Vitamina D e COVID-19
26/05/2020 | 07h00
Pesquisadores dos EUA e Reino Unido chegaram a um consenso, onde afirmam que altas doses de vitamina D não trazem nenhuma melhora no quadro da COVID-19. 
Dados anteriores sugeriam que o colecalciferol poderia estar relacionado à gravidade da infecção viral.
Contudo, estudos aprofundados e mais recentes trouxeram a conclusão, que não se justifica a ingestão de doses muito elevadas de suplementos com vitamina D para evitar casos graves.
O estudo foi publicado dia 21 de maio no BMJ, Nutrition, Prevention and Health.
O excesso de vitamina D pode trazer riscos à saúde como elevação do cálcio (hipercalcemia),lesões renais e aumento no risco de certos tipos de câncer.
Não há lugar para achismos quando se trata de saúde, mas nós brasileiros parecemos ter uma forte tendência a abraçar novidades duvidosas...
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Novo Surto na China
22/05/2020 | 06h08
Pessoas infectadas pelo novo coronavírus nas províncias chinesas de Jilin e Heilongjiang tem apresentado sintomas diferentes, segundo o médico intensivista Qiu Haibo.
Após a onda de infecções que se iniciou em Wu Han e se propagou por todo o mundo, 50 novos casos foram identificados na região nordeste da China. 
Médicos que trabalharam no epicentro da epidemia inicial estão atuando nesses novos casos e já observam claras diferenças entre as infecções acompanhadas em Wu han e as atuais.
Uma delas é que o período de incubação parece bem maior agora, o que é um grande problema pois a produção de focos de contágio fica mais propícia, principalmente focos familiares e comunitários. Uma pessoa infectada ficaria bem mais tempo transmitindo o vírus sem mesmo saber.
Além disso o tempo de infecção tem se mostrado maior e com maior demora para pacientes testarem negativo. 
Se em Wu Han observava-se um curso de infecção de cerca de 15 dias, com casos de piora no décimo dia, os novos casos apresentam cerca de 20 a 25 dias de infecção sintomática.
Não se pode afirmar que é um caso de mutação do vírus, nada impossível, mas pesquisas devem ser feitas para que se afirme se tratar de mutação, algo apavorante neste quadro já assustador que estamos vivendo.  
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Gulodices na Quarentena
14/05/2020 | 08h01
De acordo com estudo realizado por pesquisadores da USP, estima-se que a quarentena está levando a um ganho de 4 a 6 kg de peso na população. 
Como estamos todos em isolamento (ou deveríamos), tentando superar essa fase dificílima, ficamos restritos às paredes da nossa residência na maior parte do tempo. 
O que torna a rotina de qualquer forma enfadonha.
Apesar do decreto presidencial considerando academias como "serviço essencial", prefeitos e governadores tem a palavra final sobre o tema (de acordo com parecer recente do STF) e no nosso caso, seguem fechadas as academias de ginástica e centros esportivos.
Aliado à redução importante no gasto calórico, entra o aumento considerável no consumo de alimentos mais calóricos e ricos em açúcares.
Em períodos de estresse como o que vivemos é comum que busquemos compensações em várias searas. 
Uma delas sem dúvida é a alimentar.
O consumo de açúcares promove elevação de serotonina, que age como um antidepressivo.
O próprio aumento no consumo de calorias, com o estômago ficando cheio por mais tempo também colabora na sensação de auto-satisfação. 
O resultado óbvio é o ganho de peso corporal, principalmente gordura. 
O risco cardiovascular se eleva. De diabetes idem.
Se pretendemos sair dessa crise pandêmica com saúde, ou em condições de nos recuperarmos bem, é fundamental que tentemos manter atividades físicas e segurar ao menos um pouco, a boca nervosa. 
Muito líquido sem carga calórica relevante: refrescos com adoçantes naturais como stévia.
Proteínas magras: carnes magras, clara de ovos, leites magros, pescados.
Frutas ricas em fibras, como melancia, maçã, pera, caqui, etc. 
Saladas folhosas com pouco azeite.
E se recorrer aos doces, que seja em pequena quantidade e com índice glicêmico não tão alto, como chocolates amargos e doces de fruta sem açúcar.
Fé em Deus,que tudo passa. 
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Virose e Desidratação
06/05/2020 | 07h57
Uma recomendação válida para inúmeras situações e que, na minha opinião tem sido pouco divulgada nessa pandemia:
É fundamental nos mantermos bem hidratados!
Em outras viroses como H1N1, dengue, zica, etc, enfatizou-se que a boa hidratação seria determinante no andamento e cura da infecção. 
Pois bem, a recomendação deve ser a mesma senão maior em relação ao COVID-19!
Há alguns dados sobre pacientes portadores da infecção pelo novo coronavírus desenvolvendo trombose. 
Outros dados de necropsias de pacientes mortos em função da pandemia, mostram graus variáveis de desidratação. 
Não é difícil compreender:
Quem com febre e extremo mal estar, dores de garganta, etc, se lembra de beber a quantidade necessária de água diariamente?
Outra questão é a perda de líquidos com tosse, espirros, sudorese após a febre. 
E lembremos que nosso corpo necessita de água como solvente universal, para diluir toxinas, radicais livres e manter a temperatura corporal...além obviamente da fluidez do sangue.
Limonada aguada, acerola, caju, maracujá, pitanga, goiaba, são opções para quem não consegue beber maiores quantidades de água.
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Novas pesquisas sobre a COVID-19
28/04/2020 | 07h39
sciencedaily
Pesquisadores do MIT e HARVARD publicaram estudos onde mostram que o novo coronavírus infecta certas células específicas. 
Pouco se sabe sobre a evolução da virose pelo novo coronavírus e um maior entendimento sobre o curso da infecção é fundamental, para que se desenhe novas estratégias de tratamento.
Não é raro patógenos terem certa preferência por um tipo de célula no organismo de quem é infectado.
No caso da COVID-19 foram identificadas células da mucosa nasal, que secretam muco como preferenciais. O que justifica o alto nível de transmissibilidade e contágio. Logo as células que produzem secreção são colonizadas...
Nos pulmões, células chamadas de pneumócitos tipo II parecem ser as "queridinhas" desse vírus.
Um problema grande aqui é que os pneumócitos mantem os alvéolos aptos às trocas de oxigênio e gás carbônico nos pulmões. 
OU seja, o vírus infecta células que nos permitem respirar. 
Parte da evolução grave de certas pessoas portadoras do novo coronavírus começa a ser explicada. 
Segundo os pesquisadores, alguns indivíduos tem pneumócitos bem mais sensíveis à infecção, que outros.
Questão de tempo para que se isole qual mecanismo de infecção o vírus usa para entrar e prosperar nos pneumócitos e dessa forma, desenvolver um tratamento preventivo de infecções graves. 
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Excesso de Vitaminas Contra COVID-19
15/04/2020 | 09h02
Em tempos de pandemia pelo COVID-19, é comum que as pessoas busquem alternativas para a sua proteção e de suas famílias.
Entretanto, de forma equivocada, muitos indivíduos fazem uma ingestão de vitaminas muito além do necessário.
Pior, muito além do saudável.
O uso de suplementos vitamínicos pode ser sim indicado em vários casos, principalmente em estados de carência, como pós-operatórios, idade avançada com pouca ingestão alimentar, etc.
Mas pessoas que se alimentam corretamente, podem precisar de pouca ou nenhuma vitamina suplementar.
Temos sido questionados por pacientes e leitores sobre o uso de vitamina C e D, para melhora da resistência do organismo contra o COVID-19.
Ingerir um comprimido efervescente de vitamina C com 500 mg por dia, não fará mal algum. Assim como a ingestão de uma cápsula de vitamina D com 200 UI uma vez ao dia não tará problemas.
A questão aqui é o uso de doses "elefantinas" das referidas vitaminas.
Ouvi relatos do uso de 4000 mg de vitamina C ao dia! 
E pessoas por conta própria usando 6 a 8 vezes a dosagem indicada dos suplementos de vitamina D.
O excesso de vitamina C pode ocasionar fraqueza, diarreia, enxaquecas e cálculos renais por oxalato de cálcio.
O abuso de vitamina D pode trazer tonturas, náuseas, aumento da pressão arterial e elevação no cálcio em todo o organismo, levando também ao surgimento de cálculos renais.
Usem máscaras. Evitem sair sem necessidade. Lavem as mãos e nada de soluções mirabolantes, afinal o veneno e o remédio se diferem pela dose. 
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Diagnóstico de COVID-19
05/04/2020 | 07h40
Os testes laboratoriais disponíveis para o diagnóstico do novo coronavírus dividem-se em dois grupos:
1) Método de RT-PCR: 
Sequenciamento total ou parcial do genoma do vírus, ou seja, busca-se o seu código genético em amostras de secreção na boca ou outra secreção do trato respiratório ;
Os resultados podem levar até 7 dias para ficarem prontos.
Nesse caso, as amostras devem ser mantidas refrigeradas (4-8°C) e processadas dentro de 24 a 72 horas da coleta.
Caso não seja possível enviar nesse prazo, recomenda-se congelar as amostras a -70°C até o envio.
Ao contrário do que muito pensam, esse exame (RT-PCR) é realizado desde 1983 em laboratórios de todo o mundo, para várias finalidades.
OBS: a embalagem para o transporte de amostras de casos suspeitos com infecção por Covid-19 devem seguir os regulamentos de remessa para Substância Biológica UN 3373,Categoria B.
2) Método Sorológico: 
A partir de uma pequena amostra de sangue, busca-se identificar anticorpos produzidos pelo indivíduo infectado contra o coronavírus.
Este teste leva em média 15 a 30 minutos. 
O nosso sistema imune produz anticorpos contra todas as doenças que adquirimos. 
Nos primeiros dias da infecção (fase aguda) o corpo tende a produzir anticorpos do tipo IgM (imunoglobulina M ou anticorpo M).
Durante e após a fase aguda da doença, o organismo passa a produzir anticorpos do tipo IgG. 
Dessa forma é possível determinar se o indivíduo está em fase aguda ou já teve a doença.
Além de identificar esses anticorpos, os laboratórios avaliam a quantidade dos mesmos:
_caso uma pessoa tenha IgG contra COVID-19 em dose alta e, observa-se tb IgM alta, muito provavelmente será fase aguda.
_caso a pessoa tenha anticorpos contra COVID-19, mas IgM esteja baixa e IgG também, esse indivíduo teve a doença e se curou.
_caso a pessoa não tenha anticorpos contra o COVID-19, ela nunca entrou em contato com esse vírus.
Obviamente o raio-x de tórax e a análise clínica pelo infectologista são outros exames importantes.
 
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COVID-19 e Vitamina D
30/03/2020 | 07h04
Na última quarta-feira (26/03), Giancarlo Isaia e Enzo Medico, pesquisadores da Universidade de Turim (Itália) divulgaram resultados de um estudo onde houve relação entre carência de vitamina D e a COVID-19.
Segundo o estudo, casos mais graves estavam associados à carência dessa vitamina.
A teoria é que a vitamina D seria capaz de melhorar a resposta imunológica ao coronavírus 19 e reduzir os danos pulmonares.
Os dados são extrapolados de estudos sobre melhora no quadro de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) gerado por outros coronavírus.
Especula-se se a baixa exposição ao sol, principalmente por idosos, poderia ser uma das explicações para a fragilidade desse grupo populacional. 
Faz certo sentido...
mas como explicar a gravidade dos casos na Espanha, onde o consumo de pescados é um dos maores do mundo, uma das principais fontes de vitamina-D? E um país onde o hábito de atividades ao ar livre é tão difundido, mesmo em idosos?
Ainda há muito entre o céu e a terra, até esclarecermos de fato o porquê de alguns indivíduos singrarem um quadro infeccioso leve e quase assintomático...
enquanto outros, mesmo jovens e sem comorbidade (outras doenças), evoluem para a infecção grave e algumas vezes fatal.  
Se possível, fique em casa.
 
 
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O que levar para casa nessa crise
20/03/2020 | 09h52
BrazilJournal
Nesse período turbulento de crise sanitária, era previsível o medo de desabastecimento em supermercados, o que felizmente não tem ocorrido, ao menos por enquanto.
A recomendação fundamental de prevenção da COVID-19 é o isolamento no lar.
O que acaba fazendo com as pessoas comprem mais em menos vezes, na intenção de estocar e obviamente sair menos de casa (por favor!). 
Dessa forma, compra-se muita coisa que não apresenta validade prolongada. Muitos alimentos irão se perder nesse afã. 
A nossa sugestão, tanto em termos de reforço imunológico, quanto de resistência do alimento na despensa é o consumo de proteínas de alto valor biológico como sardinha em lata, leites em pó e atum enlatado.
Os iogurtes, coalhadas e requeijões também resistem um bom período, dependendo do prazo de validade e conservação em geladeira.
As latas não devem estar amassadas /avariadas nem com sinal de ferrugem, mesmo que mínimo.
Acompanhamentos como milho em conserva, ervilhas, grão de bico e seletas de legumes são bem práticos também. 
Pode-se fazer conservas de legumes em casa, para os que preferirem. Basta utilizar um recipiente de vidro com tampa rosqueável, os de palmito são bons para esta finalidade. 
Ferva uma panela de água, coloque o vidro destampado (e a tampa) na água fervente por 15 minutos. Retire, aguarde esfriar e coloque o alimento bem cozido, ainda bem quente, preencha com água fervente (pode ser com sal e/ou vinagre). 
Importante deixar o mínimo de espaço aéreo no vidro e tampe bem. 
A durabilidade passa dos 5 meses. Lembrando que após abertas todas as conservas devem ser consumidas em até duas semanas.
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Coronavírus é Alarde?
12/03/2020 | 07h49
agenciabrasil
Acredito que não haja uma pessoa sequer, que não tenha ouvido falar nesse novo coronavírus, batizado de COVID-19.
Que lavar criteriosamente as mãos é a melhor prevenção, também já é notório.
Mas gostaria de levantar a questão de que se realmente é muito "barulho por pouco ou nada". 
As autoridades da maioria dos países desenvolvidos iniciaram a abordagem ao tema de forma cautelosa e pouco alarmista, pregando o "nada de pânico", "a infecção nada mais é que uma gripe" e "a taxa de letalidade é muito baixa"...
No entanto, o que temos visto nos últimos dias é o oposto. 
Fechamento de fronteiras, cancelamento de vôos, suspensão de campeonatos esportivos, fechamento de escolas e faculdades e eventos de grande monta sendo interrompidos.
Me pergunto se isso é alarde em demasia ou nós aqui é que estamos sendo um tanto displicentes.
Já se isolou na China duas cepas do COVID-19.
Uma batizada de L, mais branda no curso da infecção e outra denominada S, mais virulenta e agressiva. 
Segundo pesquisas preliminares, os casos de óbitos, muito atribuídos inicialmente a um sistema imune menos eficiente dos portadores, foram na sua grande maioria causados pela cepa mais agressiva (S). 
Ou seja, especula-se que os óbitos não estão tanto assim na conta do sistema de defesa do organismo de cada um, mas na capacidade do vírus em trazer danos em curto prazo, principalmente quadros respiratórios graves.   
Só o tempo dirá se nós e nossas autoridades sanitárias estamos certos em responder de forma menos efusiva à essa pandemia ou se "dormimos no ponto".
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Sobre o autor

Leonardo Gama

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