Feijó, Marcão e Mérida analisam 2020 por 2018 em dia agitado dos Garotinho
31/07/2018 10:52 - Atualizado em 03/08/2018 14:26
2020 em 2018
Para Campos, a eleição a prefeito de 2020 passa pelo pleito legislativo de 2018? Foi o que esta coluna alertou na sua última edição, no domingo (29), que teve ampla repercussão. Não só por projetar o embate entre os pré-candidatos a deputado federal Marcão (PR) e Wladimir (PRP) como prévia à disputa deste contra a reeleição de Rafael Diniz (PPS). Mas também por apontar em outra pré-candidatura local a federal, do líder lojista Marcelo Mérida (PSD), a possibilidade de que um novo ator possa entrar na disputa a prefeito daqui a dois anos: o presidente da CDL-Campos, Joílson Barcelos.
Feijó aprova novidade
O campista já estava ciente do Wladimir x Marcão como preliminar do Rafael x Wladimir. Embora a alternativa de Joílson também subir no ringue de 2020 não fosse de domínio público. Mas é um projeto que envolve um dos maiores empresários da cidade. Daí a necessidade de se virar o holofote também sobre ele. E tudo parece passar pela eleição a deputado federal de daqui a pouco mais de dois meses. Em seu quinto mandato em Brasília, Paulo Feijó (PR) viu com bons olhos a novidade: “Se Joílson vier a concorrer a prefeito de Campos de 2020, será algo legítimo e salutar para Campos. Como é a pré-candidatura de Mérida a federal”.
Fechado com Marcão e Rafael
Feijó, no entanto, confirmou à coluna que seu compromisso em 2018 é com a pré-candidatura a federal de Marcão. E, através dela, reforça sua aproximação com o governo de Campos, para o qual conseguiu recentemente R$ 30 milhões em emendas: “Saindo das grandes dificuldades em que encontrou a Prefeitura, Rafael vai ter que apresentar bons resultados para se reeleger em 2020. Se Wladimir se eleger deputado federal, seu projeto imediato vai tentar ser prefeito de Campos. Por isso a eleição de Marcão é muito importante para Rafael. Ele tem muita chance de ser eleito e de fazer bonito por Campos e a região em Brasília”, avaliou.
Bem e mal vindos
Marcão também falou ontem com a coluna. Sem citar os nomes de Mérida e Joílson, se mostrou aberto às suas intenções. Mas, como de hábito, bateu duro no garotismo de Wladimir: “Independente dos nomes, todos que queiram contribuir com o bom debate da coisa pública são bem-vindos, principalmente no momento de maior dificuldade. O que Campos não suporta mais são as práticas que nos trouxeram até estas dificuldades: a corrupção implantada pelos garotistas em nossa cidade”. O atual presidente da Câmara Municipal, no entanto, tem restrições à projeção de 2020 a partir das urnas de 2018.
Exemplo pertinente
“Eleição reflete o momento. Em 2006, por exemplo, Arnaldo (Vianna) ganhou de Pudim para deputado federal. E na eleição seguinte, em 2008, perdeu a prefeito para Rosinha. Já em 2014, Clarissa (Garotinho) se elegeu deputada federal, sendo a mais votada em Campos para o cargo. E, em 2016, Rafael venceu para prefeito, ainda em primeiro turno, em todas as Zonas Eleitorais do município. Ou seja, eleições de deputado federal não são um termômetro tão exato assim para se projetar, dois anos depois, a escolha do prefeito”, exemplificou Marcão.
Mérida endossa Joílson
Marcelo Mérida também repercutiu ontem a coluna de domingo. Ele ressaltou que seu objetivo é tentar conquistar o mandato em outubro. Se o resultado será, ou não, um passo à uma possível candidatura de Joílson Barcelos a prefeito de Campos em 2020, preferiu não arriscar. Mas confirmou que, em sua visão, o presidente da CDL “tem todos os pré-requisitos, como empreendedor e líder de instituição, para se inserir na política com papel de protagonista”. Sobre o embate Marcão x Wladimir, Mérida disse: “Vou passar à margem dessa discussão entre o passado e o presente. Nossa preocupação é com o futuro”.
Fortes emoções
Nesse xadrez entre 2018 e 2020, Wladimir também foi procurado pela coluna. Entretanto, não retornou às tentativas de contato. Provavelmente, estava ocupado ontem, após seu pai, Anthony Garotinho (PRP), pré-candidato a governador, perder o PPL cotado para dar o vice da sua chapa: Brizola Neto. Não bastasse, foi dormir sem saber se a irmã, a deputada federal Clarissa (Pros), conseguiria vaga para se candidatar a qualquer coisa em outubro, após o pai brigar com o presidente estadual do partido dela, o deputado federal Felipe Bornier. São as fortes emoções de quem busca futuro na política com Garotinho no nome.
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