Dieta Cetogênica: o que fato e o que é fake
12/09/2019 | 06h36
uol.com.br
A chamada Dieta Cetogênica ou alimentação cetogênica baseia-se na redução acentuada no consumo de carboidratos de todos os tipos. Esses nutrientes ficariam compondo menos de 10% da alimentação diária.
A intenção é fazer com que o organismo use outras fontes de nutrientes para a sua manutenção: gorduras e proteínas.
Esse protocolo é utilizado há anos para o tratamento de certos tipos de epilepsia, onde parece reduzir em muito os sintomas. 
No caso de diabéticos os dados também parecem positivos. Segundo um estudo amplo realizado no ano passado, alguns pacientes chegaram a parar de utilizar completamente medicações. 
Na perda de peso e emagrecimento, essa dieta inicialmente parece uma ótima opção, uma vez que a redução na balança é observada com certa rapidez na maioria dos casos. 
Contudo, este ano foi publicado um artigo no Journal of the American Medical Association, por médicos da Escola de Medicina de Nova York, no qual questiona-se os benefícios dessa dieta em médio e longo prazos.
Uma questão levantada é que esse tipo de dieta, se interrompida, pode provocar danos consideráveis, além da recuperação com sobra do peso perdido. Há inclusive dados científicos que demonstram uma desregulação drástica no controle da glicose sanguínea no abandono da dieta ou mesmo pequenos escorregões.
Segundo o endocrinologista e presidente da ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica) Mário Carra, em termos de emagrecimento os resultados são positivos apenas em curto prazo:
_o organismo entenderia que as inúmeras restrições dessa dieta são um "desafio de sobrevivência" provocando adaptações, que em suma resultariam em um gasto de energia bem menor no dia-a-dia. 
Outras questões levantadas envolvem a redução importante no consumo de fibras, uma vez que há limitação no consumo de frutas e cereais;
Ah sim...em algumas abordagens o consumo de gorduras chega a 90%...e para que se alcance esse nível é comum o consumo de gorduras saturadas, que aumentam o "mau colesterol" LDL, associado ao infarto e AVC por centenas de estudos. 
Outras consequências relatadas na literatura científica envolvem halitose, constipação intestinal, dores de cabeça, diarreias agudas, fraturas ósseas e carência de vitaminas e minerais.
Há também dados científicos, que relacionam a dieta descrita como causadora de importante estresse hepático, devido à utilização constante de gorduras como fonte energética. 
Citarei um caso clínico que acompanhei:
_uma paciente obesa de 34 anos adotou a dieta cetogênica sob orientação de um colega da região por 3 meses.
Houve sim perda de cerca de 6 Kg de massa corpórea, mas boa parte de massa muscular e, observamos importantes efeitos colaterais:
queda de cabelos, fragilidade de unhas e uma deficiência grave de vitamina C...a ponto de apresentar sangramentos nas gengivas...
Não estou aqui para defender ou condenar essa dieta. Mas dificilmente um padrão tão rígido e drástico conseguirá ser mantido por um prazo longo.
Como sempre em ciência, dificilmente algo será excelente para todos e, o que pode parecer uma ótima alternativa em curto prazo, pode tornar-se fonte de muitos problemas em médio e principalmente longo prazo.
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Vinho Tinto e Intestino Saudável
08/09/2019 | 09h07
seleções.com.br
Pesquisadores do Kings College London publicaram dados científicos onde afirmam, que o consumo regular de vinho tinto é impactante na saúde intestinal.
O artigo publicado na Gastroenterology mês passado, sugere que a diversidade da microbiota intestinal é bem maior em pessoas que bebem regularmente vinho tinto.
Dados da pesquisa também correlacionaram a bebida a uma redução na taxa de infartos do miocárdio, dos níveis do "mau colesterol" e até mesmo de obesidade.
Acredita-se que os efeitos positivos do consumo de vinho tinto devem-se aos polifenóis presentes no mesmo.
Essas substâncias, além de importante ação antioxidante (combate aos radicais livres), agem como "alimento" para as bactérias intestinais do bem, a chamada microbiota intestinal.
Como de praxe, a sugestão é que se consuma uma taça de vinho tinto por dia, portanto, nada de "empurrar o pé na jaca" e se justificar com os benefícios trazidos pela "água de Dionísio". 
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Combata o Alzheimer e Parkinson
30/08/2019 | 08h53
O Mal de Alzheimer é uma doença onde ocorre deposição das chamadas placas beta amilóides nos neurônios e redução em um neurotransmissor, a acetil colina.
Em suma as transmissão nos nervos associados ao controle dos movimentos, memória, etc, fica prejudicada.   
Já no Mal de Parkinson os neurônios que liberam outro neurotransmissor (dopamina) são degradados. Essa alteração pode provocar tremores involuntários, dificuldades na fala e marcha.
Nesse contexto de doenças associadas ao envelhecimento, eis uma boa notícia:
_pesquisadores publicaram no  Pharmacology and Therapeutics um extenso estudo de revisão, onde sugerem que o consumo de gengibre pode reduzir ou mesmo prevenir o surgimento desses males. 
Até mesmo a redução nos efeitos de AVC obstrutivo (vulgo derrame) tem sido atribuída ao gengibre.
Os benefícios dessa raiz são obtidos com o seu uso em chás ou como tempero. O seu consumo após aquecimento brando parece mais eficaz do que o uso cru (in natura). 
Em pessoas saudáveis há dados que indicam melhora na memória e capacidade de aprendizado.
Mas fica a nossa observação: o gengibre reduz a tendência de coagulação sanguínea, de forma que seu uso regular pode potencializar medicamentos anticoagulantes.
O uso de gengibre e outros anticoagulantes como a aspirina (ácido acetil salicílico) pode levar a hemorragias. Portanto, caso vá fazer alguma cirurgia, suspenda o uso uma semana antes.
Pessoas com gastrite costumam utilizar pelo efeito anti-inflamatório do gengibre, que reduz as dores e queimações, mas se houver úlceras estomacais o risco de sangramentos aumenta consideravelmente.
Indivíduos com suspeita de doenças que afetam as plaquetas, como a dengue não devem fazer uso dessa raiz (bem como de AAS), sob o óbvio risco de sangramentos.
  
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O Milho Esquecido
24/08/2019 | 09h41
O milho (Zea mays) é um cereal, ou seja, faz parte da família do arroz, cevada e trigo.
Atração principal de pratos tanto doces quanto salgados, principalmente nas festas juninas. Cozido, em canjica, curau, pamonha, polenta, etc. São inúmeras as utilidades para esse alimento.
Originário do México, onde cresce uma variedade selvagem, o teosinto, de grãos duros e palha idem. A partir de 8 mil anos atrás, o milho foi sofrendo várias mudanças e ganhou as Américas, com cultivares de maior rendimento, grãos mais macios e paladar mais agradável.  
Chamado de Abati pelos Guaranis, pesquisadores da EMBRAPA afirmam que o manejo de variedades ocorreu em vários países, além do México.
Apesar de ter sido parte importante da alimentação do Brasil colonial, o milho foi sofrendo depreciações, pois era associado ao consumo por escravos e classes menos favorecidas.
Mesmo sendo responsável por 40% da nossa produção de grãos (somos o terceiro produtor mundial), esse cereal perdeu espaço em nossa culinária. Sendo componente importante da ração animal.
Uma pena, pois o milho apresenta carboidratos complexos, que alteram aos poucos a glicose sanguínea. Apresenta proteínas, que se combinado com leguminosas, como feijões, lentilhas, soja ou grão de bico, forma uma proteína de Alto Valor Biológico, semelhante a da carne.
Vitaminas do complexo B e fibras ainda compõem o arsenal desse cereal saudável. Ainda podemos citar carotenóides como a zeaxantina, com importante ação antioxidante nas nossas células.
Os mais longevos se lembram do lanche da tarde com milho cozido em água e sal e o café quentinho que o brasileiro tanto adora.
Ah sim...os temidos transgênicos...segundo pesquisas publicadas na Nature especificamente sobre o milho, não há nenhum dado sobre o consumo de milho transgênico e danos à saúde humana.
Mas para os que preferem milho de origem orgânica, devem ter cautela de onde o adquirem, pois podem não apresentar defensivos agrícolas em seu cultivo, mas podem trazer parasitas.
Que tal apresentarmos aos nossos filhos o velho e bom milho cozido nos lanches? Ou mesmo a pipoca, que mantem muitas das propriedades do milho...só segurar a mão no óleo e sal.
Lembrem-se do Milho. 
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Fake News!
18/08/2019 | 08h39
Inúmeras informações abundam na internet a todo instante.
Infelizmente a maioria carece de base científica, ou mesmo, são inverdades deslavadas.
Uma notícia recente que invadiu as redes sociais, trata do uso de suco de côco quente para a cura de câncer.
Segundo a tal notícia, o cientista chinês Chen-Hui Ren, pesquisador que de fato existe e atua no Hospital Geral da China, teria descoberto a cura para tumores malignos.
Ainda segundo o divulgado, o suco de côco feito com a polpa ralada e aquecida em água, seria capaz de promover a regressão e mesmo a cura de todos os tipos de tumor.    
O primeiro grande furo dessa mensagem é que o câncer nunca é uma doença só. Existem vários tipos de tumor e, cada um com uma etiologia, desenvolvimento e tratamento.
Não há uma única cura para todos os tumores. Muito menos uma atitude básica, que vá prevenir todos os possíveis tumores.
A todo tempo surgem profetas da cura nas redes sociais. Alguns se escoram em diplomas médicos ou de outras áreas. Ganham notoriedade com base no impacto que suas informações geram.
Infelizmente a imensa maioria é de charlatões, que buscam fama e consequentemente sucesso financeiro em cima de uma população com pouquíssima formação básica em química, português, biologia e que se torna solo fértil para os "criativos" de plantão.
É questão de tempo para uma novidade assaltar as redes sociais.
Seja uma fruta exótica, que emagrece ou cura tudo, de depressão a unha encravada ou um chá que rejuvenesce 10 anos...quem não se lembra do suco de Noni? O milagre operado pelo Goji berry? Sal rosa?, etc. 
Bom senso e água mineral não fazem mal a ninguém.
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Proteção Contra o Câncer
15/08/2019 | 08h16
Pesquisadores da Faculdade de Medicina Edith Cowan (Austrália), publicaram este mês na Nature um estudo sobre fatores que geram proteção contra vários tipos de câncer.
O estudo avaliou mais de 53 000 indivíduos durante 23 anos.
Foram analisados vários fatores, que vão desde de alimentação a hábitos cotidianos como tabagismo, exercícios físicos e consumo de regular de álcool.
A conclusão a que se chegou foi que a ingestão regular de flavonóides é um fator determinante de prevenção de muitos tumores.
Os flavonóides são substâncias presentes nos vegetais e pertencem à família dos polifenóis.
Existem várias classes de flavonóides e todas parecem fornecer proteção. Ainda segundo o estudo, seria importante haver variação no tipo de flavonóide consumido, de forma que deveríamos evitar a chamada monotonia alimentar.
Por exemplo:
suco tinto de uva é rico em antocianidinas, que trazem proteção cardíaca. Já as isoflavonas são encontradas em leguminosas como a soja e grão de bico e são antioxidantes eficazes. Os flavonóis estão presentes no alho, cebola, chás, maçãs e apresentam importante papel anti inflamatório....e por aí vai.
Um dado muito interessante do estudo é que segundo Nicola Bondonno, pesquisador chefe, fumantes e etilistas crônicos (bebem regularmente), são muito beneficiados pelo consumo de flavonóides, uma vez que o risco de câncer mostrou-se muito reduzido nesse grupo de pessoas, que consumiam esses compostos protetores.
Uma alimentação variada, com cores vibrantes e o consumo de chás e refrescos de frutas no lugar de bebidas e alimentos industrializados parece ser a dica mais simples, ainda nos dias de hoje...  
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Osteoporose e Falta de Sono
12/08/2019 | 06h34
exame.abril.com.br
A osteoporose é basicamente a perda de massa óssea, gerando porosidade nos ossos. 
As mulheres após a menopausa são mais afetadas, mas essa condição também afeta homens e mulheres mais jovens.
O tecido ósseo se renova constantemente, assim como a pele, unhas e cabelos. 
A ingestão diária de cálcio e vitamina D, assim como alguma exposição ao sol, são os fatores cotidianos mais impactantes. 
Obviamente a produção de hormônios sexuais também é determinante nesse jogo de perda e recuperação dos ossos.
Recentemente pesquisadores americanos demonstraram uma relação pouco conhecida: falta de sono e perda óssea.
Curiosamente homens com faixa etária em torno dos 30 anos foram mais impactados com a falta de sono. E a restrição de sono não foi tão severa. Os participantes do estudo puderam dormir cerca de 6 horas apenas.
Se pensarmos que grande parcela da população economicamente ativa dorme 6 horas por dia ou menos...
São necessários novos estudos, mas os resultados são importantes. Principalmente em indivíduos que ingerem pouco cálcio e sedentários.
_previna-se, uma vez instalada, a osteoporose é um quadro de tratamento contínuo e de resultados bastante variáveis.
 
 
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Maçã, a fruta campeã
06/08/2019 | 09h28
As frutas são parte importante ou mesmo fundamental de uma alimentação saudável.
Contudo, dentre as inúmeras variedades e espécies há grandes diferenças.
Por exemplo: frutos muito doces, tendem a ter um índice glicêmico alto. Por outro lado frutos azedos apresentam índice glicêmico menor.
A quantidade e tipo de fibra presente nos frutos também impacta bastante nos efeitos desses alimentos na saúde humana.
Pois bem, considerando vários aspectos, a maçã se sobressai.
Fruto associado ao pecado de Adão e Eva, há relatos de macieiras servindo até para fornecer galhos aos sábios celtas (Druidas) para uso na educação de seus pupilos (não havia Lei da Palmada, muito menos da galhada rs).
A maçã estaria envolvida até na elaboração da Lei da Gravidade por Issac Newton.
Rica em quercetina, uma substância antioxidante, que previne a deposição de gorduras nas artérias e manteria a jovialidade.
Apresenta bom teor de vitamina C, além de pectina, dentre outras fibras. Envolvidas na saúde intestinal e controle do diabetes. Mas é importante que seja consumida com a casca. Tendo-se obviamente cautela na higienização do fruto.
Como curiosidade a maçã Gala apresenta maior teor de carotenóides (antioxidantes da família da vitamina A), polpa mais macia e doce, entretanto se degrada com mais rapidez.
A maçã Fugi é mais suculenta e ácida, com maior teor de vitamina C. Muito usada para a produção de doces, devido à sua acidez.
Ambas apresentam em média 55 kcal.
_Uma dica para aqueles que sentem mais fome após comer maçã: beba um copo de água de 250-300 ml logo antes ou após a ingestão da fruta. Trará mais saciedade.
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Suplementos e Medicamentos
30/07/2019 | 09h06
googlesearch
Fazendo um adendo à postagem anterior, devido aos vários emails recebidos...
Uma interação entre alimento/suplemento e medicamentos bastante impactante é a relação entre estimulantes (como termogênicos e pré-treinos) e anticoncepcionais.
Substâncias como a cafeína e outros estimulantes como a efedrina aceleram o metabolismo. Dessa forma processamos mais rapidamente medicamentos no fígado ( e os excretamos mais rapidamente).
Ou seja, o tempo de ação do medicamento se reduz.
Nenhum contraceptivo farmacológico é 100% seguro... estima-se taxa de falhas em trono de 6%.
Somando-se a isso a ação de estimulantes, a chance de uma gestação imprevista ou indesejável aumenta consideravelmente.
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Alimentos que afetam medicamentos
27/07/2019 | 07h46
Existem muitos mitos sobre o uso de medicamentos e a ingestão de alimentos.
Mas o fato é que há sim alimentos que podem impactar de forma séria no efeito de fármacos.
Infelizmente as bulas são pouco esclarecedoras sobre o assunto.
Vários alimentos podem diminuir, retardar ou mesmo potencializar a ação de medicamentos. Alguns com efeitos muito importantes na saúde.
Um exemplo é o consumo de fontes de fibras como a pectina presente na maçã, laranja, ameixa, etc, que pode interferir (retardando) na absorção de antitérmicos e analgésicos como o paracetamol.
Imagine-se com aquela dor de cabeça e febre e o bendito remédio demorar a fazer efeito ou fazer bem menos efeito...
A celulose presente em folhas, feijões e lentilhas pode reduzir a eficácia de medicamentos para doenças cardíacas, como anti hipertensivos e digoxina (para insuficiência cardíaca).
As fontes importantes de cálcio, como queijos e leites afetam em muito a ação do antibiótico tetraciclina,  chegando a neutralizar o mesmo.
Em outras situações o alimento potencializa o efeito do remédio, como no caso das xantinas presentes no café, chocolate, chás, etc, que podem aumentar o ação (e colaterais) de medicações para asma como teofilina, aminofilina e salbutamol.
Outro exemplo é o quando o alimento se opõe à ação esperada do medicamento:
_o consumo de maiores quantidades de brócolis, espinafre e couve e o uso de anticoagulantes. Esses alimentos apresentam quantidades relevantes de vitamina K que tem efeito contrário dos anticoagulantes. 
Não pretendo aqui abordar todo o tema, que é amplo por si. Mas trazer alguns exemplos importantes.
Dicas gerais:
Não ingira medicamentos de estômago cheio, como após grandes refeições. Há uma grande chance de redução na ação do remédio.
Alguns medicamentos não devem ser ingeridos de estômago completamente vazio, como anti-inflamatórios e a metformina, pois podem agredir a mucosa gástrica.
Nunca tome medicamentos com bebidas quentes, como café e chás. A temperatura pode alterar a composição do medicamento ou aumentar possíveis danos ao estômago.
Em caso de dúvida, uma boa pesquisa e converse com o seu médico, nutricionista, dentista...
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Sobre o autor

Leonardo Gama

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