sobre a reta final da Taça Guanabara, cujo título está mais perto do Flamengo.
Para acompanhar o Folha no Ar, é sintonizar na Folha FM 98,3 ou acessar o site e as redes sociais da rádio.