Desfile da Ururau da Lapa na XV de Novembro em 2015
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Foto: Rodrigo Silveira/Arquivo
Quinze anos depois, os desfiles carnavalescos de Campos retornarão à avenida XV de Novembro (Beira-Rio), no Centro. O martelo foi batido após reuniões entre representantes da Prefeitura e das ligas organizadoras, ficando definidas também as datas dos desfiles deste ano: 21 e 22 de abril, novamente fora de época. Devido ao curto tempo para que escolas de samba, blocos e bois pintadinhos se preparem, as apresentações serão reduzidas, cumprindo vários requisitos para serem consideradas mini-desfiles. Não haverá carros alegóricos, sendo permitidos apenas tripés.
Na sexta-feira (21), vão passar pela avenida XV de Novembro a Corte do Carnaval, os bois de samba do Grupo Especial e os blocos de samba tanto do Grupo de Acesso quanto do Especial. No sábado (22), será a vez de bois de samba convidados e dos bois que compõem o Grupo Especial, além das escolas de samba do Acesso e do Especial. Os mini-desfiles ocorrerão no trecho entre a ponte Leonel Brizola (Rosinha) e a praça do Santíssimo Salvador.
Como consta no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) “Meninos do Morrinho - Um flash colorido da televisão sobre o sucesso da cultura popular”, deste blogueiro e do também jornalista Jadir de Oliveira, há registros jornalísticos de desfiles de escolas de samba em Campos pelo menos desde 1949, embora muito antes já existissem os ranchos e cordões. A maior parte dos desfiles de escolas ocorreu na avenida XV de Novembro, incluindo a era de ouro, nas décadas de 1960 e 1970. O último desfile por lá se deu em 2008, sendo justamente o último no período oficial do calendário. A partir de 2009, Campos passou a ter desfiles fora de época, sendo que os de 2009, 2010 e 2011 aconteceram na avenida Alberto Lamego, próximo à Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), e os de 2012 em diante, no Centro de Eventos Populares Osório Peixoto (Cepop).
No dia 18 de janeiro, o blog antecipou que os desfiles deste ano seriam realizados por duas entidades: a Liga Independente das Escolas de Samba e Entidades de Carnaval de Campos dos Goytacazes (Liesecam), nova responsável por repassar recursos de patrocinadores às escolas e aos blocos de samba, e a Associação dos Bois Pintadinhos de Campos (Aboipic), agora responsável pelo repasse apenas aos bois. Também foi antecipado pela Folha, em 18 de fevereiro, a possibilidade de um mini Carnaval acontecer fora do Cepop, pois o mesmo tem vários danos em sua estrutura e necessita de reforma.
Após Vagner Xavier manter a decisão de que não será candidato a reeleição no Americano, o clube campista marcou para o dia 16 de abril a escolha do próximo presidente. Sócios interessados em assumir o cargo devem inscrever suas chapas até o dia 6, solicitando pelo e-mail [email protected] as informações sobre documentação necessária. As datas foram divulgadas pela Inter TV Esporte, vinculada ao portal ge, e confirmadas pelo blog junto ao clube.
Vagner Xavier é presidente do Americano desde 10 de maio de 2020, quando foi aclamado, com 53 votos. Sócio-administrador da Limport Serviços, o empresário comandou o clube durante a pandemia da Covid-19, mas desde o ano passado vem falando sobre o desejo de não seguir na presidência. Há um ano, ele também é diretor de relações intersindicais do Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação do Rio de Janeiro (Seac-RJ).
Com a negativa de Vagner para permanecer, os sócios alvinegros têm encontrado dificuldades para a definição de possíveis nomes que poderiam substituí-lo. Antigos dirigentes são cogitados, mas ainda não há definição. Quem for eleito será empossado no dia 14 de maio, com mandato válido por três anos. A estreia do Americano na segunda divisão do Campeonato Estadual está agendada para a véspera, 13 de maio, contra o Olaria, em Cardoso Moreira.
Letreiro foi entregue à equipe do Museu Histórico nesta sexta
Antes esquecido numa garagem no Museu Olavo Cardoso, como noticiado pelo blog na última segunda-feira (6), o letreiro da antiga Estação Leopoldina enfim foi transferido para o Museu Histórico de Campos. Lá, a peça já foi colocada numa sala junto ao restante do acervo ferroviário, e na próxima semana ganhará destaque em uma parede, dada a sua importância histórico-cultural.
Na quinta-feira (9), a presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL), Auxiliadora Freitas, informou que já havia sido feito um agendamento para a secretaria municipal de Obras retirar o letreiro, além de fazer a contenção da parte do Museu Olavo Cardoso que desabou. No mesmo dia, porém, a secretaria de Obras e Infraestrutura informou que "colocou novas estacas para manter o museu" (há anos em situação de abandono) e que "estuda a contratação de uma empresa para recuperar o espaço". A pasta justificou que o letreiro ainda não havia sido removido, pois demandava "mão de obra especializada, para evitar danos".
Agora removido, o letreiro foi entregue no Museu Histórico nesta sexta-feira (10). Ele se junta não somente ao acervo da estação ferroviária, como também ao que restou de um furto no Museu Olavo Cardoso em dezembro de 2020. O local foi alvo de nova tentativa de furto no último sábado (4), esta frustrada por policiais do programa Segurança Presente.
Estima-se que o letreiro da Estação Leopoldina estivesse no Museu Olavo Cardoso desde 2006, quando o casarão, situado à avenida Sete de Setembro, foi transformado pela Prefeitura num museu-casa. Atualmente, a antiga casa do usineiro Olavo Cardoso encontra-se fechada desde 2012, carecendo de reforma. Segundo Auxiliadora Freitas, após a definição da empresa que fará o projeto da obra, esta será licitada.
Dona Nathália, a única mulher entre jogadores e dirigentes do Estrela em 1983
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Foto: Reprodução/Facebook
Na data em que é comemorado o Dia Internacional da Mulher, nesta quarta-feira (8), o Estrela do Norte Esporte Clube, de São Fidélis, homenageou nas redes sociais uma personagem ilustre da sua história. Trata-se de Maria Nathália Pereira Assumpção, presidente do clube de futebol do final dos anos 1970 até 1984. Dona Nathália, como era conhecida, também marcou seu nome como presidente de banda musical e de escola de samba na cidade. Ela morreu em fevereiro de 2000, aos 67 anos, mas até hoje é lembrada como uma pessoa de muita força e protagonismo na sociedade fidelense.
Natural de Juiz de Fora/MG, mas fidelense de coração, Dona Nathália morava no bairro Barão de Macaúbas e foi coordenadora da antiga Organização do Desenvolvimento Municipal (Ordem). Nesta época, trabalhando com menores assistidos pela Ordem, teve o contato inicial com o Estrela do Norte, onde crianças e adolescentes praticavam atividades esportivas. Sua capacidade de liderança a tornou ativa no dia a dia do clube, até chegar à presidência. Segundo o próprio Estrela, ela foi a primeira e única mulher a presidir um clube de futebol na região, furando a bolha de um meio quase absolutamente liderado por homens.
— Dona Nathália foi muito além do tempo dela. Já naquela época, surgia como uma liderança — destaca Arydelson Júnior, vice-presidente do Estrela do Norte, que tem como presidente Marcelo Diogo. Em postagem nas redes sociais, o clube da Ipuca adjetivou a ex-presidente como “mulher guerreira e única, numa época em que as mulheres não tinham tantas oportunidades”. Além do Estrela, ela também torcia para o carioca Vasco da Gama.
Versátil, Dona Nathália também foi professora no Movimento Brasileiro de Alfabetização, o Mobral, onde alfabetizou muitos adultos. Trabalhou ainda com o grupo da Terceira Idade, vinculado à secretaria municipal de Promoção Social, e no Lar dos Idosos. Na Primeira Igreja Batista, que frequentava, foi muito atuante. Sua atividade se estendeu ao meio da cultura popular, chegando a presidir a escola de samba Unidos do Careca, do Parque Tinola, e a Associação Musical 22 de Outubro.
— Primava também no artesanato, com seu tricô, os coelhos da Páscoa e as rosas de papel crepom, que, tão bem tingidas, ornamentavam tantos casamentos; tão perfeitas, que há quem jurasse que eram verdadeiras — detaca a sobrinha Lulu Assumpção.
Em 2001, um ano após a morte de Dona Nathália, o Bloco da Terceira Idade prestou uma homenagem a ela no Carnaval. O enredo recebeu o título “Estrela de Luz”, com samba composto pelo fidelense Vicente de Paula. Maria Nathália Pereira Assumpção deixou seis filhos, além de tantos outros familiares, amigos e admiradores na Cidade Poema.
Dona Nathália junto a time de base do Estrela do Norte
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Foto: Reprodução/Facebook
Letreiro da Estação Leopoldina em garagem do Museu Olavo Cardoso
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Foto: Genilson Soares
Alvo de furto em dezembro de 2020 e de nova tentativa no último sábado (4), esta frustrada por policiais, o Museu Olavo Cardoso ainda guarda itens de importante valor histórico-cultural. Um deles é o letreiro da antiga Estação Leopoldina, que encontra-se numa garagem do prédio sem os devidos cuidados.
Originalmente do usineiro Olavo Cardoso, o prédio do museu que leva o seu nome data do fim do século XIX e foi doado à Prefeitura de Campos em 2006. Situado à avenida Sete de Setembro, no Centro, o museu-casa encontra-se fechado desde 2012, estando atualmente em situação de abandono e com uma parte da estrutura interditada. No final de 2020, criminosos furtaram do imóvel materiais de uso administrativo, mobiliário, ventiladores, computadores, bebedouros, condicionadores de ar e parte do acervo histórico-cultural. O que restou deste acervo foi restaurado e, em junho de 2021, transferido para o Museu Histórico de Campos, à praça do Santíssimo Salvador.
A transferência ao Museu Histórico incluiu peças como duas cristaleiras, duas mesas de jantar, 15 cadeiras, mesa de cozinha com outras três cadeiras de conjunto, um aparelho de bufê, guarda-roupas, cômoda, mesa de canto, penteadeira, três floreiras, três tapetes originais, duas colunas, relógio de parede de madeira, armário de louças, filtro com pedra vulcânica, documentos e fotos do casal Olavo Cardoso e Isabel Cardoso, frascos de perfumes usados por Isabel, além de fotos da primeira esposa de Olavo, Ambrosina, conhecida pianista de Campos no passado. Vários itens do mobiliário foram recebidos em estado degradável, desmontados, com vidros quebrados e algumas partes danificadas.
No último sábado, policiais do programa Segurança Presente prenderam dois homens tentando tirar parte da estrutura de ferro que compõe o muro do Museu Olavo Cardoso. Após a repercussão do caso, o blog tomou conhecimento de que continua no interior do terreno o letreiro da Estação Leopoldina, embora o restante do acervo referente à memória ferroviária de Campos também já tenha sido levado para o Museu Histórico, antes mesmo do furto de 2020 no Olavo Cardoso.
O blog apurou que, há anos, a Prefeitura tem recebido solicitações para que o letreiro da Leopoldina também vá para o Museu Histórico, onde teria mais segurança e ficaria junto a outras peças referentes à estação. Porém, esta transferência não aconteceu durante a última gestão municipal, como, até o momento, também ainda não foi realizada pela gestão atual. O letreiro estaria no Museu Olavo Cardoso desde que o casarão virou um espaço de memória, em 2006. Procurada, a Prefeitura não emitiu posicionamento até a publicação desta matéria.
Macuco foi campeão em 2022
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Foto: Divulgação/Macuco E.C.
Terá início no próximo domingo (5) a edição deste ano da Supercopa Noroeste de Futebol, que conta com clubes tradicionais do Norte, do Noroeste e da Região Serrana do estado. Entre os 24 participantes, há equipes de Cardoso Moreira, São Fidélis, Cambuci, Italva, Itaperuna, Bom Jesus de Itabapoana, Aperibé, Itaocara, Miracema, Natividade, São José de Ubá, Santo Antônio de Pádua, Macuco, Duas Barras, Cantagalo, Carmo, São Sebastião do Alto e Cordeiro, além da cidade mineira de Palma.
O Grupo A conta com Macuco, Bibarrense, Cantagalo e Carmense. No B, estão Altense, Pito Aceso, Conceição e Cordeiro. O C inclui União São Vicente, Ponte Nova, Paraíso (de Tobias) e Natividade. No D, a disputa é entre Cardoso Moreira, Liberdade, Real VTS e Itaperuna Atlético. O Grupo E tem Palmeiras, Floresta, Nacional e Brasilzinho. Por fim, o F conta com Paraíso (de São João do Paraíso), Italva, Boa Ventura e Marangatu.
Na rodada deste domingo, os jogos serão Macuco x Bibarrense, Carmense x Cantagalo, Cordeiro x Conceição, Altense x Pito Aceso, Ponte Nova x União São Vicente, Paraíso (de Tobias) x Natividade, Cardoso Moreira x Real VTS, Liberdade x Itaperuna, Palmeiras x Nacional, Brasilzinho x Floresta, Italva x Paraíso e Boa Ventura x Marangatu. Todas as partidas estão marcadas para as 15h30. O Macuco é o atual campeão do torneio.
Museu Olavo Cardoso segue em estado de abandono
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Foto: Rodrigo Silveira
Com marquise desabando, árvore crescendo no telhado, pichações na fachada, acúmulo de mato no quintal e já tendo sido alvo de furto no final de 2020, o Museu Olavo Cardoso tornou-se um “cartão postal de Campos às avessas”, como definiu o jornalista Saulo Pessanha em seu blog no portal Folha1. As constantes cobranças de pessoas ligadas à preservação patrimonial no município levaram a Prefeitura a procurar o Instituto Federal Fluminense (IFF), com objetivo de firmar uma parceria que viabilizasse a criação de um projeto para a obra. O IFF acenou positivamente, mas em relação a projetos para restauração de outros prédios históricos. Dada a urgência na situação do Olavo Cardoso, este ficaria de fora do acordo.
A possibilidade de parceria entre Prefeitura e IFF foi pensada pelo jornalista Edmundo Siqueira, outro titular de blog no Folha1. “Indaguei pessoalmente o prefeito Wladimir Garotinho sobre o que precisaria para salvarmos o Olavo Cardoso. Ele me disse que faltaria o projeto. Procurei o IFF, por ser uma instituição de ensino pública de alta qualidade e por ter o curso de arquitetura, através da professora Maria Catharina Queiroz Prata, que prontamente se propôs a ajudar”, recorda Edmundo.
O contato com Maria Catharina foi feito em janeiro. Desde então, há tratativas para que a parceria seja viabilizada. No início deste mês, a Prefeitura chegou a divulgar que a elaboração de um termo de cooperação técnica foi debatida com o IFF. Por meio dele, alunos do curso de bacharelado em arquitetura e urbanismo fariam projetos, destacando-se o de restauração do Museu Olavo Cardoso, para futuros estudos a respeito da obra. Na prática, porém, não é tão simples assim.
— Quando ocorreu a segunda reunião, no IFF, junto com a coordenação de arquitetura, nós colocamos alguns problemas de ordem prática, como por exemplo a urgência para ser feito o projeto do Olavo Cardoso, para ser feita uma licitação. Não tem como fazer isso de um dia para o outro. O projeto a ser licitado é um projeto grande — explica a professora Maria Catharina Queiroz Prata.
A própria Maria Catharina, então, sugeriu que a Prefeitura tentasse um contato à parte com a universitária Estéfani Carneiro. Atualmente cursando o último período da faculdade, Estéfani tem o Museu Olavo Cardoso como tema de estudo em seu Trabalho de Final de Graduação (TFG). À Folha, ela confirmou ter interesse em participar do processo para a restauração.
— Parece que a iniciativa do Edmundo deu uma ideia à Prefeitura para fazer uma parceria com o IFF, visando a reformar os patrimônios que tenham essa necessidade. Isso vai ser feito em forma de projeto de extensão, que geralmente dura mais de um ano e, por isso, envolve alunos que estão fazendo o curso. Como já estou me formando, eu não poderia participar. Mas, o caso do Museu Olavo Cardoso não vai se encaixar nessa parceria, devido à urgência da restauração — lamenta Estéfani. — Cheguei a fazer uma visita ao museu, e a situação está muito ruim. Me sensibilizei muito e queria muito fazer parte disso — acrescenta.
Em nota, a presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Auxiliadora Freitas, informou que a entidade segue em tratativas com o IFF para que seja elaborado um termo de cooperação técnica. “Assim que o projeto avançar e se concretizar, serão divulgados prédios e projetos envolvidos no mesmo”, destacou.
Sobre o Museu Olavo Cardoso, Auxiliadora disse que a demanda de urgência está com a secretaria municipal de Obras e Infraestrutura, já tendo acontecido reunião desta com a Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, na presença de membros do Conselho de Preservação do Patrimônio Histórico e Cultural de Campos (Coppam).
— Estão sendo tomadas as providências para que o projeto de restauração do referido imóvel avance. Estamos na expectativa de que esta demanda, em função da sua urgência, avance nas tratativas processuais, burocráticas e financeiras, para que a tão sonhada restauração deste equipamento aconteça — destaca Auxiliadora Freitas. — Quem sabe, também, juntos, possamos encontrar uma empresa local, inscrita na lei de incentivo estadual para bens culturais, que possa se interessar em colocar o imposto que pagaria ao estado na recuperação do nosso patrimônio cultural, tão significativo na nossa cidade — finaliza.
Por parte do IFF, o interesse em fazer parte de parcerias está mantido para outros projetos. Na visão da professora Maria Catharina, é importante que iniciativas deste tipo sejam buscadas, tanto com o IFF quanto com outras instituições, como o Centro Universitário Fluminense (Uniflu) e os Institutos Superiores de Ensino do Centro Educacional Nossa Senhora Auxiliadora (IseCensa).
— Acho que é extremamente viável, se não existe um corpo técnico, que o IFF e até mesmo outras instituições de ensino que tenham a arquitetura façam esses acordos com a Prefeitura. É importante viabilizar acordos, porque o patrimônio de Campos está se perdendo. Como professora de arquitetura e arquiteta, como uma pessoa que tem projetos referentes à preservação do patrimônio, vejo que é salutar ocorrer este termo — destaca.
A torcida é a mesma de Edmundo Siqueira, embora ressaltando que o poder público precisa buscar alternativas para restaurar o Olavo Cardoso.
— Minha ideia inicial era fazer do restauro do Museu-Casa Olavo Cardoso um exemplo prático de como pode existir uma parceria entre universidade e o poder público para restaurar um equipamento cultural. Espero que tenha bons frutos e que o Olavo Cardoso seja enfim restaurado. Mas, ressalvo que precisamos discutir, enquanto sociedade, sobre o uso que será dado — enfatiza.
Representantes da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima já estudam formas de uso para o prédio. Entretanto, ainda não há definições.
Museu Olavo Cardoso segue em estado de abandono
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Foto: Rodrigo Silveira
Museu Olavo Cardoso segue em estado de abandono
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Foto: Rodrigo Silveira
Museu Olavo Cardoso segue em estado de abandono
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Foto: Rodrigo Silveira
Cepop precisa de manutenção
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Foto: Rodrigo Silveira
Já é consenso entre representantes de agremiações carnavalescas de Campos que dificilmente os desfiles de escolas de samba, blocos e bois pintadinhos vão acontecer no final de semana de 11 e 12 de março, como era desejado. Com o curto tempo para definir todos os detalhes, inclusive a distribuição de receita para as entidades envolvidas, já se fala no adiamento da festa para o dia 28 de março, com um mini Carnaval no dia aniversário da cidade. Embora ainda não haja definição, há inclusive um entendimento de que o mini Carnaval pode acontecer em outro lugar que não o Centro de Eventos Populares Osório Peixoto (Cepop), pois este encontra-se com vários danos em sua estrutura e carece de reforma.
Como já divulgado pela Folha, a Prefeitura divulgou no dia 13 de janeiro, por meio do Diário Oficial, que a Liga Independente das Escolas de Samba e Entidades de Carnaval de Campos (Liesecam) estava credenciada para repassar valores recebidos de patrocinadores às escolas e aos blocos de samba. A Associação dos Bois Pintadinhos de Campos (Aboipic), por sua vez, passou a ficar responsável unicamente pelo repasse aos bois pintadinhos. Porém, o entrave passou a ser a captação de recursos, principal motivo para que os desfiles não possam acontecer duas semanas após o Desfile das Campeãs do Rio de Janeiro, conforme desejavam tanto a Liesecam quanto a Aboipic.
— A gente recebe essa notícia com tristeza, uma vez que nós estávamos fazendo a nossa parte. Desde o dia 14 dezembro, havíamos solicitado à Prefeitura uma audiência com representantes de uma cervejaria, que é a Ambev; o presidente da Ficcerj Federação da Indústria Criativa Cultural do Carnaval do Estado do Rio de Janeiro (Ficcerj) e a diretoria-executiva da entidade — afirmou o presidente da Aboipic, Marciano da Hora. — A cervejaria precisava da confirmação da realização do Carnaval — complementou.
Segundo Marciano, a citada reunião só aconteceu na última quarta-feira (16), envolvendo o chefe de gabinete do prefeito Wladimir Garotinho, Thiago Ferrugem, e um assessor especial da secretaria estadual de Cultura e Economia Criativa, Sérgio Firmino. Nesta reunião, teria sido confirmado que a Ambev demonstrou interesse em aportar recursos para a realização do Carnaval das agremiações de Campos, tendo como base uma carta de intenção da Aboipic para captação de R$ 1,5 milhão.
— Para tramitar a documentação e estar realizando o Carnaval no dia 28 de março, aniversário da cidade, é humanamente impossível. Mas, é melhor acontecer no dia 28 do que não acontecer. Até porque, Campos sempre fez o seu Carnaval fora de época. A Aboipic está muito tranquila, porque tem como provar que fez a parte dela. O que não pode é ficar sem ter desfiles das escolas de samba, dos blocos e bois pintadinhos — reforçou Marciano da Hora.
Paralelamente, o presidente da Liesecam, André Vasserstein, busca outras fontes de recursos. Também na quarta-feira, ele esteve reunido com a presidente da Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), a deputada estadual Verônica Costa (PT), tratando de assuntos relacionados ao Carnaval.
— A reunião foi bastante proveitosa. Já temos aceno positivo do Super Bom e da Águas do Paraíba. Estamos conversando com outras empresas no Rio de Janeiro que têm interesse no Carnaval de Campos, e também com duas cervejarias, que infelizmente não podemos dar os nomes para não atrapalhar as negociações — disse André Vasserstein. — Estamos providenciando para que o Carnaval se realize, no máximo, no fim do março — enfatizou.
Em nota, a presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Auxiliadora Freitas, informou que a Prefeitura trabalha para que os desfiles aconteçam.
— Seguimos dialogando com as entidades carnavalescas, pois elas serão parceiras da municipalidade na realização. A Liesecam e a Aboipic foram credenciadas por meio do chamamento público para empresas, associações e/ou ligas interessadas em apoiar a estruturação do Carnaval 2023, estando aptas a captar recursos de patrocínio para a festa. Sobre as obras do Cepop, o procedimento não deve ter grande demora para a sua conclusão. A secretaria municipal de Obras e Infraestrutura é a responsável pela execução da obra — pontuou Auxiliadora.
Questionada sobre a reunião citada por Marciano da Hora, a Prefeitura alegou apenas que “está em diálogo com a Aboipic e com a secretaria estadual de Cultura e Economia Criativa sobre a referida demanda”, por meio do gabinete do prefeito e da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima.
Eventos de Carnaval em São Fidélis
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Fotos: Divulgação
Apesar de há muitos anos o Carnaval de São Fidélis ter deixado de contar com desfile de escolas de samba, alguns blocos ajudam a garantir a tradição da folia na cidade. Este ano, 11 blocos estão confirmados na programação divulgada pela Prefeitura, que também terá quatro oficiais shows no Centro. Outra atação é o Boia Cross, evento em que muitas pessoas descem o rio Paraíba do Sul sobre boias, de Cambiasca a Colônia, onde acontecerão outros dois shows. O Boia Cross é realizado de forma independente.
Entre os blocos confirmados para acontecer de sexta (17) a terça-feira (21), estão o Vai Tomar no Cooler, Amigos da Rua, Sai da Minha Aba, Nois Concentra Mais Não Sai, Boi Carinhoso, Vasco Folia, Império da Ipuca, É Nós do Galo da Madrugada, Bloco do Beco, Bloco do Flamengo e Bloco dos Sem Banho. A concentração será na Quadra de Esportes Humerto Lusitano Maia, no Centro. Vários deles terão shows na concentração. Entre os shows oficiais, contratados pela Prefeitura, as atrações são Matheus Melo, Grupo Só Fera, Larissa Mumar e Grupo Dibobeira, de sábado (18) a terça, no palco ao lado da Igreja Matriz. Já o Boia Cross está marcado para domingo (19), com concentração em Cambiasca e chegada em Colônia, onde acontecerão shows do DJ Bruno Panisset e de Alcione do Forró.
Confira a agenda completa:
Sexta-feira (17) 22h - Bloco Vai Tomar no Cooler
Sábado (18) 17h - Nois Concentra Mais Não Sai - Centro 18h - Bloco Sai da Minha Aba, com shows do DJ Deline, DJ Betão e Grupo Sambart (desfile às 22h) - Centro 20h - Bloco Amigos da Rua - Centro 23h - Show de Matheus Melo - Centro
Domingo (19): 10h - Início do Boia Cross (em Cambiasca) 13h - Chegada do Boia Cross, com shows de DJ Bruno Panisset e Alcione do Forró (em Colônia) 19h - Boi Carinhoso 20h - Vasco Folia, com DJ e bateria de escola de samba 21h - Império da Ipuca 22h - É Nós do Galo da Madrugada 23h - Show do Grupo Só Fera
Segunda-feira (20) 19h - Bloco do Flamengo com shows do Grupo Sambart e do DJ Renan (desfile às 22h) - Centro 21h - Bloco do Beco - Centro 23h - Show de Larissa Mumar - Centro
Terça-feira (21): 22h - Bloco dos Sem Banho, com shows do Grupo Som Da Vila, do DJ Bruno Panisset e da bateria da Madureira do Turf 23h - Show do Grupo Dibobeira
Filme será gravado na zona rural de Campos
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Foto: Reprodução/Facebook
Após estrear no mercado cinematográfico com o premiado curta-metragem “O homem do cachorro”, a parceria entre o diretor Fernando Rossi e o roteirista Rodri Mendes será reeditada. Está previsto para o final de abril o início das gravações de outro curta, “O menino da pipa avoada”, novamente tendo como inspiração um conto do escritor Adriano Moura. A produção do filme, inclusive, já tem visitado algumas locações.
— O roteiro se passa na zonarural de Campos dos Goytacazes. É a historia de uma cortadora de cana que tem um filho cujo maior sonho é ter uma pipa para brincar com os amigos. É um filme sobre a profunda relação entre mãe e filho — explica Fernando Rossi. — Estamos na fase de pré-produção, aguardando também o edital da Lei Paulo Gustavo para a realização — complementa.
Em outubro do ano passado, o curta “O homem do cachorro” recebeu o prêmio de melhor filme pelo júri popular no Festival de Cinema de Rio Bonito (RibaCine), além de também ter vencido a categoria de melhor roteiro adaptado. “Foi uma parceria que deu super certo”, comemora o diretor de ambas as produções.
Junto a Fernando Rossi e Rodri Mendes, outro campista vai atuar na produção de “O menino da pipa avoada”. Trata-se do cantor e compositor Matheus Nicolau, que em novembro venceu o 34º Festival Sanjoanense da Canção (Fescan), em São João da Barra, nas categorias de melhor autor, melhor arranjador e melhor intérprete, com a música “5 pães e 2 peixes”. Foi ele o escolhido para assinar a trilha sonora do novo curta-metragem, já tendo composto a canção-tema.