Grafite toma lugar de pichações em muro de escola
Julia Beraldi 20/04/2017 12:54 - Atualizado em 22/04/2017 13:08
  • Grafite no lugar das pichações

    Grafite no lugar das pichações

  • Grafite no lugar de pichação

    Grafite no lugar de pichação

  • Grafite no lugar de pichação

    Grafite no lugar de pichação

  • Grafite no lugar de pichação

    Grafite no lugar de pichação

A escola Constantino Fernandes, no Jóquei Clube, foi alvo de vandalismo no feriado prolongado da Semana Santa. Os muros da unidade foram pichados com palavras homofóbicas e machistas, além de terem colocado fogo em uma das árvores ao redor da escola. Em protesto contra o ato, professores, alunos, pais e funcionários junto com a direção da escola se uniram nesta quinta-feira (20), por volta das 9h, para promover um evento em manifestação e usaram a arte para protestar. O evento contou com a participação da secretaria de Meio Ambiente e um grupo de grafiteiros, que transformou as pichações. Também foram realizadas apresentações de capoeira, dança, karatê, aeróbica e oficina de DJ.
— Como ex-aluno foi uma ofensa em dobro, porque há 10 anos meu primeiro grafite foi aqui. Então aqui não foi uma ofensa somente a um patrimônio, mas foi uma ofensa à integridade das pessoas, e para os artistas também, porque aqui já foram feitas várias artes, isso é entristecedor — contou o artista plástico Killyacking Scott.
Durante o evento, a Secretaria Municipal de desenvolvimento do meio ambiente realizou a coleta de lixo ao redor da escola e o plantio de árvores. O gerente da secretaria ambiental, Júlio Carlos, falou também sobre a possibilidade de recuperar a árvore queimada, que já esta no local a oito anos.
— O objetivo da nossa secretaria foi de dar informação e passar educação ambiental para esses alunos e para a população. Essa árvore que foi queimada, será recuperada, faremos um corte para que ela volte a brotar —, disse o gerente ambiental.
O diretor Fernando Vasconcelos, que já está há oito anos na direção da unidade escolar, explicou a indignação dos membros da escola, que motivou a união de todos para realizar esse evento.
— Existe um envolvimento de toda comunidade por conta dessa violência que escola sofreu com as pichações, que, aliás, não estão acontecendo só aqui. Outros lugares da cidade têm sofrido com esse tipo de violência. Estão estamos dando uma resposta hoje no sentido de mostrar para as pessoas que ao invés de fazer a violência, que faça a paz, trabalhe solidariedade e educação. Essa é nossa função hoje aqui —, afirmou o diretor.
O professor e doutor em física, Wellington da Costa Silva, também falou sobre a questão da violência e a resposta dada.
— Nós ficamos chateados, pela questão de expor alunos nossos, mas por outro lado temos que tentar tirar dessa dificuldade o lado positivo. É isso que estamos fazendo com esse movimento hoje — comentou o educador.
Uma das características do evento é fazer com que alunos tenham a participação direta nas ações que visam trazer benefícios para a escola. Andressa Oldoni, de 17 anos, participou do evento e ajudou a plantar uma das árvores dentro da escola.
— Plantar árvores, cultivar a natureza. Acredito que vá ajudar a contribuir pelo menos um pouco para a personalidade de cada pessoa, para que cada um saiba a importância disso.
  • Evento em manifestação a vandaslimo

    Evento em manifestação a vandaslimo

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