Salmão de Cativeiro X Salmão Selvagem
23/03/2019 | 06h48
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Um tema polêmico, que surge com frequência entre pessoas buscando alimentação saudável é a questão do salmão de cativeiro x salmão selvagem.
Cerca de 80 % do salmão consumido no Brasil é de criação em fazendas marinhas ou cativeiro como queiram. A imensa maioria no Chile de onde importamos 80 toneladas/ano.
Os salmões de origem selvagem são naturais do litoral do Pacífico e Atlântico Norte, comumente nascem em rios e migram aos oceanos. Retornam aos rios para reprodução.
A alimentação selvagem baseia-se em krill e camarões maiores, mas também consome pequenos peixes. A sua carne é riquíssima em ômega-3 e apresenta coloração intensa e marcante.
O salmão criado sob confinamento apresenta teores menores de ômega-3, pois a sua dieta baseia-se em ração e, sim recebem antibióticos misturados à ração para controle de infecções parasitárias.
No entanto segundo Dr. José Eurico Possebon Cyrino, especialista do setor de piscicultura da Escola Superior de Agricultura da USP, não há motivos para alarde.
Segundo o pesquisador as mudanças envolvem a composição nutricional apenas. De forma que o salmão capturado na costa do Canadá apresenta composição distinta do capturado na Europa...
_em peixes a máxima “você é o que come” é extremamente verdadeira.
De acordo com pesquisadores da EMBRAPA a ração utilizada é de ótima qualidade, produzida a partir de peixes desidratados e não traz absolutamente nenhum risco à saúde humana ou dos peixes.
São utilizados corantes para acentuar a tonalidade da carne sim.
Mas segundo Dr Vitti Moro (Supervisor da área de Pesca e Aquicultura da Embrapa em Palmas, TO), são produzidos a partir de leveduras naturalmente e pertencem à família dos carotenoides (pré-vitamina A, como na cenoura) e não fazem nenhum mal à saúde.
Enfim, gostaria de colocar que se a criação de salmões em cativeiro (salmonicultura) não fosse desenvolvida no mundo todo, as reservas naturais desse pescado estariam certamente sob ameaça de extinção. 
Infelizmente vivemos em uma época, em que polemizar traz muito mais "audiência", que simplificar e esclarecer. 
Sigo sugerindo maior consumo de sardinhas...até pelo custo...ômega-3 em doses altas e ainda proliferam natural e abundantemente nos oceanos.
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Abuso de Suplementos II
20/03/2019 | 07h51
Overweight man eating plate full of pills
Overweight man eating plate full of pills
Segundo o FDA (Food and Drug Administration) órgão americano que exerce o papel da nossa ANVISA, o consumo de suplementos nutricionais cresceu mais de 130% na última década nos EUA. 
O fato não é exclusivo dos Estados Unidos, uma vez que vários outros países apresentaram dados semelhantes, como Inglaterra, França e Espanha. 
No Brasil o aumento no uso de suplementos cresceu vertiginosos 225% segundo fabricantes e a própria ANVISA. 
O engajamento em atividades físicas é o lado positivo desses dados. Mais pessoas buscam qualidade de vida e saúde. Dessa forma mais atletas amadores e profissionais tem surgido a cada dia no Brasil.
Mas seria necessário consumir tantos produtos suplementares?
Na minha humilde opinião não (escorado no ombro de gigantes como Drauzio Varella, Conselho Federal de Nutrição e da Sociedade Internacional de Endocrinologia, por exemplo).
Há sim suplementos muito interessantes na promoção da saúde em geral, não só de atletas, mas crianças e idosos. Um exemplo é a proteína do soro do leite (whey protein).
Inicialmente condenada, hoje recomenda-se o uso para reduzir a perda de massa muscular em idosos e melhorar o perfil nutricional de enfermos. 
A nossa crítica aqui é a utilização de muitos, mas muitos suplementos por pessoas saudáveis e com alimentação abundante.
Comum atendermos pacientes que utilizam mais de 8 suplementos diferentes...whey protein, creatina, BCAA, Leucina, cafeína, taurina, diuréticos, etc...
Como seria de se esperar, há casos desastrosos devido a esses abusos e, nas emergências hospitalares tem se tornado cada vez mais comum, pessoas que deveriam ser saudáveis, precisarem de diálise devido a estresse renal...
Ou alterações de pressão arterial pelo uso de "termogênicos" com doses cavalares de estimulantes...
Recebi várias mensagens digamos "contrariadas" por assim dizer. Muita gente leiga, que lê meia página de sites duvidosos e tece verdadeiros compêndios sobre suplementação...
A Nutrição humana e animal é uma ciência e dessa forma deve ser pautada em artigos científicos de fato, com metodologia e rigor científico... 
 
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Alho e Cebola Contra Câncer de Cólon
10/03/2019 | 06h54
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Um artigo publicado por pesquisadores chineses este mês, defende firmemente que o consumo de alho e cebola reduz em muito a incidência e progressão de câncer colorretal.
_833 pacientes com esse tipo de câncer foram comparados a 833 indivíduos sem a doença. Vários parâmetros foram analisados, incluindo perfil dietético. 
A conclusão foi que um dos principais fatores envolvidos na progressão menos agressiva da doença no grupo de pacientes foi o consumo regular de cebola e alho. 
Os indivíduos sem a patologia, que consumiam maiores quantidades desses vegetais, exibiram uma mucosa intestinal mais saudável e com função mais dinâmica. 
Vários dados sugerem que a cebola e alho melhoram o perfil da microbiota intestinal (antiga flora intestinal) e reduzem em muito o padrão inflamatório no intestino. Diretamente associado a risco aumentado de diverticulites e câncer colorretal.
_O consumo desses alimentos crus é mais indicado, no entanto o uso após refogar mantem muitas das suas propriedades prebióticas. 
A inulina é provavelmente a substância responsável pela ação positiva na nossa microbiota intestinal.
Outra informação relevante: a carga calórica desses alimentos é muito reduzida, de forma que induzem saciedade sem somar muitas calorias às refeições.
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Se Cuide na Folia!
28/02/2019 | 08h02
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Às vésperas do feriado nacional mais aguardado pela população em geral, onde largos volumes de cerveja, vodka, etc, são consumidos, seguem algumas dicas simples para aproveitar a folia sem percalços de saúde:
_O álcool é diurético, pois inibe um hormônio que retém água (Hormônio Antidiurético). Dessa forma, durante o consumo de álcool a pressão arterial tende a cair. Por isso é importante que não se beba de estômago completamente vazio. E beba água durante o consumo etílico!  
Quando paramos de beber e vamos para o período do sono, o efeito diurético do álcool cessa e retemos água em mecanismo de rebote; a pressão arterial tende a subir e a ocorrer inchaço das extremidades (pés inchados, mãos inchadas, cefaléia pulsante...aquela dor de cabeça que acompanha os batimentos cardíacos).
Nesse contexto sugiro o uso de diuréticos naturais ao acordar; chás de cavalinha, sabugueiro, alcachofra, etc. e muita limonada aguada, refresco de maracujá, abacaxi...
Outra questão importante: o fígado consome mais vitaminas do complexo B e vit. C para metabolizar o álcool, dessa forma o uso de polivitamínicos de complexo B e C tem o seu lugar durante o descanso da folia.
Sabemos que é difícil, mas tentemos usar alimentos mais leves, como carnes brancas, frutas, hortaliças e verduras. 
E outra dica importante aos etilistas de plantão: extrato de Cardo-mariano (encontrado em lojas de produtos naturais e farmácias) é um bom protetor hepático natural e reduz em muito a famosa e temida ressaca. 
Bom Carnaval !!!
Se beber não dirija e observe a sua pressão arterial!
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Vitamina D!
24/02/2019 | 07h37
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A vitamina D vem recebendo atenção diferenciada da comunidade médica nos últimos 10 anos e isso não é à toa.
Na verdade essa vitamina apresenta tantas funções no nosso organismo, que pode ser classificada como hormônio.
Dentre suas inúmeras funções podemos ressaltar o metabolismo ósseo. A carência dessa vitamina implica em perdas importantes de cálcio ósseo, além de afetar a produção de hormônios como a insulina e esteróides sexuais. 
As quantidades consideradas "normais" ou desejáveis de vitamina D no sangue circulante são de 30 a 60 ng/ml e a ingestão diária em torno de 650 UI (Unidades Internacionais) ou 18 mcg.
As principais formas da vit. D são o ergocalciferol (D2) e o colecalciferol (D3) e em termos alimentares as fontes mais ricas são derivados do leite como queijos amarelos e manteiga, gema de ovos, frutos do mar e, o óleo de fígado de peixes.
Pois é....os mais longevos devem se lembrar do óleo de fígado de bacalhau, que éramos "forçados" a engolir na infância...
Para não haver tanto sofrimento sugerimos o consumo de suplementos de vitamina D ou sardinhas em lata. Detalhe, aquelas que vem em filé não são tão interessantes. Prefira as que vem com a espinha.
E não, a sardinha enlatada não leva conservantes químicos, pois é enlatada a quente e lacrada. Dessa forma a sua conservação ocorre por ausência de ar na lata e envazamento estéril. 
Importante é não se consumir nenhum enlatado amassado ou enferrujado. O esmalte que reveste o interior da lata evita contato do metal com o alimento. Com danos às latas passa a haver esse contato e a formação de substância tóxicas no alimento.
Creio que todos sabem, que nosso organismo pode produzir a vitamina D durante a exposição ao sol. Cerca de 15 minutos para pessoas de pele clara e 50 min. para indivíduos de pele mais escura são suficientes a cada dia, mas isso não elimina a necessidade de que seja ingerida. 
Assim como a carência, o excesso de vitamina D pode ser muito grave, levando até a sérias arritmias cardíacas e cálculos renais. Felizmente com alimentos é muito pouco provável que isso ocorra. Mas o uso abusivo de suplementos de Vitamina D pode acarretar esse quadro.
Existem suplementos no mercado com dosagens de 20 000 UI por cápsula (precisamos de 650-700 UI)...
Uma preocupação é a noção completamente equivocada que algumas pessoas tem de "que se faz bem, quanto mais melhor"...
É fundamental que os rótulos de suplementos sejam lidos atentamente, pois podemos estar ingerindo vitamina D (dentre outras) em vários produtos diferentes sem que percebamos e dessa forma incorrer em superdosagens.
 
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Anemia
17/02/2019 | 07h12
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Acredito que todos saibam, mesmo que ligeiramente o que é anemia. "Sangue fraco" diziam nossos avós. 
A carência de ferro na dieta cotidiana ainda é a principal causa dessa situação metabólica. Mas existem vários outros tipos de anemia, que independem da ingestão desse oligonutriente, quase todas relacionadas a questões genéticas.
A anemia ferropriva, causada pela má ingestão de alimentos contendo ferro, faz com que a capacidade das hemácias levarem oxigênio aos tecidos (cerebral, muscular) seja prejudicada: o indivíduo se sente extremamente cansado e prostrado, como se respirasse na altitude de La Paz (2400 m de altitude), com ar rarefeito. 
O diagnóstico é simples. Um hemograma básico a detecta. Curiosamente, de acordo com dados do Ministério da Saúde (2018), os casos tem crescido de forma inesperada. Ainda mais em uma parcela da população, digamos, mais abastada financeiramente. 
Um adulto jovem necessita em média de 19 mg de ferro diariamente. Obviamente obtido pela dieta (ou  suplementação, injeções...). 
Segundo neurologistas da USP, o número de pessoas buscando tratamento para "desânimo" ou mesmo "depressão leve" e que na verdade apresentavam quadro de anemia cresceu 32% nos últimos 10 anos. 
O tratamento para anemia ferropriva é bem óbvio: aumentar o consumo de ferro na dieta ou a suplementação do mesmo.
A questão aqui é que há dois tipos de ferro na alimentação:
I) Ferro não-heme ou férrico; presente em vegetais e cereais. A sua absorção vai de 2 a 18 % em média. 
II) Ferro Heme ou ferroso; presente em carnes, ovos, pescados. Apresenta absorção cerca de 8 vezes maior que o ferro não-heme. 
Ou seja, pessoas adeptas de vegetarianismo, principalmente veganos devem fazer adaptação na dieta para atingir a taxa necessária de ferro diário. O uso de alimentos ricos em vitamina C ingeridos juntos com vegetais fontes de ferro, aumenta a absorção em 5%. 
Mulheres em idade fértil, que não consomem nenhum tipo de alimento de origem animal, devem ter cuidado especial e, em muitos casos sugerimos o uso de sulfato ferroso e ácido fólico suplementar. 
Uma notícia boa para quem não consome carne vermelha, mas aceita ovos na dieta:
_100 g de gemas (3 a 4 ovos grandes) fornecem 5,8 mg de ferro heme. Todavia o famoso e controverso fígado (bovino, caprino, de peixes ou suíno) apresenta de 10 a 15 mg por 100 g...
Para aqueles que apreciam fígado acebolado com pimentões, anemia ferropriva é uma realidade distante.
Os sintomas de carência de ferro na dieta são conhecidos: apatia, desânimo, prostração, lábios e conjuntiva pálidos, unhas com deformidades e quebradiças, dentre outros. Antes de procurar tratamento para depressão leve ou desânimo constante observe a sua dieta.
"Faça do seu alimento o seu remédio." Hipócrates. 
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Superdosagem de Cafeína
12/02/2019 | 08h06
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A cafeína é uma substância alcalóide presente em várias infusões, suplementos e bebidas estimulantes. 
O seu efeito excitatório no sistema nervoso central é bem conhecido, mesmo da população leiga e seu consumo amplamente difundido se deve em grande parte a esse efeito. 
A questão é que a cafeína é um ativador da "via da adrenalina" e age em vários tecidos do organismo dos mamíferos, como tecido cardíaco, sistema respiratório, gastrintestinal dentre outros. 
Não venho aqui combater o seu consumo. Mas alertar que segundo a farmacologia médica, doses maiores que 400 mg de cafeína ao dia já podem gerar overdose em um adulto jovem saudável.
Muito comum vermos o consumo de duas vezes isso por atletas dedicados e outros, digamos, nem tanto.
Um atleta esporádico, ou seja, que pratica atividades físicas uma a duas vezes por semana, não desenvolve a mesma adaptação cardiovascular, que um atleta engajado e que treine há um prazo maior. 
O uso de cafeína, seja em termogênicos, bebidas energéticas ou nos chamados pré-treinos induz o indivíduo a praticar um esporte com muito mais intensidade e por muitas vezes por uma duração maior do que o organismo estaria adaptado. 
É natural que haja sobrecarga cardíaca e disritmias, dentre outros efeitos como irritabilidade, insônia, ansiedade. 
As consequências podem ser desastrosas. 
Sempre que faço essas colocações, ouço de um monte de "especialistas": _"eu uso 800 mg de cafeína e não sinto nada..." ou eu "bebo 15 xícaras de café e durmo bem"...
Sim...a máquina biológica é linda e suporta muitos dos nosso abusos, mas vez ou outra ela sucumbe.
Recordo aqui o caso do jovem americano Davis Cripe, estudante de 16 anos, que em 2017 veio a óbito após consumir em um prazo curto, três bebidas diferentes contendo cafeína. 
Não falamos aqui de cápsulas de estimulantes potentes, mas um café latte do McDonald's, um refrigerante 500 ml a base de cola da marca Montain Drew e uma latinha de energético num prazo de 3 horas.  
Segundo o médico legista Gary Watts, a causa mortis foi arritmia cardíaca. 
Cada organismo é único.
Como sempre colocamos: o que para uma pessoa pode ser inofensivo, para outra pode se configurar veneno.
 
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Roupas Brancas ou Escuras Nesse Calorão?
03/02/2019 | 07h51
INAM
Creio ser um dogma para a maioria das pessoas, que usar roupas brancas no calor é melhor. Mas não é bem assim...
A cor branca reflete sim os raios solares e a energia térmica. Já as roupas pretas absorvem os raios solares e os transformam em calor. 
Entretanto sobre o corpo a situação merece outra análise...
O corpo dos mamíferos produz calor e o emite. Ao usar roupas brancas o calor gerado pelo corpo é refletido na cor branca e "volta" ou seja, se dissipa menos...de forma que a sensação de calor pode ser maior. 
No caso de roupas pretas, o calor do corpo é absorvido pelo tecido e, se houver vento, esse calor é perdido para o ambiente.
Esse mecanismo é chamado perda de calor por convecção: semelhante a se encostar na parede metálica do elevador em dias quentes srsrsr
Um exemplo fático são os beduínos, que usam roupas pretas nas travessias do deserto. A grande questão é que são roupas folgadas e soltas. Dessa maneira o calor gerado pelo corpo é perdido para o ambiente com eficiência.
Uma roupa preta ou escura mais justa fará o oposto: o calor ficará em contato com pele, gerando maior desconforto térmico. Roupas brancas mais ajustadas ao corpo seriam mais interessantes nesse caso, pois refletiriam o calor do sol. 
Para abonar essas colocações, cito o grande estudo publicado na NATURE na década de 80 onde avaliou-se a temperatura corporal e a sensação térmica de vários indivíduos, em situações diferentes de exposição ao calor, vento, coloração de vestimentas, etc  
Conclusão: roupas escuras e largas, em locais onde há vento, aquecem menos o corpo em médio e longo prazo. Roupas brancas mais justas e em locais de pouco vento são mais indicadas.
_praticamos o descrito acima. Faço pescarias em alto mar, que duram em media 10 horas, sob esse "sol senegalês". Uso calça preta e blusa idem, ambas folgadas e fico muito bem, já que tende a ventar bem.
Uma dica no caso sensação de calor é molhar a roupa, para acelerar a perda de calor, principalmente em esportes ao ar livre.
 
 
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Frutas secas: vilãs ou heroínas?
25/01/2019 | 06h58
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O consumo de frutas secas tem crescido bastante nos últimos anos, principalmente entre aqueles que buscam alternativas saudáveis para pequenas refeições. 
Pois bem, as informações sobre esses alimentos desidratados são controversas.
Segundo pesquisadores da Universidade de Oxford, seriam alimentos saudáveis em pequenas quantidades, pois fornecem polifenóis antioxidantes, fibras e micronutrientes.  
Já a Sociedade Internacional de Endocrinologia considera um alimento que pode elevar a glicemia de forma abrupta e deve ser consumido com cautela, principalmente por diabéticos. 
Alguns fatos:
_Frutas secam são desidratadas, obviamente o peso seco se eleva, assim como as fibras (cerca de 3 x mais que o alimento in natura);
_As vitaminas são em grande parte perdidas, principalmente a vitamina C, devido ao processo de secagem;
_A carga calórica não é baixa, uma vez que retira-se água e concentra-se a frutose;
_A saciedade não é maior segundo alguns creem, basta comparar a saciedade que 10 uvas fornecem com a de dez uvas-passa;
_Alguns produtos são cristalizados com açúcar (!)...sem comentários...
Considerando os fatos, são sim alimentos saudáveis, desde que consumidos com moderação e por pessoas que não tenham restrições ao seu uso. 
Todavia, a concentração de açúcares é alta, pela perda de água. Abaixo temos o percentual de açúcares (glicose e frutose) nos frutos secos mais consumidos:
Passas: 59%.
Tâmara: 64–66%.
Ameixa: 38%.
Damasco: 53%.
Figo: 48%.
Dessa forma, o consumo exagerado pode trazer risco de ganho de peso, desordens cardíacas e de diabetes tipo II...
Me lembrei de uma paciente, que adorava uvas-passa. Ela consumia cerca de 80 gramas 3 vezes ao dia. Expliquei que cada porção dessas equivalia a um cacho de uvas...em um mês ela consumia uma parreira de uvas...    
AH sim...alguns produtores adicionam sulfito como conservante e pessoas sensíveis podem apresentar enxaquecas, erupções de pele, dores de estômago e crise de asma após a ingestão. 
Assim como as oleaginosas, os fungos podem crescer muito bem obrigado em frutos secos e trazer contaminações graves, como por aflatoxina...
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Viroses de Verão
19/01/2019 | 09h57
Praticamente todos nós já nos deparamos com o diagnóstico clássico de VIROSE. Em muitos casos a nosso contragosto, uma vez que não há um parecer preciso.
Infelizmente essa situação deve prosseguir por muito tempo, já que as chamadas 'viroses' englobam um número considerável de quadros infecciosos, de difícil isolamento. 
No verão particularmente, temos aumento na incidência de quadros virais e bacterianos associados a gastroenterites.
As gastroenterites virais (como por rotavírus) ou não, são na imensa maioria contraídas por via fecal-oral, ou seja, ingere-se microorganismos de origem intestinal... Sinistro, diria meu filho caçula. Mas é a verdade. 
A maior dica de prevenção ainda é a mesma, que sugeria insistentemente Dr. Otto Bier (um dos maiores microbiologistas que este apaís já viu) já na década de 80: lavar as mãos (sabão, álcool em gel, etc)!
Claro que higienizar adequadamente alimentos com hipoclorito (uma colher de sopa para 1 litro de água por 15 minutos) reduz em muito o risco de gastroenterites, mas as nossas mãos teimam em tocar em "tudo" e acabam indo à boca, vez ou outra. 
Importante que em casos de diarreias agudas, não se utilize constipantes como loperamida, pois pode agravar muito o quadro infeccioso.
O ideal é hidratação com isotônicos se necessário, muita água, tentar mantar a alimentação e aguardar o curso da infecção se encerrar. Alimentos constipantes como caju, cenoura, goiaba, podem ser interessantes na redução da perda de eletrólitos. 
E em caso de diarreia, não se exponha ao calor, o quadro irá piorar.
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Sobre o autor

Leonardo Gama

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