Laudo aponta que suspeito de matar a pequena Sofia foi morto por perfuração no crânio
Dora Paula Paes - Atualizado em 27/03/2024 16:23
Suspeito foi morto por integrantes do tráfico de drogas do local
Suspeito foi morto por integrantes do tráfico de drogas do local / Foto: Rodrigo Silveira
 
O resultado do laudo de necropsia de Rayan Pierre Coimbra Ressiguier, de 25 anos, apontado como o suspeito pela morte menina Sofia da Silva Santos, de 6 anos, foi divulgado nesta quarta-feira (27) pela Polícia Civil. Rayan teria sido julgado e morto pelo tráfico de drogas após deixar o corpo de Sofia em uma calçada, no Parque Cidade Luz, no dia 11 de março. A garota desapareceu no dia anterior. O resultado do exame indica que a causa da morte do suspeito foi por lesão cerebral consequente a ferimento penetrante, que teria sido causado por uma ação perfuro-contundente no crânio do suspeito, compatível com projétil de arma de fogo. Vizinho da família, de acordo com depoimentos, ele bebeu com o padrasto da menina, na madrugada antes do sumiço.
Ainda segundo o laudo divulgado, foram colhidos swabs oral e subungueal para análise pelo IML e pelo Instituto de Pesquisa e Perícia em Genética Forense (IPPGF) do Rio de Janeiro.


As novas informações foram divulgadas pelo delegado titular da 146ªDP, de Guarus, Carlos Augusto Guimarães. "O próximo passo será comparar os materiais biológicos colhidos", disse ele. Um desses materiais é o DNA.

As primeiras informações davam conta de que Rayan teria sido apedrejado até a morte. No entanto, no laudo da perícia do local, Rayan foi morto com três disparos de arma de fogo à curta distância. Uma corda de nylon também estava amarrada no pulso direito dele. Ainda segundo a perícia, não foram encontrados estojos de munição onde o corpo de Rayan em uma área descampada.
Folha da Manhã


Sofia também foi vítima de abuso sexual e apresentava lesões contusas na região do rosto. O laudo de necropsia da menina, divulgado no dia 21 de março, apontou que que sua morte foi causada por hemorragia intracraniana, consequente ao traumatismo cranioencefálico, produzida por ação contundente (que poderia ser um ferro, pau, punho, pancada). "As lesões foram causadas com a vítima ainda viva", chegou a informar Carlos Augusto, com base nos exames. Quanto à violência sexual, foram colhidos swabs oral, sugungueal, vaginal e anal para posterior análise de DNA.

No local dos dois crimes, que imperou o silêncio da população, o que se sabe é que o corpo de Sofia teria sido retirado de uma cova, de área de lama, e carregado até a calçada em que foi deixado, por Rayan. Coberto com um lençol branco, apenas os pequenos pés ficaram de fora ainda com sinal de lama. A polícia informou que ela estava vestida com a roupa do desaparecimento.

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