Quem são as mulheres que estão em frente ao 8º BPM?
10/02/2017 14:37 - Atualizado em 10/02/2017 15:27
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Muitos comentários nas redes sociais desqualificam as manifestantes que se concentram em frente ao 8º Batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro, em Campos. Mas quem são essas pessoas que chegaram no início da manhã e prometem só sair quando alguma solução for dada para resolver problemas com atrasos de pagamento e falta de estrutura?
Maria, professora da rede estadual, casada com policial - estava na manifestação e saiu por volta das 13h para dar aula. Informou que vai voltar e que também está com salários atrasados.
Fernanda, dona de casa, casada com policial - contou que salário do marido é responsável pela manutenção de dois filhos e um neto. Afirmou estar com dificuldades para comprar alimentação. “Passamos um cheque no supermercado que vai bater hoje, sem fundos”.
Joana, dona de casa, mãe de policial - o único filho tem 24 anos e passou há dois no concurso da PM. Ela afirmou que prepara marmita para o filho que trabalha na capital levar. “Eles não estão fornecendo comida direito”.
Patrícia, estudante, filha de policial - o pai é responsável por toda a renda da família, que além dela conta com a mãe e mais dois irmãos e um sobrinho. Aluna da rede estadual questiona a qualidade da Saúde e da Educação pública. “Cadê o dinheiro que Cabral levou?”.
Bárbara, corretora de imóveis, esposa de policial - o marido divide com ela as contas da casa. Como tem horário flexível, afirmou que vai passar maior parte do tempo na manifestação que, segundo ela, não tem previsão para acabar. “Nós vamos fechar as três entradas. A população é covarde. Eles deviam estar aqui defendendo que se arrisca pela segurança deles. Mas não tem ninguém”.
*todos os nomes são fictícios

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