Morre aos 81 anos o radialista campista Sérgio Tinoco
Matheus Berriel 01/12/2022 16:59 - Atualizado em 02/12/2022 13:12
Sérgio Tinoco
Sérgio Tinoco / Foto: Reprodução/Facebook
Morreu na tarde desta quinta-feira (1º), aos 81 anos, o radialista Sérgio Tinoco. Ele estava internado no Hospital da Beneficência Portuguesa, onde foi a óbito por insuficiência cardíaca. O velório acontecerá no Palácio da Cultura, a partir das 22h30 desta quinta, e o sepultamento será realizado no cemitério do Caju, nesta sexta (2), às 14h.
Dono de uma das vozes mais conhecidas da imprensa esportiva fluminense, Sérgio passou por diversas emissoras de Campos, entre elas Continental (atual Folha FM), Absoluta, Cultura, Difusora, Cidade, Band FM e Transamerica, além da carioca Rádio Nacional. Também fez participações em programa esportivo da Educativa FM. Ultimamente, estava longe dos microfones devido a um problema respiratório. Sérgio é tio do também radialista Eraldo Leite, da Rádio Globo, que encontra-se no Catar fazendo a sua 11ª cobertura de Copa do Mundo.
— É muita tristeza. Tio Sérgio foi quem mais me incentivou a seguir minha profissão, que também era a dele, de coração. Minha primeira grande referência. Oh, meu Deus — lamentou Eraldo Leite, que na terça-feira (29) foi homenageado pela Associação Internacional de Imprensa Esportiva (AIPS) e pela Fifa por sua longa carreira. — Os contrastes da vida! Em um dia, enorme alegria. Em outro, profunda tristeza — complementou.
Colunista da Folha da Manhã, o também experiente radialista Arnaldo Garcia foi outro a se manifestar sobre o ocorrido. “O falecimento do Sérgio Tinoco, com quem trabalhei pela primeira vez como repórter em 1980, marca o fim de uma safra dos grandes locutores dos áureos tempos do rádio esportivo de Campos. Um tempo de Aluízio Parente, Luiz Paulo Ribeiro e Josélio Rocha. Uma perda enorme, pelo grande profissional e e cidadão exemplar que foi”, afirmou Arnaldo.
Diego Machado, que trabalhou com Sérgio na Rádio Absoluta, também falou sobre ele. "O rádio e o esporte de Campos perdem muito com a morte de Sérgio Tinoco. Foram mais de 50 anos de carreira transmitindo emoções através do futebol. Trabalhamos juntos na Absoluta, e pude aprender muito com sua experiência e profissionalismo no rádio", disse o jovem radialista.
Uma nota de pesar foi emitida pela Associação de Imprensa Campista (AIC). “Por ironia do destino, partiu durante a Copa do Mundo de Futebol, esporte que era sua paixão e ao qual dedicou parte de sua trajetória profissional. A AIC expressa solidariedade e as mais sinceras condolências a seus familiares e amigos”, diz a nota.
Campista nascido em 2 de dezembro de 1941, Sérgio da Mata Tinoco trabalhava como bancário, no extinto Banco Predial, quando chamou a atenção do colunista Moacir Fonseca por imitar narradores esportivos do Rio de Janeiro, entre eles Valdir Amaral. Aprovado em um teste na Rádio Continental, atual Folha FM, estreou como narrador em uma partida entre Goytacaz e Rio Branco, no Aryzão.
Fã de Jorge Cury, Clóvis Filho e Oduvaldo Cozzi, Sérgio construiu a sua própria evidência. Chegou a cobrir a Copa do Mundo, em 1998, na França, junto ao parceiro de jornadas Pessanha Filho, pela Rádio Cultura; e também uma Copa América no Paraguai. Por muitos anos, integrou a equipe esportiva da Continental, cobrindo inclusive edições da tradicional Corrida Ciclística de São Salvador. Em breve passagem pelo futebol, chegou a ser goleiro do Americano, um dos clubes dos quais era torcedor, junto ao Fluminense.
Em outubro do ano passado, Sérgio perdeu a esposa, Sônia Escovêdo Tinoco, aos 79 anos, que tratava problema cardíaco e um câncer.

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