Home care alvo de reclamação
Jane Ribeiro 01/11/2017 21:17 - Atualizado em 03/11/2017 14:04
Desde que a Edcare Serviços Hospitalares assumiu os serviços de home care, oferecido pela Prefeitura de Campos, tem sido alvo de reclamações. Parentes reclamam que a falta de medicamento virou uma rotina na vida dos pacientes. Famílias fizeram denúncias ao Ministério Público com registro de negligência à Polícia Civil. As denúncias também chegam pelas redes sociais. Na última sessão da Câmara, parentes pediram apoio aos vereadores.
Núbia Cristina Amaral Simião, cuida da mãe de 66 anos e desde que a nova empresa assumiu os serviços, segundo ela, os medicamentos não são repostos com assiduidade. A mãe sofre de insuficiência cardíaca e tem graves sequelas de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), provocados por infartos cerebrais e precisa de atendimento 24 horas.
Núbia relata que a empresa não repõe os medicamentos de uso continuo como netiformina, fita de glicemia, insulina, suplemento nutricional e que falta tranquilizante e anticoagulante. Ela informou ainda que por falta da medicação a glicose chegou a 198.
— Minha mãe ainda não morreu porque eu dou um jeito e compro os remédios que estão faltando. E as famílias que não tem condições, fazem o que? Já denunciei no Ministério Público, fiz três boletins ocorrências por falta de socorro, falta de transporte após alta e negação de laudo por parte do médico da empresa Edcare. Estive na sessão da Câmara para pedir apoio aos vereadores e eles prometeram uma audiência pública para resolver o problema. Até quando vamos ter que passar por isso. Essa empresa é negligente e não tem respeito pelo paciente — informou Núbia.
Em nota, a assessoria de imprensa da Prefeitura informou que a empresa responsável pelo serviço de home care, contratada pela Prefeitura de Campos, através de licitação, afirma que não há falta de medicamentos e nem de fraldas e que a paciente vem sendo atendida conforme prescrição médica e cota prevista em contrato com a prefeitura de Campos (no caso de fraldas). A paciente não é diabética, para que caracterize o uso de insulina. De acordo com informação da empresa, trata-se de uma paciente que está em processo de alta, conforme documento protocolado no Ministério Público, pois o quadro não requer, atualmente, o atendimento do Home Care.
A nota afirma ainda que “para ser inserido no atendimento domiciliar, o paciente precisa ter dispositivo técnico, que caracterize cuidados de técnicos de enfermagem 12h ou 24h. As avaliações são feitas baseadas em dois instrumentos: o Núcleo Nacional das Empresas de Serviços de Atenção Domiciliar (Nead) e a tabela de Avaliação da Associação Brasileira das Empresas de Medicina Domiciliar (Abemid), ferramentas importantes e imprescindíveis para o desenvolvimento dos serviços da internação domiciliar”.

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