Ainda sem divulgar parcial de vacinados, servidores da saúde em Campos denunciam bastidores da imunização
24/01/2021 | 02h36
Denúncias indicam ausência de transparência na lista parcial de vacinados, lentidão na distribuição das doses e exclusão de servidores da saúde de uma suposta lista “prioritária”.
Ainda que a prefeito Wladimir tenha afirmado receber inicialmente doses suficientes para imunizar toda a linha de frente que vem combatendo bravamente a Covid-19 em Campos, diversos servidores da saúde têm relatado a ausência de informações sobre quando serão vacinados.
Passados 6 dias da chegada das primeiras doses no Aeroporto Bartholomeu Lisandro, chama atenção que a prefeitura ainda não tenha divulgado o número total de vacinados, como diversas cidades pelo país tem feito.
A ausência de transparência com informações de interesse público tão relevantes como a vacinação é algo grave e, entre as mais brandas suposições, pode indicar a lentidão na distribuição das doses, como apontam comentários de alguns servidores, que ainda afirmam, além da ausência de informações, as péssimas condições de trabalho.
Vale destacar que experiências como o vacinômetro funcionam como importantes ferramentas de controle social, permitindo que a população acompanhe de perto o plano de imunização do município, onde e em que quantidade as doses estão sendo aplicadas. Ajudam a coibir, ainda, escândalos de “fura-filas”, que tem sido comuns em diversos municípios pelo Brasil, além de ampliar a confiabilidade das vacinas em grupos ainda resistentes à imunização.
App Vacinômetro da cidade de Feira de Santana/BA
App Vacinômetro da cidade de Feira de Santana/BA
Outros servidores ainda relatam que foram retirados de uma lista - não divulgada pela prefeitura - mesmo atuando na linhas de frente e com contato diário com infectados da Covid.
Confira abaixo os relatos obtidos através de denúncias nas redes sociais. Os nomes dos servidores foram mantidos em sigilo.
 
 
 
 
 
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Ainda sem apresentar planos para a educação municipal, Wladimir pactua escola cívico-militar em Campos
05/01/2021 | 23h04
Defendida por grupos bolsonaristas, a proposta prevê a implantação de ao menos uma escola cívico-militar no município e camufla o real problema da educação em Campos: a falta de investimento.
Divulgação Internet
Nesta terça-feira o prefeito Wladimir Garotinho se reuniu com o vereador e pastor da Igreja Universal, Anderson de Matos, para debater a adesão do estado do Rio de Janeiro e da cidade de Campos à proposta de escolas cívico-militares do governo federal.

A reunião apontou o alinhamento entre o prefeito Wladimir e as demandas dos grupos bolsonaristas na cidade de Campos. Vale destacar que até o momento o prefeito ainda não divulgou qualquer plano para a educação municipal ainda no contexto da pandemia.

Em vídeo divulgado nas suas redes sociais, o vereador e o prefeito alegam que a proposta prevê fortalecer o ensino público de Campos, no entanto, o ranking das melhores escolas públicas do país ainda aponta um desempenho inferior das escolas militares no Brasil, em relação a demais instituições públicas.

Entre as 10 melhores escolas públicas no ranking divulgado pelo MEC em 2017, 7 eram institutos federais ou colégios de aplicação ligados a universidades federais, 2 escolas estaduais e apenas 1 colégio era militarizado.

O vereador Anderson, que também é um defensor do “Escola Sem Partido”, esquece de destacar em seu vídeo o teor ideológico das escolas cívico-militares. O ex-ministro Weintraub deixou claro em dezembro de 2019 que o programa não é para formar melhores cidadãos ou seres humanos com maior capacidade crítica, mas sim “para garantir que nossa bandeira verde e amarela jamais será vermelha”. A fala foi durante o anúncio das 54 escolas cívico-militares em 2020.
As escolas cívico-militares se tornaram bandeira do governo Bolsonaro durante as desastrosas passagens dos Ministros Vélez Rodrigues e Weintraub, em meio a severos cortes no orçamento do ensino federal.

Os defensores das escolas cívico-militares gostam de citar os bons resultados e a “ordem” dos Colégios Militares, mas há uma diferença fundamental: estas unidades, de responsabilidade das Forças Armadas para formar futuros militares, investem em média R$ 19 mil ao ano por estudante. Nas escolas públicas que serão militarizadas no projeto de Bolsonaro, o investimento atual é em média de R$ 6 mil por aluno anualmente, por isso, o governo prometeu um aporte de R$ 54 milhões para o programa de militarização, cerca de R$ 1 milhão para cada escola cívico-militar. Ou seja, muitos municípios são levados a aderir a um programa disciplinar nebuloso para garantir recursos.


Assim como os Colégios Militares, os Institutos Federais têm ótimos resultados, também devido ao investimento mais alto (R$ 16 mil ao ano por aluno). Porém, são sistematicamente difamados e atacados pelo atual governo, que teme a liberdade de expressão e manifestação nestas instituições, liberdade essa que é determinantemente vedada nas escolas militares, onde os alunos são, por exemplo, proibidos de participarem de manifestações com os uniformes das escolas e iniciativas democráticas como a criação de Grêmios Estudantis não é incentivada.

Pra finalizar, a militarização das escolas é apontada como solução para escolas violentas, em locais de vulnerabilidade social. Muitos especialistas questionam por que a polícia e as Forças Armadas não solucionam os problemas no bairro ao entorno da escola, como é sua função. Conforme aponta a Prof. Dra. Catarina de Almeida Santos, da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB): “o que a polícia, que não entende de educação, está fazendo dentro das escolas? Se a justificativa é que a escola está violenta, a resposta é que a violência está na sociedade em que a escola está inserida. Se a polícia não está dando conta da insegurança na sociedade, por que ela vai dar conta da escola?”
Por Gilberto Azeredo Gomes às 22:56
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Joga pra galera: sem divulgar plano municipal de transporte, governo Wladimir devolve as vans ao centro de Campos em meio a confusões e preços abusivos
04/01/2021 | 17h43
Primeiro dia de retorno do transporte alternativo ao Centro da cidade foi marcado por passagens que chegavam ao valor de R$8,00                                                                                                                                                                                                                    
Nesta segunda-feira, o governo Wladimir Garotinho buscou atender uma das principais pautas das últimas eleições: o transporte. Após o caos dos terminais sem infraestrutura implantados pelo governo Rafael, o atual governo interrompeu o sistema e devolveu as vans ao Centro, no entanto, sem a divulgação de qualquer plano municipal de mobilidade urbana ou fiscalização do serviço entregue à população.
Nas redes sociais da prefeitura, muitos comentários questionavam a ausência de fiscalização no retorno das vans, que foi marcado nesta segunda-feira (04) por passagens mais caras.
Segundo usuários, quem fazia a linha Farol x Centro, por exemplo, precisou complementar a passagem de R$2,75 do Anda Campos ou Rio Card com mais R$6,00.
Outros comentários ainda questionavam como ficará o trânsito da cidade, uma vez que o retorno das vans ao Centro aconteceu sem qualquer tipo de orientação prévia, ainda nesta primeira primeira semana de 2021.
Diversos motoristas do transporte alternativo também não encontravam informações sobre suas novas linhas como rotas, pontos de embarque e valores a serem praticados.
Uma das primeiras oportunidades do governo Wladimir demonstrar como conduzirá grandes políticas públicas em Campos ficou marcada pela ausência de capacidade técnica, penalizando ainda mais a vida dos trabalhadores e trabalhadoras que há mais de uma década enfrentam o abandono do transporte público.
Vale destacar ainda o silêncio de muitos parlamentares campistas, numa Câmara de Vereadores que promete refletir ainda mais a omissão dos últimos anos.
Enquanto não for debatido, construído coletivamente e divulgado um plano municipal com objetivos, metas e diretrizes para o transporte público de Campos, qualquer tipo de política descoordenada e sem transparência não passará de uma tentativa covarde de auto promoção do novo governo às custas do povo campista, fadado a encarar o mesmo caos do último governo.
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Inimigos? Grupos de Garotinho e Rafael Diniz se unem contra prorrogação do auxílio emergencial
18/07/2020 | 17h27
Wladimir Garotinho (PSD) e Marcão Gomes (PL) votaram contra estender o auxílio-emergencial do governo federal até dezembro deste ano
Reprodução da internet
Se em Campos os grupos políticos ligados a Rafael Diniz e à família Garotinho parecem não se entender, em Brasilia/DF estão bem unidos sob o mesmo ideal.
Na última quarta-feira ocorreu a votação para ampliação do auxílio-emergencial até dezembro deste ano, destinado aos milhões de trabalhadores desempregados e penalizados pela pandemia.
Com 309 votos contrários e 109 a favor da extensão do auxílio, chamou atenção a presença de alguns votos que, em Campos, se pintam como inimigos, mas em Brasília andam de mãos dadas contra o povo. O prefeitável Wladimir Garotinho (PSD) e Marcão Gomes, ex-vereador e, por mais incrível que pareça, ex-secretário de assistência social de Campos, votaram contrários à prorrogação do auxílio que tem socorrido milhões de desempregados, jovens, pais e mães de família. 
Os dois representantes de Campos na Câmara dos Deputados a favor de acentuar a barbárie social que toma conta do país, como pode ser conferido aqui
Outros aliados de Rafael Diniz, como Marcelo Calero (Cidadania — mesmo partido de Rafael), também votaram contrários a prorrogação do benefício.
Em bloco, todos parlamentares do PT, PSOL e PCdoB votaram favoráveis à prorrogação do auxílio, assim como parte do PDT e PSB, com votações divididas.
Aos olhos da população campista, mais um claro sinal que os inimigos não são tão inimigos assim.
Representam, sob óticas diferentes, o mesmo projeto econômico de poder. 
Nota: a repercussão desta matéria provocou acusações infundadas sobre as informações aqui apresentadas. A votação foi aberta e o voto de cada deputado aqui citado é público, não havendo qualquer falsa afirmação. O voto de cada deputado pode ser conferido neste link abaixo. 
Por Gilberto Gomes para o Folha1 Blogs.
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#BrequeDosApps: Entregadores de aplicativo em Campos confirmam adesão à paralisação nacional neste dia 01º
30/06/2020 | 21h13
O Blog do Gilberto conversou com um destes trabalhadores sobre a adesão à paralisação nacional em Campos, que busca melhores condições de trabalho
Folha1
No final de janeiro deste ano, publicado neste blog e repercutido pela redação do Folha1, (aqui) observamos a relação entre a crescente informalidade decorrente do desemprego em Campos e o consequente aumento do número de trabalhadores que buscavam oportunidade de renda junto aos aplicativos de entrega.
De lá pra cá, o fenômeno, além de crescer, tomou proporções ainda mais intensas com a chegada do Covid-19 ao Brasil, que trouxe à tona a importância destes profissionais que, mesmo em meio à pandemia, enfrentam diariamente os riscos para garantir que a população muitas das vezes não precise sair de casa para comprar comida e outros itens.
Em meio a crescente onda de manifestações antirrascistas e antifascistas nas últimas semanas, surgiu em São Paulo uma mobilização de motoboys e entregadores de apps por melhores condições de trabalho, agravadas pela pandemia. A mobilização se espalhou pelo Brasil e resultou na paralisação que deverá ocorrer amanhã (01), em todo o país. 
E, pelo visto, não será diferente em Campos. Conversamos com Gabriel Fernandes, jovem de 19 anos, estudante e entregador de aplicativos no município, que relatou as dificuldades do trabalho junto às plataformas, comentou sobre a paralisação de amanhã e confirmou a adesão dos entregadores campistas. 
Gabriel relata que decidiu começar a trabalhar com as entregas em Campos, de bicicleta, aos 18 anos, pois pretendia garantir uma maior independência financeira, pagar a faculdade e tirar sua 1ª habilitação. No começo, segundo ele, a remuneração parecia ser justa e agradava.
No entanto, com o passar do tempo, surgiram as primeiras dificuldades: "o maior problema é o suporte do aplicativo. Há um dispositivo nos apps chamado score, em que toda vez que o cliente não é localizado, por exemplo, e isso é relatado, a pontuação do entregador fica menor e a consequência disso são bloqueios temporários e menos entregas disponibilizadas. Ainda é possível observar uma preferência dos aplicativos pelo "novatos", em detrimento de quem está há mais tempo". 
Gabriel continua: "sempre tive boas pontuações no aplicativo, possuía um score alto, fazia minhas entregas corretamente. Mas sempre que algum cliente colocava endereço errado ou não aparecia para buscar a entrega, minha pontuação diminuía e as próximas entregas disponibilizadas sempre eram em locais distantes, em média num raio de 6km - distância máxima permitida para entregadores de bicicleta - que não são remunerados por km percorrido." 
Soma-se isto, segundo Gabriel, o constante risco de acidentes, assaltos e furtos que não recebem nenhum suporte dos aplicativos: "o Ifood não se importa com os entregadores e sob qualquer alegação de clientes, que muitas vezes mentem sobre não ter recebido corretamente as entregas para receber descontos ou reembolsos, somos bloqueados e precisamos nos virar para buscar outra fonte de renda."
Sobre a paralisação nacional de amanhã, Gabriel relata que, no início, em Campos, temia pela falta de unidade dos entregadores, pois não acreditava que "apenas um ou dois parando surtiria algum efeito", porém, observa que nas últimas horas tem havido uma intensa repercussão e organização nos grupos de whatsapp dos entregadores da cidade, que já anunciam que irão aderir à mobilização que vem sendo chamada de #BrequeDosApps nas redes sociais: "vamos parar mesmo, só faltava essa organização inicial".
Nas mesmas redes sociais, clientes tem sido convidados a compreender as situações de abuso e exploração que muitos destes trabalhadores sofrem e, no dia de amanhã, boicotarem os aplicativos em solidariedade aos entregadores.
A orientação é que se você precisar de alguma entrega, entre em contato diretamente com o entregador ou motoboy e faça seus pedidos, sem intermédio dos apps.
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Unidade: em São Fidélis-RJ, PSOL e PT apresentam proposta de coligação para as eleições 2020
23/06/2020 | 20h34
Chapa consolidará alternativa à esquerda para a população do município
Nesta terça-feira (23), São Fidélis recebeu, através de uma carta aberta, a informação da coligação dos dois principais partidos de esquerda do município: o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e o Partido dos Trabalhadores (PT).
Numa eleição que será marcada pelos debates acerca da importância da saúde pública, a chapa contará com dois profissionais da saúde concorrendo ao pleito: os médicos Dr. Sebastião Neto (PSOL) para prefeito e Dra. Dídia Gouveia (PT) para vice-prefeita.
Para Cláudio Cunha, advogado e militante do PT em São Fidélis, os próximos dias serão essenciais para o fortalecimento das propostas ao município, através da formação do grupo que conduzirá os debates sobre o plano de governo.
A unidade consolidada entre os partidos representa o surgimento de uma forte alternativa para a população fidelense.
Segundo Dr. Sebastião, pré-candidato a prefeito da chapa, a unidade “resgata a mais profunda e necessária defesa dos interesses da maior parte do povo da cidade de São Fidélis, que são os trabalhadores e trabalhadoras, pequenos e médios produtores da cidade, do interior e de toda luta contra o racismo, a homofobia, o machismo a intolerância religiosa, qualquer tipo de discriminação e também a luta intransigente contra a corrupção e a apropriação dos bens públicos.”
Confira abaixo, na íntegra, a carta aberta divulgada pelos dois partidos:
"CARTA AO POVO DE SÃO FIDÉLIS
Somos um grupo de cidadãos fidelenses que sonham e desejam uma cidade melhor, um Município progressista, desenvolvido e com crescimento econômico.
Sonhamos com um Município com uma agropecuária forte, com empresas que gerem renda e empregos para os nossos jovens.
Sonhamos com uma cidade em que a saúde e a educação sejam de qualidade, acessível a todos os seus moradores.
Sonhamos com uma cidade com o meio ambiente sustentável, com justiça social, com a participação democrática dos cidadãos nos seus destinos.
E não sonhamos em vão, mas acreditamos firmemente que podemos contribuir para que São Fidélis seja essa cidade, com seu povo feliz.
Acreditamos numa forma de administração ouvindo a população e atendendo seus anseios, somos cidadãos que não se omitem quanto o destino de nossa cidade e queremos o melhor para ela.
Por isso o PSOL, Partido Socialismo e Liberdade e o PT, Partido dos Trabalhadores uniram esforços para apresentar uma chapa de coligação a ser apreciada em suas convenções, com dois nomes que representam o que há de melhor para os que têm compromisso com o destino de nosso Município, Dr Sebastião Neto para Prefeito e Dra Didia Gouveia para Vice-prefeita. Dois nomes dignos, comprometidos ética e socialmente com nossa cidade.
Paulo Souza
Presidente do PSOL
Sidney Siqueira
Presidente do PT
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Odisseia Carvalho é candidata a prefeita pelo PT Campos dos Goytacazes
05/06/2020 | 19h47
O direitório municipal do Partido dos Trabalhadores de Campos dos Goytacazes já tem definido o nome que disputará as eleições municipais de 2020 em Campos.
Trata-se de Odisseia Carvalho, atual presidenta do diretório municipal, professora e coordenadora do SEPE. Odisseia já foi vereadora em Campos em um dos mandatos mais atuantes e combativos na história da Câmara de Vereadores local.
Após a saída do nome de José Maria Rangel, petroleiro e presidente da FUP, dois nomes se consolidaram na reta final da escolha da pré-candidatura petista: a própria Odisseia e o sindicalista Helinho Anomal que, numa postura louvável, reconheceu a importância da unidade partidária e abriu mão da disputa de prévias que ocorreria no próximo dia 14 de junho.
Helinho ressaltou a importância do nome de Odisseia enquanto mulher, configurando o Partido dos Trabalhadores como a única candidatura feminina à prefeitura de Campos, até o momento.
Após muitos boatos sobre possibilidades de interferência quanto à candidatura própria do PT em Campos, ainda no início deste ano, o partido mostra que teve força em garantir a posição junto ao diretório estadual do partido, como noticiado aqui
ORGANIZAÇÃO
O Partido dos Trabalhadores reafirma que apresentará a população campista uma plataforma nos moldes do programa democrático-popular, que vem sendo construída de forma coletiva para o município, através das bases e com contribuições de importantes intelectuais do município.
A exemplo disto, o diretório municipal organizou na noite desta sexta-feira, um seminário de formação que contou com a participação de diversos militantes, filiados e acadêmicos que estarão dedicados à construção das candidaturas de vereadores, vereadoras e prefeita em Campos, além da apresentação de um programa de governo que promete ser o mais viável e avançado em nível garantias sociais, principalmente aquelas perdidas durante o governo Rafael Diniz, em relação a transporte, alimentação, emprego e renda.
Neste mesmo seminário foi reafirmada a confirmação da candidatura de Odisseia Carvalho, que também havia sido sinalizada mais cedo pela própria pré-candidata em reunião com o diretório nacional do PT.
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Trabalhadores RPA da infância e juventude de Campos paralisam atividades
20/05/2020 | 23h16
Acumulando 5 meses sem pagamento, profissionais dos centros de acolhimento de Campos paralisam por 24 horas na próxima sexta-feira
Em meio ao agravamento da pandemia de Covid-19 na cidade de Campos, a crise do governo Rafael Diniz parece não encontrar fim, mesmo após as graves demissões de professores, estagiários e da suspensão dos salários de diversos colaboradores.
Nesta quarta-feira (20), funcionários RPA ligados à Fundação Municipal de Infância e Juventude (FMIJ) anunciaram paralisação de 24 horas na próxima sexta-feira para reivindicar a regularização dos 5 meses de salários em atraso.
São motoristas, cozinheiras, porteiros e educadoras que, sem salários e sem condições de acessar o auxílio-emergencial da Caixa Econômica, se encontram em uma grave situação de vulnerabilidade ao não conseguirem levar comida para casa e estarem diariamente expostos aos riscos da pandemia em seus locais de trabalho.
A promotora de tutela coletiva da Infância e da Juventude de Campos, Anik Assed, se reuniu com diversos coordenadores para tratar sobre os pagamentos atrasados e determinou que em 7 dias a prefeitura regularize a situação, embora o governo já tenha sinalizado que pagará apenas um dos cinco salários em atraso.
Os funcionários, que estão sem receber qualquer pagamento desde o dia 24 de março deste ano — os pagamentos atrasados ainda incluem vencimentos de 2019 — garantem que caso não haja regularização dos salários, podem estender a paralisação por mais dias.
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Um dia após suspender salários de RPAs, Rafael Diniz segue nomeando mais cargos DAS
07/05/2020 | 17h56
Apoiadores e integrantes do governo entram em rota de colisão
Ao que parece, o argumento da queda na arrecadação não se aplica às indicações políticas de Rafael.
As medidas irresponsáveis aplicadas pelo poder municipal no início desta semana agravam ainda mais a situação da população campista frente à crise do Covid-19. Centenas de demissões entre os profissionais da limpeza pública, suspensão do contrato de professores e estagiários, além da suspensão do pagamento de RPAs.
A repercussão negativa não foi somente entre a oposição, que de imediato se manifestaram, a exemplo da contundente nota do diretório municipal do Partido dos Trabalhadores, divulgada aqui.
Informações apontam que diversos apoiadores e integrantes do governo entraram em rota de colisão com Rafael após a suspensão do pagamento de RPAs. Alguns, mais oportunistas, por acreditarem nestes profissionais como essenciais para um tentativa de reeleição de Rafael, outros, mais sensíveis, por compreenderem os impactos cruéis a vários trabalhadores que já amargavam diversos salários atrasados e, agora, se veem abandonados pela prefeitura em meio a crise do Covid-19.
Em grupos de whatsapp de apoio ao governo Rafael a noite foi agitada. Integrantes do PSB, por exemplo, partido que sustenta apoio a Rafael em Campos, reprovaram publicamente as medidas do governo. 
Na Câmara de Vereadores, o mesmo silêncio ensurdecedor de sempre, com poucos representantes se manifestando no legislativo mais apático e omisso da história de Campos.
DAS continuam sendo nomeados
O Diário Oficial desta quinta-feira, 07 de maio, dois dias após o início das suspensões de contratos e salários chamou atenção pela continuidade na intensa movimentação dos nomeados para ocupar cargos políticos no governo.
A maioria das nomeações envolve as Unidades Pré Hospitalares (UPH) da prefeitura, que enfrentam cenário de completo abandono e ingerência, conforme exemplo desta matéria (clique) divulgada aqui mesmo no Blog do Gilberto
Mas chama atenção um nome entre os nomeados: Mackoul Moussallem. Embora Mackoul já tivesse se colocado em oportunidades passadas como crítico de práticas políticas nocivas ao município de Campos, desde sua saída do PT o médico não parece se importar de caminhar com o que há de mais nefasto na cidade.
Embora já tivesse sido nomeado por Rafael Diniz em julho/2019, Mackoul volta a ser nomeado pelo governo neste dia 07/05, como Assessor Especial no gabinete do prefeito, com vencimentos de R$ 7.623,65.
A economia pretendida por Rafael não se aplica aos seus secretários e assessores.
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PT divulga nota e define medidas de Rafael: "ataque aos trabalhadores campistas"
06/05/2020 | 21h49
Em nota, partido reitera oposição às medidas, denota a insensibilidade do governo Rafael Diniz e se apresenta como alternativa.
As últimas medidas apresentadas pelo governo Rafael Diniz geraram imediata reação entre a população e nos bastidores políticos de Campos.
A redução aplicada aos serviços de limpeza urbana resultaram na demissão de centenas de trabalhadores Vital Engenharia, empresa responsável pela coleta de lixo no município. O pacote de medidas ainda inclui a suspensão do pagamento de RPAs e suspensão dos contratos de professores substitutos e estagiários.
Em resposta, o diretório municipal do Partido dos Trabalhadores, que apresentará no próximo mês seu nome que irá disputar as eleições à prefeitura de Campos, divulgou nota enfática, definindo Rafael Diniz como inimigo dos trabalhadores campistas.
Confira abaixo a nota na íntegra:
 
 
Reprodução da internet
NOTA DO PT CAMPOS DOS GOYTACAZES
O governo de Rafael Diniz mostra que não está disposto a fazer o trabalho para o qual foi eleito.

Ao demitir trabalhadores da limpeza pública em meio a uma pandemia, a Prefeitura expõe sua falência enquanto administração pública, deixando desamparada uma população que em breve será a clientela de um sistema de saúde igualmente falido.
Ao cancelar o contrato de professores temporários, agudiza a crise da educação que tem se intensificado durante a gestão Diniz.
Ao permitir a aglomeração de pessoas nas ruas de Campos, mostra como a insensibilidade ao longo destes 4 anos produziu também ineficácia e incompetência no necessário momento da ação. A contratação de um serviço para alunos de escola pública que ganhou o apelido de “kit fome” ou “kit humilhação” é só um dos capítulos diários de mau uso dos recursos públicos.

Temos urgência na resolução das problemas que envolvem a saúde pública e a assistência social na cidade. E parte dos recursos destinados a comunicação deveriam ser gastos com o pagamento de funcionários que seguem cumprindo seu compromisso sem saber como saldar as próprias dívidas. Literalmente em Campos, se paga para trabalhar!

Este governo alia-se ao pior. Não investe na população e mascara a realidade social. Entrega políticas públicas pífias como as de transporte e zomba daqueles que precisam usar conduções públicas para chegar ao trabalho ou retornar para casa.

É necessário que os trabalhadores tomem espaço na construção de outra forma de governar. Na câmara, na prefeitura e nos conselhos.

Por isso, a alternativa do Partido dos Trabalhadores para Campos é a da mudança: valorização dos profissionais no campo e na cidade, salário justo, economia participativa, emprego para todos!

Chega de descaso e de desemprego! Chega de humilhações aos servidores e a população!

Quem mudou e deu dignidade ao povo brasileiro pode dar dignidade ao povo campista!
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Sobre o autor

Gilberto Gomes

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