Praticantes de taekwondo prestam homenagem a Mestre Marcelino em academia de Campos
Matheus Berriel 06/01/2023 14:37 - Atualizado em 06/01/2023 14:42
Atletas descerraram placa na Academia Nova Estação
Atletas descerraram placa na Academia Nova Estação / Foto: Divulgação
Praticantes do taekwondo na Academia Nova Estação, em Campos, fizeram na última quarta-feira (4) uma homenagem póstuma ao mestre Marcelino Moreira. Foi instalada na unidade uma placa alusiva às quatro décadas que este dedicou ao esporte na região. Vítima de um câncer em agosto de 2022, aos 63 anos, ele era faixa preta de 7º dan e grão-mestre da arte marcial, da qual foi introdutor em Campos, tendo formado gerações de atletas.
— Homenagem ao grão-mestre Marcelino Moreira Magalhães pelos 40 anos dedicados ao taekwondo Norte Fluminense — diz a placa, assinada por grande grupo de taekwondistas. A homenagem também conta com um agradecimento a Maria Amália, esposa de Marcelino, “por ter sido companheira e incansável nos momentos bons e principalmente nas adversidades enfrentadas por seu esposo”.
Entre os atletas da velha guarda responsáveis pela homenagem e citados na placa, estão José Cerqueira, Clodomir Crespo, Cláudio Mata, Enilson Sá, Marco Barcelos, Paulo Tasso, Fábio Joni, César Pinudo, Reginaldo Faria, Sandro Lopes, Glaidemir Resende, Alan Rocha, Enos Gama, Edson Cavalcante, Altamir Bárbara, Maurício Saldanha, Jocimar Rodrigues, Maxwell Dutra, Maurício Calomeni, Glauber Cunha, Wemerson Primo, Gustavo Rocha, Antônio Marcos, André Gomes, Ramon Arêas, Geraldo Almeida, Chiquinho Mangaba, Lúcio Magno, Douglas Marcelino, Dac Crespo e Diego Gama. A lista também conta com as três primeiras faixas pretas de Campos, Cínitia,Andréia e Lívia Leite, e os filhos de Mestre Marcelino, Marcello, Matheus e Marcelino Filho.
Natural de Betim, em Minas Gerais, Marcelino Moreira Magalhães teve seu primeiro contato com o mundo das lutas praticando capoeira, ainda na cidade natal. No final dos anos 1970, se mudou à cidade do Rio de Janeiro, onde praticou boxe inglês na academia do lendário treinador Santa Rosa. Também no Rio, conheceu o mestre de taekwondo Woo-Jae Le, sul-coreando introdutor da modalidade no Brasil. Foi pupilo de mestre Lee e por ele indicado para expandir o taekwondo pelo estado, chegando a Campos em 1981. Na planície goitacá, abriu a Academia Faixa Preta, à rua João Pessoa, posteriormente levado para a rua do Ouvidor. Na década de 1990, passou para a academia TKD, à rua Saldanha Marinho, enquanto nos anos 2000 migrou como professor para a Estação Saúde, embrião da Nova Estação.
Marcelino também foi compositor, poeta e violonista, tendo lecionado violão no antigo Conservatório da Música de Campos. Praticante do Hare Krishna, foi ainda um dos líderes do movimento em Campos.

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