Porto do Açu contabiliza mais de 80 mil tartarugas soltas ao mar
20/03/2017 17:45 - Atualizado em 22/03/2017 12:35
  • Soltura de tartarugas

    Soltura de tartarugas

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Às vésperas de concluir mais uma temporada de desovas de tartarugas marinhas, o Porto do Açu registra mais de 80 mil filhotes soltos ao mar, na extensão de 62 km de praia, que vai do Pontal de Atafona à Farol de São Thomé, em Campos. Destes, cerca de 85% são da espécie Caretta caretta, popularmente conhecida como cabeçuda, típica da região. Ninhos da espécie Eretmochlys imbricata, a chamada tartaruga de pente, também foram identificados, mas em menor quantidade, apenas 2%. Todo este acompanhamento é feito pelo Programa de Monitoramento de Tartarugas Marinhas, desenvolvido desde 2008 pelo Porto do Açu, com apoio do Projeto Tamar.
— Nós temos o maior orgulho deste projeto. Ele é resultado de um esforço grande que envolve biólogos, veterinários e monitores de praia. As equipes percorrem, diariamente, diferentes trechos de areia, registrando as ocorrências reprodutivas e não reprodutivas de tartarugas marinhas e garantindo o nascimento dos filhotes. Temos atingido um resultado muito positivo — afirmou o oceanógrafo João Teixeira, gerente de Sustentabilidade do Porto do Açu.
Durante a temporada de desovas, o Porto do Açu coordenou oito solturas abertas ao público, que foram acompanhadas por mais de 1.500 pessoas, através de uma parceria com a prefeitura de São João da Barra e o Projeto Tamar. Nestas atividades, cerca de 300 filhotes foram soltos ao mar. Ainda dentro do compromisso de educação ambiental, colaboradores do empreendimento ministraram 11 palestras voltadas para crianças e adolescentes em férias.
A bióloga Tatiane Bittar, coordenadora do Programa de Monitoramento de Tartarugas Marinhas, foi uma das envolvidas nas ações. “É muito emocionante perceber que a gente consegue transmitir para estas crianças a importância do cuidado com o meio ambiente. Durante as solturas, é possível ver o brilho no olhar de cada uma delas por estarem em contato com os filhotes e também a curiosidade diante de um aprendizado novo”, contou a bióloga. (A.N.)

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