A ausência do deputado federal Lindbergh Farias na CPMI do 08 de Janeiro incomodou grande parte da militância petista que sabe da importância deste espaço para o enfrentamento do bolsonarismo no país.
A decisão, que mais parece uma vingança pueril, partiu de setores mais à direita do PT, que não aceitaram bem as cobranças de Lindbergh por uma proposta de arcabouço fiscal que enfrentasse melhor as práticas abusivas do mercado e dos bancos.
Abrir mão da indicação de Lindbergh, um dos quadros mais combativos do PT no Congresso, à CPMI, como forma de punição e censura, coloca o partido em posição vulnerável diante uma direita que precisa ser enfrentada com vigor num dos temas que mais tem sido explorados na rede bolsonarista de fake news e desinformação.
Demonstra, mais ainda, que determinados setores do partido estão dispostos a queimar qualquer parlamentar que se opuser às práticas de conciliação com o mercado, centrão e companhia.
Em entrevista ao portal Fórum, Lindbergh disse que o governo é rígido com seus críticos à esquerda e não tensiona com os setores mais ao centro do Congresso Nacional. “A nossa articulação política é muito frágil, é quase um gatinho quando se fala na articulação política com o Lira e com o Centrão”, pontuou.
“Eu não vejo essa valentia toda na hora da articulação com o centrão", continuou. "Os nossos negociadores são muito amadores. Eles não se impõem. Tem uma ala do PT aqui em Brasília que sempre teve uma aproximação com o Lira e trata ele como aliado", completou.
