Estado quita atrasado de fevereiro para mais de 200 mil servidores na segunda
13/04/2017 | 11h29
Os 212 mil servidores ativos, inativos e pensionistas do estado que até hoje não receberam o salário de fevereiro serão pagos na próxima segunda (10º dia útil de abril). Esse grupo enfrentou o maior período de atraso salarial desde que estourou a crise. O crédito será integral, sem parcelamento, segundo o governo do Rio.
Na mesma data, o Executivo vai quitar os vencimentos de março da Educação — apenas para quem está na ativa — e da Segurança, incluindo os aposentados e os pensionistas.
Ao todo, será creditado R$ 1,5 bilhão. E, segundo o estado, os vencimentos cairão nas contas ao longo do dia, mesmo após o término do expediente bancário. O governo fluminense informou ainda que o pagamento será possível “diante do resultado positivo da arrecadação nos últimos dias”.
Os servidores que não integram as pastas que já tiveram o salário de fevereiro quitado deveriam ter sido pagos em 14 de março, quando caiu o 10º dia útil daquele mês. Desde então, eles aguardaram quase um mês para saber quando receberiam o pagamento.
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Comunidade acadêmica protesta em visita de secretário à Uenf
10/04/2017 | 09h18
Paula Vigneron
Servidores protestam no prédio da reitoria /Paula Vigneron
Professores, servidores e alunos da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) organizaram protesto em frente ao prédio da reitoria desde o início da manhã desta segunda (10). A instituição recebe a visita do secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Pedro Fernandes. De acordo com a assessoria da pasta, a agenda inclui reuniões com representantes da empresa responsável pelos serviços de limpeza e manutenção, além de diretores de Centros, na Reitoria. Em seguida, às 9h, o secretário participaria de sessão extraordinária do Conselho Universitário (Consuni), no Centro de Convenções. Porém, Pedro só chegou ao local por volta das 10h30. Antes, ele esteve na Escola Técnina João Barcellos Martins, da rede Faetec, onde ouviu as demandas da unidade.
— A gente tem poucas esperanças em uma solução no curto prazo, inclusive, nós estamos vendo é uma piora na situação, com mais um atraso no pagamento. Isso diminui muito o ânimo das pessoas e contribui para gente ter muito dificuldade para tocar o funcionamento da universidade. Mas é muito positivo que o secretário se disponha a vir para conversar com a comunidade — afirmou, nesta segunda, Luis Passoni, reitor da universidade.
A universidade passa por diversos problemas, com dívidas que ultrapassam R$ 50 milhões, pela falta de repasse do Governo do Estado e salários atrasados. Outro ponto é a falta de segurança. A unidade perdeu ainda o policiamento feito por policiais militares, dentro do Regime Adicional de Serviço (RAS), que por ser voluntário, deixou de atrair PMs, em virtude do não pagamento.
*com informações da jornalista Paula Vigneron
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Campos é a 19ª cidade mais violenta do mundo em ranking internacional
07/04/2017 | 09h17
Campos é a 19ª cidade mais violenta do mundo em ranking divulgado pela ONG mexicana Conselho Cidadão para Segurança Pública e Justiça Penal. A cidade subiu 20 posições no ranking em relação a lista divulgada em 2016. A piora significativa de colocação reflete os números alarmantes da violência no município. Segundo dados do ISP, em 2016 foram 272 homicídios registrados em Campos. Em 2015, foram 175 casos. O estudo é realizado em municípios com mais de 300 mil habitantes e analisa dados sobre o número de assassinatos.
O Brasil foi o país com o maior número de cidades entre as 50 mais violentas do mundo em 2016, segundo a lista divulgada nessa quinta-feira (7) pela ONG mexicana Conselho Cidadão para Segurança Pública e Justiça Penal. O país possui 19 municípios no ranking.
"Das 50 cidades da lista, 19 estão no Brasil, oito no México, sete na Venezuela, quatro nos Estados Unidos, quatro na Colômbia, três na África do Sul, duas em Honduras, uma em El Salvador, uma na Guatemala e uma na Jamaica", afirmou a ONG.
Na décima posição no ranking, Natal é a cidade mais violenta do país, com 69,56 homicídios por 100 mil habitantes. O município é seguido por Belém e Aracaju.
A lista inclui ainda Feira de Santana (15º), Vitória da Conquista (16º), Campos dos Goytacazes (19º), Salvador (20º), Maceió (25º), Recife (28º), João Pessoa (29º), São Luís (33º), Fortaleza (35º), Teresina (38º), Cuiabá (39º), Goiânia (42º), Macapá (45º), Manaus (46º), Vitória (47º) e Curitiba (49º).
Com 130,35 homicídios por 100 mil habitantes, Caracas, na Venezuela, aparece no topo do ranking das mais violentas do mundo, seguida por Acapulco, no México, e San Pedro Sula, em Honduras. Segundo a ONG, a repetição da posição da capital venezuelana por dois anos seguidos confirma a crise criminal no país.
Em relação a 2015, duas cidades brasileiras deixaram o ranking no ano passado: Porto Alegre e Campina Grande.
Segundo a ONG, os níveis de violência na América Latina não são uma surpresa e refletem a impunidade. No Brasil, ela atinge 92% dos homicídios, na Venezuela, El Salvador e em Honduras, chega a 95%.
*com informações do G1
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Pacientes com o 'Mal da Vaca Louca' em Niterói? Falso
13/03/2017 | 10h19
Circula nas redes sociais a informação de que quatro pessoas estariam internadas, em estado grave, em hospitais particulares de Niterói devido ao "Mal da Vaca Louca", como ficou conhecido uma variação da doença de Creutzfeldt-Jakob. Muitos usuários das redes também compartilharam a informação de que a Fundação Osvaldo Cruz já teria diagnosticado e recebido os casos suspeitos.
A prefeitura de Niterói afirmou que não há, até o momento, evidências da relação dos casos suspeitos com o consumo de carne bovina, portanto, não se pode utilizar o termo “Mal da Vaca Louca”. Os quatro pacientes deram entrada na rede privada do município entre o fim do ano passado e o início deste ano. Já a Fundação Oswaldo Cruz negou que tenha diagnosticado ou recebido pacientes.
A Coordenação de Vigilância em Saúde de Niterói foi notificada sobre as suspeitas, três delas em 2016 e uma em 2017. Um dos casos já foi descartado e não houve notificação de óbito, como também circulou pelas redes. Todos os casos são investigados e monitorados.
A Fundação Municipal de Saúde convocou uma equipe, composta por um médico neurologista, pela Coordenação de Vigilância em Saúde e pelo Departamento de Vigilância Sanitária. Técnicos já começaram a entrevistar os pacientes e seus familiares para rastrear possíveis causas para a doença.
O município também comunicou a Secretaria de Estado de Saúde, que está trabalhando com a Fundação municipal de Saúde na investigação.
Fonte: Blog É isso mesmo/ Jornal O Globo
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Privatização da Cedae é aprovada na Alerj
20/02/2017 | 12h25
Por 41 votos a 28, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro acaba de aprovar a privatização da Cedae, responsável pelo abastecimento de água de 62 municípios. O projeto de lei 2.345/17, que autoriza o uso das ações da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) para viabilizar um empréstimo de R$ 3,5 bilhões da União.
A medida é o ponto central do Plano de Recuperação Fiscal do Estado, acordo firmado no mês passado entre o Executivo Estadual e a União, que prevê a suspensão do pagamento da dívida do Rio com o Governo Federal. Essas e outras medidas vão representar, segundo o Executivo, um alívio de R$ 62 bilhões aos cofres do Estado em três anos
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Quem são as mulheres que estão em frente ao 8º BPM?
10/02/2017 | 14h38
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Muitos comentários nas redes sociais desqualificam as manifestantes que se concentram em frente ao 8º Batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro, em Campos. Mas quem são essas pessoas que chegaram no início da manhã e prometem só sair quando alguma solução for dada para resolver problemas com atrasos de pagamento e falta de estrutura?
Maria, professora da rede estadual, casada com policial - estava na manifestação e saiu por volta das 13h para dar aula. Informou que vai voltar e que também está com salários atrasados.
Fernanda, dona de casa, casada com policial - contou que salário do marido é responsável pela manutenção de dois filhos e um neto. Afirmou estar com dificuldades para comprar alimentação. “Passamos um cheque no supermercado que vai bater hoje, sem fundos”.
Joana, dona de casa, mãe de policial - o único filho tem 24 anos e passou há dois no concurso da PM. Ela afirmou que prepara marmita para o filho que trabalha na capital levar. “Eles não estão fornecendo comida direito”.
Patrícia, estudante, filha de policial - o pai é responsável por toda a renda da família, que além dela conta com a mãe e mais dois irmãos e um sobrinho. Aluna da rede estadual questiona a qualidade da Saúde e da Educação pública. “Cadê o dinheiro que Cabral levou?”.
Bárbara, corretora de imóveis, esposa de policial - o marido divide com ela as contas da casa. Como tem horário flexível, afirmou que vai passar maior parte do tempo na manifestação que, segundo ela, não tem previsão para acabar. “Nós vamos fechar as três entradas. A população é covarde. Eles deviam estar aqui defendendo que se arrisca pela segurança deles. Mas não tem ninguém”.
*todos os nomes são fictícios
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Estratégia do 8º BPM faz com que manifestação não paralise serviço
10/02/2017 | 14h16
Marcos Gonçalves
/Marcos Gonçalves
 
Estratégia do comando do 8º Batalhão da Polícia Militar está dando certo. Estrutura física do prédio com dois portões e rua de trás interditada ainda na madrugada desta sexta (10) faz com que grupo precise se dividir em três para que efetivamente consiga proibir entrada e saída de viaturas. No bairro da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro, dez pessoas conseguiram parar o Batalhão, segundo o G1. Aqui, por enquanto, maior concentração, durante a manhã, reuniu quase 20 pessoas, o que não foi capaz de paralisar o funcionamento.
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Por que a Polícia que ameaça parar o Rio defende o estado na Alerj?
09/02/2017 | 22h33
Principal instrumento estatal de defesa, a Polícia Militar provoca pavor naqueles que sempre confiaram nesse braço para manter a situação do jeito que ela está (o famoso status quo).
Como falha de diversas formas — e não garante saúde, educação, não assiste seus participantes na velhice ou na doença — o Estado vem sistematicamente insistindo em sua competência em garantir a segurança pública. O Estado aparece como aquele que tem toda a força necessária para me proteger do medo que eu tenho dos outros. Pelo monopólio da força, pelo discurso do medo. E o discurso no medo funciona. Ele elegeu Trump nos Estados Unidos. Ele garante base eleitoral a Bolsonaros no Brasil.
Reprodução
Protesto em frente à Alerj / Reprodução
Em toda manifestação de movimentos sociais e sindicais, o Estado sempre usou do monopólio da força, instrumentalizada pela polícia militar, para manter no poder governos de qualidade ruim. Governos contestados por toda qualidade de protestos e manifestação usam da força da PM para calar aquele que diverge e questiona.
Mas no melhor estilo “quem vigia o vigilante?”, a questão que a cúpula do poder do Rio se esforça para descobrir é quem irá parar seu principal instrumento paralisante.
De toda forma, fica difícil entender como a organização que está prestes a colocar um governador do estado do Rio de Janeiro em um de seus piores pesadelos, estava nesta quinta, em frente à Assembleia Legislativa, trabalhando a serviço daquele a quem faz estremecer as bases.
Quem vai vencer? A esperteza ou a força?
Em uma análise baseada no livro “A Revolução dos Bichos”, escrito por George Orwell (citado recorrentemente neste blog), os governos são os porcos – aqueles que possuíam a esperteza –, as polícias, os cachorros – aqueles que se garantem na força. Numa relação de ‘toma lá da cá’, eles mantêm seus privilégios e tomam as decisões que impactam todos os animais que vivem na mesma fazenda.
No Espírito Santo, desde último sábado (4), os dois grupos se enfrentam. Nesta sexta (10), estamos com medo de que a mesma coisa aconteça no Rio. O que é difícil de aguentar, é que nessa guerra dos moradores da Casa Grande, não é difícil perceber que quem vai sofrer são os animais que vivem no paiol.
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Crise na Segurança não é apenas por atraso nos pagamentos
09/02/2017 | 18h06
Não é apenas o atraso no pagamento de salários que motiva as manifestações das polícias civis e militares. Em outubro de 2016, o blog já publicava como, desde o início do ano, a crise econômica do Estado do Rio de Janeiro afetava o funcionamento dos órgãos de segurança. A falta de estrutura gera insegurança para os profissionais. Para lembrar:  em agosto, acabou contrato de manutenção de viaturas, o ex-governador em exercício, à época, Francisco Dornelles, admitiu ao jornal O Globo que o estado estaria sem recursos até para combustível para os veículos. Já a Polícia Civil não conta mais com serviço terceirizados de limpeza e recepção; na ocasião da matéria, alguns agentes reconheceram que estão comprando materiais essenciais para a manutenção do serviço.
Veja trecho da matéria ‘Uma pessoa é vítima de roubo a cada seis horas em Campos’ publicada em 6 de outubro de 2016:
A crise que afeta o estado, que é o responsável pela manutenção das polícias Civil e Militar, tem atrapalhado a prestação de serviços. Neste ano, o estado do Rio de Janeiro não tem realizado regularmente o pagamento de servidores e fornecedores, o que tem prejudicado as atividades policiais preventivas, repressivas e investigativas.
Em Campos, a falta de pagamento dos terceirizados fez com que o município assumisse parte da responsabilidade pela limpeza das delegacias. A administração municipal socorreu também o Instituto Médico Legal, que, em julho, ameaçava fechar as portas durante alguns dias da semana por falta de médicos legistas.
Viaturas da PM — O caso das viaturas da Polícia Militar também é emblemático. Em julho, o governador em exercício Francisco Dornelles admitiu em entrevista ao jornal O Globo que a segurança pública estadual estava sob ameaça e afirmou que só havia dinheiro para pagar combustível para os veículos até aquele fim de semana. Em agosto, as unidades da Polícia Militar no interior do estado ficaram sem o serviço terceirizado de manutenção de viaturas. O contrato com a empresa responsável acabou e, até abril, a dívida do Governo Estadual com a empresa era superior a R$ 2,2 milhões.
A pesquisadora Luciane aponta que a falta de estrutura para uma maior presença da PM na rua é um aspecto importante. “O roubo é um crime de oportunidade, a ausência de viaturas nas ruas causa uma maior incidência de casos”, explica. Sobre o assunto, as autoridades locais preferiram não se manifestar e ressaltam o esforço das equipes de continuar mantendo a prestação do serviço da melhor forma possível.
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Escolas particulares cancelam aulas por possibilidade de paralisação da PM
09/02/2017 | 14h34
Desde o início da semana, a possibilidade de paralisação da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro a partir desta sexta (10) assusta a população. Nesta véspera de possível início de paralisação, o Colégio Eucarístico decidiu por cancelar as aulas que estavam programadas para amanhã. Também não haverá atendimento administrativo na unidade. Após o anúncio, o Centro Educacional Nossa Senhora Auxiliadora, Colégio Batista, Colégio Prouni, João XXXIII e o Alpha Colégio e Pré-Vestibular também confirmaram a suspensão das atividades. Já o Instituto Federal Fluminense - campus Centro e Guarus - decidiu por manter o cronograma de aulas. A Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) informou que manterá o funcionamento das escolas públicas estaduais em Campos dos Goytacazes. 
De acordo com o assessor jurídico do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Particular de Campos (Sinepe), o advogado Bruno Lannes, as informações a respeito da suposta paralisação da PM estão sendo acompanhadas com atenção. No entanto, segundo ele, para que não haja fomento de boatos, o sindicato recomenda que as instituições particulares se mantenham abertas e com as atividades regulares, nesta sexta-feira (10).
— Nós atuamos mediante informações concretas. Na tentativa de resguardar alunos, pais, responsáveis e toda a classe de trabalhadores, nós do Sinepe entramos em contato com o batalhão local, para averiguar a real situação. E então, recebemos a informação de que, por ora, não haverá paralisação. Caso haja algum manifesto de bloqueio, a PM informou que avisará a população previamente. Ainda assim, as entidades têm total autonomia para decidir se abrem ou não nesta sexta-feira —, contou Bruno. O advogado acrescentou ainda que o Sinepe se solidariza com o atual cenário da PMERJ. Entretanto, solicita que, mesmo parcialmente, os policiais se mantenham nas ruas. “Em caso opção por greve, para evitar delitos, é necessário manter ao menos algum efetivo em circulação, para garantir o mínimo de segurança a população”, finalizou.
A qualquer momento, novas informações.
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