PT perde poder de fogo ao deixar Lindbergh fora da CPMI do 08 de Janeiro
Gilberto Gomes
Partido abre mão de um dos seus quadros mais combativos no Congresso devido críticas ao arcabouço fiscal

A ausência do deputado federal Lindbergh Farias na CPMI do 08 de Janeiro incomodou grande parte da militância petista que sabe da importância deste espaço para o enfrentamento do bolsonarismo no país.

A decisão, que mais parece uma vingança pueril, partiu de setores mais à direita do PT, que não aceitaram bem as cobranças de Lindbergh por uma proposta de arcabouço fiscal que enfrentasse melhor as práticas abusivas do mercado e dos bancos.

Abrir mão da indicação de Lindbergh, um dos quadros mais combativos do PT no Congresso, à CPMI, como forma de punição e censura, coloca o partido em posição vulnerável diante uma direita que precisa ser enfrentada com vigor num dos temas que mais tem sido explorados na rede bolsonarista de fake news e desinformação.

Demonstra, mais ainda, que determinados setores do partido estão dispostos a queimar qualquer parlamentar que se opuser às práticas de conciliação com o mercado, centrão e companhia.

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Em entrevista ao portal Fórum, Lindbergh disse que o governo é rígido com seus críticos à esquerda e não tensiona com os setores mais ao centro do Congresso Nacional. “A nossa articulação política é muito frágil, é quase um gatinho quando se fala na articulação política com o Lira e com o Centrão”, pontuou.

“Eu não vejo essa valentia toda na hora da articulação com o centrão", continuou. "Os nossos negociadores são muito amadores. Eles não se impõem. Tem uma ala do PT aqui em Brasília que sempre teve uma aproximação com o Lira e trata ele como aliado", completou.

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