Carnaval com arrastão na praia do Farol
26/02/2019 | 15h19
O sucesso nas oito edições do Ragha Beach 2019, que colocou milhares de pessoas para dançar no Farol de São Thomé nos meses de janeiro e fevereiro, são um indicativo do que vai rolar no sábado de Carnaval, dia 2 de março, quando 100 dançarinos arrastarão uma multidão pela avenida Atlântica da praia campista no Arrastão do Ragha. À frente, cadenciando a folia, um paredão de som de respeito.
O Arrastão do Ragha, que está na sua terceira edição, já se firmou na programação do Carnaval do Farol. São 3 km de muita música, dança e animação. Este ano, a concentração será a partir das 13h, em frente ao camping, com saída marcada para as 14h, rumo ao Clube Náutico do Farol.
O figurino já está escolhido e ressalta a importância da reciclagem de materiais para a preservação do meio ambiente. Essencial para o sucesso da festa, o equipamento de som também recebeu atenção especial: a carreta Super Sonic G2 oferece uma qualidade sonora com mais de 150 mil watts rms.
— Tenho certeza que este Arrastão vai ser mais especial do que os outros dois, que, por sinal, foram incríveis. Em 2019, o Ragha, com toda a sua luta, tem conseguido sensibilizar o público, e tem atraído mais e mais seres humanos diferentes e especiais. Vamos para este Arrastão mais fortes do que nunca e com pessoas comprometidas com o projeto, que lutam junto com a gente para que o evento seja o melhor — disse a dançarina do Time Ragha Juliana Reis.
E a ansiedade já tomou conta dos participantes do evento, que promete movimentar o Farol. “Estamos todos ansiosos para o Arrastão do Ragha. Ensaiamos muito para fazer uma festa bonita. Vai ser animação pura. Será meu terceiro Arrastão. Em 2017, acompanhei como fã e ano passado, assim como em 2019, como integrante do Time Ragha”, contou o dançarino Juliano Costa, que aproveitou para dar umas dicas para encarar a folia sem problemas. “Está fazendo muito calor, então, temos que nos preocupar com a nossa saúde para fazermos todo o percurso sem problemas. Beber muita água e comer alimentos leves são regras básicas”, ressaltou Juliano.
O Ragha — Liderado pelo dançarino e coreógrafo baiano Alirio Menezes, o movimento promoveu, com apoio da Prefeitura de Campos, aulões de dança gratuitos durante os meses de janeiro e fevereiro no Farol de São Thomé, aos sábados e domingos, sempre atraindo grande público com as coreografias de músicas de diversos ritmos brasileiros.
Além da oportunidade de entretenimento sem custo, o projeto proporcionou benefícios físicos e sociais ao participante, por se tratar de uma atividade cultural, que estimula, ainda, a prática do exercício físico e a integração da comunidade.
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Royalties nas contas dos municípios produtores
21/02/2019 | 22h16
Os royalties do petróleo deste mês, referentes à produção de dezembro de 2018, entraram nos cofres dos municípios produtores nesta sexta-feira (25), com valores semelhantes aos repassados em janeiro. Campos recebeu R$ 33.662.551,99, quantia 0,5% menor que a do mês passado e 2,06% inferior ao valor depositado em fevereiro de 2018.
Para São João da Barra foram pagos nesta sexta R$ 9.004.844,63, enquanto em janeiro o valor depositado foi de R$ 9.143.284 (-1,5%) e no segundo mês do ano passado, de R$ 8.506.942 (+5,85%).
Macaé também registrou queda no repasse deste mês — R$ 46.043.662,55 —, em comparação com o de janeiro, quando foram pagos R$ 47.128.632 (-2,3%). Em relação ao depósito de fevereiro do ano passado, entretanto, houve um acréscimo de 7,5%.
Mas nem todos os municípios tiveram perdas este mês. Quissamã recebeu nesta sexta R$ 7.552.252,43, valor 4,4% superior ao repassado em janeiro (R$ 7.234.549) e 53,8% maior que o depósito de fevereiro do ano passado. Rio das Ostras também registrou aumento. Foram pagos R$ 11.541.459,66, referentes à produção de dezembro, enquanto o valor correspondente ao mês anterior foi de R$ 11.435.805 (+0,9%). Em fevereiro do ano passado, o repasse foi de R$ 10.436.725 (10,6%).
— Os repasses são resultado da queda de preço no mês de dezembro e sua produção. Os royalties do petróleo são uma receita finita e totalmente volúvel a diversas variáveis que compõem seu cálculo e estão sujeitos diretamente à geopolítica internacional de comercialização da mesma e hoje, principalmente ligado ao shale gás, mais focado ultimamente no maior consumidor, que são os Estados Unidos — ressaltou o superintendente de Petróleo e Tecnologia de São João da Barra, Wellington Abreu.
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Repasses a municípios em queda
12/02/2019 | 16h00
Municípios produtores amargam este mês nova queda no repasse de recursos do petróleo. Nesta quarta-feira (13), serão depositados os valores referentes às participações especiais sobre a produção do quarto trimestre de 2018, com redução que chega a 55%, em comparação com o trimestre anterior, como é o caso de Macaé. As baixas são consequência do declínio no preço do petróleo Brent, a partir de outubro.
Para Campos serão repassados R$ 43.672.353,12, valor 20,5% inferior ao depositado em novembro do ano passado (R$ 54.958.506), referente à produção do terceiro trimestre de 2018. O depósito, entretanto, é 23,3% maior que o realizado em fevereiro passado (R$ 35.419.725).
São João da Barra receberá nesta quarta R$ 9.515.966,82, enquanto em novembro de 2018 o valor repassado foi de R$ 10.603.389, uma redução de 10,3%. Em relação ao repasse de participação especial de fevereiro do ano passado, quando foram pagos R$ 9.382.629, houve acréscimo de 1,42%.
Entre os municípios fluminenses, Macaé registra a maior queda no repasse da participação especial neste mês, quando serão depositados R$ 2.205.701,28. Em comparação com o mesmo mês do ano passado (R$ 1.912.977), o município registra uma alta de 15,3%.
— Em constante acompanhamento das variantes que formam esses repasses, já contava com uma queda e confesso que esperava ser maior. Ainda bem que não foi. A hora é de muita cautela, pois estamos em um momento ímpar para os municípios e estados produtores. Temos esse movimento constante no preço do petróleo no mercado internacional por diversos fatores da geopolítica econômica mundial, o início de um novo governo com novas diretrizes na economia nacional e a nossa “cereja”, que está no STF (Supremo Tribunal Federal) e será o objetivo maior da CNM (Confederação Nacional dos Municípios) em sua XXII Marcha, agora em abril, e que já demonstrou que tem poder de negociação e prestígio junto ao Planalto e Congresso. Temos que ter cautela e muita atenção — ressaltou superintendente de Petróleo e Tecnologia de São João da Barra, Wellington Abreu.
 
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Municípios produtores recebem royalties de janeiro com queda significativa
21/01/2019 | 11h49
Municípios produtores de petróleo recebem, nesta terça-feira (22), o repasse de royalties referente à produção de novembro com queda significativa, em comparação com os valores pagos no mês passado, o que já era esperado, devido à baixa no valor do petróleo tipo Brent. Entre as cidades da região, a redução chega a 26%, como é o caso de Rio das Ostras e Campos. Este receberá R$ 33.825.669,23, enquanto o depósito de dezembro foi de R$ 45.727.413. Em relação a janeiro de 2018, entretanto, Campos registra uma alta de 3,4%.
Para São João da Barra serão depositados nesta terça R$ 9.143.283,80, que representa uma queda de 24,2% em relação a dezembro do ano passado, quando foram depositados R$ 12.063.743. Em janeiro de 2018, o repasse para São João da Barra foi de R$ 8.076.950.
Município da região que recebe os maiores repasses de royalties, Macaé terá R$ 47.128.631,59 depositados neste mês. O valor é 22,1% menor que o repassado em dezembro (R$ 60.488.349) e 18% maior que o depósito de janeiro de 2018 (R$ 39.923.851).
— A queda nos repasses era aguardada, como reflexo da baixa do preço do barril de petróleo tipo Brent em novembro, que foi além dos 20%, e devemos ter outra para o mês de fevereiro, também decorrendo do mesmo fator em dezembro. A instabilidade política e comercial nos países que são grandes produtores é uma das principais causas. Devemos ter cautela, poupar e gastar apenas o suficiente — ressaltou o superintendente de Petróleo e Tecnologia de São João da Barra, Wellington Abreu.
 
MUNICÍPIO JANEIRO/2019 DEZEMBRO/2018 JANEIRO/2018
Campos dos Goytacazes R$ 33.825.669 R$ 45.727.413 R$ 32.718.918
Carapebus R$ 3.453.551 R$ 4.386.965 R$ 2.692.328
Casimiro de Abreu R$ 5.837.023 R$ 7.503.632 R$ 4.850.404
Macaé R$ 47.128.631 R$ 60.488.349 R$ 39.923.851
Quissamã R$ 7.234.548 R$ 8.700.645 R$ 5.169.945
Rio das Ostras R$11.435.805 R$15.495.745 R$9.880.723
São João da Barra R$ 9.143.283 R$ 12.063.743 R$ 8.076.950
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Detran terá novo horário de atendimento
18/01/2019 | 12h07
O Detran-RJ terá um novo horário de atendimento a partir da próxima segunda-feira (21). O funcionamento passa a ser de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Entretanto, neste sábado (19), os postos de vistoria já não funcionarão.
De acordo com o Departamento de Trânsito, a alteração do horário não prejudicará o atendimento, já que, com o novo procedimento, a grande maioria dos usuários irá às unidades somente para pegar o documento, sem vistoriar o veículo. Além disso, está mantida a abertura das unidades antes do horário comercial. Outra facilidade das melhorias implantadas em 2019 foi o aumento das unidades de atendimento, que saltaram dos 51 postos para 170 unidades, instaladas em todos os 92 municípios do estado do Rio de Janeiro.
Entre 8h e 17h, serão atendidos os usuários agendados e os que executarão serviços que não exigem agendamento. O cumprimento de exigências (quando o cliente precisa retornar à unidade para complementar algum item veicular ou documental pendente) será atendido até as 16h30.
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Orgulho negro aquece mercado
15/01/2019 | 17h20
Ser negro e ter orgulho da cor da pele, do cabelo crespo e das origens. O sentimento de empoderamento que hoje se exala nas ruas — das estampas de camisa aos cachos assumidos —, além da luta pela igualdade de direitos, influenciou novos nichos de mercado e vem ajudando a mover a economia. Há poucos anos um cenário impensável, produtos para cabelos crespos e cacheados, maquiagem para pele negra e acessórios hoje lotam prateleiras de lojas e farmácias. Estabelecimentos especializados em serviços para a mulher e o homem negros também se multiplicaram e sustentam a agenda cheia praticamente durante todo o ano.
O crescimento desse segmento é associado ao maior acesso da população negra à educação, a fazendo adquirir poder econômico e chamando a atenção da indústria, que viu o potencial de mercado. “A tendência do mercado é cada vez mais se segmentar. É o mercado das ‘tribos’ o que mais cresce hoje. E com o movimento negro não foi diferente. Com o estudo e a inserção no mercado de trabalho, a população negra, apesar de ainda segregada, ganhou poder de compra, fazendo com que pudesse resgatar sua cultura, que por muito tempo ficou ‘esquecida’, exatamente pela falta de poder aquisitivo. Hoje, esse público é um filão no mercado”, ressaltou o mestre em economia empresarial Paulo César Marques.
Em Campos não é diferente. O mercado aquecido para esse setor atraiu uma grande rede especializada, e não faltam clientes. Cofundadora e presidente da franquia, Leila Velez conta que a loja se instalou na cidade em 2013, devido à demanda percebida a partir do sucesso de uma caravana de campistas que ia ao Rio de Janeiro em busca dos serviços prestados nos salões da capital. A executiva afirma que, por mês, passam pelos institutos da rede mais de 130 mil clientes, em busca dos produtos e dos mais de 20 tipos de serviços desenvolvidos para esse tipo de fio de cabelo.
A empresa atua há 25 anos e hoje tem 22 institutos e 17 quiosques de produtos nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia. E recentemente a companhia ultrapassou as fronteiras brasileiras e inaugurou uma unidade nos Estados Unidos, em Nova Iorque, no emblemático bairro do Harlem.
— Somos uma empresa única, com a proposta de valorizar os cabelos crespos, ondulados e cacheados das mulheres, homens e crianças. Somos um país miscigenado e 70% da nossa população tem cabelos crespos em algum nível. Nada mais justo do que termos um salão que ofereça tratamentos e produtos direcionados e especializados nesse tipo de fio — ressalta Leila. De acordo com ela, a unidade em Campos tem dado bons frutos.
A identificação do potencial desse mercado aconteceu de forma natural, segundo Leila. “Quando minha sócia, Zica Assis, andava pela comunidade com seus cabelos, as mulheres queriam saber o que ela estava usando, pois também queriam. Percebemos essa demanda, em um mercado que não era sequer enxergado pelas grandes empresas há 25 anos. Então apostamos em um pequeno salão e o sucesso foi quase que imediato”.
Mas nem sempre o estilo foi bem recebido. Leila conta que Zica, ex-babá e faxineira, sofria sérios preconceitos por conta do cabelo black power e, apesar de gostar dos seus fios armados e crespos, ela foi obrigada a alisá-los para conseguir emprego. “Ela, entretanto, não se conformou, resolveu estudar para ser cabeleireira e passou 10 anos pesquisando uma fórmula para tratar seus cabelos com a sua originalidade”.
Campista, Monalizza Oliveira Teixeira, 24 anos, a Mona, aposta na beleza natural da mulher negra. Ela trabalha trançando cabelos e há épocas em que é difícil conseguir uma vaga na agenda da trancista. Mona conta que o que hoje é sua principal fonte de renda começou por uma transformação pessoal.
— A infância e juventude de uma menina negra tem muitos desafios para a construção de sua autoestima, principalmente por conta do cabelo, se for cacheado ou crespo. Então, assim como a maioria das minhas clientes, eu busquei aprender a cuidar do meu cabelo, mas mantendo-o cacheado/crespo, como ele é, passando pela transição capilar. Para muitas mulheres, as tranças são uma forma de passar por esse processo e um resgate de sua identidade enquanto mulheres negras ou que se identificam com a cultura. Procuro prestar o serviço que busquei para mim mesma, no que se trata de atender à expectativa das clientes e de fazer no menor tempo possível — destaca.
Mona trança cabelos profissionalmente há dois anos, incentivada pelo coletivo negro Mercedez Batista, ligado à Universidade Federal Fluminense (UFF) em Campos. “Tenho muita gratidão por quem me motivou a trançar cabelos, especialmente a integrantes do coletivo Mercedez Batista, onde vi as primeiras mulheres negras com tranças, que me inspiraram a usar e também foram minhas primeiras clientes”, conta Mona, que divulga seus trabalhos na página “Trança de cor em Campos dos Goytacazes-RJ”, na rede social Facebook.
Negra de cachos assumidos, Andrea Machado conta que há alguns anos tinha dificuldades para encontrar profissionais especializados no tratamento de fios cacheados e crespos em Campos. “Alguns anos atrás, não existiam profissionais qualificados para cuidar do cabelo afro, pois as técnicas usadas eram com produtos que acabavam alisando o cabelo e até quebrando. Tínhamos que nos deslocar uma vez por mês em uma viagem tipo caravana, que durava o dia inteiro. Saíam sempre dois ônibus de Campos com destino a salões em Copacabana, no Rio de Janeiro. Hoje já existem em Campos vários profissionais competentes e qualificados para cuidar do cabelo afro”, destacou Andrea.
Reflexo do empoderamento econômico
A socióloga Simone Pedro, diretora de Pesquisas da superintendência municipal de Igualdade Racial, reforça que o empoderamento estético é resultado do empoderamento econômico. Segundo ela, esse fenômeno de consumo e de comportamento está diretamente associado às políticas sociais implementadas por pelo menos 15 anos no país.
— O IBGE 2010 indica que, no Brasil, as mulheres negras compõem, em sua maioria, o quadro de pessoas que pertencem às classes mais pobres. Ingressas no mercado de trabalho, nos programas educacionais e de transferências de renda, elas foram introduzidas no mercado consumidor e a indústria nacional, vislumbrando esse potencial, inicia sua busca em compreender as necessidades estéticas dessas mulheres para melhor atendê-las. É importante ressaltar que essas questões mercadológicas têm seus desdobramentos em outros âmbitos — afirma Simone.
De acordo com ela, entretanto, ainda há um longo caminho a ser percorrido. “As características e os traços negróides se legitimaram na mídia como ‘beleza’, ganhando destaque nas capas das revistas e nos anúncios publicitários. Contudo, esses destaques não são indicativos de uma aceitabilidade da imagem do negro na mídia. Fora do tema ‘black beauty’, a representação do negro ainda se forma bastante desproporcional à realidade”.
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Witzel em Campos para inauguração de unidade de semiliberdade para adolescentes
14/01/2019 | 14h25
O governador do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, estará em Campos nesta terça-feira (15) para a inauguração, às 15h, do Centro de Recursos Integrados de Atendimento ao Adolescente (Criaad), novo local que atenderá jovens que cumprem medida socioeducativa de semiliberdade, em Campos. A nova unidade funcionará em um terreno doado pela secretaria de Estado de Educação (Seeduc), ao lado do Colégio Estadual José do Patrocínio, e terá capacidade para atender 60 adolescentes. A inauguração chegou a ser anunciada para a quinta-feira passada (10), e depois cancelada. No evento desta terça estão previstas, ainda, as presenças do secretário de Estado de Educação, Pedro Fernandes, e do diretor-geral do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), André Monteiro.
— No espaço, os jovens contarão com duas salas multiuso para realização de atividades pedagógicas e culturais e quadra de areia para prática de esportes. Além do baixo custo financeiro necessário para adaptar a estrutura física que existia no local, o benefício para os jovens em conflito com a lei será enorme, pois terão um local de qualidade para cumprirem suas medidas socioeducativas — diz o secretário Pedro Fernandes.
De acordo com a secretaria de Educação, a abertura do novo Criaad dá continuidade ao plano de descentralização das unidades de cumprimento de medidas socioeducativas, onde o adolescente do interior recebe atendimento mais próximo à família, fortalecendo os vínculos afetivos e colaborando para a ressocialização. Nestes casos, também é importante ressaltar que os jovens acabam não tendo contato com adolescentes que não vivem a realidade de seus municípios, fazendo com que não sofram influências de comportamentos que não são comuns aos moradores de sua região.
O plano de Descentralização do Novo Degase se baseia no Plano de Atendimento Socioeducativo do Estado do Rio de Janeiro (Pase), que norteia as ações de planejamento e ações de intervenção na prática do atendimento ao adolescente em conflito com a lei.
No projeto pedagógico da semiliberdade, o adolescente pode sair das unidades para estudar e trabalhar, retornando para passar a noite. Em caso de bom comportamento, o jovem pode passar o final de semana com a família. Ele recebe acompanhamento técnico de agentes socioeducativos, psicólogos, assistentes sociais e pedagogos entre outros profissionais.
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Quebra-molas recebem sinalização na Campos-Farol
03/01/2019 | 11h05
Quebra-molas são pintados na RJ 216
Quebra-molas são pintados na RJ 216 / Joseli Matias
Reivindicação antiga de usuários da RJ 216, rodovia que liga Campos ao Farol de São Thomé, a sinalização horizontal dos mais de 40 quebra-molas começou a ser feita nesta quinta-feira (3) pelo Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT), em conjunto com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER). A previsão é que a pintura seja finalizada na próxima semana. Após este período, também está previsto o reforço da sinalização vertical no trecho.
A rodovia estadual, cujo trecho entre a avenida 28 de Março e Goitacazes foi municipalizado, conta com pelo menos 45 quebra-molas nos perímetros urbanos e a grande maioria não está sinalizada, oferecendo risco a quem transita pela RJ, principalmente à noite, quando a visibilidade é reduzida.
A falta de sinalização é alvo constante de reclamação de usuários da rodovia e já foi relatada em várias reportagens da Folha da Manhã.
— Está complicado transitar pela RJ, principalmente à noite, porque não conseguimos enxergar os quebra-molas. Além dos danos aos veículos, qualquer hora isso vai provocar acidentes, se já não ocasionou. E agora no período de verão é mais grave, porque o número de carros circulando na rodovia é muito maior. Essa sinalização que a Prefeitura está fazendo é muito importante. Que bom que, enfim, está sendo feito — ressaltou o engenheiro Ricardo Oliveira.
A Prefeitura destacou que, mesmo tratando-se de uma rodovia estadual, o IMTT tem trabalhado em conjunto com o DER-RJ para reforço na sinalização horizontal da RJ 216 e promoção de maior segurança dos usuários da rodovia, também neste período de maior movimentação no caminho para a praia campista. 
Segundo nota da Prefeitura, “esta é uma ação complementar às já executadas na praia campista, onde houve o reforço de toda a sinalização horizontal, inclusive com a pintura de faixas de pedestres. Foram realizadas intervenções na orla, na região do camping, Lagamar e na rodoviária. O vice-presidente do IMTT, Acyr Bueno, ressaltou que a ação é importante para reforçar a segurança dos pedestres, principalmente em época de maior movimentação na praia, devido ao verão”.
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Delegacias de Campos com novos titulares
02/01/2019 | 19h00
Campos terá novos delegados titulares nas próximas semanas. A mudança é comum na posse de um governo. Geraldo Rangel deve ser o novo diretor do Departamento de Policiamento de Área, responsável pelo Norte e Noroeste Fluminense. Segundo algumas fontes, a titularidade da 134ª Delegacia de Polícia (Centro) será de Bruno Cleuder, que hoje atua na 143ª DP (Itaperuna). Mudança também na 146ª DP (Guarus), que deve ser assumida por Pedro Emílio Braga, hoje adjunto da 134ª DP. O atual delegado titular da 146ª DP, Luís Maurício Armond, será transferido para a cidade do Rio de Janeiro. Para serem oficializadas, as mudanças devem ser publicadas em Diário Oficial, o que deve ocorrer nos próximos dias.
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Mulheres em tratamento de dependência química ganham dia de beleza
25/12/2018 | 17h36
  • Dia de beleza (Foto: Divulgação)

    Dia de beleza (Foto: Divulgação)

  • Dia de beleza (Foto: Divulgação)

    Dia de beleza (Foto: Divulgação)

  • Dia de beleza (Foto: Divulgação)

    Dia de beleza (Foto: Divulgação)

Um dia de beleza. Esse foi o presente que 20 mulheres atendidas pela Cristolândia, localizada no Jardim Carioca, em Guarus, ganharam neste Natal. O projeto Inside promoveu, nessa segunda-feira (24), cuidados com cabelos, sobrancelhas e unhas, maquiagem e uma sessão de fotos. As mulheres, que viviam em situação de rua e fazem tratamento para vencer a dependência química, ainda serão presenteadas com fotografias impressas.
A iniciativa foi do fotógrafo especializado em casamentos João Nascimento, que reuniu alguns parceiros para promover a ação, cujo objetivo foi “cuidar do lado externo dessas mulheres, para resgatar o valor interior”. “Conheço o trabalho da instituição há cerca de um ano e me despertou o desejo de servir minha comunidade e tentar fazer com que o Natal dessas mulheres fosse um pouco melhor”, ressaltou João. Além dele, trabalharam no projeto Jéssica Monteiro e Isabel Tavares, nas maquiagens; Luzia Helena e Larissa Marques, nos cabelos; e a psicóloga Júlia Arêas, além da parceria da encadernadora Goimage, que doará as fotografias.
A instituição — A Cristolândia é um programa permanente de prevenção, recuperação e assistência a dependentes químicos e codependentes, que busca a reinserção social e familiar. É mantida pela Igreja Batista e pertence à Junta de Missões Nacionais da Convenção Batista brasileira. O programa não tem fins lucrativos e o tratamento é gratuito. Em Campos, tem como público-alvo mulheres dependentes químicas em situação de rua.
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Sobre o autor

Joseli Matias

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