Jongo para festejar Noinha
20/05/2015 18:05

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf) celebra nesta quinta-feira (20) o seu terceiro aniversário com Roda de Jongo em homenagem a Geneci Maria da Penha, a Dona Noinha. Para comemorar este momento, o Neabi  irá realizar, a partir das 16h, na quadra de esportes do CCH, encontro de jongueiros de Campos e região. O jongo Dona Noinha é considerado patrimônio imaterial de Campos.

Segundo texto divulgado pelo site da Uenf, a história de Geneci Maria da Penha começa com seu nascimento em 10 de agosto de 1944 em Campos, no bairro Caju. Mãe natural de quatro filhos e duas filhas adotivas, Noinha reside desde os seus 10 anos no Parque Guarus onde juntamente com sua família, mãe, pai e irmãos inauguraram em 18 de julho de 1987 um terreiro de jongo. Mais tarde, com o falecimento de sua mãe, Noinha como filha primogênita tornou-se Mestre Jongueira dando continuidade à tradição.

Posteriormente, criou o grupo Congola que possui 20 integrantes, dentre eles amigos e familiares, que se apresentam em festas temáticas na cidade.

Em 1986 ela teve os primeiros contatos com a luta pela conscientização da cultura afro-brasileira através de movimentos populares negros. Além de compositora das letras do jongo, Noinha é autora do livro intitulado “A Voz do Tambor”, publicado em 2010, que fala sobre as tradições do jongo e destaca cânticos e rezas. Atualmente, Noinha é integrante do Neabi /Uenf, onde compartilha preciosos e grandes conhecimentos acerca da temática étnico-racial e atua junto à comunidade campista na luta pela valorização da cultura afro-brasileira.

Noinha também é bolsista de extensão do projeto coordenado pela professora Clareth Reis sobre manifestações culturais afro-brasileiras em Campos desde o ano de 2013. “Sendo assim, o Neabi não poderia deixar de homenagear esta grande mulher e para isso contaremos com a participação do grupo Congola, coordenado pela própria Noinha e de outros grandes representantes do jongo da cidade e da região, como Neusinha da Hora, Rita Baiana, Jongo Tambores de Machadinha (Quissamã) etc”, destaca a professora Clareth.

Outros artistas de Campos, dançarinos, músicos e poetas também confirmaram presença, dentre eles; Dedo da Macaca; Grupo cultural Mãos Negras; Olivier Almeida (música/poesia), Grupo de Estudos e Práticas Musicais (oficina de percussão) da UENF e os cantores Gabi Candido e Jota Leonni.

“Além de homenagearmos esta importante figura da cultura campista, pretendemos dar visibilidade ao jongo, a fim de que a comunidade universitária e local se aproxime e conheça mais sobre esta manifestação cultural, intensificando o debate acerca do tema”, convida a professora Clareth Reis.

A.N.
D.P.P.
Fotos: Tasso Marcelo/Divulgação


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