Treinador assinou contrato e foi anunciado nesta quinta-feira
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Foto: Divulgação/Americano
O Americano levou menos de 24 horas para definir o seu novo treinador. Um dia após a oficialização da saída de Anderson Florentino, que rescindiu contrato devido a problemas familiares, o elenco profissional alvinegro já tem como técnico Palinha Olivério, que no início desta temporada comandou o Operário do Amazonas. O profissional já chegou ao Centro de Treinamento Eduardo Viana e assinou contrato nesta quinta-feira (14).
Gaúcho de Porto Alegre, Palinha tem 58 anos e treinou o Operário-AM por sete partidas, sendo demitido na última segunda-feira (11). Sob seu comando, o clube teve apenas uma vitória, um empate e cinco derrotas, ocupando atualmente a zona de rebaixamento do Campeonato Amazonense. Apesar do insucesso no último trabalho, o treinador tem no currículo um título da Série B1 do Rio de Janeiro pelo Olaria, em 2021. Ele comandou o Olaria de 2020 a 2022 e também possui passagens por Duque de Caxias, Rio São Paulo, Itumbiara e Serra Macaense, além da base do Internacional.
Em pré-temporada desde o início do mês, o Americano se prepara a Série A2 do Campeonato Estadual. A estreia está marcada para o dia 13 de maio, fora de casa, contra o Resende. A partir da segunda quinzena de julho, o Cano também disputará a Copa Rio.
O Goytacaz tem até quinta-feira (14) para decidir se vai ou não disputar a Série B1 do Campeonato Estadual e a Copa Rio nesta temporada. Este foi o novo — e último — prazo dado pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) para que o clube repense ou confirme um pedido de licenciamento formalizado na última semana.
No dia 23 de fevereiro, o Goytacaz chegou a divulgar uma nota oficial em que anunciava a decisão de se licenciar das competições estaduais este ano. Segundo o clube, a decisão havia sido tomada “diante da realidade assustadora dos valores praticados pela Ferj, diante dos péssimos serviços de arbitragem prestados, diante do absurdo sistema de acesso às séries principais, em que apenas um clube de futebol profissional obtém êxito para a Série A2 e para a Série A1”. Na mesma nota, o Goyta mencionou altos gastos, falta de apoio do poder público municipal e ausência de investidores. Porém, na prática, o pedido de licenciamento não foi oficializado naquele momento, ocorrendo apenas na semana passada.
Ao blog, a Ferj informou que fez ponderações e deu três dias para o Goytacaz rever ou manter a decisão de se licenciar. Não foi dado um posicionamento dentro desse prazo, agora prorrogado até quinta-feira. Caso o clube confirme o licenciamento, será rebaixado à quarta divisão do Estadual para a próxima temporada. Foi exatamente o que ocorreu com o Barra da Tijuca, que já teve o seu pedido de licenciamento oficializado.
Marcelo foi o maior pontuador da categoria individualmente
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O campista Marcelo Fernandes da Silva brilhou no Campeonato Sul-Americano Federativo de Pesca. Estreando na Seleção Brasileira, ele foi o maior pontuador individual na categoria master sênior masculina, liderando o Brasil na conquista da medalha de bronze por equipes. A competição aconteceu de quarta (6) a sexta-feira (8), em Pilar, no Paraguai, reunindo 20 atletas de Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile nessa categoria.
Quinto colocado na prova de quarta-feira, Marcelo Fernandes precisou fazer um campeonato de recuperação. Na quinta, ele teve a melhor pontuação da etapa, empatado com o argentino Carlos Miguel Romero. Repetiu o feito na sexta, desta vez sozinho, o que o garantiu a maior pontuação geral individualmente. Ao todo, Marcelo pescou 105 peixes (25 + 44 + 33). Como o Sul-Americano Federativo premia apenas as equipes, o campista e seus companheiros conquistaram a medalha de bronze, pois o Brasil terminou atrás de Paraguai e Argentina no pódio.
— Foi uma conquista muito importante. É fruto de uma vida perseguindo momentos como esse — afirma Marcelo Fernandes. — A gente vai para ganhar, mas as dificuldades são muitas: sem conhecer o local, sem treinar adequadamente, sem suporte financeiro... O ideal é você estar no local da competição pelo menos uma semana antes, para treinar, conhecer os lugares onde cada tipo de peixe atua; saber a técnica a ser aplicada naquela região. É um número de variáveis muito grande. Então, esse resultado são é um feito de muita importância para a minha carreira — complementa.
Conforme divulgado pelo blog em dezembro, Marcelo foi o primeiro campista a ser convocado para representar a Seleção Brasileira num Sul-Americano de Pesca Esportiva. Além de praticante da modalidade, ele é diretor da ONG Ecoanzol e também guia turístico, levando pessoas de vários países para pescar na Amazônia. O grande desempenho no no Sul-Americano o colocou em evidência para disputar outras competições internacionais, inclusive já estando convidado para a Copa Irmandade, que reúne vários dos principais clubes de pesca sul-americanos.
Equipe brasileira festeja a terceira posição
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História foi contada por professora na rede social X
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Adriano foi um dos imperadores do Brasil. Pelo menos é o que garante João Miguel, de 13 anos, torcedor do Flamengo e estudante de uma escola na localidade de Santo Eduardo, em Campos. Em tom de brincadeira, a afirmação foi feita durante uma aula de história sobre o período imperial brasileiro, dada pela professora Lara Vieira (que é vascaína).
— Hoje, dando aula, um aluno me respondeu que um dos imperadores que o Brasil já teve foi o Adriano do Flamengo — publicou Lara no X, o antigo Twitter, nessa quinta-feira (7).
Com mais de 6,8 mil republicações, 59 mil curtidas e 4 mil comentários, a postagem da professora chegou ao conhecimento do ex-jogador, que inclusive a repostou. Após outra publicação de Lara, pedindo que Adriano mandasse um “oizinho” para o ex-adolescente, o ex-atacante respondeu: “João Miguel, obrigado pelo carinho. Que Papai do Céu abençoe”. A história repercutiu a ponto de ser matéria nos portais de veículos como “Estadão”, “Correio Braziliense”, “GE”, “Lance” e “Terra”.
Revelado pelo Flamengo e campeão brasileiro defendendo o clube em 2009, o Adriano recebeu o apelido de Imperador no tempo em que jogava pela Interzionale de Milão, na Itália. Trata-se de uma referência ao imperador Élio Adriano, que governou o Império Romano do ano 117 ao 138.
Se numa prova a brincadeira de João Miguel não receberia boa pontuação, na internet ela foi mais do que aprovada: “Esse aluno aí merece um 10! Não errou em nada”, comentou um torcedor rubro-negro. “Você deu nota 10 pra ele, né?”, brincou a jornalista Mônica Alves, do portal “Coluna do Flamengo”.
A riqueza histórica e arquitetônica do Centro de Campos será destacada neste sábado (9), em um tour guiado da praça do Santíssimo Salvador ao Mercado Municipal, a partir das 9h30. Com participação gratuita, a ação é realizada pela secretaria municipal de Turismo.
— O primeiro trabalho que estou querendo fazer é trazer o turismo para o próprio campista conhecer a sua cidade, a sua história e os nossos patrimônios históricos — diz o recém-empossado subsecretário de Turismo de Campos, Edvar Júnior. — Se o campista não tiver esse pertencimento, a gente não vai conseguir avançar. Para a gente avançar, estou começando a fazer um turismo voltado ao público campista — destaca.
Segundo Edvar, essa ação iniciará uma sequência de visitas guiadas a patrimônios da cidade. A ideia é que essas ações poesteriores ocorram todas as quartas-feiras, às 10h, começando pelo Centro para depois serem estendidas a prédios como o Solar do Colégio o Mosteiro de São Bento, nas localidades de Tócos e Mussurepe, respectivamente.
A ação deste sábado vai começar na exposição itinerante “Meu lugar”, do Museu de Arte do Rio (MAR), instalada na praça do Santíssimo Salvador até domingo (10). De lá, o grupo seguirá pelo Boulevard Francisco de Paula Carneiro, o popular Calçadão, onde existem vários prédios históricos. O roteiro também inclui visitas à Igreja Nossa Senhora do Carmo e à Loja Maçônica Fraternidade Campista, terminando no Mercado Municipal.
Maique é campista e disputou o Pan 2023
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Oriundo do Parque Rosário, em Campos, o pivô Maique de Oliveira abriu uma escolinha de basquete na sua cidade natal. Já podem ser realizadas as inscrições para a Big Maique Basketball School, cujas aulas vão acontecer no Centro de Qualidade de Vida (CQV), sediado no campus Centro do Instituto Federal Fluminense (IFF). A mensalidade é de R$ 165.
— A princípio, eu participaria só nas férias — explica Maique, atleta do Flamengo e que, em outubro e novembro do ano passado, disputou os Jogos Pan-Americanos pela Seleção Brasileira. — Quem vai tomar conta do projeto é o Edison Marcos Barreto, meu primeiro treinador em Campos. Eu vou participar à distância por enquanto, por conta da temporada, que é muito corrida, ainda mais quando chegam os playoffs — complementa o jogador.
Maique tem 30 anos e foi contratado pelo Flamengo em julho de 2023. Em Campos, ele atuou pelo Automóvel Clube Fluminense. Já a nível nacional, foi atleta de Franca, Macaé, Liga Sorocabana, Vitória, Botafogo, Paulistano, Minas Tênis Clube e Corinthians.
Inscrições — Mais informações sobre as inscrições na escolinha podem ser obtidas pelo telefone (22) 99895-4643. Haverá aulas às terças e quintas-feiras, das 15h às 16h e das 16h às 17h.
Show 'Nossa alma suburbana' tem mediação de Rafael Mattoso
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O fato de serem da mesma geração não é o único que liga os compositores e violonistas Cláudio Jorge e Guinga, de 74 e 73 anos, respectivamente. Nascidos no subúrbio do Rio de Janeiro e amigos desde a juventude, eles lançaram no ano passado, juntos, o álbum “Farinha do mesmo saco”. Agora, estão dividindo palco na temporada de estreia do show “Nossa alma suburbana”, apresentado na última sexta-feira (1º) no Sesc Campos.
— O embrião desse show surgiu durante a pandemia — explica Cláudio Jorge, vencedor do Grammy Latino de melhor álbum de samba em 2020, com o trabalho “Samba Jazz, de raíz”. — Embora a gente tenha uma amizade desde a juventude, depois que o Guinga escolheu ser dentista e eu escolhi ser músico profissional, a gente ficou um tempão sem se encontrar. Mais tarde, o Guinga voltou para a carreira musical, mas a gente só se encontrava eventualmente, ficava muito tempo sem se ver. Quando veio a pandemia, fizemos um grupo de conversa no WhatsApp com amigos antigos. Foi quando o Guinga falou: “Pô, Cláudio, a gente está ficando velho! A qualquer hora vamos morrer. Precisamos fazer um disco juntos” — conta, aos risos.
— Enquanto estamos aqui, por que não gravarmos um disco juntos? — concorda Guinga, responsável por, no início dos anos 1970, ter apresentado Cláudio Jorge ao sambista João Nogueira, de quem se tornaria parceiro. — Sempre admirei muito o Cláudio como músico, como artista, como compositor e como pessoa. O Cláudio tem um caráter reto, e eu procuro ter também. Não vou me elogiar porque não sou cabotino. Eu falo bem do caráter dele, e ele fala bem do meu — brinca.
Fortalecida durante o período de reclusão forçada pelo coronavírus, a reaproximação dos amigos já vinha sendo ensaiada.
— Antes da pandemia, o Gilson Peranzetta, grande músico e nosso amigo em comum, também suburbano, me enviou uma música para eu colocar a letra. Aí me veio a ideia de fazer um bilhete para o Guinga, com quem eu não estava fazendo contato. Fiz o samba “Bilhete para o Guinga”. Depois, a partir das nossas conversas, vieram lembranças suburbanas. Fazer um disco sobre essas memórias suburbanas foi o mote que a gente encontrou — detalha Cláudio Jorge.
Da gravação do álbum para os palcos, o que ocorreu foi uma passagem natural. “Farinha do mesmo saco”, portanto, ganhou uma nova roupagem e evoluiu para o show “Nossa alma suburbana”, com músicas autorais que falam das vivências no subúrbio carioca. Especialista no tema, o historiador Rafael Mattoso foi convidado para fazer a mediação, apresentando ao público informações sobre os bairros do Rio mencionados nas faixas.
— É muito interessante como alguém que tem relativamente uma formação acadêmica fica preso na universidade, pesquisando. A gente precisa, de fato, conhecer a história nas experiências vividas — destaca Rafael Mattoso. — Acho que falta muito esse reconhecimento da identidade suburbana que vem da música popular. Esses caras beberam da fonte! Então, ter essa oportunidade é como se fosse uma aula cotidiana, em que vou aprendendo e tentando assimilar isso, até perceber como, durante muito tempo, a academia desvalorizou a cultura popular. É preciso a gente resgatar essa cultura feita por nomes como Cartola, por exemplo. A gente tem que reverenciar ao máximo e aprender, e é isso que estou tentando fazer com esses mestres — sentencia.
Mencionado por Rafael, o célebre compositor Cartola é mais um elo na relação de Cláudio Jorge e Guinga. O primeiro compôs com o fundador da Estação Primeira de Mangueira as músicas “Fundo de quintal” e “Dê me Graças, Senhora”. Já o segundo, então um jovem de 26 anos, acompanhou Cartola na gravação original de “O Mundo em um moinho”, em 1976, tendo o seu violão imortalizado em uma das mais belas canções da música brasileira.
— O Cláudio é parceiro do Cartola. Eu gravei “O Mundo é um Moinho”; fiz um violãozinho meio tímido, mas fiz. Ali, os importantes eram Meira, Dino, Altamiro (Carrilho), Elton Medeiros, Canhoto — recorda um modesto Guinga. — Eu estava começando em relação aos 73 anos que tenho, mas naquela época a gente já tinha uma experiênciazinha legal. Eu já tinha tocado com Alaíde Costa, tinha feito alguns trabalhos com a própria Alaíde, tinha participado do Festival Internacional da Canção... Quer dizer, não era tão incipiente, já tinha uma experiência, porque comecei bem novo — lembra.
Eis que a admiração pela planície goitacá foi descoberta como mais um ponto de ligação entre Cláudio Jorge e Guinga. Ambos se sentiram em casa na terra de Wilson Batista, Roberto Ribeiro, Decio Carvalho, Zezé Motta, Aluísio Machado, Sebastião Mota, Jurandir da Mangueira e Zé Ramos.
— Tenho um link bem bacana com Campos. Fui produtor do Roberto Ribeiro, e ele gravou músicas minhas. O Delcio Carvalho foi meu parceiro. E o Wilson Batista foi parceiro do meu pai na marchinha “Uma casa brasileira”. A letra é do Wilson, com melodia do meu pai, o jornalista Everaldo de Barros, que tocava violão — discorre Cláudio. — Acho que é a primeira vez que me apresento em Campos. Devo ter estado aqui alguma vez com o Martinho da Vila, tocando com ele, mas não me lembro. Para um show meu, é a primeira vez — esclarece.
— Já toquei aqui no Sesc Campos. Também me apresentei numa outra situação, que não foi no Sesc, mas me lembro dessa apresentação no Sesc com o Marcus Tardelli. Lembro que não tinha esse teatro atual, era do lado de fora. Faz muitos anos! E não sei se estive no Trianon com alguém. É um teatro lindo — comenta Guinga. — Mas, Campos chegou à minha vida de novo e recrudesceu por conta de uma ex-companheira minha, cujo pai era campista e tinha um grande amor por Campos. A família é toda daqui. O avô da minha ex-companheira, pai do pai dela, se chamava Amaro, um nome muito comum em Campos. A cidade de Campos tem uma sedução... O Norte do estado do Rio é muito bonito — finaliza.
Dois respeitados músicos do cenário do samba carioca farão um show no Sesc Campos nesta sexta-feira (30). Cláudio Jorge e Guinga são os responsáveis pelo projeto “Nossa alma suburbana”, fruto do álbum “Farinha do mesmo saco”, lançado pela dupla em 2022. A apresentação está marcada para as 19h, com ingresso inteiro a R$ 10, meia-entrada a R$ 5 e gratuidade para credenciados, conveniados e membros do programa de comprometimento e gratuitade (PCD) do Serviço Social do Comércio do Rio de Janeiro (Sesc RJ). As vendas acontecem na bilheteria da unidade.
Em “Nossa alma suburbana”, Cláudio e Guinga cantam e tocam o subúrbio do Rio de Janeiro. Trata-se de apresentação musical mediada pelo historiador Rafael Mattoso, responsável por contar histórias referentes aos bairros que inetgram o repertório do show.
Cantor, compositor, guitarrista e violinista, Cláudio Jorge conquistou em 2020 o Grammy Latino de melhor álbum de samba, com o trabalho “Samba Jazz, de Raíz”. Já o compositor e violonista Guinga, entre outros feitos, tem no currículo o Prêmio Sharp de melhor disco instrumental, pelo trabalho “Cheio de dedos”, em 1996. A faixa “Dá o pé loro” também lhe rendeu a honraria na mesma edição. Com mais de 50 anos de carreira, tanto Cláudio Jorge quanto Guinga são parceiros e/ou se apredentaram com lendas como Cartola, Beth Carvalho, Martinho da Vila e Aldir Blanc, além de terem composições gravadas por uma infinidade de artistas do primeiro escalão da música popular brasileira.
Campista, Zezé fará show em sua cidade natal
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A cantora e atriz campista Zezé Motta fará um show em sua cidade natal no próximo dia 15 — a terceira sexta-feira de março. Será no Teatro Firjan Sesi Campos, em Guarus, às 20h, cantando sucessos de Caetano Veloso. Os ingressos custam R$ 40, cada, com meia-entrada a R$ 20, e serão vendidos a partir desta sexta-feira (1º), no site da Sympla e na bilheteria do teatro. Classificação: 16 anos. Duração: 80 minutos.
Intitulado “Coração vagabundo — Zezé canta Caetano”, o show estreou em setembro de 1990, no Teatro Rival, no Rio de Janeiro, com direção de Carlos Prieto. Desde então, voltou a ficar em cartaz em inúmeros momentos, passando por vários teatros brasileiros. Trata-se de uma forma de Zezé Motta homenagear o amigo Caetano Veloso, como fez com outros grandes compositores brasileiros durante os mais de 50 anos de carreira na televisão, no cinema e nos palcos.
Com Caetano, Zezé possui relação direta desde 1978, quando lançou o álbum “Zezé Motta”, pela Warner, tendo no repertório a faixa “Pecado original”. No ano seguinte, já não mais inédita, a mesma canção de Caetano foi interpretada pela própria campista no programa “Mulher 80”, da TV Globo.
Atualmente com 79 anos, Zezé Motta trará a Campos uma releitura do show de 1990, que ganhou um cenário intimista, mas caloroso, a partir da roupagem de voz e violão. Constam no repertório músicas como “Luz do sol”, “O ciúme”, “Odara”, “Esse cara” e “Sampa”, bem como “Tigresa”, que Caetano Veloso compôs tendo Zezé como uma das musas inspiradoras. No palco, a artista é acompanhada pelo violonista Zeppa Souza.
Ao contrário do que o Goytacaz chegou a informar em nota oficial na última sexta-feira (23), ainda não está batido o martelo quanto à não participação na Copa Rio e na Série B1 do Campeonato Estadual nesta temporada. A informação é do presidente do conselho deliberativo alvianil, Rodolfo Laterça, que vincula a possibilidade de o Goyta não pedir licença à Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) ao surgimento de eventuais investidores.
— Esta decisão ainda não foi definida, ainda não foi batido o martelo. Nós vamos aguardar mais uns dias. Temos até o dia 10 (de março) para comunicar à federação. Se aparecer algum investidor... Porque a Prefeitura, infelizmente, eu não posso contar com esse prefeito (Wladimir Garotinho). Ele se declara apaixonado pelo Goytacaz, mas vai ver decisão do Flamengo no Uruguai — criticou Rodolfo Laterça.
Segundo o presidente do conselho deliberativo do Goytacaz, a atual diretoria alvianil investiu cerca de R$ 2 milhões desde o início da gestão, em janeiro de 2022, para pagar dívidas e resolver outras pendências administrativas. Dificuldades financeiras já haviam sido mencionadas na nota oficial de sexta-feira, que também citou erros de arbitragem e fez duras críticas à Ferj.
Consta na nota do Goyta que a decisão — agora incerta — de não disputar as competições estaduais em 2024 surgiu “diante da realidade assustadora dos valores praticados pela Ferj, diante dos péssimos serviços de arbitragem prestados, diante do absurdo sistema de acesso às séries principais, em que apenas um clube de futebol profissional obtém êxito para a Série A2 e para a Série A1”.
Procurada pela Folha, a Ferj confirmou que não houve formalização do pedido de licença do Goytacaz e disse que não vai responder as críticas feitas pelo clube. Também ouvida, a Prefeitura de Campos lembrou ter conseguido patrocínio de R$ 20 mil mensais para o Goyta em 2022, junto à iniciativa privada, mas que os pagamentos eram bloqueados pela Justiça devido a débitos do clube “com diversos credores”.
— A Prefeitura informa ainda que só poderia ajudar de maneira direta caso o clube tivesse suas certidões em dia, o que não é o caso. Infelizmente, alguns ainda não compreenderam que, sem profissionalismo e gestão eficiente, o clube continuará amargando resultados ruins dentro e fora do campo — diz a nota do poder público municipal.
Fundado em 1912, o Goytacaz chegou ao seu pior momento esportivo em 2021, quando foi rebaixado à quarta divisão do Estadual. Vice-campeão da Série B2 no ano seguinte, o clube retornou à terceira divisão, mas não conseguiu um novo acesso no ano passado, permanecendo na Série B1. Caso seja protocolado o pedido de licença este ano, a tendência é que o Goyta seja novamente rebaixado à quarta divisão. O mesmo acontecerá com o Barra da Tijuca, que também disputaria a Copa Rio e a Série B1, mas já oficializou o seu licenciamento.