Pontes, semiárido e ações da Agricultura no Folha no Ar desta quinta
04/10/2023 | 16h20
O secretário de Agricultura de Campos e professor, Almy Júnior, estará no Folha no Ar desta quinta-feira (04), ao vivo, a partir das 7h. Entre os assuntos estará a liberação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) para que finalmente a Prefeitura possa dar início a construção de pontes em várias localidades do interior do município.
Ele falará também sobre outras ações relacionadas à sua pasta e os avanços no Senado do Projeto de Lei 1.440/19, de autoria de Wladimir Garotinho quando deputado federal, que caracteriza o Norte e Noroeste Fluminense como região de semiárido. A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CAR) aprovou, por unanimidade, nesta quarta-feira (10), o relatório do senador Romário em parecer favorável ao projeto, que amplia a abrangência do Benefício Garantia-Safra e institui o Fundo de Desenvolvimento Econômico do Norte e Noroeste Fluminense. 
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Outubro Rosa em pauta no Folha no Ar desta quarta
03/10/2023 | 18h05
Com a proposta de divulgar informações sobre o câncer de mama e fortalecer as recomendações de prevenção, diagnóstico precoce e rastreamento da doença, o Folha no Ar desta quarta-feira (4) terá como tema o “Outubro Rosa“. A partir das 7h, ao vivo, o programa da Folha FM 98,3 recebe a empresária, fundadora e presidente do Instituto Sawanna por Todos, Lena Souza, e a empreendedora e gestora de RH, Larissa Rangel, que passa por tratamento contra o câncer de mama, sendo um exemplo de luta.
O câncer de mama é o tipo que mais acomete mulheres em todo o mundo. Para o Brasil, foram estimados 73.610 casos novos de câncer de mama em 2023, com um risco estimado de 66,54 casos a cada 100 mil mulheres.
Além de falar sobre como funciona o tratamento da doença em Campos, o Folha no Ar também vai destacar o trabalho do Instituto Sawanna, que foi fundado em outubro de 2016 para atuar na prevenção, no acompanhamento do tratamento e na humanização dos serviços já prestados para pacientes oncológicos. O espaço, situado na Rua Barão da Lagoa Dourada, 136, Centro, recebe cabelos e corta para confecção de prótese capilar e, ainda, realiza doação de gorros e turbantes.
Seu nome é uma homenagem a Sawanna Araújo, filha de Lena, e que tinha 6 anos de idade quando foi diagnosticada com leucemia linfoide aguda e, infelizmente, faleceu após uma luta de grande comoção.
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Resultado da eleição e desafios a conselheiros tutelares em pauta no Folha no Ar
02/10/2023 | 18h19
O Folha no Ar desta terça-feira (3) vai falar sobre o resultado das eleições do Conselho Tutelar em Campos. A partir das 7h, o programa da Folha FM 98,3 recebe duas eleitas entre os 25 membros titulares, que atuarão na defesa de crianças e adolescentes em caso de violação de direitos. Foram definidos também os 25 suplentes.
Ao vivo, Polliana Soares e Geovana Almeida, essa última indo para o seu quarto mandato, vão falar como foi a eleição no último domingo com urnas eletrônicas em 15 postos de votação, os desafios para quem atua como conselheiro tutelar no município, além das maiores demandas de atendimento.
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Caravana fortalece municípios na tentativa de fortalecer o PT
30/09/2023 | 09h03
Ponto Final
Ponto Final / Ilustração
Para além da Caravana
A escolha do Rio de Janeiro para sediar a 2ª edição da Caravana Federativa tem um simbolismo para além de marcar, no estado, a presença da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, representada por André Ceciliano (PT), integrante do “núcleo duro” do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No combo, vem também a inegável tentativa do Partido dos Trabalhadores de fortalecer suas relações com municípios fluminenses de olho também nas eleições de 2024 com reflexos a 2026, justamente para reconquistar um espaço que perdeu massivamente para o bolsonarismo.
“A eleição acabou”
Iniciada pela Bahia, reduto tradicionalmente petista, a Caravana terá sua próxima parada nos dias 19 e 20 de outubro, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, outro estado onde a esquerda não tem muita vez. Com a presença de vários prefeitos e outros representantes do Norte e Noroeste Fluminense — como mostra reportagem na página 11 da edição da Folha deste sábado —, a Caravana Federativa foi aberta na última quinta (28) por Ceciliano, o governador Cláudio Castro (PL) e o prefeito Eduardo Paes (PSD) com discursos pacificadores de que é necessário, independentemente das posições políticas, reconstruir o diálogo. “A eleição acabou. Não importa também onde estaremos na próxima eleição. Estamos juntos em nome da população”, declarou o governador.
No Folha no Ar
O tom dado por Castro foi o mesmo adiantado por Ceciliano ao participar do Folha no Ar, na Folha FM 98,3, na última segunda-feira (25). “É a volta da relação federativa, coisa que nos últimos quatro anos nós não tivemos (...) O presidente Lula determinou que a gente tenha o mesmo atendimento para qualquer governador, seja do PL, do PT, do MDB, do PSD, sem olhar para a eleição passada. É olhar para frente, para o futuro, e fazer o melhor, porque lá na ponta está a população, está o cidadão. Essa é a determinação, e esse é o nosso estilo: tentar conversar com todo mundo, tentar o entendimento, tentar ir para frente”, ressaltou o secretário.
Nomes a 2024
Também no programa, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) não escondeu as pretensões do PT no território fluminense já para as eleições do próximo ano, principalmente na capital, onde a reeleição de Eduardo Paes (PSD), com o apoio petista, desenharia também um cenário favorável à disputa de 2026. “O presidente é grato ao Paes pela eleição do ano passado. Você vai construindo uma eleição olhando para outra. Na eleição de 2024, a exemplo do Paes, que está olhando (2026), nós também estaremos olhando. Você não tem que estar sempre do lado que vai ganhar. Você precisa construir. E nós sabemos que o PT vai melhorar muito no estado. Vamos ter candidatos competitivos e ter alianças em todo o RJ”.
PT x PL
O maior adversário partidário será o PL, reduto bolsonarista, inclusive em Paracambi-RJ, onde Ceciliano já pavimenta o nome do seu filho, o deputado estadual Andrezinho Ceciliano (PT), como possível prefeitável em 2024. Em Campos, apesar de o prefeito Wladimir Garotinho ter escolhido o PP, já tem apoio declarado do PL nacional. Sem contar a boa relação que tem com o governador, também do PL, e com os senadores do RJ, que são do mesmo partido: Carlos Portinho, Flávio Bolsonaro e Romário.
Senado
Os três senadores estão empenhados para aprovar um projeto de Wladimir, apresentado quando deputado federal, pela abrangência do benefício Garantia-Safra a 22 municípios do estado, além de criar o Fundo de Desenvolvimento Econômico do Norte e do Noroeste Fluminense. O que representaria para o PL na região um grande ganho eleitoral. Há cerca de um mês, esteve em Brasília, onde foi recebido não só pelos senadores do PL para pedir apoio a seu projeto, mas também, separadamente, com Ceciliano, e o deputado federal Lindbergh Farias (PT). Bem avaliado em pesquisas para 2024, Wladimir é apontado por aliados e também por adversários pelo seu poder de articulação com diferentes grupos.
Diálogo
Apesar de o Partido dos Trabalhadores ser o único que já sinalizou uma possível candidatura à disputa direta com Wladimir em 2024, com a sugestão do nome do professor Jefferson Manhães feita por Lindbergh e Ceciliano, o prefeito tem tentado, neste caso, evitar grandes conflitos. “É assim que se faz política, dialogando com todo mundo”, destacou o prefeito quando esteve em Brasília. Recentemente, o prefeito gravou um vídeo em defesa da Petrobras ao lado de Jefferson e outros petistas. Na Caravana dessa quinta, também fez questão de reforçar a boa relação com o secretário de Lula. “Estou aqui prestigiando o meu grande amigo André Ceciliano, nessa Caravana Federativa”, disse.
Sem decolar
A Azul Linhas Aéreas anunciou nessa sexta-feira (29) que, devido às restrições de capacidade operacional impostas no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, se viu obrigada a fazer mudanças na operação de voos diretos na cidade. Com isso, a partir deste domingo (1º), a empresa suspenderá os voos diretos que partem do Santos Dumont para Campos (RJ), Brasília (DF), Florianópolis (SC), Maceió (AL), Porto Seguro (BA) e Vitória (ES). Não é de hoje que alertas vêm sendo feitos por entidades em Campos sobre o desmonte aéreo, que apequena a importância do município que é a “capital” do Norte Fluminense.
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Cláudio Castro destaca crescimento do Estado na Caravana Federativa
28/09/2023 | 17h25
Divulgação
O governador Cláudio Castro participou, nesta quinta-feira (28), da abertura da 2ª edição da Caravana Federativa, uma ação desenvolvida pela Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, representada por André Ceciliano (PT). Vários prefeitos e secretários da região participam do evento, entre eles, o de Campos, Wladimir Garotinho (PP), como mostrou mais cedo (aqui) a Folha 1.
A Caravana, realizada na Expo Mag (antigo Centro de Convenções Sul América), amplia e facilita o acesso dos representantes de municípios a serviços e programas oferecidos pelo governo federal, como Minha Casa Minha Vida, Bolsa Família, e Mais Médicos, entre outros.

Representantes dos 37 ministérios e dos bancos públicos federais atendem em dois dias (quinta e sexta-feira - 28 e 29) os municípios fluminenses. Durante o evento são realizadas palestras para a troca de experiências e melhores práticas entre os entes federados.

Castro destacou a realização da ação no Rio de Janeiro. "Quando o governo federal entende a importância do Rio de Janeiro e a pujança econômica do estado e traz essa caravana, chamando os prefeitos e os secretários estaduais e municipais, vemos a lógica que nós precisamos devolver para o Brasil. Temos que trabalhar juntos", disse o governador.

Cláudio Castro destacou também a força do Rio de Janeiro no cenário nacional, ao lembrar a volta do crescimento do estado.

— Temos que nos orgulhar do nosso estado. Um estado forte economicamente, líder em turismo, líder em produção de aço, o segundo polo automotivo e o segundo maior mercado consumidor do Brasil. Somos responsáveis por 20% de toda a arrecadação federal, contribuindo com R$ 460 bilhões por ano para a União e recebendo de volta cerca de R$ 32 bilhões — enfatizou Castro.

A primeira Caravana foi realizada na Bahia e contou com a participação de representantes de 34 ministérios, além de entidades como a Caixa Econômica Federal, e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), para auxiliar prefeitos e gestores municipais.
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Base mantém vetos do prefeito a emendas da LDO 2024
27/09/2023 | 17h18
Base mantém vetos do prefeito a emendas da LDO
Base mantém vetos do prefeito a emendas da LDO / Rodrigo Silveira
Foram mantidos na Câmara de Campos, nesta quarta-feira (27), os vetos (aqui) do prefeito Wladimir Garotinho (PP) a emendas apresentadas pelos vereadores do grupo oposição/“independentes” à Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2024 (LDO). Para derrubar os vetos do prefeito, o grupo oposição/“independentes” precisava ter 17 votos, mas hoje só tem, até então, 11 com a volta de Abdu Neme (Avente) e a chegada de Marquinho do Transporte (aqui) à base de Wladimir.  Os dois, inclusive, votaram pela manutenção dos vetos das emendas que ajudaram aprovar antes. O placar ficou com 14 votos favoráveis ao prefeito, sete contrários e quatro ausências.
Os vetos às emendas da LDO chegaram ao Legislativo no dia 29 do mês passado, tendo o prazo de 30 dias para serem levados à apreciação no plenário por determinação da presidência da Casa. O descumprimento do prazo resultaria no travamento das demais pautas. No caso da LDO 2024, ela vinha sendo ponto de discórdia na pacificação entre os Garotinho e Bacellar desde que foi aprovada na sessão do dia 1º de agosto (aqui). Marcada, na ocasião, pela ausência da maioria dos vereadores da situação, em um esvaziamento para que a Lei não fosse votada, a Câmara impôs uma derrota ao prefeito Wladimir Garotinho (PP), limitando em 10% o remanejamento permitido para o chefe do Executivo, além de passar emendas, que, no dia 28 do mesmo mês foram vetadas pelo prefeito.
Entre os vetos, enviados pelo prefeito, estão os que impedem as chamadas emendas impositivas e os 10% de remanejamento, além das que garantiriam o reajuste do servidor no próximo ano e a implementação do programa bolsa universitária, todas propostas e aprovadas pela oposição em uma sessão que vem sendo questionada por governistas.
Na sessão desta quarta, na justificativa de votos, vereadores dos dois lados usaram a tribuna para colocar os seus pontos de vista em relação aos vetos. O clima logo esquentou, inclusive com um desentendimento em relação ao prazo para se inscrever para as discussões. Com o grupo da oposição/”independentes” abrindo as justificativas de votos, a questão das bolsas universitárias e do reajuste do servidor deram o tom dos discursos.
— A gente sabe que democracia é isso, quando se tem a maioria se tem o resultado nessa Câmara, mas não se deixa de lutar nem que seja minoria. Prova disso, eu comecei sozinho na oposição e aqui estou, e aqui vou me manter, envergo, mas não quebro, então quem estava esperando bolsa universitária foi para o ralo. Quem estava esperando reajuste do servidor foi para o ralo. Esse é o veto do prefeito — abriu as justificativas Marquinho Bacellar, afirmando que a Câmara já recebeu Lei Orçamentária Anual (LOA). “Vamos lutar pela LOA que já está na Casa. Vamos marcar agora com a decisão do veto, a audiência pública para a gente começar a discutir a LOA”, completou, ressaltando em outro momento da sessão, que na LOA enviada à Câmara foram estipulados “30% de remanejamento do orçamento ao Executivo e 0% ao Legislativo”. Ele chamou o prefeito de vingativo e voltou a fazer insultos à família Garotinho.
Por outro lado, vereadores da base, como o líder e o vice-líder do governo, Álvaro Oliveira (PSD) e Juninho Virgílio (União), respectivamente, focaram também em outros pontos, questionando as emendas impositivas e os 10% de remanejamento ao prefeito.
Juninho Virgílio rebateu Marquinho dizendo as propostas da bolsa e do reajuste dos servidores “não foram para o ralo”. O vereador afirmou que os servidores públicos já vêm sendo atendidos com a reposição salarial e outros benefícios concedidos à categoria. “Vota quem quer, nós votamos pela manutenção dos vetos. Entendemos que nesse momento, o prefeito e seu secretários estão trabalhando e organizando as finanças da cidade. Não dá para fazer tudo de uma vez”, afirmou Juninho, ressaltando que as emendas dos 10% de remanejamento ao prefeito e as emendas impositivas foram criadas para inviabilizar o governo.
Álvaro Oliveira (PSD), disse que alguns assuntos foram usados como pano de fundo em relação a outros temas que travariam a gestão do prefeito, já que os vereadores da oposição/“independentes” deram 20% de remanejamento ao próprio Legislativo. “Os 10% que disseram que deram ao prefeito, na verdade é 0%. Tudo o que o prefeito fizesse, tinha que mandar projeto de lei para a Câmara, para ser aprovado”, afirmou Álvaro.
Falas feitas tanto pela base, quanto pelo grupo oposição/“independentes” mais uma vez colocaram a pacificação em xeque. “Vamos tentar pacificar, mas tem hora que eu não consigo, cara. Não sabe o que falar, não tem o que falar. Não fala. Porque ofende a vereador (...) Eu não estou nem me dirigindo mais só ao governo não. Então, quem quer votar, vota, quem não quer votar, não vota. A urna decide quem volta para a Câmara, quem não volta. Isso aí nós vamos ver na urna na no dia da eleição”, disse o vereador Helinho Nahim (Agir).
Impasse na LDO desde a votação
A aprovação da LDO com as emendas contou com votos até de Abdu, que na época era considerado da base, e do presidente da Câmara Marquinho Bacellar (SD). É justamente pelo voto de Marquinho que os governistas dizem estar a invalidez da sessão, alegando que não era permitido o voto do presidente da Câmara naquela matéria, de acordo com o Regimento Interno da Casa e a Lei Orgânica. Veradores da base ameaçaram judicializar o debate para anular a votação do dia 1º. Marquinho já sinalizou na tribuna: “se vocês (base) se sentirem lesados com o que ocorreu procurem a Justiça”.
Como mostrou o Blog Opiniões, do jornalista Aluysio Abreu Barbosa (aqui), o impasse gerado na Câmara no dia 1º de agosto foi mais uma vez ecoado e chegou à capital, onde aconteceu um encontro pessoal entre o prefeito e o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União). Depois de alguns ajustes, o clima até ficou mais calmo na Câmara, mesmo que fora dela, os ânimos esquentaram entre os patriarcas Anthony Garotinho e Marcos Bacellar.
A promessa era de que a briga entre os pais não afetaria a relação institucional entre os filhos, mas outros embates ganharam força após o anúncio de que Marquinho do Transporte, vice-presidente de Marquinho Bacellar na Câmara, mudou para a base do prefeito Wladimir.
Tanto a chegada de Marquinho do Transporte, como a reafirmação de Abdu na situação teria motivo a mais, conforme revelado por fontes nos bastidores. Vereadores ligados aos Bacellar estariam buscando mostrar ser inconstitucional a exigência de que para derrubar um veto do prefeito são necessários 2/3 dos 25 vereadores, ou seja, 17, o que está no Regimento Interno e na Lei Orgânica. Se provada a inconstitucionalidade dos 2/3 e passar ser válida a votação de derrubada do veto com 13 vereadores, o grupo oposição/“independentes” passaria, se não com Abdu, ter certa facilidade para conquistar mais um para a maioria absoluta dos 13, o que ficou ainda mais difícil também com a saída de Marquinho do Transporte (aqui).
Mesmo sendo 17 votos para derrubar os vetos, governistas viam a votação desta quarta o teste de fogo a Abdu e Marquinho do Transporte, que atuaram de fato com a base.
Como parte da justificativa para os vetos enviada à Câmara, o prefeito afirma que “entre os artigos descritos no presente veto que foram objeto de modificação por parte do Legislativo, não possuem o condão de possibilitar uma melhor execução do orçamento público, pelo contrário, os atuais dispositivos tornam inexequíveis o orçamento municipal, pois não deixam margem para que o município tenha, orçamentariamente, recursos suficientes para cumprir o pagamento das despesas obrigatórias, como benefícios, fornecedores e servidores”.
Mais um veto
Outro veto do prefeito, votado na segunda sessão desta quarta, foi a um projeto que autorizaria a criação do "táxilotação", que foi proposto por Marquinho Bacellar (SD) e aprovado na Câmara. A ideia era que o serviço atendesse "linhas fixas, a preços acessíveis em avenidas ou locais de grandes fluxos com deficiência de transporte públicos em Campos". 
O veto ao projeto foi mantido por 12 votos a favor, nove contra, sendo registrada uma abstenção, do vereador Helinho, e três ausências, sendo uma delas a do recém-chegado à base Marquinho do Transporte, que justamente na hora da votação da matéria deixou o plenário, retornando à sessão ao fim da análise do veto.
Representando os governistas, Juninho apresentou argumentos ao veto, alegando ser inconstitucional o uso de táxi para tal função e uma ação na Justiça, com um acordo no Ministério Público, para não prejudicar as empresas de ônibus, que já amargam prejuízos com baixas tarifas e concorrências.
Representando a oposição, o vereador Maicon Cruz (sem partido), que assinou o projeto junto com Bacellar, pediu que seja realizada uma reunião com o Instituto Municipal de Trânsito e Transporte para tratar sobre demandas do setor.
Com um discurso mais "independente", o vereador Helinho justificou a sua abstenção, ressaltando que o projeto complicaria ainda mais a situação das empresas rodoviárias e cobrou que haja por parte da municipalidade maior fiscalização em relação a lotadas irregulares. Ele disse que parece não ser dúvida entre todos os vereadores "que o transporte público hoje é o calcanhar de Aquiles do governo Wladimir".
Ainda na sessão, outras matérias foram debatidas e aprovadas, sendo ainda anunciada pela base a liberação pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) do processo de licitação das obras para a construção de várias pontes em zonas rurais de Campos, além da retomada do processo para a reforma do Shopping Estrada de Campos.
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Vetos do prefeito a emendas da LDO 2024 na pauta desta quarta
27/09/2023 | 16h24
Votação da LDO com emendas teve esvaziamento da base no dia 1º de gaosto, quando Wladimir estava sem a maioria dos vereadores na Câmara
Votação da LDO com emendas teve esvaziamento da base no dia 1º de gaosto, quando Wladimir estava sem a maioria dos vereadores na Câmara / Rodrigo Silveira
Estão na pauta de votação da Câmara de Campos nesta quarta-feira (27) os vetos (aqui) do prefeito Wladimir Garotinho (PP) a emendas apresentadas pelos vereadores do grupo oposição/“independentes” à Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2024 (LDO). Os vetos chegaram ao Legislativo no dia 29 do mês passado (aqui), tendo o prazo de 30 dias para serem levados à apreciação no plenário por determinação da presidência da Casa. O descumprimento do prazo resultaria no travamento das demais pautas. Se nada mudar no decorrer das duas sessões previstas nesta quarta, para derrubar os vetos do prefeito o grupo oposição/“independentes” precisa de 17 votos, mas hoje só teria 11 com a volta de Abudu Neme (Avente) e a chegada de Marquinho do Transporte (aqui) à base de Wladimir.
Outro veto do prefeito, também previsto para ir à votação na segunda sessão desta quarta, é o que autorizaria a criação do "táxi-lotação", projeto que foi proposto por Marquinho Bacellar (SD) e aprovado na Câmara.   
No caso da LDO 2024, ela vem sendo ponto de discórdia na pacificação entre os Garotinho e Bacellar desde que foi aprovada na sessão do dia 1º de agosto (aqui). Marcada, na ocasião, pela ausência da maioria dos vereadores da situação, em um esvaziamento para que a Lei não fosse votada, a Câmara impôs uma derrota ao prefeito Wladimir Garotinho (PP), limitando em 10% o remanejamento permitido para o chefe do Executivo, além de passar emendas, que, no dia 28 do mesmo mês foram vetadas pelo prefeito.
Entre os vetos, enviados pelo prefeito, estão os que impedem as chamadas emendas impositivas e os 10% de remanejamento, além das que garantiriam o reajuste do servidor no próximo ano e a implementação do programa bolsa universitária, todas propostas e aprovadas pela posição em uma sessão que vem sendo questionada por governistas, que ameaçaram judicializar o debate para anular a votação do dia 1º.
A aprovação da LDO com as emendas contou com votos até de Abdu, que na época era considerado da base, e do presidente da Câmara Marquinho Bacellar (SD). É justamente pelo voto de Marquinho que os governistas dizem estar a invalidez da sessão, alegando que não era permitido o voto do presidente da Câmara naquela matéria, de acordo com o Regimento Interno da Casa e a Lei Orgânica. Marquinho já sinalizou na tribuna: “se vocês (base) se sentirem lesados com o que ocorreu procurem a Justiça”.
Como mostrou o Blog Opiniões, do jornalista Aluysio Abreu Barbosa (aqui), o impasse gerado na Câmara no dia 1º de agosto foi mais uma vez ecoado e chegou à capital, onde aconteceu um encontro pessoal entre o prefeito e o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União). Depois de alguns ajustes, o clima até ficou mais calmo na Câmara, mesmo que fora dela, os ânimos esquentaram entre os patriarcas Anthony Garotinho e Marcos Bacellar.
A promessa era de que a briga entre os pais não afetaria a relação institucional entre os filhos, mas outros embates ganharam força após o anúncio de que Marquinho do Transporte, vice-presidente de Marquinho Bacellar na Câmara, mudou para a base do prefeito Wladimir.
Tanto a chegada de Marquinho do Transporte, como a reafirmação de Abdu na situação teria motivo a mais, conforme revelado por fontes nos bastidores. Vereadores ligados aos Bacellar estariam buscando mostrar ser inconstitucional a exigência de que para derrubar um veto do prefeito são necessários 2/3 dos 25 vereadores, ou seja, 17, o que está no Regimento Interno e na Lei Orgânica. Se provada a inconstitucionalidade dos 2/3 e passar ser válida a votação de derrubada do veto com 13 vereadores, o grupo oposição/“independentes” passaria, se não com Abdu, ter certa facilidade para conquistar mais um para a maioria absoluta dos 13, o que ficou ainda mais difícil também com a saída de Marquinho do Transporte (aqui).
Mesmo sendo 17 votos para derrubar os vetos, governistas veem na votação de hoje o teste de fogo a Abdu e Marquinho, pois esperam deles o voto a favor aos vetos do prefeito. Ou seja, eles teriam que aprovar a derrubada de emendas que eles mesmos assinaram juntos e foram a favor na sessão do dia 1º de agosto.
Como parte da justificativa para os vetos enviada à Câmara, o prefeito afirma que “entre os artigos descritos no presente veto que foram objeto de modificação por parte do Legislativo, não possuem o condão de possibilitar uma melhor execução do orçamento público, pelo contrário, os atuais dispositivos tornam inexequíveis o orçamento municipal, pois não deixam margem para que o município tenha, orçamentariamente, recursos suficientes para cumprir o pagamento das despesas obrigatórias, como benefícios, fornecedores e servidores”.
Ao participar do Folha no Ar, da Folha FM 98,3, do dia 8 de agosto (aqui), o líder do governo Wladimir na Câmara, o vereador Álvaro Oliveira (PSD), disse que se o prefeito não vetasse as emendas, estaria incorrendo em erro. Assim como fez na tribuna da Câmara, Álvaro disse que alguns assuntos foram usados como pano de fundo em relação a outros temas que travariam a gestão do prefeito.
— O que eles aprovaram lá foram as emendas deles, que não me lembro os números de cabeça, deixando o Legislativo com 20% e colocando o Executivo com 10%. Só aí você já vê a disparidade. Pasmem vocês: esses 10% eram fictícios. A partir da emenda sete em diante, ele começa a colocar uma frasezinha simples: “Por lei...”, “ouvida a Câmara...”, “após votação na Câmara...”. Então, na realidade, eles puseram 20% para o Legislativo e 0% para a Prefeitura. Tudo o que o prefeito fizesse, tinha que mandar projeto de lei para a Câmara, para ser aprovado. Então, eles não deram remanejamento nenhum — afirmou Álvaro Oliveira, no Folha no Ar.
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Governador Cláudio Castro nomeia Douglas Ruas dos Santos para a Secretaria das Cidades
27/09/2023 | 09h23
Secretário Douglas Ruas
Secretário Douglas Ruas / Divulgação
O governador Cláudio Castro nomeou, nessa terça-feira (26), Douglas Ruas dos Santos como secretário de Estado de Cidades. Douglas Ruas assume a nova pasta - que foi dividida a partir da antiga Secretaria de Estado de Infraestrutura e Cidades (Seic), que agora passa a ser Secretaria de Estado de Infraestrutura e Obras Públicas (Seiop). A nomeação foi publicada em edição extra do Diário Oficial de ontem.

— Douglas Ruas assume a pasta com a finalidade de aproximar o governo das prefeituras e trazer agilidade no atendimento às necessidades da população. Douglas possui ampla experiência na gestão pública como deputado estadual e também por já ter desempenhado funções no Executivo do município de São Gonçalo e no Governo do Estado, onde trabalhou como Superintendente do Inea. O Rio de Janeiro vive um novo momento de crescimento político e econômico em todas asregiões do estado. O cidadão fluminense merece atenção, cuidado e um governo cada vez mais próximo — afirmou o governador.
Segundo publicou nessa terça a colunista Berenice Seara, do Extra, o deputado Douglas Ruas é afilhado político do presidente do PL, o deputado federal Altineu Côrtes. O nomeado é filho do prefeito de São Gonçalo, Nélson Ruas.

Nos bastidores se fala que o governador, que é do PL, dividiu a pasta de Infraestrutura e Cidades para atender o seu partido, o qual reestabelece uma relação após afastamento do bolsonaismo.

A parte de Infraestrutura permanece com o amigo de fé irmão camarada do governador Uruan Cintra.
Sua cadeira na Alerj será ocupada pelo delegado Carlos Augusto. Já a liderança do PL na Casa deverá ficar com Anderson Moraes.

Perfil

Douglas Ruas dos Santos é bacharel em Direito, pós-graduado em Gestão Pública e servidor concursado da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Nos últimos anos, dedicou-se à gestão pública, como subsecretário de Trabalho de São Gonçalo, entre 2017 e 2018, e superintendente regional do Inea, entre 2019 e 2020. Em 2021, assumiu a Secretaria de Gestão Integrada e Projetos Especiais em São Gonçalo, sendo responsável pela elaboração de projetos e captação de recursos, além de fazer a interlocução do município com o Governo do Estado e o Governo Federal. Foi eleito para a sua primeira legislatura, como o segundo deputado estadual mais votado do Estado do Rio de Janeiro, com 175.977 mil votos. No seu primeiro ano na Alerj, atuou na defesa do consumidor, dos servidores da segurança pública e da população de São Gonçalo, com projetos de lei e indicações legislativas com o objetivo de melhorar a vida das pessoas.
Com informações do Governo do Estado e Extra
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Governador Cláudio Castro nomeia novo secretário da Polícia Civil
26/09/2023 | 14h18
Divulgação
O governador Cláudio Castro nomeou, nesta terça-feira (26), o delegado de Polícia Civil José Renato Torres do Nascimento como novo secretário de Estado de Polícia Civil. José Renato assume a pasta no lugar do delegado Fernando Albuquerque. A nomeação foi publicada na edição do Diário Oficial.

— José Renato tem longa experiência na administração pública. É delegado de polícia desde 1997 e também já foi praça da Polícia Militar. Sua formação irá contribuir, e muito, com o trabalho à frente da segurança pública, que sabemos que requer muita dedicação. Agradeço ao delegado Fernando Albuquerque, que desempenhou com afinco sua missão, e desejo boa sorte na sua caminhada — afirmou o governador.
Segundo a colunista Berenice Seara, do Extra, a agora ex-secretário de Polícia Civil, Fernando Albuquerque, enviou uma mensagem de despedida aos companheiros e subordinados. No texto, Albuquerque informa que foi exonerado “pelo excelentíssimo governador Cláudio Castro” e revela que não foi “a pedido”, como consta na publicação do Diário Oficial. No entanto, disse que recebeu “respeitosamente a comunicação (..) Na certeza de que fez o melhor pela honra da instituição bicentenária e pela segurança pública”.
Ainda segundo a colunista, há uma pressão da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) para que o governador troque todo mundo na Segurança Pública. “As próximas secretarias na mira são a de Polícia Militar e a de Administração Penitenciária. Vamos acompanhar para ver quem vai cair primeiro”, escreveu ela.
Berenice acrescentou que o preferido da “turma da Assembleia” para o lugar de Fernando Albuquerque era o atual diretor do Departamento de Polícia do Interior, Antenor Lopes. Mas, o governador optou por José Renato.


Perfil do nomeado

José Renato Torres do Nascimento está no serviço público há mais de 35 anos. Desde 2007, desempenha a função de secretário da Secretaria de Segurança Institucional do Tribunal de Contas do Município (TCM). Possui experiência em Direito Público, com ênfase em Direito Processual Penal. Também é professor da Escola do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e professor convidado do doutorado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Direitos, Instituições e Negócios PPGDIN/UFF. Possui doutorado em Direitos, Instituições e Negócios pela UFF e mestrado em Administração Pública pela FGV, além de cursar pós-doutorado em Ciências Sociais Aplicadas na UFF. Além disso, foi praça da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro de 1983 a 1985, ano em que ingressou na Polícia Civil como detetive de polícia.
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Sindicalista é eleito presidente do Psol Campos
25/09/2023 | 17h26
Reprodução redes sociais
O Psol tem um novo presidente no diretório municipal de Campos. O sindicalista Vanderson Gama foi eleito com cerca de 65% dos votos durante congresso realizado no último sábado (23), na sede do Sindicato dos Profissionais Servidores Públicos de Campos (Siprosep). Encabeçando a Chapa 2, ele recebeu 36 votos contra 19 da Chapa 1, que teve a assistente social Danielle Pádua como candidata à presidência. A chapa derrotada tinha na composição a professora Natália Soares, destaque no último pleito municipal ao receber 11,6 mil votos como candidata a prefeita de Campos.
A escolha da nova presidência do Psol aconteceu após uma tarde de debates, com a presença também do atual presidente, Germano Godoy. Em seu primeiro discurso como eleito, Vanderson falou da importância de ser independente para dialogar com todos os setores, em busca da unidade do partido.
— Nosso desafio está apenas começando. Trabalhar para um Psol que Campos merece e precisa. Temos uma responsabilidade muito grande pela frente e precisamos honrar essa expressiva votação. Precisamos nos voltar para as bases e evitar a todo custo o silenciamento e o isolamento das minorias — afirmou.
Antes de passar o cargo para Vanderson, o atual presidente, Germano Godoy, falou sobre a importância do congresso para reafirmar a democracia dentro do partido e, através do diálogo, estabelecer diretrizes para o futuro. "A gente tem como desafio a expansão do partido, criação de novas figuras públicas para a próxima eleição municipal”, afirmou Godoy, que também faz parte do Núcleo José do Patrocínio.
Vanderson Gama é geógrafo, servidor da Prefeitura de Campos há 21 anos, na área de Saúde, e atua como diretor do Siprosep. O novo presidente iniciou sua carreira política no movimento estudantil, como presidente do DCE do antigo Cefet (hoje IFF) e é militante do Psol há 15 anos, tendo fundado o partido em Campos em 2004, participando da coleta de assinatura para regularização na Justiça Eleitoral.
Como fica o futuro de Natália?
Ao participar do Folha no Ar, da Folha FM 98,3, no fim de março deste ano (aqui), a professora Natália disse não ter interesse em se candidatar à Prefeitura, porém, se colocou, na época, à disposição do partido, que, inclusive, segundo ela, assim como os demais de esquerda, carece de mais organização em Campos. O nome dela vem sendo cogitado à disputa para a Câmara de Campos, desejo que ela também não esconde.
Na noite desta segunda-feira (25), Natália disse que independentemente das posições e diferenças internas, caminhará junto com o partido nas eleições de 2024.

— Componho o Subverta, a corrente do recém eleito presidente estadual do partido, o Flávio Serafini. O Psol é um partido de muitas correntes e faz parte do jogo democrático os debates intensos e as divergências de projetos para o partido. Somos uma grande força orgânica no partido, tenho muito orgulho da luta que tocamos no interior — afirmou a professora, que voltou a garantir que seu nome está confirmado como possível pré-candidata à Câmara no ano que vem pelo Psol. Sobre ser indicada pelo partido a disputar mais uma vez à Prefeitura, ela afirmou que esse é "outro enfoque das discussões intensas e que tudo segue muito indefinido ainda".

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Rodrigo Gonçalves

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