Itaperuna apreensiva com nível do Muriaé
Daniela Abreu - Atualizado em 31/10/2017 22:05
O problema da estiagem que atinge o Norte e Noroeste Fluminense chegou a Itaperuna, onde o nível do rio Muriaé começa a preocupar. A nova secretária do Ambiente, Jeane Hespanhol Mozer, assumiu em meio a uma crise hídrica, há dez dias, e emitiu nota à população, alertando para a responsabilidade no consumo de água.
Segundo a secretária, a estiagem que atinge a região já dura sete anos e todos os rios que vêm do Estado de Minas Gerais estão muito secos e com isso a situação local é agravada. A vazão atual estimada do Muriaé estaria em 5m³/s, sustentando somente o abastecimento público e com déficit.
Outro agravante é a multiplicação da vegetação no leito do rio. O motivo, segundo a nota, seria o acúmulo de material orgânico, que cresce com velocidade devido ao baixo nível do rio e da grande concentração de esgoto doméstico na água. “elas cobrem a superfície do leito do rio e diminuem a oxigenação e o fluxo natural de suas águas e como se fosse uma morte lenta”, diz a nota.
Ainda segundo o comunicado da secretaria do Ambiente, seria inviável a retirada da vegetação, desprendendo-a do leito, porque elas não desceriam com a correnteza, devido à baixa no nível do rio. A retirada para descarte em outro local também seria inviável por tratar-se de matéria orgânica contaminada. A única solução para o problema seria aguardar as chuvas.
Embora o conjunto de características onde há pouca água no rio e vegetação em excesso, o que compromete a captação de água, a Cedae, empresa responsável pelo abastecimento em Itaperuna diz que “não há alteração no serviço. O abastecimento ocorre regularmente”.
No início do mês, fotos circularam em redes sociais mostrando a concentração de peixes buscando oxigenação. Traíras e dezenas de espécies estão ameaçadas pela alta concentração de poluição em quantidade reduzida de água.
No início do mês, foi organizado um abraço ao Muriaé para alertar as pessoas para o cuidado com o rio. 

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