Vitória parcial com reintegração de posse suspensa ainda mantém famílias do PQ Aeroporto em alerta
21/04/2021 | 17h20
Justiça suspendeu reintegração de posse autorizada anteriormente. Famílias relatam disparos de seguranças durante a madrugada.
Na tarde desta quarta-feira as famílias despejadas do Parque Aeroporto, que agora ocupam o Conjunto Novo Horizonte, do Minha Casa Minha Vida, tiveram uma boa notícia: a reintegração de posse que tinha data limite para ocorrer até hoje foi suspensa. Trata-se agora de uma das maiores mobilizações sociais na história de Campos.
No despacho, destacou-se a análise de fatos que não haviam sido expostos na denúncia da Realiza Construtora e que levaram, além da revogação da reintegração, à intimação que a prefeitura de Campos preste esclarecimentos sobre os empreendimentos Novo Horizonte I, II e III no prazo de 5 dias.
Na ocupação, o dia foi movimentado. As famílias realizaram uma assembleia e dividiram um grande lanche comunitário, com apoio e presença de associações, grupos políticos, movimento estudantil, sindical e partidos. Ao longo do dia, diversos parlamentares se manifestarem em defesa das famílias, como o deputado Glauber Braga (PSOL), Talíria Petrone (PSOL) e o deputado estadual Waldeck Carneiro (PT) que entrou em contato com o prefeito Wladimir e com o secretário de Estado da PM, Comandante-geral Coronel Rogério Figueredo.
INTIMIDAÇÃO
Os moradores do PQ Aeroporto, que ainda continuam sem água, luz e com o direito de ir e vir cerceado por diversas barricadas instaladas pela Realiza, relataram que diversos tiros foram disparados na última madrugada por seguranças privados. Chamou atenção que cápsulas das munições encontradas minutos depois no local são de pistolas de uso restrito das polícias e forças armadas.
Cápsula de projétil .40 encontrado após disparos de seguranças, segundo famílias.
Cápsula de projétil .40 encontrado após disparos de seguranças, segundo famílias.
MOBILIZAÇÃO CONTINUA
Diante da pandemia, do silêncio da prefeitura, das ordens de despejo e tendo como único teto as casas do Conjunto Novo Horizonte, as famílias decidiram em assembleia que se manterão organizadas, resistindo até que lhes seja apresentada uma solução, para que o direito constitucional à moradia seja plenamente assegurado.
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Em plena pandemia, Wladimir ignora apelo de famílias despejadas e silencia para desocupação
20/04/2021 | 22h40
Após despejo ilegal ocorrido na última semana no Parque Aeroporto, famílias sofrerão reintegração de posse das casas ocupadas
Juliana Rocha e Daniela Abreu
Juliana Rocha e Daniela Abreu
Na noite desta terça-feira (20), centenas de famílias que eram beneficiárias do programa de aluguel social da prefeitura de Campos no Parque Aeroporto se manifestaram contra uma ordem judicial de reintegração de posse, fruto de uma ação movida pela construtora Realiza, que estipulou um prazo de 5 dias para a desocupação. O prazo se extingue amanhã (21/04), quando deverá ocorrer mais um despejo das famílias.
Mais um porque, na última semana, estas famílias foram despejadas pelos donos dos imóveis que moravam através do aluguel social, uma vez que o último prefeito, Rafael Diniz, deixou de pagar o aluguel social e o atual prefeito, Wladimir Garotinho, não paga as dívidas com os proprietários.
Somente após este primeiro despejo é que as famílias ocuparam as casas do "Minha Casa, Minha Vida", da Construtora Realiza, para se abrigarem, uma vez que não havia sido apresentada qualquer alternativa de moradia em um dos momentos mais críticos da pandemia, com crescente fome e desemprego.
Cabe ao prefeito Wladimir praticar a solidariedade que tanto tem pedido aos cidadãos campista e cumprir o seu papel de gestor público, apresentando uma solução para evitar que diversas famílias com idosos, jovens e mulheres grávidas sejam obrigadas a morar na rua.
Afinal, como pode o prefeito solicitar diariamente que as pessoas fiquem em casa quando sua omissão é responsável por retirar o teto de centenas de pessoas?
Juliana Rocha e Daniela Abreu
Juliana Rocha e Daniela Abreu
Confira abaixo a carta assinada por diversos movimentos e organizações políticas de Campos em repúdio ao despejo e desocupação das famílias:
"MANIFESTO CONTRA A DESOCUPAÇÃO NO PARQUE AEROPORTO

Centenas de famílias foram despejadas de forma ilegal na semana passada do Parque Aeroporto durante o período mais dramático da pandemia do coronavírus e da epidemia da fome em Campos. Esse primeiro despejo, executado pelos donos dos imóveis, ocorreu porque o último prefeito, Rafael Diniz, deixou de pagar o aluguel social e o atual prefeito, Wladmir Garotinho não saldou as dívidas com os proprietários dos imóveis. No entanto, o contrato foi feito com a prefeitura e não com as famílias. Dessa forma, o prefeito é o responsável por negociar com os proprietários dos imóveis e garantir o direito constitucional das famílias à moradia.

As pessoas despejadas, então, ocuparam as casas do "Minha casa, minha vida" para se abrigarem. No entanto, a Polícia Federal compareceu no local dia 15/04 para notificar as famílias de uma ordem judicial de reintegração de posse, fruto de uma ação movida pela construtora Realiza e estipulou um prazo de 5 dias para a desocupação. Esse prazo se extingue amanhã (21/04), quando deverá ocorrer o despejo das famílias.

As famílias estão se mobilizando desde sexta feira (16/04), quando ocorreu um ato na Lapa de reivindicação de seus direitos. Algumas famílias fizeram uma manifestação em frente à prefeitura na tarde de hoje (20/04) e, em seguida, fecharam a BR 101 para pressionar o Poder Público para que não haja nenhum despejo no dia de amanhã.

É preciso que o prefeito Wladimir Garotinho assuma sua responsabilidade perante essas famílias e resolva imediatamente o problema criado pela própria gestão pública.

Assim sendo, exigimos que a ordem de despejo seja revogada, que as famílias possam permanecer sob o teto que lhes ampara neste momento crítico e que o pagamento da dívida seja imediatamente efetuado pela prefeitura do município!"

Assinam:

1 - Emancipa Campos
2 - Resista Campos
3 - Unidade Popular
4 - União da Juventude Comunista
5 - União da Juventude Rebelião
6 - Movimento Correnteza
7 - Diretório do PSOL Campos
8 - Coletivo Só a Luta Muda a Vida
9 - Frente Antifascista Cabrunca
10 - Coletivo Sementes
11 - Diretório PT Campos
12 - Juventude da Articulação de Esquerda
13 - Partido Comunista Brasileiro
14 - Unidade Classista
15 - União da Juventude Socialista
16 - Partido Comunista do Brasil - Campos
17 - Frente contra a Fome - Campos
18 - Núcleo José do Patrocínio
19 - SINDIPETRO NF
20 - Corrente Socialista de Trabalhadoras e Trabalhadores
21 - Frente LGBTQIA+ do Norte Fluminense
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Rio de Janeiro de Cláudio Castro é o estado onde a Covid é mais letal. E quem se importa?
17/04/2021 | 07h36
Ações questionáveis do governador em exercício parecem não chamar a devida atenção.
O estado do Rio de Janeiro alcançou a maior taxa de letalidade da Covid-19 em todo o Brasil: em média, a cada 100 infectados, 6 vem a óbito. Só nas últimas 24 horas foram 338 mortos.
Yahoo Notícia
Yahoo Notícia
Enquanto isso, segundo reportagem da revista Veja, o governador Cláudio Castro — que já recusou comprar vacinas e assinar carta conjunta de governadores pelo retorno do auxílio de 600 reais — tem promovido e participado de seguidas festas privadas, regadas a vinhos caros e música ao vivo, sempre sem máscara, com o intuito de mapear eventuais aliados em seu inesperado projeto de reeleição.
Tudo isso às custas de quem agoniza nas filas por um leito de UTI.
Aliado de Bolsonaro, a quem pleiteia apoio para seu projeto 2022 e com bom trânsito nos corredores da ALERJ, onde foi assessor, Castro parece não atrair muita atenção dos deputados que recentemente decidiram pelo processo de impeachment de Wilson Witzel, logo após o governador afastado ter se tornado desafeto do bolsonarismo.
Desde que assumiu, o ex-vereador do Rio coleciona ações questionáveis. Castro alterou o próprio decreto que impedia aglomerações para garantir que cerimônias de inauguração ao lado de prefeitos pudessem continuar servindo de palanque político, a exemplo da inauguração do Hospital Modular de Nova Iguaçu, onde reuniu centenas de pessoas no último dia 03.
Reprodução TV Globo
Reprodução TV Globo
Após ter vetado no dia 1° de março o projeto de lei que autorizava a compra de vacinas diretamente pelo governo do RJ, alegando “falta de verbas”, o governador gastou mais de 10 milhões de reais em equipamentos de guerra para a PMERJ, como caveirões, em plena pandemia. Valor este que, se revertido para a aquisição de equipamentos da UTI Covid, a um custo médio de 96 mil reais, poderia ter garantido mais 104 novos leitos ao estado.
Descumprindo o próprio decreto, Castro promoveu festa em Itaipava
Descumprindo o próprio decreto, Castro promoveu festa em Itaipava
Se Witzel foi afastado para apuração de crime de responsabilidade relacionado a atos administrativos ligados à requalificação de OSs da saúde no RJ, sobram motivos para indagar porquê Cláudio Castro também não tem seus atos administrativos, em que pese até mais graves, questionados e investigados até o momento.
 
 
Por Gilberto Azeredo Gomes às 07h35
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Campanha PT Solidário é iniciada em Campos dos Goytacazes
16/04/2021 | 21h35
Iniciativa organizada por militantes pretende arrecadar cestas básicas para distribuição em comunidades carentes de Campos
Reunião virtual DM PT Campos
Reunião virtual DM PT Campos
Em reunião na noite desta sexta-feira, 16, o diretório municipal do Partido dos Trabalhadores de Campos dos Goytacazes definiu adesão à campanha nacional PT Solidário, organizada por militantes do partido, que pretende arrecadar alimentos em todo o Brasil para o povo que tem fome.
A primeira grande ação nacional será no sábado, dia 17 de abril, Dia Internacional da Luta Camponesa, dia de memória e resistência do Massacre de Eldorado dos Carajás. No entanto, o PT Campos se programa para realizar a atividade no município dia 1º de Maio, em homenagem aos trabalhadores, trabalhadoras e em alerta ao gritante desemprego no país. 
Em Campos, a fome se mostra cada dia mais cruel, com longas filas em busca de doações de comida e o crescente número de moradores de rua.
Para saber como ajudar, acompanhe as redes do PT Campos dos Goytacazes no instagram e facebook a partir de amanhã, 17.
SOBRE A CAMPANHA
Pela primeira vez em 17 anos, mais da metade da população não tem certeza se haverá comida suficiente em casa no dia seguinte, teve que diminuir a qualidade e a quantidade do consumo de alimentos ou passou fome. São 116,8 milhões de pessoas na situação de insegurança alimentar no Brasil, de acordo com pesquisa divulgada pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan).
A fome havia sido superada em 2013 pelo Brasil, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) retirou o país do Mapa da Fome, graças à política nacional de segurança alimentar implementada em 2003 pelo presidente Lula.
Após o golpe que tirou a presidenta Dilma Rousseff da Presidência da República, a falta de comida voltou a assolar a população, situação que se agrava com o descaso do Governo Bolsonaro no tratamento da pandemia, as políticas neoliberais e o fim do auxílio emergencial de 600 reais.
Divulgação
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Caso de Covid-19 no Liceu alerta para o risco do retorno às aulas em Campos
13/02/2021 | 17h47
Denúncias recebidas pelo SEPE Campos indicam ao menos uma professora infectada e demais profissionais e alunos sob suspeita
Folha1
Segundo informações divulgadas pela diretora do SEPE Campos, Graciete Nunes, foram recebidas pelo sindicato diversas denúncias sobre um caso confirmado de infecção por Covid-19 no Liceu de Humanidades de Campos.
Trata-se de uma professora que esteve cumprindo a exigência de comparecimento à unidade escolar na última terça-feira. A professora teria tido contato com diversos colegas e alunos, aos quais aplicou o questionário psico-emocional.
Ontem (12), foi apresentado atestado médico com a confirmação de teste positivo para a Covid-19.
A direção do colégio emitiu um comunicado via WhatsApp os demais professores, mas até o momento não há nenhuma informação sobre como ficará o retorno das aulas pós-carnaval e nem qual providência a Secretaria de Educação irá tomar com aqueles que tiveram contato com o profissional nas dependências no colégio.
O sindicato informou que as denúncias serão encaminhadas ao MPRJ, com quem se reuniram na última semana.
O caso alerta para o risco iminente do retorno às aulas em um momento ainda crítico da pandemia, que pode colocar estudantes e suas famílias em perigo, além dos docentes que, até o momento, não possuem qualquer previsão de vacinação em Campos.
Para a Fiocruz, “a volta às aulas pode representar um perigo a mais para cerca de 9,3 milhões de brasileiros que são idosos ou adultos com problemas crônicos de saúde e que pertencem a grupos de risco. Isso porque eles dividem a mesma casa com crianças e adolescentes em idade escolar (entre 3 e 17 anos). A quantidade de pessoas que pode passar a se expor ao novo coronavírus foi calculada com base na Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2013), que foi realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com o Laboratório de Informação em Saúde (LIS) da Fiocruz”.
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Dona da empresa que forneceu leite condensado de R$ 162,00 ao governo federal é de Campos/RJ
27/01/2021 | 05h52
Em suas redes sociais, Azenate Barreto Abreu, dona da empresa que fechou contratos de 12 milhões de reais com as Forças Armadas, declara ter residido e estudado em Campos.
Reprodução Internet
Reprodução Internet
Uma reportagem do site Metrópoles revelou nesta semana que todos os órgãos do governo Bolsonaro pagaram, juntos, mais de R$ 1,8 bilhão em alimentos no ano de 2020 – um aumento de 20% em relação a 2019. Chamando atenção especial para os 15 milhões de reais em leite condensado, a um custo unitário de R$162,00.
Segundo o Portal da Transparência do governo federal, que ficou fora do ar nesta terça-feira, a empresa “Saúde e Vida Comercial de Alimentos Eireli” pertence a uma mulher chamada Azenate Barreto Abreu.
Em uma rápida pesquisa nas redes sociais é possível encontrar o perfil de Azenate que, segundo informações declaradas pela própria, é campista e estudou no Colégio 29 de Maio, próximo aos bairros Parque Leopoldina e Pecuária. O perfil de Azenate no facebook foi removido minutos após a publicação desta matéria. 
Ela é casada com Elvio Rosemberg da Silva Abreu, um pastor que, em suas redes sociais, também declara já ter morado em Campos, porém, residindo atualmente em Uberlândia/MG. Elvio e Azenate são pais de Elvio Abreu Júnior, que também assinou contratos milionários com o governo federal que somam 25 milhões de reais.
Azenate e Elvio: milionários de vida pacata?
Azenate e Elvio: milionários de vida pacata?
Apesar da família ter vocação para os negócios e alcançado valores superiores a 30 milhões de reais com estes contratos, nas redes sociais as foros de Elvio e Azenate revelam uma vida muito diferente. Simples, pacata e sem luxos.
Cabe agora aos órgãos competentes apurar não somente os valores estratosféricos dos alimentos conforme revelado pelo site Metrópoles, mas também por que Azenate e Elvio administram uma empresa sediada em Brasília morando tão longe do distrito federal e levando uma vida aparentemente humilde, mesmo alcançando milhões em contratos com o governo.
Portal da Transparência
Portal da Transparência
As informações aqui apresentadas em primeira mão pelo Blog do Gilberto foram compartilhadas inicialmente no twitter @Boscardin.
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Após repercussão de denúncias, Wladimir determina divulgação dos vacinados em Campos
25/01/2021 | 21h37
Mais doses chegaram ao município nesta segunda-feira. Campos ainda não havia relevado parcial de vacinados.
Após a veiculação neste blog de denúncias (confira aqui) de funcionários da saúde sobre os critérios para a vacinação do grupo que atua na linha de frente do combate à Covid-19, o prefeito Wladimir Garotinho determinou a publicação em Diário Oficial de todos vacinados até o momento.
Chamava atenção que em Campos ainda não havia qualquer parcial que indicasse o número de vacinados, ferindo o princípio da transparência e deixando margem para suspeitas de “fura-filas”.
Com esta determinação, através de ofício para a secretaria de saúde, que pode ser conferido abaixo, o prefeito firma após cobranças uma importante ferramenta de controle social, permitindo que a população acompanhe e fiscalize de perto informações de tamanho interesse público.
Divulgação Internet
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Ainda sem divulgar parcial de vacinados, servidores da saúde em Campos denunciam bastidores da imunização
24/01/2021 | 02h36
Denúncias indicam ausência de transparência na lista parcial de vacinados, lentidão na distribuição das doses e exclusão de servidores da saúde de uma suposta lista “prioritária”.
Ainda que a prefeito Wladimir tenha afirmado receber inicialmente doses suficientes para imunizar toda a linha de frente que vem combatendo bravamente a Covid-19 em Campos, diversos servidores da saúde têm relatado a ausência de informações sobre quando serão vacinados.
Passados 6 dias da chegada das primeiras doses no Aeroporto Bartholomeu Lisandro, chama atenção que a prefeitura ainda não tenha divulgado o número total de vacinados, como diversas cidades pelo país tem feito.
A ausência de transparência com informações de interesse público tão relevantes como a vacinação é algo grave e, entre as mais brandas suposições, pode indicar a lentidão na distribuição das doses, como apontam comentários de alguns servidores, que ainda afirmam, além da ausência de informações, as péssimas condições de trabalho.
Vale destacar que experiências como o vacinômetro funcionam como importantes ferramentas de controle social, permitindo que a população acompanhe de perto o plano de imunização do município, onde e em que quantidade as doses estão sendo aplicadas. Ajudam a coibir, ainda, escândalos de “fura-filas”, que tem sido comuns em diversos municípios pelo Brasil, além de ampliar a confiabilidade das vacinas em grupos ainda resistentes à imunização.
App Vacinômetro da cidade de Feira de Santana/BA
App Vacinômetro da cidade de Feira de Santana/BA
Outros servidores ainda relatam que foram retirados de uma lista - não divulgada pela prefeitura - mesmo atuando na linhas de frente e com contato diário com infectados da Covid.
Confira abaixo os relatos obtidos através de denúncias nas redes sociais. Os nomes dos servidores foram mantidos em sigilo.
 
 
 
 
 
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Ainda sem apresentar planos para a educação municipal, Wladimir pactua escola cívico-militar em Campos
05/01/2021 | 23h04
Defendida por grupos bolsonaristas, a proposta prevê a implantação de ao menos uma escola cívico-militar no município e camufla o real problema da educação em Campos: a falta de investimento.
Divulgação Internet
Nesta terça-feira o prefeito Wladimir Garotinho se reuniu com o vereador e pastor da Igreja Universal, Anderson de Matos, para debater a adesão do estado do Rio de Janeiro e da cidade de Campos à proposta de escolas cívico-militares do governo federal.

A reunião apontou o alinhamento entre o prefeito Wladimir e as demandas dos grupos bolsonaristas na cidade de Campos. Vale destacar que até o momento o prefeito ainda não divulgou qualquer plano para a educação municipal ainda no contexto da pandemia.

Em vídeo divulgado nas suas redes sociais, o vereador e o prefeito alegam que a proposta prevê fortalecer o ensino público de Campos, no entanto, o ranking das melhores escolas públicas do país ainda aponta um desempenho inferior das escolas militares no Brasil, em relação a demais instituições públicas.

Entre as 10 melhores escolas públicas no ranking divulgado pelo MEC em 2017, 7 eram institutos federais ou colégios de aplicação ligados a universidades federais, 2 escolas estaduais e apenas 1 colégio era militarizado.

O vereador Anderson, que também é um defensor do “Escola Sem Partido”, esquece de destacar em seu vídeo o teor ideológico das escolas cívico-militares. O ex-ministro Weintraub deixou claro em dezembro de 2019 que o programa não é para formar melhores cidadãos ou seres humanos com maior capacidade crítica, mas sim “para garantir que nossa bandeira verde e amarela jamais será vermelha”. A fala foi durante o anúncio das 54 escolas cívico-militares em 2020.
As escolas cívico-militares se tornaram bandeira do governo Bolsonaro durante as desastrosas passagens dos Ministros Vélez Rodrigues e Weintraub, em meio a severos cortes no orçamento do ensino federal.

Os defensores das escolas cívico-militares gostam de citar os bons resultados e a “ordem” dos Colégios Militares, mas há uma diferença fundamental: estas unidades, de responsabilidade das Forças Armadas para formar futuros militares, investem em média R$ 19 mil ao ano por estudante. Nas escolas públicas que serão militarizadas no projeto de Bolsonaro, o investimento atual é em média de R$ 6 mil por aluno anualmente, por isso, o governo prometeu um aporte de R$ 54 milhões para o programa de militarização, cerca de R$ 1 milhão para cada escola cívico-militar. Ou seja, muitos municípios são levados a aderir a um programa disciplinar nebuloso para garantir recursos.


Assim como os Colégios Militares, os Institutos Federais têm ótimos resultados, também devido ao investimento mais alto (R$ 16 mil ao ano por aluno). Porém, são sistematicamente difamados e atacados pelo atual governo, que teme a liberdade de expressão e manifestação nestas instituições, liberdade essa que é determinantemente vedada nas escolas militares, onde os alunos são, por exemplo, proibidos de participarem de manifestações com os uniformes das escolas e iniciativas democráticas como a criação de Grêmios Estudantis não é incentivada.

Pra finalizar, a militarização das escolas é apontada como solução para escolas violentas, em locais de vulnerabilidade social. Muitos especialistas questionam por que a polícia e as Forças Armadas não solucionam os problemas no bairro ao entorno da escola, como é sua função. Conforme aponta a Prof. Dra. Catarina de Almeida Santos, da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB): “o que a polícia, que não entende de educação, está fazendo dentro das escolas? Se a justificativa é que a escola está violenta, a resposta é que a violência está na sociedade em que a escola está inserida. Se a polícia não está dando conta da insegurança na sociedade, por que ela vai dar conta da escola?”
Por Gilberto Azeredo Gomes às 22:56
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Joga pra galera: sem divulgar plano municipal de transporte, governo Wladimir devolve as vans ao centro de Campos em meio a confusões e preços abusivos
04/01/2021 | 17h43
Primeiro dia de retorno do transporte alternativo ao Centro da cidade foi marcado por passagens que chegavam ao valor de R$8,00                                                                                                                                                                                                                    
Nesta segunda-feira, o governo Wladimir Garotinho buscou atender uma das principais pautas das últimas eleições: o transporte. Após o caos dos terminais sem infraestrutura implantados pelo governo Rafael, o atual governo interrompeu o sistema e devolveu as vans ao Centro, no entanto, sem a divulgação de qualquer plano municipal de mobilidade urbana ou fiscalização do serviço entregue à população.
Nas redes sociais da prefeitura, muitos comentários questionavam a ausência de fiscalização no retorno das vans, que foi marcado nesta segunda-feira (04) por passagens mais caras.
Segundo usuários, quem fazia a linha Farol x Centro, por exemplo, precisou complementar a passagem de R$2,75 do Anda Campos ou Rio Card com mais R$6,00.
Outros comentários ainda questionavam como ficará o trânsito da cidade, uma vez que o retorno das vans ao Centro aconteceu sem qualquer tipo de orientação prévia, ainda nesta primeira primeira semana de 2021.
Diversos motoristas do transporte alternativo também não encontravam informações sobre suas novas linhas como rotas, pontos de embarque e valores a serem praticados.
Uma das primeiras oportunidades do governo Wladimir demonstrar como conduzirá grandes políticas públicas em Campos ficou marcada pela ausência de capacidade técnica, penalizando ainda mais a vida dos trabalhadores e trabalhadoras que há mais de uma década enfrentam o abandono do transporte público.
Vale destacar ainda o silêncio de muitos parlamentares campistas, numa Câmara de Vereadores que promete refletir ainda mais a omissão dos últimos anos.
Enquanto não for debatido, construído coletivamente e divulgado um plano municipal com objetivos, metas e diretrizes para o transporte público de Campos, qualquer tipo de política descoordenada e sem transparência não passará de uma tentativa covarde de auto promoção do novo governo às custas do povo campista, fadado a encarar o mesmo caos do último governo.
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Sobre o autor

Gilberto Gomes

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