A seleção feminina goleou o Panamá, um adversário frágil, é verdade, mas fez o dever de casa com louvor e jogou um futebol plástico e de alto nivel, muito em falta, nas últimas décadas, nos clubes brasileiros e na seleção.
Nos clubes, nos últimos 20 anos, tirando algumas raras exceções, as mais recentes com o Flamengo de Jesus de 2019, que ganhou Libertadores e Brasileiro, e o Fluminense de Diniz, num breve período encerrado em maio deste ano, que rendeu só um Carioca, existiram até vários times bem competitivos e vencedores, mas sem jogar um futebol plástico e de alto nível.
A seleção masculina, nos últimos 20 anos, encantou com o quarteto mágico de 2005. Deu esperança com a Copa das Confederações de 2013. Ambas naufragaram na Copa. E o futebol brasileiro de verdade, de magia e plasticidade, parou por aí.
Que a seleção feminina mostre contra adversárias mais fortes, como a França, que enfrentará sábado, se de fato tem esse futebol mesmo e continue conquistando brasileiros e audiência.