Juninho Virgílio
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Genilson Pessanha
A polêmica envolvendo o governador Cláudio Castro (PL), o deputado estadual Rodrigo Bacellar (PL), o prefeito Wladimir Garotinho (sem partido) e seu pai, o ex-governador Anthony Garotinho (União), durante a inauguração das obras de urbanização do Parque Saraiva, na última quarta-feira (15), ganhou novos capítulos durante a sessão da Câmara de Campos desta terça-feira (21). Vereador e pré-candidato a deputado federal pelo grupo Garotinho, Juninho Virgílio (União) disse que Castro foi conivente com Bacellar durante o discurso, quando o parlamentar foi o último a falar e não poupou de críticas o prefeito e sua família.
— Não tenho problema nenhum em agradecer ao governador pela parceria. O momento que era para ser de festa e aconteceu aquele tumulto. Admiro o grupo Bacellar por ser combativo. Confesso que achei desnecessário o que o deputado fez. A frieza com que o governador assistiu aquilo, ele já sabia. A quebra do protocolo com Bacellar falando por último, o governador foi conivente. Ele tem a caneta, mas não dá as cartas. Ele até enfatizou que a parceria é, sim, com o prefeito Wladimir — disse o vereador.
Por outro lado, Helinho Nahim (Agir) defendeu Bacellar e declarou que o deputado não mentiu para defender o governador.
— O maior adversário de Wladimir, hoje, não é Rodrigo, não somos nós (vereadores da oposição), é dentro da casa dele. Ninguém precisa atrapalhar mais do que a casa dele. Só porque falou com um tom de voz mais alto? Falou alguma mentira? E você tem seu pai, sua mãe e sua irmã porrando o governador que mais ajudou Campos... Rodrigo não aguentou tamanha hipocrisia de ver seu amigo Cláudio Castro, no próprio dia de manhã, levando batida da irmã do prefeito. O governador foi educado até demais. Ele ainda disse que sabe que a parceria dele é com Wladimir e separou as coisas.
Wladimir e Cláudio Castro no Palácio Guanabara
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Divulgação - Subcom Campos
O lançamento das obras de urbanização do Parque Saraiva, em Campos, na última quarta-feira (17), foi recheado de polêmicas e confusões. Em uma delas, o governador Cláudio Castro (PL) chamou o ex-governador Anthony Garotinho (União) de "piada", ao comentar as críticas que tem recebido do político campista. Já o filho de Garotinho e prefeito de Campos, Wladimir (sem partido), adotou a diplomacia para não colocar mais lenha nessa fogueira: "vou deixar a discussão política para depois".
— Vou deixar a discussão política para depois. Sou prefeito e aqui tem uma questão institucional. Sou prefeito e preciso trabalhar pela cidade em parceria com governo estadual e federal, com quem quiser ajudar a cidade — disse o prefeito.
Mas outra discussão política local não ficou para depois. O deputado estadual Rodrigo Bacellar (PL) – braço direito de Castro e rival de Wladimir em Campos – fez um discurso diretamente voltado ao prefeito, o criticando pelo que chamou de "falta de lealdade ao governador".
Depois de anunciar apoio a pré-candidatura à reeleição de Cláudio Castro, parte da família Garotinho deixou o barco justamente por causa da proximidade do governador com Bacellar. Nos últimos meses, tanto Anthony Garotinho, como a deputada federal Clarissa Garotinho subiram o tom das críticas a Castro, enquanto Wladimir manteve o apoio ao Governo do Estado, apesar da saia justa.
Durante o discurso no palanque, Castro não citou Garotinho, me fez várias referências. Inclusive, dizendo que mantém sua amizade com Wladimir. "Pode gravar Tik Tok, mas estamos vendo realizações em Campos que não acontecem há muitos anos. Eu sei separar, eu sou amigo do Wladimir. Ele é um amigo que eu tenho e não vou mudar isso por briga política. O resto, para mim, não vale nada, com todo o respeito".
O senador Carlos Portinho (PL) esteve em Campos nesta segunda-feira (23). Ao lado do prefeito Wladimir Garotinho (sem partido), Portinho passou pela área central, onde as obras de recapeamento e sinalização das ruas estão acontecendo após uma emenda encaminhada por ele. Além disso, o senador anunciou mais R$ 4,8 milhões em outra emenda para a compra de um novo aparelho de ressonância magnética para o Hospital Ferreira Machado (HFM).
Portinho tinha destinado R$ 8,1 milhão para melhoria da segurança no trânsito no perímetro urbano, incluindo recomposição e sinalização de vias urbanas e que estão sendo executadas pela Prefeitura.
Vereadores e representantes do setor produtivo de Campos se reuniram mais uma vez nesta segunda-feira (21), na sede da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), para reafirmar posição contrária ao projeto do prefeito Wladimir Garotinho (PSD) que pretende uma minirreforma no Código Tributário.
O projeto chegou a entrar na pauta da sessão da Câmara na última quarta-feira (16), mas o texto não foi votado porque o regime de urgência não foi aprovado após a base governista não alcançar maioria para aprovação. Com isso, o projeto segue tramitação interna no Legislativo e não tem data para retornar ao plenário.
Na reunião, estiveram presentes os vereadores Rogério Matoso (DEM), Bruno Vianna (PSL), Helinho Nahim (PTC), Abdu Neme (Avante), Anderson de Matos (Republicanos) e Igor Pereira (SD), além de representantes de 12 entidades de classe, incluindo do Sindicato dos Médicos de Campos.
Presidente da CDL, o empresário José Francisco Rodrigues agradeceu o empenho dos vereadores de oposição e da chamada ala independente contra o novo Código Tributário.
As movimentações nos bastidores da política seguem engrenando para 2022. De olho em uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o vereador campista Bruno Vianna (PSL) tem se encontrado com caciques da política estadual. Nesta semana, Bruno esteve com o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), com o secretario municipal de Educação da capital e deputado licenciado Renan Ferreirinha e com o presidente da Alerj, André Ceciliano (PT). Filho do ex-deputado estadual Gil Vianna, que teve o mandato interrompido pela Covid-19, Bruno pretende trilhar os passos políticos do pai e, para isso, conta com a simpatia de Ceciliano, um importante aliado nesta corrida. Com 3.085 votos, Bruno Vianna foi eleito vereador em 2020 na primeira vez que se candidatou a um cargo público.
O prefeito Wladimir Garotinho (PSD) anunciou, nas redes sociais, que vai enviar nesta quinta-feira (17) uma proposta de Termo de Ajustamento de Gestão (TAG) ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) para, entre outras coisas, ter a possibilidade de usar o dinheiro dos royalties do petróleo para pagamento dos servidores. Na postagem, Wladimir declarou que apresentaria o documento independente da votação na Câmara sobre o projeto de reforma no Código Tributário – retirado da pauta de votação na sessão desta quarta (16) – e jogou a responsabilidade para os vereadores.
"Independente de votação pela Câmara Municipal, amanhã daremos entrada no Termo de Ajuste de Gestão perante o Tribunal Contas do Estado. Constará no documento que algumas medidas necessárias para possível celebração do acordo ainda carecem de aprovação do legislativo. Somos poderes independentes e cada um precisa assumir suas responsabilidades", declarou o prefeito.
Mais cedo, a oposição conseguiu o adiamento (aqui) da votação sobre a reforma no Código Tributário na Câmara de Campos. Os polêmicos projetos enviados pelo prefeito Wladimir Garotinho foram amplamente condenados pela classe produtiva do município por conter aumento de impostos. Os vereadores oposicionistas tiveram maioria para reprovar o regime de urgência, que dispensaria a tramitação nas comissões internas do Legislativo. Sem maioria para aprovação, os governistas acompanharam os votos contrários. Com isso, o presidente da Casa, Fábio Ribeiro (PSD), decidiu por retirar os textos da pauta do dia.
O município estourou, no último quadrimestre de 2020, o limite máximo de gasto de pessoal e a previsão do governo é que o índice continue acima do teto nos primeiros quatro meses deste ano. Wladimir diz que o gestão anterior não informou que a autorização do TCE de utilizar os royalties para pagamento de servidor.
A oposição conseguiu o adiamento da votação sobre a reforma no Código Tributário na Câmara de Campos, na tarde desta quarta-feira (16). Os polêmicos projetos enviados pelo prefeito Wladimir Garotinho (PSD) foram amplamente condenados pela classe produtiva do município por conter aumento de impostos. Os vereadores oposicionistas tiveram maioria para reprovar o regime de urgência, que dispensaria a tramitação nas comissões internas do Legislativo. Sem maioria para aprovação, os governistas acompanharam os votos contrários. Com isso, o presidente da Casa, Fábio Ribeiro (PSD), decidiu por retirar os textos da pauta do dia.
Na prática, o governo precisava de 13 votos para aprovação do projeto, independente do número de vereadores presentes. Neste caso, o presidente não poderia votar. No entanto, nas contas do Executivo, a base aliada teria 12 votos (aqui). O 13º poderia ser Marcione da Farmácia (DEM), que estava de licença médica por 15 dias até essa terça (15), mas não compareceu à sessão desta quarta-feira novamente. No entanto, não há nenhuma certeza sobre como Marcione irá se posicionar sobre o assunto. A Folha tem tentado insistentemente o contato com o parlamentar, mas sem sucesso.
A medida da presidência foi considerada uma “manobra” por vereadores da oposição. Marquinho Bacellar (SD) foi um dos mais duros nas críticas. “Comerciantes, vejam a cara de desespero deles (governistas), todos no telefone, desesperados tentando falar com o prefeito, mas nada andou para eles. Agora vejam o sorriso de alguns com essa manobra. Para eles, isso é uma vitória, com mais uma semana ou o tempo que precisarem até terem maioria. É uma vergonha. Mas quero parabenizar meus colegas que são contrários a esse pacote de maldades”.
Por outro lado, o líder do governo Alvaro Oliveira (PSD) voltou a atacar os colegas que fizeram parte do governo do ex-prefeito Rafael Diniz (Cidadania). “Precisamos dar nome aos bois. São esses vereadores que dizem defender os mais humildes, mas aos esquecidos, eles estavam em 2017, com cinco meses do último governo, apoiando Rafael com aumento da taxa de iluminação, fechamento do Restaurante Popular, fim do Cheque Cidadão, da Passagem Social. E agora eles dizem que são a favor da população. Com cinco meses, o atual governo cortou metade dos DAS e dos cargos comissionados, reabriu duas UBS, recuperou mais de 3 mil km de estradas vicinais, colocou todos os salários em dia, abriu o Restaurante Popular. Não me venham fazer politicagem. Nós precisamos dar mais dignidade aos mais necessitados”.
Em nota, o presidente da Associação Comercial e Industrial de Campos (Acic), Leonardo Castro de Abreu, declarou que entendeu que a decisão da retirada da pauta é uma demonstração de fraqueza do Executivo, a partir do momento que não teriam êxito na aprovação do projeto. "Seria a mesma coisa que pedir ao juiz para suspender a partida porque sabe que vai perder o jogo. Volto a dizer que não estamos contra ao governo municipal, só que no momento, o setor produtivo de Campos não tem condições de arcar com aumento dos tributos. Estamos vivendo uma pandemia há 15 meses, onde boa parte do comércio ficou 150 dias sem trabalhar para conter o avanço da Covid-19, obrigando os empresários e trabalhadores a se adequarem a nova realidade, onde registramos queda nas vendas, fechamento de algumas lojas e demissões de funcionários. Torcemos para que haja um consenso entre o Poder Executivo e o setor produtivo e juntos encontre um caminho para o desenvolvimento da cidade".
Wladimir Garotinho
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Genilson Pessanha
Representantes do setor produtivo de Campos voltaram a se reunir com o prefeito Wladimir Garotinho (PSD) nesta quinta-feira (10), na Prefeitura, mas os empresários rechaçaram novamente qualquer aumento de impostos e protocolaram uma carta firmando posição contrária a todo o projeto apresentado por Wladimir que prevê uma reforma no Código Tributário. Na sequência, o prefeito também esteve com os vereadores em uma reunião tensa e que é considerada pelo governo como um divisor de águas sobre a base na Câmara.
“As entidades representantes do setor produtivo (...) informam que, após análise cuidadosa do projeto (...), são absolutamente contrárias a qualquer legislação que vise aumentar tributos, especialmente esta proposta pelo Poder Executivo que afeta o setor produtivo, mas também afeta todos os cidadãos de nossa cidade, do mais humilde ao mais abastado (vide os aumentos na taxa de licença para execução de obras particulares e a taxa de coleta de lixo”, diz um trecho da carta.
Mais cedo, a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) também se posicionou questionando os reajustes propostos por Wladimir, que conta com 11 votos para aprovar o novo Código Tributário. O número seria suficiente para um empate mesmo se Fred Machado (Cidadania), Bruno Vianna (PSL) e Raphael Thuin (PTB) – até então considerados indecisos – votarem contrário. No entanto, para isso, seria necessário o voto de minerva do presidente Fábio Ribeiro (PSD).
Para aumentar a margem, evitar surpresas e ter a maior quantidade possível de vereadores na base, o governo vai apostar até o final nas conversas com o trio do Cidadania, PSL e PTB, que é considerado um “grupinho fechado”. No entanto, após a reunião com os empresários, Thuin já firmou posição favorável ao setor produtivo e contra a proposta de Wladimir, assim como Bruno.
— Pedi a revisão do projeto por entender que era inviável a aprovação. Torço para que o governo consiga reerguer nossa cidade, mas acredito que esse tipo de projeto não trará benefícios para o município. Não será aumentando impostos, sobretudo neste momento, que iremos superar essa crise econômica — declarou Vianna.
Outra aposta do governo é insistir nas negociações com Thiago Rangel (Pros) e Maicon Cruz (PSC), que integram o grupo de dissidentes que votou contra o pacote de austeridade enviado à Câmara em 25 de maio. Na ocasião, 12 dos 13 projetos foram aprovados e justamente o Código Tributário foi retirado de pauta após pressão de Fred, Vianna e Thuin.
Apenas Leonardo Castro e Abreu, da Associação Comercial e Industrial (Acic), e Thieres Rodrigues, da Firjan, estiveram na reunião desta quinta. O motivo para a debandada dos empresários no encontro, segundo José Francisco Rodrigues – presidente da CDL – foi a falta de perspectiva para o diálogo.
“O projeto não tinha mais o que ser discutido. Não é questão de um capítulo ou outro, o projeto inteiro é inviável e está na contramão de todo mundo, que tem buscado justamente diminuir os tributos. Não é o momento de aumentar impostos”, disse José Francisco.
Ao todo, nove entidades de classe assinaram o documento que foi oficializado no Executivo e inclui a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Associação Comercial e Industrial de Campos (Acic), Sindicato do Comércio Varejista de Campos (Sindivarejo), Associação dos Comerciantes e Amigos da Rua João Pessoa (Carjopa), Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), Sindicato dos Condutores de Autônomos de Veículos Rodoviários de Campos (Sicaveroc), Sindicato da Indústria de Cerâmica (SICCC), JCI Campos e a Rede de Construtoras de Campos (RedeCon).
José Francisco Rodrigues
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Folha da Manhã
"Saímos sem nada de concreto". Assim o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) José Francisco Rodrigues definiu a reunião de representantes do setor produtivo com o prefeito Wladimir Garotinho (PSD), nesta terça-feira (8), na Prefeitura, para debater sobre as polêmicas mudanças no Código Tributário propostas pelo Executivo.
O projeto faz parte do pacotão de medidas de austeridade enviado por Wladimir à Câmara em 25 de maio. Na ocasião, mesmo com muita polêmica, 12 das 13 medidas foram aprovadas pela maioria, rachando a base governista, mas a mudança relacionada ao Código Tributário, que prevê aumento de impostos para várias categorias acabou saindo de pauta após pressão dos vereadores.
Na segunda-feira (7), os representantes do setor produtivo se encontraram com vereadores do bloco independente para criticar a proposta e pedir que o projeto não seja aprovado. A expectativa fica agora por uma nova reunião dos empresários com o prefeito na quinta-feira (10), às 18h, na Prefeitura.
"Estamos elaborando uma proposta para apresentar na quinta, mas saímos sem nada de concreto desta reunião de hoje", disse José Francisco.
A coluna Radar, da Veja, informou que o ex-presidente da Fetranspor José Carlos Lavouras citou, em delação premiada fechada com a Procuradoria-Geral da República, o pagamento de propinas aos ex-governadores Anthony Garotinho, Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão.
Segundo a publicação, baseada na delação, a “solicitação de vantagens indevidas” teria sido prática comum dos ex-governadores. No caso de Garotinho, os repasses foram feitos entre 2010 e 2014 por meio de “contratos fictícios com rádio a pretexto de ajuda financeira para campanhas de deputado federal e governador do estado”.
Pezão recebeu o dinheiro sujo, segundo Lavouras, “a partir de 2014, por meio de entregas em espécie para o secretário de estado Hudson Braga e pagamentos de notas frias a empresas indicadas por este”.
No entanto, o esquema de Cabral era em escala tão superior, que os relatos de Lavouras ocupam 27 anexos do acordo. Os casos envolvendo os ex-governadores estão sob o comando do juiz Marcelo Bretas, no Rio.
Além dos ex-governadores, Lavouras também teria citado o pagamento de dinheiro vivo a nove desembargadores do Tribunal de Justiça (TJ) e ao presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Felipe Santa Cruz.