Mostra contém símbolos importantes da manifestação cultural
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Foto: Divulgação/PR3 Uerj
A exposição itinerante “Essa Folia é de Reis”, organizada pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (PRE 3 Uerj), passará por São Fidélis, um reduto desta manifestação de cultura popular e católica. Reunindo símbolos de folias, a mostra tem abertura marcada para o próximo dia 17, às 19h, no Hotel São José, situado no Centro da cidade. Visitação de 17 a 27 de dezembro, das 16h às 22h, com entrada gratuita.
Pensada a partir de um acervo organizado pela Uerj em 2010, a exposição “Essa Folia é de Reis” possui diversos objetos que ajudam a contar a tradição da folia de reis, manifestação reconhecida como patrimônio cultural imaterial do Brasil. São imagens de santos, altares, bandeiras, chapéus, indumentárias, máscaras e capacetes de palhaços, além de textos e fotos, com curadoria do professor Ricardo Gomes Lima. A ideia para a mostra teve como ponto de partida o Inventário de Referências Culturais das Folias de Reis no Estado do Rio de Janeiro, feito pelo Departamento Cultural da Uerj em parceria com a superintendência fluminense do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
No último fim de semana, a mostra itinerante esteve no Encontro de Cultura Popular de Armação dos Búzios. Este ano, já passou por cidades como Itaboraí, Tanguá, Resende e Saquarema, entre outras. Em São Fidélis, haverá um espaço exclusivo de fotos, registros de tradicionais folias locais, como Estrela de Belém do Norte, Estrela Dalva do Oriente, Estrela Guia Pureza e Estrela da Guia de São Fidélis.
Morreu na tarde desta quinta-feira (1º), aos 81 anos, o radialista Sérgio Tinoco. Ele estava internado no Hospital da Beneficência Portuguesa, onde foi a óbito por insuficiência cardíaca. O velório acontecerá no Palácio da Cultura, a partir das 22h30 desta quinta, e o sepultamento será realizado no cemitério do Caju, nesta sexta (2), às 14h.
Dono de uma das vozes mais conhecidas da imprensa esportiva fluminense, Sérgio passou por diversas emissoras de Campos, entre elas Continental (atual Folha FM), Absoluta, Cultura, Difusora, Cidade, Band FM e Transamerica, além da carioca Rádio Nacional. Também fez participações em programa esportivo da Educativa FM. Ultimamente, estava longe dos microfones devido a um problema respiratório. Sérgio é tio do também radialista Eraldo Leite, da Rádio Globo, que encontra-se no Catar fazendo a sua 11ª cobertura de Copa do Mundo.
— É muita tristeza. Tio Sérgio foi quem mais me incentivou a seguir minha profissão, que também era a dele, de coração. Minha primeira grande referência. Oh, meu Deus — lamentou Eraldo Leite, que na terça-feira (29) foi homenageado pela Associação Internacional de Imprensa Esportiva (AIPS) e pela Fifa por sua longa carreira. — Os contrastes da vida! Em um dia, enorme alegria. Em outro, profunda tristeza — complementou.
Colunista da Folha da Manhã, o também experiente radialista Arnaldo Garcia foi outro a se manifestar sobre o ocorrido. “O falecimento do Sérgio Tinoco, com quem trabalhei pela primeira vez como repórter em 1980, marca o fim de uma safra dos grandes locutores dos áureos tempos do rádio esportivo de Campos. Um tempo de Aluízio Parente, Luiz Paulo Ribeiro e Josélio Rocha. Uma perda enorme, pelo grande profissional e e cidadão exemplar que foi”, afirmou Arnaldo.
Diego Machado, que trabalhou com Sérgio na Rádio Absoluta, também falou sobre ele. "O rádio e o esporte de Campos perdem muito com a morte de Sérgio Tinoco. Foram mais de 50 anos de carreira transmitindo emoções através do futebol. Trabalhamos juntos na Absoluta, e pude aprender muito com sua experiência e profissionalismo no rádio", disse o jovem radialista.
Uma nota de pesar foi emitida pela Associação de Imprensa Campista (AIC). “Por ironia do destino, partiu durante a Copa do Mundo de Futebol, esporte que era sua paixão e ao qual dedicou parte de sua trajetória profissional. A AIC expressa solidariedade e as mais sinceras condolências a seus familiares e amigos”, diz a nota.
Campista nascido em 2 de dezembro de 1941, Sérgio da Mata Tinoco trabalhava como bancário, no extinto Banco Predial, quando chamou a atenção do colunista Moacir Fonseca por imitar narradores esportivos do Rio de Janeiro, entre eles Valdir Amaral. Aprovado em um teste na Rádio Continental, atual Folha FM, estreou como narrador em uma partida entre Goytacaz e Rio Branco, no Aryzão.
Fã de Jorge Cury, Clóvis Filho e Oduvaldo Cozzi, Sérgio construiu a sua própria evidência. Chegou a cobrir a Copa do Mundo, em 1998, na França, junto ao parceiro de jornadas Pessanha Filho, pela Rádio Cultura; e também uma Copa América no Paraguai. Por muitos anos, integrou a equipe esportiva da Continental, cobrindo inclusive edições da tradicional Corrida Ciclística de São Salvador. Em breve passagem pelo futebol, chegou a ser goleiro do Americano, um dos clubes dos quais era torcedor, junto ao Fluminense.
Em outubro do ano passado, Sérgio perdeu a esposa, Sônia Escovêdo Tinoco, aos 79 anos, que tratava problema cardíaco e um câncer.
A professora, historiadora e escritora Sylvia Paes é a nova diretora de Artes e Culturas da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima. Ela foi a escolhida para substituir Kátia Macabu, braço direito da presidente da fundação, Auxiliadora Freitas, desde o início do governo Wladimir Garotinho. A troca foi anunciada pela Prefeitura nesta quinta-feira (1°), agradecendo em nota a Kátia pelos serviços prestados
A possível saída de Kátia Macabu, por decisão própria, vinha sendo comentada nos bastidores do setor cultural da cidade nas últimas semanas. Escolhida para substituí-la, Sylvia Paes é atuante na causa da preservação da memória campista. Já foi presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Campos e integrante dos Conselhos Municipais de Cultura e de Proteção ao Patrimônio Arquitetônico, além de ser membro da Academia Campista de Letras, em cuja sede relançará no próximo sábado (3) o seu livro "Oculta exuberância: Cemitérios como museus”. Também já atuou em equipamentos como Museu Olavo Cardoso, Biblioteca Municipal Nilo Peçanha e Museu Histórico de Campos.
Até então no cargo, a diretora teatral e atriz Kátia Macabu foi uma das responsáveis pela elaboração do plano de gestão "Culture, Campos - com horizonte". Também teve atuação importante na organização da 11ª Bienal do Livro e da edição do ano passado do Festival Doces Palavras, entre outros eventos.
Eraldo recebeu miniatura do troféu da Copa das mãos de Ronaldo
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Foto: Reprodução/Redes sociais
Cobrindo uma Copa do Mundo pela 11ª vez, o jornalista Eraldo Leite, natural de Campos e atuante na Rádio Globo, foi homenageado pela Fifa e pela Associação Internacional de Imprensa Esportiva (AIPS) em Doha, no Catar. A cerimônia aconteceu nessa terça-feira (29), tendo também como homenageados outros 10 brasileiros, todos com pelo menos oito coberturas de Copa no currículo. O recordista desta lista é Galvão Bueno, da TV Globo, com 13.
Intitulado "Jornalistas no Pódio", o evento é realizado pela AIPS desde 2012, com objetivo de celebrar a carreira de jornalistas e fotógrafos que se dedicam à cobertura esportiva.
— É importante relembramos e reconhecermos o comprometimento de todos os nossos colegas, que é o motivo principal de realizarmos essa premiação durante os eventos esportivos mais importantes. Em todo esse tempo, nossos colegas agradeceram pela iniciativa, que destaca a vitalidade da nossa profissão e celebra sua independência, pilar essencial do nosso trabalho — disse o presidente da AIPS, Gianni Merlo.
Além de membro da equipe de esportes da Rádio Globo, o campista Eraldo Leite é também presidente da Associação de Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro (Acerj).
Outros brasileiros homenageados na edição deste ano foram Galvão Bueno, João Ramalho e Luís Roberto, da TV Globo; Juca Kfouri, do UOL e da Folha de São Paulo; Wellington Campos, das Rádios Itatiaia e Tupi; Éder Luís, da Rádio Transamérica; Jorge Luiz Rodrígues, da Conmebol; Ozires Nadal, da Rádio Lagoa Dourada; Ricardo Caprioti, da Rádio Bandeirantes; e Pedro Ernesto, da Rádio Gaúcha. Ao todo, na Copa do Mundo do Catar, 82 profissionais de imprensa já possuem oito ou mais edições de Copa durante a carreira.
Reunião na Alerj aconteceu nesta terça
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Foto: Divulgação
Após longo imbróglio, a Prefeitura de Campos e a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) parecem enfim ter chegado a um entendimento para a reforma do Solar do Colégio, que abriga o Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho. Em reunião com o diretor administrativo da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Wagner Victer, nesta terça-feira (29), ficou acordado que a Uenf fará em 30 dias a licitação para a criação de projeto executivo, com previsão orçamentária, e em seguida a licitação da obra em si. Também dentro de um mês, será iniciada a compra de equipamentos para digitalização do acervo do Arquivo, que contém documentos e exemplares de importantes jornais de Campos e região. O acordo aconteceu cinco dias após o prefeito de Campos, Wladimir Garotinho, ter dito que abriria uma ação contra o reitor da Uenf, Raul Palácio.
Como noticiou a Folha da Manhã no último sábado (26), a reunião na Alerj teria presença do presidente da Casa, André Cecíliano. Porém, devido a um compromisso de Ceciliano em Brasília, o encontro foi mediado por Wagner Victer, estando presentes o prefeito de Campos, Wlaidmir Garotinho; o reitor da Uenf, Raul Palácio; e o deputado estadual Bruno Dauaire, que atuou na mediação para que a Alerj liberasse os R$ 20 milhões necessários à reforma do solar. Também participaram a diretora do Arquivo Público, Rafaela Machado; a historiadora Larissa Manhães, outra profissional do equipamento; a presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Auxiliadora Freitas; o deputado estadual Waldeck Carneiro; o secretário de Comunicação de Campos, Sérgio Cunha; os procuradores municipais Luiz Francisco Boechat e Rodrigo Gentil; e o jornalista Edmundo Siqueira, atuante na causa do patrimônio histórico campista. Com a definição de que uma licitação será feita, deixa de ter destaque o projeto inicial já aprovado junto ao Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) pela Sociedade Artística Brasileira (Sabra), que possui um termo de cooperação técnica firmado com a Prefeitura desde o ano passado. Por outro lado, o projeto vencedor da licitação será pago pela Uenf, com parte dos R$ 20 milhões recebidos da Alerj.
— Eu tenho uma angústia toda vez que chove, como tem chovido intensamente nesses dias e vai voltar a ocorrer. Nossos documentos históricos, nossas memórias, estão se perdendo na chuva. Temos recursos disponíveis e vamos perder a nossa história. O que estou tentando há algum tempo é que, se a Uenf não tem conforto para contratar projeto por inexigibilidade, que ela faça a licitação. Não importa para o município quem vai ganhar a licitação, mas que a obra inicie — disse o prefeito Wladimir Garotinho.
O acordo também foi comentado pelo reitor da Uenf.
— Ficou acordado que a gente licitará o projeto e, uma vez licitado o projeto, a gente licitará a obra. Para licitar o projeto, a gente vai fazer uma procura dos documentos necessários, ver o que a Prefeitura já entregou e enviar uma listagem do que está faltando — declarou Raul Palácio. — Paralelamente, a Uenf se comprometeu a trabalhar na digitalização dos documentos. E a gente falou que em fevereiro será iniciada a parte do edital para trazer funcionário para a desinsetização e identificação de arquivos, documentos; para a gente poder contratar esse pessoal através de bolsas. Quanto à possibilidade de contratar o projeto da Sabra, está excluída. E terão que ser tomadas ações emergenciais no Arquivo Público Municipal, para proteger o patrimônio e proteger o prédio, por parte da Prefeitura. Ficou acordado ainda que teremos uma reunião de trabalho no dia 5 (de dezembro), na Uenf, em que colocaremos, além do pessoal da reitoria, também a licitação e o jurídico, junto com o pessoal da Prefeitura, para a gente definir como vai ser feito esse processo — complementou.
Os procuradores do município alegam que todas as informações e descrições técnicas necessárias para realizar a licitação do projeto básico foram apresentadas no início de julho.
Na reunião desta terça, o processo licitarório foi sugerido por Wagner Victer, visando a solucionar o impasse entre Prefeitura e Uenf. Também foi Wagner Victer quem sugeriu ações mitigadoras, buscando a pacificação.
Amigo e aliado político do prefeito de Campos, o deputado estadual Bruno Dauaire comentou que a cobrança à Uenf pela agilidade no início da reforma não deve-se a diferenças com o reitor Raul Palácio. À Folha, na semana passada, Bruno Dauaire insinuou que o fato de os R$ 20 milhões estarem depositados há 11 meses em conta da Uenf poderia estar rendendo juros a serem usados pela universidade, e que este poderia ser o motivo para o atraso na obra, embora preferisse não acreditar nesta possibilidade.
— Cobrei em plenário para dar andamento ao processo, porque os riscos não são apenas para o prédio ou seu acervo, mas para as pessoam que trabalham lá. Quando escolhemos a Uenf, escolhemos por sua capacidade técnica e o seu conhecimento da região. Mas, se ela tinha dificuldades para realizar o processo, poderíamos escolher outra instituição — comentou Bruno. Raul Palácio, por sua vez, garantiu na reunião que nenhuma parte do recurso destinado à reforma foi movimentada.
A forte chuva que atingiu Campos na última quintta-feira (24) molhou várias salas do Solar do Colégio, inclusive danificando documentos executivos do Arquivo Público. Após o ocorrido e solicitação de Bruno Dauaire, uma audiência pública sobre o tema foi marcada para 7 de dezembro, na Alerj, mas está provisoriamente suspensa devido ao acordo desta terça.
O repasse dos R$ 20 milhões à Uenf foi aprovado na Alerj em dezembro do ano passado, e o depósito aconteceu em janeiro. Em maio, foi assinado o termo de cooperação técnica entre Alerj, Uenf e Prefeitura. Construído pelos jesuítas de 1652 a 1690, o Solar do Colégio foi tombado pelo Iphan em 1946 e desapropriado pelo Governo do Estado em 1977, com posterior cessão à Prefeitura. Desde 2001, funciona como sede do Arquivo Público Municipal. Além da reforma, outra reivindicação de historiadores e pesquisadores é a de que o acervo do equipamento seja digitalizado.
Flávio foi torcedor, jogador e presidente do Estrela
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Foto: Divulgação/Estrela do Norte
Morreu neste domingo (27), aos 53 anos, o ex-jogador de futebol Flávio Moura, também ex-presidente do Estrela do Norte, de São Fidélis. O óbito foi divulgado nas redes sociais pelo clube da Ipuca, como também pela Prefeitura local.
— É com triste pesar que recebemos a notícia da partida de nosso ex-atleta e presidente Flávio Moura, conhecido como Flávio de Telicio. O Estrela do Norte EC está de luto, e agradecemos a Deus por ter nos dados a honra de ter o Flávio como atleta e presidente, honrando sempre a camisa do Estrela do Norte. Nossos pêsames a todos os familiares e um até breve ao nosso amigo — diz a nota do Estrela do Norte.
A Prefeitura de São Fidélis, por sua vez, adiou a final da Copa São Fidélis, que aconteceria neste domingo, entre Nova Geração e Pureza.
— Neste momento difícil de uma perda irreparável, pedimos a Deus que conforte a todos os familiares e amigos do nosso querido Flávio, que, além de ser uma grande pessoa, era amante do futebol, e que se destacou como jogador e também como treinador em nossa cidade. Lamentamos profundamente, descanse em paz — postou a Prefeitura.
Torcedor e ex-jogador do Estrela, Flávio Silva de Moura assumiu a presidência do clube em 2018, liderando um processo de reestruturação do clube. Ficou no cargo até junho de 2021, sendo substituído pelo atual presidente, Marcelo Diogo. Durante a sua gestão, foram realizadas iniciativas que resultaram na entrada de novos sócios, no lançamento de um novo uniforme e na presença categorias de base do Estrela em importantes competições. No mandato de Flávio, por exemplo, o clube foi vice-campeão da Copa Noroeste sub-17 de 2018, superado nos pênaltis pelo Paduano.
Flávio Moura enfrentou recentemente um câncer. Em abril, amigos se mobilizaram na realização de um bingo beneficente, em evento que também contou com shows de artistas locais, na Ipuca. Ele chegou a se recuperar da doença, mas teve complicações após o tratamento.
Artista levou os prêmios de melhor composição, melhor intérprete e melhor arranjo
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Foto: Reprodução/Facebook
Campistas atuantes na música têm elevado o nome da cidade natal em festivais pela região. Menos de quatro meses depois de a sambista Karine ter vencido o 24º Festival da Canção de Cardoso Moreira (Fecam), com a sua composição “Rio do não e do sim”, o cantor e compositor Matheus Nicolau brilhou no 34º Festival Sanjoanense da Canção (Fescan), cuja final aconteceu nesta sexta-feira (26), em São João da Barra. Campeão do evento com a música “5 pães e 2 peixes”, Matheus Nicolau ainda recebeu os prêmios de melhro intérprete e melhor arranjo.
— Participar do Fescan é sempre muito bom... E ainda sair premiado num festival com tanta música boa, não tem medida! Obrigado a todos que torceram — publicou Matheus Nicolau nas redes sociais. — Vida longa ao Festival da Canção de São João da Barra! Parabéns a todos que trabalharam na organização desse evento e aos artistas que trouxeram tanta luz pra essa noite — acrescentou.
A final do Fescan teve músicas de compositores de Campos, São João da Barra, Três Rios, Balança/MG e Guarapuava/PR. No final de julho, a conterrânea Karine venceu em Cardoso Moreira competindo com compositores de Cardoso, Campos, São Fidélis, Macaé, Itaocara, Arraial do Cabo, Três Rios, Niterói, Rio de janeiro, Simão Pereira/MG, Belo Horizonte/MG, Governador Valadares/MG e Bombinhas/SC.
Também na área da cultura, em outubro, o curta-metragem “O homem do cachorro”, de Fernando Rossi e Rodri Mendes, recebeu o prêmio de melhor filme pelo júri popular no Festival de Cinema de Rio Bonito (RibaCine), além de também ter vencido a categoria de melhor roteiro adaptado. A obra é baseada em conto homônimo do escritor e professor Adriano Moura.
Diretora do Inepac esteve no Museu Histórico em março
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Foto: Antônio Filho/Secom
Divulgado pela Folha em julho de 2020, o escritório técnico do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) enfim será inaugurado. A cerimônia está marcada para quarta-feira (23), às 10h, no Museu Histórico, onde ficará instalado o mesmo, tendo o arquiteto Geovani Laurindo Filho como responsável técnico. O escritório atenderá à demanda de todo o Norte Fluminense referente ao acompanhamento da preservação histórica.
Planejado pelo historiador Claudio Prado de Mello, que presidia o Inepac em 2020, após tratativas com órgãos como o Museu Histórico e o Instituto Histórico e Geográfico de Campos, o escritório técnico regional do Norte Fluminense é fruto de um termo de cooperação técnica entre a secretaria estadual de Cultura e Economia Criativa e a Prefeitura de Campos, por meio da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima. O então presidente do instituto estadual, Cláudio Prado de Mello, fez uma visita técnica ao Museu Histórico em 2020, bem como o seu substituto, Cláudio Elias, no ano passado. Enfim, a instalação será cumprida pela atual presidente do Inepac, Ana Cristina Carvalho, que também visitou o museu, em março deste ano. Um dos entraves durante todo o processo foi a definição do responsável técnico, cargo que inicialmente seria ocupado pelo arquiteto Humberto Neto das Chagas, mas terminou com Geovani Laurindo Filho.
Em toda a região, há 20 bens tombados pelo Inepac, dos quais nove estão em Campos. São eles: a Serra do Mar, o coreto do Jardim do Liceu, o Canal Campos-Macaé 1, os hotéis Amazonas e Gaspar, a sede da Lira de Apollo, o próprio Solar dos Visconde de Araruama, o Colégio Estadual Nilo Peçanha e o Liceu de Humanidades. Existe um processo de tombamento do Mercado Municipal, que completou 101 anos em setembro, ainda sem a promessa cumprida. Segundo o Inepac, será feito um trabalho junto às prefeituras de Campos, Carapebus, Cardoso Moreira, Conceição de Macabu, Macaé, Quissamã, São Fidélis, São Francisco de Itabapoana e São João da Barra, para mapear os bens culturais da região.
A inauguração do escritório virá quatro dias após um incêndio ter atingido o prédio do antigo Hotel Flávio, no Centro de Campos. O imóvel, todavia, é tombado apenas pelo Conselho de Preservação do Patrimônio Histórico e Cultural de Campos (Coppam), e não pelo Inepac.
Começa nesta quarta-feira (16) e segue até o próximo sábado (19) o Festival Cultural Cidade Poema, realizado pela Prefeitura de São Fidélis em parceria com o Serviço Social do Comércio do Rio de Janeiro (Sesc-RJ) e a Associação Brasileira de Difusão do Livro (ABDL). Além de tendas para vendas de livros, contações de histórias, peças teatrais, apresentação de dança, sarau, festivais de poesias e shows regionais, estão confirmadas atrações nacionais para atividades como bate-papos, entre eles o carnavalesco e comentarista Milton Cunha, a ex-ginasta Daniele Hypólito e os escritores Flávio Valadares e Rodrigo Lobo. O evento acontece no Centro da cidade.
Entre as atrações musicais, estão as cantoras Clara Bianchini, de São Fidélis, e Karine, de Campos, com shows marcados para as 18h30 e 20h30 desta quarta, respectivamente. Nos dias seguintes, as apresentações musicais serão Rodrigo Lobo; O Salto, Vicente de Paula, Toque Certo e Sandro Balli.
Na quinta-feira (17), a partir das 19h, acontecerá a final do 7º Festival Estudantil de Poesia Falada de São Fidélis. Já o Festival Aberto de Poesia Falada terá semifinais na sexta (18) e final no sábado. Além de poetas fidelenses, o Festival Aberto terá participantes de Campos, Macaé, Niterói, Nova Friburgo, Santo Antônio de Pádua, Rio de Janeiro, Guarapari/ES e Serra/ES.
Quarta-feira (16) 8h - Abertura da Exposição Literária 8h30 - Despertar Cultural 9h - Teatro Infantil “Nhac! Que delícia de história!” 10h - Agito Cultural 10h30 - Deixa que eu conto! 11h - Lá vem a poesia! 13h - Despertar Cultural 13h30 - Agito Cultural 14h - Poesia ao pé do ouvido! 14h30 - Teatro Infantil “Andanças da palavra” 16h - Sarau Poético “O mundo entre a poesia e eu” 16h30 - Lá vem a poesia! 17h - Abertura Oficial 18h30 - Show Musical com Clara Bianchini 20h30 - Show Musical com Karine
Quinta-feira (17) 8h – Exposição Literária 8h30 - Agito Cultural 9h – Deixa que eu conto! 9h30 – Espetáculo “Abracadabra, quando o encanto acontece!” 10h30 - Poesia ao pé do ouvido! 13h - Despertar Cultural 13h30 – Lançamento do Livro “O segredo do Rei” de Flávio Valadares e Rodrigo Lobo 14h – Conexão Jovem com Daniele Hypólito 15h30 - Lá vem a poesia! 16h – Happy Hour Musical com Rodrigo Lobo 17h - Workshop de dança Stúdio Alexandra Genásio 19h – Final do VII Festival Estudantil de Poesia Falada 22h30 – Show Musical com O Salto
Sexta-feira (18) 8h – Abertura da Exposição Literária 8h30 – Despertar Cultural 9h – Teatro Infantil “Pirlimpimpim! O Sítio é aqui!” 10h – Agito Cultural 10h30 – Deixa que eu conto! 11h - Poesia ao pé do ouvido! 13h - Despertar Cultural 14h30 – Teatro Infantil “O chá das princesas” 15h30 - Sarau Poético “O mundo entre a poesia e eu” 16h30 - Lá vem a poesia! 18h – Show Musical Acústico Vicente de Paula 19h – Semifinal do XII Festival Aberto da Poesia Falada de São Fidélis 22h – Show Musical com Toque Certo
Sábado (19) 9h – Simpósio de Educação e Cultura com Milton Cunha “Viva e aproveite!”, com professores, fazedores de Cultura e público em geral 13h – Contação de histórias com Flávio Valadares 15h30 - Sarau Poético “O mundo entre a poesia e eu” 16h30 - Lá vem a poesia! Livre 17h - Cultura Afro com a Associação Cultural Gingaê 19h – Final do XII Festival Aberto de São Fidélis 22h – Show Musical Sandro Balli
Escudo do Campos Atlético na sede do clube
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Foto: Matheus Berriel
Apenas cinco anos após disputar a Série A do Campeonato Estadual pela primeira vez na história — embora não tenha passado da extinta Seletiva na ocasião —, o Campos Atlético está rebaixado à quinta e última divisão. Confirmada nesta terça-feira (8) na classificação da Série B2, a queda deve-se a escalações irregulares de um atleta de 15 anos, que já causaram a perda de sete pontos, tendo ainda um terceiro julgamento nesta quarta (9). O clube recorre das decisões.
O jogador em questão é Marcos Vinicius Rosa de Oliveira, apelidado de Jamelão em listas de jogadores do Roxinho relacionados para cinco partidas na quarta divisão. Apesar de não ter atuado, ele esteve no banco de reservas contra o Búzios, Tigres do Brasil, Barra da Tijuca, Goytacaz e Bonsucesso, da sexta à 10ª rodada. Como nasceu em 18 de novembro de 2006, Jamelão completará 16 anos apenas no final da próxima semana. Sua presença em relações para jogos, portanto, contraria o artigo 44 do Regulamento Geral de Competições da Ferj, que veda, nos campeonatos de profissionais, a participação de atletas amadores com menos de 16 anos.
Dos cinco jogos em que Jamelão ficou no banco, pelo menos três foram denunciados ao Tribunal de Justiça Desportiva do Estado do Rio de Janeiro (TJD-RJ). Nessa segunda-feira (7), por unanimidade de votos, a 5ª Comissão Disciplinar Regional do órgão puniu o Roxinho com os três pontos disputados contra Barra da Tijuca, dia 17 de outubro, em partida que teve vitória do Barra; mais os três pontos disputados contra o Goytacaz, dia 23 de outubro, além do ponto pelo empate por 1 a 1 obtido na ocasião. Foram, ao todo, sete pontos perdidos, já suficientes para colocar o Campos na zona de rebaixamento da Série B2. Como havia encerrado a campanha com 12 pontos, em oitavo lugar, o clube do Parque Leopoldina passou a ter agora cinco pontos, caindo para 10º. Com isso, o Mageense sobe uma posição e se livra da queda.
Nesta quarta-feira, a 7ª Comissão Disciplinar do TJD-RJ ainda julgará o Roxinho pela presença de Jamelão na lista de relacionados para a derrota por 7 a 2 para o Bonsucesso, dia 28 de outubro. Mesmo se for punido com mais três pontos, o clube ficará em 10º, abrindo a zona de rebaixamento. Existe ainda, para o julgamento desta quarta, a denúncia de suposta escalação irregular de um outro atleta, que teria atuado enquanto estava suspenso.
A Folha entrou em contato com o presidente do Campos Atlético, Márcio Reinaldo, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. Em entrevista à Inter TV, ele disse que já recorreu das decisões de segunda-feira, em que também foram impostas multas de R$ 2 mil por partida, totalizando R$ 4 mil até o momento. O clube foi condenado com defesa ausente.