Bancários farão greve de 24 horas
Jéssica Felipe 20/04/2017 19:57 - Atualizado em 23/04/2017 14:21
Os bancários de Campos vão aderir à greve geral do dia 28 de abril, por 24 horas, e estão realizando uma série de manifestações contra as discussões no Congresso Nacional que, segundo os sindicalistas, vão atingir a todos os trabalhadores brasileiros “com a perda de direitos conquistados e retrocesso na história”. Nesta quinta-feira, integrantes do Sindicato dos Bancários do Norte e Noroeste Fluminense realizaram um ato de manifestação no pelourinho, localizado no Calçadão. Segundo os organizadores da manifestação, trata-se de um local estratégico, por estar em frente à principal agência da Caixa Econômica Federal da cidade e ser um local de grande fluxo de trabalhadores.
A manifestação contou com carrinho de som, panfletagem, faixas e a participação de representantes de outras categorias de trabalhadores, como comerciários, metalúrgicos e servidores públicos. O ato teve início às 9h e durou cerca de duas horas, tendo como principal bandeira de luta as reivindicações contra as reformas trabalhistas do Governo, em especial a Lei da Terceirização.
Os dirigentes sindicais alertaram a população a respeito das consequências das reformas, apelando para uma mobilização de adesão à greve.
Nas portas das agências bancárias da cidade os cartazes já indicam a paralisação e muitos já temem uma greve semelhante àquelas que acontecem em setembro, época da campanha por reajuste salarial. Presidente eleito do Sindicato dos Bancários do Norte e Noroeste Fluminense, Rafanele Alves destaca que o movimento do dia 28 faz parte de uma série de ações contra as reformas Trabalhistas e da Previdência.
Para aumentar ainda mais a adesão ao movimento grevista, foi definido, segundo Rafanele, que na próxima terça-feira, dia 25, às 17h, vai acontecer na sede do sindicato uma reunião com as Centrais Sindicais para traçar uma estratégia para a paralisação do dia 28. A expectativa é que a mobilização dos bancários seja ainda maior do que na última paralisação, no dia 15 de março. “Nós vamos à luta, não podemos ficar parados enquanto acabam com nossos direitos adquiridos ao longo de uma história de luta”, destacou.
Ao aprovar a adesão à greve, bancários se unem a outras categorias como professores e petroleiros.

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