Diego Gama e Lilliany Cordeiro integram grupo de autores dos artigos
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Três artigos escritos por pesquisadores campistas foram divulgados em renomados periódicos científicos internacionais, abordando aspectos das ciências do exercício e do esporte. Publicados pelo Laboratório do Exercício e do Esporte (Labees) da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), os textos têm como autor principal o professor de educação física Diego Gama Linhares, mestre de taekwondo da Fundação Municipal de Esportes (FME) de Campos e coordenador do curso de educação física da Universidade Estácio de Sá. Já entre os coautores, está a também campista Lilliany de Souza Cordeiro, professora de educação física no campus do Instituto Federal Fluminense (IFF) em Macaé.
Intitulado “Os efeitos da prática do taekwondo sobre variáveis físicas e cognitivas em crianças e adolescentes: uma revisão sistemática”, um dos artigos foi veiculado no Jornal Europeu do Movimento Humano (“European Journal of Human Moviment”), da Associação Espanhola de Ciências do Esporte. Trata-se de um veículo com conceito máximo pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
Os outros artigos reconhecidos têm como títulos “Efeitos do treinamento físico multicomponente na saúde de mulheres idosas com osteoporose: uma revisão sistemática e metanálise”, veiculado no Jornal Internacional de Pesquisa Ambiental e Saúde Pública (“International Journal of Environmental Research and Public Health)”, da editora suíça MDPI; e “Efeitos do taekwondo na saúde de idosos: uma revisão sistemática”, que saiu na revista “Retos”, da Federação Espanhola de Associações de Docentes de Educação Física.
— Esses estudos foram desenvolvidos por um grupo do Labees Uerj, do qual faço parte. São artigos científicos desenvolvidos por esse grupo de pesquisa, que trabalha em prol das ciências do exercício. Foram três publicações importantes, em veículos relevantes no meio acadêmico — destaca Diego Gama Linhares. — Todos os estudos são de revisão sistemática, sendo um com metanálise, que é o topo da pirâmide na pesquisa científica atualmente — complementa.
Além dos campistas Diego e Lilliany de Souza Cordeiro, os artigos também têm pesquisadores do Rio de Janeiro entre os autores, coordenados pelo professor Rodrigo Vale.
Atletas descerraram placa na Academia Nova Estação
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Praticantes do taekwondo na Academia Nova Estação, em Campos, fizeram na última quarta-feira (4) uma homenagem póstuma ao mestre Marcelino Moreira. Foi instalada na unidade uma placa alusiva às quatro décadas que este dedicou ao esporte na região. Vítima de um câncer em agosto de 2022, aos 63 anos, ele era faixa preta de 7º dan e grão-mestre da arte marcial, da qual foi introdutor em Campos, tendo formado gerações de atletas.
— Homenagem ao grão-mestre Marcelino Moreira Magalhães pelos 40 anos dedicados ao taekwondo Norte Fluminense — diz a placa, assinada por grande grupo de taekwondistas. A homenagem também conta com um agradecimento a Maria Amália, esposa de Marcelino, “por ter sido companheira e incansável nos momentos bons e principalmente nas adversidades enfrentadas por seu esposo”.
Entre os atletas da velha guarda responsáveis pela homenagem e citados na placa, estão José Cerqueira, Clodomir Crespo, Cláudio Mata, Enilson Sá, Marco Barcelos, Paulo Tasso, Fábio Joni, César Pinudo, Reginaldo Faria, Sandro Lopes, Glaidemir Resende, Alan Rocha, Enos Gama, Edson Cavalcante, Altamir Bárbara, Maurício Saldanha, Jocimar Rodrigues, Maxwell Dutra, Maurício Calomeni, Glauber Cunha, Wemerson Primo, Gustavo Rocha, Antônio Marcos, André Gomes, Ramon Arêas, Geraldo Almeida, Chiquinho Mangaba, Lúcio Magno, Douglas Marcelino, Dac Crespo e Diego Gama. A lista também conta com as três primeiras faixas pretas de Campos, Cínitia,Andréia e Lívia Leite, e os filhos de Mestre Marcelino, Marcello, Matheus e Marcelino Filho.
Natural de Betim, em Minas Gerais, Marcelino Moreira Magalhães teve seu primeiro contato com o mundo das lutas praticando capoeira, ainda na cidade natal. No final dos anos 1970, se mudou à cidade do Rio de Janeiro, onde praticou boxe inglês na academia do lendário treinador Santa Rosa. Também no Rio, conheceu o mestre de taekwondo Woo-Jae Le, sul-coreando introdutor da modalidade no Brasil. Foi pupilo de mestre Lee e por ele indicado para expandir o taekwondo pelo estado, chegando a Campos em 1981. Na planície goitacá, abriu a Academia Faixa Preta, à rua João Pessoa, posteriormente levado para a rua do Ouvidor. Na década de 1990, passou para a academia TKD, à rua Saldanha Marinho, enquanto nos anos 2000 migrou como professor para a Estação Saúde, embrião da Nova Estação.
Marcelino também foi compositor, poeta e violonista, tendo lecionado violão no antigo Conservatório da Música de Campos. Praticante do Hare Krishna, foi ainda um dos líderes do movimento em Campos.
Membros do PT e do Psol de São Fidélis em Brasília
Um grupo com 13 eleitores de São Fidélis e um de Cambuci já se encontra em Brasília para acompanhar a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, neste domingo (1°). A excursão foi realizada na sexta-feira (30), contado majoritariamente com filiados do PT e do Psol fidelenses, além de um representante do PDT de Cambuci.
— A caminho de Brasília para acompanhar o início de um novo tempo. Com Lula, o Brasil vai voltar a ser feliz —, publicou nas redes sociais Ricardo Rocha Freitas, um dos membros do PT de São Fidélis na viagem.
Eleitores de esquerda de outros municípios do Norte Fuminense também foram a Brasília para assistir à posse de Lula. De Campos, saíram quatro ônibus neste sábado (31), levando cerca de 200 pessoas. Um dos coletivos foi custeado pelo PT campista, e os outros três, pelo Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF). Também há informação sobre moradores de Cardoso Moreira viajando à capital brasileira.
Postagem foi feita nessa quinta, no Facebook
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Uma publicação do Goytacaz no Facebook, nessa quinta-feira (29), tem sido ironizada por rivais e até mesmo torcedores nas redes sociais. Na postagem, o clube pede que algum torcedor pague um alvaráde R$ 4 mil, oferecendo benefícios a quem fizer o pagamento. O boleto vence em 10 de janeiro de 2023.
— O Goytacaz Futebol Clube deseja a todos um 2023 repleto de saúde e paz. O torcedor apaixonado pelo time que pagar este boleto receberá uma honraria, diversos ingressos gratuitos durante os campeonatos da Série B1 e Copa Rio 2023. Façam parte deste clube mais querido da cidade, a quinta maior torcida do estado do Rio de Janeiro. Seja um torcedor número um — diz a publicação.
No próprio post, houve internautas ironizando o clube. “Que vergonha! Pela história e respeito, o Goyta não merece isso, muito menos os torcedores”, escreveu um deles. “Esperando 1/3 das férias entrar para ajudar vocês”, brincou outra. Em grupos de WhatsApp, circula postagem de um internauta sugerindo até mesmo a compra do Goytacaz por quem receber o prêmio da Mega-Sena da Virada, estimado em R$ 500 milhões.
Desde o início do ano, o clube realizou ações tentando mobilizar a torcida para ajudar no processo de recuperação financeira do clube. Em março, as camisas comemorativas dos 110 anos de história do Goyta foram lançadas com o preço individual de R$ 250. Em julho, algumas destas camisas foram rifadas, com a renda sendo usada no pagamento de laudos do estádio Ary de Oliveira e Souza (este constantemente ameaçado de leilões por conta de dívidas trabalhistas). Em setembro, o clube divulgou ingressos para partidas da Série B2 do Campeonato Estadual a R$ 40 para arquibancada, R$ 200 para cadeira cativa e R$ 350 para a tribuna de honra do Aryzão. Algumas medidas são elogiadas, enquanto outras geram críticas, como ocorre agora com o pedido para pagamento do boleto de R$ 4 mil. No campo, o Goytacaz foi vice-campeão da Série B2, subindo para a terceira divisão do Estadual.
Procurado pelo blog, o presidente do conselho deliberativo do Goytacaz, Rodolfo Laterça, se posicionou citando gastos da diretoria durante a temporada.
— A intenção, a todo momento, é agregar, mostrar a dificuldade que é manter o centenário Goytacaz Futebol Clube "respirando por aparelhos". Tudo é motivo de críticas por partes desses "haters". Eles reclamam até por não termos sido campeões da Série B2. Gastamos quase R$ 1 milhão até o presente momento, com quitação de dívidas da gestão anterior, obras necessárias e urgentes, uniformes para amadores e profissionais, salários, alimentação, logística de viagem, enfim — declarou o dirigente.
Representantes da Embaixada Fla Campos e do programa de embaixadas e consulados do Flamengo realizaram na terça-feira (20) a entrega de camisas do clube autografadas por jogadores a duas entidades assistenciais da planície goitacá. A entrega finalizou a campanha de Dia das Crianças promovida pelo Fla, que permitiu a crianças de várias instituições desenhar os números e nomes de atletas rubro-negros para a partida contra o Atlético Mineiro, dia 15 de outubro, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. Após o jogo, as camisas foram destinadas a várias entidades, entre elas a Associação de Pais de Pessoas Especiais (Apape) e o Asilo Nossa Senhora do Carmo, em Campos.
De acordo com o presidente da Embaixada Fla Campos, Thiago Corrêa, foram duas camisas doadas à Apape e uma ao Asilo do Carmo. Com autógrafo de vários jogadores, as camisas serão comercializadas por meio de rifas e/ou outras ações do tipo, com objetivo de arrecadar recursos para as instituições. Além de Thiago Corrêa, também participou da entrega o coordenador do programa de embaixadas e consulados do clube carioca, Eduardo David. A ação é realizada pelo Flamengo desde 2019, envolvendo também os departamentos de marketing e responsabilidade social.
Na edição deste ano, as camisas destinadas à Apape Campos foram às de número 22, de Rodinei, e 2, de Varela. Já o Asilo do Carmo recebeu a número 16, de Filipe Luis. Em imagens divulgadas nas redes sociais, é possível identificar nos uniformes autógrafos de jogadores como Santos, João Gomes, Everton Cebolinha, Marinho, Ayrton Lucas, Matheusinho, Victor Hugo, Hugo Souza.
Murilo em foto recente e outra nos tempos em que defendeu o Flamengo
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Morreu no último domingo (18), aos 81 anos, o ex-lateral direito Murilo. Ídolo do Flamengo, onde atuou de 1963 a 1971, ele encerrou a carreira no Campos Atlético, o Roxinho, sendo treinado por Paulo Henrique, seu companheiro durante oito anos no Rubro-Negro carioca e que naquela temporada iniciava a carreira como técnico.
— Em 1975, recebi um convite do Campos Atlético Associação, o Roxinho. O presidente era o Alceu Teixeira. Batemos um papo, ele disse para eu ver o que podia fazer pelo Campos. Assim, começamos o trabalho. Trouxemos o Murilo, meu companheiro de muitos anos no Flamengo, para me ajudar. Conseguimos fazer um time muito bom. Acho que foi a melhor época do Campos — contou Paulo Henrique numa entrevista à Folha em 2017. Além do Campeonato Campista, o Roxinho também disputou o Campeonato Fluminense de 75.
Nascido no Rio de Janeiro, Murilo começou a carreira no Olaria, no final da década de 1950. Foi contratado pelo Flamengo em 1963, e por lá ficou durante oito anos, tendo no currículo 448 jogos e 12 títulos pelo clube. Entre as conquistas, estão os Campeonatos Estaduais de 1963 e 1965, a Taça Guanabara de 1970, além do Troféu Naranja, na Espanha, em 1964; do Troféu Mohamed V, no Marrocos, em 1968; e do Torneio Internacional de Verão, em 1970, conforme consta em pesquisa do blog “A Nação”. Em 1971, Murilo foi transferido para a Sociedade Esportiva Tiradentes, do Piauí, onde conquistou o Estadual de 1972. Em 1974, migrou para o River, também do Piauí, antes de encerrar a carreira no Campos Atlético, no ano seguinte. Durante a trajetória no futebol, também ficou conhecido pelo apelido “Pardal”, o que foi lembrado por alguns torcedores após a sua morte.
A primeira figura pública a lamentar a morte de Murilo nas redes sociais foi o deputado federal eleito Eduardo Bandeira de Mello, ex-presidente do Flamengo, no próprio domingo. "Acabei de saber do falecimento do ídolo da minha infância, (...) que encantava pela garra e pela dedicação ao Flamengo. Em março passado fui visitá-lo no abrigo Laje, em Nova Friburgo, onde estava internado e onde era cuidado com muito carinho, graças ao meu amigo Serginho Doce Mania, vice-prefeito da cidade. Tenho muitas saudades do Flamengo da minha infância, e com certeza Murilo 'Pardal' e suas arrancadas pela direita ficarão pela sempre na minha memória. Vá em paz, Murilo", escreveu Bandeira de Mello.
Na segunda-feira (19), o Flamengo postou nas redes sociais uma nota de pesar. "Muita força aos familiares e amigos neste momento tão triste. Obrigado por tudo, Murilo", diz um trecho da nota. Nessa quarta (21), o ex-jogador e treinador Evaristo de Macedo lembrou o ex- companheiro. "Meu velho amigo Murilo descansou! Ídolo rubro-negro, (...). Que o @Flamengo renda as devidas homenagens a nosso craque. Sentimentos à família", escreveu Evaristo.
Fundado no século XVII por Frei Bernardo de Montserrat e fechado para restauração em 2017, o Mosteiro de São Bento, em Mussurepe, reabriu as portas na semana passada. O anúncio foi feito na última sexta-feira (16) por Dom Bernardo Queiroz, administrador do prédio, que é tombado pelo Conselho de Preservação do Patrimônio Histórico e Cultural de Campos (Coppam) há 10 anos e, desde 2021, também pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac).
— Uma nova comunidade beneditina se faz presente. Uma nova comunidade, com as bênçãos dos superiores da congregação beneditina do Brasil e de nosso bispo diocesano, Dom Roberto Francisco Ferrería Paz — publicou Dom Bernardo Queiroz nas redes sociais.
A nova comunidade monástica é oriunda do Mosteiro Nossa Senhora da Ternura, da cidade de Formosa, em Goiás, tendo entre os integrantes o novo prior, Dom Inácio Maria Veiga; além de Dom João Crisóstomo Maria, Dom Bernardo Maria, Dom Pio Maria e os monges Estevão Maria e Gabriel Maria. Estes aceitaram o desafio de dar continuidade à missão evangelizadora e catequética na Baixada Campista, iniciada em 1648, com a chegada à região do padre e fazendeiro Frei Fernando de São Bento.
Para o bispo Dom Roberto Francisco Ferrería Paz, a reabertura do mosteiro é um presente no centenário da Diocese de Campos, completado no último dia 4.
— Representa voltar às raízes da evangelização na Baixada Campista. É um patrimônio espiritual e religioso que permanece vivo na Caminhada de Santo Amaro. Mas, não apenas o caminho espiritual será revitalizado com o respirar da espiritualidade beneditina. A tradição orante e a cultura serão renovadas pela presença dessa ordem, que sempre levou muito a sério o diálogo da fé com a cultura. Em especial, a liturgia será beneficiada com os monges, os grandes precursores da Reforma do Concílio Vaticano II. São muitos os frutos com a reabertura do mosteiro em Mussurepe — destaca Dom Roberto Francisco.
Um dos incentivadores e entusiastas desta reabertura é o jornalista Orávio de Campos Soares, ex-presidente do Coppam. Durante a sua gestão, em 2015, o conselho municipal acionou o Ministério Público para denunciar o Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, mantenedor do de Mussurepe, para denunciar a má conservação do prédio. À época, havia risco de desabamento do telhado.
— Sinto ter contribuído, com o apoio do senhor bispo Ferrería, para que tudo esteja acontecendo, enaltecendo a missão beneditina nas áreas de produção da Baixada Campista, tão plena de tradições culturais e religiosas — comenta Orávio.
Entre os monges beneditinos que passaram por Campos na história, tem destaque a figura de Dom Bonifácio Plum. Foi ele o grande responsável pelas construções da Igreja Nossa Senhora das Graças, em Baixa Grande, e do Colégio Santa Teresinha, em Mussurepe, onde Dom Bonifácio inclusive dá nome a uma rua. Também é muito lembrada nesta localidade a figura de Dom Beda Gonçalves de Andrada e Silva, ex-administrador do mosteiro, que morreu em 2017, tendo atuado na região por mais de duas décadas.
— Sempre fui muito apegado a Dom Beda, e, através dele, passei a amar a vida contemplativa monástica. Creio que, com certeza, ele está muito feliz com a chegada dos monges em nosso mosteiro. Nossa alegria é grande, já que o sonho dele era esse mosteiro restaurado e com uma comunidade — destaca o acólito e organista Carlos Henrique de Almeida Alvarenga, de 17 anos.
Durante o período em que o prédio ficou fechado para restauração, alguns fiéis católicos partiram sem conseguir vê-lo reaberto. Um deles foi o professor Alcy Gomes Barreto Viana, que atuou como coroinha, acólito e colaborador na parte musical de eventos no mosteiro. Vítima da Covid-19, ele trabalhava como professor e diretor da Escola Municipal Chrisanto Henrique de Souza, no Açu, em São João da Barra, cidade onde faleceu em 2021. “Não podemos esquecer do nosso querido e saudoso Alcy. Sempre dedicou a sua vida ao mosteiro e às coisas de Deus”, recorda Carlos Henrique.
Desde a reabertura do templo religioso, estão sendo realizadas missas de segunda-feira a sábado, às 6h30, e aos domingos, às 11h e às 18h, celebradas por Dom Inácio Maria Veiga. As celebrações das 11h de domingo são conventuais, fazendo uso do Canto Gregoriano.
O Mosteiro de São Bento é um símbolo histórico da presença dos monges beneditinos em Campos, a partir de 1648, motivada inicialmente pelo recebimento de terras doadas à Ordem de São Bento, à época já presente na cidade do Rio de Janeiro. Em 1965, o prédio foi atingido por um incêndio, que destruiu o altar e imagens de madeira como as de São Bento, Nossa Senhora do Rosário e Santa Escolástica. Em seu período como administrador do mosteiro, Dom Bernardo Queiroz liderou um trabalho de valorização e resgate do legado beneditino.
Foto: Interior do Mosteiro de São Bento
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Torcedores do Vasco residentes em Campos ganharam nesta terça-feira (20) uma opção para comprar produtos oficiais do clube. Foi oficialmente inaugurada a loja Gigante da Colina do Boulevard Shopping, que vinha sendo divulgada nas redes sociais desde novembro.
O Vasco é o segundo clube do Rio de Janeiro a contar com loja oficial na planície goitacá. O próprio Boulevard tem uma loja Nação Rubro-Negra, do Flamengo, que também possui uma unidade na Pelinca. Antes da inauguração desta, existiu uma Nação no Guarus Plaza Shopping, recentemente fechada. No shopping de Guarus, entretanto, existe a FlaFitt, academia oficial do Flamengo.
Neymar e Modric em ação no Brasil x Croácia das quartas de final
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Foto: Divulgação/Fifa
Chega ao fim neste domingo (18) a 22ª Copa do Mundo de Futebol, que nos deixa algumas lições. Uma delas, especialmente para o povo brasileiro: a de que, assim como o sol não gira em torno da Terra, a bola não rola apenas em nosso país. Pelo contrário, faz tempo que o Brasil deixou de ser o centro das atenções no que se refere ao Campeonato Mundial de Seleções. Nunca deixará de ser tratado como favorito, pelo menos enquanto seguir isoladamente como o maior campeão do mundo — e assim será, no mínimo, até 2026, visto que a França ou a Argentina chegará apenas ao terceiro título agora, dois a menos do que os que nos trouxeram os escretes liderados em campos estrangeiros por Didi, Garrincha, Pelé, Romário e Ronaldo. Porém, as cinco estrelas no peito continuarão não sendo suficientes para trazer a sexta enquanto a Seleção tiver apenas bons jogadores. Sendo o futebol um esporte coletivo, é necessário ter um time, e talvez tenha sido esse o principal erro de Tite no bom ciclo que liderou, dependente da individualidade e preso a somente um estilo de jogo.
Com Vinícius Júnior, Rodrygo e Militão no Real Madrid; Casemiro, Fred e Antony no Manchester United; Danilo, Alex Sandro e Bremer na Juventus; Gabriel Jesus e Gabriel Martinelli no Arsenal; Alisson e Fabinho no Liverpool; Thiago Silva no Chelsea; Raphinha no Barcelona; Ederson no Manchester City; Bruno Guimarães no Newcastle; Lucas Paquetá no West Ham; e, sobretudo, Marquinhos e Neymar no Paris Saint-Germain — ao lado dos finalistas Messi e Mbappé —, é impossível negar que continuamos produzindo bons jogadores. Isso sem citar Éverton Ribeiro e Pedro, protagonistas de um vitorioso Flamengo junto ao uruguaio Arrascaeta e o sempre decisivo Gabigol; o paredão Weverton, do Palmeiras, tão capacitado quanto os dois primeiros goleiros brasileiros no Qatar; mais uma imensidão de valores, que variam em destaque de acordo com preferências técnicas, táticas ou clubísticas de quem fala ou escreve sobre o tema. Tanto na Europa quanto dentro das nossas fronteiras, temos jogadores brasileiros atuando em alto nível, o que, aliado à tradição, faz do país um natural candidato a brigar pelos títulos que disputar. Faltou e falta, portanto, a capacidade de compreender o futebol atual e a ele se adaptar, reconhecendo falhas e potencializando valores, como fizeram neste Mundial os honrados Marrocos e Croácia, adversários neste sábado (17) na disputa pelo terceiro lugar.
A lição da quarta eliminação em quartas de final nas últimas cinco Copas, fora a trágica semifinal de 2014, passa por compreender que não se chega 100% preparado a uma competição deste nível sem enfrentar equipes de primeiro escalão. Em solo sul-americano, sobramos nas Eliminatórias e vencemos uma Copa América, perdendo a outra para a Argentina, que tem em Lionel Messi um craque que quebra a lógica de todo esta análise. Messi, portanto, é a exceção que comprova a regra, e dificilmente os hermanos seriam finalistas no Qatar não fossem os seus lances de genialidade, mesmo tendo no restante do grupo coadjuvantes que também exercem momentos de protagonismo.
Limitando-me a falar do Brasil, que não tem Messi, os 20 anos do jejum de um título mundial serão 24 na próxima Copa. Antes da falta de clareza de jogo da comissão técnica para evitar que a Croácia cadenciasse o confronto nas quartas, e a falta de malícia dos jogadores para administrar um resultado positivo a quatro minutos do fim da prorrogação, faltou força nos bastidores para evitar a panelinha europeia a partir da criação da Uefa Nations League. Desde então, os jogos contra as principais seleções europeias, já escasseados e cercados por rios de dinheiro quando ocorriam, deixaram de vez de acontecer. Assim surgiu uma confraria do Velho Continente, e o futebol pentacampeão do mundo, sem força nos bastidores, nada fez para impedir.
Aos poucos, a ótima campanha nas Eliminatórias reviveu no torcedor médio o interesse pela Seleção Brasileira. Um histórico já conhecido em anos de Copa, mas que não se limita ao futebol. Da mesma forma cresceu o interesse coletivo pelo automobilismo, a partir do fenômeno Ayrton Senna na Fórmula 1, entre o final dos anos 1980 e início dos 1990; pelo vôlei, desde o ouro olímpico masculino de 1992; pelo tênis, quando Guga tornou-se o número 1 do mundo, em 2000; pelas artes marciais mistas, com Anderson Silva, José Aldo, Vitor Belfort e companhia dominando o UFC por vários anos; até mesmo pelo handebol, com o título mundial feminino de 2013. Movimentos similares ocorreram com o boxe, no auge de Popó; o surfe, graças à Brazilian Storm, liderada por Gabriel Medina; e, atualmente, o skate de Rayssa Leal e a ginástica artística de Rebeca Andrade. Mais do que de esporte, o povo brasileiro gosta mesmo é de vencer.
Junto ao interesse pela Seleção de Tite, veio com muitos torcedores o velho clima de oba-oba. Foi dele que surgiu a impressão de o Brasil ter chegado ao Qatar como grande favorito, quando, na verdade, sempre dividiu o status de candidato ao título com Argentina, Inglaterra e a quase unânime França. Alguns analistas também enxergaram valores em Portugal; outros, na decepcionante Alemanha. Houve quem citasse a Croácia, mesmo modificada em relação à equipe vice-campeã em 2018, e a Bélgica, de quem sempre se espera que os bons jogadores superem a falta de tradição — de novo, não foi desta vez. Todos estes palpites válidos, num Mundial sem seleção favoritíssima, como há muito não se via. A Alemanha e a Bélgica caíram cedo demais. A Inglaterra resistiu até as quartas, agradando especialmente pela habilidade do jovem Bellingham. Portugal caiu na mesma fase, em eliminação marcada pelo choro incessante de Cristiano Ronaldo. A Croácia encontrou resiliência para ser semifinalista, com a cadência ditada por Modric. Tudo isso é do jogo. Como também faz parte ser superior ao adversário e, ainda assim, acabar eliminado, como aconteceu com o Brasil. São justamente episódios assim que fazem do futebol um esporte tão apaixonante, recheado por surpresas agradáveis ou não. Os vencedores comemoram, enquanto os vencidos, quando sábios, arrumam as malas levando junto o que pode servir de aprendizado.
Não fosse o inexplicável ataque a quatro minutos do fim, demonstrando a falta de entendimento do cenário que se apresentava, talvez hoje o Brasil fosse finalista, e Neymar acabaria exaltado por enfim mostrar numa Copa a habilidade que nunca lhe faltou. Seria uma resposta elegante àqueles que comemoraram a sua lesão por conta de opiniões políticas, mostrando-se iguais ou piores em relação a quem tanto criticam. Por outro lado, talvez teríamos vencido a Croácia e parado na Argentina de Messi, dando ainda mais combustível para pessoas que sequer acompanham futebol no dia a dia, mas torcem contra o país em que nasceram pelo simples prazer de diminuir tudo o que é de casa. Destes, nos resta ter pena por nunca terem superado o complexo de vira-latas que descreveu Nelson Rodrigues. Entre muitas suposições, fato mesmo é que a nossa Copa, de novo, acabou mais cedo; mas a do Mundo só termina domingo, com França x Argentina. Apreciemos o que ainda nos reservam Mbappé e Messi.