Nino Bellieny
16/01/2024 08:33 - Atualizado em 16/01/2024 08:49
I.A.
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Google
Por Nino Bellieny
Ela ainda não atingiu a perfeição, mas não está muito longe e será difícil em qualquer campo a identificação do que é ou não I.A.: Inteligência Artificial.
No jornalismo, já atua, ajudando aos preguiçosos, aos inexperientes, aos não- criativos e aos que são tudo ao mesmo tempo. Por enquanto, é possível saber se o texto é feito ou não por I.A., assim como sabe-se pelo estilo, vocabulário e outras técnicas de construção, se é mesmo o humano que assina, quem fez.
Há os que usam a I.A. editando-a: Texto pronto, um corte ali, outro lá, uma palavra acrescentada, e pronto, engana melhor.
Evidente que é um direito, usar o cérebro digital, e não há escapatória, veio para ficar, com regras ou não, ficará.
Mas e o leitor mais atento, é isto o que deseja? Se houver honestidade nos veículos de mídia assumindo o uso do recurso, será mais fácil a assimilação.
Por enquanto, quem a usa não admite, e produz em série quantos textos quiser, matérias inteiras feitas na engrenagem invisível da artificialidade.
COMO IDENTIFICAR
Dependerá do olhar cultural do leitor e conhecimento prévio sobre quem está assinando determinado material; o estranhamento da súbita mudança de estilo; o uso das palavras vazias; a repetição de começo de parágrafos; o ritmo semelhante em longos períodos; a mecanização de frases, e a falta do lide jornalístico, com as clássicas perguntas sem as quais quem lê pouco entenderá quando, onde, como,quem, por quê, porque, o quê, só para ficar no basal.
São informações vazias e geladas, sem as respostas às indagações acima, perda de tempo de quem realmente quer saber uma informação correta. Em tempos de leitura rápida, é terra adubada para fakes news.
Quem não escreve bem, e quase sempre lê mal, não conseguirá usar a I.A. de forma plena, pelo menos não ainda.
A Inteligência Artificial é mais uma ferramenta dependente do caráter e intenções de quem a usar, e pode ser do bem, ou não, não demorando muito para os impactos acontecerem.
Ela já está espalhada, nos blogs, nas assessorias de imprensa, na mídia em geral, não se dando conta, quem dela se aproveita, do fim da própria atividade.
Todavia, quem escreve com personalidade, coloca a cara na reta, se dedica, se reinventa, não deve temer, haverá sempre lugares para humanos com talento, ainda que, cada vez, mais raros.