Droga contra enxaqueca no emagrecimento
19/07/2022 | 06h42
Os Triptanos são uma classe de drogas utilizadas classicamente para o tratamento de enxaqueca.
Mas recentemente pesquisadores encontraram uma utilidade insólita para essas substâncias: a perda de peso.
O estudo publicado no Journal of Experimental Medicine no dia 11 deste mês, mostra que camundongos que ingeriram triptanos mostraram perda de peso e consumo alimentar reduzido e, o mais surpreendente é que os resultados surgiram em menos de um mês.
Segundo Chen Liu, Ph.D., os triptanos são conhecidamente seguros e seriam uma nova arma na luta contra a pandemia de obesidade que o mundo observa. 
Os receptores de serotonina do tipo 1 B, ainda pouco estudados, parecem ser o alvo da ação dos triptanos e levariam a uma sensação de saciedade precoce, além de auto-satisfação.  
Como de praxe novos estudos devem ser conduzidos, afim de se atestar a eficácia em médio e longo prazos dessas substâncias no tratamento da obesidade.  
Compartilhe
Vacina contra gripe e Alzheimer
04/07/2022 | 06h47
Segundo uma pesquisa bem recente, há relação direta entre a vacina contra influenza e a doença de Alzheimer.
O artigo foi publicado por pesquisadores da Universidade do Texas (24/06/22; Journal of Alzheimer's Disease) e analisou 935,887 pessoas vacinadas e 935,887 não vacinadas, durante 4 anos.
Os pacientes avaliados no estudo apresentavam mais de 56 anos e observou-se que a incidência de Alzheimer foi 40 % menor em pessoas vacinadas.
Também foi relatado que a vacinação anual seria mais eficaz na prevenção da doença.
Os mecanismos dessa proteção seguem sendo estudados, mas especula-se que pneumonias, febre, etc, comuns no quadro de influenza, podem agravar ou mesmo desencadear alterações que levem ao Mal de Alzheimer.
Mais um ótimo motivo para a vacinação contra gripe!
Compartilhe
Pílula do Exercício
26/06/2022 | 06h51
Cientistas da Faculdade de Medicina de Stanford publicaram semana passada dados no mínimo muito interessantes.
O artigo publicado na NATURE, uma das mais renomadas revistas científicas, descreve a identificação de uma molécula produzida durante o exercício, que pode revolucionar a nossa relação com as atividades físicas.
Que a prática de exercícios físicos regulares reduz o apetite, auxilia na perda e controle do peso, etc, todos já sabem, contudo os mecanismos exatos de como isso ocorre ainda precisam ser esclarecidos.
Segundo Jonathan Long, MD, pesquisador da Stanford, os mecanismos moleculares ainda são desconhecidos e devem ser elucidados.
Analisando o sangue de corredores, identificou-se uma molécula chamada de Lac-Phe, que é produzida após o exercício intenso.
Essa molécula é sintetizada a partir do ácido láctico, aquele que causa queimação na fadiga muscular, e fenil alanina, um aminoácido.  
Estudos realizados em camundongos obesos, mostraram que altas doses de Lac-Phe reduziu o consumo alimentar em 50%, sem afetar o seu comportamento.
Também foi observada perda de peso e melhora na resistência à insulina nos camundongos que ingeriram a Lac-phe.
Curiosamente essa molécula foi identificada em cavalos de corrida e em humanos, sugerindo fazer parte de um mecanismo adaptativo ancestral.
Os exercícios de alta intensidade e curta duração foram mais eficazes na elevação da Lac-phe, seguidos por exercícios de resistência e longa duração. 
Os dados sugerem uma aplicação terapêutica sem precedentes e que podem vir a auxiliar em muito, pessoas que não conseguem manter uma rotina de exercícios mais intensos, como alguns idosos e indivíduos com outras limitações. 
_A indústria farmacêutica já deve estar com os olhos cintilantes...
 
Compartilhe
Câncer de Esôfago
19/06/2022 | 07h55
abril.com.br
O Esôfago é um tubo muscular que leva o alimento mastigado até o estômago. 
Infelizmente dados recentes da OMS afirmam que é um dos tipos de câncer que mais cresce em todo o mundo. 
Um dos problemas é que os sintomas tendem a ser ignorados, por se parecerem em muitos casos com uma simples "azia". 
Um outro sintoma é a saciedade precoce: a pessoa come poucas garfadas e se sente de estômago cheio.
Dores abaixo das costelas, desconforto ou dores no peito ao engolir, tosse persistente, perda de peso não intencional, alterações de voz (torna-se mais rouca), também podem ser sintomas da patologia.
O importante em todos os casos é que se procure o quanto antes um gastroenterologista para uma endoscopia.
No Brasil os tumores de esôfago já são a quinta causa de mortalidade por tumores em homens (Ministério da Saúde, 2020). 
Como sempre, além da genética, o tabagismo, o consumo exagerado de álcool (principalmente bebidas destiladas), consumo de alimentos industrializados são fatores predisponentes e a obesidade foi adicionada à lista recentemente.
Mas calma, a grande maioria dos casos de azia e disfagia (dificuldades em engolir) são condições bem mais simples, como gastrites e esofagites de refluxo.   
 
 
Compartilhe
Ovo para o coração
30/05/2022 | 06h20
Um amplo estudo realizado por pesquisadores chineses, sugere uma relação direta entre o consumo de ovos e a saúde cardíaca. 
A pesquisa realizada com 4778 indivíduos, sendo 3400 portadores de alguma patologia cardíaca, foi feita com o uso de Ressonância Magnética Nuclear Direcionada, que analisou substâncias no sangue resultantes do consumo regular de ovos, dentre outras. 
Observou-se que uma delas, a Apolipoproteína A-1, que compõe o chamado bom colesterol (HDL) foi encontrada em maiores níveis nos comedores regulares de ovos.
Essas pessoas apresentaram uma incidência bem menor de doenças cardíacas e vasculares.  
O Dr Lang Pan, pesquisador chefe, ressalta que o estudo considera o consumo de um ovo por dia como saudável, lembrando que a gema dos ovos é uma rica fonte de colesterol.
Na nossa humilde opinião, no Brasil principalmente, houve uma virada muito radical em relação ao consumo de ovos nos últimos 10 anos:
as pessoas se limitavam a consumir 4-5 ovos por semana e passaram a consumir o triplo.
No meio esportivo, observamos na prática clínica, atletas consumindo 20 ovos por dia (!), com o conceito equivocado de que quanto mais proteína melhor... 
Compartilhe
Retardar o envelhecimento
01/05/2022 | 07h41
dentalpress
Um estudo publicado recentemente na Nature Communications sugere que certas mudanças podem retardar o processo de envelhecimento.
A população mundial vem apresentando aumento na expectativa de vida tanto de homens quanto mulheres, com um número cada vez maior de pessoas acima dos 60 anos em relação aos jovens. 
O envelhecimento é marcado por inúmeras alterações fisiológicas e metabólicas, incluindo a perda progressiva de massa muscular, que pode ser mais intensa em certas pessoas (sarcopenia). 
Essa perda de tecido muscular se inicia aos trinta a quarenta anos, mas se intensifica após os 60.
A redução de massa magra está intimamente ligada à dependência de cuidadores e parentes no dia-a-dia dos idosos, de forma que vários estudo tem sido realizados no sentido de reduzir essa perda muscular. 
De acordo com o Dr. Daniel Ham, restrições calóricas parecem favorecer a manutenção de massa muscular, porém para surpresa da equipe de pesquisadores, o estudo realizado em camundongos mostrou que a rapamicina pode ser bem mais eficaz.  
A associação entre restrição calórica e a rapamicina foi ainda mais efetiva. 
Essa droga é utilizada para evitar rejeição a transplantes (age como imunossupressora) e parece inibir uma molécula (mTORC1) ligada a perda de músculos com a idade. 
Os resultados são muito animadores, mas obviamente são necessários mais estudos e testes em modelos mais próximos ao humano. 
 
 
Compartilhe
Insônia e Obesidade
17/04/2022 | 06h36
Achados científicos publicados por pesquisadores da Clínica Mayo mostram uma relação direta entre a insônia e quadros de obesidade. 
Segundo Naima Covassin, Ph.D., cardiologista do estudo, a falta de sono aumenta em 9% a área abdominal total e aumenta em 11% a quantidade de gorduras viscerais.
Já é notório que o aumento nas gorduras viscerais é ligado a riscos cardiovasculares e Síndrome Metabólica.
Os dados do estudo foram publicados no Journal of the American College of Cardiology e curiosamente um dos fatores apontados pelo estudo, além de estresse, é o fato de que ficando mais tempo acordados teríamos mais tempo para ingerir calorias...famoso assalto à geladeira. 
Lembramos aqui que a insulina é o grande hormônio produtor de gorduras subcutâneas, de forma que a ingestão de doces à noite ainda piora a situação geral.  
Compartilhe
Covid e Testosterona
04/04/2022 | 06h08
uol
Segundo artigo publicado na Scientific Reports existe uma relação direta entre a infecção por COVID-19 e os níveis de estrógenos e testosterona. 
O Professor John Manning defende que a gravidade da Covid apresenta correlação com baixos níveis de testosterona/ alto estrogênio. 
O fato de idosos apresentarem maior gravidade na infecção pode ser em parte explicado por esse fator, segundo o pesquisador. 
Porém, mais preocupante em tempos que a pandemia parece ter finalmente cedido, é a questão do que a Covid deixa para trás...
Alguns dados preliminares indicam que o "pós-covid" pode ser acompanhado de redução acentuada na produção de testosterona. 
Novos estudos estão em andamento, mas há fortes indícios que uma espécie de andropausa precoce pode ser decorrente da infecção. 
Resultados de outros estudos já avaliavam relatos de "perda de libido" e "impulso sexual" reduzido após a covid. 
 Aguardemos...
Compartilhe
Frutose e doença hepática
20/03/2022 | 07h07
De acordo com um estudo da Universidade de Barcelona, o consumo regular de alimentos contendo xarope de milho tem relação direta com esteatose hepática. 
O Dr Carlos Laguna, pesquisador chefe, afirma que a associação entre uma dieta com teores elevados de gorduras não seria suficiente para o desenvolvimento de esteatose hepática. Mas o consumo concomitante de fontes de frutose líquida traria aumento de até 34% na probabilidade dessa doença surgir.
A frutose é um monossacarídeo, ou seja, um açúcar. Como os açúcares são praticamente digeridos, a sua absorção é imediata, causando picos de glicose no sangue e picos de insulina em resposta. 
Níveis altos de insulina, mantidos cronicamente são um fator causador de esteatose hepática (vulgo fígado gorduroso).  
A indústria alimentícia utiliza largamente o xarope de milho (frutose líquida) na produção de bebidas açucaradas em geral, como refrescos, sucos, refrigerantes, bebidas alcoólicas doces, etc. de forma que se o produto é doce e não é diet (adoçado com alguma alternativa edulcorante como stévia, por exemplo), as chances de conter xarope de milho ou outro açúcar com frutose é de quase 100 %.
Um agravante nos rótulos é que os dizeres "100% natural" OU "adoçado naturalmente" são amplamente empregados em produtos com xarope de milho...
Infelizmente a esteatose hepática, quase sempre assintomática, é porta de entrada para outras patologias mais sérias, como esteato hepatite e cirrose hepática. 

Compartilhe
Vitamina D3!
04/03/2022 | 07h42
googlesearch
De acordo com um estudo de 25 de fevereiro do corrente ano, há uma grande diferença nos efeitos da vitamina D2 e da vitamina D3. 
O estudo foi realizado durante 12 semanas e avaliou-se vários impactos do uso de vitamina D2 e D3 na saúde dos participantes. 
Surpreendentemente, não se observou praticamente nenhum efeito da ingestão da vitamina D2, enquanto a suplementação com vitamina D3 exerceu importantes impactos na saúde, principalmente no sistema imune:
"Observamos aumento na produção de Interferon tipo I nos participantes, uma molécula crucial na primeira linha de controle de infecções bacterianas e virais" afirma o Dr. Colin Smith, pesquisador chefe.
A ação dos raios ultravioleta (UVB) na epiderme promove a ativação da vitamina D3, mas a sua presença em alimentos de forma natural é pequena.  
Os pesquisadores afirmam ser urgente a necessidade de um estudo amplo e de escala mundial para se definir novos patamares de ingestão da vitamina D3 e, de antemão, defendem a suplementação com essa forma da vitamina D. 
OBS: há estudos que defendem enfaticamente a suplementação com vitamina D3 em infecções, como a por Covid-19. 
Compartilhe
Sobre o autor

Leonardo Gama

[email protected]