Suporte à criança e ao adolescente com deficiência é tema do Folha no Ar
06/02/2023 | 21h24

O coordenador do Fórum Municipal de Defesa dos Direitos das crianças e dos adolescentes ( Fórum DCA-Campos), Renato Gonçalves, é o entrevistado desta terça-feira (07), do Folha no Ar, na Folha FM 98.3.  Entre os assuntos está  a assinatura dos termos de fomento e de colaboração para 13 entidades de assistência à criança e ao adolescente com deficiência. Ao todo serão repassados pela municipalidade R$ 4.699.351,65 em 12 meses. Saiba no programa quais são as instituições beneficiadas e também o que o Fórum DCA tem feito para aumentar esta rede de assistência às crianças e adolescentes, que pode ter um alcance ainda maior com a participação mais efetiva da sociedade.

O Folha no Ar é ao vivo, a partir das 7h, também no site da Folha FM 98.3 e nas redes sociais da rádio.

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Com Thiago na Alerj, expectativa é de que Edson Batista já seja convocado à Câmara nesta terça
06/02/2023 | 11h54

Ex-presidente da Câmara Edson Batista
Ex-presidente da Câmara Edson Batista / Folha da Manhã

Com a posse do deputado estadual Thiago Rangel (Podemos), a expectativa agora se volta não só ao seu mandato, mas também à vaga de vereador que ocupava na Câmara de Campos e que passará a ser ocupada por Dr. Edson Batista (PROS, antigo partido de Thiago), que volta ao Legislativo municipal pela sétima vez. O próprio político espera para esta terça-feira (07) a publicação em Diário Oficial da sua convocação para a posse.

A última vez que Edson assumiu a Câmara também foi em uma vaga que herdou como suplente, em 2021, quando assumiu também pelo PROS o lugar de Junino Virgílio, que, na época, foi nomeado secretário de Governo de Campos.

Com 76 anos, o médico e político chega para, a que tudo indica, reforçar a base do prefeito Wladimir Garotinho. A relação de Batista com a família Garotinho é de longa data, mas se abalou em 2019 com o apoio dele anunciado a Rafael Diniz, mas que não durou uma gestação de 9 meses. Edson sempre foi homem de confiança de Anthony Garotinho, a quem Batista já se referiu como "comandante"

Segundo o futuro chefe de gabinete de Edson, Fernando Machado, a cerimônia de posse dele para mais um mandato de vereador está prevista para ser realizada, inicialmente, no dia 28/02, na primeira sessão presencial da Câmara.

Ainda segundo a assessoria de Edson, a primeira sessão da Câmara, prevista para o próximo dia 15/02 será, a princípio, online. Entramos em contato com a Comunicação do Legislativo municipal e esperamos o retorno para a confirmação.

Das vezes que Batista esteve na Câmara, ele ficou à frente de dois mandatos como presidente da Casa, fazendo parte da base da situação do governo municipal. Agora, ele chega com a oposição dominando, inclusive a Mesa Diretora. A promessa, porém, é de um clima de pacificação entre a Câmara presidida por Marquinho Bacellar (SDD) e o governo Wladimir Garotinho (sem partido).

Dr. Edson foi presidente da Câmara de 2013 a 2016. Entre os projetos criados neste período, estão: Fundo Especial da Câmara, TV Câmara Campos, Escola Municipal do Legislativo (Emugle) e Corredor Cultural.

— Estou com ânimo renovado para voltar à Câmara. Tenho um carinho muito grande pelo legislativo, onde estou no meu sexto mandato e fui presidente por duas legislaturas. Como presidente da Câmara, realizei muitos projetos, como a TV Câmara, a Emugle, o Corredor Histórico Cultural, o Parlamento Mirim e o Bonde da História. Estou conversando com o pessoal da Cultura e eles querem colaborar para que este meu sexto mandato seja um mandato focado na Cultura. O foco será a Cultura, porém com projetos relacionados também às áreas Social, da Educação, da Saúde, do Esporte e do Meio Ambiente — informou Dr. Edson.

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Ascensão de Rodrigo Bacellar na política fluminense
04/02/2023 | 08h08
Ponto Final
Ponto Final / Ilustração
Ascensão
A rápida ascensão de Rodrigo Bacellar, como um novo nome da política fluminense, é algo que surpreende até o próprio deputado. Desde que se tornou o relator do processo de impeachment de Wilson Witzel (PSC), em 2020, quando deu o seu parecer favorável ao procedimento para o afastamento, Rodrigo se destacou pelo seu pulso firme e técnico, que não daria brecha para Witzel sobreviver à frente do Governo do Rio. Daí para a frente caiu nas graças de muitos figurões da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e também do, até então, pouco experiente Cláudio Castro, que, como vice, depois se tornaria o governador do Rio, reeleito no último pleito, também com o importante apoio de Bacellar.
Demonstração de força
Mas o caminho de Rodrigo até chegar à presidência da Alerj, nessa quinta-feira (2), passou por outros momentos marcantes na própria Assembleia e no Governo do Estado. O discurso feito por ele, agora eleito o primeiro campista para o maior cargo da Casa e mais experiente, não deixa de ter o mesmo tom de quando, ainda no seu primeiro mandato, foi eleito, por unanimidade, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alerj. “Nem nos meus melhores sonhos imaginei uma maneira tão rápida de trilhar passos tão grandes, tão altos. Nunca deixei de ter humildade de pedir ajuda e ir aprendendo aos poucos”, disse Bacellar, ainda em junho de 2022.
Homem de confiança
Depois, ainda sairia da Alerj para se tornar um dos homens de maior confiança de Castro, à frente da secretaria de Governo, cargo que ocupou até a véspera de tomar posse para o seu segundo mandato. A proximidade dos dois é tão grande, que Castro não recuou ao ver sua base, possivelmente, rachar por deixar claro a todos que Rodrigo era a sua predileção, dando seu total apoio às escolhas feitas por Bacellar para a sua chapa na disputa à presidência da Alerj e nos nomes que escolheu para as comissões da Casa. No grupo dos insatisfeitos, se aventurou Jair Bittencourt, que não deve passar ileso, apesar dos afagos feitos a Rodrigo e Castro após a desistência de uma candidatura alternativa.
Dois pesos, duas medidas
Jair, que era secretário de Agricultura de Castro e voltaria ao cargo na próxima semana, agora fica de fora e, sequer como deputado, poderá indicar um substituto. No entanto, destino diferente teve outro que também teria se oposto, inicialmente, à chapa de Bacellar. Doutor Serginho (PL), após ser exonerado da secretaria estadual de Ciência e Tecnologia para tomar posse na Alerj, chegou a cogitar, orientado pelas lideranças do seu partido, não voltar para a pasta de Castro. Apontado por Bacellar como sendo o interlocutor da união das chapas, parece não ter sido “punido”, já que vai ser o líder do Governo na Assembleia, cargo que geralmente é acumulado pelo presidente da CCJ, que fica com Rodrigo Amorim (PTB).
Sem diferença
Bacellar fala que não haverá retaliação aos que não votaram nele e também aos que tentaram conspirar contra a sua chapa única. Ele reiterou o compromisso de resguardar a pluralidade do parlamento, em especial na composição das comissões da Casa. “Fui o primeiro presidente na história que, antes de se consagrar vencedor, quis chamar todo mundo para participar de maneira bem democrática da divisão das comissões. De modo que, lá na frente, uma vez eleita a chapa, ninguém fosse atropelado. A eleição da chapa acabou neste momento. Vamos baixar as guardas”, destacou Rodrigo Bacellar.
Dobradinha
O discurso apaziguador de Bacellar não tira dele a firmeza combativa herdada, segundo ele, do pai sindicalista e ex-presidente da Câmara, Marcos Bacellar, presente tanto na posse como na eleição, junto de vários outros campistas que foram à Alerj. Todos tinham com eles no peito o adesivo #fechadoscombacellar. Bastava olhar o grupo para ver que os rostos eram os mesmos que no último ano lotavam as sessões na Câmara de Campos. Vereadores ligados à família Bacellar também estiveram em peso na Assembleia, os mesmos que impuseram ao grupo dos Garotinho a derrota para a oposição na Mesa Diretora, na qual se elegeu presidente Marquinho, irmão de Rodrigo.
Compromisso
O primeiro compromisso oficial do novo presidente da Alerj, nessa sexta-feira (3), foi no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), que realizou sessão solene para empossar a nova administração do órgão. O desembargador Ricardo Rodrigues Cardozo foi eleito presidente do TJ-RJ para o biênio 2023-2024 e sucederá o desembargador Henrique Carlos de Andrade Figueira. “Esperamos uma relação de harmonia, cooperação e respeito, visando sempre o bem-estar da população do estado do Rio de Janeiro”, disse Bacellar.
Triplicará
Na próxima quarta-feira (8), será inaugurado um novo armazém coberto do Terminal Multicargas do Porto do Açu, em São João da Barra, quando ocorrerá a apresentação da expansão do T-Mult, que triplicará sua capacidade estática de armazenagem de carga. Estarão presentes os Ceos Rogério Zampronha, da Prumo, e José Firmo, da Porto do Açu Operações. A programação para convidados conta com coffee break no Açu Hotel, apresentação dos projetos, cerimônia de inauguração, visita de lancha pelos terminais e área de clientes, além de almoço.
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Como adiantado por Bacellar, Jair não volta para a Agricultura de Castro
03/02/2023 | 19h25
Como adiantado pelo novo presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (PL), Jair Bittencourt não vai voltar à secretaria estadual de Agricultura, cargo que foi nomeado logo no início do segundo mandato de Claudio Castro (PL). Jair havia conquistado a secretaria dentro de um acordo, feito no fim do ano passado, para abrir mão de se candidatar ao cargo maior da Alerj. Como mudou de ideia de última hora e chegou a lançar a sua candidatura, até então, deve ficar de fora do governo.
— A princípio, acho que não. Eu acho que com esses movimentos aí, a gente tem que aguardar as tratativas de governo — disse Bacellar sem esconder que atitude Jair não passaria sem consequências. “Não vai ter retaliação, mas vai ter reconstrução de confiança, de trato, de convivência, que no seu devido momento vai se ajeitar”, falou à imprensa nessa quinta-feira (02).
Segundo a Berenice Seara, Jair não só fica de fora do governo do estado, mas também perdeu o poder de indicação de seu sucessor na Secretaria de Agricultura.
“Quem vai assumir a pasta é o Doutor Flávio (PL), ex-prefeito de Paracambi e marido da atual prefeita, Lucimar Ferreira (PL). Ele é primeiro suplente do Partido Liberal na Câmara dos Deputados, e também irmão do deputado Doutor Deodalto”, escreveu Berenice.
Vale lembrar que Deodalto chegou a apoiar a candidatura de Jair, que foi retirada. Outro que também teria se oposto, incialmente, a chapa de Bacellar foi Doutor Serginho (PL). Após ser exonerado da secretaria estadual de Ciência e Tecnologia para tomar posse na Alerj, chegou a cogitar, orientado pelas lideranças do seu partido, a não voltar para a pasta de Castro.
Apontado por Bacellar, como sendo o interlocutor da união das chapas, parece não ter sido “punido”, já que vai ser o líder do Governo na Assembleia, cargo que geralmente é acumulado pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que fica com Rodrigo Amorim (PTB).
No fim das contas, até agora, a que tudo indica, o maior prejudicado com a frustrada candidatura foi Jair, que chegou a afirmar para este blog que era “zero a possiblidade de recuar” na disputa contra Bacellar”. Não, só recuou como teve se explicar afirmando que não tramou contra quem fez questão de chamar de meu presidente.
Jair tem afirmado que não vai deixar de ser da base de Castro. Ao ser procurado nesta sexta-feira (03), ele falou que vai conversar com o “pessoal” ainda, mas que retirou a candidatura em comum acordo. “Somos da base”.
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Deputados usam adesivo "fechado com Bacellar" para declarar apoio
01/02/2023 | 19h25
Reprodução
A tarde desta quarta-feira (01) chegava ao fim quando a cerimônia de posse dos deputados estaduais se encerrava. Mas, a expectativa é de muitas reuniões nos bastidores até as 15h desta quinta-feira (02), quando acontece a disputa mais acirrada das últimas três décadas à presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Concorrem dois nomes do interior e do PL, antes aliados, Rodrigo Bacellar e Jair Bittencourt, que falaram antes da posse da expectativa para a eleição, como pode ser visto em postagem neste Blog (aqui).
Rodrigo tentou passar tranquilidade em seu discurso e tratou de forma respeitosa a decisão de deputados por uma outra chapa. No entanto, o grupo Bacellar fez questão de marcar território. Vários deputados foram à cerimônia de posse com o adesivo #fechadocomBacellar e não faltaram gritos de apoio, quando o campista foi chamado para assinar o livro de posse. No fim da cerimônia, foi feita uma foto com todos os apoiadores de Bacellar, que garantem ser maioria entre os 70 deputados.
A imagem foi postada por Rodrigo nas suas redes sociais com a mensagem: "E amanhã temos mais um dia importante, com a eleição da nova Mesa Diretora da Alerj. Vamos para a disputa com respeito e consciência de que, independente do resultado, não haverá revanchismo. A Alerj é forte por ser plural e democrática".
Divulgação
Um dos deputados de Campos que usou o adesivo foi Thiago Rangel (Podemos). “Seguimos agora para nossa primeira sessão, na qual temos uma grande expectativa de elegermos o deputado Rodrigo Bacelar. Tenho conversado com os meus pares e também colegas de outros partidos e é clara a força do governo para a eleição da presidência da Alerj. Meu voto em Bacellar é uma questão pessoal, é uma questão de relacionamento, é meu conterrâneo, da minha cidade, e temos que reconhecer todo o trabalho que o Rodrigo desenvolveu frente à secretaria de Governo. Rodrigo está preparado, temos certeza de que ele sairá vitorioso dessa eleição”, comentou Rangel.
Os demais deputados eleitos da região, Bruno Dauaire (União) e Chico Machado (Solidariedade), têm seus apoios declarados a Rodrigo. O voto de Bruno está atrelado ao acordo que o levou à secretaria estadual de Habitação, em uma articulação pela pacificação entre Rodrigo e o prefeito Wladimir Garotinho. Já Chico Machado é o substituto direto do aliado na secretaria de Governo. "Vamos seguir avançando, e, se Deus quiser, com a eleição também do deputado Rodrigo Bacellar como o novo presidente da Alerj", disse Chico.
Carla Machado (PT) ainda não declarou seu voto, mas, a que tudo indica, deve seguir o seu partido, que deve orientar o voto em Jair Bittencourt.
Reprodução
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Antes da posse, Bacellar e Bittencourt falam da expectativa à eleição da presidência
01/02/2023 | 16h37
Antes do início da sessão de posse dos deputados na Alerj, na tarde desta quarta-feira (01), os dois candidatos à presidência da Casa, Rodrigo Baccelar e Jair Bittencourt, falaram sobre a expectativa para a eleição desta quinta, marcada por um racha entre os dois. O discurso de ambos foi pelo diálogo e respeito à democracia.
Rodrigo disse que vê com muita tranquilidade o fato de duas chapas estarem disputando a Mesa Diretora.
— Agradecer a Deus e ao povo do estado por mais uma recondução que se inicia hoje. Dizer com muita tranquilidade que a expectativa é a melhor possível. Essa é uma Casa plural e democracia pede sempre que se tenha o contraditório. Vamos disputar dentro da legalidade, como manda a política da boa vizinhança, mas deixando claro que amanhã (quinta) quando encerrado o resultado da eleição, tudo volta ao normal. Não tem retaliação, não tem revanchismo, quem ganhar tem que entender que é presidente de mais 69 colegas parlamentares e que o Rio de Janeiro precisa ainda crescer muito. Então a gente precisa estar aqui para dar suporte ao governador Cláudio Castro e também fiscalizar e de cobrar ações efetivas para quem ganhe seja o povo fluminense — comentou Rodrigo Bacellar.
Jair falou que tem a missão de continuar o “trabalho democrático que já vem realizando como vice da Alerj”.
— Eu disputo à presidência com um orgulho enorme, porque na minha chapa tem o PCdoB, o PT, o PSOL, o PL, o PDT, talvez o MDB, e tantas outras siglas, mostrando a diversidade do voto na Alerj. O parlamento é isso, é conversa, é debate, onde tem oposição, tem situação; tem crítica e tem apoio, mas, acima de tudo, tem respeito ao parlamentar. Parlamentar é eleito pelo povo, então quem bota e quem tira parlamentar é a população. Se Deus quiser, amanhã teremos uma vitória expressiva, abençoada por Deus para que o nosso parlamento seja livre e democrático — declarou Bittencourt.
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PT e PSOL decidem em reuniões se vão de Bacellar ou de Jair à presidência da Alerj
01/02/2023 | 14h35
Sessão da Alerj
Sessão da Alerj / THIAGO LONTRA
Com dois candidatos de direita e do PL, ligados ao governador Cláudio Castro pelo menos até segunda ordem, a disputada acirrada à presidência Alerj tem flerte certo com os partidos de esquerda para fechar a conta que dará a vitória ou a Rodrigo Bacellar ou a Jair Bittencourt, que rachou com colega de partido após insatisfação para as indicações à chapa que seria única e Comissões da Casa.
Pelo PT, sete deputados eleitos, mais um nome do PCdoB, estão reunidos nesta quarta-feira, antes da posse na Alerj, para a definição final de votos na eleição da mesa diretora.
Segundo o “Extra”, Rodrigo Bacellar acha que pode contar com os votos de Zeidan, Renato Machado e Dani Balbi. Jair acredita que pode contar com todos os oito votos da federação PT/PCdoB.
Na chapa montada por Jair, a primeira secretaria contaria com um nome do PT. A definição não deve passar sem que o atual presidente da Alerj, André Ceciliano (PT) opine, cujo filho, Andrezinho, pode ficar com este cargo, que funciona como uma espécie de prefeitura do legislativo.
Quem também tem reunião marcada para a tarde desta quarta-feira é o PSOL. Quatro dos cinco deputados estaduais do partido já decidiram votar em Bittencourt, e tudo se encaminha para um 4 a 1 na legenda. O partido decide apenas se libera o quinto integrante da bancada para marcar posição com a abstenção ou se todos os cinco deverão votar de acordo com a decisão da maioria.
No PSB está cada um para um lado: Jari está apostando as fichas em Rodrigo Bacellar, enquanto o decano da Casa, Carlos Minc, vai com Jair.
Depois do PL com 17 deputados, a bancada do União é a maior com oito parlamentares, que Jair diz já ter o apoio de quatro., seguido pelo PSD com seis e PSOL com cinco. O PP contará com quatro deputados, enquanto o Republicanos e o Solidariedade terão três deputados cada um. Os partidos com dois representantes na Alerj são PSB, PROS, MDB, PDT e Podemos. Já Avante, PMN, Patriota, Agir, PSC, PTB, PCdoB contam com um parlamentar, cada legenda.
Os dois candidatos têm cabos eleitorais de fora da Assembleia Legislativa, com as lideranças do PL tendendo mais para Jair. Entre os 17 deputados, nove assinaram documento de apoio a Jair, que mais cedo falou em ter 34 nomes garantidos entre os 70 deputados, na expectativa de virar o jogo até o fim do dia. O grupo de Bacellar fala que já tem 44, mas com quatro não totalmente certos.
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Jair fala em zero acordo com Bacellar, mas diz que segue na base de Castro, ganhando ou perdendo
01/02/2023 | 11h30
Jair Bittencourt e Rodrigo Bacellar
Jair Bittencourt e Rodrigo Bacellar / Reprodução rede social
Candidato à presidência da Alerj, o deputado estadual Jair Bittencourt (PL) disse ao Blog, na manhã desta quarta-feira (1º), que já conta com 34 nomes, dos 70 deputados, para a sua eleição e que a expectativa é de outros apoios do próprio PL e União Brasil, os dois partidos com maiores bancadas, chegando ao longo do dia. Jair diz ser zero a possibilidade de recuo na disputa direta com Rodrigo Bacellar e afirma que seguirá na base do governador Cláudio Castro, ganhando ou perdendo a eleição da Mesa.
“Já temos a maioria do PL com 9 dos 17 deputados, mas acredito que outros ainda vão vir, pois estavam comigo antes”, destacou Bittencourt, se referido ao fato dele antes de ser nomeado secretário de Agricultura de Castro, era candidato à presidência da Alerj, disputa que reassume contra Bacellar, a quem credita o racha pela má condução nas articulações para a escolha da chapa, que seria única, e nas comissões da Assembleia.
A base de Castro não resistiu, na Alerj, ao abalo, e os de direita insatisfeitos se juntam aos deputados de centro e esquerda, PT e PSOL, em prol do nome de Jair. Segundo Bittencourt, as escolhas de Bacellar para a primeira secretaria da Assembleia e para Comissão Constituição e Justiça e o pouco espaço de protagonismo ao próprio PL foram o que resultou na divisão interna.
O grupo de Rodrigo até prometeu rever o nome Rosenverg Reis (MDB) para primeira secretaria, pois a queixa é que MDB, que só tem dois deputados na Casa para 2023 e pouca expressão na bancada, não poderia ocupar um cargo tão expressivo na Mesa. No lugar dele entraria Dr. Deodalto do PL, que também não foi bem aceito, segundo Jair, pelos que o apoiam. Mas a chapa de Rodrigo estaria irredutível a outras mudanças e as permanências de Pedro Brazão (União), à primeira vice-presidência da Mesa, e de Rodrigo Amorim (PTB) para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante da Casa, não são aceitas pelo grupo de Jair.
Na chapa montada por Jair, a primeira vice-presidência da Alerj ficaria com Célia Jordão (PL), a primeira secretaria com um nome do PT que, segundo Bittencourt, o partido ainda definirá. No A definição deve passar pelo atual presidente da Alerj, André Ceciliano (PT), cujo filho, Andrezinho, teria, inicialmente, conforme informações de bastidores, uma vaga na chapa de Bacellar para a mesa diretora. Agora, é ver se Andrezinho vai ficar com a primeira secretaria, cargo que funciona como uma espécie de prefeitura do legislativo.
Na mesa de Jair, segundo ele, também estará a deputada Lucinha (PSD). A indicação faz parte da articulação com o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), que apoia à candidatura de Jair.
Para a CCJ, cargo pleiteado por Rodrigo Amorim (PTB), único do seu partido eleito à Alerj, o nome na articulação de Jair é Dr. Serginho do PL, que foi nomeado secretário estadual de Ciência e Tecnologia de Castro, mas colocou o seu cargo, assim como Bittencourt fez na Agricultura, à disposição do governador.
Desafeto do PSOL, e alvo de insatisfação na indicação à CCJ, como mostra a coluna Ponto Final da Folha desta quarta, Amorim resiste com o apoio dos deputados do Podemos, Republicanos, Solidariedade, Avante, Agir e PMN. Eles fizeram uma aliança e pelos critérios de proporcionalidade, previstos no regimento interno da Alerj, têm mais espaços nas comissões permanentes e nas CPIs a serem instaladas.
Ocupações de maiores relevâncias, de acordo com Jair, podem ter com a sua chapa, o União Brasil, como por exemplo, Filipe RR Soares, líder do partido, que também encabeçou o movimento contra a candidatura única de Bacellar. Depois do PL, a bancada do União é a maior com oito parlamentares, que Jair diz já ter o apoio de quatro. Pelo PT, são sete deputados eleitos, seguido pelo PSD com seis e PSOL com cinco. O PP contará com quatro deputados, enquanto o Republicanos e o Solidariedade terão três deputados cada um. Os partidos com dois representantes na Alerj são PSB, PROS, MDB, PDT e Podemos. Já Avante, PMN, Patriota, Agir, PSC, PTB, PCdoB contam com um parlamentar, cada legenda.
O racha causado pelas candidaturas de Jair e Rodrigo não dividem apenas o PL, mas, como já falamos, o União Brasil. Mesmo o PT-PCdoB não está unido, embora João Maurício e André Ceciliano tenham entrado em cena para defender Bittencourt. As divergências afetam ainda os seis parlamentares do PSD e até os dois do PDT. Já os eleitos do PSOL,  partido de oposição ao governo, avaliavam, até a manhã desta quarta, votar em Jair ou se abster.
Rodrigo diz ao "Extra" que será presidente de todos deputados 
A Folha tem tentado contato frequente com Rodrigo Bacellar para falar sobre a disputa, mas não tem recebido retorno. Aliados ao campista garantem ter o apoio de 44 dos 70 votos. Mesmo contando com a possibilidade de perder até três deputados, afirma ter maioria sólida para conquistar a eleição da Mesa Diretora nesta quinta-feira (02).
Wladimir com Bacellar, Chico Machado e Jair Bittencourt
Wladimir com Bacellar, Chico Machado e Jair Bittencourt / Divulgação
À colunista Berenice Seara do “Extra", Bacellar disse que, se for eleito, pretende ser o presidente de todos os deputados. Mas que não vai aceitar que o PL retalie os seus eleitores e que vai usar o regimento interno para protegê-los. 
— Não é a postura ideal, a que eu gostaria de ter como presidente. Mas se for necessário proteger os meus pares, em especial os que estão chegando, a gente vai fazer o que está previsto no regimento. É o meu lema, o que faz parte da minha personalidade: no diálogo, leva tudo; agora, na pressão, não passa nada — disse Bacellar ao "Extra".
Para dar uma demonstração de força já na posse, marcada para esta tarde, segundo Berenice, todos os deputados que apoiam a eleição de Bacellar vão entrar em plenário, no Palácio Tiradentes, identificados. E, no fim, farão uma foto revelando o conjunto de eleitores dispostos a levar à presidência o candidato escolhido pelo governador Cláudio Castro (PL).
Os deputados eleitos para a 13ª Legislatura da Alerj serão empossados nesta quarta-feira, às 15h, em sessão solene no Plenário Barbosa Lima Sobrinho, no Palácio Tiradentes, antiga sede da Assembleia. Já nesta quinta, no mesmo horário, será a eleição.
Além de Bacellar e Jair, tomam posse os deputados também da região Bruno Dauaire (União), Thiago Rangel (Podemos), Chico Machado (Solidariedade) e Carla Machado (PT).
*Com informações complementares do "Dia" e "Extra".
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Novo diretório municipal do PSDB é tema do Folha no Ar
31/01/2023 | 19h02
O empresário, ex-presidente da CDL-Campos e atual presidente do Fundecam, Orlando Portugal assumiu um novo desafio à frente do diretório do PSDB, em Campos, e promete engrossar a lista de partidos que devem seguir com o prefeito Wladimir Garotinho para a reeleição em 2024, apesar de já ter reações contrárias porque o PSDB e o Cidadania, este último presidido no município pelo ex-prefeito Rafael Diniz, formam uma federação partidária. O fortalecimento do diretório tucano será o principal assunto a ser abordado com Portugal no Folha no Ar desta quarta-feira (1º), na Folha FM 98,3, ao vivo, a partir das 7h.
O programa pode ser acompanhado também pelo site e redes sociais da rádio.
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Bacellar muda chapa para enfraquecer candidatura de Jair na Alerj
31/01/2023 | 16h21
Rodrigo Bacellar e Cláudio Castro
Rodrigo Bacellar e Cláudio Castro / Divulgação
Com a disputa cada vez mais acirrada pela presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), após o anúncio da candidatura alternativa de Jair Bittencourt (PL), o deputado estadual licenciado e secretário de Governo, Rodrigo Bacellar (PL), que até então figurava como candidato único, agora está articulando por uma nova composição da sua chapa para evitar perder mais aliados na eleição que vai acontecer nesta quinta-feira (02).
Segundo o jornal O Dia, na primeira secretaria, sai Rosenverg Reis (MDB), partido que só tem dois deputados na Casa para 2023, e entra Dr. Deodalto do PL que, apesar de ter 17 eleitos para o novo mandato e ser o partido de Rodrigo e Jair, não vinha satisfeito com o pouco espaço em cargos de relevância na futura mesa e comissões.
A promessa de entregar o cargo que funciona como uma espécie de prefeitura do legislativo a um representante de uma bancada de apenas dois deputados causou muito incômodo. Na composição original, o partido de Claudio Castro (PL) ocupava apenas funções geralmente secundárias.
Segundo a colunista Berenice Seara do “Extra”, nove dos 17 deputados estaduais do PL assinaram, na tarde desta terça-feira, um manifesto em apoio à candidatura de Jair Bittencourt à presidência da Assembleia Legislativa. Figuram a lista, Doutor Serginho, Douglas Ruas, Anderson Moraes, Filipe Poubell, Jair Bittencourt, Márcio Gualberto, Célia Jordão, Thiago Gagliasso e Samuel Malafaia. Como formam maioria, os nove têm a liderança do partido, e têm o poder de decidir quem integrará as comissões da Assembleia.
A avaliação nos bastidores é que ainda serão necessárias mais alterações para acalmar os ânimos em torno de uma chapa única e de mais apoio do PL. Os insatisfeitos com Rodrigo queriam também mudança na indicação à primeira vice-presidência, que tem o nome de Pedro Brazão (União), como o preferido do Palácio Guanabara, mas uma reunião nesta terça por um nome de maior consenso, acabou não representando mudança.
Outra demanda debatida na reunião foi a substituição de Rodrigo Amorim (PTB), que tem articulado para si a presidência da Comissão de Constituição e Justiça — a mais importante da Casa. Ele tem grande rejeição entre os deputados da esquerda, em especial do PSOL, que estará na Alerj com cinco representantes, que aparecem nos bastidores como peças importantes para definição da disputa.
Em agosto do ano passado, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro aceitou denúncia contra o deputado Rodrigo Amorim pelo crime de violência política de gênero. Em maio do mesmo ano, durante sessão ordinária na Alerj, em uma discussão com a deputada Renata Souza (PSOL), ele se referiu à vereadora trans de Niterói, Benny Briolly (PSOL), como “boizebú, e disse “que ela seria uma aberração da natureza”.
O PSOL pode fazer a diferença, porque tanto o lado de Jair Bittencourt como o de Rodrigo Bacellar afirmam estar com os números a seu favor. Nessa segunda, foi ventilado que cada lista teria ao menos 40 aliados, quando só há 70 deputados estaduais.
Rodrigo não tem dado declarações públicas sobre o impasse, mas publicou na manhã desta terça-feira uma mensagem nas suas redes sociais. "Vamos em frente com humildade, diálogo e muito trabalho", postou.
O racha no PL, provocado pela disputa de Bacellar e Jair, pode refletir, inclusive, no secretariado de Cláudio Castro, nomeado no início do ano. Nessa segunda-feira (30), a ala da qual o presidente estadual do PL, Altineu Côrtes faz parte, entregou o cargo de Jair Bitencourt na secretaria de Agricultura e também os comandos da Educação e Ciência e Tecnologia, onde estão, até então, Patrícia Reis e Dr. Serginho, ambos ligados a Côrtes.
Nos bastidores, o governo considera que conseguirá contornar a crise e manter a base unida após a eleição na Alerj, mas os deputados que endossaram a candidatura de Bittencourt tratam como irreversível o racha com Bacellar, e consideram natural a perda dos cargos se Castro mantiver sua preferência.
A equipe de reportagem da Folha entrou em contato com o Governo do Estado para saber mais detalhes das possíveis mudanças e aguarda retorno.
*Com informações do jornal O Dia e O Globo
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Rodrigo Gonçalves

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