Após oito meses de reforma na qual teve toda a sua parte física reestruturada, a Casa de Cultura Villa Maria será reaberta ao público no dia 16 de junho, a partir das 18h. Na ocasião, Coral da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), formado por alunos, servidores e membros da comunidade, vai apresentar sua mais nova versão do show “Em Canto da Villa”.
O reitor Raul Palacio lembrou que a Uenf faz a gestão da Casa de Cultura Villa Maria, mas o espaço pertence à sociedade.
— É uma alegria poder entregar para a cidade e para todas as universidades um patrimônio cultural dessa importância. É um centro de grande importância do ponto de vista de diferentes ações culturais que sedia. É uma alegria muito grande a gente poder devolver para a cidade a Villa Maria 100% — destacou o reitor.
A obra de R$ 1,5 milhão foi financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj). O espaço passou por reestruturação da parte elétrica, recuperação do telhado e do piso, pintura interna e externa, além de recuperação do teto original.
História da Villa Maria
Muito antes do movimento popular que lutou pela criação da Uenf, a universidade já era sonhada pela professora campista Maria Tinoco Queiroz, a ‘Finazinha’. Tanto que, em seu testamento, deixou a própria casa – o palacete Villa Maria, nos Jardins do Liceu – para ser doado à futura universidade.
Vinte anos após a sua morte, o sonho se transformou em realidade com a inauguração da Casa de Cultura Villa Maria. Destinada a sediar o centro cultural da Uenf, a Casa de Cultura Villa Maria foi inaugurada em 8 de dezembro de 1993.
Com 811 m2 de área construída e um jardim de 5.714 m2, o palacete Villa Maria foi construído pelo marido de Finazinha, o industrial Atilano Crisóstomo de Oliveira para presentear a esposa. Até que a Uenf fosse instalada, a casa ficou entregue ao poder público municipal. De 1979 a 1992, o palacete abrigou a sede da Prefeitura Municipal de Campos, sendo incorporado oficialmente à Uenf a partir de sua instalação, em 1993.